domingo - 15/05/2011 - 20:14h

Letra e Música – 138


A boa música ainda existe, nesses tempos de sucessos instantâneos, passageiros e sofríveis. Maria Gadu areja a MPB.

Tudo diferente, letra de André Carvalho, ganha sonoridade no violão e voz dessa artista.

(…) Todos caminhos trilham pra a gente se ver
Todas as trilhas caminham pra gente se achar, viu?
Eu ligo no sentido de meia verdade
Metade inteira chora de felicidade
.

Para a semana começar assim, bem boa, aproveite Letra & Música.

Veja a letra AQUI;
Veja o vídeo AQUI.

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Categoria(s): Letra e Música
domingo - 15/05/2011 - 19:58h

Gerais… Gerais… Gerais… Gerais

//rocknprosa.blogspot.com/

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domingo - 15/05/2011 - 18:44h

Terremoto cria falso alerta de tsunami no RN


Um terremoto de magnitude 6 na escala Richter atingiu a costa leste do litoral nordestino na manhã deste domingo (15).

Segundo o laboratório de Sismologia da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), o tremor de terra foi registrado às 10h08 (horário de Brasília) no meio do oceano Atlântico, na cordilheira meso-oceânica.

O sismo ocorreu a 1.276 km de Natal e foi registrado nas estações de Riachuelo, Pau dos Ferros e Gravatá (PE). Segundo o coordenador do laboratório, Joaquim Ferreira, o tremor não foi sentido pela população.

Porém, por conta da magnitude, houve um alerta falso de tsunami, que assustou a população natalense.

“O problema causado foi a informação divulgada de que poderia causar um tsunami. Mas não teve nenhum risco. O tremor foi às10h08, se tivéssemos tsunami, já teria chegado aqui. Não foi nada perigoso como foi divulgado”, disse Ferreira.

Saiba mais AQUI.

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Categoria(s): Nelson Queiroz
domingo - 15/05/2011 - 11:31h

Agiotagem vibra com dinheiro ralo no Centro Administrativo

Deu na coluna de Eliana Lima (Tribuna do Norte):

Mãos… na cabeça 

Sem gratificação desde que Rosalba Ciarlini (DEM) assumiu o comando do Estado, os servidores da Governadoria se renderam a agiotas. A todo dia de pagamento, esses vão ao Centro Administrativo, livres, leves e soltos, fazer cobranças. Como se fosse uma coisa legal…

Nunca antes na história da Governadoria houve corte de gratificação.

Diante das dificuldades que se acumulam – a contar que muitos têm também desconto em folha de empréstimos consignados -, apelam para mais empréstimo junto ao Banco do Brasil (juros menores), sem sucesso.

Até o pessoal dos escritórios de Brasília e Recife grita desespero.

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Categoria(s): Administração Pública
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domingo - 15/05/2011 - 11:10h

O nascimento da crônica


Há um meio certo de começar a crônica por uma trivialidade. É dizer: Que calor! Que desenfreado calor! Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, bufando como um touro, ou simplesmente sacudindo a sobrecasaca.

Resvala-se do calor aos fenômenos atmosféricos, fazem-se algumas conjeturas acerca do sol e da lua, outras sobre a febre amarela, manda-se um suspiro a Petrópolis, e La glace est rompue; está começada a crônica.

Mas, leitor amigo, esse meio é mais velho ainda do que as crônicas, que apenas datam de Esdras. Antes de Esdras, antes de Moisés, antes de Abraão, Isaque e Jacó, antes mesmo de Noé, houve calor e crônicas. No paraíso é provável, é certo que o calor era mediano, e não é prova do contrário o fato de Adão andar nu.

Adão andava nu por duas razões, uma capital e outra provincial. A primeira é que não havia alfaiates, não havia sequer casimiras; a segunda é que, ainda havendo-os, Adão andava baldo ao naipe. Digo que esta razão é provincial, porque as nossas províncias estão nas circunstâncias do primeiro homem.

