Depois de quase quatro horas e meia de reunião, no Palácio da Resistência, governo e grevistas não se entenderam hoje em Mossoró. A paralisação geral dos servidores vai continuar.
As relações entre os dois lados dessa contenda estão ainda piores. Do encontro entre auxiliares da prefeita Fátima Rosado (DEM) e membros do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM) não transpirou nenhum alento para colocar um fim à greve iniciada no dia 13 último.
O agitador cultural e prefeito de fato Gustavo Rosado, coadjuvado por outros secretários, foi ríspido na conversa com a comissão sindical. "A prefeitura não tem nenhuma proposta".
O corte no auxílio transporte em formato que vigorava há anos, como complemento salarial, é visto como ilegal pela prefeitura. Estaria sendo praticado desde o período da antecessora Rosalba Ciarlini (DEM). Os grevistas possuem outra interpretação e exigem atendimento a esse pleito e outros.
O mal-estar se generalizou, quando o sindicalista Gilberto Diógenes repreendeu o procurador do município, José Anselmo:
– O senhor é procurador ou gestor?
A ironia de DIógenes faz sentido. Anselmo endossou a tese da ilegalidade da conversão do vale-transporte em dinheiro, mas disse que poderia ver depois "caso a caso". Ou seja, é ilegal ou não é? Pode para uns e outros não?
A reunião começou às 14h30 e terminou perto de 18h50.
Outra vez a prefeita não compareceu ao encontro de trabalho. Diante do recrudescimento da paralisação, ela tem evitado exposição pública e até mesmo aparecer na sede da prefeitura.

























