segunda-feira - 26/01/2009 - 15:54h

O bom e o ruim de um jogo na arquibancada

Há tempos não acompanhava um jogo de futebol no Estádio Nogueirão em Mossoró, direto das arquibancadas. Por lá, algo de bom e algo de ruim.

Sobre o jogo Potiguar 3 x 2 América, no domingo (25), minha surpresa de um espetáculo envolvente. Emoção do começo ao fim, não obstante o início de temporada, com as duas equipes em formação e ainda longe da boa forma física.

O América foi superação. Na maior parte do jogo, o time natalense esteve em desvantagem numérica, com a expulsão de  um de seus atletas – Marcão.

No primeiro tempo, o alvirrubro da capital teve a maior posse de bola e rondou o gol adversário com algum perigo. Porém o oportunismo de Helinho deu 1 x 0 para o Potiguar.

Na etapa complementar, o técnico do Potiguar continuou apostando na cautela, esperando o América para golpear em contra-ataque. A estratégia deu certo. O time mossoroense fez mais dois.

Vaninho e  Fábio Gomes fizeram 3 x 0 em contra-ataques.

Porém o América saiu pro tudo ou nada e reduziu para 3 x 2 o escore. Carlinhos e Thiago Messias atenuaram o placar negativo.

Um clássico realmente marcante.

A parte abominável é o surgimento de bolsões de violência dentro e fora do estádio, envolvendo "pseudo-torcedores". É uma gente que baba, espuma e urra de recalques, preconceitos e distúrbios. Todos só querem saber de agressões e pancadarias.

Dentro de pouco tempo, será impossível levar a família para o Estádio Nogueirão, para acompanhamento de um simples jogo de futebol.

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segunda-feira - 26/01/2009 - 15:36h

Abrigo para crianças é uma afronta à cidade de Mossoró

O NIAC, único abrigo para crianças abandonadas e em situação de risco em Mossoró, conta somente com uma funcionária. Os demais eram por portaria, mas foram demitidos.

Deve-se salientar ainda, que a casa onde fica o abrigo, por fora um prédio vistoso, em seu interior não passa de um depósito fétido, para abrigar crianças fora de prumo.

O Ministério Público deverá ser acionado, para tomar medidas saneadoras. A imprensa, pelo menos alguns setores, tem consciência do problema. Contudo prefere silenciar de modo cúmplice, para não desgastar o governo "Da Gente".

Posso adiantar que falta água por lá, muitas vezes coberta com uso de carro-pipa. O berçário é um moquiço, quartinho apertado e sem a mínima condição de atendimento.

Depois trago mais detalhes dessa deformidade e desrespeito no tratamento às nossas crianças, que só aparecem bonitas e bem-cuidadas em propaganda oficial.

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segunda-feira - 26/01/2009 - 15:29h

“Fale com Fafá. Ela é que nomeia”

"Fale com Fafá. Ela é que nomeia".

Essa é a ladainha que a vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) tem repetido a quem a aborda em seu gabinete ou em qualquer outro ponto de Mossoró. A tática tem um sentido.

A vice procura se livrar do crescente desgaste com a demissão e não-retorno de centenas de servidores da prefeitura. Sabe que esse rolo-compressor de insatisfações tende a respingar sobre a irmã senadora, Rosalba Ciarlini (DEM).

Na prática, quem era do interesse direto de Ruth, já recebeu portaria e está sob contrato da municipalidade. Outra leva de pobres diabos que andaram se matando e urrando na campanha passada, ladeando-a, continua à espera de um "milagre".

Óbvido que Ruth deveria pleitear diretamente essas contratações em audiência com a prefeita, em vez de mandar esses inocentes úteis procurá-la.

Quem, nos últimos quatro anos, de origem modesta e até com alguma representatividade, conseguiu ser recebido pela prefeita em seu gabinete?

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segunda-feira - 26/01/2009 - 15:19h

Missa saúda ascensão de Rego Júnior

Às 17h de hoje, na Catedral de Santa Luzia (Mossoró), será realizada uma missa em ação de graças.