Quando a fatal curiosidade de Eva fez-lhes perder o paraíso, cessou, com essa degradação, a vantagem de uma temperatura igual e agradável. Nasceu o calor e o inverno; vieram as neves, os tufões, as secas, todo o cortejo de males, distribuídos pelos doze meses do ano.

Não posso dizer positivamente em que ano nasceu a crônica; mas há toda a probabilidade de crer que foi coetânea das primeiras duas vizinhas. Essas vizinhas, entre o jantar e a merenda, sentaram-se à porta, para debicar os sucessos do dia. Provavelmente começaram a lastimar-se do calor.

Uma dia que não pudera comer ao jantar, outra que tinha a camisa mais ensopando que as ervas que comera. Passar das ervas às plantações do morador fronteiro, e logo às tropelias amatórias do dito morador, e ao resto, era a coisa mais fácil, natural e possível do mundo. Eis a origem da crônica.

Que eu, sabedor ou conjeturador de tão alta prosápia, queira repetir o meio de que lançaram mãos as duas avós do cronista, é realmente cometer uma trivialidade; e contUdo, leitor, seria difícil falar desta quinzena sem dar à canícula o lugar de honra que lhe compete. Seria; mas eu dispensarei esse meio quase tão velho como o mundo, para somente dizer que a verdade mais incontestável que achei debaixo do sol é que ninguém se deve queixar, porque cada pessoa é sempre mais feliz do que outra.

Não afirmo sem prova.

Fui há dias a um cemitério, a um enterro, logo de manhã, num dia ardente como todos os diabos e suas respectivas habitações. Em volta de mim ouvia o estribilho geral: que calor! Que sol! É de rachar passarinho! É de fazer um homem doido!

Íamos em carros! Apeamo-nos à porta do cemitério e caminhamos um longo pedaço. O sol das onze horas batia de chapa em todos nós; mas sem tirarmos os chapéus, abríamos os de sol e seguíamos a suar até o lugar onde devia verificar-se o enterramento. Naquele lugar esbarramos com seis ou oito homens ocupados em abrir covas: estavam de cabeça descoberta, a erguer e fazer cair a enxada.

Nós enterramos o morto, voltamos nos carros, a dar às nossas casas ou repartições. E eles? Lá os achamos, lá os deixamos, ao sol, de cabeça descoberta, a trabalhar com a enxada.

Se o sol nos fazia mal, que não faria àqueles pobres-diabos, durante todas as horas quentes do dia?

Machado de Assis – (1839-1908) – Escritor, cronista.

* Extraído do livro "Crônicas Escolhidas" (1994, Editora Ática)

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Categoria(s): Blog
domingo - 15/05/2011 - 09:41h

Clauder Arcanjo em noite duplamente especial


O escritor Clauder Arcanjo terá uma noite especial, com pelo menos dois motivos para comemorações. Será no próximo 27 de maio.

Ele tomará posse na Academia Mossoroense de Letras (AMOL) e lançará seu mais novo livro, "Novenário de Espinhos" (poemas).

Tudo a partir das 19h, nos jardins da TV Cabo Mossoró (TCM).

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Categoria(s): John Deacon
domingo - 15/05/2011 - 01:43h

A “borboleta” que virou farelo

Agrava-se a cada instante a situação da prefeita Micarla de Sousa (PV) aos olhos dos fiscais da lei e da sociedade natalense que repudia a sua gestão e não tolera mais o desperdicio da verba pública em ações inócuas ou fracassadas.

Abandonada por todas as forças politicas que apoiaram sua candidatura, a impopularidade de Micarla chegou a um tal nivel de desprestígio que ninguem mais, dentre aqueles que não são arrivistas ou ainda gozam de algum conceito perante a opinião pública, deram-lhe as costas para não se contaminar com as consequências da sua irresponsabilidade, falta de tino e preparo profissional, agravados pela inépcia de um secretariado que cuida apenas de seus próprios interesses, enquanto a gestão se afunda em sucessivos fracassos e contradições que redundam em prejuizos para a sociedade natalense.

