“Cada momento que você vive no passado é um momento que você perde no presente.”
Tony Robbins
Jornalismo com Opinião
“Cada momento que você vive no passado é um momento que você perde no presente.”
Tony Robbins
Por Josivan Barbosa
O ano termina com péssima perspectiva para os números do Produto Interno Bruto (PIB) per capita (por cabeça) do país. Antes da pandemia do novo coronavírus, esperava-se que o PIB per capita se consolidasse neste ano ao redor de R$ 35 mil, o que seria o melhor resultado desde 2015, segundo projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
Naquele ano, o país passava por uma recessão, iniciada no fim de 2014 e que se estendeu até 2016, período em que a queda acumulada do PIB per capita ficou perto de 9%.
Nos três anos seguintes, o fraco crescimento do PIB praticamente empatou com a expansão da população. Se esta estimativa se confirmar, a queda do PIB per capita será de 5,4% neste ano, mais acentuada do que a do próprio PIB, calculada em cerca de 4,5%. Será também o maior recuo de todos os tempos do PIB per capita, depois dos 6,3% registrados em 1980.
Pior do que isso é a previsão de que vai levar ainda uma década para se voltar ao melhor patamar de todos os tempos. Ou seja, somente em 2030, o PIB per capita vai se igualar ao que foi registrado em 2013, quanto estava ao redor de R$ 37,5 mil a preços constantes de 2019, calculados pelo Ipea.
IDH
O país termina 2020 com uma péssima notícia em termos de desenvolvimento econômico. O Brasil perdeu cinco posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), calculado pela Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o relatório referente ao ano de 2019, o país passou da 79ª para 84ª posição, atrás de vizinhos como Colômbia e Argentina.
O relatório – que está completando 30 anos – mostra o Brasil com uma pontuação de 0,765, em uma escala que vai de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o país em termos de expectativa de vida ao nascer, nível de escolaridade e de renda. A Noruega aparece na liderança, com um IDH de 0,957, seguida pela Irlanda e pela Suíça, as duas com 0,955. A China aparece logo atrás do Brasil, com um IDH de 0,761.
Telhanorte
O novo secretário de Desenvolvimento Econômico de Mossoró, Franklin Filgueira, já inicia o mandato com um grande desafio. Acreditamos que a secretaria vai se antecipar e colocar na mesa as facilidades legais para atrair para o município a empresa gigante da área de comércio Telhanorte. Integrante do grupo francês Saint-Gobain, vai entrar mais pesadamente no segmento de atacado de material de construção com o lançamento da bandeira Obra Já.
A empresa já atuava na área de forma tímida, com duas lojas da PRO Telhanorte, mas falhas na execução do formato atrapalharam o plano de expansão, e optou-se por lançar um novo modelo.
A varejista estuda a entrada em novas regiões do país por meio de abertura de “dark stores”, lojas para atender apenas a venda on-line. No Brasil, a concorrente Leroy Merlin é líder no varejo de construção e vinha acelerando a expansão ao testar novos conceitos, algo que a Telhanorte passou a focar mais após 2017.
A Telhanorte tem 77 lojas e diz que atingirá investimentos recordes em 2021, após forte expansão do seu mercado neste ano, um dos que mais cresceram no varejo depois do início da pandemia.
Devem ser investimentos de 20% a 25% maiores que 2020. Serão R$ 150 milhões nos próximos três anos, sem considerar os desembolsos em lojas, que na soma total superam os R$ 150 milhões
Sobre a operação no atacado, o plano é ter 20 unidades em 10 anos. Os dois pontos atuais da rede PRO Telhanorte, na capital paulista, voltadas para esse segmento, serão transformados em lojas da nova marca em 2021. E a primeira unidade da Obra Já será aberta na primeira quinzena de janeiro, em Campinas (SP), com a conversão de uma Telhanorte em Obra Já.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico precisa elaborar imediatamente um portifólio mostrando o potencial da cidade para o comércio ´de materiais da construção civil e se antecipar a cidades grandes do interior do Nordeste como Caruaru, Feira de Santana e Petrolina.
Os investimentos em cada loja giram em torno de R$ 100 milhões, quase o dobro do desembolso em uma unidade de varejo (entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões), considerando tamanho da área e características do formato. Haverá menos itens, cerca de 15 mil, versus de 40 a 50 mil nas lojas de varejo, porque o foco do modelo é outro.
Prefeito Allyson Bezerra
No discurso de posse do novo prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, não deu para compreender quais serão os seus grandes projetos para Mossoró nos próximos quatros anos. Também não conseguimos perceber como fará para desenvolver a chamada região metropolitana de Mossoró e nem como irá melhorar a qualidade dos serviços públicos.
Prefeito Allyson Bezerra discursou em sessão solene de posse no dia 1º de janeiro (Foto: divulgação)
Como a nossa educação fundamental está com sérios problemas de gestão e complicou ainda mais com a pandemia, esperávamos que no seu discurso a atenção seria especial para o problema da educação. Mas, também não conseguimos entender como pretende fazer a diferença na área de educação.
Esperamos e torcemos muito para que a nova equipe de secretários municipais apresente nos 100 primeiros dias de mandato um arcabouço dos grandes projetos que Mossoró precisa para não ficar atrás de municípios como Petrolina e Juazeiro na Bahia, Feira de Santana (Bahia) e Caruaru (Pernambuco).
O desafio é grande, pois Allyson Bezerra vai administrar um município com baixíssima capacidade de investimentos e a sua gestão só fará a diferença se conseguir convencer os ministérios com bons projetos para Mossoró e região.
A sintonia com as duas universidades públicas e com as universidades particulares será fundamental na elaboração desses bons projetos, mas não pode ficar apenas na intenção.
Auxílio emergencial
O fim do Auxílio Emergencial é a prova de que no Brasil não há entendimento social. Num país onde pouco menos de um quarto da população (50 milhões de pessoas) vive abaixo da linha de pobreza (com menos de dois dólares por dia), e todos conhecemos essa realidade há pelo menos quase 20 anos, afinal, graças a um dos poucos consensos de nossa história, criou-se nesse período um programa de transferência de renda para lidar com o problema – o Bolsa Família é excelente, cuida das consequências de políticas equivocadas que seguem provocando tanta miséria e desequilíbrio entre nós, brasileiros.
