
As perdas não são definitivas, diz estudo; Insfraestrutura municipal se pronuncia também (Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV)
Do G1
Um monitoramento técnico da Fundação Norte-rio-grandense de Pesquisa e Cultura (FUNPEC/UFRN) apontou que, em um ano, a engorda da Praia de Ponta Negra teve redução de 39,27% na faixa de areia da engorda. O estudo identificou o entorno do Morro do Careca como a área mais crítica e sugeriu um reaterro, entre outras intervenções, para conter o processo erosivo.
Os resultados mostram o cenário de fevereiro deste ano em comparação com fevereiro de 2025. Em números absolutos, a perda registrada foi de 400,9 mil metros cúbicos de sedimentos. Isto é, o volume analisado passou de 1,02 milhão de metros cúbicos para 619,8 mil metros cúbicos no intervalo de doze meses.
No relatório, os pesquisadores ressaltam, porém, que a perda de sedimentos pode não ser definitva. Isso porque o levantamento considera apenas a faixa da praia acima da linha d’água e não inclui a chamada antepraia, área que permanece submersa.
Segundo o estudo, somente levantamentos topobatimétricos complementares poderão determinar com precisão se parte dos sedimentos foi deslocada para áreas submersas próximas ou redistribuída para outros setores da praia.
Relatório
O relatório divide a engorda em três zonas: Área A (Via Costeira); Área B (trecho central de Ponta Negra); e Área C (entorno do Morro do Careca).
A área do Morro do Careca foi a que apresentou maior redução (51,87%), com a erosão de 111,1 mil metros cúbicos do volume inicial.
Embora a região da Via Costeira tenha registrado menor percentual de perda que o Morro (49,74%), foi a área que teve a redução mais elevada em volume absoluto: 207 mil metros cúbicos.
Já a área central de Ponta Negra perdeu 82,7 mil metros cúbicos de areia, ou 21,21% do volume inicial.
O outro lado
A secretária municipal de Infraestrutura (SEINFRA), Shirley Cavalcanti, diz que o resultado não representa perda definitiva da areia utilizada na obra. “O relatório citado não afirma que houve perda definitiva de 40% do aterro hidráulico”, pontua.
“Dessa forma, a redução observada está relacionada à dinâmica natural de transporte e redistribuição de sedimentos ao longo da praia, sem que isso represente necessariamente a saída desse material do sistema costeiro”, complementa a titular da Seinfra.
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