A patota não é do ramo. Há anos, desde o começo do primeiro governo da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), que insisto nessa tese.
O tempo me dá razão. Os fatos, idem.
Um caso recente, ainda "quentinho", revela de novo o despreparo da trupe para lidar com gente e política. Só enxerga tudo a partir do próprio umbigo. De cima para baixo, sem capacidade para ver nada à sua altura.
Na filiação em massa ao Partido Verde (PV) no dia de hoje, o presidente municipal do partido e secretário da Cidadania do município, Chico Carlos, alardeou de modo triunfalista:
– (…) Entre secretarias e gerências comandamos sete postos (sic).
Parece piada, mas não é. A própria expressão "comandamos" não deixa outra interpretação ao que consciente ou inconscientemente se apregoa.
A decisão de usar a Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) como "incubadora" do partido, é um tapa na cara de todos os demais aliados. Mostra ainda como é artificial seu crescimento na cidade.
Siglas como PDT e DEM, por exemplo, que construíram a vitória à reeleição de Fátima, viraram pó. Já não tinham voz, que se diga.
Num ambiente político dinâmico, a inabilidade seria capaz de desestabilizar o poder. Claro que não é o caso de Mossoró, onde prospera a estupidez de uma manada de maria-vai-com-as-outras.
O PV já tinha o próprio Chico, espécie de lugar-tenente e ideólogo político do "fafaísmo", como nome do PV na prefeitura. Além dele, Mairton França (Meio Ambiente) e Iêda Chaves (Educação).
Hoje alojou o agitador cultural Gustavo Rosado, pré-candidato a deputado federal, atual chefe de Gabinete da irmã-prefeita. É sua estrela principal. Também empurrou Clézia Barreto (Cultura), Jaqueline Amaral (Saúde) e Fernanda Kaline (Desenvolvimento Social) para o mesmo papel. Todos verdes, agora.
O DEM, partido da prefeita, mas comandado centralizadoramente em Mossoró pelo ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, virou referência subalterna. Ele e sua mulher, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM).
* Saiba mais sobre esse assunto adiante.


























