terça-feira - 04/08/2026 - 20:24h
Apuração

Pesquisa que colocou Álvaro na frente vira caso de Polícia Federal

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

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O Correio de Hoje de Natal

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-RN) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) a abertura de inquérito pela Polícia Federal, para investigar possíveis irregularidades na pesquisa RN-08092/2026, que colocou Álvaro Dias (PL) à frente na disputa pelo Governo do Estado.

O parecer aponta indícios de divulgação de pesquisa fraudulenta, embaraço à fiscalização e possível falsidade ideológica eleitoral.

Entre as inconsistências citadas estão entrevistas registradas antes do cadastro oficial, divergências em coordenadas de GPS e incompatibilidades na execução do trabalho de campo.

O levantamento foi produzido pela empresa Média Inteligência em Pesquisa e divulgado pelo portal O Potengi.

O caso começou a ser analisado pela Justiça Eleitoral depois que o diretório estadual do Republicanos — partido que integra a coligação Esperança e Trabalho, de Allyson Bezerra (UB) — solicitou acesso ao sistema interno de controle, verificação e fiscalização da pesquisa. A legislação permite que partidos políticos, candidatos, coligações, federações e o Ministério Público examinem documentos e confrontem os dados divulgados, preservada a identidade dos entrevistados.

O outro lado

O Média Inteligênciaem Pesquisa pronunciou-se sobre o caso. Veja nota abaixo:

O Instituto Media vem a público manifestar seu veemente repúdio às tentativas reiteradas de desqualificação.

​Ressaltamos que a integralidade dos dados técnicos, planos amostrais e requisitos metodológicos exigidos pela legislação vigente já foi devidamente submetida à Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte, em total conformidade com os princípios da transparência, da legalidade e da proteção de dados, instância na qual o instituto deposita irrestrita confiança.

​O ajuizamento excessivo e recorrente de demandas judiciais por parte da referida coligação evidencia um padrão de perseguição, cujo objetivo é desgastar a reputação da empresa e impor uma tentativa de censura à divulgação de levantamentos estatísticos.

​Ao contrário das acusações, não somos nós que realizamos pesquisas falsas. Reiteramos o rigor científico e a lisura de nosso trabalho.

A veracidade e a precisão metodológica de nossas pesquisas não apenas estão respaldadas nos registros legais, como serão integralmente atestadas pelo resultado soberano das urnas.

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Categoria(s): Política

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