terça-feira - 25/12/2007 - 03:24h

Jaime e Cascudo

Bem que a Livraria Siciliano do "Mossoró West Shopping" poderia lançar "No caminho do avião – Notas de reportagem aérea (1922-1933)."

Em Natal a obra de Câmara Cascudo foi lançada no dia 18 passado, na Siciliano do "Midway Mall".

Já a "Editora Queima-Bucha" de Mossoró, ainda não tem data para fazer lançamento de outro título, dessa feita reproduzindo cartas do crítico literário e jornalista Jaime Hipólito.

É uma coletânea de correspondências, trocadas por Jaime com familiares e amigos, enquanto batia perna pelo Velho Mundo. 

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terça-feira - 25/12/2007 - 03:16h

A eleição seguinte

O que todo e qualquer analista precisa estar atento, em se tratando de sucessão na capital, é o fator "2010" para o prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB). Seus olhos estão postos adiante.

Antes conhecido "apenas" como sobrinho do líder Aluízio Alves, filho do prefeito parnamirense Agnelo Alves e primo do senador Garibaldi Filho (PMDB) e do deputado federal Henrique Alves (PMDB), Carlos engrossou o "cangote". Deve se robustecer mais ainda em 2008, ano de eleições.  

Apoiando um deputado federal (Rogério Marinho-PSB ou Fátima Bezerra-PT), ele pode ter a seu favor um vácuo na Câmara Federal, para se viabilizar rumo a Brasília em 2010. Mas aí tem um porém.

Quem seria mais confiável, a Carlos, para fazer esse escambo?

Depois retomo o assunto, numa análise mais profunda e minuciosa, sobre a sucessão natalense.

De antemão, é interessante adiantar que nenhum pré-candidato possui nutrientes para vencer a disputa em faixa própria. Vale quem tiver maior poder de agregar apoios significativos.

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terça-feira - 25/12/2007 - 03:03h

Honrarias e honrarias

Não estamos sós.

Em Brasília, os deputados distritais já concederam 957 títulos de cidadania de 1993 a 2007. Entre os agraciados, muita gente sequer conhece a capital federal. Outros até foram presos por atos de delinquência e há casos como o do líder palestino Yasser Arafat, que bateu as botas.

Menos mal tem feito a Câmara de Mossoró. 

No dia 9 de novembro último entregou o título de cidadania ao promotor do Patrimônio Público, Eduardo Medeiros – por unanimidade. Um benfeitor.

A honraria foi justificada dias depois.  

No dia 14 do mesmo mês, Eduardo comandava a "Operação Sal Grosso", que ocupou a própria sede do legislativo para cumprir mandado de busca e apreensão.

Parece que os vereadores não deram o "mimo" em vão.

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terça-feira - 25/12/2007 - 02:53h

Ufa! Dois micos a menos

Afeita a pioneirismos que não resistem a uma revisão residual da história, Mossoró será poupada em 2007 de dois micos. Ainda bem.

A prefeita Fafá Rosado (DEM) não conseguiu juntar dinheiro para promover o "reveillon" com três dias de antecedência da data tradicional, o 31 de dezembro. O que é ótimo.

Já os promotores do "Octoberfest" agendado para dezembro do ano passado, terminaram aconselhados a não fazê-lo em 2007. A própria prefeitura apoiaria a iniciativa.

Os mossoroenses agradecem. São dois achincalhes a menos.

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terça-feira - 25/12/2007 - 02:16h

Depois de Noel

Já é Natal! E daí? Quem disse que eu dou folga a você?

Esticando as canelas e espichando os braços longilíneos, volto já já.

Sei lá por que, lembrei-me de padre Huberto Bruening, Câmara Cascudo e Jaime Hipólito Dantas. Cartas, e-mails e livros fervilham. Devem significar alguma coisa, quando arrumar as idéias.

Não, não estou grogue.

Meu Natal há anos tem sido quase de um asceta, sem a paganização dos shoppings ou o farisaísmo do "amigo secreto." Se é amigo, por que escondê-lo? 

Bem, mas isso é outra conversa.

Aguarde-me.

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segunda-feira - 24/12/2007 - 21:00h

A vida após Oscar Peterson

Que coisa! A vida e a morte, parceiras, não escolhem dia para bater à porta. De qualquer um, mesmo os semideuses.

