segunda-feira - 03/04/2017 - 23:02h
Futebol

América vence Alecrim de virada e respira no Estadual

Deu América, de virada. O alvirrubro natalense venceu sua primeira partida no segundo turno do campeonato potiguar deste ano, com placar de 2 x 1 sobre o Alecrim.

O jogo foi hoje à noite no Arena das Dunas. Dramático para o alvirrubro, que começou perdendo, em gol do alviverde Xilu aos 28 minutos do primeiro tempo.

Daniel Morais fez os dois do América aos 33 e 36 do segundo tempo.

Assim, o América chega à sexta colocação no turno, com cinco pontos. O Alecrim é o lanterna com apenas dois pontos.

O ABC é o primeiro colocado, Assu detém segunda posição com nove. O Globo é o terceiro com 8, mesma pontuação do Potiguar que está em quarto lugar. Já o Santa Cruz é o quinto colocado.

O Baraúnas é o sétimo

Na classificação geral, ABC tem 30 pontos. Globo 26, América é o terceiro com 18, Assu também tem 18, Potiguar aparece com 15 pontos, Baraúnas tem 12, Alecrim 7 e na lanterna figura o Santa Cruz também com sete pontos.

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Categoria(s): Esporte
segunda-feira - 03/04/2017 - 22:32h
Hoje

Ministro inaugura viaduto na 101 e ratifica obras para Mossoró

O governador Robinson Faria (PSD) participou hoje, 03, do ato de liberação do segundo viaduto na BR – 101, no bairro de Emaús em Parnamirim. O local registra o maior tráfego rodoviário no Estado com a circulação de 95 mil veículos por dia.

O ato contou com a presença do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella.

Solenidade ocorreu hoje em Emaús (Foto: Governo do RN)

A duplicação e adequação da BR-101 entre Parnamirim e Natal contempla outros quatro viadutos, um túnel, seis passarelas, uma passagem inferior para veículos, implantação de 21,3 km de vias marginais e a restauração de pista principal, além de 15 km de drenagem de águas pluviais.

O projeto está orçado em R$ 166,1 milhões.

Mossoró

Em sua estada no RN, Maurício Quintela conversou novamente com a prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP). À semana passada, ele a recebeu ao lado de uma comitiva (veja AQUI), quando tratou de equipamentos complementares do Complexo Viário da Abolição, na cidade.

Agora, reiterou que em maio vai ser lançada a licitação das 3 primeiras passarelas do Complexo Viário da Abolição.

O ministro também garantiu parceria para a iluminação dos 17 km do Complexo Viário. Para agilizar a obra, a Prefeitura de Mossoró irá elaborar o projeto executivo, a pedido do ministro.

“Estamos aguardando a liberação desse projeto, que será doado ao DNIT, para que posteriormente possamos iniciar a iluminação desse trecho tão importante”, comentou Maurício Quintella.

Com informações do Governo do RN e Prefeitura Municipal de Mossoró.

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segunda-feira - 03/04/2017 - 21:48h
Mossoró

“Parque Municipal” é abandonado por nova gestão

Do Blog Carol Ribeiro

Parque tem pista tomada pelo mato (Foto Carol Ribeiro)

Dentre as muitas promessas de melhoria para Mossoró feitas por Rosalba Ciarlini (PP), o Parque Municipal não está entre elas. Desde que foi eleita, incluindo a mensagem anual, a gestora não mencionou nem o equipamento, nem o meio ambiente de uma forma geral.

Nesse período de chuvas é visível a falta de manutenção no parque, que também não conta mais com segurança do município. O matagal acumulado já chega até a fechar parte da pista destinada à prática de esportes.

O que deveria ser estacionamento é tomado por uma lagoa de água da chuva acumulada. Algumas placas de marcação de quilometragem já não existem mais.

Gestão passada

Localizado em uma área do IBAMA, o Parque Municipal Maurício de Oliveira foi entregue pela gestão passada, após uma parceria com a AeC (ainda da gestão Claudia Regina-DEM, quando a empresa se instalou na cidade), que construiu o que existe hoje do parque, com o valor de R$ 500 mil.

As outras etapas do parque – que, segundo propaganda inicial,  deveria contemplar estacionamento, quadras poliesportivas, minicampo de futebol de areia, trilhas ecológicas e de bicicleta, praça de convivência e alimentação – seriam construídas pela Prefeitura, e estavam orçadas em R$ 2 milhões.

Obviamente, a gestão Francisco José Junior (PSD) não saiu dos primeiros passos, e o que se encontra hoje são ruínas das construções que foram iniciadas.

Nota do Blog Carlos Santos – A iniciativa do ex-gestor, que esta página chegou a desacreditar, foi um profundo acerto e merece cuidado por ser um bem coletivo e abraçado instantaneamente pelo mossoroense.

Abandoná-lo à própria sorte é desabonador para nova gestão e, em essência, uma forma de negar o empreendimento como acerto do antecessor.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
segunda-feira - 03/04/2017 - 21:10h
Natal

Deputado quer frear empréstimo a fundo previdenciário

Kelps: preocupação (Foto: AL)

O deputado estadual Kelps Lima (Solidadriedade) deu entrada na manhã desta segunda-feira, 3 de abril, com uma representação, pedido de liminar, no Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte (TCE), para que o prefeito natalense Carlos Eduardo (PDT) não saque dinheiro dos aposentados do NatalPrev (Previdência Municipal).

A liminar foi protocolada com o argumento de que Carlos Eduardo viola o requisito do “art. 38, II 10 , da LRF: a operação de crédito somente será liquidada a partir de 2020, em 180 parcelas mensais, quando deveria ser liquidada até dezembro de 2017.”

Risco

“Carlos Eduardo quer cobrir o rombo de sua gestão com o dinheiro dos aposentados”, disse Kelps. A matéria em trâmite na Câmara Municipal, na ótica do parlamentar coloca o futuro previdenciário dos servidores em risco.

“Na pior das hipóteses esse dinheiro deveria ser devolvido dentro do seu mandato”, explica Kelps.

Com 22 votos a favor e apenas quatro contra, a Câmara Municipal de Natal aprovou em primeira discussão, o empréstimo de R$ 204 milhões do NatalPrev à semana passada. Amanhã (terça-feira, 4), os vereadores farão a segunda votação.

Nota do Blog – O que ocorreu com o fundo previdenciário do estado, utilizado pelos governadores Rosalba Ciarlini (PP) e Robinson Faria (PSD), é um alerta para os servidores municipais.

