A partir da Bahia o universo poético do cordel é dissecado, abrindo uma janela virtual para divulgação e fortalecimento dessa manifestação cultural tipicamente nordestina.
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Jornalismo com Opinião
A partir da Bahia o universo poético do cordel é dissecado, abrindo uma janela virtual para divulgação e fortalecimento dessa manifestação cultural tipicamente nordestina.
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Carlos vagueou no padrão da adversária Larissa Rosado (PSB), filha de sua prima Sandra Rosado (PSB), deputada federal. Combinou.
Ele priorizou convívio com a sua mulher, Santana, que aniversaria na capital paraibana – onde residem.
As boas e más línguas, enquanto isso, garantem que Gualberto vai ser louco de aceitar convite para retornar à Defesa Social.
Há meses que o atual titular, Carlos Castim, vem tangendo a secretaria em meio a uma montanha de problemas e críticas.
Eram do interior de São Paulo. O pai, de chofre, perguntou-me: qual a cidade mais bonita, – Paris ou Madri? Respondi sem hesitar: Paris, claro, é mais bonita. A esposa sorriu vitoriosa. Parece que havia uma pequena querela familiar sobre as duas cidades.
Eu dera ganho de causa à teima feminina, sobretudo porque convencera o homem com a rapidez e o categórico da resposta. Sim, nem se pode comparar. Paris é mais bonita! Ora, o fato do homem ter gostado mais de Madri do que de Paris é bastante simples de se explicar.
A capital espanhola, com suas largas avenidas no centro, fervilhando de gente, aproxima-se mais da noção de cidade com que ele está acostumado no Brasil. Para se amar sinceramente Paris é necessário como que abrir clareiras na nossa sensibilidade. Sua configuração espacial – ruas completamente cinzentas, uniformemente homogêneas, de prédios de apartamentos com no máximo sete andares (quase não se vêem casas) – requer um reordenamento interior, quer dizer, abrir um campo novo para cultivar uma seara com plantas exóticas.
A paisagem de Paris nos obriga a tatear áreas desconhecidas da nossa subjetividade. Utilizo recorrentemente a imagem da fenda que é colocada numa pequena abertura para forçar um espaço maior. Assim é com nossa sensibilidade: precisamos forçar um pouco para que um novo espaço de compreensão se instaure.
Se formos flexíveis, teremos a possibilidade, daquele momento em diante, de nos « cosmopolitizarmos »; por outro lado, se formos detentores de estruturas mais rígidas, recusaremos, dizendo que é feio, imoral, absurdo, esquisito.
Para as mulheres, é sempre mais fácil esse movimento em direção ao desconhecido. A indigitada curiosidade feminina conduz a alma por áreas não-conhecidas, mesmo que algumas não elaborem intelectualmente aquilo que os sentidos percebem/captam (e fruem).
Nesse sentido, as mulheres afinam pelo mesmo diapasão dos loucos, das crianças. Alguns filmes do Fellini tentam demonstrar essa tese.
Pode ser também que os homens recusem num primeiro movimento aquilo que não se enquadre de imediato nos seus esquemas mentais. Em sendo assim, os homens teriam uma tendência a serem mais fechados? Não sei.
Voltemos a Paris. É sempre polêmico falar de uma coisa tão nuançada como os gêneros: pode-se cair em generalizações injustas. Se tomarmos como referência a acepção que Guimarães Rosa utiliza no Grande sertão: veredas, – e não aquela estigmatizadora de Euclides da Cunha, no livro Os sertões -, que pode ser sintetizada na conhecida expressão « o sertão é o mundo ».
Precisa-se ser muito ingênuo mesmo para se fazer uma leitura ao pé da letra. Sertão, lá em Rosa, significa: « lugar onde (con)vivem os humanos ». Sertão não é espaço físico, geograficamente delimitado.
Consoante este sentido, Paris é um grande sertão. Não só num registro filosófico, mas também no que concerne à paisagem física.
Paris no inverno assume uma feição que se assemelha à caatinga durante o verão. A parecença não é arbitrária da minha parte, visto que não existe grande distância entre a realidade e a metáfora proposta.