Em pleno domingo (23), quase Natal, eis a notícia chata: morreu Oscar Peterson

Considerado o maior pianista do jazz em todos os tempos, Peterson era canadense e faleceu aos 82 anos de insuficiência renal. Dele, em especial, lembro "Mas que nada", de Jorge Ben Jor, numa interpretação flutuante.

Não sou crítico, músico menos ainda. Apenas admirador. Leigo mesmo no assunto.

Veja AQUI mais dados sobre a morte do pianista.

Já clicando AQUI, um vídeo supimpa: Oscar Peterson Trio, a voz única de Nat King Cole e o sax tenor idílico de Coleman Hawkins

A vida continua…

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segunda-feira - 24/12/2007 - 18:38h

Oposição em Areia Branca está unida e forte, diz Cleodon

Depois de ler a reportagem especial postada hoje neste Blog (três matérias mais abaixo), sobre a sucessão em Areia Branca, o ex-vereador Cleodon Bezerra (PMDB) pronuncia-se. E é firme nas palavras.

"A oposição em Areia Branca nunca esteve tão unida", alerta. "Quando 2008 chegar, quem estiver vivo verá", complementa.

Segundo Cleodon, que é presidente municipal do PMDB e nome cotado à disputa à prefeitura, "iremos fazer a mesma revolução democrática que fizemos em 1996, 2000 e 2004."

Conversando com o Blog, Cleodon reitera que as forças que compõem a oposição, entre elas os ex-prefeitos Manoel Cunha Neto – Souza (PP) e o Bruno Filho (PMDB), sabem da necessidade de se promover uma mobilização articulada para 2008. 

– Vamos continuar o que foi iniciado nas importantes gestões de Bruno e Souza, reconhecidas pelo povo. A cidade começou a se transformar para melhor – comenta. "A prioridade não é encontrar candidatura ou formar chapa; nós vamos de novo apresentar idéias e um projeto para todos os areia-branquenses."

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segunda-feira - 24/12/2007 - 18:22h

Conto de Natal

O trânsito nervoso e congestionado não era empecilho para a frágil bicicleta. Cruzou o amarelo da Lucas Mateus feito uma bala. Por pouco não colidiu com o entregador de pizzas, que avançara cerca de um metro sobre a faixa de pedestres.

Na velocidade em que vinha, inclinando-se ao extremo, fez a curva da João Batista com arrojo e destemor. Quase raspou sobre o asfalto novo da rua a ponta do joelho.

De dentro de um veículo estacionado em frente a uma agência bancária, o menininho gorducho o fitou com surpresa e fascínio, ajeitando sobre o nariz sardento os óculos de grau. No bagageiro da bicicleta, preso por uma dessas borrachas com ganchos metálicos nas pontas, o disforme saco dos brinquedos tremulava ao sabor dos catabis e do vento.

Na junção da Pedro Malaquias com a Judas Cordeiro, desviou-se de uma boca de esgoto com imprevista agilidade. Era um Papai Noel esguio, de porte atlético e bastante seguro nos pedais. Cortava o ar da noite impulsionado por trinta e três anos de rudez e explosão muscular.

Abrigava ainda nas fibras do corpo os reflexos adquiridos sobre os carrinhos de rolimã na quadra da escola. Fazia ele mesmo os brinquedos que pudesse engendrar com folhas-de-flandres, pedaços de madeira e peças imprestáveis que adquiria nos arredores de casa.

Ao cabo das aulas, em conjunto com outros garotos pobres da escola, investia contra as goiabeiras, sapotas e cajás-mangas do monsenhor André Cardoso. Ali se esbaldava até o pôr-do-sol no festivo recreio da infância periférica. Depois, sem dar pelo cansaço ou distância, regressava ao modesto lar no Morro do Belém.

Agora, no entanto, a cena era bem menos pueril. Entre uma e outra pedalada, Nazareno voltava agilmente a cabeça, como a querer certificar-se de que não estava sendo perseguido. Poderia o pulha do gerente ter acionado alguém para prendê-lo em flagrante com o produto do crime.

Uma moça da loja, justamente a que mais lhe enfeitiçara os olhos pirilampos, seria arrolada como testemunha ocular. Dera um azar tremendo em ser flagrado logo por Madalena — era este o nome impresso no crachá da funcionária.

Ainda repicava-lhe na concha dos ouvidos o estridente e acusador alarma: — Pega ladrão!… Pega ladrão! — gritou Madalena ao vê-lo escapulindo com o saco nas costas.

