quarta-feira - 20/06/2012 - 16:59h
Fenômeno químico

Sucessão em Areia Branca alimenta até união ‘água e óleo’

Bruno: mais à oposição (Portal Costa Branca)

É possível unir água com óleo? Do ponto de vista científico, a química até hoje não conseguiu essa proeza com os dois fluidos.

Já na política…

Vez por outra alguns mágicos, gurus e alquimistas conseguem promover esse fenômeno, mesmo com consideráveis riscos e incontáveis prejuízos insanáveis.

Em Areia Branca, por exemplo, corre zunzunzum que chega ao Blog e ganha dimensão através de perguntas por email, considerando hipótese do pré-candidato a prefeito e atual vice-prefeito José Bruno Filho (PMDB) se bandear para a extrema oposição: ele admitiria fazer aliança com Iraneide rebouças (DEM). É o que ouvi pela manhã de hoje e agora, início da tarde.

A ex-vice-prefeita e pré-candidata a prefeito Iraneide Rebouças tem corrido em faixa própria. Aposta nos erros do governo para inflar seu nome. Antes, também sonhava numa transferência de votos da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), que teve votação consagradora no município em 2010. Mas Rosalba anda em apuros. Não está em condições de dar rumo à sucessão em Areia Branca.

Até o momento, Iraneide faz evoluções muito tímidas, jogando demasiadamente na cisão no governismo para tentar sair no lucro. Rachado o esquema situacionista está, como este Blog divulgou em primeira mão (veja AQUI).

“Razão geológica”

Mas a simples fratura no governo não significa um natural deslocamento de intenções de votos à oposição ou mesmo a soma de uma dessas forças com Iraneide Rebouças. A acomodação política não segue uma razão “geológica”, com encaixe ou fraturas de camadas em movimento. Cada sismo tem efeito próprio.

No caso de Areia Branca, o grupo do prefeito Manoel Cunha Neto (PP), o “Souza”, foi excluído da costura à chapa sucessória, pelo PMDB do vice Bruno Filho (PMDB). Depois que Bruno teve confirmação de estar limpo em órgãos técnicos e judiciais, para concorrer à prefeitura, deixou claro ao prefeito que a chapa teria o ex-vereador Francisco Macedo (PR) como vice e não qualquer nome indicado por Souza.

Iraneide atua em faixa própria

Por enquanto, Areia Branca caminha para ter três candidatos a prefeito: Bruno, Iraneide e possivelmente a ex-secretária da Saúde do município, Lidiane Garcia (PSB) – apoiada por Souza.

Acompanhe este e outros assuntos também por nosso Twitter AQUI.

Sobre a hipotética união de Bruno e Iraneide, para derrotar Souza, respondo aos vários emails e manifestações feitas pelo Twitter: não acredito. É água e óleo mesmo. Não existe na atualidade – em Areia Branca – uma leve atmosfera para entendimento dessa envergadura.

Qualquer dúvida, observe o tsunami causado pela atração do deputado federal Paulo Maluf (PP) ao palanque do PT em São Paulo-SP.

Se a dúvida persistir, vale fazermos algumas perguntas encadeadas, para termos uma ideia se essa aliança seria viável ou não:

– Quem será o líder de quem? Iraneide será líder de Bruno ou Bruno de Iraneide? Bruno será candidato a prefeito e Iraneide a vice ou ao contrário?

 

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
terça-feira - 19/06/2012 - 09:29h
Areia Branca

Bruno descarta Souza e governismo terá dois candidatos

O sistema governista em Areia Branca, que há anos simula ser unido e mantém uma delicada convivência, marcha à divisão. Duas candidaturas a prefeito devem sair desse ‘útero’, depois que mágoas pessoais e interesses conflitantes começaram a transbordar abundantemente.

O prefeito Manoel Cunha Neto (PP), o “Souza”, caminha para lançar a ex-secretária da Saúde do Município, Lidiane Garcia (PSB), para personificar seu nome e grupo. Já o vice-prefeito José Bruno Filho (PMDB) caminhará noutra faixa.