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Categoria(s): Política
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segunda-feira - 03/04/2017 - 20:35h
Requerimento

Larissa Rosado quer abertura de restaurante aos sábados

A deputada estadual Larissa Rosado (PSB) solicitou ao Governo do Estado, através de requerimento, que os restaurantes populares do RN sejam abertos aos sábados.

“É de extrema importância e relevância social a extensão desses serviços para os sábados em todas as unidades, subsidiando de modo mais efetivo as ações de combate a fome”, sugere Larissa.

Com informações da Assessoria de Larissa Rosado.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 03/04/2017 - 14:27h
Brasil

Apenas oligarcas

Os oligarcas dos sindicatos patronais e de trabalhadores são os mesmos que “condenam” os oligarcas partidários.

Todos são farinha do mesmo saco.

A mesma mentalidade.

Renovar, nem pensar.

Prioridade é sempre a “panelinha”.

Impossível que pensemos em melhorar o país com essa cultura centralizadora, recheada de privilégios.

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segunda-feira - 03/04/2017 - 09:15h
Mossoró

Lote emergencial de insulinas deve começar a ser entregue

A Prefeitura de Mossoró comprou mais um lote emergencial de insulinas para atender os pacientes da rede municipal de saúde. Foram adquiridas 800 do tipo Lantus e 300 Humalog.

Lantus: necessidade urgente (Foto: ilustrativa)

O secretário de Saúde, Benjamin Bento, diz que como a quantidade não é suficiente para atender toda a demanda, a insulina será distribuída para os casos mais urgentes. Ele explica que o Município abriu processo licitatório para a compra do medicamento para o ano todo. Estão sendo investidos mais de R$ 4 milhões.

Nesse processo emergencial foram mais de R$ 170 mil, dos quais R$  120 mil foram recursos desbloqueados pela justiça, a pedido da Procuradoria Geral do Município (PGM).

O secretário de Saúde Benjamin Bento relembrou que a atual gestão assumiu sem cobertura contratual para comprar as insulinas que são distribuídas para os pacientes cadastrados.

A PMM deve iniciar a entrega do medicamento do lote emergencial nesta terça-feira, 04.

Com informações da Prefeitura Municipal de Mossoró.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
segunda-feira - 03/04/2017 - 08:47h
Mossoró

Rua é fechada com cerca e moradores sofrem mais ainda

Uma cerca de arame farpado, obstruindo a passagem de veículos e transeuntes, é mais uma novidade ruim para moradores do Loteamento Ana Matos, cercanias do conjunto Santa Delmira, em Mossoró. O problema se junta a outros tantos dos que residem na área.

A cerca foi montada na Rua Francisco Bessa Campelo, cruzamento com a Rua Roldão Ferreira Torres, por supostos proprietários do terreno.

Localiza-se por trás do posto de combustíveis Estrela Dalva.

Mesmo que haja o direito privado à área, a obstrução ao trânsito conflita com uma necessidade básica e direito elementar de “ir e vir”. Moradores querem uma solução saneadora para o caso.

Cerca (ao fundo) fica por trás do Posto Estrela Dalva e impede trânsito de veículos e pessoas numa área já difícil (Foto: cedida)

Falta de pavimentação, ausência de saneamento, mato, iluminação precária, lixões improvisados e insegurança fazem parte do cotidiano dos moradores. Sentem-se abandonados pelo poder público municipal, com razão.

A questão da cerca, segrega-os mais ainda de direitos mínimos à convivência urbana civilizada.

O Blog fez alguns contatos inconclusivos sobre o caso. Vamos levantar mais dados.

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Categoria(s): Gerais
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segunda-feira - 03/04/2017 - 08:08h
Decisão

Aulas na rede pública são retomadas nesta segunda-feira

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RN (SINTE), Regional de Mossoró, decidiu em assembleia na última sexta-feira, 31, suspender o movimento grevista e decretar “estado de greve”.

Com essa definição as aulas retornam ao normal nesta segunda-feira, 03, em todas as escolas da rede estadual de ensino em Mossoró e região.

A categoria estava em greve desde o dia 16 de março seguindo a deliberação do congresso nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE.

Nota do Blog – Mais uma greve sem resultado prático e prejuízo regular para os estudantes.

Os prejudicados de sempre.

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segunda-feira - 03/04/2017 - 07:25h
Touros

Mais um banco é assaltado no Rio Grande do Norte

Do portal Noar

Bandidos assaltaram uma agência do Banco do Brasil, em Touros, na madrugada desta segunda-feira. A ação teve início por volta das 2 horas, e durou cerca de 60 minutos.

De acordo com as informações colhidas pela reportagem, muitos tiros e bombas foram disparados durante a ação criminosa. Grampos teriam sido jogados no asfalto.

Ainda não se sabe quanto foi levado da agência.

Mortes

Mossoró atingiu, no domingo (2), o total de 65 homicídios neste ano. Entre quarta-feira (29) e ontem, o total chegou a 12 mortos de forma violenta (à bala).

Outro preso

Por volta das 11h desse domingo, na rodovia CE- 356, próximo à entrada da Várzea Alegre, Russas-CE, guarnição da Polícia Militar prendeu o mossoroense José Alves Bezerra Neto, 41, conhecido por “Negão”. Ele é originário de Mossoró e já tem ficha policial.

Há suspeita de que ele integrava quadrilha que invadiu a cidade de Jaguaruana-CE no final de semana (veja AQUI e AQUI), quando sete homens foram mortos e outros fugiram e foram feridos.

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segunda-feira - 03/04/2017 - 06:35h
Promessa

Duplicação da BR-304 terá processo licitatório aberto

A diretoria colegiada do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) aprovou delegação de competência para a superintendência do DNIT no Rio Grande do Norte preparar, até julho, todo o processo licitatório referente a duplicação do trecho da BR-304 que liga a bifurcação do final da Reta Tabajara até o município de Santa Maria.

A boa notícia foi transmitida pelo órgão ao senador Garibaldi Filho (PMDB), que é autor de uma emenda ao Orçamento de 2017, aprovada pela Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado, no final do ano passado, destinando recursos para a duplicação.

O DNIT-RN também foi autorizado a, depois de julho, organizar toda a licitação da duplicação da BR-304 no trecho que liga os municípios de Santa Maria e Lajes.

Hoje (segunda-feira, 3), o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, estará no Rio Grande do Norte.