O Brasil de 2021
Mais um ano se passou e pouco avançamos nos grandes problemas do país. Sem saneamento básico, não há saúde. Sem saúde, não há cidadania. Junte-se esta precariedade à outra (a baixa qualidade do ensino fundamental público), o que temos? Que futuro aguarda o país com a 5ª população do planeta, habitante do 4º maior território em terras contínuas?
Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)
Por Marcos Ferreira
Algumas vezes me pego frustrado, desgostoso comigo mesmo, ao examinar minha trajetória “profissional” e perceber que não me profissionalizei em coisa alguma. Exatamente. É algo demasiado incômodo chegar a esta altura da vida (cinquenta janeiros) sem ter me tornado outra coisa exceto um aramista e malabarista de palavras. Não que o arame e os malabares do nosso idioma, mal ou bem manejados, signifiquem uma desonra. De modo algum. Aliás, com perdão da imodéstia, admito me orgulhar do razoável equilíbrio que adquiri na corda bamba — sem rede de proteção! — da palavra escrita. Esta é uma atividade na qual muitos equilibristas de reputações e currículos musculosos terminam se esborrachando.
Agora, no entanto, não adianta chorar o leite derramado nem lastimar o que eu poderia ter feito e que não fiz. Águas passadas! O tempo gasto, como a flecha despedida de um arco, não pode ser trazido de volta.
Talvez por vocação, para não usar agora o termo mediocridade ou conformismo, aprendi bastante cedo a me regozijar com pequenas coisas, prazeres miúdos, sobejos e nonadas de um mundo que nunca me foi pródigo ou farto. Assim, na corda bamba desde a mais tenra idade, adquiri o reflexo e a condição de me equilibrar emocionalmente, até certo ponto, durante décadas a fio.
Hoje, então, para mais este ano que principia, minhas ambições e sonhos de consumo continuam modestos. Almejo primeiramente, com redobrado ardor, que nos libertemos desse falso e diabólico Messias que desgoverna o Brasil — vírus de carne e osso ene vezes pior que o da pandemia. Sobretudo porque não existe, até onde sei, uma vacina contra mal tão corrupto e corruptor sendo desenvolvida.
Mas não quero falar sobre o corona ou sobre a política funerária do Coveiro federal, que zomba dos mortos e das famílias enlutadas impune e olimpicamente. Sim. Quase duzentos mil mortos, por enquanto, e o Língua-de-Papagaio (observem que ele fala com a língua dançando na boca) continua fazendo pouco-caso da situação. Enquanto isso, em meio à desordem e retrocesso, milhões de brasileiros afundam na miséria absoluta. Por ironia, 2020 foi, por exemplo, o ano de ouro dos gigantes na fabricação de máscaras, de álcool em gel e do comércio de caixões de defunto.
Outro negócio que bombou em 2020 foi o das rachadinhas — essa palavra precisa urgentemente ser abonada pelos dicionários oficiais. No clã Bolsopata, portanto, assistimos ao apogeu dos funcionários laranja, safra nada menos que recorde, e ao notório superfaturamento de uma fantástica lojinha de chocolates situada num shopping na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O sentimento de indignação é tal que até parei de comer chocolate. Gostava do tipo amargo.
Antes de baixarem o cacete sobre mim, ressalto que não sou esquerdista, petista e muito menos lulista. Sequer sou católico ou evangélico. Este último, infelizmente, salvo exceções, foi e continua hipnotizado pelo falso Messias. Meu partido é o da honestidade, do respeito às pessoas, às diferenças e à democracia. Sim, há políticos honestos, tanto na esquerda quanto na direita, embora sejam raros.
Minha religião é o amor ao ser humano, independente de sua orientação sexual, cor da pele e conta bancária. O que não posso, perdoe-me a outra metade da laranja, é aplaudir um desgoverno deletério como esse, acintosamente machista, homofóbico, misógino, fascista escrachado, cuspidor e intimidador de jornalistas, tipo que menospreza a cultura, apologista de torturadores e alcoviteiro de milicianos.
Hoje, admito, meus sonhos de consumo são ainda menores. Porém desejo um novo ano diferente não só no tocante ao calendário, mas na consciência e atitude das pessoas. Espero olhar para a porta da geladeira e não avistar nenhum recibo de água ou de luz preso no azougue, ameaçado de corte. Que a conta na bodega permaneça em dia e algumas boas léguas de gasolina não faltem no bucho insaciável da minha motoca.
Quero saber o feijão borbulhando na panela dos brasileiros, o leite da manhã com café pingado e os pães quentinhos sobre a mesa. Há também que se ter rapadura na lata e farinha na cuia. Possuo meus vinis de Nelson Gonçalves, de Luiz Gonzaga, e a “mulher pomba-rola” canta feliz na gaiola aberta do meu peito, sem fantasmas de amores antigos assombrando meu coração alforriado.
O Sol vai subindo preguiçosamente, a festa dos meus trapos coloridos já o aguarda no varal. Até agora, creio, nenhum corpo estendido na manhã ruidosa. Cães impossíveis brincam de gato e rato no pavimento esburacado desta rua. O domingo despontou com a tiara multicor de um arco-íris e alguns pássaros ainda redemoinham na boca desdentada dos beirais.
Beberico uma caneca de café escoteiro no parapeito da janela, com vista para a rua. Na calçada da casa em frente, sem dar por meus olhos dissimulados mas sem ressaca, três jovens senhoras varrem o chão e confeccionam a colcha de retalhos da vida alheia. No banquinho chumbado rente ao meio-fio do boteco da esquina, “mal rompe a manhã”, como no verso de Drummond, dois estudiosos da cana-de-açúcar aguardam o pequeno comércio abrir as portas.
Ao que parece, repito, não há sangue nos noticiários, nas rádios, nem horário político na tevê. Também não é fevereiro, de modo que não se ouve os modernos e famigerados carnavais atravancando ruas ou as cruéis vaquejadas no Berrante com forró de quinta. Não há sexo quase explícito no “horário nobre” das telenovelas ou pregão na Bolsa Universal do Reino de Deus. É mais ou menos este o país que pulsa em meu peito nesta manhã de pardais e céu azul.