Souza e Bruno: crônica de um racha anunciado

Como este Blog tem narrado há tempos, trazendo fatos de bastidores e dissecando acontecimentos mais visíveis, o prefeito Souza e o vice-prefeito Bruno Filho nem se falam mais em convívio social e administrativo. Há algumas semanas passaram a usar intermediários e até microfones da Rádio FM Costa Branca para expressarem mágoas e mandarem recados mútuos.

Bruno resolveu endurecer de vez com Souza, que se aproxima do final do segundo mandato. Pré-candidato à prefeitura, o vice-prefeito (e ex-prefeito duas vezes) mudou de opinião ou ajustou-a, para escantear definitivamente o prefeito do processo sucessório.

Se antes proclamava não impor vetos e dizia não ter preferência de um nome a vice, hoje Bruno Filho assume nova postura. É diametralmente oposta ao que declarava há poucos dias. Passou a puxar para si a primazia de escolhas e exclusões, além de subjugar Souza à sua vontade. Tem respaldo para isso.

Domingo (17), na casa do presidente do PMDB, ex-vereador Cleodon Bezerra, com as presenças de Bruno e do vereador Dijalma Souza (PMDB), o prefeito foi comunicado de uma decisão que amputava sua participação na campanha municipal. Foi informado que num acerto entre os presidentes estaduais do PMDB e PR, respectivamente deputados federais Henrique Alves e João Maia, ficara decidido que o ex-vereador e ex-candidato a prefeito Francisco Macedo (PR) ocuparia espaço como vice.

“Impeachment”

Descartado, Souza deixou a reunião visivelmente magoado. O impacto foi de um “impeachment” moral, de cima para baixo, alijando-o do próprio processo sucessório e ejetando-o do poder com meses de antecedência.

Há quase duas semanas, precisamente na sexta-feira (8), Bruno fez pronunciamento na FM Costa Branca (veja AQUI) debulhando ressentimentos de Souza. Mesmo assim, num lampejo e ardil “conciliador”, declarou:

– Esperamos que o nosso principal aliado, o prefeito Souza, atendendo ao compromisso firmado em nosso coligação, indique com a maior brevidade possível, o nome do candidato a vice-prefeito para compor a nossa chapa.

Segundos antes, na mesma fala, Bruno tinha declarado o seguinte em relação à indicação do vice: “Nunca tive nome de preferência ou nome ideal e nunca me opus a nenhum dos nomes apresentados”.

No domingo (17), ocorreu a reviravolta: com o respaldo de João Maia e Henrique, o pré-candidato a prefeito ganhou fôlego para se vingar de Souza. Na FM Costa Branca (dia 8), ele já tinha afirmado que recebera um tratamento incompatível do gestor, que também afetara “os que estavam mais próximos” dele. Agora vem o troco.

Enfim, a sorte está lançada.

Nota do Blog – Vale lembrar que o enfrentamento assumido por Bruno tem um combustível adicional: livre de demandas judiciais e no Tribunal de Contas do Estado (TCE), que poderiam impedi-lo de ser candidato, após longa peleja do próprio Souza  para viabilizá-lo, ele não precisa mais “pisar em ovos” e evitar maiores atritos. Agora está seguro de si.

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Categoria(s): Política
  • Repet
sexta-feira - 08/06/2012 - 11:21h
Areia Branca

Bruno exige indicação de vice e revela mágoa de Souza

Areia Branca está fervendo. O governismo vive crise babélica. Passou a ser impossível maquiar ou esconder o que este Blog tem divulgado em primeira mão e com detalhes de bastidores há algum tempo: o governo está rachado.

O prefeito Manoel Cunha Neto (PP), o “Souza”, não fala a mesma linguagem do seu vice-prefeito e pré-candidato à prefeitura, médico Bruno Filho (PMDB). Os dois passaram a usar o rádio como veículo de comunicação, num diálogo que apenas reforça as divergências e mal-estar entre ambos.