Pilotando um secretariado despreparado, sua gestão não tem projetos e acumula fracassos que a cada passo contribuem para fortalecer e ampliar o clima de ingovernabilidade que preocupa os cidadãos e as autoridades legais, conforme as palavras do jornalista Aluisio Lacerda que aqui comento.

Por isso,na Prefeitura, muitos dos auxiliares de Micarla – para não serem envolvidos nas malhas da lei – já torcem para que ela renuncie antes da intervenção ou do impeachment inevitáveis. Esperam com isto se isentar de mais problemas que decorreriam de uma investigação rigorosa nas contas da prefeitura e da avaliação do uso que o Partido Verde tem feito dos recursos públicos.

O clima reinante no governo municipal é de apreensão e temor.

Pessoas próximas de Micarla de Sousa confidenciam que ela está apavorada com o cenário que se cobre de nuvens negras. Esse pavor faz-se notar especialmente em suas últimas fotografias: sempre de boca aberta e arfante, como um peixe fora dágua, a diana desse pastoril de nulidades já não consegue disfarçar um ar apalermado de quem se encontra sozinha e sem salva-vidas em meio ao tsunami político que está levando o seu mandato de roldão para um abismo sem fundo.

Franklin Jorge é jornalista, escritor e crítico cultural

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Categoria(s): Fred Mercury
domingo - 15/05/2011 - 01:25h

A atrofia continuada do jornal impresso

Uma pesquisa da Agência Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) mostra que o leitor em 2001 gastava 64 minutos por dia na leitura do jornal. Seis anos depois, essa média baixou para 45 minutos.

O jornal está sendo trocado pela internet.

Nesse período, o tempo diante da tela do computador pulou de 2 para mais de 3 horas diárias.

Em 2009, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) registrou uma retração de 3.5% na circulação diária total no país, em relação ao ano anterior: a soma de jornais caiu de 8,5 milhões para 8,2 milhões de exemplares. É a segunda queda de circulação desde 2003, a primeira consecutiva.

O Rio de Janeiro é o melhor exemplo dessa preocupante retração.

Nos anos 1950, quando ainda era a capital, a cidade de 3 milhões de habitantes tinha 18 jornais diários, com tiragem diária de 1,2 milhão de exemplares. Hoje, com o dobro da população, o Rio tem apenas dois grandes jornais e 500 mil exemplares/dia.

Duas décadas atrás, a Folha de S.Paulo se gabava de ser "o 3° maior jornal do Ocidente", com uma edição dominical de 1 milhão de exemplares.

Em 2010, a tiragem média despencou para 294 mil exemplares e a Folha ainda perdeu o primeiro lugar no ranking nacional para o Supernotícia, um jornal popular de Belo Horizonte, vendido a 25 centavos para as classes C e D e que atrai leitores com prêmios como panelas, faqueiros e bugigangas.

No sábado, 30 de abril, dia seguinte ao casamento real em Londres, a manchete do maior jornal do Brasil tinha outro tema: "Tarado causa pânico em Sabará".

Luiz Cláudio Cunha, jornalista gaúcho

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Categoria(s): Paulo de Tarso Fernandes
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domingo - 15/05/2011 - 00:23h

Pensando bem…

"O jornalismo é atividade humana que depende essencialmente da pergunta, não da resposta. O bom jornalismo se faz e se constrói com boas perguntas. O jornalismo de excelência se faz com excelentes perguntas."

Luiz Cláudio Cunha, jornalista gaúcho

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Categoria(s): Pensando bem...
domingo - 15/05/2011 - 00:22h

Ah, tenha santa paciência!

Parece que o caso do Blog apócrifo "Paulo Doido", financiado e utilizado para insultar anonimamento diversas pessoas em Mossoró, incluindo o editor deste Blog e familiares, não deixou lições suficientes.

