terça-feira - 18/10/2016 - 00:23h
José Herval Sampaio Júnior

Juiz vê fingimento em prestação de contas de candidatos

O juiz de Direito e ex-juiz eleitoral em Mossoró, José Herval Sampaio Júnior, fez mais um desabafo polêmico via Internet.

Em endereço próprio na Web, ele emitiu juízo de valor sobre a prestação de contas de candidatos a cargos eletivos no Brasil. Não citou nomes ou se situou geograficamente.

Posição pública de Herval foi apresentada em redes sociais hoje (Foto: reprodução)

Em sua ótica, há um consórcio de faz-de-conta entre os que prestam contas e a Justiça Eleitoral.

Faz tempo que digo que candidatos fingem que prestam contas e Justiça Eleitoral finge que as julga; sendo tudo isso um teatro que eu não quis ser ator – afirmou.

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segunda-feira - 17/10/2016 - 23:59h

Pensando bem…

“Qualquer povo defende sempre mais os costumes do que as leis.”

Montesquieu

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segunda-feira - 17/10/2016 - 23:34h
Banco do Nordeste

Prêmio de Jornalismo é vencido outra vez por talentos da Uern

A estudante Bênia Medeiros e a recém-graduada Wigna Ribeiro foram as grandes vencedores do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo, na categoria universitária. A reportagem “Serra do Mel: prosperidade em meio à seca”, veiculada na UernTV, foi considerado o melhor trabalho entre todos os inscritos por estudantes de universidades de 11 estados brasileiros.

O resultado do prêmio foi anunciado na semana passada e a entrega da premiação acontecerá até o final deste ano, em Fortaleza/CE.

Com o resultado, este é o quarto ano consecutivo em que o troféu vem para estudantes do Departamento de Comunicação Social (DECOM) da Universidade do Estado do RN (UERN).

Bênia Medeiros é estudante do 6º período do curso de Comunicação Social e é estagiária da UernTV. A ideia da reportagem nasceu de uma conversa com a colega Wigna Ribeiro.

Juntas, as duas foram até o município de Serra do Mel, conversaram com agricultores e contaram um pouco como eles conseguiram desenvolver projetos de sucesso mesmo em meio às dificuldades da seca. Finalizada a reportagem, ela foi exibida pela UernTV, projeto laboratorial de telejornalismo, coordenado pelo professor mestre Fabiano Morais, que tem dado muitos resultados positivos à equipe.

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segunda-feira - 17/10/2016 - 23:10h
Mossoró

“Tertúlia da Têca” estreará sábado com Dayanne Nunes

Dayanne: atração (Foto: cedida)

O repórter social do Jornal De Fato, Sérgio Chaves, apresentará amanhã (sábado (22), a partir das 21h, a primeira edição do Projeto “Tertúlia da Têca”. Acontecerá no restaurante Dona Têca do Costa e Silva.

O Projeto chega com o propósito de oferecer música de qualidade, bom serviço e gastronomia diferenciada, oferecendo ao público uma opção a mais na noite mossoroense.

Dayanne Nunes e Banda são as atrações musicais dessa estreia.

Para esta primeira edição o Restaurante Dona Têca atenderá com cardápio reduzido, no estilo bistrô, oferecendo petiscaria e pratos executivos, além de uma carta de bebidas.

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segunda-feira - 17/10/2016 - 19:00h
Gestão municipal

Prefeito “Francisco” anuncia sua “equipe de transição”

O prefeito Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”, anunciou através de sua assessoria a relação dos integrantes de sua Equipe de Transição. Pessoal vai levantar e compilar informações e documentos, para grupo similar indicado pela prefeita eleita Rosalba Ciarlini (PP).

Glaudionora comandará equipe (Foto: Web)

A professor Glaudionora Silveira será a coordenadora do grupo.

Os integrantes da equipe são estes:

– Glaudionora Silveira – Atual secretária da Educação, Esporte e Lazer;

– Marcos Fernandes – Secretário da Administração do Município;

– Fábio Lúcio – Controlador-geral do Município;

– Tales Belém – Procurador-geral do Município;

– Helton Evangelista – Consultor-geral do município.

