sexta-feira - 25/11/2022 - 06:50h
Turismo

Estrada da serra de João do Vale tem obra em andamento

Por Tárcio Araújo

Os serviços da obra da estrada da serra de João do Vale em Jucurutu-RN (286km de Natal e 132 de Mossoró) foram iniciados em setembro último pela construtora CLPT e seguem obedecendo o cronograma com trechos já bem avançados. Inicialmente um trecho de 5 km receberá pavimentação completa, de um total de 19km que devem ser concluídos em etapas subsequentes.

A fase 1ª da obra tem previsão de conclusão em agosto de 2023, com valor orçado em R$ 7.719.933,45 mil.

Obras seguem sequência normal e terão mais máquinas à disposição (Foto: Tárcio Araújo)

Obras seguem sequência normal e terão mais máquinas à disposição (Foto: Tárcio Araújo)

A construção da estrada da serra de João do Vale é de responsabilidade do Governo Federal, sob a gestão da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e Parnaíba (CODEVASF).  O empreendimento sai a partir de diligências do então ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (PL), eleito ao Senado este ano.

A construtora CLPT informou que nesta etapa são 15 máquinas e 30 homens trabalhando no canteiro de obras, e novos equipamentos devem chegar nas próximas semanas.  Os serviços abrangem implosão de rochas para abertura de novos acessos de subida, alargamento da via e terraplenagem.

Turismo

A pavimentação asfáltica da estrada da serra de João do Vale é um sonho antigo da comunidade. A aposta de moradores e investidores locais é de que o novo acesso melhore a qualidade de vida das pessoas e impulsione o turismo serrano como nova atividade econômica da região, uma vez que o platô serrano tem altitude de 750m com clima agradável e paisagens de mirantes naturais propícios à visitação e descanso.

Turismo de aventura, clima, ecoturismo e história (veja AQUI) formam um cabedal de atrações para fomento econômico da área, num impulso semelhante ao que ocorreu com outros endereços serranos do RN, como Serra de São Bento, Martins e a crescente Portalegre.

Leia também: Primeiro trecho de obra em estrada está em andamento.

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segunda-feira - 03/10/2022 - 13:48h
Jornal das 6

Blog Carlos Santos faz balanço das eleições na 95 FM

95 FM de Mossoró - logomarcaDa 95 FM

Logo mais as 18h20, o Jornal das Seis da 95 FM (Mossoró) apresenta o especial “balanço eleições 2022,” com Tárcio Araújo e Elizângela Moura.

Nosso convidado é o jornalista Carlos Santos, do Canal BCS (Blog Carlos Santos).

Momento para uma avaliação sobre o resultado das urnas em 02 de Outubro para o Estado do Rio Grande do Norte, o comportamento do eleitor mossoroense nestas eleições, e o que esperar para o 2° turno presidencial.

Acompanhe também pelo site www.tcm95fm.com.br / ou no app rádiosnet pela 95 FM Mossoró.

No Instagram no @95fmmossoro, no Canal 02 da TV Cabo Mossoró (TCM Telecom), pacote família, ou no Canal 26.6 do pacote compacto, incluindo imagens do estúdio.

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segunda-feira - 29/08/2022 - 16:02h
95 FM (Mossoró)

Às 18h20 dessa segunda-feira, encontro marcado no Jornal das 6

Bate-papo sobre politica na 95FM (Foto: arquivo/Ricardo Lopes)

Bate-papo sobre politica na 95FM (Foto: arquivo/Ricardo Lopes)

Nessa segunda-feira (29), às 18h20, a gente tem encontro marcado com os jornalistas Tárcio Araújo e Emanuela de Sousa (Manu), âncoras do Jornal das Seis, da 95 FM de Mossoró.

Na pauta, análise de pesquisas eleitorais, debate presidencial, campanha eletiva deste ano e outras questões correlatas.

Acompanhe ao vivo no portal da emissora – //tcm95fm.com.br/ – e pelo Instagram @95fmmossoro.

Também no App TCM Play, na TV Cabo Mossoró (TCM Telecom) HD pelos canais 02 (Pacote Família) ou no Canal 26.6 (Pacote Compacto).

O ouvinte participa com acesso pelo WhatsApp do programa pelo número (84) 3315-0733.

Fico no aguardo.

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sexta-feira - 26/08/2022 - 19:42h
95 FM (Mossoró)

Vamos falar sobre campanha eleitoral, pesquisas, candidaturas, votos

Convite feito, convite aceito. Na próxima segunda-feira (29), às 18h20, a gente vai estar no programa Jornal das Seis, da 95 FM de Mossoró.95 FM de Mossoró - logomarca

Bate-papo sobre política com os jornalistas e âncoras Tárcio Araújo e Emanuela de Souza.

Serão 40 minutos para conversarmos com eles sobre sucessão estadual, disputa presidencial, pesquisas eleitorais, corrida à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados, avaliação de cenários políticos diversos.

Acompanhe ao vivo no portal da emissora – //tcm95fm.com.br/ – e pelo Instagram @95fmmossoro.

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O ouvinte participa com acesso pelo WhatsApp do programa pelo número (84) 3315-0733.

Até lá.

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terça-feira - 21/06/2022 - 21:30h
Reportagem

Acesso à Serra de João do Vale está precário; obras não andam

Apesar de promessas públicas da Prefeitura Municipal de Jucurutu e até de assinatura de ordem serviço para obra do Governo Federal, a pavimentação de cerca de 19km entre a sede desse município e o topo da Serra de João do Vale, não passa de sonho. Ou pesadelo.

O tráfego segue sendo um martírio para quem precisa e uma aventura para quem pensa em transformar o lugar em novo destino turístico. Apenas 8 km estão asfaltados na parte baixa do percurso.

A prefeitura alega que não pode colocar calçamento antes da obra federal, que seria através da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF).

Em reportagem do jornalista Tárcio Araújo para a TV Cabo Mossoró (TCM Telecom), esse cenário fica muito claro em imagens e depoimentos diversos.

Leia também: Pavimentação abre caminho para a Serra de João do Vale;

Leia também: Bolsonaro assina ordem de serviço para estrada.

A Serra de João do Vale está situada entre os municípios de Jucurutu, Campo Grande e Triunfo Potiguar no Rio Grande do Norte, além de Belém do Brejo do Cruz na Paraíba. Fica distante 286km de Natal e 132km de Mossoró, com altitude de 747 metros.

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domingo - 19/12/2021 - 18:48h
Turismo

Pavimentação de estrada abre caminho para serra de João do Vale

Obras do município de Jucurutu e Governo Federal são, de forma concreta, alento para futuro

Permeada por um passado que guarda registros indígenas, vestígios da colonização holandesa e messianismo no sertão, a serra de João do Vale situada entre os municípios de Jucurutu, Campo Grande e Triunfo Potiguar no Rio Grande do Norte, além de Belém do Brejo do Cruz na Paraíba, a 286km de Natal e 132km de Mossoró, projeta-se definitivamente para 2022 como novo destino serrano do RN. O fato mais evidente dessa perspectiva está no início das obras de pavimentação por paralelepípedo de 19km da estrada que liga a serra à cidade de Jucurutu.

Calçamento é um alento e iniciativa de suma importância para dar vida a vários projetos na serra (Foto: PMJ)

Calçamento é um alento e iniciativa de suma importância para dar vida a vários projetos na serra (Foto: PMJ)

Um sonho antigo dos moradores que perdura por cerca de 40 anos começa a ganhar vida, deixando de ser apenas uma esperança.