Não posso dizer que evoluí muita coisa. Não há tanto do que eu deva me orgulhar a esta altura da vida. Contabilizo os mesmos apuros e insucessos. O aluguel, a água, a luz, o amor e a literatura dão conta da minha inadimplência, embora sem vocação para o calote. Outra vez a Mega Sena passou longe do meu bolso raso. Até o meu pré-histórico aparelho telefônico há dias não grita o meu desimportante nome. Fato este, aliás, de somenos importância.
Apesar de tudo, já não me sinto um vira-lata entre os homens. A chibata da exclusão e do preconceito não fustiga minha cútis negra. Minha alma azul não mais habita a sarjeta da completa ignorância. A leitura me trouxe a miopia, no entanto agora consigo enxergar melhor do que antes. Também me sinto “capaz de ouvir e de entender estrelas”.
Adquiri uma insônia teimosa, no entanto meus pequenos sonhos não me abandonaram, pululam entre as horas mortas de minha vida. E tudo isto eu devo àquela simbólica e diversa família de livros; única faculdade que possuo e que me trouxe vários amigos doutores. Seres humanos, sobretudo. Olham-me da parede os olhos cúmplices de Mona Lisa, testemunhando nossas frequentes reuniões e palestras. Há pouco Machado veio ter comigo. Porém retornou à estante para ouvir o que o velho Graça tinha a dizer-lhe. Coisas do além-túmulo, decerto.
Prezo por essas ilustres companhias e amizades de tinta e celulose. Um homem sem livros é um homem sem alma.
Marcos Ferreira é escritor
Por Odemirton Filho
Desde que me entendo por gente, antes de entrar no mar, faço o sinal da cruz. É uma forma de pedir proteção a Deus. Questão de fé, diga-se.
Na minha infância e adolescência, em Tibau, neste período de veraneio, costumava diariamente ir à praia. Com mais uma ruma de meninos passávamos horas e horas “torrando no sol”.
Quando chegava em casa minha mãe passava em meu corpo uma pomada branca, com cheiro forte, que, no momento, não lembro o nome.
Mas o que eu quero dizer é que o mar sempre me fascinou. Além de sua beleza, o mar me traz paz, lava-me a alma, principalmente, o mar de Tibau que molhava a minha infância e juventude.
Como se sabe é comum que barcos de pesca fiquem ancorados a uma certa distância da praia. Com alguns tios e primos nadávamos até lá, subíamos no barco e ficávamos por um bom tempo, dando mergulhos e mais mergulhos.
Quando era maré alta, na lua cheia, tomávamos banho de tardezinha. O mar ficava mais revolto do que nos outros dias. Quanto mais a gente nadava, mais o mar nos “puxava” pra dentro.
Peguei “jacaré” e tomei muito “caldo” no mar de Tibau. Até tentei ser surfista, mas não tinha jeito para a coisa.
No velho Jeep Willys azul do meu pai íamos do “arrombado”, na praia de Tremembé, à Barra, lá em Maria Lúcia, em Grossos. Passávamos, ainda, no restaurante de Marcos Porto pra tomar um refrigerante, que ficava na praia de Areias Alvas.
Parávamos de praia em praia para dar um mergulho. Depois chupávamos um picolé, daqueles “d´água do rio”. Chega escorria pelas mãos. Era que bom que só.
Creio que neste ano que se inicia um banho de mar seja bom para recarregar as baterias. Dizem que afasta o mau-olhado. Quem sabe, até nos ajudará a ficar livre do coronavírus.
Se eu for, antes de entrar no mar, claro que farei o sinal da cruz. Talvez, até faça como Clarice Lispector: “Com as mãos em concha, mergulharei nas águas e trarei um pouco do mar até minha boca. Beberei o mar (de Tibau) e me unirei a ele”.
Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça
Por Honório de Medeiros
Os servidores públicos, no geral, são os verdadeiros heróis desta imensa bagunça que é a máquina estatal brasileira.
Altruístas, competentes, dispostos, quando o são, carregam o piano, muito embora, o mais das vezes, não vejam seus esforços serem recompensados.
Mal pagos, não recebem elogios; são preteridos por carreiristas; estão sempre no centro daquele evento nefando que é a cara da nossa administração pública: quando acertam, o mérito é do chefe, quando erram, a culpa é deles.
Entretanto, há o outro lado da moeda: parte dos servidores públicos, como em qualquer instituição, são venais; outros, podem não o ser diretamente, mas se omitem, e sua omissão é muito danosa. Veem o errado acontecendo e, qual avestruzes, escondem a cabeça no buraco mais próximo.
E não estamos abordando, aqui, o caso daqueles que por cansaço, desencanto, preguiça, mal costume, e assim por diante, impedem que haja qualquer tipo de avanço na administração governamental.
Há um outro tipo de servidor, também, que é muito prejudicial ao serviço público, qual seja aquele que por compromisso ideológico ou mera opção “tribal” pelo grupo político derrotado, cuida de solapar diariamente ao novo governo.
É sabido por quem quer que tenha alguma experiência na gestão de pessoas na gestão pública, que esse tipo de servidor é um dos maiores obstáculos, ao lado dos corruptos, na implementação de reformas administrativas, ou mesmo de ações, projetos ou programas governamentais.
O mais das vezes são órfãos de governos anteriores, às vezes oligárquicos, ou têm um projeto específico de natureza ideológica a ser alcançado. E, por assim serem, criam obstáculos, engavetam documentos, fazem circular indefinidamente decisões que impliquem em ações, projetos e programas importantes, levantam dificuldades inexistentes, criam cizânias no ambiente de trabalho…
São o joio no meio do trigo (Mateus 13:24-30).
O gestor público, ao exercer qualquer cargo que implique em tomada de decisões, precisa estar extremamente atento ao acontece no ambiente no qual exerce seu comando. Às vezes seu órgão é pequeno, mas tem a imensa capacidade de atrapalhar toda a administração.
Há meios eficazes para eliminar ou conter esse problema. Um deles é o critério do mérito; outro é do controle; por fim, o último, é o da punição.