Caminha-se por uma rua, e tudo é cinzento, assim como se caminha ladeado de mata acinzentada na fase do estio na estrada que segue para Caraúbas. Não tem diferença nenhuma: cinza, ermo, incomunicabilidade.
O poeta Murilo Mendes diz que o espírito de Paris é feito de petits riens, quem não souber notá-los não terá entendido nada da cidade. As mulheres sempre atentas ao detalhe, ao miúdo (que não me deixem mentir as escritoras Virgínia Woof, Catherine Mansfield, Clarice Lispector, produtoras de uma literatura voltada para a análise psicológica e para o mundo das sensações, e não para o entrecho), conseguem perceber e apreciar rápido o espírito da cidade de Paris.
O turista de classe média do interior de São Paulo jamais poderia ter preferido Paris a Madri.
Para encerrar, lembro da cantora negra americana que viveu na França, Josephine Baker, já bastante madura, cantando com voz grave « j’ai deux amours, mon pays et Paris ». Sim, eu também tenho dois amores: o Nordeste e Paris.
* Para Nivaldete
Márcio Lima Dantas é professor de Literatura da UFRN, ensaísta e tradutor
Ernest Hemingway
Nem por isso o costume deve ser enxergado como atraso ou tratado como tradição necessária. O excesso é o problema. O duelo entre o bem e o mal (síntese da doutrina maniqueísta) está incorporado à vida humana, além de universal e atemporal.
Na política de Assu, o choque entre oposição e governo reproduz essa imagem. Porém não se trata de um embate filosófico. Estamos diante de puro jogo de cena.
Quem analisa esse quadro com grande propriedade é o blogueiro Toni Martins. O governista Ivan Júnior (PP) e Fátima Moraes (PSB) então no centro dessa discussão.
Veja AQUI.
Nos primeiros dias do confronto entre o prefeito Leonardo Rego (DEM) e o ex-prefeito Nilton Figueiredo (PP), há uma vantagem residual para o oposicionista. A primeira semana de campanha o favorece, dilatando hipotético favoritismo.
Nilton entrou na campanha com a expectativa divulgada pelo governismo, de que seria expurgado da disputa pela via judicial. A inclusão do seu nome na "lista suja" do Tribunal de Contas do Estado (TCE) era a "senha".
Antes que a comemoração governista ganhasse corpo, o juiz Ricardo Henrique de Farias determinou a retirada do nome do ex-prefeito da relação do TCE. Era indevida a inclusão, garantindo salvo-conduto de Nilton à disputa. O homem está "zerado".
Foi apenas uma escaramuça. A campanha promete muitos outros lances. Existem dois canais de confronto: um é no campo eleitoral e outro na esfera judicial.
Culpa de quem?
Não se trata de deficiência nas investigações ou camaradagem do Judiciário. Episodicamente pode ocorrer falha a comprometer o resultado final, além de ser factível a delinquência nos escaninhos da Justiça.
O núcleo do problema é o legislativo. Tenho escrito sobre essa questão exaustivamente. São "nossos representantes" que não têm interesse em melhorar o sistema legal, pois assim podem continuar promovendo a prosperidade do crime, do qual boa parte deles é participante direto.
Quem faz as leis? O legislativo. O Congresso Nacional, em seu ambiente bicameral: Senado e Câmara Federal.
O diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa, destacou à Rede Record que a autarquia trabalha numa velocidade a exigir acompanhamento da lei. Do contrário, a impunidade ficará adesivada, revoltando mais ainda a sociedade.
Um exemplo que tem muito a ver com o RN e Mossoró, é a investigação quanto aos canalhas da "Máfia dos Sanguessugas." A reportagem citou que dos mais de 40 presos e quase 90 envolvidos, nenhum está atrás das grades.
Esta terra ainda vai cumprir seu ideal.
Nenhuma surpresa para o Blog. Há tempos tenho escrito que no duelo por espaços, no topo do poder, Carlos não cairia no varejo. Não topa ser subalterno.
A "batata quente" da gestão da campanha da prefeita Fafá Rosado (DEM) e da corrida à Câmara Municipal fica com o próprio Palácio da Resistência. Caberá a Gustavo Rosado (DEM), irmão de Fafá, administrar essa panela de pressão.
