sexta-feira - 08/06/2012 - 11:21h
Areia Branca

Bruno exige indicação de vice e revela mágoa de Souza

Areia Branca está fervendo. O governismo vive crise babélica. Passou a ser impossível maquiar ou esconder o que este Blog tem divulgado em primeira mão e com detalhes de bastidores há algum tempo: o governo está rachado.

O prefeito Manoel Cunha Neto (PP), o “Souza”, não fala a mesma linguagem do seu vice-prefeito e pré-candidato à prefeitura, médico Bruno Filho (PMDB). Os dois passaram a usar o rádio como veículo de comunicação, num diálogo que apenas reforça as divergências e mal-estar entre ambos.

Bruno tem pressa para ter um vice (Portal Costa Branca)

Hoje pela manhã, quem usou a FM Costa Branca foi Bruno Filho. Souza já o fizera esta semana. Tinha aspergido alguns recados cifrados e sinalizado descontentamento. Nesta sexta-feira (8), Bruno foi à réplica radiofônica.

“Todos vocês me conhecem, sabem do meu jeito simples, humilde e acima de tudo conciliador e ordeiro, ao enfrentar os desafios do dia-a-dia”, disse Bruno com seu estilo de voz arrastada e às vezes quase inaudível.

– Nunca usei da arrogância, da prepotência, da imposição, da incoerência com a verdade, da humilhação e da hipocrisia, para lidar com as pessoas, com nossos conterrêneos, que eu verdadeiramente trato como irmãos – asseverou o vice-prefeito, com claro arremesso de mensagem na direção de Souza, que tem se queixado de ter sido isolado por Bruno no próprio processo sucessório.

Bruno pregou ainda, com ar filosófico, que “Areia Branca não elege um prefeito e um vice-prefeito somente para construir obras (…), mas também na perspectiva de que sejamos exemplos na construção da cidadania, na promoção da dignidade para os cidadãos, na pregação do exemplo da humildade, da verdade, na busca da paz entre todos os habitantes”.

O vice-prefeito admitiu que vive dias de angústia. Não citou nomes, mas deixou implícito, que a saída da enfermeira Lidiane Garcia (PSB) da Secretaria da Saúde do Município, sob intensa festa (veja AQUI) promovida por outros setores políticos e sobretudo pelo grupo de Souza, o deixou atordoado.

Lidiane

Lidiane seria uma resposta de Souza à suposta articulação de Bruno para alijá-lo do comando sucessório. A enfermeira desliza como provável candidata a prefeito.

“As decisões político-partidárias para as eleições que se aproximam tinham tudo para serem as mais fáceis, mais simples, mais práticas e mais eficientes de todos os tempos, até mesmo porque estaríamos mais experientes”, ilustrou Bruno. Entretando, ele reconheceu que os rumos tomados no governismo causam solavancos.

Depois, tratou o prefeito Souza com o formalismo de quem não possui a intimidade da convivência ou por necessidade da ironia: depende do ângulo de interpretação: “(…) O ‘senhor’ Manoel Cunha Neto…”

Para Bruno Filho, logo no primeiro mandato de Souza (2005/2008), ele “e os que estavam mais próximos de mim” teriam recebido tratamento incompatível do prefeito. Até preferiu evitar detalhes em seu pronunciamento. Parecia engolir mágoas. Talvez esteja aí a explicação para ter tratado Souza – segundos antes – como “senhor”. Pura zombaria. Vingança.

Quanto à escolha do companheiro de chapa, ele proclamou que “nunca tive nome de preferência ou nome ideal e nunca me opus a nenhum dos nomes apresentados”. Fez questão de assinalar, que “não tenho projetos familiares e não preparei ninguém para defender meus interesses particulares na administração”.

Foi uma resposta ao próprio Souza, que no rádio já dissera que não alimentaria “projetos familiares”. Comenta-se em Areia Branca, que Bruno estaria preparando a filha Luana para sucedê-lo, caso se inviabilizasse legalmente à candidatura.

Bruno reafirmou, elevando a voz, que “sou pré-candidato a prefeito de Areia Branca”. Fez mais: mandou um recado dirigido ao prefeito, em tom de exigência e cobrança: “Esperamos que o nosso principal aliado, o prefeito Souza, atendendo ao compromisso firmado em nosso coligação, indique com a maior brevidade possível, o nome do candidato a vice-prefeito para compor a nossa chapa”.

Mesmo com o clima tenso, o vice-prefeito ainda considerou, como possível, que ele e o grupo do prefeito possam marchar “juntos, unidos, fortalecidos”. Avaliou que a partir daí, poderá – com o aliado – “transformar esse tempo de angústias e de intranquilidades, usando palavras do prefeito, nesse novo tempo de harmonia e paz”.

* Com informações do Blog Portal  Costa Branca (Jaílton Rodrigues).

Veja também essas duas postagens abaixo, que apontavam a temperatura elevada no governismo:

– Governismo, em Areia Branca, vive crise de relacionamento AQUI.

– Governismo não se entende e pode surgir nova candidatura AQUI.

Categoria(s): Política

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  1. […] duas semanas, precisamente na sexta-feira (8), Bruno fez pronunciamento na FM Costa Branca (veja AQUI) debulhando ressentimentos de Souza. Mesmo assim, num lampejo de conciliação, […]

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