segunda-feira - 23/02/2015 - 17:29h
Brasília

Zenaide Maia se reúne com Sindicato de Servidores da PF

O Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal do RN (SINPEF/RN) recebeu na manhã desta segunda-feira (23) a visita da deputada federal Zenaide Maia (PR). A visita de cortesia serviu para que fosse feito o primeiro contato com o sindicato e a categoria.

Zenaide (centro) ouviu pleitos (Foto: divulgação)

Recebida pelo presidente do SINPEF/RN, José Aquino, a deputada Zenaide Maia quis saber um pouco sobre as pautas da categoria, como o Projeto de Lei, o grupo de trabalho e reivindicações.

Contribuição

A deputada se comprometeu a contribuir com os sindicalizados junto à Câmara Federal.

Da reunião participaram, além do presidente, José Aquino, o secretário geral do SINPEF/RN, Sergio Luiz Paiva Guimaraes, o vice-diretor financeiro, Ribeiro Junior, e a gente Katrin Paiva.

Com informações da Assessoria de Imprensa de Zenaide Maia.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 23/02/2015 - 16:55h
Folha

Governo paga em dia, mas ainda usando Fundo Previdenciário

O Governo do Estado, por meio da secretaria de Estado de Planejamento e Finanças, começa o pagamento da folha dos servidores estaduais nesta quinta-feira (26). Mas admite: continuará usando recursos do Fundo Previdenciário, “rapa” iniciado ao final do Governo Rosalba Ciarlini (DEM).

Nessa quinta-feira vão receber inativos e pensionistas, que são prioridade.

Os demais servidores receberão no dia seguinte, 27 de fevereiro.

“O pagamento da folha em dia, dentro do mês trabalhado, é um compromisso assumido e cumprido pelo governador Robinson Faria (PSD)”, lembra a sua Assessoria de Imprensa.

Segundo o secretário de Estado do Planejamento e das Finanças – Seplan, Gustavo Nogueira, a partir deste mês o RN começa a reduzir de forma substancial a retirada de recursos do fundo previdenciário, cujos saques foram autorizados por lei.

Em fevereiro, a previsão é de que a retirada seja reduzida para R$ 35 milhões.

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segunda-feira - 23/02/2015 - 16:48h
Esta semana

Presidente da Femurn cumpre agenda em Brasília esta semana

O prefeito de Mossoró e presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), Francisco José Júnior (PSD), participa de uma extensa agenda administrativa no início desta semana em Brasília.

Uma das principais pautas acontecerá no Ministério da Integração Nacional, onde será discutida a questão da seca no RN.

O presidente da Femurn vai ainda aos ministérios da Saúde, Previdência e das Cidades, onde terá audiência com o ministro Gilberto Kassab.

Parte dessa agenda será cumprida ao lado do governador Robinson Faria (PSD) e do secretário estadual de Recursos Hídricos, Mairton França, que também estarão na capital federal.

Francisco José Júnior ainda aproveitará a presença de Robinson para discutir com ele um espaço para os prefeitos no Escritório de Representação do governo em Brasília.

Outra pauta da agenda será uma visita ao presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziukoski. Em pauta, mobilizações em prol de pauta comum dos municípios.

Com informações da Femurn.

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Categoria(s): Administração Pública
segunda-feira - 23/02/2015 - 16:38h
Corrupção para sempre!

A delação premiada, conforme cada ótica míope

Há tempos que o instituto da “delação premiada” é desqualificada por militância cibernética que exorciza a “Operação Lava Jato”, pântano onde onde o Governo Dilma Rousseff (PT) está patinhando.

Será que no caso da “Operação Sinal Fechado”, em que aparece o senador José Agripino (DEM), a opinião é a mesma?

Risível!

O debate sobre corrupção no Brasil não vai a lugar nenhum, porque forças litigantes se digladiam com atolhos.

Há miopia previamente definida.

Os sofismas são trabalhados como verdades absolutas.

Cada um com a sua, claro.

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segunda-feira - 23/02/2015 - 16:13h
Mossoró

Professores discutirão pauta já entregue à Prefeitura

Nesta terça-feira (24),  professores da rede municipal de ensino de Mossoró realizarão assembléia às 15h. Será no Hotel VillaOeste.

É para discutirem a pauta de reivindicação da categoria que está pendente desde o ano de passado. Entre os vários pontos que compõem a pauta, aparecem os seguintes pontos:

*Cumprimento de 1/3 da jornada de trabalho disponível para planejamento de atividades fora de sala de aula;

* Reajuste do valor pago para o auxílio deslocamento;

* Correção de percas salariais;

* Concessão de licenças plenas atrasadas;

* Reformulação do PCCR.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM), Marleide Cunha, a pauta foi protocolada junto ao Gabinete Civil desde dezembro de 2014.

Entidade aguarda desde então uma reunião com o Executivo para discutir as necessidades da categoria.

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Categoria(s): Educação
segunda-feira - 23/02/2015 - 15:50h
Paulo Roberto Cordeiro

Governador anuncia nome para Desenvolvimento Econômico

Paulo: experiência (Foto: Ivanízio Ramos)

O governador Robinson Faria (PSD) definiu o titular da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico – Sedec. A nomeação será publicada nesta terça-feira, 24, no Diário Oficial do Estado.

O escolhido é o engenheiro Paulo Roberto Cordeiro, 60 anos.

Ele tem especialização em infraestrutura e administração pública. Atuou em empresas privadas e estatais e nos setores de imóveis, telecomunicações e energia.

Paulo Roberto Cordeiro também foi diretor do Banco do Estado do Paraná com atuação na área de planejamento e trabalhou no Centro de Desenvolvimento Industrial daquele Estado.

A titularidade da Sedec vinha sendo exercida interinamente pelo adjunto, Orlando Gadelha Simas Neto.

Com informações da Assessoria de Comunicação Social do Estado.

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domingo - 22/02/2015 - 23:58h

Pensando bem…

“A dor é temporária. Ela pode durar um minuto, ou uma hora, ou um dia, ou um ano, mas finalmente ela acabará e alguma outra coisa tomará o seu lugar. Se eu paro, no entanto, ela dura para sempre.”

Lance Armstrong

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domingo - 22/02/2015 - 23:57h
Escândalo

José Agripino emite nota sobre reportagem do Fantástico

O senador José Agripino (DEM), que está nos Estados Unidos, através de sua assessoria envia nota em que repudia conteúdo de reportagem no programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão (veja abaixo ou AQUI). Na matéria, ele é citado como envolvido em escândalo de corrupção no Rio Grande do Norte.

Veja íntegra abaixo:

NOTA DO SENADOR JOSÉ AGRIPINO SOBRE A REPORTAGEM DO FANTÁSTICO DESTE DOMINGO (22)

Desconheço o teor da suposta acusação de que sou vítima.