Qual o mais apropriado?
Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN
Há exatos quatro anos, quando assumiu a Prefeitura Municipal de Mossoró pela quarta vez, a então prefeita Rosalba Ciarlini (PP) tomou medidas emergenciais para o equilíbrio financeiro e manutenção dos serviços básicos da municipalidade, além de atualização salarial. Ela herdava problemas advindos do governo Francisco José Júnior.

Na 1ª reunião, Rosalba anunciou cortes de benefícios a servidores e redução de comissionados, que não cumpriu (Foto: arquivo)
Baixou logo o decreto 5025 de 02 de janeiro de 2017, no Jornal Oficial do Município (JOM) de 3 de janeiro. Mas ao todo, três edições – 389A, 389b e 389c, dias 2, 3 e 4 – veicularam o elenco de medidas restritivas.
Entre outras medidas tomadas por ela (veja AQUI), havia a suspensão de pagamento de horas extras, gratificações, plantões e viagens, redução de no mínimo 50% do número de cargos comissionados por cada órgão, revisão e cancelamento de contratos e locações. Em campanha tinha prometido auditoria, revisão de contratos e outras medidas – mas que acabou evitando.
O art. 11 do Decreto N. 5025/2017, por exemplo, determinava que o secretário municipal de Administração e Finanças fizesse um estudo acerca do quadro de pessoal, e que, durante esse estudo, não fosse nomeado mais de 50% dos cargos em comissão previstos em lei.
Infelizmente, esse estudo nunca foi publicado nem ocorreu redução de contratações. O agravante, é que Rosalba Ciarlini concluiu seu mandato sem saber informar o total de cargos de comissionados do seu governo. Na Sabatina da Rádio Rural com candidatos a prefeito, no dia 13 de outubro de 2020, ao ser perguntada sobre o assunto ela se esquivou. Desconversou. Não disse.
Um minucioso trabalho do Blog Tio Colorau no fim do primeiro ano de gestão de Rosalba, 2017, apontava que até a primeira quinzena de dezembro já tinham sido nomeadas 555 pessoas (veja AQUI). Se o decreto que a própria prefeita editou, fosse obedecido, os comissionados não deveriam passar de cerca de 351.
Lei Complementar 122/2016 (gestão Francisco José Júnior) que teria sido a base para o decreto de enxugamento “em até 50%”, estabelecia que a municipalidade deveria ter no máximo 702 cargos em comissão disponíveis, tratando minuciosamente dos seus perfis e números. Mas a prefeita encontrou 638 nomeados – herança do antecessor. Exonerou a grande maioria deles.
Transição sabotada
Mas, hoje, a administração do prefeito recém-empossado Allyson Bezerra (Solidariedade) não tem dados exatos sobre essa questão. As informações são conflitantes e precisará de tempo para chegar a um número exato e confiável.
Nem decisão judicial (veja AQUI) obrigando a então prefeita Rosalba Ciarlini a apresentar documentos solicitados, pela equipe de transição de Allyson, foi capaz de facilitar o início de governo. Os últimos foram entregues quase às 18h do dia 31 de dezembro. Chaves e senhas para acessos à sistema virtual e sede da prefeitura chegaram às mãos de pessoal do novo prefeito à tarde do dia 1º, horas antes de sua posse.
Outras medidas adotadas por ele procuram arrumar primariamente “a casa”, para que a situação não fique completamente ingovernável, haja vista que não houve transição de governo na prática. Ela foi sabotada pela prefeita que não se reelegeu. Dificultou repasse de dados e sua equipe chegou a ponto de marcar reunião com grupo de trabalho do então prefeito eleito, mas sequer compareceu ou disse o porquê da ausência (veja AQUI).
Leia também: Prefeitura decreta estado de calamidade financeira e administrativa.
INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
A Prefeitura de Mossoró decretou estado de calamidade administrativa e financeira no Município. Publicado no Jornal Oficial de Mossoró (JOM), neste sábado (2), o decreto nº 5.939/2021 compõe pacote de ações para economizar recursos e dar mais eficiência à máquina pública. Ao todo, são oito decretos para enfrentar a crise econômica, financeira e fiscal que atinge a municipalidade.
O prefeito Allyson Bezerra justifica os ajustes da máquina pública a uma série de dificuldades. Entre elas, salários atrasados de servidores municipais e a expectativa, no Orçamento 2021, que as despesas com pessoal superem o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Em reunião ontem, prefeito e secretários fizeram avaliação preliminar da herança da gestão passada (Foto: divulgação)
“Conforme a LOA de 2021 (Lei Orçamentária Anual), os gastos com pessoal em Mossoró deverão atingir 57,50% da receita, acima do limite máximo, que é de 54%”, alerta o prefeito, ao comparar que, em Fortaleza (CE), esse percentual é de apenas 28,57%.
Falta de documentação
O prefeito também ressalta que a transição de governo não alcançou os objetivos da Resolução do TCE/RN nº 34, de 03 de novembro de 2016, uma vez que não foram entregues documentos essenciais à manutenção dos serviços públicos municipais.
Lembra que essa situação motivou, inclusive, ingresso na Justiça de Mandado de Segurança, no qual foi deferida liminar para que a equipe de transição tivesse acesso a documentos e senhas da gestão, mas que ainda não foi integralmente cumprida.
Segundo o prefeito, a atual gestão não teve acesso à íntegra dos contratos e convênios do Município e que haverá frustração de receita decorrente da não regulação do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) pela gestão anterior, o que causará impacto negativo nas receitas municipais no primeiro bimestre.
“Adotamos uma série de medidas para garantir e melhorar, num futuro próximo, os serviços públicos municipais para todos os mossoroenses”, diz Allyson Bezerra, ao lembrar ainda dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19, especialmente o cumprimento de vários Termos de Ajustes de Condutas firmados com os Ministérios Púbicos Federal, Estadual e do Trabalho.