A experiência não fez cair a ficha de algumas pessoas, mesmo trazendo à tona nomes de secretários da Prefeitura de Mossoró e jornalistas ligados ao poder público, além de outros subalternos, alojados nesse biombo sujo.

Emails com endereços e nomes falsos voltaram a pipocar na caixa-postal desta página. Sem maiores dificuldades, o endereço do IP (registro do equipamento usado) é facilmente rastreado e gravado, alerto.

O engraçado é que a não-publicação de mensagens desses  pobres diabos ainda os leva à "indignação", pedindo respeito e "democracia". Risível. Dou boas gargalhadas.

Esse tipo de gente que não honra as próprias calças e é uma vergonha até pros filhos, luta por uma estranha modalidade de democracia: é baseada no anonimato e no direito unilateral de vomitar o que pensa – se é que pensa – por trás de uma máscara.

Eles se escondem para insultar, provocar, achincalhar, opinar sobre isso ou aquilo, enquanto dezenas de outros webleitores botam nome e endereço com naturalidade, pois não se acovardam. São indivíduos normais, sadios, apesar de suas peculiaridades e diferenças.

Apareceu também outra novidade nas entranhas da Net: é aquele internauta que manda dois ou três comentários, mas não gostando de um, após publicado, pede para retirá-lo, alegando que teve seu endereço "clonado".

Quando o Blog rastreia dados, logo chega à conclusão que todos tiveram a mesma origem.

Um conselho de quem está atuando na infovia há muitos anos e continua aprendendo: se você quer ter opinião própria publicada, sem perigo de banimento, bote seu próprio blog. Tá com medo de quê?

É facílimo.

Existem várias páginas gratuitas, em que você pode escrever o que bem entender, sem incômodo.  Mas tenha cuidado: é balela essa ideia de que podes ficar encoberto por pseudônimos ou endereços fajutos.

Outro caminho, é comentar em outras páginas em que não existe moderação, qualquer tipo de restrição, regra ou pente-fino. Por lá você inventa nome, apelido e às vezes nem precisa botar nome ou email falso e assim mesmo comenta, destilando seus recalques psicossociais.

Nesta página, não. Meu interesse, é mesmo do debate e fomento o contraditório. Defendo que cada um pelo menos tenha a serenidade e franqueza para se apresentar como é de verdade, respeitando os divergentes.

Basta de covardia.

Deixa de ser frouxo!

Qualquer dúvida, vá destilar seus ressentimentos, inferioridade latente e fraqueza noutro lugar.

Tenho dito.

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Categoria(s): Comunicado do Blog
sábado - 14/05/2011 - 23:56h

A desenvoltura de um vice imune às intempéries

Com pouco mais de 120 dias de governo, a gestão Rosalba Ciarlini (DEM) está eivada de problemas e desgastes. Tromba aqui e acolá.

É um início sinuoso, que se diga. Porém superável, dependendo da destreza político-gerencial que demonstrar mais adiante. Ou não.

Mas o mesmo não pode ser dito quanto ao seu vice, ex-deputado estadual Robinson Faria (PMN).

Sua movimentação de bastidores, desenvoltura política e capacidade de articulação  o deixam mais forte a cada dia.

Parece imune às intempéries.

É do ramo.

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Categoria(s): Blog
sábado - 14/05/2011 - 23:49h

Bem na “fita” – em casa

No curso do programa social denominado de "Ação Global", em Mossoró, parceria da Rede Globo de Televisão e Serviço Social da Indústria (SESI), hoje, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) testou sua popularidade na terra-berço.

Saiu-se bem na "fita".

Visitou as unidades de atendimento do projeto à Rua Benjamim Constant, 12 anos, ao lado da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), vereadora Cláudia Regina (DEM), além da vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) e outros correligionários.

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sábado - 14/05/2011 - 23:44h

Algo “novo” na sucessão municipal mossoroense


Um nome-surpresa. Alguém que não tem sido citado pela imprensa ou mesmo pensado e discutido nas prosas informais sobre política.

Perfil: algo novo, que pareça dinâmico e espelhe atitude.

