Por Odemirton Filho
Tenho um pouquinho mais de meio século de vida. Já vivenciei um bocado de coisas. Da infância, trago no coração a casa da rua Tiradentes, na qual desfrutei os meus tempos de menino/rapaz. Carrego, ainda, os momentos vividos na padaria do meu pai, localizada na rua José de Alencar.
Não esqueço o jogo de bola na rua, ao lado de amigos que moravam na vizinhança; o futebol na rua de Seis de Janeiro com os meus primos; os jantares na casa de meus avós, os inesquecíveis vesperais no Cine Pax.
Andar de bicicleta no adro da Igreja de São Vicente era uma das minhas brincadeiras prediletas. Volto no tempo e vejo uma criança calma, que nunca gostou de confusão, um garoto, digamos, reflexivo, muitas vezes, imerso na solidão dos pensamentos.
Já adolescente, as farras dos sábados à noite, as viagens pra curtir as vaquejadas nas cidades circunvizinhas, bem como, os poucos locais que existiam na Mossoró da minha juventude.
Lembro, com carinho, das férias na cidade-praia de Tibau, a joia mais valiosa da minha infância, cenário de doces dias.
Confesso que nunca fui estudioso, dava um trabalho danado aos meus pais nesse aspecto. No entanto, a vida me instigou, obrigou-me a trilhar o caminho do conhecimento. Só então, tomei gosto. Cursei a faculdade de Direito, depois, lecionei durante vários anos.
Destaco que a leitura sempre fez parte dos meus dias, e viajei mundo afora nas páginas dos romances, dos contos e da crônica, essa última, minha paixão.
Trabalhei em várias atividades comerciais, uma vez que precisava ganhar o pão de cada dia. Em consequência, vivenciei um pouco de muitas coisas, conheci pessoas de várias índoles.
Aprendi um tantinho de coisas, e trago na bagagem boas e más lembranças. Tenho certeza que você também já enfrentou poucas e boas, pois todos nós atravessamos uma jornada silenciosa, às vezes ásperas, repletas de curvas.
As lágrimas e sorrisos foram inestimáveis lições que a vida me proporcionou. Cada erro, cada acerto, foram valiosas experiências para o meu amadurecimento pessoal e profissional. Por isso, sigo em frente, entre erros e acertos, mas sempre acreditando na “beleza de ser um eterno aprendiz”.
Odemirton Filho é oficial de justiça























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