domingo - 24/01/2010 - 21:32h

Garibaldi se acerta com Agripino e apoia DEM no RN

Candidatos à reeleição para o Senado, Garibaldi Alves (PMDB) e José Agripino (DEM) firmaram um pacto político. Um apoiará o outro. E ambos darão suporte à candidatura da senadora Rosalba Ciarlini (DEM) ao governo do Rio Grande do Norte.

Quem detalha aspecto desse acordo que na prática já é do conhecimento de todo o Rio Grande do Norte, é o jornalista Josias de Souza, do Grupo Folha.

Veja o restante do texto que ele publica neste domingo (24):

Garibaldi rema em direção oposta à de seu primo, o deputado Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara.

Adepto da candidatura presidencial de Dilma Rousseff (PT), Henrique tentava acomodar o PMDB no projeto de Lula para o Rio Grande do Norte. Projetara uma aliança do PMDB com o PSB potiguar. Apoiaria o candidato da governadora Wilma Faria: o vice-governador Iberê Ferreira de Souza.

A divisão dos Alves levará o PMDB a uma posição inusitada no Rio Grande do Norte.  Formalmente, o partido não vai se coligar com nenhum dos candidatos ao governo do Estado.  Com isso, o PMDB perderá o tempo que teria no rádio e na TV, para fazer a campanha para governador. Coisa de oito preciosos minutos.

Na convenção estadual, marcada para junho, o PMDB se limitará a aprovar a candidatura de Garibaldi ao Senado. Nas ruas e na vitrine eletrônica, Garibaldi pedirá votos para a ‘demo’ Rosalba. E Henrique, candidato à reeleição para a Câmara, difundirá o nome do ‘socialista’ Iberê (PSB).

E como fica Dilma Rousseff nessa salada mista?

Para evitar constranger ainda mais o primo Henrique junto a Lula, Garibaldi cogita atender-lhe um pedido. O ex-presidente do Senado deve evitar o envolvimento com a campanha presidencial do tucano José Serra no Rio Grande do Norte. Assim, Henrique poderá dizer a Lula que, a despeito do acerto de Garibaldi com o DEM, o PMDB não deixará Dilma a pé no Estado.

Funciona como atenuante. Mas não contenta integralmente Lula.

Inimigo declarado de Agripino, o presidente prometera, há dois anos, liquidá-lo em 2010. A promessa fora feita na eleição municipal de 2008. Lula empenhara-se para eleger a petista Fátima Bezerra para a prefeitura de Natal.

Do alto do palanque do PT, o presidente desaconselhara o voto em Micarla de Sousa (PV), adversária apoiada pelo DEM de Agripino. Em discurso inflamado, Lula dissera que, dali a um par de anos, evitaria o retorno de Agripino ao Senado. Micarla prevaleceu sobre Fátima.  

E a eleição de Natal foi às manchetes como uma das mais constrangedoras derrotas de Lula, só superada pela da petista Marta Suplicy, em São Paulo. Agora, Lula flerta com novos infortúnios na seara potiguar.

Ao lado de Garibaldi, Agripino lidera as pesquisas. É favorito a uma das duas vagas de senador. A governadora Wilma Faria, preferida de Lula para o Senado, amarga um terceiro lugar – entre 20 e 25 pontos percentuais atrás de Garibaldi e Agripino.

Rosalba, a candidata ‘demo’ ao governo, também lidera as pesquisas. Para complicar, deve acomodar na sua chapa, como candidato a vice, Robinson Faria (PMN).

Robinson é deputado estadual. Preside a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte. Controla no Estado, além do PMN, o PP. Para complicar um pouco mais, Robinson é, hoje, o segundo colocado nas pesquisas para o governo, à frente de Iberê, o candidato oficial.

Ou seja, além do risco de ter de digerir Agripino, o Planalto pode assistir à derrota da coligação que une PSB e PT na briga pela sucessão de Wilma. Para completar a onda de azar, só falta Dilma amealhar menos votos do que Serra no Rio Grande do Norte.

Agripino soa confiante: “Dificilmente o Serra perde no meu Estado”, disse o desafeto de Lula ao repórter.

Na soma total de votos do país, o Rio Grande do Norte tem peso ínfimo. Conta com irrisórios 2,3 milhões de eleitores. O jogo que se arma no Estado tem, porém, importância simbólica.

Na hipótese de reeleger-se senador, Agripino afrontará Lula. Adicionando ao triunfo a vitória de Rosalba e a derrota de Dilma na sua província, o líder ‘demo’ desfilará por Brasília como um gigante regional.

