A Gerência de Comunicação da Prefeitura de Mossoró (GECOM) distribui release (notÃcia oficial) com a imprensa, que é digna de ser guardada num mural público. Uma aula de idiotia polÃtica.
É ainda um documento que atesta o nÃvel de cinismo, desfaçatez e arrogância do governo municipal, além de estupidez polÃtica. A patota não é do ramo.
Com o tÃtulo "Fafá Rosado eleva tom de discurso e diz que Prefeitura não pode fazer tudo sozinha", a matéria mostra trechos de discurso da prefeita Fátima Rosado (DEM), em que ela se queixa da falta de parceria com Estado e Governo Federal e reclama de notÃcias desagradáveis à sua suposta gestão.
A oratória foi na sexta (9), na inauguração da Escola Doutor José Gonçalves.
Em determinado parágrafo, há uma oração que chega a lembrar desabafo de comadre, nunca de quem deveria atuar como agente pública:
– Quem se preocupa com a vida alheia, não tem tempo de trabalhar em defesa dos interesses da cidade (sic).
Parece brincadeira de mau gosto, mas não é. Atoleimada, a prefeita chega a imaginar que as censuras ao governo – que escassos setores da imprensa apresentam – são conteúdo de "vida alheia."
A oração acima reflete não a soberba de Fátima, mas de quem a orienta. Qualquer pessoa medianamente bem-informada sabe que a prefeita não tem bússola. Talvez não saiba sequer a marca do laquê com o qual pulveriza os próprios cabelos.
A assessoria da prefeita, sob regência do secretário da Cidadania, Chico Carlos (PV), e seu irmão – agitador cultural e chefe de Gabinete Gustavo Rosado (PV), acha que não pode existir qualquer tipo de questionamento ao governo. A partir desse raciocÃnio, eles a levam a decorar esse tipo de afirmação estapafúrdia.
Porém o pior aconteceu mais adiante. “Não temos o apoio dos governos estadual e federal”, teria dito a prefeita, atesta a Gecom.
A declaração da prefeita é uma tentativa torpe de enganar mais uma vez a sociedade, transferindo culpa de uma gestão moralmente insalubre e incompetente para Estado e União.
Adiante escrevo como Fátima Rosado não está em condições de cobrar nada de Estado e Governo Federal. Sobra apoio. O que falta é capacidade gerencial e boa fé.

