Ele visitará as obras da duplicação da Reta Tabajara e inaugurará o viaduto de Emaús, em Parnamirim.

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segunda-feira - 03/04/2017 - 06:06h
Caucézio Alves de Oliveira

Comandante de destacamento da PM morre em Fortaleza-CE

Caucézio teve processo infeccioso (Foto: Web)

Faleceu à tarde desse domingo (2) em Fortaleza-CE, o comandante do Destacamento da Polícia Militar de Tibau, subtenente Caucézio Alves de Oliveira, 45.

Vivenciou processo infeccioso de rápida expansão, não resistindo ao problema. Teve parada cardíaca irreversível.

Bacharel em Direito pela Universidade do Estado do RN, natural de Catolé do Rocha (PB), Caucézio foi atendido preliminarmente em Mossoró, mas teve que ser removido às pressas para Fortaleza.

Que descanse em paz.

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segunda-feira - 03/04/2017 - 05:40h
HRTM

Pronto-socorro Pediátrico deixa de funcionar a partir de hoje

Do portal Mossoró Hoje

O Pronto-Socorro Pediátrico do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, sofre suspensão de atividades a partir de hoje (segunda-feira, 3). A decisão dos médicos especialistas foi comunicada previamente.

O HRTM tinha seis pediatras. Mas três se aposentaram, uma pediu exoneração e outra está de licença, explica o diretor geral do hospital, Jarbas Mariano.

Segundo ele, só existem médicos para atendimento à clínica pediátrica. Caberia à Prefeitura de Mossoró cobrir os serviços de baixa e média complexidade, o que não faz, sobrecarregando o hospital.

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segunda-feira - 03/04/2017 - 05:10h
Estadual 2017

ABC segue vencendo; Potiguar e Baraúnas perdem

Dos Blogs do Edinaldo Moreno e F9

Quatro jogo e quatro vitórias. Esta é a campanha do ABC na Copa Rio Grande do Norte, equivalente ao segundo turno do Campeonato Estadual.

A vítima da vez foi o Assu. Na tarde deste domingo, 2, o alvinegro bateu o Camaleão do Vale por 2 a 1. Com isso, o clube natalense permanece com 100% de aproveitamento no segundo turno.

Time natalense segue sequência de vitórias no segundo turno (Foto: divulgação ABC)

Os gols dos donos da casa no Estádio Frasqueirão foram marcados por Gegê, logo aos dois minutos do primeiro tempo, e Caio Mancha, aos 31 minutos da etapa final. Fábio Faquinha ainda chegou a empatar o duelo aos 30 minutos do primeiro tempo.

Com a vitória, o ABC chegou a 12 pontos e continua na liderança da Copa RN. Já os assuenses permanecem na vice-liderança com nove pontos ganhos, um a mais do que Globo e Potiguar, terceiro e quarto colocados, respectivamente. Saiba mais detalhes AQUI.

Globo passa pelo Potiguar

Com um início amador, onde venceu os dois primeiros jogos no segundo turno do Campeonato Estadual, o Potiguar completou o terceiro jogo sem vitória na derrota deste domingo diante do Globo por 2 a 0. A partida foi disputada no estádio Barretão, em Ceará-Mirim, e válida pela quinta rodada da Copa Rio Grande do Norte.

Os gols da Águia de Ceará-Mirim foram marcados por Bismarck, Tiago Lima e Romarinho. O primeiro ocorreu aos 37 minutos do primeiro tempo. Já o segundo foi marcado aos 38 minutos da etapa complementar. O terceiro gol saiu nos acréscimos, aos 46 minutos. Saiba mais detalhes AQUI.

Baraúnas perde em casa

As pouquíssimas chances do Baraúnas de ainda chegar a final do segundo turno do Campeonato Estadual foram encerradas na tarde deste domingo ao ser derrotado por uma das piores equipes do certame nesta edição.

Atuando no estádio Nogueirão, o Leão do Oeste perdeu por 2 a 1 para o Santa Cruz. A partida foi válida pela quinta rodada da Copa Rio Grande do Norte e foi a primeira vitória do tricolor natalense na competição.

O tricolor natalense abriu o placar através do atacante Hudson, aos 37 minutos do primeiro tempo, escorando de peito, cruzamento da esquerda que o goleiro Érico não conseguiu interceptar. O empate do tricolor mossoroense veio com um minuto de jogo no segundo tempo, através do lateral esquerdo Deivinho, que pegou sobra de bola dentro da área e colocou na saída do goleiro William.

O gol da vitória do Santa saiu dos pés de Jean Natal, que acionado pelo atacante Hudson, chutou de dentro da área no canto esquerdo de Érico.

Saiba mais detalhes AQUI.

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domingo - 02/04/2017 - 23:58h

Pensando bem…

“O medo do perigo é mil vezes pior do que o perigo real.”

Daniel Defoe

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domingo - 02/04/2017 - 13:04h

“Cidade Junina” exige mudanças nas mãos de quem o criou

Por Carlos Duarte

O Mossoró Cidade Junina (MCJ), deste ano, começou a ser discutido pela prefeita Rosalba Ciarlini, no sábado (01/04). Na prática, a exiguidade de tempo, cerca de sessenta dias, é um fator altamente negativo para que se possa executar, com eficácia, um projeto dessa magnitude.

O que dá para ser feito nesse curto espaço de tempo são, apenas, os mesmos arranjos paliativos e gambiarras das edições anteriores – suscetíveis às críticas, desconfianças, denúncias e às fiscalizações exaustivas de sempre.

A prefeita tem a oportunidade de mudar o formato do evento, tornando-o maior e verdadeiramente autossustentável. Para isso, precisa elaborar um planejamento de caráter plurianual, que se estenda além de seu mandato, criando as condições necessárias e imprescindíveis para a captação de recursos, com objetivos predefinidos e integrados que contemplem cultura, entretenimento, turismo e economia, entre outros.

Um dos primeiros passos para atrair captações de recursos privados é o estabelecimento de normas que regulem e garantam segurança jurídica aos investimentos dos patrocinadores. É imperativo também que as licitações ocorram com antecedência suficiente capaz de garantir que os prazos recursais e de contratação não atrapalhem o cronograma de execução do evento.

Esse procedimento diminuirá os custos e poderá gerar maior transparência.

Para edição de 2017, o tempo que resta só vai dar para corrigir e ajustar alguns pontos polêmicos e negativos do evento. Mas, há um ponto que, sugerimos, não deverá ser negligenciado e nem poupado os seus recursos de execução: Trata-se do Plano Estratégico de Segurança Pública do evento.