Estaria eu sendo acusado pelo suposto delator de fatos que ele próprio, recente e voluntariamente, contestou e negou em testemunhal registrado em cartório no Rio Grande do Norte?

Estaria eu sendo objeto de denúncia de igual teor à que a Procuradoria Geral da República já teria apurado e arquivado?

Por que razão estes fatos, que não são novos, estariam sendo retomados neste momento?

José Agripino – Senador

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domingo - 22/02/2015 - 23:46h
Operação Sinal Fechado

“Fantástico” mostra delação contra Agripino e outros políticos

Programa da Rede Globo reascende escândalo desencadeado por trabalho do Ministério Público do RN

Como alertou durante à semana, o programa Fantástico (Rede Globo de Televisão) exibiu reportagem especial hoje sobre suposto envolvimento de vários políticos e servidores públicos do Rio Grande do Norte, no escândalo denominado de “Operação Sinal Fechado”.

Agripino admitiu que conhece e esteve com delator George Olímpio (Foto: Canindé Soares)

O programa reproduziu trechos de delação premiada do advogado George Olímpio, em que ele narra o submundo da política e da administração pública no estado, envolvendo os ex-governadores Wilma de Faria (PSB) e Iberê Ferreira (PSB) – já falecido -, ex-dirigente do Detran Érico Vallério, presidente atual da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira (PMDB), Lauro Maia (filho de Wilma de Faria) e senador José Agripino (DEM).

A produção do programa obteve versão do senador José Agripino para o caso. Admitiu conhecer Olímpio e tê-lo recebido em Natal, mas negou qualquer cobrança de propina para campanha.

Assinada pelo jornalista Maurício Ferraz, a reportagem lembrou que o Ministério Público desbaratou a quadrilha em 2011. George Olímpio disse em depoimento que se sentiu cobrado a pagar R$ 1,150 milhão para a campanha estadual de 2010, quando o senador concorreu e ganhou pleito à reeleição.

AGRIPINO FALA AO FANTÁSTICO:

Fantástico: O senhor conhece George Olímpio?
José Agripino: Conheci George Olímpio, é uma figura conhecida em Natal e é parente de amigos do meu pai de muito tempo atrás, eu o conheci sim.
Fantástico: Ele disse que já foi na casa do senhor em Brasília. Ele já foi, senador?
José Agripino: Teria ido. Ele foi na minha casa uma vez.
Fantástico: E este apartamento no Rio Grande do Norte ele disse que esteve lá também? Ele já esteve nesse apartamento também?
José Agripino: Esteve também.
Fantástico: Ele disse que o senhor pediu mais de R$ 1 milhão para ele e este pedido foi feito no apartamento do senhor.
José Agripino: Eu nunca pedi nenhum dinheiro, nenhum valor a George Olímpio. E conforme ele próprio declarou em cartório, não me deu R$ 1 milhão coisíssima nenhuma.

O senador enviou ao Fantástico o documento de 2012, que George Olímpio teria registrado em cartório. “É uma infâmia, uma falta de verdade. Está completamente falso e faltando com a verdade”, afirma José Agripino.

Como senador, Agripino tem o chamado foro por prerrogativa de função. Por isso, todo o material que se refere a ele foi enviado para a Procuradoria-Geral da República.

O Fantástico procurou todos os outros citados.

Reação

Em nota, Wilma Faria diz que considera qualquer citação ao seu nome nesse contexto como ilação caluniosa, injusta, desrespeitosa e antidemocrática.

Ezequiel: nome citado (Foto: AL)

O filho dela, Lauro Maia, disse que desconhece o conteúdo da delação de George Olímpio e, mesmo assim, repudia qualquer afirmação de que teria participado em esquema criminoso.

O Fantástico não encontrou Érico Vallério, ex-diretor do Detran, no prédio dele. A equipe deixou recado mas ele não ligou de volta.

O deputado estadual Ezequiel Ferreira de Souza diz que não recebeu a notificação oficial da denúncia oferecida pelo Ministério Público e que no momento oportuno provará a inconsistência do processo. No final de semana, ele já emitira uma nota sobre o assunto (veja AQUI).

Em nota, a família de Iberê Ferreira disse que o ex-governador, antes de falecer, negou as acusações feitas contra ele.

Olímpio chegou a dizer, em vídeo reproduzido pelo programa em rede nacional, que fazia acertos em 2010 (ainda na gestão de Wilma) com o próprio Lauro. Com ele era estabelecido a formatação do que seria desviado em contrato para inspeção veicular no Detran.

Tudo acontecia na própria Residência Oficial de Wilma no bairro de Morro Branco, onde Lauro tinha um “gabinete”, mesmo não tendo oficialmente qualquer cargo no governo da mãe.

Para a lei que garantiria o funcionamento da inspeção veicular passar a valer, sendo aprovada rapidamente, George diz que contou com a ajuda do deputado Ezequiel Ferreira. O então governador Iberê Ferreira teria ligado para o parlamentar e pedido a ele para receber Olímpio, agilizando a providência.

O delator detalhou como teria sido o encontro e diálogo de acerto com Ezequiel Ferreira:

– Eu digo: de quanto é que seria essa ajuda? Aí o Ezequiel me diz: George, uns 500 mil. Eu tenho como pagar 300 mil. Eu dou 150 quando for aprovado e os outros 150 você me divide em três vezes.

Na última sexta-feira (20), o procurador-geral da Justiça denunciou Ezequiel, ou seja, entregou a acusação formal ao juiz por crime de corrupção passiva.

“A lei foi aprovada com a dispensa de toda a burocracia legislativa. Não passou, não tramitou em nenhuma comissão temática da assembleia”, afirma o procurador-geral de Justiça Rinaldo Reis Lima.

Em maio de 2012, a revista Carta Capital já tinha levantado informações que apontavam envolvimento do senador com a quadrilha. À ocasião, ele negou peremptoriamente qualquer relação com o crime.

O lobista de São José do Rio Preto (SP), Alcides Fernandes Barbosa, ansioso por um acordo que o tirasse da cadeia, abriu o bico. Ele foi preso com outras nove pessoas, em 24 de novembro de 2011, durante a Operação Sinal Fechado, que teve como alvo a atuação do Consórcio Inspar, montado por empresários  e políticos locais com a intenção de dominar o serviço de inspeção veicular no estado por 20 anos.

Depoimento ratifica denúncia

A quadrilha pretendia faturar cerca de 1 bilhão de reais com o negócio.

Veja reportagem da época, em que o Blog Carlos Santos reproduz mais detalhes de bastidores, clicando AQUI.

“Aos promotores, Alcides Barbosa revelou que foi levado ao “sótão” do apartamento do senador Agripino Maia, em Natal, onde garante ter presenciado o advogado Olímpio negociar com o senador apoio financeiro à campanha de 2010. Na presença de Faustino Neto e Barbosa, diz o lobista, George prometeu 1 milhão de reais para o presidente do DEM”, assinala a postagem do Blog – em maio de 2012 – em sintonia com esse novo depoimento da delação de George Olímpio, mostrada hoje pelo Fantástico.

