quinta-feira - 28/05/2026 - 09:32h
Pra lá e pra cá...

Ezequiel repete movimento para ter lado, mas o PSDB assombra

Ezequiel repete movimento, mas num cenário diferente do passado (Arte ilustrativa exclusiva com recurso de IA para o BCS)

Ezequiel foi para lá e para cá também em 2018 e 2022, com sucesso absoluto dos seus planos (Arte ilustrativa exclusiva com recurso de IA para o BCS)

Vi, ouvi e li várias notícias, análises, especulações, opiniões e manifestações de vontade quanto ao palanque em que ficará o presidente da Assembleia Legislativa do RN (ALRN), Ezequiel Ferreira (PSDB), na disputa governista estadual.

Mas, pelo visto, todos têm esquecido de um detalhe crucial: o PSDB é comandado pelo parlamentar no estado, mas o senador Styvenson Valentim (Podemos) abriu mão da sua presidência para ter Ezequiel Ferreira e grupo na oposição ao petismo.

Há poucos meses, o deputado estava com o Republicanos à sua disposição e preparava saída do PSDB. Prometia nominatas fortes à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados, mas fracassou de forma retumbante. Nem uma coisa nem outra.

O Republicanos acabou no acervo de aliança do pré-candidato a governador Allyson Bezerra (UB) e Ezequielzinho manteve-se no PSDB, devedor de um gesto elevado de Styvenson Valentim, que estava na sigla. Do outro lado, a governadora Fátima Bezerra (PT) de imediato tentou tirar proveito e lhe assegurou legenda própria, tendo o PSB como uma das opções.

Ezequiel Ferreira preferiu ficar no ‘tucanato’ potiguar, por aquiescência de Styvenson Valentim, repito. Se era para decidir pró-Fátima Bezerra e seu pré-candidato a governador, Cadu Xavier (PT), por que não o fez logo?

O senador, que tem o ex-prefeito natalense Álvaro Dias (PL) concorrendo ao Governo do RN, vai aceitar serenamente que o PSDB reforce um adversário? Gratidão vai virar pó?

Só para avivar a memória de tanta gente esquecida, digamos, vamos recordar: em 2022, Ezequiel Ferreira participou diretamente da costura da chapa majoritária ao Governo do Estado, na oposição, que levou o ex-vice-governador Fábio Dantas (Solidariedade) e o ex-prefeito assuense Ivan Júnior (UB) à disputa. Porém, seguiu com Fátima Bezerra.

Jornal em fevereiro de 2018 anunciava um 'capital' que Fábio levou a sério (Print: reprodução)

Jornal em fevereiro de 2018 anunciava um ‘capital’ que Fábio levou a sério (Print: reprodução/Arquivo)

Em 2018, o próprio Fábio Dantas (no PSB), que era vice-governador ‘dissidente’, recebeu de Ezequiel Ferreira a garantia de ganhar 89 prefeitos (pasme!) como reforço à candidatura ao governo (veja AQUI). Dantas atrofiou velozmente e não disputou nada. Ezequiel continuou com quem já estava: o governador Robinson Faria (PR) – no primeiro turno. No segundo, ele colou em Fátima Bezerra. Bingo.

Em 2026, Ezequiel Ferreira segue em seu movimento pendular. Em algum momento vai se fixar aqui, ali ou acolá (com Allyson Bezerra). Paciência, gente. É o tempo dele.

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Categoria(s): Política

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