Rosalba, que criou o MCJ, há vinte anos, tem agora a chance de repaginá-lo, inclusive expurgando-o do objetivo prioritário de promoção midiática de gestores, para torná-lo um evento cultural grandioso que insira Mossoró, definitivamente, na rota dos destinos turísticos de época, em âmbito nacional e internacional.

Isso fará do MCJ um projeto de viabilidade econômica, com fomento de sustentabilidade para o ano inteiro. Não, apenas, o incremento sazonal de subemprego da economia informal, como acontece atualmente.

SECOS & MOLHADOS

Milton – Pensamentos positivos e orações para o ex-reitor da Uern e empresário Milton Marques que passa por sérias complicações de saúde. Pessoa iluminada, competente e de bom coração. Deus está ao seu lado, Milton!

Segurança – Os números da violência, traduzidos pelos homicídios no RN, mostram a falta de eficácia do governo da Segurança contra o crime instalado. Na verdade, um verdadeiro fiasco que continua expondo o cidadão potiguar à própria sorte. Até o último dia 31 de março, foram 601 homicídios no estado do RN. Em Mossoró, 63.

TCU – A Operação Lava Jato continua revelando práticas do submundo do crime, que causam perplexidade e desesperança: quatro dos nove ministros titulares do Tribunal de Contas da União (TCU) são investigados ou citados em inquéritos que apuram praticas de corrupção. Lembrando que esses ministros são os responsáveis por analisarem e julgarem as contas dos administradores de recursos públicos federais.

Páscoa – Uma pesquisa nacional feita pela Fecomercio-RJ/Ipsos aponta um aumento de 2% no número de brasileiros que pretendem ir às compras de Páscoa. Um aumento tímido, mas que é visto como um sinal indicador de confiança do consumidor.

Rotativo – Entra em vigor, a partir da segunda-feira (03/04), a nova regra para o pagamento da fatura do cartão de crédito. Agora, o consumidor só poderá permanecer no crédito rotativo até o vencimento da fatura seguinte. Ou seja, o limite do crédito rotativo será de apenas 30 dias. Se atrasar, o valor será pago ou financiado por meio de linha de crédito parcelada, oferecida pela operadora do cartão. A expectativa é que melhorem as condições de pagamento do débito, com juros menores e prazos maiores.

Agricultura – A Central de Agricultura Familiar, inaugurada na última segunda-feira (27), para comercialização direta do pequeno agricultor, deverá diminuir o impacto do atravessador e aumentar a renda em até 40%. Bem que o governo Robinson Faria poderia trazer essa ideia para Mossoró, como forma de minimizar os percalços dos agricultores da região oeste. No RN a agricultura familiar concentra cerca 91,3 mil agricultores (considerando apenas os assistidos pela Emater). Em 2016, o setor movimentou R$ 136 milhões, apenas pela via do BNB. Os principais arranjos produtivos estão no polo Assu-Mossoró.

Desinvestimento – A Petrobras vai anunciar, daqui a duas semanas, os procedimentos de desinvestimentos da empresa. A meta é atingir U$ 21 bilhões no período 2017-2018. Entre os projetos, estão as sessões de direitos de um conjunto de campos terrestres, nos quais estão inclusos a produção da estatal no Rio Grande do Norte (maior produtor do Brasil). De acordo com o projeto original de desinvestimento, a Petrobras previa que os ativos colocados à venda no RN representariam cerca de 23% de toda a produção em terra no estado. Equivalente a aproximadamente 15.000 por dia.

Retração – De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE, o comercio do Rio Grande do Norte entrou pelo 19º mês consecutivo em retração de vendas. A queda, em janeiro, foi de 8,8%. São sinais preocupantes da economia do RN. Os principais fatores são: aumento do desemprego e diminuição de renda.

Corte – A frustração de receitas foi o principal motivo que levou o governo do RN a proceder o corte de R$ 43,1 milhões na execução orçamentária do Estado, no primeiro bimestre deste ano.

Previdência – O presidente Michel Temer fechou questão e diz que a idade mínima de 65 anos para aposentadoria é fundamental e que não negocia esse ponto na reforma previdenciária proposta pelo seu governo. Na proposta de reforma enviada ao Congresso, o tempo mínimo de contribuição é de 25 anos.

Veja coluna anterior clicando AQUI.

Carlos Duarte é consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

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domingo - 02/04/2017 - 09:51h

A indivisibilidade da chapa Dilma-Temer e novas eleições

Por Odemirton Firmino de Oliveira Filho

É grande a expectativa sobre o início do julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral(AIJE) em face da ex-presidente Dilma (PT) e do presidente Michel Temer (PMDB) que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Brasil espera ansioso os desdobramentos desse julgamento, uma vez que podemos ter novas eleições presidenciais.

Cumpre esclarecer que o art. 81 da Constituição Federal prevê a possibilidade novas eleições da seguinte forma: se a vacância dos cargos de Presidente e Vice-Presidente da República se der nos dois primeiros anos do mandato, a eleição seria direta, isto é, através do voto popular.

Temer e Dilma: juntos e misturados

Por outro lado, se a vacância ocorrer nos dois últimos anos do mandato, o que é acontece no momento, a eleição seria indireta, ou seja, o Congresso Nacional elegeria, em 30(trinta) dias, o novo Presidente.

O objeto da referida ação, em linhas gerais, centra-se na arrecadação e prestação de contas da campanha de 2014. Segundo a defesa da ex-presidente, a prestação das contas teria sido realizada pelo Comitê Central. Noutra ponta, as alegações da defesa do Presidente Temer sustenta que as prestações de contas seriam independentes e que não teria usado recursos financeiros arrecadados pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Passando ao largo da discussão do mérito da Ação, discute-se neste artigo se, advindo a cassação da Chapa DILMA/TEMER, haverá a cassação do mandato do Presidente Temer, porquanto a ex-presidente já foi afastada do mandato pelo processo de Impeachment.

O Código Eleitoral, no art. 91, diz: “O registro de candidatos a Presidente e Vice-Presidente, Governador e Vice-Governador, ou Prefeito e Vice-Prefeito, far-se-á sempre em chapa única e indivisível, ainda que resulte a indicação de aliança de partidos”.

É o que no Direito Eleitoral chama-se de indivisibilidade ou unicidade da chapa. Deste modo quando o registro de candidatura é feito para concorrer às eleições se faz de forma una, indivisível, o titular ao cargo majoritário, Presidente, Governador e prefeito e seus respectivos vices.