Veja reportagem completa da Carta Capital clicando AQUI.

Veja reportagem completa do Fantástico clicando AQUI.

Conheça AQUI a petição assinada por seis promotores, com pedidos de busca e apreensão, sequestro de bens e prisão de supostos envolvidos na “Operação Sinal Fechado”. É uma peça com 189 páginas.

O procedimento do MP merece ser lido com atenção.

Acompanhe bastidores desse caso e outros temas em nosso TWITTER, clicando AQUI.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
domingo - 22/02/2015 - 21:12h
Futebol

América, Potiguar e Santa Cruz vencem no Estadual 2015

Do Portal Noar

América e Globo se enfrentaram na noite deste domingo (22), na Arena das Dunas, em Natal, em partida que valia a liderança do Campeonato Potiguar 2015, e o Alvirrubro saiu de campo com a vitória por 2 a 1. Daniel Costa e Flávio Boaventura marcaram os gols dos rubros. Renatinho descontou para os visitantes.

Alvirrubro superou adversário difícil jogando na Arena das Dunas em Natal (Foto: Wellington Rocha)

Com o êxito, a equipe americana chegou aos 10 pontos e assumiu a liderança do Estadual. O time leva vantagem sobre o arquirrival ABC no saldo de gols (6 a 5). O Globo ocupa a terceira colocação com nove pontos conquistados.

Veja detalhes clicando AQUI.

Potiguar x Palmeira

Em duelo realizado no estádio Nogueirão, em Mossoró, na tarde desde domingo (22), o Potiguar derrotou o Palmeira de Goianinha por 2 a 0. Os gols foram marcados por Cleiton Júnior no fim do primeiro tempo e Stênio no início da etapa complementar.

Com a vitória, o Alvirrubro mossoroense chegou ao quinto lugar com seis pontos, mesmo número do Alecrim, mas leva vantagem no saldo de gols, 0 contra -2 do time alecrinense. O Alviverde de Goianinha é o oitavo com três pontos.

Na próxima rodada, o Potiguar enfrenta o ABC novamente no estádio Nogueirão, na quinta-feira (26), às 19h. O Palmeira terá pela frente o América na Arena das Dunas, na quarta-feira (25), às 19h30. Os duelos serão válidos pela 5ª rodada da competição estadual.

Santa Cruz x Coríntians

O Santa Cruz recebeu o Corintians de Caicó no estádio Iberezão e conquistou a vitória por 2 a 1. Bodinho abriu o placar para os caicoenses e Eduardo Rato e Cleberson marcaram os gols da virada dos donos da casa.

Com o triunfo, o Tricolor do Trairi chegou aos seis pontos e subiu duas posições na classificação, agora é o sexto colocado. O time seridoense segue na vice-lanterna com apenas um ponto.

ABC e Baraúnas venceram seus adversários no sábado (21). Veja detalhes AQUI.

 

 

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domingo - 22/02/2015 - 20:35h
UOL

Ex-baixista da Legião Urbana é encontrado morto em hotel

Do UOL

Renato Rocha, 54 anos, baixista que fez parte da primeira formação da Legião Urbana, foi encontrado morto na manhã deste domingo (22) em um hotel do Guarujá, cidade no litoral sul de São Paulo. O apelido do músico na banda era Negrete.

Renato (no alto à esquerda) fez parte da formação inicial da Legião Urbana (Montagem: UOL)

Segundo a Polícia Militar, ele foi encontrado por uma amiga, identificada como Silvana Melky, que o acompanhava no hotel e estranhou o fato de ele não descer para tomar café da manhã, por volta das 8h30 da manhã.

O corpo foi levado para o IML do local, que confirmou que a causa da morte ocorreu por conta de uma parada cardiorrespiratória. Ainda não há informações sobre o velório do baixista. O irmão do músico, Roberto Rocha, escreveu em seu perfil do Facebook que Renato deixa um casal de filhos e uma neta.

Renato Rocha entrou para a Legião Urbana em 1984 e tocou no álbum que iniciou a carreira da banda, ao lado de Renato Russo, Marcelo Bonfá e Dado Villa Lobos. O músico entrou na trupe para assumir parte das funções de Renato Russo, que era o baixista do grupo até então.

Formação

Em entrevista, o baterista Marcelo Bonfá contou sobre o episódio: “O primeiro disco era para ser gravado com o Renato como baixista. A Legião começou com essa cozinha, eu na bateria e o Renato no baixo. A gente se identificava muito bem. Mas, nesse momento, o Renato cortou os pulsos dias antes de entrar no estúdio.”

O susto forçou a entrada de Renato Rocha na banda, que Bonfá conheceu em uma das festas de rock na cidade-satélite. “Ele era uma figura louca, um cara gente fina”, disse Bonfá.

Rocha é coautor de canções de sucesso, como “Quase Sem Querer”, “Daniel na Cova dos Leões”,”Acrilic On Canvas” e “Plantas Embaixo do Aquário”.

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Categoria(s): Cultura
domingo - 22/02/2015 - 12:11h

Lá vem o distritão novamente

Por Maurício Costa Romão

No comando das duas Casas no Congresso, o PMDB está ressuscitando o seu projeto de sistema eleitoral, enterrado na legislatura passada, segundo o qual a eleição de parlamentares seria feita pelo voto majoritário, numa variante magnificada do modelo distrital puro – o chamado “distritão” – em que a circunscrição eleitoral seria um grande distrito (o estado, o município).

Nesta versão pmdebista, Pernambuco, por exemplo, seria um grande distrito com 25 cadeiras de deputado federal em disputa, cuja ocupação dar-se-ia pelos 25 candidatos mais votados da eleição.

E esta é a característica distintiva do sistema majoritário-distrital, tanto o do modelo puro quanto a da sua versão aumentada: a vontade do eleitor é respeitada e os candidatos mais votados do pleito são os eleitos (a chamada “verdade eleitoral”), independentemente de que partido provenham.

Entre as vantagens associadas à adoção do distritão no País podem ser destacadas: (a) a simplicidade (inteligibilidade); (b) o desejo do eleitor é atendido; (c) fortalece os principais partidos e evita fragmentação partidária; (d) tende a neutralizar propostas políticas radicais; (e) impede que puxadores de votos arrastem candidatos com pouca dimensão eleitoral e (f) acaba com as coligações proporcionais.

É importante destacar este último item, o fim das coligações partidárias. Com efeito, nos sistemas majoritários para eleição de parlamentares, por definição, vota-se somente nos candidatos e não há voto de legenda nem quociente eleitoral (requisito dos sistemas proporcionais). Sem este último, as coligações proporcionais não fazem sentido.