Rosalba anunciou seus assessores para o trabalho à semana passada, terça-feira 11. Veja abaixo:

1 – José Anselmo de Carvalho Júnior (ex-auxiliar de Rosalba no Governo do Estado em duas pastas e também com passagem pela Prefeitura de Mossoró);

2 – Maria de Fátima Oliveira Marques (ex-controladora geral e Planejamento do município);

3 – Pedro Almeida Duarte (ex-secretário de Educação e Agricultura do RN);

4 – Sebastião Ronaldo Martins Cruz (ex-diretor da Emater-RN);

5 – Yuri Tasso Duarte Queiroz Pinto (ex-secretário de Obras e Infraestrutura de Mossoró e ex-presidente da Caern).

Veja AQUI o perfil dos membros dessa Equipe de Transição de Rosalba.

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segunda-feira - 17/10/2016 - 18:10h
Governo Rosalba

Carlos Augusto deve retornar aos bastidores em Prefeitura

Até aqui, parece que não passa pela cabeça do ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, ocupar diretamente qualquer cargo na gestão da sua mulher, a prefeita eleita Rosalba Ciarlini (PP).

A experiência no Governo do Estado não lhe é salutar. E sua incrível destreza política nos bastidores, o recomendam a ficar por lá, na coxia do poder.

Carlos foi empossado como novo secretário chefe do Gabinete Civil no dia 30 de outubro de 2012, em substituição ao professor José Anselmo de Carvalho Júnior.

Carlos, Rosalba e Anselmo em 2012: prolemas antes, durante e depois (Foto: arquivo do Blog)

O substituído foi nomeado como controlador-geral do Estado, em lugar de Francisco Melo.

Nos meses que se seguiram, com continuado declínio da imagem do Governo Rosalba e aprofundamento da própria crise vivenciada, Carlos fechou-se em seu gabinete e poucos tinham-lhe acesso.

Fora o quarto e último homem no Gabinete Civil de Rosalba, numa exposição e desgaste que não vivenciara no período em que ela fora três vezes prefeita de Mossoró.

Escudo de Rosalba

Sua decisão de ser secretário chegou a surpreender muita gente. Ele agiu de forma inversa do que fizera antes. Na Prefeitura de Mossoró fora sempre um “secretário sem pasta”, acantonado em sala contígua ao gabinete de Rosalba no Palácio da Resistência. Por lá fazia ‘pente fino’ nas decisões administrativas e políticas – escudando sua mulher e prefeita.

Antes de Carlos, o Gabinete Civil do Estado já tivera o ex-deputado estadual Paulo de Tarso Fernandes (que saiu ‘atirando’, veja AQUI) e José Anselmo, além de funcionar também com divisão de poderes desse com Galbi Saldanha.

Carlos fora último ocupante dessa secretaria de Governo na tumultuada gestão de Rosalba.

Leia também essa matéria especial do dia 06 de novembro de 2011: Carlos Augusto se livra de “Ravengar” para ser governador (AQUI).

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segunda-feira - 17/10/2016 - 16:30h
Diferente do passado...

Problemas em Prefeitura devem impedir férias de Rosalba

A prefeita eleita Rosalba Ciarlini (PP) e seu marido Carlos Augusto Rosado não têm programada a princípio, nenhuma viagem em férias antes da posse dela em 1º de janeiro de 2017. Já perceberam que não há como ensarilhar armas e relaxar, ante os problemas que virão

Antes da passagem de Rosalba pelo governo estadual (2011-2014), o casal voou para a Europa na semana após as eleições de 3 de outubro, priorizando visita a uma filha e netos na Alemanha. Dessa feita, cruzar o Atlântico não é uma prioridade antes da posse.

Naquela ocasião, a opção pela distância continental de Rosalba e seu marido/líder político causou profundo mal-estar entre correligionários e embaralhou à própria formação da própria equipe.

A escolha do titular da Saúde, por exemplo, só foi confirmada no dia 30 de dezembro daquele ano, antevéspera da posse, recaindo sobre o médico Domício Arruda.

Veja abaixo, uma síntese de entrevista com Rosalba, concedida ao então jornal Diário de Natal (já extinto) antes de sua viagem. O Blog Carlos Santos reproduzira à época (veja AQUI e abaixo):

Quando a senhora pretende dar início ao processo de transição?

Rosalba – Só lá para o final do mês. Eu estou viajando agora, vou descansar e me desligar de tudo. Quando eu retornar é que vou pensar nisso. Tudo tem seu tempo.