Neste mês de dezembro, a Prefeitura de Jucurutu começou os serviços que num primeiro momento vai atender a pavimentação de trechos considerados mais íngremes e acidentados da via. A largada dos trabalhos deixou a população local eufórica com as novas possibilidades que se vislumbram num futuro próximo. “A falta de infraestrutura de estrada foi o grande gargalo que travou ao longo de décadas o desenvolvimento da atividade turística por aqui”, comenta o Anelsino Silva, morador da serra.

Também foi anunciada para o próximo dia 27 de Dezembro a abertura de licitação de outra obra mais arrojada: a execução de 5 km de pavimentação por asfalto numa primeira etapa, partindo da cidade de Jucurutu em direção à serra. Segundo a Secretaria de Obras Públicas de Jucurutu, o projeto está orçado em R$ 9 milhões.

Natureza exuberante, clima e tranquilidade revelam potencial turístico do lugar (Fotos: Francinildo Silva)

Natureza exuberante, clima e tranquilidade revelam potencial turístico do lugar (Fotos: Francinildo Silva)

O montante é oriundo do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e execução da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (CODEVASF).

Com boas notícias, empreendedores acreditam que finalmente o turismo serrano em João do Vale se torne numa possibilidade concreta, a 747 metros de altitude. “É possível que agora possamos tocar nossos projetos com mais confiança de que as coisas realmente vão acontecer. O início desses serviços acende a nossa esperança no turismo”, anseia Janúncio Tavares, empreendedor local.

Hospedagem

Atualmente, a localidade dispõe de apenas 02 empreendimentos de hospedagem em funcionamento, mas com capacidade reduzida de 06 leitos. No entanto, cerca de 15 novos espaços entre mirantes, pousadas e restaurantes têm projetos em andamento para receber o turismo.

Esses empreendedores apostam nas paisagens naturais e nas condições de clima ameno em relação ao sertão, para atrair visitantes.

Ainda que não tenha uma estrutura de acesso e receptivo de organização para o turismo, o local atrai alguns grupos e excursões. Comumente são formados por famílias da região do Seridó, que já se aventuram em visitas à serra de João do Vale de forma esporádica.

Para o jornalista Tárcio Araújo, que pesquisa o potencial da serra de João do Vale há alguns anos, existem um elenco de atrativos no local ao fomento turístico sustentável. Ele cita a “Caverna do Mundo Novo” que teve a trilha aberta este ano e que já recebeu alguns visitantes, “Os tanques coloniais” que teriam sido construídos durante ocupação holandesa no Nordeste a “Chã do Cajueiro” – onde surgiu movimento messiânico do beato Joaquim Ramalho no final do século XIX e que reuniu milhares de seguidores.

Caverna tem trilha aberta para ser uma nova atração (Foto: Tárcio Araújo)

Caverna tem trilha aberta para ser uma nova atração (Foto: Tárcio Araújo)

“Outro ponto que descobrimos recentemente foi um conjunto arquitetônico de pedras em mármore que batizamos de “Vale da Lua”. É uma imensa extensão rochosa com cavidades naturais esculpidas pela ação do tempo. Além da contemplação natural, as torres de pedra serão aproveitadas para ecoturismo como rapel e escalada”, sugere Tárcio.

A população local vislumbra novas possibilidades de trabalho e renda com a inserção do turismo. Há um grupo de mulheres que confecciona a renda renascença e artesanato em palha. Alguns artesãos fabricam esculturas em cimento e ferro reciclável.  Quanto à culinária na serra de João do Vale, há grande potencial para exploração de comidas regionais e fruticultura.

Futuro

“O futuro serrano passa também pelo conceito de Turismo de Base Comunitária para fortalecimento do artesanato, culinária e da cultura do lugar”, avalia Araújo. Ele acrescenta que tem estudado o assunto e que as perspectivas que surgem para a serra de João do Vale ensejam uma nova organização social com vistas ao desenvolvimento do turismo, com apoio público e investimentos privados.

Vale da Lua, primeiros mirantes e turismo ainda primitivo marcam o local (Fotos: Tárcio Araújo e Francinildo Silva)

Vale da Lua, primeiros mirantes e turismo ainda primitivo marcam o local (Fotos: Tárcio Araújo e Francinildo Silva)

“É possível a criação de um comitê gestor que planeje e gerencie essas ações com participação de todos de agentes públicos, nativos e empreendedores. Nada avançará se for feito com amadorismo, por impulso ou intervenções esporádicas de oportunistas. Em qualquer lugar com experiências exitosas, a história de sucesso tem a o trabalho de profissionais qualificados e entidades de conceito, como Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte – SEBRAE/RN)”, defende.

Leia também série de reportagens especiais sobre a serra de João do Vale clicando AQUI.

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sábado - 13/11/2021 - 19:48h
História

Documentário “Messiânicos” será lançado dia 18 de dezembro

Documentário Messiânicos - Tárcio Araújo - estreia em 18 de dezembro de 2021Está marcado para o dia 18 de dezembro o lançamento do documentário “Messiânicos”, sob a direção do jornalista Tárcio Araújo. A obra audiovisual narra evento religioso ocorrido na serra de João do Vale-RN no ano de 1899, e, que reuniu milhares de fiéis sertanejos em torno da pregação do místico e beato Joaquim Ramalho.

O documentário tem duração de 23 minutos e sua narrativa traz depoimentos dos próprios moradores da localidade, através de memórias orais dos seus antepassados que vivenciaram o acontecimento. Escritores e estudiosos do assunto também participaram das gravações que ocorreram entre maio e agosto de 2020 na própria comunidade.

O documentário será lançado na serra de João Vale com a presença dos moradores e participantes do filme. Para 2022, a obra será exibida em festivais de cinema e vídeo, dentro e fora do Rio Grande do Norte.

Leia tambémHistória de beatos e messianismo no RN lembra Canudos.

O jornalista Tarcio Araujo conta que a intenção é difundir um acontecimento que segundo ele ainda é desconhecido pela historiografia potiguar. “Guardada as devidas proporções, o evento liderado pelo beato Joaquim Ramalho se assemelha no seu contexto histórico e social ao que ocorreu em Canudos e outras localidades durante o século XIX, quando o chamado messianismo dos sertanejos era uma das saídas para as mazelas do povo”.

“É importante que as pessoas saibam que no Rio Grande do Norte houve messianismo sim. Isso não pode passar ao largo da nossa história”, comenta.

Documentário foi produzido ano passado e ainda será lançado, mostrando história do messianismo na serra (Foto: Everton Maia)

Documentário será lançado na própria comunidade, onde boa parte da produção foi feita (Foto: Everton Maia)

A Serra de João do Vale, a cerca de 730m de altitude, estendida por 277km² entre os municípios de Jucurutu, Campo Grande e Triunfo Potiguar no Rio Grande do Norte e Belém do Brejo do Cruz na Paraíba. Fica a 130 quilômetros de Mossoró e 275 de Natal.

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quinta-feira - 21/10/2021 - 07:30h
Serra de João do Vale

Ministério garante recursos para início de obras em estrada

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) aloca recursos da ordem de R$ 9 milhões para obras da estrada à Serra do João do Vale, no Rio Grande do Norte. Os recursos são estabelecidos através do aviso de Licitação (RDC Eletrônico Nº 28/2021 – UASG 195006), publicada na edição desta segunda-feira (18) no Diário Oficial da União (DOU).