Embora as coligações proporcionais sejam a maior deformação do modelo vigente no Brasil, sua extinção encontra fortíssima resistência entre partidos e parlamentares e, portanto, qualquer proposta de sistema de voto que não as mantenha terá sempre dificuldade de avançar no Legislativo federal.

Do ponto de vista das desvantagens do distritão, são contabilizados os seguintes aspectos:

(a) reduz o pluralismo político do Parlamento; (b) as minorias perdem influência e diminuem participação; (c) há supervalorização das pessoas famosas (extrapartidárias) em detrimento da qualidade da representação; (d) aumenta a personalização da representação; (e) há pouca ligação entre o parlamentar e as bases eleitorais (baixa accountability); (f) os partidos são relegados a plano secundário; (g) reduz, mas não impede competição entre os correligionários de um mesmo partido e (h) o custo de campanha é elevado, favorecendo a influência do poder econômico;

Já se sabe que é inapropriado falar-se de superioridade de um sistema de voto sobre outro. De fato, num mapeamento internacional de atributos desejáveis dos sistemas eleitorais (feito por Jairo Nicolau) alguns atributos são satisfeitos por certos sistemas, mas não o são por outros, e nenhum sistema satisfaz a todos os atributos.

Ademais, todos os sistemas eleitorais têm vantagens e desvantagens. Não existe sistema eleitoral perfeito e não há nenhum método de divisão proporcional justo.

De onde se deduz que a mudança de um sistema para outro envolve ganhos e perdas. Ganhos, quando o País absorve as vantagens do sistema a ser adotado e se livra das desvantagens do que abandonou. Perdas, quando se desfaz das vantagens do que abandonou e incorpora as desvantagens do que vai adotar.

A questão, portanto, ao fim e ao cabo, é: vale à pena gastar toda essa energia, inclusive com emenda à Constituição (exige quórum qualificado), para mudar do sistema proporcional de lista aberta, vigente há 70 anos no País, para o distritão-majoritário?

Se for por conta de alguns méritos do distritão, tais como o fim das coligações proporcionais e a eliminação dos puxadores de voto, a lipoaspiração desses itens pode ser feita dentro do próprio sistema atual.

Se for porque o distritão tem o ponto forte (ausente no modelo proporcional) da verdade eleitoral, pode-se contra-argumentar que essa característica acarreta concentração de votos nos partidos mais fortes e o conseqüente aniquilamento de agremiações menores ou ideológicas, exacerbando a questão da representatividade social e política.

De novo, não é o caso de aperfeiçoar o modelo vigente?

Maurício Costa Romão é Ph.D. em economia, é consultor da Cenário Inteligência e do Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau

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Categoria(s): Artigo
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domingo - 22/02/2015 - 10:12h

Sextilhas românticas

Por Manuel Bandeira

Paisagens da minha terra,
Onde o rouxinol não canta
– Mas que importa o rouxinol?
Frio, nevoeiros da serra
Quando a manhã se levanta
Toda banhada de sol!

Sou romântico? Concedo.
Exibo, sem evasiva,
A alma ruim que Deus me deu.
Decorei “Amor e medo”,
“No lar”, “Meus oito anos”… Viva
José Casimiro Abreu!

Sou assim, por vício inato.
Ainda hoje gosto de *Diva*,
Nem não posso renegar
Peri, tão pouco índio, é fato,
Mas tão brasileiro… Viva,
Viva José de Alencar!

Paisagens da minha terra,
Onde o rouxinol não canta
– Pinhões para o rouxinol!
Frio, nevoeiros da serra
Quando a manhã se levanta
Toda banhada de sol!

Ai tantas lembranças boas!
Massangana de Nabuco!
Muribara de meus pais!
Lagoas das Alagoas,
Rios do meu Pernambuco,
Campos de Minas Gerais!

Manuel Bandeira (1886-1968) poeta, crítico de arte e literário, tradutor e professor de literatura pernambucano

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Categoria(s): Poesia
domingo - 22/02/2015 - 09:24h
Propaganda enganosa

A carreta com combustível e o ladrão de galinhas

Governo do Estado divulga notícia de apreensão/autuação de carreta com combustível, sem nota fiscal. Só não divulga nome do proprietário.

Meia verdade.

A notícia serve como peça de propaganda do Governo, mas não serve integralmente à sociedade.

Fica mais fácil mostrar o ladrão da galinhas.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
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domingo - 22/02/2015 - 08:18h
Conversando com... Flávio Rocha

“Sem competitividade estarão em risco conquistas recentes”

Para Flávio Rocha,  as conquistas brasileiras recentes, como a estabilidade da moeda e a redução das desigualdades dependem fundamentalmente de o país recuperar espaço não só no mercado externo mas, também, no interno. À frente de uma rede com 257 lojas espalhadas pelo país, Rocha é enfático ao defender o papel do varejo na melhoria de renda da população brasileira a partir dos anos 2000. “Tem muita gente querendo ter a paternidade desse milagre do varejo, mas isso não tem a ver com bolsa isso ou aquilo, crédito, não”, sustenta.

"Ninguém está preocupado em mexer nas raízes da perda de competitividade" (Foto: Tribuna do Norte)

“O crédito se deu naturalmente, com o controle da inflação.”

Ex-deputado federal pelo Rio Grande do Norte, Rocha vê no monopólio estatal a raiz do escândalo de corrupção que assola a Petrobras. O antídoto natural para o problema, acrescenta ele, é o livre mercado.

“O que nos move, o que nos tira da cama de manhã e nos faz dormir tarde é concorrência. É a concorrência que é o motor da humanidade”, acredita o presidente da Riachuelo.

Qual a sua expectativa para a gestão do novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior?

Na última segunda-feira, foram duas reuniões com o Armando Monteiro. Lá na Federação do Comércio, onde estive representando o IDV (Instituto de Desenvolvimento do Varejo), que eu presidi, e, depois, na Fiesp, usando meu outro chapéu, de industrial. Ele está muito focado nessa questão da exportação. Com muito menos esforço, você consegue capturar US$ 100 de mercado que os chineses ou a concorrência internacional estão perdendo aqui dentro. O esforço para você atravessar o oceano e ganhar essa quantia é muito maior.

O país tem condições de concorrer com os chineses?

Tanto na Fecomércio como na Fiesp, a constatação geral é a perda vertiginosa de competitividade. Primeiro, você pede a capacidade de exportar. Depois, começa a perder o seu quintal, o mercado doméstico. Isso ficou muito claro. Nós tivemos um grande momento de exportação, por volta de 2005, quando foi o pico de exportação. Deixamos de exportar, a balança se tornou negativa e começamos a perder terreno dentro de casa. O ministro só está falando em armas, linhas de crédito subsidiadas pelo BNDES, só fala em exportação. Só que é tão mais fácil você recuperar o terreno que perdeu aqui. Primeiro, você já causou uma estranheza no varejo, que foi o grande propulsor do que aconteceu de bom nessa década. Foi o instrumento da inclusão, de que o governo tanto fala.