A senhora não tem equipe montada ou o coordenador dessa transição?

Rosalba – Não, ainda não.

O que mais preocupa a senhora no que diz respeito a informações por parte do atual governo?

Rosalba – O que eu desejo é que o governador (Iberê Ferreira) tenha a responsabilidade – e eu acredito que ele terá – de nos fornecer todas as informações necessárias em termos financeiros, em termos de convênios, de empréstimos, de funcionalismo. Porque, até hoje, nós não conseguimos saber quantos funcionários e cargos comissionados tem o Estado. Tudo isso é muito importante que a gente saiba para, a partir daí, formular as reformas que a gente pretende colocar em prática e como vamos trabalhar.

Em relação ao secretariado. Qual vai ser o principal critério na formação da sua equipe de auxiliares?

Rosalba – Pessoas competentes e preparadas dentro de cada área.

E em relação à participação dos partidos que deram sustentação à sua campanha?

Rosalba – A gente vai conversar, vai na analisar, vai discutir essas questões, mas não há nenhum compromisso de reserva de mercado para ninguém.

A senhora pretende fazer alguma auditoria, por exemplo?

Rosalba – Sobre isso, eu não pensei. Primeiro eu preciso conhecer como está o Estado. Mas farei tudo que for necessário, inclusive uma auditoria, se entendermos a necessidade.

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segunda-feira - 17/10/2016 - 10:40h
Mossoró

Luta à Presidência da Câmara tem “blocão” e muita incerteza

A futura bancada governista na Câmara Municipal de Mossoró a princípio começará minoritária, na legislatura 2017-2020. A oposição fez larga maioria em relação à coligação Força do Povo, que abrigou a candidatura a prefeito da ex-governadora e ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Mas é bom lembrarmos a todos e a cada um dos eleitos para o Legislativo: o voto não é secreto no pleito interno para escolha do futuro presidente e demais membros da Mesa Diretora.

"Blocão" tem 13 nomes e muitas incertezas ainda para disputa interna (Foto: Do Mossoró Hoje)

Os “oposicionistas” começaram a participar de reuniões e articulações para formação de uma chapa própria, sem qualquer “governista” eleito em 2 de outubro. Pelo menos 13 eleitos firmaram pacto de união em torno de uma chapa a ser formada ainda.

Vereadores eleitos dia 2 de Outubro

– Zé Peixeiro (PTC) – 2.802 votos – Retorna à Casa

– Izabel Montenegro (PMDB) – 2.475 – Reeleita

– Tony Cabelos (PSD) – 2.375 – Primeiro mandato

– Alex Moacir (PMDB) – 2.291 –Reeleito

– Ricardo de Dodoca (PROS) – 2.171 – Reeleito

– Sandra Rosado (PSB) – 2.129 – Primeiro mandato

– Genilson Alves (PMN) – 2.104 – Reeleito

– Maria das Malhas (PSD) 2.041 – Retorna à Casa

– Francisco Carlos (PP) – 2.041 –Reeleito

– Alex do Frango (PMB) – 2.040 – Reeleito

– Flavinho Tácito (PPL) – 2.032 – Reeleito

– João Gentil (PV) – 1.991 – Primeiro mandato

– Emílio Ferreira (PSD) – 1.947 – Primeiro mandato

– Manoel Bezerra (PRTB) – 1.925 – Reeleito

– Isolda Dantas (PT) – 1.861 – Primeiro mandato

– Petras Vinícius (DEM) – 1.585 – Primeiro mandato

– Ozaniel Mesquita (PR) – 1.574 – Primeiro mandato

– Raério Cabeção (PRB) – 1.431 – Primeiro mandato

– Rondinelli Carlos (PMN) – 1.385 – Primeiro mandato

– Didi de Arnor (PRB) – 1.021 – Primeiro mandato

– Aline Couto (PHS) – 916 – Primeiro mandato.

Zé Peixeiro, Aline Couto, Rondinelli Carlos, Raério Cabeção, Petras Vinícius, Ozaniel Mesquita, Emílio Ferreira, Tony Cabelos, João Gentil, Flávio Tácito, Manoel Bezerra, Genilson Alves e Alex do Frango compõem esse “blocão” de 13 eleitos que aposta num nome próprio à presidência da Casa. Sete deles são novatos e um está de retorno à Casa – Zé Peixeiro.