Amigos e familiares do novo desembargador trabalhista, José Rego Júnior, prestam essa homenagem a ele, através de liturgia cristã.

Rego Júnior tomou posse à semana passada como desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 21a Região, sediado em Natal.

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segunda-feira - 26/01/2009 - 15:10h

Relatório formal sobre o inferno

Leia abaixo, um ofício da lavra do delegado de Polícia Civil, Aldo Lopes, datado de novembro-2008.

É endereçado à Corregedoria da Polícia Civil. Trata sobre as consequências de uma fuga na Delegacia de Ceará-mirim.

O texto é interessante. Revela um cenário que o cidadão comum ignora.

Senhor corregedor,

Dia 18 de julho de 2008. Carceragem da delegacia de Ceará Mirim. Cinqüenta e dois presos espremidos em três cubículos, verdadeiras cafuas inóspitas e malcheirosas, todos pobres, alguns analfabetos, negros, todos, sem exceção, criminosos pés-de-chinelo, delinqüentes que gravitam no submundo da baixa criminalidade.

Do lado de fora apenas um delegado, um agente e um escrivão. Dos três apenas um tinha arma. A delegacia não tem arma de espécie alguma. As que existiam foram “confiscadas” na última fuga de presos, que para desmoralizar ainda levaram a viatura.

Eis, em poucas palavras, a realidade de um Estado irresponsável e desumano que ao longo de 30 anos descurou de sua obrigação de construir presídios, deixando a cargo da polícia civil uma atividade estranha à sua função constitucional que é a de polícia judiciária, de polícia investigativa.

Com todo respeito, Senhor Corregedor, diante de um quadro desses,  seria muito natural que o delegado, este franzino e impotente senhor, se trancasse em seu gabinete, já que as metralhadoras, escopetas, munições e pistolas levadas pelos presos na última fuga  — e que nunca mais apareceram, à exceção da viatura — sequer foram repostas pela Secretaria da Defesa Social.

Portanto, meu paciente e compreensivo Corregedor, não seria exigível da parte do delegado comportamento diverso que não se trancar eu seu gabinete, coisa que ele nem sequer atinou em fazer. E se fizesse, estaria mais do que justificado, sobretudo se colocasse o birô e as cadeiras e mais aquelas velhas máquinas caça-níqueis encostadas na porta, à guisa de barricada.

Na hora do “desconforto espiritual” dos presos, só havia dois policiais (um deles desarmado) o escrivão, e este delegado, a minha humilde e anti-policialesca pessoa, que usa a arma apenas como enfeite, como fetiche, pois morro de medo de um dia me vir obrigado a usá-la, e ter de me ajoelhar, primeiro diante do doutor Ricardo Procópio, natural e justo juiz; e, segundo, diante do Senhor, mais justo ainda.

Portanto, não faço a menor questão se o senhor, a bem do serviço público, mandar recolher a minha arma, uma pistola ponto quarenta, que um dia caiu na Delegacia de Plantão, suspeitíssima, utilizada para a prática de vários assaltos, porque estava confiada ao policial Tavares que tem mandado de prisão e está “pinotado” como se diz no jargão dessa classe tão desunida, mas que até a presente  data ainda não foi excluído, coisa que eu não acredito. Estou bege, senhor. 

Quanto ao episódio grotesco de Ceará Mirim, não tenho obrigação de provar nada. O ônus da prova cabe a quem acusa, embora tenha ciência do princípio do in dubio pro societate que informa todas as demandas, tanto na fase de inquérito como na esfera disciplinar. Mas tenho couro grosso, e fique à vontade para dar a carga toda.

Todavia, meu arguto e sensível Corregedor, o senhor sabe que o Estado, em assuntos de cárceres e presos, está mais sujo do que poleiro de pato. Se existisse um Inferno, uma espécie de Corregedoria no outro mundo, o Estado do Rio Grande do Norte com certeza ia bater lá.

Portanto, não venham agora jogar os leões contra mim, querer me responsabilizar por um situação que foi o próprio Estado quem criou. O Estado que faça a mea culpa, tome um banho de sal grosso, construa presídios, retire essa imundície dos ombros da polícia civil e nos deixe trabalhar. 