Gustavo puxou para si o papel de comandante-em-chefe do governismo. Carlos não fica à distância por acaso. Quer ver para crer.
Essa é a primeira campanha que, efetivamente, Fafá e família comandam tudo. Propõem-se a ganhar o bônus, mas terão que responder também por muitos ônus.
É aguardar para ver.
O jornalista de "O mossoroense" e TV Mossoró, Bruno Barreto, acabou obstruído ao procurar ouvi-la durante a caminhada (veja matéria mais abaixo). Por pouco o caso não ganha maior dimensão.
O secretário licenciado de Urbanismo, Alex Moacir, "blindou" a prefeita com o próprio corpo. Ponderou que ela posteriormente falaria. Bruno não se conformou, assinalando que estava "trabalhando". Alex usou o mesmo argumento.
Uma dose de civilidade e bom senso, de lado a lado, atenuou o entrevero.
Ainda bem.
A agência Ratts, controlada pelo publicitário Pedro Ratts, aprontou o material.
A partir da aprovação do trabalho definido pela agência, a campanha será efetivamente desencadeada.
A estudante de Cinema em Cuba, Fernanda Gurgel, filha do professor-escritor Tarcísio Gurgel, está de volta a Natal. Com formação em Comunicação Social na UFRN, Fernanda envereda por esse novo campo, com nutrientes intelectuais e a genética a lhe ajudarem.
O V Congresso Médico do RN está definido para ocorrer entre os dias 23 e 26 deste mês. Será realizado no auditório da Associação Médica, na Avenida Salgado Filho, Natal, com expectativa de receber cerca de 500 pessoas, entre médicos e estudantes de Medicina. Dentro da promoção, além de palestras, debates e mesas-redondas. Um simpósio discutirá o Programa Saúde da Família. O tema central do congresso será "Medicina contemporânea – consensos atuais." Mais informações pelo fone (84) 3219.6611 e AQUI.
Kerenski e Izabel, que é vereadora, são candidatos à Câmara Municipal de Mossoró. Já Heronildes concorre à prefeitura.
O juiz eleitoral Francisco Seráphico vai se pronunciar sobre cada uma das ações, que foram protocalas nesta sexta (11), data-limite ao procedimento.
Os três enfrentam questiúnculas judiciais. Os dois primeiros na Justiça Federal. Heronildes é no âmbito da Justiça Estadual. A petição que tenta impugnar as postulações partiu do Ministério Público Eleitoral.
Depois trago mais detalhes.
Leia abaixo o e-mail que ela enviou ao Blog:
Caro jornalista,
Infelizmente no apagar das luzes do prazo para impugnação de candidatura junto ao TRE, o Ministério Público Eleitoral entrou com a impugnação da minha candidatura alegando que tenho um processo na Justiça Federal, aquele famoso de 2004 que eu como Gerente Geral da Agência Mossoró dei um visto em um documento de Seguro Desemprego no valor de R$ 240,00. Naquele período o meu salário era de R$ 8.000,00.
Tudo foi armação de doutor Adauto Vasconcelos delegado da Polícia Federal, a mando não sei de quem, mas foi. Até agora não houve julgamento, porém o MP Eleitoral já me condenou.
O que não entendo é que existe um processo de improbidade administrativa, aberto contra vários vereadores da 13ª Legislatura e isso não se constituiu motivo para pedido de impugnação.
Sei da sua capacidade de análise, por favor me dê uma explicação, por que só eu e Kerenski Rebouças que fomos envolvidos pelo grupo da deputada Sandra Rosado na "Máfia das Sanguessugas." Acho muito esquisito!!!!
* A titulo de informação no Processo da Justiça Federal existe vários documentos iguais ao que dei visto, porém com autorização de outros Gerentes, sem autorização. Isso sequer foi relatado pelo doutor. Adauto. O juiz Federal me perguntou quem era àquelas pessoas e por que sequer foram citadas.
Izabel Montenegro
Essa coligação de 12 partidos promove caminhada a partir da Central de Abastecimento, às 9h, na direção da Praça Rodolfo Fernandes, centro.