Por trás desse numeroso e heterogêneo grupo de pessoas e partidos, não há uma liderança política forte e articulada para agregá-los e liderar esse projeto eleitoral. E os encantos da Prefeitura, mesmo em dificuldades, são sempre reluzentes.

Isolda Dantas marcha em faixa própria, desconectada desse movimento e sem ligação com o rosalbismo.

Bancada de “Francisco”

Didi de Arnor deverá acompanhar o governismo, além de Francisco Carlos, Sandra Rosado, Alex Moacir, Maria das Malhas, Izabel Montenegro e Ricardo de Dodoca.

A costura oposicionista do blocão conta com incentivo, de bastidores, do atual prefeito e adversário da prefeita eleita Rosalba Ciarlini, Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”. Ele confidencia a pessoas próximas que pode ter uma bancada ‘sua’ e fazer o próximo presidente.

Raciocina sem levar em conta uma realidade que hoje já é extremamente depreciativa de sua imagem e capacidade de comando. E tudo caminha para se exaurir ainda mais à sua saída do governo.

Eleição à Mesa Diretora da Câmara Municipal de Mossoró é historicamente recheada de surpresas. Uma chapa “fechada” agora talvez não chegue ao dia da Proclamação da República (15 e Novembro).

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segunda-feira - 17/10/2016 - 08:23h
Nilson Brasil

Nome que foi cotado a vice conversa com Carlos Augusto

Nilson: conversa (Foto: Assecom da Ufersa)

O ex-titular da pasta do Turismo na Prefeitura de Mossoró Nilson Brasil conversou demoradamente com o líder do rosalbismo, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado.

Questões diversas foram postas à mesa por ambos.

A propósito, bom lembrarmos: Nilson chegou a ter seu nome cotadíssimo para ser vice de Rosalba Ciarlini (PP) à Prefeitura de Mossoró, este ano.

Ele é dirigente da Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM).

Mas alguns conflitos interno no rosabismo terminaram empurrando a decisão para o nome da odontóloga Nayara Gadelha (PP).

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segunda-feira - 17/10/2016 - 07:24h
Em Natal

Sesap desmorona em problemas como a Saúde

Sem telefone, sem internet, sem copiadora e ameaça de paralisação dos terceirizados.

Assim começa a semana na sede da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP), em Natal.

Os problemas persistem e estão se agravando há mais de 10 dias.

E pode piorar, creia.

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domingo - 16/10/2016 - 23:59h

Pensando bem…

“Eu caminho devagar, mas nunca caminho para trás.”

Abraham Lincoln

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domingo - 16/10/2016 - 23:53h
Pós-eleições 2016

PMDB elege maior número de prefeito e de vereadores

No último dia 2 de outubro, primeiro turno das Eleições Municipais 2016, foram eleitos 5.493 prefeitos. O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) foi o que mais elegeu prefeitos: 1.026. Na sequência, aparecem o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que elegeu 792 prefeitos; o Partido Social Democrático (PSD), com 539; o Partido Progressista (PP), com 494; e o Partido Socialista Brasileiro (PSB), com 413 prefeitos eleitos.

O PMDB elegeu o maior número de prefeitos em 14 unidades da Federação: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Sergipe. O PSD elegeu mais prefeitos em quatro estados: Bahia, Rio Grande do Norte, Roraima e Tocantins. O PSDB conquistou mais prefeituras em Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Já o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Democrático Trabalhista (PDT), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o Partido Republicano da Ordem Social (PROS), o PP e PSB conseguiram eleger mais prefeitos em um estado, cada.

Vereadores

Ao todo, foram eleitos 57.736 vereadores. Desse montante, o PMDB foi a legenda que mais elegeu vereadores em todo o país (7.551), seguido do PSDB (5.360), PP (4.726), PSD (4.617) e PDT (3.751).

Por unidade da Federação, o PMDB elegeu mais vereadores em 13 estados: Alagoas, Amazonas, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins.

O PSDB, por sua vez, foi o campeão em quatro estados (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará e São Paulo), o PDT elegeu mais vereadores em três (Amapá, Ceará e Espírito Santo) e o PP, em dois (Bahia e Santa Catarina).

