Por Odemirton Filho
Os domingos, para a maioria das pessoas, é um dia para descansar, almoçar em família, ir à praia, passar o dia deitado na rede no alpendre dum sítio, participar da missa ou de um culto. É um dia preguiçoso, que a gente torce para que passe devagar, devagarinho.
Eu não sei se você lembra, mas, na década de oitenta, noventa, existia um Zoológico na antiga Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM). Naquela época, a cidade ainda tinha ares interioranos, e não havia muitas opções de lazer. Eu, então, costumava ir ao zoológico com a minha mulher e os meus filhos.
Quando chegávamos, comprávamos pipoca, confeitos, milho verde; aí percorríamos cada espaço do lugar. Os meninos adoravam ver os jacarés, as cobras, as “macaquices” dos macacos, entre outros poucos animais que existiam. O zoológico era pequeno, mas fazia a festa da garotada; era comum as famílias passarem um pedaço do dia por lá.
A infância tem dessas coisas. Para as crianças tudo é motivo de diversão. Assim, brincar na areia da praia, correr atrás de galinhas num sítio, nadar num açude, subir em árvores, tocar a campainha de uma casa e sair correndo, jogar bola na rua com os pés descalços, são algumas brincadeiras que fazem a felicidade das crianças, ou, pelo menos, faziam, na época que inexistia aparelho celular. Será que as crianças ainda brincam de esconde-esconde?
Confesso que gostava de ver o sorriso no rosto dos meus pequenos quando viam os animais. Para mim, era um momento de enorme felicidade. Como não tinha, e não tenho, muita grana, proporcionar-lhes um pouquinho de alegria me deixava bastante feliz.
Algumas vezes pegávamos o ônibus circular e íamos pra casa do meu sogro “filar a boia”. O meu filho mais velho achava o máximo andar de “busão”. Outras vezes, íamos tomar sorvete em Juarez, uma sorveteria que ficava ao lado do antigo supermercado Pague Menos, de seu Bastos.
Sem esquecer que, vez ou outra, víamos as manobras radicais de Júnior Banana, na praça do bicicross, no conjunto Ulrick Graff. Aliás, faça-se justiça, ele era incansável na conservação daquele equipamento desportivo.
Infelizmente, há anos o Zoológico da ESAM encerrou as suas atividades. Sem dúvida, foi uma perda para as famílias, principalmente para a criançada. No entanto, aqueles domingos estão guardados no coração com um enorme carinho; são esses pequenos momentos que fazem a vida valer a pena.
Odemirton Filho é oficial de justiça
























Mossoró metece mesmo a celebre observação de que é a cidade DO JÁ TEVE. Ja teve a grande indústria de Roupas Guararapes, j55a teve varias Fábricas de Redes de Dormir – lembro-me de duas : A de Sêo Vivaldo Dantas (proxima ao Posto Olinda)e a de Nelson Lucas Pires, próxima ao Colegio Diocesano. Em 1994 estive na cidade de Imperatriz-MA, e meu coração vibrou de alegria ao constatar a rxistência de uma Fabrica de Redes com o nome de “REDES MOSSORÓ” gravada com ketras “garrafais” em aeu frontispício.
Soube , através de fonte credenciada, que o fechamento e extinção do ZOO da antiga ESAM atrela-se a uma injustificada e asquerosa contenção de Despesa. Essa foi de lascar.
Tenho uma ligação umbilical com a ESAM. Durante a semana, enquanto papai estava ministrando aula ou em suas pesquisas no departamento de Agronomia, o zoológico era só meu! Eu corria para lá e ficava o tempo todo. Ia em cada baia. Era o meu mundo particular! Que saudade !