— Pega ladrão!

Na disparada, Nazareno livrou-se primeiro da obesidade postiça que lhe haviam enxertado por entre a roupa vermelha. Até alcançar a bicicleta (já em ponto de fuga no outro lado do muro), deixou cair a reluzente faixa de ‘Boas Festas!’, que usava atravessada sobre o peito viril.

Depois, ao longo das curvas e retas da cidade, foi-se embora o pequeno gorro e a sedosa peruca de cabelos brancos. Somente uma parte da nívea barba de algodão permanecia grudada à pele suarenta da face. O resto se despregara ao longo do caminho.

Os olhos, vivamente azuis e precipitados para fora das órbitas, tinham neste momento um quê de marginalidade e ternura. Teria a cor dos olhos do rapaz influenciado de algum modo o gerente ao ter escolhido a ele, Nazareno, para a função de Papai Noel da loja? Decerto que sim.

Pois um sujeito de físico muito mais de acordo com o posto fora sumariamente dispensado pelo empregador, que fez o seguinte comentário ao avistar Nazareno: 

— Ora, vejam só… Os olhos dele são azuis como anil!

Mas, dissolvendo a amenidade do comentário, o alarde da funcionária ainda ecoava-lhe nos tímpanos feridos:

— Pega ladrão!… Pega ladrão!

Era a primeira vez que lhe aplicavam o famigerado título da marginalidade com tanta ênfase. Decidira-se pelo furto a partir do momento em que o gerente da loja, de nome Bartolomeu, recuou no preço acertado por uma diária de Papai Noel.

Ao fim de uma semana na “pele” do Bom Velhinho, recebera apenas dois terços do valor combinado.

— Não foi isso que acertamos.

— Sim, é verdade, mas as vendas também estão fracas. Ao menos por enquanto não posso lhe pagar mais que esse valor.

— O senhor não está sendo justo.

— Ora, meu rapaz, não seja mal-agradecido.

— Mal-agradecido, eu?

— Isso mesmo. Estou lhe dando uma oportunidade, aproveite. Há outros por aí que a essa hora gostariam de ficar com esse trabalho.

— Mas nós…

— Você é um privilegiado, lembre-se disso. Veja como anda o desemprego neste país. Claro que o seu salário ainda é pequeno, mas tem essa oportunidade que lhe dei. E outras podem surgir aqui na loja. Deixe terminar o mês. Não se afobe. Aguarde as vendas melhorarem. Agora vá se trocar, já está atrasado.

— Mas não é correto. O senhor me prometeu que…

— Depois! Agora vá se vestir.

Nazareno não atravessaria essa noite de Natal sendo explorado pelo unha-de-fome do Bartolomeu. Além de mal pago, havia ainda a chatice de cumprir horário. Postava-se à entrada da loja das oito da manhã até as nove da noite. Uma horinha só para o almoço e outra para o jantar.

Engolia à pressa e retornava ao trabalho, vestido a caráter, para atrair os supostos clientes, que passavam arredios.

— Você é um privilegiado — a frase o insultava.

Antes houvesse permanecido na incerta rotina de flanelinha. Ao menos havia mais liberdade e o pedágio feminino no entorno da Praça do Vigário era muito mais sortido.

No biscate da loja só baixavam por ali aquelas mãezonas com a filharada de nariz empinado. Raramente algum moleque se deixava atrair por sua personagem.

— Você é um privilegiado.

Sentia-se mais no papel do Homem Invisível do que em qualquer um outro.

Entendia que as crianças de hoje já não alimentavam essa lorota de Papai Noel. Ele próprio, filho unigênito de um simples carpinteiro e de uma humilde dona-de-casa, constatara muito cedo a tal farsa natalina.

Pobrezinhos de jó, os pais de Nazareno não tinham dinheiro para presenteá-lo com os brinquedos da moda. — Não seja mal-agradecido. Não era. Muito menos devia gratidão ao picareta do gerente. Então, para vingar-se do unha-de-fome e descolar um trocado no comércio clandestino do Morro, ele saltou o muro da loja com o saco cheio de brinquedos.

Venderia alguns artigos e distribuiria o restante com os moleques da comunidade. O jipe com controle remoto seria ofertado ao menininho Baltazar, sempre tão resignado em sua perpétua cadeira de rodas. A locomotiva ficaria nas mãos do extrovertido Belchior, filho de um amigo guardador de carros. O circunspeto Gaspar ganharia os soldadinhos de borracha da ONU. A boneca Barbie e o jogo de maquilagem iriam para a filhinha da lavadeira Ester.