Um personagem que, na troca de navalhadas com Lula, poderá dizer que fez barba, cabelo e bigode. O Planalto fará o que estiver ao seu alcance para evitar tamanho fiasco.

* Extraído do Blog do Josias de Sousa AQUI.

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domingo - 24/01/2010 - 12:47h

Letra e Música – 84

Aos que amam e são amados;
Aos que não amam;
Aos que são amados e ignoram;
Aos que nunca amaram…

Não importa. 

Premio-os com Minha Doce Estrela do pernambucano Nando Cordel, para irrigar a alma de bons fluidos neste início de semana.

Aproveite.

Veja a letra AQUI;
Veja o vídeo AQUI

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domingo - 24/01/2010 - 12:39h

Paisagem afetiva de Uiraúna

A paisagem é nova para mim. Mas é certo que não difere muito do comum aos meus olhos no torrão nordestino. Por trás das lentes que refreiam o sol, há um olhar curioso. Meu olhar.

Não fossem as placas que identificam onde começa ou termina alguma cidade, tudo continuaria familiar. Sertanejo. Observo que há um caboclo high-tech, pulverizado de antenas parabólicas, celulares e internet.

Letreiros em pequenos comércios fazem de um inglês canhestro a segunda língua desse chão longínquo. Tem "lan-house", "hot-dog"… Tá dominado, tá tudo dominado. E faz tempo.

Uiraúna – Paraíba. É o que indica um pórtico. Apontando nossa chegada, nosso destino nessa tarde que está apenas começando.

Falo para Honório de Medeiros, com quem divido a cabine de um carro nessa excursão, meu encantamento com a fonética dos topônimos paraibanos. O pássaro negro, Uiraúna, não conheço. A cidade, ídem. 

Gosto do som Tupi: Ui-ra-ú-na!

Será que seu canto tem sonoridade? A descobrir.

Doutor Etelânio Vieira e Catarina (sua mulher) vão à frente noutro carro. Ele é uma espécime rara de "batedor": loquaz; sorriso estampado no rosto e um sem-número de assuntos a infileirar na prosa. Sobra-lhe, ainda, o dom da pintura. É um artista de esmero na condução dos pincéis. 

Foi dele proposta convincente que ouvimos à noite anterior em Pau dos Ferros, em meio ao vinho e, no meu caso, a doses moderadas da branquinha "Serra Preta". Lentas, graduais e restritas. Mudaríamos o roteiro. Mudamos.

Eu e Honório iríamos para São Miguel no Rio Grande do Norte. Estamos em Uiraúna. "Culpa" agora compartilhada. Boas razões para agradecer.

O que nos atraia era conhecer um casarão na "Fazenda Canadá". De longe, a sua imagem nos dizia que valeria a pena a viagem. A construção em paredes grossas, sobrado, cheia de compartimentos, foi passagem aterrorizante de Lampião e seus sequazes, na marcha para Mossoró em 1927.

Foi erguida no final do século XVIII, com reforma em 1900. Deixa-nos boquiabertos. "Seu" Teodoro Figueiredo (tio de Etelânio) e família são nossos anfitriões, com a genesoridade comum ao sertão. Podíamos demorar horas.

"Temos que ir", avisa Honório.

É, temos. 

Ficou a vontade de um pouso maior, com a mente fervilhando de imaginação sobre uma época tão remota. O cenário é arrebatador. O casarão adaptado à vida moderna, parece congelado no tempo.

O giro pela pracinha central de Uiraúna, o único "arranha-céu" de poucos pavimentos, a calmaria monástica, gente no ramerrame das calçadas; cerveja à mesa no boteco. Toda essa imagem passa à janela do carro.

Estamos a caminho do "Sítio Curupaity".  

Sim, por que Curupaity, hein?

"Seu Bosco", depois de servir cervejas e um uísque, que divide comigo, esclarece minha dúvida. Ele e Honório lembram-me de uma batalha da Guerra do Paraguai. "Ah, tá!" faço de conta que sabia, sem confessar minha ignorância.

A mesa farta explica por que Eletânio continua tão cevado. Dona Socorro, sua sogra, ao lado do marido (Bosco), cobra de nós o mesmo desempenho do genro no controle de garfo e faca. Impossível. Mas não decepcionamos.

– Vamos embora!?

Etelânio e Catarina permanecem. Quanto a nós, a promessa de voltar.

O aceno, o riso solto de todos que ficam para trás, é a paisagem mais bonita que guardo. É o que levamos de melhor.

