Com as transformações digitais, a forma como a medicina se posiciona diante da sociedade mudou muito. Para debater os limites éticos, legais e as flexibilizações trazidas pela Resolução CFM nº 2.336/2023, o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (CREMERN) realiza, amanhã (quarta-feira, 03), às 19h, um evento gratuito em seu auditório, na Cidade Alta.
O evento é voltado para um público multidisciplinar que atua diretamente no ecossistema da saúde: médicos, estudantes de medicina, agências de publicidade, jornalistas, assessores de mídias sociais e advogados. O objetivo central é destrinchar o Manual de Publicidade Médica, mostrando como construir uma presença digital forte e informativa, sem cair nas armadilhas do sensacionalismo e da mercantilização da profissão.
Para conduzir o debate, o Cremern trará dois grandes nomes nacionais da área: a Conselheira Federal Dra. Graziela Bonin (SC) e o Dr. Robertson Bernardo (AL). Eles abordarão de forma prática os pontos mais polêmicos e essenciais da regulamentação.
Durante o encontro, os palestrantes vão detalhar as principais diretrizes que revolucionaram o marketing médico:
Dados obrigatórios: Toda e qualquer peça publicitária (redes sociais, sites ou cartões de visita) deve conter o nome completo do profissional, o número de inscrição no CRM-RN e o Registro de Qualificação de Especialista (RQE), se houver anúncio de especialidade.
Permitido
Antes e Depois: Liberado exclusivamente com caráter educativo, acompanhado de texto explicativo sobre indicações e complicações, sem promessa de resultados.
Preços e Promoções: Divulgação de valores de consultas e campanhas promocionais são permitidas, desde que feitas com sobriedade.
Depoimentos e Selfies: Médicos podem repostar elogios de pacientes e registrar fotos com eles, mediante autorização prévia e mantendo o tom sóbrio.
Proibido
Falsas especialidades: Divulgar áreas não reconhecidas pelo CFM (como “especialista em emagrecimento”). Consultas públicas: Diagnosticar ou prescrever tratamentos diretamente pelas redes sociais.
Sensacionalismo e Mercantilização: Prometer cura, anunciar equipamentos como “exclusivos” ou oferecer consórcios de saúde, planos de fidelidade e combos promocionais que desumanizam o ato médico.
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