Nazareno pedalava a plenos pulmões.

Alcançou o bairro de Nova Canaã e atravessou a ponte Ezequiel Habacuque. Descia agora em alta velocidade a íngreme ladeira do Bom Pastor. De quando em quando virava a cabeça para trás, perseguido pela desconfortável idéia de que a polícia poderia surgir a qualquer momento no seu encalço.

— Pega ladrão! — a voz da garota parecia ecoar em cada esquina.

Por viver à margem da sociedade, embora com outros meios de entendimento e raciocínio, sabia-se marginal. Mas ninguém lhe marcara ainda com o infame título.

— Pega ladrão!

Não era um bandido, não tinha antecedentes criminais nem índole malfazeja. Até se considerava um elemento de bom coração, figura benquista no meio social de que era integrante.

Daria o jogo de damas com estojo de fórmica ao estudioso Davi, filho caçula do amigo Moisés. As vaquinhas, os bois, os cavalinhos e a fazendola de plástico seriam do moleque Jonas, que não tinha nem pai nem mãe e era criado pela benzedeira Rute.

Tudo teria transcorrido na mais completa felicidade, caso o semáforo da ladeira do Bom Pastor não houvesse bruscamente saltado do verde para o vermelho.

Essas lâmpadas costumam queimar e os filisteus deste lado do mundo levam tempo demasiado longo para fazer a troca. Daí acontece de alguns sonhos e ilusões se apagarem com as lâmpadas que queimam nos sinais de trânsito.

Pois de nada adiantaram a enorme freada e o esforço do motorista para conseguir livrar Nazareno. Junto à bicicleta destruída, em meio aos brinquedos espalhados sob o caminhão-tanque da White Martins, uma frágil bailarina rodopiava em sua caixinha de música.

Marcos Ferreira é poeta e escritor – (escrivaninhamarcos@hotmail.com)

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segunda-feira - 24/12/2007 - 13:19h

Feliz Tudo!

Faça suas escolhas e siga em frente;
Acene e diga "sim" a seus sonhos;
Não olhe para trás, é perda de tempo;
Se encontrar a dor, diga tchau!

Fale de amor, ouça seu coração;
Procure seu lugar, se jogue ao vento;
Seja feliz!

O que vamos provar? Tinto ou bianco?
Não importa!

O que vamos enfrentar? Medo ou êxtase?
Não interessa!

Vale o que escrevermos.

Está escrito.

Que seja assim.

* Minha homenagem e agradecimento a você, webleitor, pela companhia até aqui. Mesmo àqueles que não me querem bem, presos a sentimentos menores, é meu ofertório sincero. Libertem-se.

Feliz Tudo!

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Categoria(s): Nair Mesquita
segunda-feira - 24/12/2007 - 12:15h

Dinheiro, dinheiro

Impressiona como este país continua funcionando acintosamente à base do desrespeito ao cidadão.

Em Macau, nesse instante, filas enormes estão formadas com clientes querendo sacar dinheiro nas máquinas eletrônicas da Caixa Econômica Federal (CEF). Só que não há numerário. Diizem que talvez sejam reabastecidas à tarde.

Já em Alto do Rodrigues, a 36km, desde sábado (22), os equipamentos estão a zero. Quem se desloca para Macau tem frustração adicional.

E ninguém é responsabilizado?

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Categoria(s): Nelson Queiroz
  • Art&C - PMM - Abril de 2026
segunda-feira - 24/12/2007 - 11:51h

União ou derrota (Areia Branca)

Na oposição, as lideranças Bruno Filho, Souza e o ex-vereador e presidente municipal do PMDB Cleodon Bezerra tentam evitar mais estragos. A princípio, o que parece estar se desenhando, é a opção por Cleodon para ser candidato nas próximas eleições.

Os outros dois já tiveram sua vez. Foram eleitos e cassados. 

A política de alianças e a indicação do vice exigem cuidado cirúrgico. Bruno e Souza que têm convivência e coabitação delicadas, sabem que não há meio termo: união ou derrota. 

A vitória do governismo com Beguinho e Iraneide é cantada em prosa e verso por seus partidários mais recalcitrantes. Entretanto, também não se descarta o fio de esperança de Souza, em retornar ao mandato que lhe fora amputado no TRE e até aqui mantido pelo TSE.