O certo é que o líder do rosalbismo, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), rumina "novidade" à sucessão da prefeita de direito de Mossoró, enfermeira Fátima Rosado (DEM).

É aguardar para ver.

Depois eu mesmo rumino detalhes.

Sem olhar bovino, lógico.

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sábado - 14/05/2011 - 23:38h

Pensando bem…


"Aprimorar a paciência requer alguém que nos faça mal e nos permita praticar a tolerância."

Dalai Lama

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sábado - 14/05/2011 - 23:35h

Pensando bem…


"A violência é o último refúgio do incompetente."

Issac Asimov

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sábado - 14/05/2011 - 23:31h

Torradas queimadas


Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro.

Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.

Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.

Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:

" – Adorei a torrada queimada…"

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:

" – Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada…  Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!"

O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros. 

Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir um as falhas do outro. Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando.

Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar.

A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes. Não que mais tarde, o dia que um partir, este mundo vá desmoronar, não vai. Novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor. 

De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.

Então, filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, à você e ao próximo.

"As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir."

Autor Desconhecido

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Categoria(s): Nair Mesquita
sábado - 14/05/2011 - 23:20h

Só Rindo (Folclore Político)


O sono do vigia

Pai do deputado estadual Frederico Rosado, o empresário Diran Amaral, andava mesmo insatisfeito com o vigia de sua casa. Já o pegara várias vezes em ronco profundo.

Sua tolerância estava no limite. Daí o ultimato para o empregado sonolento: se fosse flagrado mais uma vez, no cochilo, seria demitido.

Passam os dias…

Diran chega à porta de casa e aciona a buzina do seu carro. E nada do vigia aparecer. Indignado, o empresário resolve "invadir" a própria casa.

Entra com o veículo focando – em luz alta – o rosto vincado do vigia.

– Você está demitido – avisa Diran rispidamente, logo ao saltar da direção.

Ainda atordoado com o foco de luz, que atrapalhara sua soneca (lógico), além da própria notícia drástica do fim do emprego, o vigia tenta se explicar, ainda coçando os olhos remelentos:

– Doutor Diran, é que eu sonhei que doutor Vingt-un (sogro de Diran) estava morrendo…

Antes de terminar a justificativa grotesca, Diran corta a lamúria:

– Agora é que você está demitido mesmo. Se sonhou, é porque estava dormindo, ora.

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Categoria(s): Blog
sábado - 14/05/2011 - 23:10h

A morte e eu


Vejo um vulto escondido atrás de velho morro,
ouço um grito inquieto vindo de lá, cessante e bem agudo,
ofereço ajuda com palavras finas de minha boca tímida,
estava descalço naquele chão quente, longe de casa, terrível medo e dor.

Recitei meus versos, no meu linguajar maduro, bem ligeiro,
tornei-me pleno e voraz naquele instante,  sinistro momento,
minha sombra se esconde, em volta de mim ecos, ecos somente.
Uma música teria feito mais efeito, uma voz um tanto rouca talvez.

Era a morte que apareceu tão bela e sorridente pra mim,
fez um aceno, fazendo escurecer o céu com nuvens cinzas,
o morro tremia, o vulcão nascia, larvas tomavam o morro a baixo,
brilhavam feito pedras de brilhantes e tinha um barulho ensurdecedor.

O pequeno vale se transformava em treva, meu lábio tremia, mudo,
torcia para minha coragem correr dali,
o inferno tomava conta, trazia a tona velhos deuses,
almas gritantes em desespero, eu temi novamente.

Num giro mágico, encontrei-me à frente de um abismo,
minha lucidez virgem, meu pensamento ausente,
minhas mãos frias desapareciam feito pó, depois todo o corpo,
era o encontro com o mestre, eu já não era um sábio homem.

Em minutos o silêncio reinou devagar, tudo já era em forma de flores,
o abismo se tornara um imenso espelho e eu pude me jogar,
as almas dos meus deuses evaporavam no céu,
eu tomava um outro corpo, sem formas exatas, sem cor e lindas asas.