Outros decretos
Decreto 5.941/2021 – Estimula recolhimento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para o exercício de 2021. Estabelece 25% de desconto para pagamento em quota única, com vencimento até o dia 26/02/2021; 5% para o pagamento em oito parcelas mensais, de acordo com o novo quadro de vencimentos: quota única/1ª quota (26/02/2021); 2ª quota (31/03/2021); 3ª quota (30/04/2021); 4ª quota (31/05/2021); 5ª quota (30/06/2021); 6ª quota (30/07/2021); 7ª quota (31/08/2021) e 8ª quota (29/09/2021).
Decreto 5.944/2021 – Suspensão temporária de horas extras e diárias de viagem, exceto casos excepcionais. Suspensão de contratos de telefonia móvel, viagem, hospedagem e prestação de serviços de consultoria e assessoria e revisão de todos os convênios em 60 dias.
Decreto 5.940/2021 – Suspensão temporária de funções gratificadas, exceto solicitação devidamente fundamentada dos (a) secretários (a) e em razão de interesse público para funções de direção, chefia e assessoramento das pastas.Decreto 5.943/2021 – Identificação, em trinta dias, de equipamentos e imóveis alugados; veículos próprios e locados; empresas e serviços terceirizados e respectivos empregados. Listagem de patrimônio mobiliário, linhas telefônicas, servidores, com as respectivas funções gratificadas, e estagiários, todos os contratos e convênios em vigor, entre outras medidas. Estabelece avaliação de despesa com pessoal nos últimos 48 meses, no prazo de trinta dias; inventariação de todos os imóveis do Município, incluindo os doados ou cedidos em comodato nos últimos 48 meses e identificação dos convênios e contratos de doação dos dois distritos industriais do Município de Mossoró, no prazo de trinta dias.
Decreto 5.945/2021 – Identificação, no prazo de trinta dias, da variação de receita total do Poder Executivo dos últimos 48 meses e valores a serem inscritos em Restos a Pagar (processados e não processados), com os seus respectivos saldos. Nenhuma despesa será reconhecida ou paga sem que tenha sido previamente contratada.
Decreto 5.944/2021 – Ampliação do atendimento ao cidadão nos órgãos públicos municipais. A determinação é garantir que o atendimento ao público seja, no mínimo, das 7h às 14h.
Decreto 5.946/2021 – Estabelece retorno à Prefeitura, em trinta dias, de servidores públicos cedidos para outros órgãos, como Poder Legislativo e órgãos ou a entidades da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal.
Veja AQUI a íntegra do Jornal Oficial do Município (JOM), edição 595, que entrou no ar ao fim da noite desse sábado (2).
INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
“Aquele que discute usando gritos e imposições mostra que o seu argumento é fraco.”
Michel de Montaigne
Segue delicado o quadro de saúde da jornalista Solange Santos, da Super TV e Rádio Difusora de Mossoró. Ela está internada desde o dia 26 último com Covid-19, no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).
Mais um boletim foi apresentado pelo HRTM, mostrando sua reação ao tratamento.
Veja abaixo:
Paciente segue grave, sedada, intubada, respirando com ajuda de aparelho.
Pressão arterial boa, aceita dieta por sonda,urinando bem,sem febre nas 24h.
Gasometria mostra pequena piora. A paciente foi pronada novamente.
Nota do Blog – Sigamos na torcida e na fé pela recuperação de Sol.
Amém!
INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
Em tarde agitada na Arena Castelão, em Fortaleza-CE, o Floresta venceu o América-RN por 2 a 0 neste sábado (2), na Série D do Brasileirão, jogo de ida.
Deysinho abriu vantagem aos 16 do primeiro tempo e Flávio Torres mandou de cabeça para as redes na segunda etapa e confirmou a vitória.
O time potiguar buscou criar oportunidades e adotar uma postura ofensiva, mas encontrou na defesa do Verdão um obstáculo difícil de passar.
Com a vitória, o Floresta chega para o segundo duelo com vantagem. O América-RN precisa vencer por dois gols para levar a partida para os pênaltis. O reencontro será na Arena das Dunas, às 16h, no domingo (10).
Quem vencer avança para as semifinais da Série D e garante vaga na Série C do Campeonato Brasileiro.
INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
Na segunda quinzena de novembro de 2014, portanto há mais de seis anos, o Blog Carlos Santos postou uma série de matérias sobre auditoria realizada na folha de pessoal/contratos terceirizados da Prefeitura Municipal de Mossoró. A iniciativa foi o cumprimento de uma promessa de campanha do então prefeito Francisco José Júnior.
Ele era governante interino, com a cassação da prefeita Cláudia Regina (DEM) em 2013. E antes das eleições suplementares para escolha de novo governante, Francisco José Júnior tomou essa decisão. Saiu vitorioso nas urnas em pleito no dia 5 de maio de 2014 e apresentou a sociedade, já como prefeito efetivo, parte do esgoto da máquina municipal.
A auditoria foi realizada Universidade do Estado do RN (UERN) e seu resultado acabou repassado ao Ministério Público do RN ( MPRN). Apesar da ruidosa repercussão das reportagens e densidade das informações, mostrando como os recursos públicos na municipalidade são drenados para atendimento a interesses politiqueiros e negócios de grupos – há décadas incrustado no poder, praticamente nada aconteceu.
Impunidade
Cópia da auditoria na folha de pagamento da Prefeitura de Mossoró foi entregue no dia 3 de setembro de 2014 ao promotor do Patrimônio Público – Fábio de Weimar Thé. Porém, o prefeito teve em mãos o calhamaço com cerca de 250 páginas e anexos, no dia 13 de junho daquele ano.
Com início de nova gestão municipal no dia passado, com o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) á frente, vem à tona esse assunto que talvez pouca gente lembre. Mudou alguma coisa do período auditado (2013 – há sete anos) para cá? Provavelmente, não. Até porque, a impunidade é o principal estímulo para que tudo continue do mesmo jeito ou muito pior.
Mesmo assim, vamos recapitular parte do seu conteúdo? Veja no boxe abaixo síntese e links para ver postagem original da época:
– Terceirização em prefeitura exala odor de desvios milionários – Foi constatada a presença de 12 (doze) empresas prestadoras de serviços com cessão de mão-de-obra, havendo empresas com mais de um contrato, alguns dos quais não apresentam numeração nas folhas do processo, bem como a identificação de fiscal de contratos.