Serra de João do Vale tem enorme potencial para ecoturismo, turismo de aventura e investimento imobiliário (Foto: arquivo)

Serra de João do Vale tem enorme potencial para ecoturismo, turismo de aventura e investimento imobiliário (Foto: Léo Melo )

Segundo documento, a licitação está prevista para 27 de dezembro na modalidade concorrência pública. A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF), empresa pública vinculada ao MDR, ficará responsável pela execução dos serviços junto à empresa ganhadora.

A expectativa é que as obras comecem ainda no primeiro semestre de 2022, a partir do cumprimento de toda um trajeto burocrático.

Serra tem c3rca de 750 metros de altitude (Foto: autoria não identificada)

Serra tem c3rca de 750 metros de altitude (Foto: Léo Melo)

O pavimento asfáltico é uma reinvindicação antiga de moradores e empreendedores que enxergam no turismo um potencial de crescimento para a localidade.

Reportagens e determinação

O deputado estadual Nelter Queiroz (MDB) participou das tratativas para a viabilidade do projeto e comentou a decisão:

– “Graças ao ministro Rogério Marinho, ao presidente Bolsonaro e à nossa determinação, acredito que vamos finalmente alcançar esse benefício para a região e RN”.

O Canal BCS (Blog Carlos Santos) postou série de matérias sobre história e potencial turístico da Serra de João do Vale, fomentando exumação de luta por esse empreendimento e outros investimentos. Veja série abaixo, assinada pelo jornalista Tárcio Araújo:

Série Especial

Leia também: Serra de João do Vale, um destino a ser descoberto no RN;

Leia também: Serra de João do Vale tem marcas de disputas coloniais;

Leia também: História de beatos e messianismo lembra Canudos;

Leia também: Articulações tentam viabilizar estrada.

Com potencial para o desenvolvimento do turismo local, a Serra de João do Vale padece pela falta de infraestrutura de estrada.  Localizada entre os municípios de Jucurutu-RN, Triunfo Potiguar-RN e Belém do Brejo do Cruz-PB, a 275 km de Natal e 130Km de Mossoró, estando a 750m acima do nível do mar, o lugar desponta como próximo destino serrano do Rio Grande do Norte. Falta pelo menos essa estrada.

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sábado - 31/07/2021 - 07:38h
Comunicação

TCM e 95 FM conquistam Prêmio Semear Internacional de Jornalismo

O Grupo TCM Telecom conquistou mais prêmios de jornalismo neste ano de 2021. Com a série de reportagens “Renda Renascença – As tecelãs da esperança”, a TCM venceu o Prêmio Semear Internacional de Jornalismo – edição 2020/2021, na categoria TV. Já a equipe da Rádio 95 FM conquistou o segundo lugar na categoria Rádio, com a produção jornalística “Renascença – A arte de tecer o semiárido”.

Parte da equipe TCM-Telecom e pessoas retratadas em série (Foto: divulgação)

Parte da equipe TCM-Telecom e pessoas retratadas em série (Foto: divulgação)

A série “Renda Renascença – As tecelãs da esperança” exibida no Jornal TCM, no Canal TCM 10 HD mostra o protagonismo das mulheres do Cariri paraibano, a partir da renda renascença. Elas são as protagonistas do próprio destino e transformam a economia local.

O material jornalístico da TCM contou com Emanuela de Sousa na reportagem; produção de Tárcio Araújo e Stella Maris; imagens de Leonardo Melo; e edição de Fernando Nícolas. Já na 95 FM, atuaram na produção premiada Tárcio Araújo, Elizângela Moura e Fabiano Júnior.

As três reportagens da série “Renda Renascença – As tecelãs da esperança” – exibidas nos dias 4, 5 e 6 de maio podem ser conferidas no site www.tcmplay.tv.br ou pelo App TCM Play.

Premiação

O Prêmio Semear Internacional de Jornalismo – edição 2020/2021 que foi dividido nas categorias Rádio, TV, Internet e Impresso é realizado pelo Programa Semear Internacional, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura. Participaram do concurso equipes de jornalismo de todos os Estados do Nordeste e alguns estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

O prêmio que teve seu resultado divulgado neste dia 30 de julho tem como meta prioritária “incentivar a criação de um processo de geração de conhecimento voltado para a melhoria da vida rural e a convivência com o semiárido, com foco especial nas ações dos projetos apoiados pelo FIDA no Brasil”.

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Categoria(s): Comunicação
terça-feira - 08/06/2021 - 20:00h
Imprensa

Jornalismo da TCM recebe premiação do BNB

Equipe recebeu premiação nessa terça-feira (Foto: divulgação)

Equipe recebeu premiação nessa terça-feira (Foto: divulgação)

A TCM recebeu na manhã desta terça-feira (08) a premiação da equipe do Banco do Nordeste pela Série jornalística “Sertão de Cabra e Bode”, que conquistou o Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional 2020 no Rio Grande do Norte. A produção jornalística foi eleita como a melhor reportagem do RN entre todos os meios de comunicação (rádio, TV, impresso e internet).

A entrega da premiação aconteceu na sede da TCM e contou com as presenças do gerente regional do BNB em Mossoró, Gilson Pereira; Eryflávio Almeida, Gerente de Negócio Empresarial da Agência Mossoró do BNB; Stella Maris, Diretora Executiva do Grupo TCM Telecom; Gustavo Sena, Diretor Comercial do Grupo TCM; Moisés Albuquerque, Diretor de Jornalismo da TCM e Tárcio Araújo, produtor da série e apresentador da Rádio 95 FM.

Identidade nordestina

A série “Sertão de Cabra e Bode” exibida no Jornal TCM apresenta o panorama da caprinovinocultura no Nordeste, leite, corte e couro e toda a cadeia desse segmento, abordando o orgulho dos criadores com relação aos seus rebanhos, a identidade nordestina e a importância econômica e cultural da atividade. Para a produção especial foram percorridos mais de 2 mil quilômetros em quatro estados, oito municípios e 11 comunidades rurais.

Com reportagens de Moisés Albuquerque, produção de Tárcio Araújo, imagens de Leonardo Melo, edição de imagens de Fernando Nícolas e edição de conteúdo de Albery Silva, a produção jornalística está disponível no App TCM 10 Play e no Canal TCM HD no YouTube.

Nota do Blog – Muito bom, bom demais, além da conta. Parabéns!

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Categoria(s): Comunicação
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 21/05/2021 - 19:52h
Tárcio Araújo

Jornalista vai estrear como narrador na Copa RN nesse sábado

Tárcio Araújo tag de narração do jogo Palmeira x Potiguar - 22 de Maio de 2021Formado em Comunicação Social pela Universidade do Estado do RN (UERN), com atuação no jornalismo radiofônico há mais de 18 anos, o jornalista Tárcio Araújo foi convocado para nova missão.

Ele vai narrar o jogo Palmeira x Potiguar no Estádio Barretão em Ceará-Mirim, às 15 horas desse sábado (22). Narração pela FM 95 de Mossoró.

O confronto é pela Copa RN (segundo turno do Campeonato Estadual do RN-2021).

Na verdade, não será uma experiência nova para Tárcio. Ainda muito jovem, em Lajes-RN, na rádio Comunitária Itatarema, chegou a narrar jogos de futebol amador na região do Sertão Central, em 1998.

Com vasta experiência no rádio como profissional e 12 prêmios de jornalismo com reportagens reconhecidas dentro e fora do RN, agora é o grupo TCM/FM 95 que aposta nessa sua faceta. Até aqui, ele estava concentrado no radiojornalismo da emissora. Agora, é outro campo.

Nota do Blog – Boa sorte, meu caro.