A morte tomava outro rumo, indo ao Norte,
eu  seguia pelo céu tomado de estrelas,
era o caminho mais curto agora.
A morte e eu, tentando chegar ao encontro com Deus.

Sulla Mino é poetisa (Clique AQUI)

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Categoria(s): Nélter Queiroz
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sábado - 14/05/2011 - 23:08h

Quem dá as cartas no jornalismo atual


Vivemos uma época em que jornalistas precisam dar a cara a tapa. O jornalismo e os meios de comunicação se tornaram, nas sociedades contemporâneas, importantes demais na construção da agenda pública, na difusão de práticas de consumo e na formação de opiniões para se recusarem a tomar parte em um debate aberto sobre si próprios.

Numa sociedade democrática, todos nós que atuamos no campo jornalístico devemos encarar com naturalidade questionamentos sobre nossos critérios de produção e edição, a forma como empacotamos e distribuímos os conteúdos noticiosos ou mesmo os vínculos econômicos, políticos e ideológicos que nos movem ou movem as organizações nas quais trabalhamos.
 
Claro. Ninguém é obrigado a aceitar grosseria ou atos de má-fé. Civilidade e respeito são o mínimo que podemos exigir de quem nos cobra explicações, coerência ou o que for.

Respeitado esse pré-requisito, entendo, qualquer discussão deve ser bem-vinda. Aceitar críticas e nos submeter ao democrático escrutínio da sociedade pode ser às vezes algo sofrido, mas sempre propicia nosso aprimoramento, como cidadãos ou profissionais da informação.

Tudo isso para dizer que o tema “mídia” me soa meio que obrigatório num veículo como o Congresso em Foco. Como fazer jornalismo inovador e participativo, que é o que perseguimos, sem discutir de público o que fazemos? E, em matéria de jornalismo, não dá pra perder as maravilhosas chances que o século 21 oferece para refletir sobre velhos procedimentos e testar novas possibilidades.
 
Escrevo este texto sob o impacto de uma experiência recente, dividida em duas etapas.

A primeira, realizando um sonho quase tão antigo quanto este site (no ar, lembre-se, desde fevereiro de 2004). Ela consistiu, sobretudo, em um périplo, em Washington, por algumas empresas e instituições que estão na vanguarda da produção de informações sobre o Congresso e a política nos Estados Unidos.

Mas houve uma esticada até o Vale do Silício, na Califórnia, pra respirar um pouco da atmosfera do principal centro de geração de conhecimento tecnológico do mundo. E, de passagem por Nova Iorque, me vi encarando um mito ao visitar a redação do jornal The New York Times e conhecer os responsáveis pela área de mídia interativa.

Mal retornei ao Brasil, voltei a Washington, agora a convite da Fundação Sunlight.

O nome da entidade, luz do sol, é uma referência a uma célebre afirmação do ex-juiz da Suprema Corte americana Luiz Brandeis, ao defender a transparência de assuntos governamentais: “A luz do sol é o melhor desinfetante”.

A fundação convidou um grupo de duas dezenas de profissionais estrangeiros para participar de dois dias de encontros com o seu qualificadíssimo corpo técnico e do Transparency Camp, evento que reuniu mais de 200 pessoas, todas elas de alguma maneira envolvidas com ações destinadas a trazer à tona fatos, números e problemas que poderosos dos quatro cantos do planeta gostariam de manter escondidos sob o tapete.

Publicarei algumas matérias sobre coisas que vi e ouvi por lá. Destaco aqui algo que carrego como a lição mais viva das três semanas que passei ao Norte deste vasto continente americano.

Talvez ela lhe pareça pequena, óbvia. E acho que é mesmo. Em mim, admito, ela confirmou uma sensação que vinha de longe. Mas, num momento em que tudo é dúvida no mundo das comunicações, eu a guardo como finíssima joia. Porque é preciso entender o cenário.
 