O Tribunal Superior Eleitoral(TSE) tem entendimento pacificado no sentido de que havendo a cassação do mandato do titular, o respectivo vice também tem o seu mandato cassado.

Nestes termos, assim se manifestou a ministra Luciana Lóssio no julgamento do processo n AC – 45364:

“Na linha da remansosa jurisprudência bem como da mais abalizada doutrina, a cassação do mandato de vice-prefeito decorre de consequência lógico-jurídica da indivisibilidade da chapa majoritária”.

No mesmo sentido são as palavras do  Min. Ayres Britto, “ocorre que essa majoritariedade, essa chapa majoritária se caracteriza por uma unidade monolítica: não há como separar o presidente do vice se o vício que se imputa ao titular decorreu do processo eleitoral. Ou seja, o titular chegou ao poder – não estou antecipando o voto quanto ao mérito – viciadamente; isso contamina a subida conjunta ao poder do vice-presidente. Ou seja, o acessório segue a sorte do principal”.

Se, ao contrário, o Tribunal Superior Eleitoral acatar o pedido de defesa de Michel Temer a chapa será fracionada, fatiada, tornando somente a ex-presidente Dilma inelegível.

Mantendo o Tribunal sua linha jurisprudencial, caso procedente o pedido da AIJE, deve ser cassada a chapa totalmente, afastando do Poder o Presidente Michel Temer por arrastamento.

Nesse caso as eleições seriam diretas ou indiretas?

Seguindo-se a literalidade do que diz a Constituição da República as eleições seriam indiretas, pois estamos nos dois últimos anos do atual mandato presidencial, a ser feita, pelo Congresso Nacional, no prazo de 30(trinta) dias, assumindo, neste espaço de tempo, o Presidente da Câmara dos Deputados.

Ocorre que há entendimento que o art.81 da Carta Maior refere-se à eleição oriunda de crime de responsabilidade, não sendo aplicável ao caso concreto, uma vez que a ação que tramita no TSE é fruto do processo eleitoral de 2014.

Do exposto, percebe-se que tudo pode acontecer, pois a insegurança jurídica tem sido marca registrada nos últimos tempos nesta República.

Odemirton Firmino de Oliveira Filho – Professor de Direito e oficial de Justiça.

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domingo - 02/04/2017 - 08:02h

O catador no monturo de esterco

Por François Silvestre

Uma obra que põe na boca de um adolescente imaginário inúmeras diatribes, injúrias e gozações, sobre tudo e quase nada, foi denominada por seu autor “O apanhador no campo de centeio”.

Não há campo, nem centeio, nem apanhador. J. D. Salinger não era mais adolescente, quando voltou à adolescência para escarrar na cara da hipocrisia. E como tal não precisou do campo posto no título. Nem do centeio, nem do apanhador.

Tudo no estuário exclusivo da reflexão. Numa fonte de jorrar imagens, aparentemente sem nexo. O mundo e suas paisagens, tendo o homem no centro delas, na visão pura e crítica de um jovem sem qualquer compromisso ou filiações.

A alienação intuitiva, desalienando para iluminar. Ou apagar luminosidades opacas.

Foi um tempo ingênuo, em que o autor cuspiu no prato da bonança. Imagine se fosse hoje. A ingenuidade cedeu lugar à pilantragem. A Inteligência foi vencida pela esperteza.

A depressão ocupou o espaço da melancolia. E a saudade foi desancada pela nostalgia. Tempos de burrice humana, com o pensamento substituído pela programação.

Basta programar no computador e não perder tempo no pensar. E se o computador não souber descobrir as veredas do existencial ou explicar a trilha, tropeça-se na ignorância.

Pra que pesquisar se tudo está devidamente inexplicável? Ou pensar, se o pensamento custa o gasto do tempo à desnecessidade de refletir? Aposenta-se a mente, aprisiona-se a razão e entrega-se a chave do cárcere à primeira mentira que passar.

A estupidez semeia no meio do monturo. E a colheita do esterco oferece-se ante a luminosidade do eletrônico. A rima com histriônico não será mera coincidência.

Teria dito, mais ou menos assim, o personagem adolescente de Salinger: “Até achei bom o invento da bomba atômica. Se houver outra guerra, juro por Deus que sentarei o rabo sobre a bomba… e tudo”.

O adolescente de hoje, imitaria: “foi bom terem inventado essas bombas, vou amarrá-las em torno de mim e explodir pessoas… e nada”.

O personagem de Salinger: “As pessoas estão sempre batendo palmas para o erro… e tudo”. O de hoje: “Preciso errar muito para ser aplaudido… e nada”.

O personagem de Salinger: “Fico imaginado um bando de crianças brincando num campo de centeio, só eu de adulto, para salvá-los do abismo… Apanhando cada um que vai cair, pois sou apenas um apanhador no campo de centeio… e tudo”.

O personagem de hoje: “Se eu soubesse imaginar, o que é imaginar? Pensaria num bando de garotos e garotas no esterco de um monturo, com todos caindo no lambuzar-se do excremento… Eu ficaria onde estava ou me lambuzaria junto, rindo deles e de mim, jogando mais esterco na cara deles… e tudo”.

“Sou o maior mentiroso do mundo”. Diz o de Salinger.  O de hoje: “Eu não minto. Sou burro assim mesmo”.

Té mais.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.

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  • Art&C - PMM - Iluminação - Outubro de 2026
domingo - 02/04/2017 - 07:48h

Tobias or not Tobias: eis a questão

Por Paulo Linhares

Tobias Barreto não deixa de ser, mais de um século de sua morte, o mais singular dos pensadores brasileiros. Sergipano de nascimento, transmudou-se para o Recife no terceiro quartel do século XIX, de princípio como aluno e depois na condição de lente da então aristocrática e não menos bolorenta Faculdade de Direito do Recife, para se tornar em importante vetor do debate filosófico das doutrinas europeias então em voga, sobretudo, o confronto das diversas feições do pensamento evolucionista em face do positivismo comtiano e suas variações.

Efetivamente, Tobias foi o primeiro brasileiro a merecer o título de filósofo, além de se tornar o expoente máximo dos debates da academia que o acolheu e que, no futuro, seria chamada de “Casa de Tobias”. Perambulou por diversas doutrinas filosóficas europeias para, finalmente, se fixar numa visão filosoficamente monista muita própria, embora com sólida base no pensamento de Kant.