A Marga Empreendimentos e Serviços Ltda., por exemplo, teve reajustes que elevaram seu contrato em 190%. A Sanepav, que era responsável pela limpeza urbana, tinha contrato inicial de R$ 88.899.549,00, com 351 empregados, mas municipalidade não conseguiu entregar documentações exigidas pelos auditores. De 12 meses cobrados, só apresentou um. E ficou por isso mesmo.
– Plantão fantasioso e distorções em contratos quebram a saúde – Diversos servidores da Saúde “recebiam remuneração muito superior ao estabelecido pelo plano de cargos e salário, e superior à média dos servidores em geral que ocupavam os mesmos cargos ou funções”, localizou a auditoria.
Saúde é um dos setores mais delicados, segundo auditoria da época, com desvios milionários (Foto: Cézar Alves/Arquivo)
“No mês de Junho de 2013 tinham 10 (dez) servidores contratados da área da Saúde, mais especificamente médicos, que excediam o número máximo destes plantões. Na média, os médicos faziam 25,6 plantões no período”.
Um caso inusitado encontrado foi um contratado que recebeu por 33 plantões. Foram 23 diurnos e 10 noturnos, ou seja, 106% além do permitido. Contudo, as aberrações iam bem mais além.
– Folha mostra privilégios para contratados em vez de efetivos – Verificou-se que havia servidores que recebiam dois salários base, ou seja, possuía dois salários-base com o mesmo ente da federação e com a mesma instituição, apesar de terem apenas uma única matrícula. Um exemplo é de determinada servidora, (Chefe de Departamento), com dois salários base, um de R$ 1.095,04 e outro de R$ 12.587,67.
Viu-se que 72 (setenta e dois) servidores não constavam no cadastro geral, mas constavam na folha de pagamento, enquanto 52 (cinquenta e dois) servidores constavam na folha de pagamento, mas não constavam no cadastro geral.
– Prefeitura procura 622 servidores que têm o “destino ignorado” – Os auditores chegam a identificar existência de “622 servidores” que se encontram com “destino ignorado”. O salário dessa gente representa R$ 1,2 milhão/mês.
Dinheiro para manter, com sobras o funcionamento de uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) ou diversas Unidades Básicas de Saúde (UBS´s) funcionando muito bem.
A auditoria elenca também uma série de recomendações para aperfeiçoamento dos serviços organizacionais, de informação e de melhoria à fiscalização.
Leia também: Cópia de auditoria, ‘secreta’, será distribuída à sociedade;
Leia também: Juízes estranham ‘silêncio’ de imprensa sobre auditoria.
INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
O deputado federal Beto Rosado (Progressistas) destinou mais de R$37 milhões de emenda parlamentar para pavimentação e recapeamento de ruas em Mossoró. Desse montante, R$29,2 milhões serão utilizados exclusivamente para 111 ruas não calçadas.
No dia 30 de dezembro (quarta-feira), foram assinadas as licitações para contratação da empresa que vai realizar as obras de pavimentação nas primeiras 57 ruas.
Além disso, ainda há mais uma emenda que está em análise na Caixa Econômica Federal com mais 54 ruas que serão calçadas, totalizando o número final de 111 ruas.
Bairros
Mais de 16 bairros e 150 mil mossoroenses serão beneficiados com esse trabalho. Entre os bairros, estão: Aeroporto 2, Barrocas, Belo Horizonte, Lagoa do Mato, Monsenhor Américo, Santa Delmira, Santo Antônio, Alto da Pelonha, Costa e Silva, Rincão, Alto do Sumaré, Planalto 13 de Maio, Bela Vista, Bom Jesus, Alto de São Manoel e Vingt Rosado.
Com informações da Assessoria de Beto Rosado.
INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
Para quem duvida do sentido de propriedade que permeia a cabeça do grupo da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP), no trato da coisa pública, basta olhar para o piso de acesso ao Palácio da Resistência, sede da municipalidade.

No acesso à escadaria do Palácio da Resistência, o circunstante-passante se depara com esse abuso (Foto: cedida)
O princípio constitucional de “impessoalidade” da coisa pública é ignorado olimpicamente, sem qualquer perturbação.
Em alguns mosaicos existe em relevo o desenho de uma rosa, exata simbologia utilizada por Rosalba em suas campanhas eleitorais, desde 1988, quando se elegeu à prefeitura pela primeira vez.
Outro agente político e grupo utilizassem tal método de imposição de identidade própria ao município, como se fora um brasão, talvez já tivessem sido retirados.
Os ex-donos do poder podem tudo em Mossoró e no RN!
INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
O último ato da prefeita não reeleita (agora ex-prefeita) Rosalba Ciarlini (PP) ao se despedir da Prefeitura de Mossoró, no dia passado, não poderia ser mais deselegante e vexatório. Não fez a transmissão de cargo ao sucessor Allyson Bezerra (Solidariedade), o que seria uma postura minimamente civilizada e republicana.

Cortejo até o Palácio da Resistência, aberto por prefeito e vice, foi acompanhado por muitas pessoas (Fotomontagem BCS)
Servidora comissionada esperou a chegada do novo prefeito ao Palácio da Resistência, para atender ao formalismo. Após ser empossado em sessão solene (veja AQUI) da Câmara Municipal de Mossoró no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, Allyson e seu vice Fernandinho caminharam até o palácio, ao lado de dezenas de correligionários e populares.
Discursou na sacada do prédio e conheceu o seu interior, ao lado da primeira-dama Cínthia Raquel, seu vice Fernandinho (PSD) e vários circunstantes e auxiliares.
Poço de rancor, com dificuldade eterna de conviver com quem lhe contraria (inclusive a imprensa) e incapaz de lidar com o fracasso, a ex-prefeita saiu dessa história pela porta dos fundos – numa postura esperada. Pelo menos será a de menor dano à sua imagem combalida.
Medidas para dificultar sucessor
Fica para trás um rastro de medidas e ações administrativas e políticas que causará muito mais problemas para ela adiante. Porém, com consequências mais danosas à nova administração e à sociedade. Férias e licenças em massa a servidores da saúde, por exemplo, podem tornar crítico o combate à pandemia da Covid-19 e endemias da época invernosa.