Financiamento é um problema para quase todo mundo. Gigantes da comunicação amargam o explosivo desequilíbrio entre custos altos e receitas publicitárias em queda.

Organizações sem fins lucrativos com atuação no terreno jornalístico – fato raro no Brasil, mas comum nos EUA – têm sido alertadas por doadores tradicionais para a necessidade de buscarem a autossustentabilidade. E, pelo mundo afora, muitos veículos novos da internet ainda têm dificuldades para transformar audiência e prestígio em operações lucrativas.

Há ainda incertezas imensas em relação a um sem-número de questões relativas às novas ferramentas tecnológicas e o seu impacto no fazer jornalístico.

Smart phones, tablets, redes sociais, iPads, recursos multimídia… a indústria de comunicação foi e continua sendo bombardeada por inovações. É coisa demais para conhecer, aprender a usar, e num ambiente em que a tecnologia tirou do jornalista o monopólio de produzir e distribuir informação. Como provam blogueiros, tuiteiros, membros de comunidades virtuais etc.

Sei, mais que nunca, quem é o cara que dá as cartas nesse universo, e esta é a lição a que antes me referi. É você aí do outro lado. Mulher ou homem, seja em que cidade estiver ou que ocupação – ou idade – tiver, você tem a capacidade de determinar os rumos que as coisas tomarão.

Graças à web e às novas tecnologias de comunicação, leitores, telespectadores, ouvintes, usuários experimentam um poder inédito. Não apenas porque há mais opções disponíveis: novos veículos ou novos serviços e plataformas criados pelos veículos tradicionais. Mas, especialmente, porque reúnem maiores condições para influenciarem, e não apenas serem influenciados, pelo jornalismo que consomem.

Sylvio Costa é jornalista (ex-Folha de São Paulo, IstoÉ, Gazeta Mercantil, Correio Braziliense), mestre em Comunicação pela Universidade de Wesminster (Londres-Inglaterra), criador e diretor do site Congresso em Foco (AQUI)

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Categoria(s): Fred Mercury
sábado - 14/05/2011 - 22:48h

Sinônimo de amar é sofrer…


"Quanto tempo o coração leva pra saber, que sinônimo de amar é sofrer…" (
Chitãozinho e Xororó)

O destino de um homem depende do seu caráter, alertava Heráclito. Afinal, é através do caráter, que fazemos as nossas escolhas; podemos viver na retidão ou podemos vender a nossa alma ao diabo, como fez o Dr. Fausto…

Enfim, são as nossas escolhas que irão nos conduzir ao longo da nossa caminhada.

Dizem que Aquiles, quando jovem, recebeu das Parcas o privilégio de escolher a duração e o resultado da própria vida: poderia viver num palácio, ficar velho e morrer pacificamente, mas nunca seria lembrado; ou poderia ser lembrado para sempre, desde que morresse cedo.

Escolheu a segunda alternativa, e parece-me que foi a correta, afinal concordo com Nelson Rodrigues: “Pior do que a morte é o esquecimento!”.

A Ulisses foi dada a oportunidade de conquistar a vida eterna, bastaria que ele aceitasse as oferendas da deusa Calipso. Mas, ele rejeitou uma vida paradisíaca, onde tudo seria previsível e seguro, para se lançar de volta à sua casa e a um futuro “no qual ele pudesse se atirar de corpo e alma”…

Robert Frost, poeta americano, certa manhã teve que fazer a sua escolha: “É com um suspiro que conto isso, tanto, tanto tempo já passado: Duas estradas separavam-se num bosque e eu – Eu segui pela menos viajada. E isso fez toda a diferença”.

Eu, Edilson Pinto, em 1993, tive que fazer também a minha escolha. Poderia ter ficado no Rio de Janeiro, muito provavelmente trabalhando no INCA (Instituto Nacional de Câncer) ou teria que voltar para o meu Estado, e assumir a vaga de professor na UFRN.

