Questionado pelo jornalista Diógenes Dantas sobre o pedido de impeachment da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), em entrevista ao programa RN Acontece, da Rede de TV Band, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ricardo Motta (PROS), confirmou hoje que o relatório será remetido para votação em plenário.
“É o que determina o regimento da Casa”, afirmou nesta terça(19) o presidente sem emitir opinião pessoal sobre o caso.
Ricardo Motta acrescentou: “A votação será democrática, tanto para o afastamento como para negar. O regimento determina que tem que ir para o plenário. Não podemos fazer juízo de valor. Temos que nos basear em parecer dos técnicos do Legislativo. No relatório da Comissão. Estamos bastante tranquilos. A Assembleia analisará sem cor partidária, sem paixão”.
O presidente do Legislativo também considerou a falta de diálogo a principal causa da crise do Executivo com os demais poderes. “O governo não tem dialogado. Muitas coisas poderiam ter sido evitadas. Tentei várias vezes reunir o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, o Tribunal de Contas, mas o governo não dialogou.”, disse Ricardo Motta.
Oposição
O parlamentar revelou também que o problema vem se repetindo na questão das discussões sobre o Orçamento Geral do Estado para o próximo ano. “Também não há diálogo e sem conversa não se chega a lugar algum. É só perguntar ao relator, deputado José Dias (PSD).”
Sobre a convivência com a governadora Rosalba Ciarlini, ele foi claro: “ Aqui no Estado somos independentes, mas não fazemos oposição ao Rio Grande do Norte. Não vejo nenhum deputado fazer oposição por oposição. PROS está mais próximo do RN, para ajudar, para fazer o Estado crescer. Por onde você passa que ver obras, tem o dedo da Assembleia. Não existe oposição, mas é claro que deixamos todos os deputados à vontade. Cada um vota com a sua consciência.Ninguém pode reclamar da Assembleia Legislativa.”
Betinho Rosado
Com relação à saída do seu grupo do PP, assumido pelo deputado federal Betinho Rosado, cunhado da governadora e irmão do Chefe da Casa Civil, Carlos Augusto Rosado, Ricardo Motta disse que “o tempo dirá quem teve razão”, mas garantiu que houve quebra de compromisso por parte de Betinho.
“Ele (Betinho) me garantiu que não iria para o PP na frente da governadora, do chefe da Casa Civil e do secretário Esdras Alves. Quinze dias depois, me apareceu para dizer que tinha o controle do partido. O importante é que estamos fortes e unidos no PROS”.
