Agora mesmo, Senhor Corregedor, está havendo aqui na Delegacia de Felipe Camarão uma visita aos presos. As celas abrigam quase quarenta homens, alguns asmáticos, outros alienados mentais, e dizem que tem até preso com aids, dizem. O fato é que, daqui de dentro deste calorento gabinete escuto o rumor de vozes e gemidos. São eles se reproduzindo, Sr. Corregedor!

O senhor nunca sentiu esse bafo infame, nem queira nunca ser delegado e ter de trabalhar numa delegacia emporcalhada de presos abandonados à própria sorte. Esse bafo, esse “odor característico”, vem pelas frinchas da porta e invade o cartório onde a competente escrivã Luciene, que ainda há pouco se passara pelo vexame de ter de fazer a tal “revista”, só falta morrer em cima dos inquéritos, muitos deles fadados à sepultura do arquivo, porque gastamos o nosso precioso tempo cuidando dessa cafua escrota e miserável.

Chega, Senhor Corregedor, EU TENHO HORROR A ESSE BAFO! O que deflagrou a insatisfação dos presos naquela manhã em Ceará Mirim foi a proibição da visita.

Ora, o delegado proibiu a visita, porque o delegado é o delegado, fez concurso público e sabe o que está fazendo. Ele tem carta branca da lei para administrar a unidade. E sabe o porquê da proibição, meu paciente Corregedor? não havia policial feminina para fazer a revista íntima. Nem civil nem militar. A policial civil, lotada na delegacia, estava de licença médica.

As policiais da PM, solicitadas para fazer a revista, mas estavam participando de um curso de polícia comunitária. O senhor já ouviu falar numa “revista íntima”?

Não há situação mais degradante para um ser humano do que uma “revista íntima”, tanto para a visita como para a policial. A mulher tira a calcinha e fica de cócoras e ainda é obrigada a afastar os lábios da genitália para a policial examinar se ali dentro tem algum objeto ou alguma substância ilícita.

Veja a que ponto o Estado chegou, senhor Corregedor, institui um concurso, gasta horrores de dinheiro no treinamento e capacitação de um policial para desempenhar o múnus de polícia judiciária, de polícia investigativa, para depois impor a este policial um criminoso desvio de função, cometendo a ele um trabalho para o qual não recebera a mínima instrução.

Um trabalho, na sua essência, degradante, vil, que é feito em outros países, e quando muito, com os recursos da tecnologia.

Natural, Senhor Corregedor, e procedente, a reclamação “das condições de trabalho e da situação carcerária dos presos”. A não ser que o delegado estivesse anestesiado ou fumado maconha estragada. Queriam o quê?

Não nasci para ser babão. Minha mãe, uma professora do interior, pequena, mas uma gigante de dignidade, me ensinou que um homem jamais deve se passar por babão ou puxa-saco. É melhor que nem escape de ser aborto.

Que condições carcerárias tem uma prisão que os próprios presos destroem em dez minutos apenas com a força dos músculos, sem britadeira, sem marretas e alavancas.

Em dez minutos, Senhor Corregedor, eles retorceram as grades como se fossem feitas de cera, quebraram as paredes como se fossem de isopor. Temos como testemunhas disso tudo a juíza e a promotora da Comarca de Ceará Mirim, com quem mantive contatos o tempo inteiro, já que a situação da delegacia deixava de ser um problema administrativo da Degepol para virar um caso de polícia, ou melhor, um caso de Justiça, uma excelente seara para o Ministério Público arregaçar as mangas e cair em campo com sua foice. 

A função institucional do órgão que o senhor dirige é apurar os desvios de conduta dos integrantes das polícias, apurar os delitos cometidos por estes em razão da função. Pois bem. Tenho a consciência do mal-feito e do bem-feito. Entendam como queiram.

Portanto aconselho o senhor a designar um delegado para ouvir os presos e saber deles como foi a recepção no presídio de Alcaçuz, perguntar se eles foram ou não bem tratados na chegada e na saída, fato este que a Diretoria de Polícia, quando ouviu “os familiares dos presos” certamente esqueceu de perguntar, ou fez questão de suprimir este capítulo, tão fundamental para a compreensão de toda a novela, cujo desfecho foi infame.

