Por Marcello Benevolo
Gostaria de dizer, logo de início e com a mais absoluta franqueza, que de futebol eu não entendo absolutamente nada. Sou daquele tipo que ainda precisa pensar duas vezes para entender a regra do impedimento. Mas, anotem aí o que estou dizendo: este ano, o hexa vem!
E eu não digo isso baseado em táticas de jogo, esquemas com falsos noves ou marcação sob pressão. Digo isso amparado em forças muito maiores.
Primeiro, porque eu tenho fé. E se o próprio papa Francisco já afirmou com todas as letras que “Deus é brasileiro”, quem sou eu, um mero mortal, para duvidar de Sua Santidade? Se o chefe lá de cima está do nosso lado, metade do caminho já está andado. Segundo, porque carrego aquele lema no meu DNA: sou brasileiro e não desisto nunca!
Mas o terceiro motivo é para os mais céticos. Eu acredito nos números, nas estrelas e nas coincidências cósmicas que regem o universo da bola. Vamos fazer as contas?
Quando o Brasil conquistou o tetra na Copa do Mundo de 1994, fazia exatos 24 anos da nossa última conquista, o lendário esquadrão de 1970. Pois bem. Sabe quantos anos faz que o Brasil não ganha um mundial? Isso mesmo, acertou quem gritou “24 anos” no fundo da sala! A última vez que a seleção levantou a taça foi na conquista do penta, em 2002. A matemática é exata e não costuma mentir.
E se você acha que as coincidências param por aí, espere até olhar para o mapa múndi. O Brasil foi tricampeão do mundo na Copa de 1970, realizada onde? No México. O tetracampeonato veio no campeonato realizado nos Estados Unidos, em 1994.
Agora, valendo um milhão de reais (na conta do editor), adivinhe onde será realizada a edição 2026? O jogo de abertura será no histórico Estádio Azteca, no México! E a grande final será disputada em solo norte-americano! É a geografia conspirando a favor da amarelinha.
Há, ainda, o fator drama, que nunca pode faltar na nossa história. A seleção brasileira de 1994 chegou àquele mundial completamente desacreditada. Estávamos todos traumatizados com aquela lambança na Copa de 1990, na Alemanha, quando a equipe canarinho fez as malas mais cedo ao ser eliminada ainda nas oitavas de final. Mas o time comandado por Parreira deu a volta por cima, calou os críticos, quebrou o amargo jejum de duas décadas e meia e levantou a taça, bordando mais uma estrela no peito.
Hoje, o roteiro é um espelho. O atual time, comandado pelo italiano Carlos Ancelotti, também chega para a disputa deste mundial sem muito crédito (para não dizer nenhum) por parte da sua torcida. O clima de desconfiança é o mesmo de quase três décadas atrás.
O cenário está montado. Os astros estão alinhados. Os números batem. A geografia concorda. Agora, para eu ter 100% de certeza de que o hexa já é nosso, só falta um minúsculo detalhe: os jogadores da seleção precisam entrar em campo nos jogos desta Copa de mãos dadas, exatamente como fez o time comandado pelo capitão Dunga lá em 1994.
Se isso acontecer logo na estreia… ah, meus amigos, podem preparar a festa. O hexa vem, e não tem quem tire!
Alô, CBF: fica a dica!
Marcello Benevolo é advogado e jornalista.
























Faça um Comentário