Um webleitor cobra que o Blog divulgue quanto a gestão passada, no Estado, deixou de débito para a atual.
Resmunga, porque leu nesta página o prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) fazendo referência à administração de Micarla de Sousa (PV), que teria deixado rombo de cerca de R$ 200 milhões, fora outros compromissos.
Eis minha resposta, que serve para sedimentar a tese de que a maioria de nós – brasileiros – não debatemos política. Optamos pela discussão politiqueira e em cima de nomes, não de ideias e fatos.
Precisamos provar que um é mais sujo do que o outro e ficamos sempre com o ônus do lamaçal, enquanto cidadãos:
Meu caro, bom dia:
Quem poderia lhe dar essa informação era a atual gestão, mas não o faz. Começou dizendo que era cerca de 1,2 bilhão, depois baixou para 1 bi, em seguida falou-se em 800 milhões, mas com o passar dos meses e anos não tem números seguros.
Vale lembrar que a arrecadação não para de crescer e a receita só no primeiro ano passou de 10 bilhões.
Cada caso é um caso, mas o problema é que a maioria das pessoas não quer debater e sim, discutir. Responde à crítica com acusação a outrem, pois é a estratégia de atacar para poder se defender – muitas vezes do indefensável.
Infelizmente isso é péssimo para a sociedade. Sujos falando de maus lavados e o contribuinte levando a pior.
Você sabe, por exemplo, quanto a gestão da ex-prefeita de direito Fafá Rosado (DEM) deixou só na rubrica “propaganda” para a gestão Cláudia Regina pagar? Fonte segura: mais de R$ 2,5 milhões.
Quantas obras inacabadas?
Você sabe quantos milhões estão em aberto em compras e serviços da mesma administração?
Tens noção de quantas pessoas aguardam nomeação em cargos comissionados no novo governo, como compensação do trabalho feito na campanha eleitoral de 2012?
Alguém divulga? Claro que não.
São aliadas.
Uma não pode queimar a outra. Se fosse oposição, claro que o discurso seria outro.
Essa situação de animosidade não acontece apenas em relação a Carlos Eduardo Alves e Micarla, Rosalba Ciarlini (DEM) e Iberê Ferreira (PSB)/Wilma de Faria (PSB).
A ex-governadora Wilma de Faria (PSB) fez o mesmo em relação ao antecessor Garibaldi Filho (PMDB) e esse no tocante a Vivaldo Costa (então no PL) e José Agripino (DEM), que o antecederam. É praxe.
Rosalba afirmou – com dez meses de gestão Wilma de Faria, que ela tinha feito por Mossoró muito mais do que Garibaldi em oito anos de governo.
Agripino disse certa vez, que Garibaldi para ser honesto não devia permitir que seus aliados e compadres roubassem o Estado.
Depois, todos ficaram juntos e misturados, com o ingrediente da amnésia.
Quem fica com cara de tacho? Aqueles que compram briga por essa gente, que se aglutina ou se separa ao sabor de seus interesses pessoais e de grupos.
Nosso atraso como civilização está centrado nesse ponto: em nossa ignorância, em nossa incapacidade crítica, em nosso analfabetismo político.
É mais fácil, para a maioria, trocar insultos do que promover o entrechoque de opiniões na construção de uma dialética capaz de encontrar um ponto em comum, em favor da coletividade.
Quem fala mais alto, normalmente, é quem não possui argumento.





