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domingo - 24/01/2010 - 12:30h

Almoço concorrido para Wilma e Iberê em Tibau

O blogueiro pede desculpas por não ter feito, ainda ontem, postagens sobre a movimentação política em Tibau. O almoço na casa de praia das deputadas Sandra Rosado (PSB) e Larissa Rosado (PSB), respectivamente federal e estadual, reuniu meio mundo de políticos.

Como se costuma dizer "bombou".

Lideranças de quase cem municípios lotaram a casa, segundo informações passadas pelas anfitriãs.

O blogueiro pede desculpas ainda porque acabei esquecendo meu caderninho com anotações. Por isso, vamos passar as informações que a memória permite. Dá para garantir que registramos a presença de 16.

Da região de Mossoró estavam Bras Costa (PMDB), de Felipe Guerra; Aldivon Nascimento (PR), de Baraúna; Bibiano (PMDB), de Serra do Mel; Lanice Ferreira (PMDB), de Governador Dix-sept Rosado; Francisco Diniz (PSB), de Tibau; Manoel Cunha Neto, o Souza (PP), de Areia Branca.

O blog registra a ausência do prefeito de Grossos, Veronilde Caetano (PSB). Ele é do PSB e aliado de Sandra Rosado. Mesmo assim não foi degustar o camarão servido na casa da deputada.

A lista se completa com os prefeitos de Riacho de Santana, Rafael Godeiro, Major Sales, Luiz Gomes, Fernando Pedroza, Caiçara do Norte, Triunfo Potiguar, Almino Afonso, Felipe Guerra, São Francisco do Oeste e Severiano Melo.

A esse grupo se soma uma enorte quantidade de vereadores e ex-prefeitos.

* Extraído do Blog de Julierme Torres (AQUI).

Nota do Blog – Esse tipo de mobilização é comum no grupo da deputada federal Sandra Rosado.

Há experiência no arrebanhamento de gente para demonstração de força. É o caso.

A proposta era não apenas juntar lideranças, mas deixar translúcida para a governadora Wilma de Faria (PSB) e o vice Iberê Ferreira (PSB) essa força de articulação.

A quantidade e a representatividade não significam apoio hermético, sistemático e inarredável. Mas dão essa impressão positiva.

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sábado - 23/01/2010 - 21:53h

Pensando bem…

"Aquele que é prudente e espera por um inimigo imprudente, será vitorioso".

Sun Tzu (A arte da guerra)

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sábado - 23/01/2010 - 21:42h

Pensando bem…

"A política é como a esfinge da fábula: devora todos que lhe não decifram os enigmas."

Antoine Rivarol

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sábado - 23/01/2010 - 21:29h

Domingão do Blog

O domingão do Blog promete ser leve e solto, sujeito a novidades factuais. De novo apostamos na diversidade, na pluralidade de pensamento, bons colaboradores e seções especiais.

Veja uma síntese do que reservo para você, internauta:

– "Seu" Lula – (Crônica) – Honório de Medeiros;
–  Paisagem afetiva de Uiraúna – (Crônica) – Carlos Santos;
Só Rindo – (Folclore Político);
–  
Acorde – (Crônica) – Lázaro Fabrício;
–  
Arcanjo – (Poesia) – Paulo Bomfim;
– Pensando bem… (Reflexão em aforismo);
– Letra e Música (Sugestão musical);
– E algo mais.

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Categoria(s): Comunicado do Blog
sábado - 23/01/2010 - 20:57h

Acorde

Sábado. A sensação de que poderia dormir um pouquinho mais tendo em vista que passara a semana acordando cedo, se desfez. Acordo com fogos e uma turba ensandecida…

Assusto-me!

Imediatamente levanto e olho pela janela: Uma voz ecoa: "Lá vêm eles abraçando seu povo!", esgoelava-se o locutor para comunicar que os candidatos estavam chegando…

Carros de som, mini-trios, centenas de bandeiras que se embaralhavam confundindo a mente com tantos números… Dou-me conta que nos é chegada mais uma eleição, mais um ano de decisões onde temos a chance de mudar a cara do nosso país.

Ainda meio atordoado e atônito, arrumo a cama e observo aquele cenário: chegam os candidatos e seus asseclas subservientes. De quatro em quatro anos eles levantam-se de seus acolchoados assentos, saem do ar-condicionado para as ruas e com um grande sorriso no rosto e a mão estendida tentam novamente persuadir e ludibriar o povo.

