A Prefeitura de Mossoró já elegeu um responsável pelos incidentes de hoje, durante desfile do 7 de Setembro. Nem grevista nem excluído.
Lança mão do surrado complexo de transferência de culpa.
A versão que começa a ser espalhada atribui ao tenente-coronel Elias Cândido, comandante do Segundo Batalhão de Polícia Militar (BPM), a responsabilidade de tudo. Ele teria afirmado que "os ânimos estavam exaltados".
Agora há pouco, o radialista Rodrigo Rodrigues, que atua no cerimonial do governo municipal, disse que a prefeitura encerrou o cortejo a partir daí.
E acrescentou ao microfone da RPC (Rádio Tapuyo):
– Chegou a informação de que havia gente com arma branca por lá.
Até o momento, a Polícia Militar não confirmou essa informação.
O impasse teria surgido porque a prefeitura alterou a programação do desfile. Transferiu a "Marcha dos Excluídos" para o final – quando previamente a sequência a colocava após a passagem dos escoteiros.
É a primeira vez que o cortejo de teor cívico é suspenso em Mossoró. Nem no período do regime militar ocorreu tamanho excesso de poder.
* Saiba mais sobre o assunto adiante.

