A inclusão social não tem a ver, também, com o aumento da renda da população?

É uma discussão entre o que veio primeiro, a galinha ou o ovo. O ganho de produtividade da economia que leva ao aumento da renda. Se essa revolução, cujo grande impacto é o aumento de produtividade, não só no varejo. Nasce no varejo, mas contamina toda a cadeia com aumento de produtividade. O melhor cenário seria se nós tivéssemos conseguido conter a pesada carruagem que nós carregamos nas costas, chamada Estado, no mesmo tamanho de quando esta revolução começou, de 20% do PIB. Aí, a China seria aqui. Mas, infelizmente, nesse ganho de produtividade, os efeitos positivos foram parcialmente consumidos pelo inchaço da parcela improdutiva da sociedade pelo Estado, que cresceu por causa da formalização.Enquanto ela tem um efeito positivo de aumento na produtividade, tem um negativo de aumento no tamanho da carruagem. É como se você tivesse um automóvel, no qual você colocou um tubo compressor que ficou duas vezes mais potente. Mas a carroceria ficou duas vezes mais pesada. E a sinalização do governo é o ajuste fiscal pela via fácil, com ainda mais aumento no peso da carruagem. Ninguém está preocupado em mexer nas raízes da perda de competitividade, que é o inchaço dessa carruagem.

Qual o peso da formalização nessa expansão do varejo?

Na última reunião do IDV, a gente apresentou um estudo feito com a McKinsey, que mostra uma transformação muito interessante, na qual o varejo é protagonista. Foi a década da formalização. O Brasil é o país que mais se formalizou nesses dez anos. Dentro desse universo do Brasil, o setor que mais se formalizou foi o varejo. E a correlação entre formalização e produtividade é de um para um, total. Quando você formaliza, automaticamente vem um ganho enorme de produtividade. Uma farmácia de cadeia, de alta produtividade , é oito vezes mais produtiva do que a farmácia de fundo de quintal. Um supermercado de alta produtividade, um Carrefour, um Extra é seis vezes mais prod<CW0>utivo do que um supermercado de fundo de quintal. A loja de departamentos é cinco vezes mais produtiva. Esse efeito de ganho de produtividade tem um contágio em toda a cadeia de suprimentos. Quando você formaliza, o varejo tem esse poder de contágio.

A ênfase nas exporações atrapalha o varejo?

Acho que ele (Armando Monteiro) vai pegar o artilheiro, que fez boa parte dos gols nesse período, e colocar no banco de reservas.

Não dá para varejistas e exportadores caminharem juntos?

Não sei qual é a dose de competitividade adicional que ele (Armando Monteiro) tem na manga do colete para nos proporcionar. Tomara que seja grande a ponto de nos permitir recuperar não só o mercado doméstico, como vender camisa para a China. Não sei qual é a dose de surpresas boas que ele tem. Mas com a mesma dose de competitividade que ele puder proporcionar à indústria hoje, ou à economia brasileira… O timing é este: você perde a capacidade de exportar. A balança comercial de cada setor, em diferentes momentos, vira negativa. Ele (o concorrente estrangeiro) começa a invadir o seu jardim. Em nossa empresa, por exemplo, nós produziamos 80% de toda a confecção vendida. Nossa importação era de 5%. Isso em 2010. Em cinco anos, nós fomos de 5% para 35%. E nossa produção própria caiu para os mesmos 35%. A diferença é de terceiros.

Como avalia a política industrial brasileira?

A melhor política industrial é um ambiente de negócios business friendly. Nós temos um ambiente de negócios hostil. Não é só a carga tributária, que cresce absurdamente. No meu tempo de deputado, a carga tributária era 20% do PIB. De lá para cá, mais do que duplicou, porque tem o déficit. E as alíquotas são mais ou menos as mesmas. Quer dizer, a formalização, que trouxe todo esses fatores positivos, liderados pelo varejo, tem um lado perverso, que é o aumento da quantidade de dinheiro que vai para o que existe de mais ineficiente para um país, seja qual for, que é Estado. Com as mesmas alíquotas de 1994, a arrecadação foi de 20% para 37%, pela simples formalização. E ela vai continuar. Nós competimos com países que têm carruagens de 15% do PIB. A competitividade de um país é a relação de duas forças: a de tração, que puxa a carruagem, e o peso. Enquanto estamos correndo a mesma maratona com concorrentes nossos, com a Coreia e a própria China, que são corredores com uma mochilinha leve nas costas, só com o essencial, com uma mala sem alça de 37% do PIB, que, ainda por cima, nos traz um excesso normativo, regulatório, absurdo. O Código de Defesa do Consumidor é absurdamente exigente, a lei ambiental mais exigente do que a da Dinamarca; um aparato trabalhista absolutamente anacrônico, uma usina de conflitos que gera três milhões de causas trabalhistas por ano. Nós geramos, por hora, mais ação trabalhista do que o Japão em um ano. Por dia, geramos mais do que os EUA em um ano. Isso é custo Brasil na veia.

Loja conceito da Riachuelo na Rua Oscar Freire em São Paulo-SP, um concorrido endereço paulistano (Foto: divulgação)

O ministro Joaquim Levy afirmou que o novo modelo econômico não será mais baseado no consumo, mas no investimento. Não há uma certa contradição aí?

É um falso dilema. Esse momento maravilhoso do consumo na última década não teve nada a ver com interferência estatal. Tem muita gente querendo ter a paternidade desse milagre do varejo, mas isso não tem a ver com bolsa isso ou aquilo, crédito, não. O crédito se deu naturalmente, com o controle da inflação. Mas o driver dessa boa revolução foi o desabrochar do varejo de alta produtividade, a criação de um terreno que era inóspito. Essa revolução estava acontecendo desde os anos 80 lá fora, e não chegava aqui por causa da erva daninha da clandestinidade econômica.

A previsão de um crescimento minúsculo do PIB para 2015 não assusta?

O varejo tem crescido mais do que o PIB, em média três vezes mais. Mas com um crescimento tão baixo do PIB, é um número frustrante. Tem tudo a ver com o fenômeno de aumento do peso da carruagem. Seja qual for o ano que você analise, concluirá que a carruagem vai parar. Ela não vai parar só porque está pesada demais para sua força de tração. O excesso normativo pesa tanto quanto a carga tributária.