 Deixou Ceará Mirim, fim de tarde, aquele ônibus horroroso da Polícia Militar, mas parecendo um rabecão, um navio negreiro, um veículo de campo de concentração nazista, com as mulheres e os filhos seminus chorando pelas ruas, gritando pelos seus pais. A única diferença é que não foram para um forno crematório, voltaram no dia seguinte, no mesmo ônibus funerário, uma multidão de policiais, tanto militares como civis, queimando combustível caro do bolso do povo, sobretudo os da polícia civil, numa ocupação estranha às suas funções.

E pensar que todos esses homens voltaram a ocupar suas celas no estado em que se encontravam, com os pedreiros dando início aos trabalhos de reconstrução, levantando as paredes e pregando as grades no lugar, e os policiais com as armas apontadas pela eles, e ficaram assim por um bom tempo, até o cimento secar. Um retorno sem explicação, irresponsável, que nem mesmo os veementes protestos da  promotora da comarca (uma Davi de saias enfrentando o gigante Golias) foram o suficiente para evitar.

Protestando por todos os meios de prova em direito admitidos, e pedindo vênia, máxima vênia, pelo desabafo, humildemente subscrevo-me.

Cidade do Natal, 03 de novembro de 2008 

Aldo Lopes de Araújo – Delegado de Polícia Civil, atualmente acumulando as funções de Delegado-Adjunto  e Carcereiro ad hoc do 14º DP – Felipe Camarão.

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sábado - 24/01/2009 - 11:57h

Itep é alvo de crítica, devido sumiço de legista

O Instituto Técnico e Científico de Polícia (ITEP), em Mossoró, é alvo de queixa. De gente viva, claro. Mas em clamor por mortos.

Leia o que escreve o internauta Alves Neto:

Amigo Carlos,

Utilizo este seu espaço para manifestar um pouco da minha indignação. Hoje (sexta, 23) no ITEP haviam pelo menos dois corpos aguardando necrópsia e o legista que deveria estar de plantão estava na cidade de Natal e só chegaria a Mossoró as 13h.

É humilhante além da dor que as pessoas sofrem pela perda de seus entes, ainda passar por este desprezo por parte do Estado. Esses médicos fazem concursos para exercer uma função pública, e após aprovados pegam o "vício" e o "virus" do desprezo à população que paga seus salários. Muito obrigado pelo espaço.

O seu Blog é uma ótima ferramenta para o ciadão, pois aparentemente não tem amarras.

Muito Obrigado.

Alves Netoalvesneto-rn@hotmail.com

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sábado - 24/01/2009 - 11:55h

Prefeita Fafá Rosado pode passar por cirurgia

A prefeita mossoroense Fafá Rosado (DEM) foi submetida a um cateterismo (AQUI) nessa sexta (23), no Hospital Wilson Rosado. O quadro clínico preocupa.

Ela vinha sentindo arritmias cardíacas. Levada ao Wilson, logo se verificou – através de exames minuciosos – a necessidade de uma intervenção urgente. Daí o cateterismo.

A princípio foi descartada uma angioplastia (AQUI). Contudo, o seu comportamento daqui para frente em reação ao que foi feito, é que determinará se terá que passar ou não por cirurgia cardíaca.

O quadro é apresentado à opinião pública de outra forma. Tudo estaria às mil maravilhas. Não é o que ouvi de uma fonte credenciadíssima, ligada à área de saúde.

Ela deve retomar ao expediente normal na prefeitura na segunda (26).

Saúde, prefeita.

Veja também AQUI.

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sábado - 24/01/2009 - 11:54h

Fafá Rosado é levada para Natal

A prefeita Fafá Rosado (DEM) viajou por volta de 7h de hoje para Natal. Recomendação de repouso absoluto.

Ela passará o final de semana na capital, onde tende a se submeter a novos exames médicos (veja matéria mais abaixo).

Como escrevi antes, o quadro clínico da prefeita é preocupante.

