"Aprendi com as primaveras a me deixar cortar para poder voltar inteira." (Cecília Meireles)
Há exatos três anos esta página entrava no ar, oficialmente, dando visibilidade à "Coluna do Herzog". De lá até aqui, uma vivência enriquecedora.
Como profissional e indivíduo, sinto-me mais denso e inteiro, não obstante inacabado e consciente de minhas limitações.
É um período que atraiu intolerância e perseguições abjetas. Mas também de renovação, semear de uma bolha crítica e construção de uma nova ordem. Chance de ser melhor, sendo o mesmo; consciente de que sou microscópico – sem me permitir ser pequeno.
Aos poucos, o Blog deixou de ser meu para ser nosso; é de muitos para que não sejamos poucos.
Se somos ninguém, aos olhos de uma minoria irada, é porque já conseguimos o grande feito de sermos alguém. Essa é a grande conquista de quem pensa e desafia a tirania da liberdade apenas para os que dizem "sim".
Que belo dia para dizer "obrigado".
Se foi possível chegar até aqui, tenho que lhe agradecer, webleitor. Qual nosso limite? Não sei.
A semente foi plantada. Agora somos muitos.
* Veja abaixo, o primeiro texto postado nesta página à madrugada do dia 3 de maio de 2007. Parece profético e continua atualíssimo, sem que uma vírgula precise ser posta ou subraída:
De tempo, vida e caravelas…
Quero lhes falar sobre o tempo. Virtual? Talvez.
Quero lhes falar sobre a vida. Fugaz? É possível.
Quero lhes falar sobre o recomeçar. Posso, sei.
Falo da crença no possível, despojado do retrovisor da existência e evitando ser apenas trapo humano, moendo e remoendo gente e fatos.
Medo? Muitos. Ainda bem. Tenho-os pulsantes, como necessários sacrários do porvir, bússolas da sobrevivência.
Neste ambiente universal, intangível e imaterial ganho corpo. De novo. Os propósitos são abstratos: cumprir minha sina-paixão. Transpirar, existir, resistir. Ombrear-se a outros que têm minhas crenças, mas respeitando o contraditório. Estimulando-o até.
Sou filho de uma porção menor, mas nem por isso tacanha ou acovardada. Nada além de um indivíduo normal, que labuta. Estranho, talvez, por não ser parte de uma maioria incomum.
Este novo endereço eletrônico não revela nada de especial. Não o trato como avanço. É mais um passo no eterno caminhar, sem o pânico de olhar para trás. “As caravelas mandei-as queimar, para não ter a veleidade de voltar”.
Obrigado pela visita. Seja bem-vindo.
Vamos recomeçar?

