A partir desse patamar, seria o mais ácido crítico do positivismo que, aliás, serviu de base à configuração do Estado brasileiro após a proclamação da República, algo que não chegou a presenciar, eis que falecera precocemente aos 50, anos, em 1889.

Autodidata no estudo do alemão, Tobias redigiu e publicou neste idioma o jornal Deutscher Kaempfer (O lutador alemão), Brasilien wie est ist (1876) e Ein Brief na diedeutsche Presse (1878), ademais de ter sido um incansável polemista, inclusive no campo do discurso poético, pois,  sem dúvida fora  o contraponto do igualmente “condoreiro” Antônio de Castro Alves que, por breve e luminoso tempo, se abrigara na Faculdade de Direito do Recife.

O polêmico Tobias Barreto literalmente ‘escapou’ do positivismo muito cedo quando passou a propagar as teses do evolucionismo e, finalmente, assumiu uma postura monista de fortes raízes kantianas, o que nem de longe impediu a hegemonia dos positivistas, em especial quando a elite brasileira resolveu implantar um Estado liberal, republicano, para substituir a extenuada monarquia brasileira.

Um gênio desconcertante esse ‘cabeça-chata’ sergipano cuja lembrança, longe de quaisquer comparações, remete-nos à atuação do jurista brasileiro contemporâneo, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, ele também divulgador, no Brasil, das doutrinas constitucionais alemãs, mormente, as orientações jurisprudenciais da Corte de Karlsruhe. Com efeito, Mendes é herdeiro de uma longa tradição de juristas germanófilos, em sua grande maioria de credo positivista (Rui Barbosa, Pontes de Miranda, Clóvis Beviláqua, Nelson Hungria, José Carlos Moreira Alves etc.), sendo um dos mais renomados constitucionalistas brasileiros contemporâneos, embora mereça restrições de cunho politico-ideológico por parte do público esquerdista ou assemelhado, na imprensa e na academia, tudo por enxergá-lo como um avatar do PSDB, “líder da bancada do PSDB no STF” etc.

A conjuntura institucional e política brasileira, na atual quadra da História, mostra um grau critico de esgotamento do modelo de Estado introduzido pela Constituição de 1988, sobretudo, em razão das mirabolantes ‘promessas’ que o seu texto alberga (“… educação é direito de todos e dever do Estado”) e nesse mesmo diapasão a saúde da população, a segurança, o meio-ambiente, blá, blá, blá) e que a estrutura econômica não pôde realizar.

Outro desarranjo político  monumental foi a revelação de um típico segredo de  Polichinelo: as relações espúrias entre políticos e empresários na sustentação dos governos, tendo como pano de fundo um emaranhado de esquemas corruptos presentes em todos os níveis da Administração Pública brasileira.

Há décadas que se sabe do poder que têm as grandes empreiteiras de obras públicas no Brasil e os detentores do capital financeiro. Com o início de um ciclo que começou com o ruidoso processo judicial conhecido como “Mensalão” (Ação Penal 470), no STF, e sequenciado pelos tantos processos da “Operação Lava Jato”, foram desnudados vários esquemas de corrupção que envolvem grandes empresários e políticos da maioria dos partidos políticos brasileiros.

Todos têm, literalmente, muita “culpa no cartório”.

Essas revelações – feitas no contexto de delações premiadas – foram crescendo em proporções geométricas e transformaram esses processos num grande pântano político-institucional que vem engolindo inteiros alguns segmentos vitais da economia brasileira, como é o caso das grandes empreiteiras de construção civil, as do setor petrolífero e, mais recentemente, os grandes holdings de agronegócio voltado à produção de carnes.

O último desse setores de grande performance econômica, no Brasil, ainda não atingido, é o produção/exportação de soja. É previsível que a próxima ‘operação’ a ser deflagrada na República de Curitiba seja chamada apenas “Tofu com shoyu”… Esta postura, ressalte-se, não traduz mera visão conspiratória do mundo, nem tampouco algo de nacionalismo extremado ou exacerbadamente ‘patrioteiro’, mesmo porque até que nos parece razoável, a depender da circunstância, a conhecida assertiva de Samuel Johnson, pensador inglês do século XVIII, para quem “o patriotismo é o último refúgio do canalha“…

Embora esses processos passem uma ideia de empoderamento do Poder Judiciário e de seu partner, o Ministério Público, no contexto do mais que imprescindível combate à corrupção, os efeitos colaterais começam a se mostrar bem mais danosos, em especial com a destruição de empresas brasileiras importantes e perdas em setores estratégicos no mercado global.

A reação aos excessos da “Lava Jato” começam a surgir, também, onde não era de se esperar: no seio do próprio Poder Judiciário, sobretudo, com algumas críticas de ministros do Supremo Tribunal Federal – o saudoso ministro Teori Zavascki fez dura repreensão ao juiz Sérgio Moro pela divulgação ilícita de interceptação telefônica da então presidenta da República – capitaneadas pelo ministro Gilmar Mendes que fez duras críticas à atuação da Procuradoria Geral da República no vazamento de dados das investigações:

“Não haverá justiça com procedimentos à margem da lei. As investigações devem ter por objetivo produzir provas, não entreter a opinião pública ou demonstrar autoridade. Quem quiser cavalgar escândalo porque está investido do poder de investigação está abusando do seu poder e isso precisa ser dito em bom tom“, advertiu Mendes.

Em entrevista ao Globo, edição de 21/03/2017, completou afirmando que “isso tem um propósito destrutivo, como acabam de fazer com o ministro da Justiça, ao dizer que ele deu um telefonema para uma autoridade envolvida nesses escândalos. É uma forma de chantagem implícita, ou explícita. É uma desmoralização da autoridade pública (…) Com violações perpetradas na sede da PGR, como esta que está aqui documentada, quem vai segurar o guarda da esquina?“, finalizou.

O atual presidente do TSE trouxe à baila a famosa frase de Pedro Aleixo, vice-presidente da República do governo Costa e Silva, o único presente à reunião que decidiu pela adoção do AI-5 que discordou:

“Não tenho nenhum receio em relação ao presidente, eu tenho medo do guarda da esquina”.

O Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reagiu asperamente contra as declarações de Gilmar Mendes, dizendo cobras e lagartos dele.