Doce ludíbrio…

Crianças correm atrás da multidão, encantam-se com tantos fogos… Crianças essas, que muitas vezes não têm o devido acesso à educação ou, quando têm, esse se mostra insuficiente e precário.

Escolas desestruturadas, professores despreparados e alunos sem um futuro para trilhar… Mas a corja está lá, com uma mão estendida e um pseudo-sorriso no rosto…

Já não existe mais diferença entre o rico e o pobre, entre o empresário e o favelado; todos têm o mesmo poder nas mãos. Voltando a dissimulação, o que se vê são beijos, abraços, crianças são levadas ao colo, idosos são tratados com carinho, catadores de lixo são visitados, e até mesmo favelas são invadidas por essas comitivas de hipócritas farsantes.

O preceito é o mesmo de outrora: perpetuar-se no poder e lutar contra meios e reformas que possam ensejar uma sociedade plural, consciente, conhecedora dos seus direitos e deveres, inteligente, que faça ponderações, que conteste, afinal, isso poria em risco suas posições e assentos políticos. Políticos não, politiqueiros rasteiros, sem o mínimo de decência e hombridade, à exceção de poucos, que felizmente ainda existem.

O locutor esforça-se para fazer seu trabalho: profere com empolgação e entusiasmo o nome e número dos respectivos candidatos. As bandeiras balançam, eles acenam… As ruas são poluídas por ‘santinhos’, panfletos… Agora são "do povo" e deles vieram; são "gente da terra", exaltam a voz para alardear.

Até outubro será esse o panorama em vigor: aula de hipocrisia e desrespeito para com o cidadão. Casas, escolas, empresas, tudo é minuciosamente visitado; agora todos importam, seja bastardo ou abastado… Pelo menos até Outubro, todos serão tratados em pé de igualdade, com equidade…

Após esse período eles voltam, não para o povo, ou de onde vieram, mas para seus assentos acolchoados e suas salas com ar-condicionado com vários assessores, amoucos, rodeando-os e puxando-lhes o saco…

Agora já não mais existirão os sorrisos e abraços, não serão mais do povo e dele querem distância. Enquanto isso, o “povo” novamente volta à sua miséria e descaso, nosso país segue em decadência, continua com seu “eterno desenvolvimento”, a população vivendo em condições miseráveis; educação de péssima qualidade; saúde que mata nos corredores lotados dos hospitais; segurança que não existe… 

É tempo de mudança, mais um ano de decisões, e o poder está em nossas mãos. Sabemos usá-lo, basta querer, basta fazer! A mudança dar-se-á quando iniciarmo-na por nós mesmos. Façamo-la, então!

Mudemos e façamos mudar o próximo, façamos mudar o país, o mundo! O poder é nosso! Ninguém pode tirá-lo, use-o da melhor maneira, elejamos quem merece, observemos os fatos, candidatos, o que realmente mostra preocupar-se com o povo e seus problemas; elejamos certo, para que nossos netos possam não conhecer essa realidade que vivemos; elejamos certo para que um dia possamos ver as mesmas crianças que corriam atrás da turba, correndo para seus lugares na festa de formatura, ocupando seu lugar de direito na sociedade, correndo e realizando seus sonhos, nossos sonhos, sonho de um país plural, sonho de uma vida melhor e mais digna para todos.

Lázaro Fabrício é cientista social e produtor cultural – www.lazaroffsouza.blogspot.com

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sábado - 23/01/2010 - 19:58h

Menina baleada em assalto supera fase mais crítica

Poliana, 8 anos, que foi baleada na cabeça por assaltantes no noite de sexta (22), bairro Nova Betânia, recupera-se bem no Hospital Wilson Rosado. Essa a informação oficial.

Ela saía de casa por volta de 21h ao lado dos pais, em um carro da família, quando todos foram abordados por uma dupla de assaltantes, à Rua Antônio Vieira de Sá. Um movimento brusco do veiculo fez um dos bandidos reagir com disparo, que atingiu a criança na cabeça.

Ela passou por cirurgia para retirada do projétil e tem recuperação satisfatória, saindo de fase mais crítica. Contudo seu estado clínico ainda é preocupante.

A criança é filha de Francisco Odoberto (professor da Ufersa). Ela foi socorrida pelo próprio pai, que a levou ao atendimento emergencial, enquanto a polícia era acionada à localização e captura dos marginais.

Um homem ainda chegou a ser preso, mas não foi reconhecido como integrante da dupla. Sabe-se que os assaltantes estavam numa moto de pequeno porte, vermelha.