Vou-lhe ouvir.

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sábado - 16/01/2021 - 21:50h
Comunicação

Fábio Oliveira encabeça chapa para Sindicato dos Radialistas

Fábio: bom nome (Foto: redes sociais)

Fábio: bom nome (Foto: redes sociais)

Com eleições marcadas para o próximo dia 28 de Janeiro, o Sindicato dos Trabalhadores de Radiodifusão, Televisão e Publicidade de Mossoró e Mesoregião Oeste do Rio Grande do Norte elegerá a sua nova diretoria com mandato previsto para o quadriênio 2021 -2024.

O Edital de convocação das eleições foi lançado no último dia 13 de Janeiro com prazo de 15 para o registro das chapas a contar da data de sua publicação. Até o momento apenas a chapa encabeçada pelo radialista esportivo (colunista, comentarista, narrador, apresentador), Fábio Oliveira, está inscrita para concorrer ao pleito.

Nomes

Além de Fábio, a chapa traz o radialista Jaedson Freitas como vice. Carlos Cavalcante (atual presidente) como tesoureiro, e o radialista Gilson Cardoso na função de secretário. Outros nomes como Deusdete Maurício de Assu, e Jota Nobre de Mossoró, também fazem parte da composição. Outros como Railson Carlos, Tárcio Araújo, e a jornalista e radialista Emanuela de Souza também reforçam esse ‘time’.

 “Nosso objetivo é trazer essa mescla de alguns nomes experientes com outros nomes novos que venham para agregar novas ideias e ocupar espaços em benefício da categoria. Vamos tentar atualizar a gestão do sindicato. Tem muita gente boa e todos serão ouvidos, todos vão dar uma contribuição nesse projeto”, afirma Fábio Oliveira.

Nota do Blog – Chapa muito bacana. Tem meu voto. Todos da melhor estirpe. E o Fábio, então. Conheço há uma pá de tempo, garoto ainda, filho de um radialista das antigas e amigo do peito: Ramildo Oliveira.

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quarta-feira - 25/11/2020 - 19:38h
Eleições

Larissa Rosado entrará na disputa da presidência da CMM

Larissa Rosado estreará na CMM (Foto: FM 95)

Por Tárcio Araújo (FM 95)

A vereadora eleita Larissa Rosado (PSDB) revelou hoje em entrevista ao jornal 95, da FM 95, que pretende disputar a presidência da Câmara Municipal de Mossoró.

Segundo ela, já há conversas em andamento com alguns parlamentares, neste sentido.

Larissa argumentou que uma candidatura independente não quer dizer necessariamente que seja de oposição.

Ela disse que enxerga como positiva a condução do processo sem interferência do executivo. E que desse modo, os parlamentares estarão mais seguros ao escolher seu representante para dirigir a casa.

Larissa Rosado reiterou que sua postulação é legítima, existe esse desejo e essa definição deve ser anunciada até à próxima semana.

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domingo - 19/07/2020 - 05:26h
Especial III

História de beatos e messianismo no RN lembra Canudos

Movimento na Serra de João do Vale causou preocupação e foi desfeito à força policial no século XIX

Por Tárcio Araújo (para o Blog Carlos Santos)

Durante o século XIX a presença de beatos e conselheiros era comum no interior do Nordeste. A miséria reinante e a ausência de referências religiosas em lugarejos mais longínquos, contribuíam para o surgimento de líderes espirituais de feição popular.

Movimentos messiânicos e sebastianistas eclodiam por toda parte, atraindo sertanejos pobres e analfabetos, com a promessa de um salvador que os libertaria do flagelo da vida e do sofrimento humano.

No sertão exaurido, assolado por secas, sem assistência alguma de governos e explorado por coronéis (latifundiários e donos da terra), o homem comum se via obrigado a se insurgir contra o sistema. Dois caminhos eram possíveis: ou se pegava em armas e abraçava o cangaço ou se valia da cruz e seguia um líder messiânico pela caatinga a dentro.

Missões religiosas ocorriam pacificamente, mas que foram combatidas com rigor pelo governo (Ilustração de Adriano Pinheiro)

Foi assim na Serra do Rodeador (1819) e na “Pedra Bonita” (1836), ambos em Pernambuco. Em Canudos na Bahia (1893-1897); e até meados do século XX, entre os anos de 1926 a 1937, com o ajuntamento do Caldeirão do Beato José Lourenço no Crato-CE.  Todos com desfecho trágico, vasto derramamento de sangue e milhares de mortes.

O Rio Grande do Norte também vivenciou seu momento de messianismo na história, apesar do fato ser pouquíssimo conhecido. O cenário foi a serra de João do Vale (área localizada entre os municípios de Jucurutu, Campo Grande, Triunfo Potiguar e Belém do Brejo do Cruz-PB, a 130 quilômetros de Mossoró e 275 de Natal.), em 1899.

Canudos havia caído dois anos antes.

No interior potiguar, o personagem central dessa epopeia é o religioso Joaquim Ramalho do Nascimento, (Beato Joaquim Ramalho), nascido em 1862.  Um líder carismático que atraiu mais de mil devotos para a Chã do Cajueiro, onde morava. Como ele realizou tal feito? É o que vamos relatar agora!

Câmara Cascudo resgatou história que seu pai teve participação direta (Foto: reprodução BCS)

A vocação religiosa de Joaquim Ramalho surge ainda na infância, influenciado por leituras como a bíblia, a ‘Missão Abreviada’ dos padres capuchinhos e a obra de Alan Kardec. Teria sido educado e alfabetizado por um antigo professor que morou na região.

Era assíduo às missas na então Vila do ‘Triumpho’, hoje, Campo Grande.  Acólito do padre local, aos domingos descia a serra para a celebração. Cresceu tendo o catolicismo como doutrina, mas também adepto do espiritismo kardecista.

Joaquim Ramalho estava com 32 anos, homem feito e casado, quando falece aos 80 anos, o padre da então Vila do ‘Triumpho’, Manuel Bezerra Cavalcante.  A morte do velho vigário deixa uma lacuna na comunidade. Neste período em diante, Joaquim Ramalho se aprofunda nos estudos do ‘Kardecismo’. Passa dias em meditações prolongadas. Era um homem circunspecto, parecia estar se preparando para uma “missão divina”.

Fenômeno

Passados 04 anos da morte do vigário velho, Joaquim Ramalho se apresenta com revelações místicas ao contemplar os finais de tarde no alto da serra.  Tem crises de convulsões, cai ao chão e entra em transe ao pôr do sol.  Passa a cantar ladainhas e proferir sermões com grande eloquência e autoridade. Ao retornar da vertigem dizia não se lembrar de nada.

O fenômeno se repetiu por tardes seguidas, e no curso das epifanias celebrou missas na sua própria casa, numa espécie de hibridismo religioso. Ao tempo em que as pessoas já o viam como novo pregador daquela região. “A notícia alastrou-se como um relâmpago.  De todas as tocaias da serra, homens e mulheres correram a ver o prodígio.  Vieram presentes.  Vieram   adeptos”, rlatou Câmara Cascudo em artigo de 1924 denominado ‘Os Fanáticos da Serra de João do Vale’.

Durante as celebrações as pessoas se reuniam em volta de uma mesa de flores e uma esteira de palha com lençol branco onde Joaquim Ramalho proferia o sermão e dava conselhos aos devotos à sua volta.