O clima é de guerra e as nuvens de Brasília se tornam mais carregadas com o julgamento, no TSE, presidido por Gilmar Mendes, da ação em que o PSDB tenta cassar a chapa Dilma-Temer, em que se tem como perspectiva uma decisão que poderá impactar muito a cena política brasileira e que inevitavelmente fará uma previsível vítima: Dilma Rousseff será condenada sozinha e ficará inelegível por oito anos. Simples assim, com toda falta de escrúpulos do mundo.

Por isto, não se pode duvidar que os ministros do TSE sejam mais perigosos que o guarda rua esquina. Contudo, resta saber como Gilmar Mendes se posicionará.

Se acatar a proposta dos tucanos, que livra Temer da cassação e igualmente tem a chancela do Ministério Público Eleitoral, haverá um monumental chute-em-cachorro-morto, ou aquele bizarro jogo de espelhos e absurdas mitificações apenas para salvar aparências, coisa muito ao gosto desta  República de Banana que não é nem deixa de ser. Eis a questão.

Paulo Linhares é professor e advogado

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domingo - 02/04/2017 - 07:30h
Reunião

Prefeitura começa a organizar “Mossoró Cidade Junina”

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) reuniu secretários municipais, neste sábado, 01, para discutir o “Mossoró Cidade Junina.” Foram discutidas novas ideias e dados encaminhamentos para a festa que terá este ano um caráter mais cultural.

Reunião ocorreu nesse sábado (Foto: Luciano Lellys)

No encontro que contou com a participação do vereador Francisco Carlos ficou decidido que a programação será aberta dia 10 de junho com o Pingo da Mei Dia. O projeto começará a ser montado na próxima semana.

A PMM convidará artistas e barraqueiros para tratar da formatação do espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró, dos festejos na Estação das Artes Elizeu Ventania e em toda área do evento.

Iniciativa Privada

As atrações de shows serão contratadas dentro da realidade econômica do município e dependendo da captação de recursos, através de parcerias, com a valorização dos talentos locais. A PMM buscará colaboração na iniciativa privada e em órgãos governamentais e já conseguiu recursos da ordem de R$ 500 mil no Ministério do Turismo.

“Mesmo com todas as dificuldades faremos uma grande festa com criatividade e cooperação de parceiros”, adiantou a prefeita Rosalba Ciarlini.

Nota do Blog – O Cidade Junina é importante fomentador da economia local, potencializando o meio circulante. Mas precisa deixar de ser um artefato prioritariamente de propaganda personalista dos governantes que ganham assento no Palácio da Resistência, para representar a expressão cultural de um povo.

Não confundamos política de eventos com política cultural.

É importante ainda que a PMM cumpra papel à parte e não de protagonista, atraindo apoio da iniciativa privada para um evento cíclico organizado e sério, que está consolidado como marca. Mas ele está longe de ter o fôlego e respeitabilidade como os realizado por Caruaru-PE e Campina Grande-PB, por exemplo. Exemplo do ano passado diz tudo, quando faltando poucos dias para começar, prefeitura ainda catava meios para realizá-lo.

Com informações da Prefeitura Municipal de Mossoró.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 02/04/2017 - 06:56h
Oswaldo Montegro

Letra e Música – 213

A poesia de Oswaldo Montenegro está muito presente em “Eu quero ser feliz agora”.

Aproveite esse clip. Sua letra é instigante. Leva-nos à reflexão.

Eu quero ser feliz agora

Se alguém disser pra você não cantar
Deixar teu sonho ali pr’uma outra hora
Que a segurança exige medo
Que quem tem medo Deus adora

Se alguém disser pra você não dançar
Que nessa festa você tá de fora
Que você volte pro rebanho.
Não acredite, grite, sem demora…

Eu quero ser feliz Agora (2x)

Se alguém vier com papo perigoso de dizer que é preciso paciência pra viver.
Que andando ali quieto
Comportado, limitado
Só coitado, você não vai se perder
Que manso imitando uma boiada, você vai boca fechada pro curral sem merecer
Que Deus só manda ajuda a quem se ferra, e quando o guarda-chuva emperra certamente vai chover.
Se joga na primeira ousadia, que tá pra nascer o dia do futuro que te adora.
E bota o microfone na lapela, olha pra vida e diz pra ela…

Eu quero ser feliz agora (2x)

Se alguém disser pra você não cantar
Deixar teu sonho ali pr’uma outra hora
Que a segurança exige medo
E que quem tem medo deus adora

Se alguém disser pra você não dançar
E que nessa festa você tá de fora
Que volte pro rebanho.

Não acredite, grite, sem demora…

Eu quero ser feliz Agora (3x).

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domingo - 02/04/2017 - 04:22h

Quando tudo vale, nada vale; quando nada vale, tudo vale

Por Honório de Medeiros

O combate meritocracia é a ponta-de-lança da defesa do relativismo moral. O relativismo moral apregoa que os valores são relativos, ou seja, o que é certo para mim, pode não ser certo para você; o que é justo para você, pode não o ser para mim, e não há nada, absolutamente nada, nesse sentido, que a ciência possa dizer quanto a essa questão, e que possa erradicar nossas dúvidas.

Tirando a ciência, que descreve o que algo é, e quando o faz, revela algo que você somente não aceita se não tiver juízo, tal como a lei da gravidade, ou a lei da entropia, sobra a religião, o senso comum, e por aí vai, mas quanto a isso cada um tem a sua, e acredita no que lhe der na telha, portanto a conclusão possível, segundo esses parâmetros, é que a moral seria relativa, e se assim o é, não existiriam valores absolutos aos quais devêssemos reverências definitivas.

Se não há valores absolutos então não podemos falar em mérito, pois este pressupõe que sejamos capazes de avaliar os outros e reconhecer, neles, qualidades que mereçam respeito, elogio, e, claro, confiança para lhes entregar responsabilidades que não estão ao alcance dos que não foram avaliados com o mesmo reconhecimento. Se não é possível estabelecer critérios para reconhecer o mérito, então todos estamos no mesmo barco, ninguém pode avaliar quem quer que seja, e, dessa forma, a conclusão óbvia é que desapareceria a civilização como a conhecemos, e é bem possível que então somente sobrassem escombros, ruínas, o caos, enfim.

Voltemos ao ponto-de-partida.

É válida a hipótese do relativismo moral, de que todos os valores são relativos? Se acreditarmos  que os valores estão por aí, no espaço e no tempo, se acreditarmos que o certo, o errado, o bem, o mal, o justo, e o injusto existem por si mesmos, como entidades fora-de-nós, bastando que os encontremos onde estiverem e as colhamos, qual frutas maduras, e os utilizemos, então, sinto dizer, isso não tem o menor fundamento.