Reitero: saúde, prefeita.

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sábado - 24/01/2009 - 11:47h

Verba de Gabinete tem pouca margem para “manobra”

A Verba de Gabinete da Câmara de Mossoró tem normas draconianas. As suas filigranas tornam difíceis a margem de "manobra" para os vereadores.

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que a Casa assinou com o Ministério Público ao final do ano passado, transformado em base de projeto de resolução, é cheio de amarras. Tem vereador angustiado.

Acabou a farra com notas frias, supostos serviços e uso da grana ao deus-dará. São R$ 7.500,00 para serviços inerentes ao gabinete e ao mandato.

Só agora os novos vereadores e os que derivam da outra legislatura estão percebendo o aperto. 

Depois trago mais detalhes.

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sábado - 24/01/2009 - 11:33h

Pensando bem…

"Com entusiasmo, existe realizações. Sem ele, existe somente desculpas."

Henry Ford

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sábado - 24/01/2009 - 11:30h

Pensando bem…

"Quem decide pode errar. Quem não decide já errou."

Herbert Von Karajan

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sábado - 24/01/2009 - 11:26h

De tecnologia e cirurgia

Esta é a penúltima transcrição de cartas de Rafael Negreiros a Diran Amaral. Devido ao extenso conteúdo, dividi em duas.

A outra metade sairá na próxima semana. Foi escrita em junho de 1976. Seu Rafael não imaginaria nunca o advento revolucionário da Internet com o seu alcance e versatilidade, com acesso a todos os jornais, filmes e músicas; correspondência enviada por e-mail, de forma gratuita e recebimento imediato, sem necessidade de postagem em correios; computador portátil, com CD, DVD, o escambau.

Vejamos como admirava o ‘pogressio’ como dizia, brincando. 

“Prezado Diran, a verdade é que o telefone está matando o hábito de escrever, da mesma forma como o lápis esferográfico matou a ‘caneta automática’ e esta o tradicional ‘bico de pena’. Indo mais longe o ‘bico de pena’ matou os largos ‘bicos de patos’ que por sua vez exterminaram impiedosamente os papiros. A máquina de escrever manual, depois a elétrica, a de esfera, a eletrônica. Onde iremos chegar nós, finalmente?” 

Volta a falar sobre a cirurgia. Gostava de usar termos técnicos e ficava irritadíssimo quando recebia uma crítica, por ter cometido um deslize. Certa vez, contando a história de um homem que levou uma facada no abdômen, descreveu:

– A lâmina atravessou a epiderme, a derme, o subcutâneo, a aponeurose, a musculatura, o peritônio e… a paracentese!

Os planos anatômicos estão corretos. A única falha é que paracentese não é uma estrutura, mas um procedimento que consiste na aspiração de líquido de uma cavidade, no caso a abdominal, por meio de punção. Perdia completamente o humor quando eu contava essa historia.

Volta a descrever a colecistectomia (retirada da vesícula) e apendicectomia a que fora submetido.

“Depois de uma operação que durou quatro horas, onde estive realmente em perigo de vida, com duas pedras cravadas cruelmente, uma no fígado e outra na beirada do peritônio, quase rompendo este, tive uma recuperação monumental, graças não somente ao talento espetacular do doutor Felício Falcci, alma de ouro, médico de primeira grandeza e um dos cobrões aqui do Rio, como à dedicação extremada dos quatro filhos, que pareciam quatro ferozes cães defendendo um tesouro que, penso, lhes é muito importante, não fora a dedicação que vi com meus próprios olhos, dia e noite, noite e dia, sem descanso. Armando foi o segundo anestesista da equipe e quem me botou nocaute na mesa de operações e Paulo ali ao lado, olhando, examinando, cuidando para que nada faltasse, eram bem uns nove dentro da sala de operações, segundo eu soube depois.”