Além da prefeita e de sua candidata a vice, ex-deputada estadual Ruth Ciarlini (DEM), Fafá contará com o reforço da senadora Rosalba Ciarlini (DEM) e candidatos a vereador pela coligação.
Em conversa com pessoas do seu círculo fechado de amizades, Glauberto comenta exatamente o contrário. "Eu não sou louco", é uma frase que repete.
Nos próximos dias o RN ficará sabendo se o ex-secretário é louco ou não.
É provável que ele passe o final de semana em Natal. Vou conferir.
A tarefa caberá ao primo Gustavo Rosado, irmão da candidata à reeleição Fafá Rosado (DEM).
Carlos bem sabe da necessidade que a senadora Rosalba Ciarlini (DEM), sua mulher, tem de desdobrar-se em dezenas de campanhas municipais, principalmente onde foi bem votada. Não esquecendo Natal, também vitoriosa.
O tripé da coligação Força do Povo está montado: coordenação geral, Gustavo Rosado; marketing, publicitários Phabiano Santos e Arturo Arruda, e imprensa, jornalista Neto Queiroz.
* Do blog do jornalista Nilo Santos.
Depois posto matéria analítica sobre o assunto.
O todo-poderoso presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, soltou outra vez o "banqueiro" Daniel Dantas e companhia. Mas achou pouco e quer investigação do juiz federal que determinou o xilindró para a escória engravatada.
De repente surge uma reação cívica, corajosa e dignificante de juízes país afora. Enfrentam o senhor Gilmar.
Não há quebra de hierarquia. Aflora uma titude superior e em cima de valores morais, que preserva a própria independência do judicante.
O juiz que determinou duas vezes a prisão de Dantas, Fausto Martin de Sanctis, titular da 6a Vara Criminal Federal de São Paulo, é um exemplo que enche o país de esperança.
Nem tudo está perdido. Saiba mais AQUI.
Esta semana houve conclusão de mais uma etapa de oitivas. Nos últimos dias, cerca de 20 pessoas prestaram esclarecimentos sobre o funcionamento da Câmara de Vereadores de Mossoró na atual legislatura.
Alguns são vistos como muito produtivos à conclusão do trabalho da 11a Promotoria do Patrimônio Público, que tem como titular o promotor Eduardo Medeiros.
Nada mais posso contar, apesar da vontade.
Aguarde.
É difícil encontrar algo organizado no início da guerra pelo voto na cidade.
Prospera o "marketing nas coxas", tudo sendo feito às pressas e sem maior critério. Assim, a tendência é a produção de material com erros grosseiros, ampliando o desperdício e reduzindo o alcance da divulgação.
Um candidato a vereador confessa: "Paguei um dinheiro significativo para fazer adesivos e só depois é que vimos uma falha sem conserto. Tudo foi perdido".
Outro caso emblemático é da coligação encabeçada pela candidata a prefeito Larissa Rosado (PSB). Na sua convenção municipal a aliança era denominada de "União pela mudança." Dias depois, fizeram valer o título. Mudaram para "Mossoró pra você."
Não existe até aqui qualquer campanha a vereador ou na majoritária, com padrão e identidade visual claros. Quem se angustia e procura montar algo de qualquer jeito, termina gastando mais.
Como lembrava repetidamente o velho comunicador Chacrinha, "quem não se comunica, se trumbica." E se comunicar mal é pior.
Num diálogo rápido, o vereador que disputa a Prefeitura de Mossoró demonstrou entusiasmo. Sabe que enfrentará a dobradinha Rosado-Rosado. Tradição e estrutura.
Renato tem tarefa hercúlea contra a prefeita Fafá Rosado (DEM) e outra forte concorrente, a deputada estadual Larissa Rosado (PSB), prima segunda da governante.
Não há dificuldade de caixa à campanha da prefeita Fafá Rosado (DEM). O seu favoritismo atrai investidores "desinteressados". Indisfarçável, ainda, que a máquina pública funciona – mesmo parada.
A luta é desigual. Com o instituto da reeleição permitindo que o candidato governista fique no cargo, o duelo chega a ser desumano.