Em fevereiro de 2008, o julgamento do mérito do recurso que protocolou em Brasília será colocado em plenário. É tudo ou nada.

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segunda-feira - 24/12/2007 - 11:46h

Sucessão municipal em Areia Branca

Com 19.420 eleitores, segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de novembro deste ano, Areia Branca é um dos cenários políticos mais conturbados entre os 167 municípios do RN.

Há um permanente clima de campanha eleitoral, provocando séria instabilidade administrativa.

Para as eleições do próximo ano, o quadro é novamente instável e confuso, apesar de ser aparentemente fácil separar os contendores por apelidos e cores. Há uma linha divisória de paixão e ódio colocando frente a frente "bacuraus" e "bicudos", o "verde" e o "encarnado".

De 2004 a este mês, portanto três anos corridos, o município teve cinco prefeitos, sendo que dois (e seus respectivos vice-prefeitos) foram cassados por compra de votos e abuso do poder econômico.

O médico Bruno Filho (PMDB), reeleito em 2000, foi cassado em 2004. Assumiu o presidente da Câmara de Vereadores, Djalma da Silva (então no PPS). Em seguida, ainda em 2004, o ex-prefeito derrotado por Bruno em 2000, Expedito Leonez (DEM), é empossado por força de decisão judicial e faz um mandato-tampão até dezembro do mesmo ano.

Eleito em 2004, o agrônomo Manoel Cunha Neto, o "Souza" (PP), que fora duas vezes vice de Bruno Filho, foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em 26 de junho deste ano.

Até hoje, ele batalha no TSE por sua recondução ao cargo, onde foi entronizado o médico Ruidemberg Souto, o "Beguinho" (PTB), no último dia 13 de agosto.

* Veja duas postagens abaixo, que complementam esta matéria analítica.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 24/12/2007 - 11:28h

Nomes para 2008 (Areia Branca)

Com a infindável arenga política percorrendo os escaninhos da Justiça Eleitoral, ninguém pense que a política deixe de borbulhar no município. Os principais grupos, governo e oposição, bicudos e bacuraus, armam-se para a disputa de 2008.

O médico Ruidemberg e sua vice Iraneide Rebouças (PSB) tendem a buscar a reeleição. Não há dúvida quanto a isso, embora seja possível ouvir sussurros nas coxias da política municipal, considerando a hipótese de um impedimento legal de Beguinho.

Isso ocorrendo, Iraneide (mulher do ex-prefeito José Alfredo Rebouças) tende a ser alçada à cabeça de chapa.

Pelo que é possível captar, estariam se ampliando situações delicadas em torno do prefeito, no âmbito de sua atividade profissional no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Ele é médico perito. 

Areia Branca é um fenômeno nacional em concessões de benefícios previdenciários.

Iraneide fica em compasso de espera. Pode ser candidata à prefeitura, se Beguinho enfrentrar problema.

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segunda-feira - 24/12/2007 - 00:55h

Letra e Música – 5

Eu era bem mais moço. Faz tanto tempo. Passaram-se mais de 20 anos. Ouvi "We Are The World" com o sentimento de quem estava sendo tocado por um hino. É louvação à fraternidade. Atualíssimo. Para sempre.

A fome, o flagelo e a exclusão humanos parecem infinitos. Assim, essa música com vários artistas, letra de Michael Jackson e Lionel Ritchie,  não sai de cena.

Em tempo de Natal, me transporto àquela época (veja vídeo com legenda abaixo da tradução) para renovar os bons fluidos, apesar de tantas dores. 

Nós Somos o Mundo (We Are The World)

Chega um momento, quando ouvimos uma certa chamada
Quando o mundo tem que vir junto como um só
Há pessoas morrendo
E está na hora de dar uma mão à vida
O maior presente de todos

Nós não podemos continuar fingindo todos os dias
Que alguém, em algum lugar irá mudar
Todos nós somos parte da grande família de Deus
É a verdade
Você sabe que o amor é tudo que nós precisamos

Nós somos o mundo, nós somos as crianças
Nós que fazemos um dia mais brilhante
Assim comecemos nos dedicando
Há uma escolha que nós estamos fazendo
Nós estamos salvando nossas próprias vidas
É verdade que nós faremos um dia melhor, só você e eu