“E, tendo sido iniciada a cirurgia às oito horas da manhã, terminou tudo às doze horas. Lembro-me, ligeiramente, que no dia seguinte, às três e meia da manhã, estava o Armando de joelhos na minha cama, dando-me uma lavagem estomacal com soro fisiológico, que era introduzido por um cateter de borracha, pelo nariz, até que fiquei tão bem lavado que nem sequer tive náuseas e muito menos êmese, ou seja, vômitos, para os incautos. Um show, como você vê, a gente ter filho médico, que quer mesmo bem a nós… Foram, sem exagero de qualquer espécie, uns abnegados. Eu parecia um grão senhor com quatro fiéis vassalos e várias vezes as lágrimas me assomavam aos olhos, porque me lembrava que se Ricardo fosse vivo seriam cinco, mas que fazer diante dos desígnios da caprichosa sorte?”

“O talho na boca do estômago dá mais de um palmo bem medido, só que, de quebra, me tiraram ainda o apêndice e, no dia seguinte, estava andando bem lentamente, para hoje, lépido como um passarinho, estar a rodar Rio acima e Rio abaixo, sendo que o próprio doutor Felício foi quem tirou ontem os últimos pontos de sustentação, no seu consultório particular, sem me cobrar um ceitil (moeda portuguesa antiga, que valia um sexto de real, quantia ínfima, insignificância, ninharia – observação do transcritor) sequer, porque, além da amizade dele com Armando, da puxada que dei em carta publicada no Jornal do Brasil e dos dois livros (Solo de clarineta I e II do Érico Veríssimo) com que o presenteei, ele ainda tem, de quebra, um neto por nome de Rafael… são coisas… são coisas.”

Armando Negreirosnegreiros@digi.com.br

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sábado - 24/01/2009 - 10:52h

Prefeito e vice de volta

Um novo lengalenga judicial, na luta pelo poder, instala-se no RN. Currais Novos é o epicentro.

Na segunda (26), o prefeito Geraldo Gomes e sua vice Milena Galvão retornarão aos cargos. Decisão tomada ontem pelo juiz eleitoral Roberto Guedes, membro do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Os dois haviam sido cassados esta semana, em primeira instância, sob acusação de compra de votos.

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sábado - 24/01/2009 - 10:50h

O crime é “Pop”

Uma moto de baixa cilindrada, denominada de “Pop”, da Honda, é a máquina preferida dos assaltantes em Mossoró. Está na moda.

O veículo aparece com regularidade em assaltos à mão armada a comércios, pequenas indústrias ou populares. É o transporte de abordagem e fuga.

O crime motorizado é ágil e tem vencido quase todas contra as forças legalistas.

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sábado - 24/01/2009 - 10:49h

Choque entre gerações

Existem profundas diferenças entre o estilo de veraneio de contemporâneo e outro, num passado mais remoto. É o que detecto.

Ouço e observo as duas gerações que cultuam Tibau.

Hoje, o quente é montar torres de som e perturbar a todos com uma enxurrada de forrós de quinta categoria. Ninguém quer saber dos alpendres ou de um simples banho de mar.

Melhor do que namorar, prospera o narcisismo e o desfile de moda.

Antes, a turma reunia-se à beira-mar ou nos morros coloridos, ao som do violão, tomando Rum com Cola-cola e descolando um sarro. Os mais afoitos até se excediam puxando o “baseado”.

Vez por outra aparecia quem fizesse piruetas em carro, em frenéticos cavalos-de-pau.

Enfim, cada um foi e é feliz a seu tempo, graças aos embalos da juventude.

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Categoria(s): Nair Mesquita
sábado - 24/01/2009 - 10:45h

Sorte dupla feérica

O ex-bispo diocesano de Mossoró dom José Freire de Oliveira Neto é um homem bem-aventurado. E como.

Foi sorteado com um carro zero quilômetro e prêmio extra de uma casa, por fundo de investimento do poderoso Banco Bradesco. Ou seja, aplicações capitalistas – com fé – também dão resultados.

Amém!

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sexta-feira - 23/01/2009 - 11:34h

Blogueiro salva “penosas” e vibra com primeiras chuvas

Converso com o blogueiro João Moacir de Almeida (Taboleiro Grande) pela Net. Está contente e precavido, com as primeiras chuvas na região Oeste.