O escritor João Ramalho registrou em seu livro ‘O Beato da Serra de João do vale’, que em questão de meses a localidade se constituiu num ajuntamento de romeiros. “Dos brejos da Paraíba, do Agreste e do Sertão deste Estado e do Ceará, afluíram à serra de João do Vale, levas e levas de romeiros, para assistir as missões e os prodígios do santo homem. E até do interior de Pernambuco veio gente em romaria”.

A essa altura a serra de João do Vale se torna um santuário místico religioso. Os ritos e liturgias eram constantes e as pessoas não paravam de chegar. Em seus relatos, Câmara Cascudo ainda reitera a influência da devoção empregada por Joaquim Ramalho: “Dia e noite ecoava pela serra as ladainhas, as litanias, os responsos, novenas, uma infinidade de exercícios religiosos”.

A revista Mobral de 1984 também aborda uma passagem do movimento em seu ápice: “As oferendas se multiplicavam. Gente vinha em peregrinação de léguas e léguas de distância. Eram tantos os presentes que nem o chiqueiro comportava mais. Barracas surgiram ao redor do templo doméstico”.

Não há relatos de milagres, apenas a empatia do povo com a pregação do beato que de maneira especial se portava como líder religioso. “O que havia era a palavra de caridade, reconfortante àquela gente desvalida. Sua pregação magnetizava as massas. Dizia ele falar pela boca do Padre Manuel Bezerra”. Conta o escritor João Ramalho. Seria um caso de mediunidade?

Gente da serra, da fé… gente que conta a história

Severina Ramalho (sobrinha-bisneta do beato) 65; Alzira Silva (moradora que acredita em milagres do beato), 71; escritor João Ramalho (falecido há poucos dias) tem livro sobre movimento e Seu' Virô ( avó foi beata), 90 (Fotos: Adriano Pinheiro e Francinildo Silva)

Câmara Cascudo relata que em abril daquele ano, “Joaquim Ramalho era o senhor em trinta léguas derredor”, bem como sua pregação penetrara os sertões em santas missões populares. “Ganharam terreno.  Desceram por toda a zona do Paraú.  Agora, em certos dias, com velas acesas, vagarosamente, a multidão descia para terços e novenários em lugarejos vizinhos, cantando benditos”.

Diferentemente do Conselheiro de Canudos, Joaquim Ramalho não contestava a República, nem tocava em política. Sua vocação era meramente devocional.  Andava pelas estradas com seus seguidores visitando sertanejos pobres.

Em suas incursões, rezava missas a céu aberto, batizava e dava comunhão, confessava fiéis e concedia extrema-unção aos enfermos. Era um sacerdote sem o aval da igreja, “resgatando” vidas em sofrimento.

O CARÁTER SACRO DE JOAQUIM RAMALHO era um entendimento comum entre os sertanejos.  É o que assinala Câmara Cascudo: “Cangaceiros afoitos, vaqueiros destemidos, ajoelhavam, rezando, batendo no peito, olhos baixos quando, estático e absorto em contemplações superiores, Joaquim Ramalho passava, abençoando-os”.

E a multidão de devotos era cada vez maior. Em Agosto daquele ano, já havia para mais de mil seguidores habitando a serra de João do Vale. “Com o passar dos dias, um arraial crescia enquanto a vida ia se desorganizando ao redor. Lavradores e vaqueiros largavam o serviço para andar cantando, com uma vela na mão, acompanhando Joaquim Ramalho. Vestido num chambre branco de chita”, descreve Cascudo em ‘Os Fanáticos da Serra de João do Vale’.

O receio de que aquele movimento poderia eclodir numa revolta aos moldes de Canudos, passou a incomodar os chefes políticos da época. Outra insatisfação era a queda de rendimentos das lavouras com a perda de mão de obra. Lavradores deixaram as fazendas para seguir a vida religiosa no alto da serra e viver da própria plantação.

Apesar de que, segundo os registros históricos, Joaquim Ramalho nunca empreendeu uma organização social. O ajuntamento se dava de forma espontânea e  aleatória, na medida em que os sertanejos foram assentando.

Denúncia e fim do movimento

Os coronéis e senhores de terras, Tito Jácome, Luiz Florêncio e Vicente Veras, com fins de debelar o movimento, denunciaram Joaquim Ramalho ao então governador da província, Joaquim Ferreira Chaves Filho (primeiro governador do RN eleito pelo voto), sob acusação de subversão da ordem pública, prática de curandeirismo e baixo espiritismo.

Ferreira Chaves: ordem cumprida (Foto: reprodução)

Em agosto de 1899, com a ordem de prisão em mãos, o tenente Francisco Justino de Oliveira Cascudo (pai do folclorista Câmara Cascudo) e chefe de policiamento do interior, mais 22 soldados da Polícia Militar, devassaram a serra de João do Vale, queimaram palhoças, derrubaram o altar, rasgaram a esteira e prenderam seguidores. Outros mais atentos conseguiram escapar do cerco policial ao se esconderem nos socavões da serra.

O beato e seu acólito Sabino José, mais um grupo de devotos, entre eles a cega Justina, estavam em ‘santas missões’ celebrando uma missa na fazenda pitombeiras, quando foram surpreendidos pela tropa. Alguns homens tentaram reagir, mas o beato interveio e entregou-se pacificamente. Joaquim Ramalho era tido como pessoa pacata e bondosa, não queria luta. Não era adepto da violência. Vivendo no meio da força, não a quis empregar”, pontuou Cascudo.

Foi levado à cadeia pública de Mossoró, tiveram as cabeças raspadas. Sabino José por ser mestiço, ainda levou uma surra por “obra de misericórdia”, como apontam os registros históricos. Já Joaquim Ramalho que era branco, não sofreu agressão.

Ambos submetidos ao interrogatório, foram obrigados a negar o movimento em troca da liberdade, mesmo que mantê-los presos tenha se tornado inconsistente, pois as acusações não prosperaram. Não pregavam contra a república, nem impuseram resistência à força policial. Concluiu-se que não havia crime.

Assinaram compromisso legal de jamais retomar atividades de cunho religioso entre o povo sertanejo e foram liberados dias depois.

Sabino José desapareceu e nunca mais se teve notícias. Enquanto Joaquim Ramalho, como era casado e tinha família, retornou à sua casa ficando meses incomunicável. Foi levado por parentes até a presença de padre Cicero Romão em Juazeiro do Norte no Ceará, onde se confessou e recebeu uma benção do “Santo do Horto”.

Joaquim Ramalho estava envergonhado por não poder mais exercer sua vocação religiosa como queria. Ao retornar de Juazeiro, não mais regressa à serra. Vai morar no sertão, na fazenda Malhada Vermelha em Campo Grande, onde cria a família na agricultura.

Continuou servindo a religião, desta feita de forma oficial. Foi nomeado membro do Apostolado da Oração da Paróquia de Nossa Senhora Santana naquela cidade. Frequentava a missa aos Domingos, uma vez por mês e assim permaneceu por 26 anos. Nunca mais falou sobre o movimento messiânico.

Livro de João Ramalho é o único que trata do movimento (Reprodução BCS)

Como de costume, caminhava taciturno e solitário por 20 quilômetros da fazenda onde morava até a igreja matriz. Num desses trajetos, nas imediações da serra do Cuó, foi picado por uma cobra cascavel e sem assistência médica não resistiu aos efeitos do veneno. Faleceu no dia 26 de Março de 1925, aos 63 anos de idade.

