O governo da prefeita Fátima Rosado (DEM) passa à segunda fase da campanha de "linchamento" do vereador Jório Nogueira (PDT). Pune-o indiretamente. Hoje exonerou pessoas ligadas ao parlamentar com cargos no município.
Depois de propagar na imprensa – que segue sua orientação – a tese de que o vereador estaria se "bandeando" para o bloco oposicionista e seria um "traidor", o governo radicaliza. Tenta acuá-lo enxotando seus aliados da prefeitura. Quer assim, jogar essas pessoas e familiares contra ele.
O Jornal Oficial do Município (JOM) publica várias demissões nesta quarta (21), mas em especial chamam a atenção nomes que seriam ligados a Jório. Eram detentores de cargos comissionados.
Huguinelson Regis de Souza, Indira Maria Alves Gurgel, Abelene Couto Filgueira da Silva e Mary Aparecida da Costa são as pessoas alvejadas pela ira do governismo. Gustavo Rosado (PV), chefe de Gabinete da prefeita, não admite voz discordante. Como prefeito de fato, determinou rigor contra o governista.
Na visão de Gustavo, a carta aprovada à semana passada na Câmara de Vereadores, cobrando posição humanista da prefeita e para ela governar de verdade, foi insubordinação. O agravante teria sido a proposta de Jório na mesma sessão, para que alguns secretários "pedissem para sair" por incapacidade de colaborar com Fátima Rosado.
– Os cargos de Jório foram exonerados (…). Pena que eles não possam exonerar o próprio, tendo em vista que o diploma dele quem deu foi o povo de mossoró – reage Neila Régis, irmã do vereador em depoimento a este Blog.

