É essa vertente filosófica, derivada de Platão, melhor dizendo, de sua Teoria das Formas e das Ideias, que os relativistas morais criticam e com razão, embora de forma oblíqua e a grande maioria da  vezes sem conhecerem seu fundamento, seus pressupostos teóricos.

Mas os valores não são entidades, fenômenos físicos aguardando algum iluminado que as descreva e os coloque a serviço da humanidade. Não são objetos da matemática, física, química ou biologia. Não são, em si mesmos, objetos da ciência. É por isso, e não por outra razão, que Jesus calou quando Pilatos lhe perguntou: “o que é a verdade?”.

Pilatos lhe fez uma pergunta de natureza ontológica. Provavelmente era um cético, quanto à moral, e somente acreditava no Poder pelo Poder. Se sua pergunta dissesse respeito à fé, Jesus teria lhe respondido: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, e o seu silêncio não perturbaria tanto os filósofos através do tempo.

Entretanto se compreendermos que os valores são construções do homem ao longo do seu processo civilizatório, são estratagemas adaptativos, estratégias de sobrevivência, então a questão muda completamente de perspectiva. E a ciência nos dá razão porque, aqui, vamos estudar não o valor em si mesmo, mas os comportamentos que os criaram, sua finalidade, sua natureza.

É o mundo da Sociologia.

É científico conceber que em algum momento da história o Homem, a nossa espécie, teve um “insight” que lhe permitiu dar um passo à frente no processo evolutivo: descobriu a cooperação. Percebeu, ele, que podia até mesmo enfrentar seus predadores naturais, e os vencer, caso cooperassem entre si. Percebeu, ele, trocando em miúdos, que a união faz a força. Naquele momento nasceu o que hoje chamamos de pacto social.

O pacto social, para existir, constrói e impõe direitos e deveres, e, em decorrência, valores, para que o grupo social, a Sociedade, possa avançar. Ele foi um “meme”, uma invenção do processo evolutivo. Ou seja, foi uma construção humana, uma elaboração social, claro que sempre dependente de sua circunstância histórica.

Muito embora possamos rastrear a ideia de pacto social até Protágoras de Abdera bastando, para tanto, ler o diálogo platônico homônimo, é de se considerar que sua melhor descrição, de forma alegórica, está em “Leviatã”, de Hobbes.

Homo homini lupus, escreveu Thomas Hobbes, o primeiro dos grandes contratualistas. O homem é o lobo do homem, Frase de Plauto, em “Asinaria”, textualmente Lupus est homo homini non homo, que expõe a causa-síntese, a constatação que impele o Homem a optar pelo pacto social: em o assegurando, a sociedade regula o indivíduo, o coletivo se impõe sobre o particular, e fica, assim, assegurada a sobrevivência da espécie.

Caso não aconteça o pacto social, bellum omnium contra omnes, guerra de todos contra todos até a auto-aniquilação no Estado de Natureza, é o que ocorreria se imperasse a liberdade absoluta com a qual nasciam os homens, diz-nos, ainda, Hobbes, no final do Século XVI, início do Século XVII – recuperando a noção de contrato social exposta claramente por Protágoras de Abdera, a se crer em Platão.

Essa noção, de pacto ou contrato social, até onde sabemos, foi pela primeira vez exposta por Licofronte, discípulo de Górgias, como podemos ler na “Política”, de Aristóteles (cap. III):

De outro modo, a sociedade-Estado torna-se mera aliança, diferindo apenas na localização, e na extensão, da aliança no sentido habitual; e sob tais condições a Lei se torna um simples contrato ou, como Licofronte, o Sofista, colocou, “uma garantia mútua de direitos”, incapaz de tornar os cidadãos virtuosos e justos, algo que o Estado deve fazer.

E muito embora um estudioso outsider do legado grego tal qual I. F. Stone defenda que a primeira aparição da teoria do contrato social está na conversa imaginária de Sócrates com as Leis de Atenas relatada no “Críton”, de Platão, há quase um consenso acadêmico quanto à hipótese Licofronte estar correta. É o que se depreende da leitura de “Os Sofistas”, de W. K. C. Guthrie, ou da caudalosa obra de Ernest Barker.

Tudo isso significa que o  conteúdo dos direitos e deveres pode variar no tempo e espaço, mas a noção da “fôrma”, do “ambiente” que os contém, não. Ou seja, a ideia de pacto social é onipresente, mas seu conteúdo muda ao sabor das circunstâncias históricas.

É por essa razão que certas condutas anteriores ao tempo atual eram consideradas erradas, e hoje já  não o são, mas a regulação, as normas morais, o ambiente que as contém, não. Sempre existiram normas que regulassem a conduta humana. Repetindo: mudou o conteúdo, mas não mudou a forma.

Ainda: o que é certo e errado pode mudar no tempo e no espaço, mas a compreensão de que deve existir um conjunto de regras que mesmo de forma difusa diga o que é certo e errado, em cada época, isso aí não, por uma razão muito simples, tão bem apontada por Hobbes, qual seja a de que sem ele (o conjunto de regras) a civilização deixa de existir.

Quando não temos um “norte” moral, tudo vale, e se tudo vale, nada vale.

Então, embora seja relativo o conteúdo da norma moral, a necessidade da existência de normas morais é absoluta,  um fenômeno sociológico, pelo menos no que diz respeito à realidade social conforme conhecemos, e não há como conceber outra.

É preciso que entendamos que a construção do conteúdo da norma moral é sempre resultante do entrechoque de ideias, interesses, crenças, etc., daqueles que integram a Sociedade. Mas ao contrário do que se supõe, o conflito social, a interação social é fundamental para a elaboração da “Constituição” moral á qual nos apegamos para sobrevivermos em Sociedade.

Por fim, o discurso do relativismo moral é sabidamente ilógico. Argumentar contra os valores também é uma postura moral. Não há alternativa à existência dos valores morais.

O que há é a possibilidade de aperfeiçoamento desse instrumento social, das normas morais. É isso que estamos tentando fazer desde aquele remoto momento no qual o Homem se deu conta de que a cooperação permite sua sobrevivência.

No final das contas, ninguém foge da moral, seja contra ou a seu favor. Quem a critica, duvidando de seu papel social, questionando sua eficácia, quer apenas mudar as regras do jogo para se beneficiar, ou favorecer aquilo que defende. Nada mais.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

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