O escritor João Ramalho resumiu em seu livro a importância do movimento histórico e a figura do beato para os sertanejos pobres daquela região:

–  “Foi ele assim o precursor de uma doutrina mística, buscando através da contemplação, ir até o profundo do seu ser, para retornar ao seu estado natural, agora como um homem sábio, filósofo, bondoso, orientador e catequizador a quantos desejassem ouvi-lo em nome de Deus”.

Esquecimento histórico

Desconhecido da historiografia, pouco se escreveu sobre esses acontecimentos. Talvez a intenção da elite letrada da época fosse mesmo deixar o evento cair no esquecimento.  Somente em 1924 Câmara Cascudo publica o livro ‘Histórias que o Tempo Leva’, e dedica um capítulo ao registro dessa narrativa, com o título “Os Fanáticos da Serra de João do Vale”.

O texto é baseado nos relatos do pai do próprio autor, o tenente Francisco Justino Cascudo, responsável pela tropa que dispersou os devotos e prendeu Joaquim Ramalho.

Entre 1938 a 1940, as edições da Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte reproduzem o ensaio de Cascudo sobre o movimento messiânico.

Em 09 de Fevereiro de 1941, com a colaboração do pesquisador Hugolino de Oliveira, sobrinho do beato, Câmara Cascudo volta a publicar um novo artigo, desta vez no Jornal do Comércio do Rio de Janeiro.

Em 1973, Tarcísio Medeiros abordou o fato em seu livro “Aspectos Geopolíticos e Antropológicos do Rio Grande do Norte”.

Em 1984 a Coleção Livro Reportagem do MOBRAL relata o protagonismo de Joaquim Ramalho na Serra de João do Vale.  E por fim em 1998, o escritor João Ramalho dissecou o evento com mais profundidade em seu livro “O Beato da Serra de João do Vale”.

Atualmente, professores, estudantes e pesquisadores do curso de história da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) estão debruçados sobre esse movimento messiânico como objeto de estudo.

Documentário trata do tema

Documentário foi produzido em 2019 e ainda será lançado, mostrando história do messianismo na serra (Foto: Everton Maia)

Em 2019, gravamos na própria serra de João do Vale o documentário ‘Messiânicos’, com participação de moradores, historiadores locais e descendentes do beato Joaquim Ramalho.  A pandemia do coronavírus impediu o lançamento nesses primeiros meses de 2020, adiando essa pretensão.

Depois de 121 anos, será a primeira obra audiovisual com resgate dessa memória.  Uma iniciativa que temos alegria de compartilhar com os moradores da serra, estudiosos, historiadores, pessoas de todos os matizes sociais que se interessam pelo tema.

Leia também:

Serra de João do Vale, um destino a ser descoberto no RN;

Serra de João do Vale tem marcas de disputas coloniais.

Veja trailler do documentário “Messiânicos”:

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Categoria(s): Reportagem Especial
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domingo - 12/07/2020 - 08:16h
Especial II

Serra de João do Vale tem marcas de disputas coloniais

Na segunda reportagem de série assinada por Tárcio Araújo, veja luta entre índios e invasores

Por Tárcio Araújo (para o Blog Carlos Santos)

Nesta segunda reportagem na série especial sobre a Serra de João do Vale (veja a primeira AQUI), que fica entre os municípios de Jucurutu, Triunfo Potiguar e Campo Grande no RN e Belém do Brejo do Cruz na Paraíba, vamos abordar o processo histórico desde seus primeiros moradores da etnia Pegas até a ocupação portuguesa.

Em princípio, era Pepetama a morada dos Pegas, seus primeiros habitantes.  Os silvícolas dominavam a região e viviam da caça, pesca e cultivo de mandioca. Mais para as ribeiras do rio Piranhas os indígenas Janduís a chamavam de Poockciabo; ‘montanha sagrada’.

"Tanques" dos holandeses são um vestígio da presença de novos ocupantes da terra indígena (Fotos: Duca Silva/Janúncio Tavares)

A primeira sesmaria (terreno abandonado ou inculto que os reis de Portugal cediam aos novos povoadores para ocupação e produção agrícola e pecuária) da antiga Pepetama data de 17 de junho de 1691. Seriam quatro léguas de terras doadas ao Capitão Manuel Vieira do Vale, como registra o professor e arqueólogo Valdeci dos Santos Junior em seu livro “Os índios Tapuias no Rio Grande do Norte”.

Mas antes disso, desde o início do século XVII os portugueses já empreendiam missões pelo sertão do Rio Grande e se fixavam em pontos estratégicos como as ribeiras do rio Piranhas. Pouco a pouco os lusos foram expandindo sua ocupação nos sertões feita a ferro e fogo sob o mugir dos bois e o relinchar dos cavalos.

Ao longo dos anos do século XVII se deram as primeiras criações de gado na região e consequentemente, a perseguição declarada aos índios nativos o que resultou em inúmeros conflitos e mortes.

Nova Holanda

Em 1631, após o avanço dos holandeses com a conquista de Olinda e Recife, a Companhia das Índias Ocidentais fundava a Nova Holanda no Nordeste Brasileiro. Esse feito fez com que as etnias tapuias buscassem apoio dos flamengos contra a opressão dos portugueses no interior das capitanias.

Marciliano, ou Marcilliaen, como chamavam os holandeses, era o indígena líder da etnia dos Pegas da serra de Pepetama que em 02 de Outubro de 1631 compareceu ao Conselho de Guerra Holandês, no Recife, enviado pelo líder da nação Tapuia, Janduí, e o grande guerreiro Oquenaçu, para propor aliança frente aos lusos no interior da Capitania. O que se consolidou nos anos seguintes durante o domínio batavo no Nordeste.

Alcino Simão, 78, de família antiga da serra, tem pele clara avermelhada e olhos azuis, que o caracterizam de raiz holandesa (Foto: Francinildo Silva)

Neste período se deu o avanço holandês no Nordeste em consonância com os indígenas. Diferentemente do litoral onde a principal produção era açucareira, nos sertões eles buscavam minerais preciosos.

Na Serra de João do Vale há vestígios Arquitetônicos deste período, como dois tanques de pedras em forma circular que denotam a presença holandesa. Como revela o professor e arqueólogo Valdeci dos Santos Junior:

– “As rochas graníticas no entorno das paredes desses tanques são herança dos holandeses quando ocuparam a região.  Eles chegaram a explorar a então serra de Pepetama em busca de minérios. Nesse tempo ainda não existia as cercas de arame farpado ou cercas de madeira, pois os cercamentos das terras só começaram em 1750.  Os holandeses tinham essa prática de cercar tanques naturais em lajedos que acumulavam água durante as chuvas, como forma de evitar que alguns animais viessem a morrer dentro desses tanques e contaminar a água usada para matar a sede deles e dos animais que eles criavam”.

Os documentos mais antigos também corroboram para a presença holandesa na serra de João do Vale, quando mencionam a existência de estruturas em pedra: “Vestígios de um antiquíssimo alicerce, feito de pedras, a uma distância de 1500 metros da pedra grande, que assinalava o poço da Água Fria, talvez ainda remanescente da chamada situação do flamengo”. Encontramos tanques que séculos depois ainda servem como reservatório, com cerca de 12 metros de diâmetro e dois de profundidade.

A partir de 1654, com o fim do domínio holandês no Nordeste, os portugueses retomaram seu avanço aos sertões expandindo as fazendas de gado, e impondo um verdadeiro massacre aos indígenas Tapuias e Janduís, o que culminou com a deflagração da chamada ‘Guerra dos Bárbaros’ no Nordeste brasileiro, até meados do século VXIII.