Bruno tem pressa para ter um vice (Portal Costa Branca)

Hoje pela manhã, quem usou a FM Costa Branca foi Bruno Filho. Souza já o fizera esta semana. Tinha aspergido alguns recados cifrados e sinalizado descontentamento. Nesta sexta-feira (8), Bruno foi à réplica radiofônica.

“Todos vocês me conhecem, sabem do meu jeito simples, humilde e acima de tudo conciliador e ordeiro, ao enfrentar os desafios do dia-a-dia”, disse Bruno com seu estilo de voz arrastada e às vezes quase inaudível.

– Nunca usei da arrogância, da prepotência, da imposição, da incoerência com a verdade, da humilhação e da hipocrisia, para lidar com as pessoas, com nossos conterrêneos, que eu verdadeiramente trato como irmãos – asseverou o vice-prefeito, com claro arremesso de mensagem na direção de Souza, que tem se queixado de ter sido isolado por Bruno no próprio processo sucessório.

Bruno pregou ainda, com ar filosófico, que “Areia Branca não elege um prefeito e um vice-prefeito somente para construir obras (…), mas também na perspectiva de que sejamos exemplos na construção da cidadania, na promoção da dignidade para os cidadãos, na pregação do exemplo da humildade, da verdade, na busca da paz entre todos os habitantes”.

O vice-prefeito admitiu que vive dias de angústia. Não citou nomes, mas deixou implícito, que a saída da enfermeira Lidiane Garcia (PSB) da Secretaria da Saúde do Município, sob intensa festa (veja AQUI) promovida por outros setores políticos e sobretudo pelo grupo de Souza, o deixou atordoado.

Lidiane

Lidiane seria uma resposta de Souza à suposta articulação de Bruno para alijá-lo do comando sucessório. A enfermeira desliza como provável candidata a prefeito.

“As decisões político-partidárias para as eleições que se aproximam tinham tudo para serem as mais fáceis, mais simples, mais práticas e mais eficientes de todos os tempos, até mesmo porque estaríamos mais experientes”, ilustrou Bruno. Entretando, ele reconheceu que os rumos tomados no governismo causam solavancos.

Depois, tratou o prefeito Souza com o formalismo de quem não possui a intimidade da convivência ou por necessidade da ironia: depende do ângulo de interpretação: “(…) O ‘senhor’ Manoel Cunha Neto…”

Para Bruno Filho, logo no primeiro mandato de Souza (2005/2008), ele “e os que estavam mais próximos de mim” teriam recebido tratamento incompatível do prefeito. Até preferiu evitar detalhes em seu pronunciamento. Parecia engolir mágoas. Talvez esteja aí a explicação para ter tratado Souza – segundos antes – como “senhor”. Pura zombaria. Vingança.

Quanto à escolha do companheiro de chapa, ele proclamou que “nunca tive nome de preferência ou nome ideal e nunca me opus a nenhum dos nomes apresentados”. Fez questão de assinalar, que “não tenho projetos familiares e não preparei ninguém para defender meus interesses particulares na administração”.

Foi uma resposta ao próprio Souza, que no rádio já dissera que não alimentaria “projetos familiares”. Comenta-se em Areia Branca, que Bruno estaria preparando a filha Luana para sucedê-lo, caso se inviabilizasse legalmente à candidatura.

Bruno reafirmou, elevando a voz, que “sou pré-candidato a prefeito de Areia Branca”. Fez mais: mandou um recado dirigido ao prefeito, em tom de exigência e cobrança: “Esperamos que o nosso principal aliado, o prefeito Souza, atendendo ao compromisso firmado em nosso coligação, indique com a maior brevidade possível, o nome do candidato a vice-prefeito para compor a nossa chapa”.