Vários governos já prometeram a reforma trabalhista, mas não a realizaram…

Falta um direcionamento de propósito. Se você fala em reforma tributária, todo mundo quer. Os prefeitos querem, sob a alegação de que os municípios estão morrendo a míngua. Entre os governadores, 100% de adesão, porque precisam de mais dinheiro para gerir os seus estados. A União quer a reforma para resolver o déficit público, como está fazendo agora. Todo mundo tem sua visão sobre a reforma, mas são colidentes. A reforma que está na cabeça de 7 mil prefeitos não é a que está na cabeça dos empresários, nem a mesma que está na cabeça dos sindicalistas. Não precisamos convocar forças com visões tão díspares para uma reforma tributária genérica. Precisamos de reformas com vistas à competitividade. Ou nós recobramos a competitividade ou estão em risco todas as conquistas recentes. A redução da desigualdade, a estabilidade da moeda e, em última análise, até a democracia. É isso que essas forças precisam entender. São as três grandes conquistas recentes, que vieram através de consensos. Agora, o consenso que parece estar ficando mais claro na cabeça de toda a sociedade brasileira é o da competitividade. Não existe melhora na qualidade de vida sem prosperidade. A melhoria das condições de trabalho não se dá por leis e bondades aprovadas no congresso, mas pelo aumento da demanda por mão de obra.

Houve aumento, nos últimos anos, no número de casos envolvendo utilização de mão de obra escrava por empresas ligadas ao vestuário. Como você enxerga essa questão? Tem relação com o excesso normativo?

Graças a Deus, nosso modelo de negócio nos protege de um dilema muito sério do setor de confecção. O elo crítico da cadeia têxtil é o da costura. Esse elo virou refém de uma coisa que, em teoria, é boa, mas que traz desdobramentos negativos, que é a questão da lei do Simples. Tirando a nossa empresa, e outras duas ou três, a totalidade do setor de confecção, 35 mil empresas, são reféns do Simples.

Nos últimos anos, o varejo vinha crescendo num ritmo bastante acelerado. No ano passado, até novembro, o IBGE apontava um crescimento nominal de 8,7%, o que dá um crescimento real de pouco mais de 2%. Essa desaceleração era esperada pelo setor?

O varejo vem de uma década de crescimento robusto. Essa desaceleração já era previsível porque não é sustentável uma década de demanda crescente e produção declinante. É como uma fazenda que passa dez anos colhendo, colhendo e colhendo e não semeia. Mais cedo ou mais tarde essa queda da produtividade — que acontece para todos os setores produtivos — mostra a fatura. Por que o varejo continuou crescendo tanto mais do que o PIB e a indústria? Porque a indústria compete diretamente com a concorrência internacional. O varejo — apesar do e-commerce que vai globalizar essa concorrência — a briga ainda é regional. A disputa concorrencial é regional. Varejo e serviços conseguem repassar esse aumento vertiginoso da inflação, mas a indústria não. Ela sente isso na pele. Daí a discrepância de uma banda do Brasil que disputa internamente, varejo e serviços — e a produção, que é quem mais está sofrendo.

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Para Flávio, "o monopólio é o habitat natural da corrupção" (Foto: divulgação)

Como o senhor enxerga o escândalo de corrupção na Petrobras?

Acredito que é o momento de colocar o dedo em uma ferida que precisa ser tocada: que o monopólio é o habitat natural da corrupção. O que nos move o que nos tira da cama de manhã e nos faz dormir tarde é concorrência. É a concorrência que é o motor da humanidade. É totalmente previsível que uma empresa monopolista caia na preguiça, caia na zona de conforto e a última escala disso é a corrupção. E a solução pra isso é dar concorrência a esse processo. Da mesma forma que o monopólio é o habitat natural da corrupção, o livre mercado é o único antídoto natural da corrupção. Se aqui na Riachuelo eu tivesse um comprador de gravatas que fosse corrupto, que se associasse a um fornecedor de gravata para cobrar uma propina, o mercado puniria automaticamente. Sem nem mesmo saber, a gravata da Riachuelo seria mais feia, seria mais cara do que a gravata do meu concorrente. Então, eu acho que esse é o momento apropriado pra mostrar a que leva o monopólio. E a sociedade brasileira paga um custo altíssimo. O custo da energia está caindo vertiginosamente no mundo inteiro e aqui nós pagamos esse alto preço pra bancar uma máquina absolutamente contaminada pela corrupção.

O senhor defende a privatização da Petrobras?

Bem, eu não preciso de voto. Então posso dizer que sou absolutamente a favor da privatização da Petrobras. Seria a grande solução, teríamos energia muito mais barata: é o que aconteceu com todas as privatizações. O problema é que se demonizou (a privatização) de uma forma…Tenho uma fé religiosa no livre mercado. Eu acho que é isso que distingue o ser humano dos animais. Eu acho que quando Deus criou os seres humanos, ele deu a habilidade de se negociar, de fazer trocas mutuamente consentidas, voluntárias, em benefício comum. Aonde, milagrosamente, acontece o ganha-ganha. Que parte ganha numa negociação? As duas partes ganham. E o PIB de um país é a soma desses ganhos. A visão mais à esquerda acredita que numa negociação tem um ganhador e um perdedor. Um está explorando o outro. Mas na nossa visão liberal é justamente o contrário: em cada negociação tem dois ganhadores. Livre mercado é isso: essa coisa sublime e que trouxe tantos ganhos a outros setores que foram privatizados e estão submetidos aos freios e contrapeso do mercado.

O cenário macroeconômico desfavorável alterou os planos de investimento da Riachuelo para este ano?

Nós não alteramos nosso programa de investimento. Nós tivemos um recorde no ano passado, inauguramos quase 100 mil metros quadrados de área de venda. Nós iniciamos 2014 com 500 mil metros quadrados e encerramos com quase 600 mil metros quadrados. Foram 45 lojas, de grande porte. São lojas com mais de 2 mil metros de área na média. E estamos mantendo o mesmo ritmo. Inclusive, o volume de investimento será um pouco maior do que no ano passado porque estamos investindo em um grande centro de distribuição de última geração, o mais moderno do Brasil e um dos mais modernos do mundo, em Guarulhos.

E o comércio eletrônico? A Riachuelo ainda não vende diretamente pela internet…

Deste ano não passa. Nós temos uma presença online forte, mas não temos venda online. O que já fizemos, com algumas coleções, foi a venda click on colect: de comprar online e retirar na loja. Mas nós vamos ter realmente a logística B2C (business-to-consumer) até o fim deste ano, no máximo no início de 2016.

Nos últimos anos, a Riachuelo, como outros varejistas, vem incorporando à sua operação serviços diversificados, como assistência para automóvel, odontológica… O varejo puro morreu?

A sinergia entre a produção e o varejo é muito grande. O ser humano tem a tendência natural de fatiar o problema. Esse é o retrato fiel da confecção no Brasil. A suposição é que se tiver uma fiação eficiente, uma tecelagem eficiente, uma confecção eficiente, um varejo eficiente, terá o todo eficiente. Mas a Zara e a Toyota mostraram, pelo just in time, que este é um pressuposto falso e não é suficiente para atingir um patamar superior de eficiência e de excelência.

Por quê?