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sábado - 23/01/2010 - 10:07h

“Seu” Lula

Ali e acolá, em livros que somente alguns lêem, seja por que deliberadamente os procuram, seja por um desses acasos da vida nos quais eles aparecem, sem que saibamos como nem muito menos a razão, me deparo com seu nome. Está posto em um pé-de-página, ou em algum parágrafo, incidentalmente, fugazmente.

Recentemente, ao reler a literatura norteriograndense acerca da saga lampiônica em Mossoró – Raul Fernandes e Raimundo Nonato da Silva – lá estava seu nome, “en passant”, como teria dito, para trazer expressões próprias do jogo de xadrez, que amava tanto, até o cotidiano.

Foi exatamente o jogo de xadrez que me levou a conhecê-lo. Eu e vários de minha geração, a quem ele pacientemente ensinou a jogar.

Tínhamos em torno dos oito anos e nosso mundo era muito simples: brincar no Colégio Diocesano, brincar no patamar da Igreja de São Vicente, brincar em casa nas raras vezes em que a rua nos era proibida por castigo ou doença.

E brincar de aprender a jogar xadrez nas tardes provincianas de Mossoró, na pequena casa onde Lula Nogueira – “Seu Lula” – vivia sozinho com o filho solteirão – uma figura misteriosa a quem quase nunca víamos e acerca de quem falávamos aos sussurros.

“Seu” Lula morava em uma casinha branca com área de entrada diminuta, porta e janela dando imediatamente para a sala, saleta, salinha que era de visita e jantar ao mesmo tempo. Do lado esquerdo de quem entrava dois quartos: o primeiro, com janelão para a rua, era o seu; o outro, do filho.

A sala dava para uma pequena cozinha dela separada por uma mureta onde pontificava um filtro de água de cerâmica e um varal de madeira de empilhar pratos, meio escondidos por um pano. Tudo muito normal, tudo muito comum, não fosse uma mesa oficial de xadrez colocada perpendicularmente à janela da sala, para aproveitar a luz do sol, na qual ficavam postados, desde sempre, livros e revistas argentinas acerca do jogo, além de majestosas e manuseadas peças tipo “Stauton” para os embates enxadrísticos.

Embora possa me lembrar de “Seu Lula nas calçadas de nossa rua conversando, principalmente na roda de “Seu Napoleão”, onde o escutei, entre perplexo e admirado, certa vez, afirmar enfaticamente que somente morreria após a passagem do ano 2000, essas incursões eram raras.

Certo, mesmo, era passar em frente à sua casinha, fosse manhã ou tarde, e encontrá-lo defronte ao tabuleiro de xadrez, mão esquerda com dedos polegar e indicador apoiando a cabeça, cigarro esquecido embora aceso entre os dedos médio e anular, enquanto a mão direita movia as peças para cima e para baixo, para um lado e para o outro, ou na diagonal, na tentativa de criar ou solucionar problemas enxadrísticos que já haviam lhe granjeado reputação nacional. Podia, também, ser o caso de estar, simplesmente, reproduzindo uma partida de xadrez de grandes mestres internacionais.

Depois eu, como os outros, fui embora. O mundo nos esperava. Nunca esquecemos – aqueles que fomos seus alunos – nosso professor de xadrez.

Basta, ainda hoje, ver peças tipo “Stauton”, ou mesmo um tabuleiro oficial, que volto no tempo para aqueles dias já longínquos quando um menino magro, tímido, e um ancião de mãos nodosas, emoldurados pela claridade solar que ultrapassava a janela da sala e escandia a fumaça dos muitos cigarros fumados ou esquecidos, jogavam intermináveis partidas nas quais somente a profunda gentileza do professor impedia uma humilhação contínua ao aluno.

Honório de Medeiros é advogado, escritor, professor e ex-secretário de Natal e do Estado do RN

* Conheça AQUI o Blog de Honório de Medeiros.

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Categoria(s): Nair Mesquita
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sábado - 23/01/2010 - 09:49h

Arcanjo

Arcanjo pousa em São Paulo
Trazendo Lápis nas veias
E temas de encantação.
Vem de longe, vem de perto,
De sua ilha flutuante;
Traz a voz dos oceanos
Na poesia de sua prosa
E deixa em Piratininga
Lembranças de Mossoró,
Verdes mares cearenses,
E o lirismo de Natal.
Lápis nas veias se escreve
Com noturnos de petróleo
E tinta azul do infinito.
Bem-vindo Amigo que chega,
Arcanjo que se incorpora
Aos vitrais deste Instituto.