Mesmo com o clima tenso, o vice-prefeito ainda considerou, como possível, que ele e o grupo do prefeito possam marchar “juntos, unidos, fortalecidos”. Avaliou que a partir daí, poderá – com o aliado – “transformar esse tempo de angústias e de intranquilidades, usando palavras do prefeito, nesse novo tempo de harmonia e paz”.

* Com informações do Blog Portal  Costa Branca (Jaílton Rodrigues).

Veja também essas duas postagens abaixo, que apontavam a temperatura elevada no governismo:

– Governismo, em Areia Branca, vive crise de relacionamento AQUI.

– Governismo não se entende e pode surgir nova candidatura AQUI.

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Categoria(s): Política
domingo - 03/06/2012 - 11:31h
Areia Branca

Governo racha e novo nome surge à sucessão municipal

Desprestigiado pelo médico Bruno Filho (PMDB), seu vice-prefeito, o prefeito Manoel Cunha Neto, o ‘Souza’ (PP), pode oferecer às eleições de outubro uma considerável e surpreendente novidade à política da salinésia. Os bastidores estão com temperatura escaldante em Areia Branca.

Lidiane sai da Saúde para entrar na história (Costa Branca News)

A falta de espaço – até aqui – no palanque a que pertence há 16 anos, leva Souza a gerar projeto eleitoral em faixa própria. Caminha para fazer a enfermeira Lidiane Garcia (PSB), secretária de Saúde, sua opção à prefeitura. O quadro se desenha assim, de forma aparentemente enviesada.

Ela vai se desincompatibilizar do cargo de secretária municipal da Saúde amanhã (segunda-feira, 4), às 10h, em solenidade marcada para a Câmara Municipal.

Souza poderá estar perdendo uma auxiliar de reconhecida popularidade e valor gerencial, mas empinando um nome novo na sucessão areia-branquense. Não tem tradição política ou advém de família tradicional. É povo.

Há cerca de um mês, Bruno – que é pré-candidato a prefeito, articulou em Natal, com os deputados Henrique Alves (PMDB) e João Maia (PR), o fechamento de uma chapa. Chegou a fazer reuniões, tudo à revelia de Souza, com quem tinha compromisso de vê-lo indicar seu vice. Tinha, que se diga.

Vazou informação de que Henrique Alves aconselhara Bruno a conversar com Souza e aceitar o vice que ele (Souza) indicasse, devido a “coerência” que o prefeito desmonstrava em apoiá-lo. Segundo essas mesmas fontes, o presidente local do PMDB, ex-vereador Cleodon Bezerra, reforçou essa informação e tese.

De pai para filha

Souza lutou com fervor a legalidade da postulação de Bruno. Nos escaninhos da Justiça, alguns processos foram defendidos e acompanhados pelo prefeito. E, mesmo assim, não se pode afirmar com plena segurança que o ex-prefeito (duas vezes) Bruno tenha superado todo esse cipoal legalista.

Há uma insegurança político-jurídica rondando Bruno.

Num município que há anos convive com permanente judicialização de sua política, o atual vice-prefeito e ex-prefeito Bruno corre perigo até mesmo de não ser candidato a prefeito. O próprio Bruno já foi cassado em 2004, quando estava no segundo mandato como prefeito.

Bruno, Cleodon e Souza: racha (Costa Branca News)

Numa operação emergencial, Bruno costura meios para viabilizar sua filha Luana Pedrosa (PMDB) como substituta, numa espécie de sucessão dinástica.

Sai o pai, entraria a filha. Tudo em família. Não se viabilizando a prefeito, a filha o representaria no topo da chapa majoritária. Difícil é o próprio PMDB de Cleodon engolir a solução caseira, além de outros partidos da base governista.

Souza, isolado e praticamente banido do processo sucessório por Bruno, parece ter assumido outro caminho. Bruno ou Luana à sua sucessão? Para o prefeito, tanto faz. Há Lidiane.

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Categoria(s): Política
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