Escolhi a segunda alternativa e não me arrependi! Não tenho dúvida que nesta escolha, teve a enorme influência da minha mãe, professora alguns anos do Atheneu e depois do curso de letras da UFRN.

Toda vez que ela falava da sua atividade docente, do seu entusiasmo, do seu carinho e amizade pelos alunos, etc. etc. seus olhos brilhavam e eu sentia uma enorme vontade de ser como ela: um professor.

Lembro-me, hoje, da minha primeira aula.

Que tema árido para um iniciante, falar sobre “Choque e as suas repercussões hemodinâmicas”. Foram noites e noites sem dormir. Mas, toda aquela ansiedade terminou quando entrei na sala de aula.

Naquele dia, percebi que tinha feito a escolha correta. Escolhi a estrada menos viajada e isso tem feito toda a diferença.

No dia 25 de março de 2011, fiz 18 anos de magistério. Pois bem, caro leitor, “Quem ama nunca sente medo de contar o seu segredo”: Eu amo ser professor! Adoro ensinar. Adoro o contato com os alunos.

É como se eles a cada aula realizassem uma transfusão sanguínea em mim, evitando que o meu sangue vire pó… O que eu sou – e o que eu serei-, devo ao fato de ser professor. Mas, nessa relação de amor, nem tudo são flores.

Drummond, na sua eterna simplicidade, descobriu isso de uma forma curiosa: “Atirei um limão n’água, como faço todo ano. Senti que os peixes diziam: todo amor vive de engano”.

O meu grande mestre, professor Ernani Rosado, no dia da minha formatura, proferindo a sua oração para a minha turma, parece que estava me alertando: “O professor universitário, perdido em um emaranhado contínuo de leis, decretos e regulamentos que lhe tolhem, lhe desestimulam e lhe decepcionam, alvo freqüente de incompreensões…”.

Alvo freqüente de incompreensões e, o que pior, de ingratidões.

Volto ao Drummond e os seus peixinhos (“Atirei um limão n’água, foi levado na corrente. Senti que os peixes diziam: Hás de amar eternamente”), para compreender que mesmo amando e sofrendo este é o destino de todo Professor.

Afinal, há algo muito maior do que tudo isso: incompreensões e ingratidões. Há a ilusão de que um Professor pode moldar o caráter de um homem e mudar o seu destino… Então, caro leitor, tem razão o cancioneiro na sua trova: “No aroma de amores, Pode ter espinhos… Quem tem amor na vida, Tem sorte. Quem na fraqueza sabe ser bem mais forte”…

Francisco Edilson Leite Pinto Junior é professor (UFRN e UnP), médico e escritor

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Categoria(s): Nair Mesquita
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 14/05/2011 - 10:01h

A “evolução” do menor infrator


"Evoluímos" no crime. Há alguns anos, menor infrator em Mossoró cheirava cola e furtava bolacha em mercadinho e no máximo empunhava canivete tosco.

Hoje inunda-se com crack e arma-se com pistola para matar qualquer um.

Antes tínhamos a voz, paciência e a ação concreta de Dalvinha Rosado atenuando o sofrimento desses meninos.

Hoje, sobrou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ótimo no papel, sobretudo se fosse aplicado na Suíça.

Como dizia o bordão de um personagem de TV, na dramaturgia global… "tá maus!"

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Categoria(s): Pensando bem...
sábado - 14/05/2011 - 09:34h

Guamaré, também é terra do feriado, além dos escândalos


Guamaré, além de ser a capital potiguar do escândalo político-administrativo, é também um paraíso à preguiça oficial.

Por lá existem seis feriados municipais, fora os estaduais e nacionais.

Vamos a listinha, para seu conhecimento:

– 20 de janeiro – São Sebastião;
– Sexta-feira que antecede o domingo de Páscoa;
– 7 de maio – Emancipação política;
– 15 de agosto – Nossa Senhora dos Navegantes;
– 8 de dezembro – Nossa Senhora da Conceição, padroeira do município;
– 12 de dezembro – Dia da Bíblia.

Ufa!

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