Paulo Bonfim é poeta

* Saudação do poeta Paulo Bomfim, membro da Academia Paulista de Letras, ao livro "Lápis nas veias", de Clauder Arcanjo, dia 15 de janeiro último, na sede do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). 

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sábado - 23/01/2010 - 09:38h

Perdão de dívida habitacional

Movimento de líderes comunitários de Mossoró tem pleito a ser apresentado hoje, conjuntamente, à governadora Wilma de Faria (PSB) e ao vice Iberê Ferreira (PSB).

Quando desembarcarem nesta manhã no Aeroporto Governador Dix-sept Rosado vão conhecer pedido para perdão de dívidas dos conjuntos Santa Delmira, Abolição IV, Promorar e outros.

A grita é geral.

A Datanorte fecha o cerca contra a inadimplência e asfixia moradores que residem há anos nessas casas. Em alguns casos, há décadas.

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Categoria(s): Nelson Queiroz
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 22/01/2010 - 21:59h

Pensando bem…

"Os homens de mérito não precisam cuidar da sua fama; a inveja dos tolos e dos petulantes se encarrega de propagá-la."

Cándido Nocegal y Rodríguez de la Flor

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sexta-feira - 22/01/2010 - 21:45h

Parece uma chapa pronta

Esse povo está com jeitão de chapa pronta.

As fotos foram tiradas há pouco no almoço oferecido pelo deputado Rogério Marinho (PSDB) aos líderes da oposição no RN.

O deputado Robinson Faria (PMN) e a senadora Rosalba Ciarlini (DEM), sentados.

De pé, da esquerda para a direita, o deputado federal Rogério Marinho, o senador José Agripino (DEM), o deputado estadual Walter Alves (PMDB), o prefeito Amaro Saturnino (PSDB) e o senador Garibaldi Filho (PSDB).

* Extraído do Blog Fator RRH AQUI

Nota do Blog – O encontro aconteceu em casa de praia do deputado Rogério Marinho. Por lá apareceram ainda a prefeita natalense Micarla de Sousa (PV) e seu marido Miguel Weber (PV), entre outras figuras.

A oposição dá sinais de crescente afinação.

Alimenta-se, sobretudo, da dificuldade de entendimento no governismo.

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sexta-feira - 22/01/2010 - 16:24h

Baixas entre os Democratas

O noticiário político local enfrenta baixa a partir deste final de semana de duas figuas do primeiro time.

Os senadores José Agripino Maia e Rosalba Ciarlini saem de cena para dias de descanso com os filhos e netos que moram no exterior.

A Rosa viaja hoje à noite  – acompanhada pelo marido Carlos Augusto – com destino a Alemanha, onde fica com Karla e família até o dia 2 de fevereiro.

O senador José Agripino segue domingo para Nova York. Cumpre agenda de avô  e mata as saudades dos três netos: Lucas, George e Kátia. Filhos de Alexandre e Tamara.

* Com informações do Blog Território Livre de Laurita Arruda AQUI.

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sexta-feira - 22/01/2010 - 16:17h

Médicos aprovam indicativo de greve

Em reunião na noite de ontem (quinta, 21), os médicos do Rio Grande do Norte aprovaram um indicativo de greve.

Eles tentarão abrir um canal de negociação com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP) e, se não forem atendidos até a próxima quinta (28), vão deflagrar uma paralisação geral da categoria.

O movimento grevista já foi inclusive deflagrado por uma especialidade médica, os clínicos do Hospital Walfredo Gurgel, que estão paralisados desde o último sábado (16).

As reivindicações dos médicos do Estado são as mesmas dos clínicos.

Saiba mais AQUI.

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Categoria(s): Gilson Cardoso
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sexta-feira - 22/01/2010 - 16:13h

Canal do Rio Mossoró mobiliza Iberê Ferreira, diz assessora

A Secretaria de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH), em parceria com o Banco Mundial, deu início ao processo que culminará na realização do estudo para construção do Canal de Derivação de Águas Excedentes do rio Apodi/Mossoró, o chamado Canal do Sal.

Quem informa é a jornalista Juliana Celli, assessora dessa pasta. Ela repercute postagem sobre o assunto (veja mais abaixo) deste Blog, veiculada ontem à noite.

Segundo Juliana, o vice-governador e secretário de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Iberê Ferreira de Souza (PSB), informou que os serviços realizados neste primeiro momento incluem o diagnóstico e análise de alternativas, projeto básico e análise ambiental.