Orçamento amarrado para comprometer investimentos, atraso proposital em processos à rápida arrecadação tributária, como no caso do IPTU, endividamento estelar da previdência própria, atraso em pagamento de parte de salários dos servidores, dívidas com fornecedores e prestadores de serviço, são apenas algumas das bombas entregues por seu governo a Allyson.
O rombo nas contas públicas caminha para ser o maior da história administrativa de Mossoró. Paralelamente, ela não permitiu que o processo oficial de transição ocorresse de modo a municiar o sucessor de informações, antecipadas.
Só no fim da tarde do dia 31, representante de sua equipe de transição entregou o restante do que seria o leque de documentos solicitados até judicialmente. Tiveram mais de 30 dias para atender às requisições e não o fizeram. Inclusive, não compareceram nem justificaram o porquê, à última reunião marcada com a equipe de transição do prefeito sucessor (veja AQUI).
Enfim, comportamento feio, deselegante e de má-fé. A aposta é que dê tudo errado para parecer que ela é quem faz a coisa certa. Nada que se assemelhe ao slogan “Adoro Mossoró”, que adotou há tempos. Pura demagogia. Embuste. Mitômana e ególatra, adora mesmo ser incensada por garachués e xeleléus, bem como explorar o ente público em favor próprio, de familiares e de uma corriola de beneficiários.
“O povo chegou à Prefeitura de Mossoró“, escreveu o novo prefeito em borrão sobre a mesa em que trabalhará no Palácio da Resistência.
Assim esperamos!
INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
“A preguiça ou o medo faz com que as pessoas prefiram experiências de segunda mão ao choque de olhar e ouvir por si mesmas”.
W.H. Auden
A Câmara Municipal de Mossoró, em sessão solene conduzida por seu recém-eleito e empossado presidente, vereador Lawrence Amorim (Solidariedade), acaba de empossar prefeito e vice de Mossoró, respectivamente Allyson Bezerra (Solidariedade) e Fernandinho Melo (PSD). O evento terminou há poucos minutos no Teatro Municipal Dix-huit Rosado.
Allyson e Fernandinho foram recepcionados com muitos aplausos da plateia no acesso ao teatro. Depois do juramento e assinatura do termo de posse, de ambos, o prefeito discursou bastante emocionado.
Parou oratória em diversos momentos, com a voz embargada. Apesar da leitura de curto texto previamente preparado, em vários momentos saiu do script, tentou segurar a emoção, mas não deu para evitar as lágrimas e escapar de falhas na voz.
Prometeu um governo voltado para o povo, com o serviço público destinado a tratar bem “a todos”, além de relação de respeito com vereadores, segmentos diversos da sociedade, como o setor produtivo, entidades de classe, igrejas e demais esferas sociais de Mossoró.
– Queremos a união de todos em favor de Mossoró – destacou. E avisou que vai procurar parcerias com os governos estadual e federal.
– O dinheiro do povo será bem aplicado – enfatizou.
Disse estar consciente das dificuldades, inclusive proporcionadas pela falta de transição de governo, mas deixou claro que os problemas não o desanimam, mas “servem de estímulo”.
Depois da sessão solene, ele e o vice caminham para a sede da prefeitura, que fica muito próxima ao teatro, para transmissão de cargo da prefeita não reeleita Rosalba Ciarlini (PP).
Leia também: Quem é Allyson Bezerra, novo prefeito de Mossoró?
INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
Allyson Bezerra, 28 anos, casado, é engenheiro civil e servidor público federal licenciado da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). Mossoroense, nascido em 12 de maio de 1992, filho mais velho de José Américo e Maria das Neves, Allyson agora é prefeito empossado de Mossoró – após vitória histórica (veja AQUI) no dia 15 de novembro do ano passado.
Com sua infância fincada na comunidade rural do Sítio Chafariz, a 33 quilômetros da área urbana de Mossoró, dividiu seu tempo entre estudos, o lado lúdico de uma criança pobre e tarefas colaborativas na roça, ajudando o pai.
Estudando sempre em escola pública, durante o último semestre do curso técnico em edificações no Instituto Federal do RN (IFRN), ele foi aprovado no concurso para servidor da Ufersa, aos 20 anos. Porém, antes disso, também dava aulas a colegas, exercendo a docência com espírito colaborativo.
Em 2013, na mesma universidade, conclui o bacharelado em ciência e tecnologia, sendo o primeiro da família a ter um diploma de nível superior. Em 2016, cola grau como engenheiro civil e em 2017 conclui o mestrado em Manejo de Solo e Água.
Na universidade, desenvolve pesquisas na área de engenharia civil, chegando a publicar mais de vinte artigos científicos em congressos por todo o país.
Duas eleições surpreendentes
Decide cursar direito e se torna estudante na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Aos 23 anos é eleito presidente do sindicato dos servidores da Ufersa, sendo o mais jovem a ocupar o cargo entre as 67 instituições similares no país.
Em 2017, é eleito para o Conselho Superior da Ufersa, sendo o servidor mais votado para o cargo em toda a história da instituição.
Em 2018 foi escolhido pela Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS), instituição de alcance nacional, entre mais de mil inscritos, tornando-se uma das 100 lideranças emergentes no Brasil, segundo essa organização de renovação política do país.
Mesmo sem nunca ter sido filiado a um partido, aos 25 anos aceita o convite para ser pré-candidato a deputado estadual e inicia a “Rota da Mudança” por todas as regiões do estado, já inscrito no Solidariedade. Mesmo sem fazer parte das famílias tradicionais, sem maiores meios financeiros ou apoio de grupos/lideranças políticas, acabou eleito em 2018 como um dos 24 deputados estaduais do RN. Nesse poder, foca suas ações em questões delicadas como segurança pública e saúde, atuando na bancada oposicionista.
Em 2020, o maior desafio: candidatura a prefeito de Mossoró. Encarou a prefeita e candidata à reeleição Rosalba Ciarlini (PP), com toda sua trajetória de vitórias e estrutura municipal, empresarial e expertise em resolver eleição no vale tudo. O resultado final apontou maioria para Allyson de 6.263 votos, ou seja, 4,56 pontos percentuais.
