Do Blog Saulo Vale
A ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) pediu exoneração do cargo de chefe de gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa.
Segundo ela, a saída foi para obedecer aos prazos eleitorais.
Em conversa com o Blog Saulo Vale, Larissa afirmou que vai discutir com o grupo da prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) a composição da chapa majoritária.
– “Mas a senhora vai ser a vice de Rosalba?”, questionei.
– “Sou a mais votada para deputado estadual em Mossoró há várias eleições. Nós queremos discutir a composição à majoritária”, respondeu.
Larissa afirmou ainda que se sente constrangida em discutir eleições neste momento de pandemia, mas que tomou a decisão em virtude do calendário eleitoral.
Em 2018, Larissa computou 25.909 votos dos quais 17.753 foram registrados em Mossoró.
Nota do Blog Carlos Santos – Há tempos o esquema político de Larissa arrefeceu o ímpeto e esvaziou o balão de ensaio que a apresentava como nome à prefeitura, em oposição ao próprio rosalbismo. Agora, a aposta ou cartada final é para ser vice, o que o rosalbismo descarta por considerar uma chapa pesada demais com duas primas e o mesmo sobrenome.
Os tempos são outros.
No palácio, não se trabalha o nome de Larissa como opção. A crença é de que pode-se vencer a eleição praticamente sem ter adversários. Segue a estratégia de fracionar mais ainda a oposição – cooptando nomes, principalmente, além de montagem e uso de uma superestrutura, facilitada pela pandemia da Covid-19 que ensejou decreto de calamidade pública e fartos recursos.
Mesmo com profundo desgaste, a prefeita é favorita e, a princípio, ter a ex-deputada na chapa só faria bem à própria e a seu grupo, comandada pela vereadora Sandra Rosado (PSDB).
Os votos que poderiam acrescentar já chegaram quatro anos atrás, em 2016, quando aderiram ao projeto eleitoral de Rosalba, sem que ganhassem lugar de vice. A propósito, houve veto nesse sentido do líder Carlos Augusto Rosado, comandante-em-chefe plenipotenciário do rosalbismo.
Em política não existe o impossível. Existe o improvável; é o caso.
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