Ano passado, ele vacilou e perdeu uma "penca" de penosas, arrastadas por considerável enxurrada. As galinhas caipiras vinham sendo cevadas para deliciarem-no e a convidados (eu me incluindo, lógico). 

Ontem, o município anotou 108 milímetros na madrugada até às 9h.

Depois vamos comer as penosas, meu querido. Inté.

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Categoria(s): Nelson Queiroz
sexta-feira - 23/01/2009 - 11:26h

Quantos cargos comissionados tem a Câmara de Mossoró?

Mais misterioso do que a lenda de Atlântida, o Santo Graal e a marca da tintura usada pelo ex-deputado estadual Francisco José (PMN), é saber quantos cargos comissionados tem a Câmara de Mossoró.

Trata-se de uma esfinge a ser decifrada.

Ninguém sabe responder a quantidade de cargos disponíveis à nomeação pelo presidente da Casa, Claudionor dos Santos (PDT).

O Blog recebeu informações indicando que seriam 35. Pode ser menos, pode ser mais. Enfim, um mistério.

O organograma da câmara é imperceptível a olho nu. É como se esse poder estivesse funcionando em ritmo de bodega (com todo respeito aos decentes bodegueiros).

Até aqui, todo mundo metia a mão na gaveta e os cargos se multiplicavam, sobretudo aqueles sem necessidade de prestar expediente.

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sexta-feira - 23/01/2009 - 11:22h

Ricardo de Dodoca tem “palavra” de que será líder

O vereador de primeiro mandato em Mossoró, Ricardo de Dodoca (PDT) só não será líder governista na câmara, se palavra entre políticos não tiver valor. Ele é o escolhido.

O nome de Ricardo veio à baila na formação da chapa da mesa diretora da Câmara de Vereadores, no final do ano passado. Como ele ficou de fora, houve pacto de que a prefeita Fafá Rosado (DEM) e seu sistema o indicariam à liderança.

Resta saber se o compromisso está de pé ou se terminou o “prazo de validade”.

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sexta-feira - 23/01/2009 - 11:19h

Pedro Almeida, o reforço

Leio na coluna de César Santos (Jornal de Fato), que o professor e ex-secretário estadual da Educação Pedro Almeida Duarte, compõe equipe da Prefeitura de Areia Branca.

Grande aquisição do prefeito Manoel Cunha Neto, o “Souza” (PP) e do vice-prefeito Bruno Filho (PMDB).

Pedro empresta competência na condição de assessor técnico.

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sexta-feira - 23/01/2009 - 11:17h

Cartão “FAN” começa a se expandir

O mega-empresário Francisco Assis Neto, o “Assis da Usibras”, acerta em outro importante nicho de mercado: cartão de crédito.

A bandeira própria denominada de “FAN” (iniciais do seu nome) inocula-se em quatro estados (Pernambuco, Paraíba, Ceará e RN).

Em poucos meses esse produto chegou às mãos de mais de 20 mil usuários, também no bojo da expansão de um negócio agregado, a distribuidora de combustíveis que leva a mesma marca. Seus postos próprios também são FAN.

Assis, outrora conhecido entre os amigos como “Assis da Bomba” (alusão a posto de combustível), possui faro aguçado no mundo “business”.

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Categoria(s): Blog
sexta-feira - 23/01/2009 - 11:14h

Todo minha culpa

Confesso que nos últimos dias o Blog vem tendo postagem esparsa e rala. Indisfarçável, é verdade.

Reconheço minha falha.

Porém, não a veja como desdém à tarefa e falta de respeito a você, que tem me prestigiado com acessos aos milhares, diariamente. É a sobrecarga de tarefas.

De pai, a dono de casa, passando por sobrevivente nesse universo da infovia. De vazamento na pia à compra de material escolar, tudo eu.

Mas não resmungo. É explicação, sem tom de justificativa.

Férias? Não as tenho. Talvez porque acabe me divertindo mesmo aqui, tocando algo de forma prazerosa, sempre bastante motivado.

Apaixonado.

Prometo que vou me esmerar à melhora e retomada de um ritmo profissional. Só um pouquinho de paciência.

Inté.

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