Venceu não apenas a ‘Rosa’ e seu grupo que domina a política local há mais de 70 anos, mas também um estranho consórcio entre outras duas adversárias, Cláudia Regina (DEM) e deputada estadual Isolda Dantas (PT), que resolveram atacá-lo, em vez de fustigarem a ‘favorita’ e ‘adversária’ Rosalba Ciarlini.
Foram hostilidades em redes sociais e nas ruas, guias eleitorais e até com militantes rosnando à porta de debates (veja AQUI) ou mesmo invadindo emissora de televisão.
Agora, enfrentará o grande desafio de pegar uma herança maldita deixada por uma antecessora raivosa, que criou todas as dificuldades possíveis para embaraçar sua gestão. Incapaz, por exemplo, de fazer a transição de governo de forma elevada e republicana, optando pela sabotagem.
*Vídeo constante nessa postagem é de do fim de setembro do ano passado, rumo à campanha a prefeito de Mossoró.
INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
Por Laurita Arruda (Do Território Livre)
Terminou há poucos minutos a posse dos vereadores de Natal na Câmara Municipal.
Como previsto, o atual presidente Paulinho Freire (PDT) foi reeleito com uma Mesa Diretora pra lá de plural, contemplando inclusive a oposição ao prefeito Álvaro Dias (PSDB).
Ele teve 27 dos 29 votos numa legislatura com 50 % de renovação nas eleições de novembro último.
O voto contra foi da vereadora Ana Paula Protásio (PL) que fez discurso duro dirige ao presidente e disse não enxergar representação de ninguém da oposição entre os aliados de Freire.
A abstenção foi do vereador de primeiro mandato, o professor Robério Paulino, do PSOL.
Ao fazer seu pronunciamento Paulinho citou o “insulto” da vereadora:
Eu não aprendi a fazer política com ódio…
E lembrou que ninguém chega à presidência da Câmara por cinco vezes sem ter capacidade de respeitar adversários e honrar com a palavra – “É um fato histórico”.
Não existe mais aqui aquela história de corda de caranguejo e de vereador dormir em hotel com medo de traição…
As vereadoras Brisa Bracchi e Divaneide, do PT, indicaram Júlia Arruda (PC do B) como representante do grupo e passará a ocupar a terceira vice-presidência.
INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
Com 23 votos favoráveis, portanto por unanimidade, o vereador em primeiro mandato Lawrence Amorim (Solidariedade) foi eleito há poucos minutos como novo presidente da Câmara Municipal de Mossoró. Encabeçava chapa única.

Lawrence prestou juramento logo após a votação unânime em seu favor e restante da chapa única (Foto: BCS)
A sessão ocorre após a posse de todos os parlamentares eleitos no dia 15 de novembro do ano passado, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado.
Lawrence é da base governista. Integra o partido do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) e, atualmente, é presidente estadual da legenda.
Ele prestou juramento e já assumiu o cargo oficialmente.
Veja abaixo a formação da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Mossoró, para o biênio 2021-2022.
Presidente – Lawrence Amorim (Solidariedade)
1º vice-presidente – Isaac da Casca (DC)
2º vice-presidente – Lamarque Oliveira (PSC)
1º secretário – Aislan Marckuty (Solidariedade)
2º secretário – Marleide Cunha (PT)
3º secretário – Raério Araújo (PSD)
4º secretário – Paulo Igo (Solidariedade)
INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
Chapa única encabeçada por Lawrence Amorim (Solidariedade) concorre agora à tarde às eleições para Mesa Diretora da Câmara Municipal de Mossoró.
O seu primeiro vice é Isaac da Casca (DC).
A surpresa é Marleide Cunha (PT) na segunda secretaria.
O pleito interno será depois da posse dos 23 vereadores, definida para as 14h30, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado.
A chapa ficou assim constituída:
Presidente – Lawrence Amorim (Solidariedade)
1º vice-presidente – Isaac da Casca (DC)
2º vice-presidente – Lamarque Oliveira (PSC)
1º secretário – Aislan Marckuty (Solidariedade)
2º secretário – Marleide Cunha (PT)
3º secretário – Raério Araújo (PSD)
4º secretário – Paulo Igo (Solidariedade)
INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
A prefeita não reeleita Rosalba Ciarlini (PP) despediu-se da Prefeitura Municipal de Mossoró editando mais um Jornal Oficial do Município (JOM, edição 504C (veja AQUI), recheado de novidades. São 76 páginas, um pacotão.
Em seu conteúdo, por exemplo, quatro créditos suplementares que totalizam R$ 17.165, 958, 03 (dezessete milhões, cento e sessenta e cinco mil, novecentos e cinquenta e oito reais e três centavos.
Ela também sancionou lei reajustando os subsídios dos vereadores da legislatura que começa esse ano, totalizando R$ 15.190,00 (quinze mil, cento e noventa reais).
A Lei Orçamentária Anual (2021) aprovada pela Câmara Municipal também é publicada.
Entenda
O que é Crédito Suplementar?
Resposta – O crédito suplementar destina-se ao reforço de dotação já existente, pois são utilizados quando os créditos orçamentários são ou se tornam insuficientes. Sua abertura depende da prévia existência de recursos para a efetivação da despesa, sendo autorizado por lei e aberto por decreto do Poder Executivo.
INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
A posse da prefeita Lidiane Marques (PSDB), de Tibau, aconteceu à meia-noite, exatamente na chamada virada do ano (31 de dezembro/1º de janeiro), ma Câmara Municipal.
Além da prefeita Lidiane, assumiu também o cargo de vice-prefeitoLuiz Francisco de Souza (Cidadania), o “Luiz da Luz” e os nove vereadores.
Na oportunidade, ex-prefeito Josinaldo Marcos de Souza (PSDB), o “Naldinho”, que por oito anos administrou o município, fez discurso rememorando sua passagem na prefeitura e agradecendo apoios.
Já a prefeita empossada fez seu discurso de posse atestando que “a confiança demonstrada nas urnas” pelo povo tibauense será convertida em trabalho.
INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.