“Esse projeto é de suma importância porque vai beneficiar diretamente a indústria salineira e a carcinicultura da Região”, afirma Iberê.

A construção do Canal do Sal é uma reivindicação antiga dos produtores de sal e tem como uma das prioridades evitar o prejuízo na produção em época de chuvas.

“Esperamos que esta obra, quando concretizada, sirva para impulsionar a economia do setor salineiro que nos é tão importante, haja vista que corresponde hoje a mais de 93% da produção de sal marinho do país”, enfatiza o vice-governador.

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sexta-feira - 22/01/2010 - 16:06h

Fabrício Torquato X Bráulio Figueiredo

Um rabisco, esboço ainda tênue do quadro político em Pau dos Ferros, para 2012, coloca dois nomes em evidência. Por enquanto.

Contudo nada pode ser visto como definitivo ou mesmo irreversível.

O vice-prefeito Fabrício Torquato (PMDB) seria o nome do prefeito Leonardo Rego (DEM) à sua sucessão. Foi o que o Blog ouviu e publicou, a partir de depoimento da mãe de Fabrício (ex-vice-prefeita Maria Rego-PMDB).

Ela assegurou existência de compromisso nessa medida.

Na oposição, a surpresa pode ser o médico Bráulio Figueiredo (PP), filho do ex-prefeito (três vezes) Nilton Figueiredo (PP). Não significa que o pai esteja fora de cena ou aposentado à política. Porém Bráulio dá sinais de vontade pessoal à disputa.

Sua mãe, Maria José Vilaça, confidenciou essa hipótese – de forma velada – ao Blog, em postagem também veiculada recentemente. 

Mas no meio do caminho tem outra eleçião, tem outra eleição no meio do caminho.

O embate estadual de 2010 pode alterar esse quadro, fortalecendo outros atores políticos ou construindo outro cenário.

É esperar para ver.

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sexta-feira - 22/01/2010 - 15:56h

Lembrança dos “meninos” de Raimundo Soares e o PMDB

Almocei hoje na companhia da "senadora" Rose Cantídio, aluízista histórica, além do engenheiro Paulo Maia.

No rosário de temas do bate-papo leve e solto, logicamente que veio à tona a política.

Rose admitiu que o PMDB vive momento delicado. Está dividido e com bolsões de insatisfeitos.

Mas ainda assim apostou que o herdeiro político do ex-governador Aluízio Alves, deputado federal Henrique Alves (PMDB), administrará a crise.

Também tivemos tempo de riso comum.

À lembrança, as travessuras dos "meninos" numerosos (11) do ex-prefeito Raimundo Soares, um dos criadores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

Bem, mas essa é uma faceta para postagens na série de folclore político, o "Só Rindo".

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sexta-feira - 22/01/2010 - 15:45h

Parceria Público Privada é saída para Canal, diz webleitor

Carlos Santos,

Uma Parceria Público Privada (PPA) poderia ser uma forma de resolver o problema da falta de recursos para o Canal de Derivação do Rio Apodi-Mossoró (AQUI).

O setor salineiro hoje é o maior financiador, com recursos próprios, de um programa de saúde pública. Há o combate ao bócio, com adição de iodo ao sal (único condutor), sem contrapartida do governo.

Imagine como ficaria esse programa, se o Rio Grande do Norte, responsável por 93% da produção, passar a 0%?

Esse é apenas um caso de muitos, que demonstram a importância do setor salineiro do Estado. É hora de União do poder público e privado; um não pode esperar pelo outro.

Gilgamés Melo – Webleitor

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sexta-feira - 22/01/2010 - 15:36h

A escolha ou não do PR

Uma luta surda está sendo travada no PR de Mossoró. O partido emergente – na cidade – está dividido e pode se fracionar. Estilhaçar-se.

Uma ala defende lançamento de candidatura a deputado estadual, a outra também. Apesar de convergentes, divergem.

O "xis" da questão é resquício de convivência e coabitação difíceis entre as facções do ex-vereador Renato Fernandes, candidato a prefeito em 2008, com o engenheiro Marcelo Rosado, ex-secretário estadual do Desenvolvimento.

Os dois lados concordam quanto à necessidade e oportunidade histórica de eleição de um componente do PR, porém com vetos de parte a parte.

A birra não poderia ser mais inoportuna.

Mossoró terá mais de 155 mil eleitores em outubro próximo, nas eleições marcadas para este ano. No momento, possui apenas dois deputados que são pré-candidatos à reeleição, Leonardo Nogueira (DEM) e Larissa Rosado (PSB). Ambos, não obstante adversários, são duas faces da mesma moeda Rosado.

