O fechamento da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Abolição II, promovida pelo governo da prefeita Fátima Rosado (DEM), ganha dimensão de crime hediondo. A justificativa é da "redução de gastos".
Médica atuante na área, Ana Katarina relata o drama vivido por moradores atendidos na UBS. Sua vivência direta com o povo pobre mostra como o gestor público é frio e mal, sobretudo porque não usa a saúde pública que administra.
Leia-a abaixo:
O AMI (Atendimento Materno-Infantil) será fechado no dia 8. Todas aquelas mães que vêm com seus filhinhos, com patologias diversas, muitas vezes sem nem se alimentar pela manhã, que chegam a pé, de bicicleta, mas que chegam cedo pois seus filhos serão atendidos por uma equipe multidisciplinar – que fica disponível num único lugar – estão a sofrer desde hoje (ontem) quando foi comunicado.
Confesso que dói no estômago e os olhos marejam ao ver aquelas mães a me perguntar de forma humilde: "E agora ‘dotora’, como vamos ficar?"
"Como vai ficar o atendimento de meu menino???"
E a única resposta que tenho é: "Não sei!!! Tô sabendo tanto quanto a senhora e lamento profundamente tudo isso…"
Só não se sensibiliza quem não tem coração. Estranho ver que na logomarca do Mossoró da Gente se sustenta um lindo coração…
Um descaso com o profissional da saúde, um crime contra a comunidade que necessita do serviço.
Ana Katarina Gurgel.
Nota do Blog – Há anos que sentencio: "Essa patota não é do ramo".
O tempo e os fatos dão-me razão.
São despreparados à administração pública, arrogantes e ungidos de uma má-fé doentia.
Num país sério, talvez estivessem presos; numa sociedade fundamentalista, seriam chicoteados em público e num Estado tirânio não escapariam do fuzilamento em praça pública, sem antes terem mãos amputadas.
Mas em Mossoró são aplaudidos pela "assessoria de incenso" que pagam com o dinheiro do erário e bajulados por uma manada de vassalos e covardes.
No próximo ano estarão de novo nas ruas pedindo o voto e proclamando que são benfeitores. A massa ignara – novamente – se ajoelhará em agradecimento à herança da escravidão consentida, achando que eles "adoram Mossoró".
Estamos diante de uma administração "pútrida". Não confunda com administração pública.
P.S – Veja ainda hoje cobertura de mobilização contra fechamento de UBS em Mossoró.
