Leilão

Remanescentes Pegas que sobreviveram ao massacre foram transferidos para o litoral. A então serra Cepilhada rebatizada pelos luso-brasileiros, passou a regime devoluto. Finalmente em 19 de Novembro de 1761 é arrematada em Leilão pelo Capitão Mor João Bezerra do Vale por 420$000 (quatrocentos e vinte contos de réis). Desde então herdou o topônimo do seu donatário.

"Serra dos Pegas" foi área de disputas no Brasil Colônia, com índios, portugueses e holandeses (Foto: Francinildo Silva)

Processo de ocupação se intensificou no século seguinte com colonos oriundos dos brejos paraibanos, Cariri e Borborema. Os Ramalhos, foi a primeira família a ocupar os altiplanos da serra de João do Vale, por volta de 1840, oriunda da região de Conceição do Piancó na Paraíba.

Manuel Ramalho do Nascimento Junior e Isabel Marta da Conceição tiveram 17 filhos. Sobre esse fato o escritor João Ramalho, descendente desse ramo familiar, aponta: “Viviam eles do amanho da terra e da criação de gado grosso e miúdo”.

Câmara Cascudo em ‘Nomes da Terra’ volta seu olhar para a Serra de João do Vale ao descrever o cenário do lugar nas primeiras décadas do século XX:

“A Serra do Doutor, antes dos espigões paralelos e do “Alto da Lancinha”, se distende um contraforte…A serra se ergue adiante, massiva e alta, com o nome de João do Vale. A serra tem habitantes e plantios. Lavourinhas e distende-se vagarosamente pelo dorso compassivo do monstro. Casitas, Cachicholos, baiucas, lugarejos sem nome, arruados desconhecidos, crescem assustadoramente numa expansão de força viva da terra fecunda. Raro é, todavia, a casa de tijolo”.

No final do século XIX, um dos filhos do casal Manuel Ramalho e Isabel Conceição, Joaquim Ramalho, de inclinação religiosa desde a infância, protagonizou um movimento messiânico que reuniu milhares de peregrinos na Serra de João do vale. Este momento da história vamos abordar na próxima reportagem especial Serra de João do Vale.

Uma morte a ser lamentada

Após conclusão de etapa de coleta de material de campo, como entrevistas, recebemos a notícia na sexta-feira (11), que o escritor João Ramalho, 89 anos, tinha falecido acometido pela Covid-19, em Natal, onde residia e onde o entrevistamos em julho do ano passado.

Escritor João Ramalho faria 90 anos em agosto, mas foi vítima da Covid-19 em Natal (Foto: Adriano Pinheiro)

O escritor João Pegado de Oliveira Ramalho, funcionário público federal, era aposentado pelos Correios. Suas obras destacam a cultura e a memória regional. Nascido em 1930 no sítio Cruzeiro, Campo Grande- RN, João Ramalho gostava de prestigiar suas raízes.

Escreveu obras como “Campo Grande – Monografia Histórica Geográfica”, “Histórias Alegres do Povo de Campo Grande” e “O Beato da Serra de João do Vale”, além de vários outros trabalhos. Completaria 90 anos dia 25 de agosto próximo.

Que descanse em paz! E muito obrigado.

* No próximo domingo (19) teremos a terceira reportagem dessa série. Aguarde.

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Categoria(s): Reportagem Especial
domingo - 05/07/2020 - 06:28h
Especial

Serra de João do Vale, um destino a ser descoberto no RN

Série do jornalista Tárcio Araújo revela lugar que espera mão benéfica, do homem, para ser mais feliz

Por Tárcio Araújo (Para o Blog Carlos Santos)

Imagine um lugar onde os seus moradores ainda conservam costumes sociais como sentar todas as tardes e noites no alpendre para prosear; contar histórias, onde a carne de sol é batida no pilão e o almoço preparado na panela de barro em fogo à lenha.

Ecoturismo, contato direto com vegetação preservada e imagens idílicas, revelam potencial da serra (Foto: Francinildo Silva)

Um lugar de religiosidade forte, onde se reza as novenas, tradição que lembra os tempos dos nossos avós e antepassados até mais longínquos.  Um lugar onde a natureza ainda dar o tom de verde com árvores nativas que já não vimos mais no sertão catingueiro; onde o canto dos pássaros é a sinfonia que ecoa pelo a brisa úmida das manhãs, com temperaturas que chegam até 14° em alguns meses do ano.

Um lugar onde as pessoas vivem muito tempo; alguns com mais de cem anos. O segredo de tanta longevidade talvez seja o leite e o queijo feitos lá mesmo. Talvez seja a fava sem amargo que brota dos terrenos arenosos, ou quem sabe o clima temperado que predomina durante o ano. E talvez seja o conjunto de todas estas coisas juntas, onde o tempo parece passar em marcha lenta.

Esse é o cenário da Serra de João do Vale, a cerca de 730m de altitude, estendida por 277km² entre os municípios de Jucurutu, Campo Grande e Triunfo Potiguar no Rio Grande do Norte e Belém do Brejo do Cruz na Paraíba. Fica a 130 quilômetros de Mossoró e 275 de Natal.

Até hoje sem pavimentação ou asfalto que leve os visitantes até o seu platô, o acesso é feito por estrada carroçável, tanto por Jucurutu quanto por Triunfo potiguar. Em tempos de chuva, esse acesso fica ainda mais difícil, recomendado apenas para veículos 4×4.

A REGIÃO tem sido explorada pelos amantes de todo terreno, o off-road (veja AQUI, AQUI e AQUI). Muitos se aventuram em eventos já reconhecidos e existem aqueles que fazem sua própria rota ou enveredam pela “Trilha do Pacifico”, considerada a mais íngreme e acidenta do Rio Grande do Norte.

Jipieiro desafia a Trilha do Pacífico na Serra de João do Vale (Foto: arquivo/2019)

É somente o barulho dos motores em dias de aventura, que quebra o silencio da localidade.  A dificuldade de acesso talvez tenha sido o fator primordial para a preservação dos costumes e da natureza em seu entorno. Um ponto positivo!

Seus primeiros moradores foram os índios Pegas que a denominavam de “Pepetama”. Os Tapuias (Janduís) a conheciam por “Pookiciabo” (informações do livro “Os índios Tapuias do RN”, de Valdeci dos Santos Júnior)..

Depois os holandeses penetraram seus sertões quando da ocupação batava no território potiguar entre 1630 a 1654. Até hoje há vestígios da passagem holandesa.

A partir do domínio português, após a “Guerra dos Bárbaros”, em 1713 a serra ganhou a alcunha de Cepilhada e em 1761 é adquirida em leilão pelo Capitão-Mor João do Vale Bezerra. Seu dono virou topônimo preservado até hoje.

Mortes e abandono

De lá pra cá, a serra teve uma ocupação lenta e foi sempre ignorada pelas autoridades públicas. No final do século XIX, por muito pouco um movimento messiânico liderado pelo religioso Joaquim Ramalho não ganhou contornos de uma versão potiguar do que foi Canudos na Bahia. Esse fato foi registrado pelo escritor Câmara Cascudo.

No século XX, o algodão foi a primeira grande cultura agrária do povoamento. Depois vieram o caju e a fava como fontes de produção e sustento de sua população nativa.