O PR tem um vácuo considerável para entrar, apostando num manancial incomensurável de insatisfeitos. Tem nomes e meios à viabilização de candidatura. Só que não consegue superar as pinimbas, predileções pessoais e divergências orgânicas.

Corrida

Com o "cavalo selado" à porta, o partido teima em não apostar corrida e trabalha, indiretamente, para ser apenas coadjuvante numa história que não muda. Até porque não há mudança com repetição. Só a ousadia altera o curso do rio.

Pelo menos quatro nomes pairam no ar, com possibilidade de escolha à candidatura. Todos, cada um a seu jeito e potencial, em condições de ascensão eleitoral num momento em que números e atmosfera favorecem.

O próprio Marcelo é imberbe em política, mas faz parte de um poderosíssimo esquema empresarial que pode catapultá-lo à Assembleia Legislativa. O estranho, apenas, é que seja adesivado como "alternativo", sendo também Rosado.

Renato Fernandes traz a experiência de mandatos como vereador, a confiança plena do líder partidário João Maia (deputado federal) e o perfil de articulador de bastidores.   

O vereador Genivan Vale, não obstante estrear no primeiro mandato de vereador, revela-se como político bem-articulado, com crescente projeção.

Ainda pode ser anotado o nome da empresária Seissa Praxedes, esposa de Renato. Tem perfil de mulher dinâmica e inserida num universo político onde o chamado "sexo frágil" está em alta.

Resta saber se o PR vai se diminuir, dividindo-se, ou avançar num momento que talvez não se repita adiante.            

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sexta-feira - 22/01/2010 - 09:13h

O fim da linha (Eleições 2010)

O ano de 2010 é emblemático para a história da política contemporânea potiguar. É um tempo de expurgos. Passado e futuro que se distanciam. Fim da linha para alguns nomes graduados.

A barafunda em que se transformou a formação de alianças, definição de chapas, composição de nomes e relação de apoios, não é por acaso. Há um redemoinho provocado pela necessidade de sobrevivência. A regra é simples: vale tudo.

A boca do funil é estreita para a passagem, comum, de tanta gente que transformou a política em atividade fim. Quem perder, talvez não tenha outra chance adiante.

Mesmo antes das urnas serem abertas ou a campanha ser deflagrada oficialmente, em julho próximo, algumas peças estão fora do tabuleiro. Citemos apenas nomes mais graúdos, como os ex-senadores Geraldo Melo (PPS) e Fernando Bezerra (PMDB). Desistiram de concorrer à Câmara Federal. Fim da linha.

No desempenho por duas vagas ao Senado, três gigantes esperneiam. A governadora Wilma de Faria (PSB), além dos senadores e pré-candidatos à reeleição José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB). Um deles vai sobrar. Fim da linha. 

No andar mais abaixo, quem aparece no retrovisor é a dupla de primos mossoroenses Sandra Rosado (PSB) e Betinho Rosado (DEM).

Nas eleições de 2006, a parlamentar escapou devido a avalanche de votos obtida por outros vitoriosos, como João Maia (PR) e Fábio Faria (PMN). Betinho, nem isso. Retomou mandato com a morte do eleito Nélio Dias (PP).

Os dois – ou um deles – podem sobrar.

Um chapão que acomode a todos os atuais deputados (oito) pode salvá-los ou uma inesperada votação individual. Entre as duas hipóteses, a primeira é mais palpável. Caso contrário, fim da linha.

No fio da navalha também está o vice-governador Iberê Ferreira (PSB). A partir de abril vira governador e depois, é praticamente certo que tente ser eleito governador reeleito. Derrotado, fim da linha.

Porém não sejamos tão drásticos e apocalípticos. A história política também reserva casos notórios de ressurreição. Observe-se Aluízio Alves (PMDB), derrotado por mais de 107 mil votos de maioria ao governo do Estado em 82, pelo jovem ex-prefeito de Natal José Agripino (PDS à época).

Dado como ‘morto político’, liderou vitória ao governo em 1986 com Geraldo Melo (então no PMDB), foi ministro de Estado por duas vezes, novamente deputado federal e levou seu grupo ao paroxismo do gigantismo político no Rio Grande do Norte.

Para Aluízio, a derrota não foi o fim da linha. Para Aluízio, que foi um fenômeno político.

Foto – Garibaldi Filho e Betinho Rosado em busca da sobrevivência ou o caminho do fim (Acervo Blog do Carlos Santos).

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