Lhes envie seu coração assim eles saberão que alguém se preocupa
E as vidas deles serão mais fortes e independentes
Como Deus nos mostrou transformando pedras em pão
E por isso todos nós temos que dar uma mão amiga

Quando você está mal, parece não haver esperança
Mas se você acreditar não há jeito de cairmos
Deixe-nos perceber que uma mudança poderá vir
Quando nos unirmos como se fôssemos só um

Veja o vídeo, com legenda, AQUI.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 23/12/2007 - 23:57h

Solidariedade e compaixão

Há poucos dias, a convite do advogado Marcos Araújo e seu escritório, participei de um almoço de confraternização natalina. Entre discursos, sorteios de brindes generosos e mesa farta, dois depoimentos galvanizaram minha atenção.

Duas mulheres notáveis, de valor inestimável a Mossoró, falaram de atividades que contribuem para mitigar o sofrimento de excluídos. Benemerência real.

Dona Edy Moura, com lágrimas, narrava a luta pelo Instituto Amantino Câmara e diversos idosos. Irmã Helen, a alemã mais mossoroense que conheço, se reportando a crianças abandonadas.

Fiquei a me perguntar como ambas conseguiam encarnar de modo tão fidagal o respeito por outros seres, sem escolherem a quem. Não transformam a generosidade gratuita em propaganda pessoal ou estandarte político, numa terra que é infelicitada há décadas por uma malta de filantropos de araque.

"As pessoas que encontramos nas cadeias hoje são as crianças de 25 anos atrás", comentou irmã Helen. Mas identificava que o quadro já fora pior. É incansável ao lado de outras colaboradoras.

Dona Edy, contabilista de considerável conceito, não ficou rica, apesar do acesso aos números das maiores fortunas de pessoas naturais e físicas do lugar. Seu sonho? Trabalhar até suas últimas forças pelos internos do Amantino.

Em tempo de Natal, quando o festim capitalista prospera em lugar da reflexão quanto à solidariedade e à compaixão, o Blog exalta essas senhoras e seu papel superior. Através delas, se sente renovado em esperança.

Feliz Natal. 

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domingo - 23/12/2007 - 16:09h

Caraúbas em movimento

O empresário Ivanildo Ferreira, homem politizado e presença influente no PT de Caraúbas, está com expressão de pré-candidato a prefeito. Pode até não ser.

Ele tem aberto diálogo com outras forças de oposição ao prefeito Eugênio Alves (PR). A campanha de 2008 promete ser acirrada, mas certas alianças são difíceis.

Nos intramuros da política caraubense, é fácil ouvir que Eugênio teria bancado mobilização contrária a Ivanildo Ferreira nas eleições internas do PT. Uma "ajudinha" que não foi capaz de barrar a vitória do empresário petista e seu grupo.

É o que tenho ouvido de fontes credenciadas no município.

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
domingo - 23/12/2007 - 15:50h

Mossoró urgente

Leia o Blog Brasília Urgente, inserido no portal Nominuto.com.

É assinado pelo jornalista mossoroense Luís Fausto, que do seu privilegiado observatório, enxerga mais do que muitos nativos mossoroenses.

Neste domingo (23), ele escreve sobre a balela da propaganda enganosa que tenta vender a cidade como "Capital da Cultura." Olha só o que ele provoca:

Contem outra, meus conterrâneos queridos.

O jornalista mostra o iminente fechamento do Cine Pax, único em funcionamento na cidade e já bem reduzido em sua estrutura. Também censura a perseguição do poder público a "inteligências que restam", por não se ajoelharem à mediocridade que exala do Palácio da Resistência.

Luís vai mais além, apontando o abandono do Museu Municipal e a pobreza numérica e de títulos na Biblioteca Municipal.

Realmente, o jeito é contar outra, Luís.

Saiba mais AQUI.

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domingo - 23/12/2007 - 12:00h

Paulo Wagner se recupera de acidente no Vale do Açu

Notícia atualizadíssima sobre o apresentador da TV Ponta Negra, jornalista Paulo Wagner. O homem está em Natal, vivinho da silva.

Paulo sofreu acidente (veja na seção "Gerais" mais abaixo) no sábado (22), por volta de 15h30. Seu carro, um Terracamp da Hiunday capotou e parou numa vala. O apresentador teve fratura da clavícula.