Há decisões que fazem todo o sentido dentro de quatro paredes de uma fiação ou tecelagem, mas podem ferir de morte a eficiência global do sistema. A nossa crença é que o ótimo local é inimigo do ótimo global. A nossa gestão é holística. Pra dar um exemplo simples: fomos a vida toda uma empresa verticalizada e nós estimulávamos esse fatiamento. Mas o bom momento que a empresa está vivendo se deve ao fato de ter rompido com esse mundo do ótimo local para o ótimo global e gerir em função do ótimo global.

Pode dar um exemplo prático?

Na época do ótimo local, a gerente da empresa de logística estava com 70% da carga no CD de Guarulhos numa sexta-feira para ir para a loja de Center Norte. Ela esperava a segunda-feira para completar o 100% da carga e extraía 100% de eficiência do todo local, que é o que ele gere. Alcançava o ótimo no negócio dele, que é o caminhão, mas era um desastre do ponto de vista do ótimo global. O fast fashion é a gestão holística globalizada da cadeia têxtil. A Riachuelo, em relação aos cases bem sucedidos lá fora, acrescentou mais um elo que é mais sinérgico ainda: o elo financeiro, que sofre muitos conflitos pois as diferenças do varejista com o banco são maiores ainda. Então, colocando o produto financeiro embaixo do mesmo guarda-chuva acionário você ganha uma elasticidade em termos de planos de parcelamento, de juros — ao invés de ter, como nossos concorrentes, a cabeça de banqueiro pensando na fatia financeira, sem nenhuma visão comercial do processo. Isso é que o que diferencia o nosso modelo: ir do fio até a última prestação depois da venda. Uma visão holística, gerindo a eficiência global do sistema e escapando armadilha do ótimo local.

Qual a sua fonte de inspiração, na gestão da Riachuelo?

Somos — desculpe a pretensão — nós queremos ser a Apple da cadeia têxtil. A Apple fez essa mesma inovação: na cadeia Microsoft você entrava no Magazine Luiza, comprava um computador Positivo, rodando sistema operacional Windows, tirava foto com câmera Sony, editava com Photoshop e fazia o upload com o Picassa da Google. Você tem aí seis ótimos locais. Seis fatias do problema. A Apple se libertou desses ótimos locais e está tudo embaixo do mesmo guarda-chuva acionário, tem a visão holística do problema. Ninguém está pensando na estreita fatia do problema. Está todo mundo pensando no todo. Essa é a diferença: por isso nós somos a Apple do varejo os outros estão sujeitos a todas as armadilhas do ótimo local.

* Entrevista originalmente publicada pela revista online Brasil Econômico em 09/02/2015 (veja AQUI).

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domingo - 22/02/2015 - 07:24h

Curiosidades poéticas

Por François Silvestre

Sem me atrever a discutir definições ou conceitos poéticos, debate que já produziu tratados, polêmicas, esperneios e intrigas famosas, vou ao trivial.

E como tal, longe de qualquer cientificidade literária, trato tudo no pequenino e atrevido mundo do empirismo.

Até porque de Otávio Paz a Cardoza y Aragón, de Neruda a Tolstoi, de Garcia Lorca a Machado de Assis, de Baudelaire a Fernando Pessoa, para citar poucos, todo mundo já deu seu pitaco sobre conceituação dos modos, formas e alcances da poesia.

Exemplo marcante é a formação estrutural de um idioma a partir da obra poética de um autor. Do inglês, com Chaucer e do português, com Camões.

Se a organização morfológica, no português, deve-se ao teatro de Gil Vicente; foi Camões, na poética, quem edificou a sintaxe portuguesa. Criador de um idioma; a partir de uma algaravia como a última “Flor do Lácio”, da verve de Olavo Bilac. “Ora direis ouvir estrelas”.

De lá pra cá, de tudo e sobre tudo já se escreveu quase tudo. Ainda bem que apenas quase. Pois seria uma monotonia cultural a vida com tudo já resolvido. A incompletude conceitual alimenta criações e permite, na colheita do inquieto, manter acesa a chama do refazer-se. Eternamente.

E a rima? Para o gosto popular a poesia sem rima é prosa curta. Neruda ensinou que poesia é metáfora. E a prosa poética? O Pe. Vieira foi o craque desse estilo. Ao responder o suplício do silêncio imposto, alfinetou a cúria: “Deus, na sua infinita misericórdia, fez surdos os que eram mudos e mudos os que eram surdos. Posto que até a Natureza ao ser agredida com o grito, responde com o eco”.

Há palavras de rima difícil ou até inexistente; exemplo de cinza, painço, nenem. Um violeiro aceitou o desafio e rimou: “Na Bahia de Rui Barbosa/ numa tarde muito cinza/ vi uma velha fanhosa/ que chamava camisa caminza”. Só rima; poesia nada.

“Venho para uma estação de águas nos seus olhos”. Joaquim Cardoso; só poesia, sem rima.

De Neruda, o das metáforas: “Posso escrever os versos mais tristes esta noite./ Escrever por exemplo: a noite está estrelada e tiritam azuis os astros ao longe./… Embora seja a última dor que ela me causa/ e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo”.

Luiz Cardóza y Aragón, o diplomata guatemalteco que acolheu, na embaixada de Bogotá, os fugidos da revolta colombiana, na noite em que foi assassinado Jorge Gaitán, disse: “A poesia é a única prova concreta da existência do homem”.

A rima não é vilã. No bom poema ela se agasalha em lençóis de seda.

D. Pedro II rima e faz poesia no soneto/recado ao ex-amigo Deodoro. Veja a última estrofe : “…Mas a dor que crucia e que maltrata/ que fere o coração e pronto o mata,/ é ver na mão cuspir, à extrema hora,/ a mesma boca aduladora e ingrata/ que tantos beijos nela pôs outrora”.

mais.

François Silvestre é escritor

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 22/02/2015 - 06:35h

Triste realidade da politicagem brasileira – Parte II

Por José Herval Sampaio Júnior

Mesmo sendo mais do que patente a triste realidade do cenário nacional, em que os mandatos eletivos são conquistados pela força poderosa dos recursos financeiros, alimentados pelos recursos que escorrem dos cofres públicos, por força das garantias constitucionais, não se pode julgar procedente nenhum pedido de cassação de registro ou perda de mandato, em termos práticos, sem que se tenha um mínimo de prova de qualquer tipo de abuso de poder em seu sentido mais amplo possível. Não podemos condenar ninguém pelo que estamos vendo na mídia, apesar dos escândalos serem cada vez mais grotescos!

Ou seja, todas as espécies de ações existentes em nosso ordenamento jurídico e que podem inclusive serem intentadas cumulativamente a partir do mesmo fato – mesmo se tendo a certeza de que muito do que se comenta no meio do próprio povo realmente acontece – tem que vir embasadas em provas, logo para que haja uma mudança no resultado formal das eleições, não basta a remissão genérica a essa realidade, pois o Juiz nunca pode impor os seus valores pessoais para fundamentar suas decisões.