Antonio Francisco da Silva ( sêo Virô) 92, um dos moradores mais antigos. aprendeu a ler e escrever com o Mobral. Sua vó participou do movimento messianico do beato joaquim Ramalho em 1899. (Foto: Francinildo Silva)

Isolados durante séculos, sem acesso e sem estradas, os moradores padeceram de assistência. O lugar é marcado por um passado de mortandade de crianças e de mulheres grávidas que sem atendimento agonizavam até a morte, no parto.  Lembranças tristes que permeiam até hoje a memória da comunidade; histórias passadas pela cultura oral de pai para filho, de pai para filho…

No final da década de 70 do século XX, o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) foi o divisor de águas à sua gente. Visto como um programa educacional federal fracassado, no propósito de tirar milhões de adultos do analfabetismo, ao ser extinto em 1985 deixou alguns legados na serra. Muitos aprenderam além do beabá, moradias ganharam melhorias estruturais e sanitárias.

Foi também por meio dessa iniciativa, que foi construída a primeira estrada da comunidade, por volta de 1980. Ligava-a ao que é hoje o município de Triunfo Potiguar.

Atualmente, quase 2.000 mil pessoas moram no alto da serra, distribuídas por 05 comunidades chamadas de “Chãs”. As condições de hoje são melhores do que no passado, com energia elétrica, unidades de saúde e escola para as crianças. No entanto o abastecimento d’água ainda é precário.

Pavimentação

Um outro gargalo é a falta de pavimentação dos 19 km até Jucurutu. É um um pleito da comunidade que já perdura há mais de quatro décadas. Seu custo é estimado em cerca de R$ 25 milhões. Noutra frente, há um acesso por Triunfo Potiguar com cerca de 17 quilômetros, com cerca de um terço tendo pavimentação deteriorada a paralelepípedo.

O futuro que se avizinha é de expectativa para o desenvolvimento do turismo serrano com seu vasto potencial climático e paisagístico.  Mas para isso, a construção da estrada é o primeiro grande desafio a ser superado.

Natureza exuberante, clima e tranquilidade revelam potencial turístico do lugar (Fotos: Francinildo Silva)

Em outra frente, há estudos e experimentos para instalação de unidades de energia eólica na área, aproveitamento do ecoturismo e do turismo de aventura. Belezas exuberantes não faltam.

Nesta série de 05 reportagens (Especial Serra de João do Vale), vamos trazer as histórias de um lugar rico em cultura e tradições, de personagens reais e de belezas naturais pouco conhecidas. Um cantinho do estado do RN que até parece não existir. Enfim, não existe mesmo no mapa das autoridades e para a enorme maioria dos norte-riograndenses, sequer para aposta num turismo doméstico.

Mas não se engane: a Serra de João do Vale vai ser um destino no roteiro de muita gente que ama a natureza. Quando? Esperamos que não dure mais umas quatro décadas. Todos temos pressa em usufruir, de forma sustentável, desse paraíso em pleno sertão nordestino (veja vídeo abaixo com o amanhecer na serra).

Seja bem-vindo ao Especial Serra de João do Vale. Aguarde as próximas reportagens.

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sexta-feira - 17/04/2020 - 11:54h
Política

“Jornal 95” conversa hoje com o Blog Carlos Santos

Nesta sexta-feira (17), Tárcio Araújo e Elisângela Moura, âncoras do Jornal 95 da FM 95 de Mossoró, vão bater papo conosco. Oportunidade para o Blog Carlos Santos falar com seus milhares de ouvintes e internautas.Vamos falar sobre política em tempos de pandemia.

Encontro marcado a partir das 18h05.

Não falte.

Sintonize pela Internet clicando AQUI e no Instagram clicando AQUI.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 03/12/2018 - 16:10h
Jornalismo

Equipe da FM 95.7 volta a ser premiada por MPRN

Anísio, Moisés e Tárcio Araújo: mais prêmio (Foto: cedida)

A rádio 95.7 FM, do grupo TCM Telecom, consagrou-se uma das vencedoras da VI Edição do Prêmio de Jornalismo do Ministério Púbico do Rio Grande do Norte (MPRN) com a reportagem “Uma nova infância”, de Tárcio Araújo e coautoria de Moisés Henrique Cavalcanti de Albuquerque, Elizângela Moura de Oliveira e Cleginaldo Sinésio de Freitas, que ficou em segundo lugar.

O MPRN promoveu a entrega da premiação na manhã desta segunda-feira, 03, em cerimônia realizada na capital do Estado.

O corregedor geral do MP, Anísio Marinho Teixeira, é quem fez a entrega do prêmio à equipe da 95 FM. “Pelo segundo ano consecutivo, o Grupo TCM Telecom sobe ao pódio no Prêmio de Jornalismo do Ministério Público do RN.

O primeiro lugar ficou com o jornalista Jacson Damasceno, da FM 96 do Natal.

Nota do Blog Carlos Santos – Parabéns aos vencedores.

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terça-feira - 16/10/2018 - 12:55h
Política

Jornal 95 recebe hoje o Blog Carlos Santos

O Jornal 95 desta terça-feira (16) conversa com o Blog Carlos Santos.

O programa é apresentado por Tárcio Araújo e Elisângela Moura, na FM 95.7 de Mossoró, a partir das 18h30.

A gente vai analisar o quadro político no país a partir do resultado no primeiro turno.

Também oportunidade para conversarmos sobre a contenda eleitoral no estado, segundo turno nacional e outros pontos correlatos.

O ouvinte poderá interagir pelo WhatsApp da rádio (84) 98170-9595.

Acompanhe AO VIVO pela Internet clicando AQUI.

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terça-feira - 03/07/2018 - 06:12h
Jornalismo

“Jornal 95” recebe Blog Carlos Santos às 18h30 de hoje

Hoje (terça-feira, 3), é dia de bater papo no Jornal 95 da FM 95.7 de Mossoró. Horário marcado: estaremos lá às 18h30.

O programa tem a apresentação de Tárcio Araújo e Elisângela Moura.

Conversaremos sobre o quadro político estadual e questões correlatas, além de política nacional. Até lá.

* Acompanhe ao vivo pela Net clicando AQUI.

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segunda-feira - 11/12/2017 - 15:36h
Jornalismo

FM 95 ganha prêmio em certame realizado pelo MPRN

A reportagem especial “A Vida na Melhor Idade”, uma abordagem sobre os desafios para se cumprir o Estatuto do Idoso, foi o Primeiro Lugar no Prêmio Ministério Público de Jornalismo, categoria Rádio.

Moisés e Tárcio: premiação (Foto: cedida)

Coube à 95 FM Mossoró a conquista, sendo a única emissora do interior do estado a empalmar premiação no certame, que teve resultado divulgado hoje em Natal.

A reportagem e pauta foram do jornalista Tárcio Araújo, com locução Elisângela Moura, edição de áudio Fabiano Junior e revisão de conteúdo de Moisés Albuquerque.

O prêmio do Ministério Público do RN (MPRN) premia os melhores trabalhos do ano dos profissionais da imprensa potiguar. Esta é a quinta edição do prêmio.

Nota do Blog – Sejamos sinceros: o Tárcio Araújo é um ‘imã’ para prêmios jornalísticos. Para onde se inclina, atrai premiação. Parabéns a você e à toda equipe da FM 95.

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segunda-feira - 09/10/2017 - 07:30h
Jornal da 95

Ao vivo, hoje, na FM 95.7 de Mossoró

Estarei hoje (segunda-feira, 9), às 18h30, na FM 95.7 de Mossoró.

É o horário do noticioso “Jornal da 95″.

Oportunidade para conversar com os âncoras Tárcio Araújo e Elisângela Moura.

Na pauta, política.

Acompanhe ao vivo clicando AQUI.

Até lá.

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Categoria(s): Comunicação / Comunicado do Blog
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