Inicialmente, Paulo foi atendido no hospital de Pendências, mas logo transportado para o Hospital Antônio Prudente em Natal. Ele perdeu o controle do veículo numa curva, em estrada entre os municípios de Carnaubais e Porto do Mangue (Vale do Açu). Iria para Areia Branca.

Conversei com familiares e amigos próximos do Paulo. Teve muita sorte. Ficou durante longo tempo preso às ferragens e com água cobrindo parte do seu corpanzil. Poderia ter morrido afogado, se o carro tivesse caído emborcado. 

Mas, usando aqui o mesmo bom humor que o caracteriza, repito uma pergunta seguida de resposta, explicando sua sobrevivência. Coisa de amigo:

– Sabe por que Paulo não morreu?

– Porque bosta não afunda!

Brincadeirinha, Paulo. Saúde, meu querido amigo.  

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domingo - 23/12/2007 - 02:32h

Unidos no guichê

O jornalista Cláudio Humberto posta uma notinha modesta em sua coluna deste domingo (23), proclamando uma limpeza na cruzada contra o nepotismo. É até patética.

Leia-a abaixo:

Os parentes do prefeito de Tuparetama (PE) entrarão 2008 desempregados. O Ministério Público determinou que Domingos Torres demita a mulher e três parentes, que recontratou na marra.

Nota deste Blog: Imagine se o Cláudio fosse informado do exemplo que Mossoró oferece ao país.

Na segunda maior cidade do RN, mas apenas a 12a renda per capita do estado, a família da prefeita Fafá Rosado (DEM) está amontoada em dezenas de cargos comissionados aqui e alhures.

Mesmo com pressão do MP, ninguém arreda o pé do guichê bancário. 

O emprego fácil ajuda irmãos ineptos, além de outros familiares e agregados oportunistas, bem como o patinho de borracha, pinguim de geladeira e criados-mudos. 

Um dia essa farra acaba.

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domingo - 23/12/2007 - 01:57h

Eu sou o Sol, só eu que brilho…

O final de ano termina com uma guerra ruidosa de pesquisas, números festivos louvando o prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB) e a governadora Wilma de Faria (PSB). Cada um com a sua debaixo do braço.

O prefeito apresenta a do Instituto Certus, com a aprovação do seu governo chegando a 75,14%. O que é excelente.

Já a governadora, logo na sexta se esbaldava com o índice do Vox Populi, a deixando com 74% de endosso administrativo no plano estadual. Ótimo também.

Haja confetes. 

Não digo que ambos políticos que cito não tenham méritos para o aplauso. Possuem sim. Sobretudo Carlos Eduardo na capital.

Porém aferir qualitativamente a gestão de cada um seria mais interessante. O povo agradeceria.

Quem lança um olhar desconfiado sobre esses modelos de pesquisa é o ótimo jornalista Luís Nassif.

Confira AQUI e comente.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 23/12/2007 - 01:20h

Gerais… Gerais… Gerais… Gerais…

O saite de notícias Empauta.net vai reunir equipe, colaboradores e convidados para encontro de final de ano. Será no "Café & Cultura", na quinta (27), a partir das 18h. Se Deus quiser passo por lá, Kalliane Pereira (comandante-em-chefe).

O cartorário areia-branquense Eguiberto Lira é realmente um vitorioso. Acaba de obter o bacharelato em Direito, pela Fal (Natal). Os êxitos obtidos ao longo da árdua caminhada da vida, com suas vicissitudes, não o tiraram do sonho acadêmico. Parabéns. E como não é de ferro, o reveillon passa no Rio.

Obrigado à leitura deste Blog a Paulo Brasil Filho, Airene Paiva e Ramalho Costa.

O apresentador de TV, Paulo Wagner, areia-branquense da gema, sofreu acidente de carro nesse sábado (22). Pelo que apurei, Paulo passa bem. Ocorreram apenas danos no veículo que capotou em Alto do Rodrigues (Vale do Açu). Ele viajava com destino a Areia Branca.

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Categoria(s): Nelson Queiroz
domingo - 23/12/2007 - 00:32h

Desejo

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,

Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes e, que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

Victor Hugo

* O texto acima percorre essa infindável Internet. Chegou até a mim por boas mãos e sob bons propósitos. Assim, também, oferto a ti, webleitor. De coração.

Quanto à autoria, tenho minhas dúvidas. Vou pesquisar para melhor assegurar a informação. De qualquer modo, creio valer pelo conteúdo.

Desejo-lhe tudo isso.

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