A realidade aqui noticiada é inclusive objeto de pesquisa científica de um colega juiz Márlon Reis, em livro recente intitulado “O nobre Deputado”, citado em nota de rodapé, e precisa para surtir efeito, dentro de um processo judicial, de provas e isso também não pode ser olvidado.

Exemplifico: sinceramente, nunca tive dúvidas a partir de nossa experiência judicante e até mesmo de vida – que mesmo tendo me esforçado junto com minhas equipes de trabalho ao longo desses anos de atuação eleitoral, em especial nos últimos dias dos pleitos, que não houvesse compra de votos, inclusive de forma mais evidente – como é de conhecimento – sei que houve utilização de dinheiro e outros recursos espúrios para fazer com que o eleitor votasse por algum interesse particular, todavia, somente se pode atribuir alguma consequência a esses fatos que para mim, pessoalmente, acontecem de forma muito evidente, se houver alguma prova, mesmo que mínima.

Na boca do povo como se diz a compra foi rasgada, inclusive de ambos os lados de quase todas as cidades que trabalhamos, contudo o que não está nos autos devidamente comprovado, infelizmente não tem serventia para imposição de qualquer responsabilidade, por mais que subjetivamente possamos depreender que seja verdade. Não se pode condenar ninguém sem o devido processo legal.

Segundo: sei também que os que detêm o poder político e administrativo de alguma forma se utilizam da estrutura pública para beneficiá-los eleitoralmente falando e por mais que se queira negar tal situação, infelizmente isso é outra prática ocorrente dentro do processo eleitoral e que somente uma visão real e firme dessa situação poderá no futuro minimizar esse uso indevido do dinheiro público. O fim da reeleição ajudaria a combater tal prática, pois os possíveis benefícios dessa exceção são exterminados pelo patente abuso de poder político, como regra geral, de atuação nesses casos, por nossos políticos.

Acredito que nem mesmo o financiamento público das campanhas, por si só, (//www.novoeleitoral.com/index.php/en/opiniao/herval/527-caixadois)  será suficiente para resolvê-lo, daí porque somente a conscientização do eleitor e a atuação concreta do Judiciário quando da comprovação de tais práticas poderá verdadeiramente mudar essa situação, logo em se comprovando, por meio lícito e através do devido processo legal numa ótica substancial, mesmo que de forma mínima, a ocorrência desse tipo de abuso de poder, talvez um dos piores, deve a Justiça ser firme, retirando inclusive o mandato dado pelo povo de forma ilegítima, independentemente das críticas que as autoridades pessoalmente possam vir a sofrer e isso é natural, principalmente daqueles que de alguma forma dependem diretamente dos que forem retirados do poder.

Terceiro: os partidos e coligações políticas infelizmente são utilizados com fins meramente eleitoreiros, ou seja, suas estruturas formais e jurídicas, na maioria dos casos, só servem para assegurar ou manter privilégios pessoais de alguns de seus integrantes, sem que haja qualquer interesse realmente partidário e com isso os abusos de poder ficam mais fáceis de serem praticados, já que a falta de uma ideologia partidária, na acepção da palavra, faz com que haja todo tipo de acomodação e muitas vezes, através dessas entidades, é que se cometem muitas das ilegalidades que viciam o processo eleitoral e tal fato não deve ser também olvidado em nenhum dos julgamentos a serem feitos pela Justiça Eleitoral.

José Herval Sampaio Júnior é Mestre em Direito Constitucional, Juiz de Direito e Juiz Eleitoral no Estado do Rio Grande do Norte e escritor renomado nacionalmente, com obras publicadas em diversas áreas do direito, inclusive direito eleitoral.

Texto originalmente divulgado no site www.novoeleitoral.com

Veja a primeira  parte desse artigo clicando AQUI.

 

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domingo - 22/02/2015 - 04:32h

Pensando bem…

“Ninguém pode te tornar ciumento, bravo, vingativo ou ganancioso – a menos que você o permita.”

Napoleon Hill

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  • San Valle Rodape GIF
sábado - 21/02/2015 - 20:12h
De Mossoró

Uma pauta para o governador Robinson Faria

Presidente da Federação das Câmaras do RN (FECAM) e da Câmara de Mossoró, o vereador Jório Nogueira (PSD) quer mobilizar vereadores mossoroenses para pauta com o governador Robinson Faria (PSD).

Em conversa com o Blog, hoje, afirmou que o canal aberto e direto com o governador agilizará audiência em breve.

“A gente quer contribuir com ideias, a partir da identificação de questões que sejam prioritárias à nossa comunidade”, disse.

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sábado - 21/02/2015 - 19:58h
Na TV

O “Sinal Fechado” é Fantástico!

A Rede Globo de Televisão faz chamadas para seu principal programa dominical, a revista semanal televisiva “Fantástico”, prometendo reportagem especial que foca o Rio Grande do Norte.

A “Operação Sinal Fechado” estará em pauta.

O escândalo deriva dos governos Wilma de Faria (PSB) e Iberê Ferreira (PSB), caindo no colo ainda da administração Rosalba Ciarlini (DEM).

Diz respeito a contratos de inspeção veicular com o Detran, num enredo nebuloso recheado de nomes do empresariado da capital e de fora do Rio Grande do Norte, além de políticos.

Pipoca e guaraná.

Reportagem para vermos de “camarote”.

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Categoria(s): Política
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sábado - 21/02/2015 - 19:49h
Estado sem norte

Até quando vão meter a mão no Fundo Previdenciário?

Até quando o Governo Robinson Faria (PSD) continuará metendo a mão no Fundo Previdenciário, para empinar discurso de campanha, que trata de uma obrigação: pagar salário em dia?

O futuro dirá o tamanho desse avanço perigoso.

Rosalba Ciarlini (DEM) inaugurou tal abuso, com a complacência de deputados estaduais, órgãos fiscalizadores e silêncio do próprio governador eleito.

Foi a primeira punguista da Previdência do Estado, em seu último ato de irresponsabilidade.

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sábado - 21/02/2015 - 19:38h
Futebol

Baraúnas e ABC vencem adversários com placar “magro”

Num jogo de baixa qualidade técnica, o ABC venceu hoje o Alecrim no Nazarenão (Goianinha) por placar magro. Deu pro gasto. Apenas 1 x 0.

O  gol foi marcado no segundo tempo, num cruzamento de Michel da esquerda, com cabeceio de Kayke.

O alvinegro está no topo da tabela com a vitória. O Alecrim

Já o Baraúnas passou pelo Força e Luz no Barretão em Ceará-mirim, chegando à quarta colocação.

O gol foi de André Tavares.

O Campeonato Estadual de Futebol do RN, versão 2015, prosseguirá nesse domingo (22).

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Categoria(s): Esporte
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