As informações foram extraídas das Estatísticas de Resultados das Eleições 2016, disponíveis no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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domingo - 16/10/2016 - 23:00h
Frasqueirão

ABC goleia Guarani e está próximo da final da Série C

Por Heilysmar Lima (Do portalnoar)

O ABC está perto da decisão da Série C do Campeonato Brasileiro. Na noite deste domingo (16), o Alvinegro atropelou o Guarani-SP por 4 a 0 no estádio Frasqueirão, em Natal, na primeira partida da semifinal da competição. Os gols foram marcados por Jones, duas vezes, e Lúcio Flávio, em duas cobranças de faltas.

Com o resultado, o time potiguar precisa apenas de um empate para carimbar o passaporte para a final da Terceirona. O Alvinegro pode perder por três gols de diferença que fica com a vaga. Um novo 4 a 0 leva a disputa para os pênaltis.

O ABC ainda pode ser derrotado por quatro gols desde que marque. O time de Ponta Negra só fica fora se perder por cinco ou mais gols de diferença.

A partida da volta está agendada para o próximo domingo (23), às 20 horas (horário de Natal. O duelo será no estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP).

O jogo

O primeiro tempo foi de domínio total do ABC. Desde os minutos iniciais o time potiguar se mostrou bem equilibrado em campo e buscou o gol. Aos 10, até conseguiu, mas Erivelton foi flagrado em posição irregular e arbitragem anulou o tento de Caio Mancha.

O Alvinegro seguiu pressionando. Aos 21, Alex Ruan cruzou na medida para Caio Mancha cabecear para a defesa de Leandro Santos. Dois minutos depois, nova tentativa. Filipi Sousa cruzou, Mancha cabeceou, mas a bola esbarrou na defesa. Na sobra, Lúcio Flávio bateu e o goleiro espalmou para linha de fundo.

Na cobrança, o ABC finalmente abriu o placar. Lúcio Flávio mandou na área, Mancha desviou e Jones se antecipou ao goleiro e marcou o gol abecedista.

Ainda melhor em campo, o Alvinegro passou um susto aos 35 minutos. Após cobrança de falta, Edson saiu mal do gol, Leandro Amaro tocou para Eliandro, que, sem marcação e com a trave sem goleiro, finalizou para fora. O lance foi o único criado pelo Guarani no primeiro tempo.

O perigo acordou o ABC. Aos 40 minutos, Guedes sofreu falta nas proximidades da área. Lúcio Flávio cobrou com precisão e ampliou o marcador para os potiguares: 2 a 0. O placar não mudou mais até o fim da etapa inicial.

Na volta do intervalo, o Guarani entrou em campo mais ligado do que nos primeiros 45 minutos. No entanto, não conseguiu levar perigo ao time abecedista. Por outro lado, o ABC seguiu pressionando e quase fez mais um aos 13 minutos. Lúcio Flávio tabelou com Jones, finalizou e o goleiro defendeu.

Entretanto, o terceiro gol não demorou. Aos 15 minutos, após boa troca de passes no meio do campo, Lúcio Flávio encontrou Jones livre na área. O camisa 11 dominou e só teve o trabalho de tocar na saída do goleiro.

Após o tento potiguar, o time paulista até conseguiu marcar. No entanto, o assistente flagrou Fumagalli em posição irregular e anulou a jogada.

Apesar da vantagem de três gols, o ABC não tirou o pé e marcou o quarto gol. Aos 27 minutos, Erivelton sofreu falta na entrada da área. Lúcio Flávio foi para a cobrança e mandou com categoria por baixo da barreira. O goleiro Leandro Santos nem se mexeu.

Na reta final do jogo, o Guarani, na base do desespero, passou a arriscar de fora da área. No entanto, as investidas não obtiveram sucesso e o jogo acabou em 4 a 0 para o Mais Querido.

Ficha Técnica

Local: Estádio Frasqueirão, Natal-RN;

Árbitro: Luiz Cesar de Oliveira Magalhães-CE;

Cartões amarelos: Jones (ABC); Eliandro (Guarani-SP);

ABC: Edson, Filipi Sousa, Léo Fortunato, Cleiton e Alex Ruan; Márcio Passos, Guedes, Erivelton e Lúcio Flávio (Zaquel); Caio Mancha (Echeverria) e Jones (Michel Henrique). Técnico: Geninho.

Guarani: Leandro Santos, Lenon, Ferreira, Leandro Amaro e Gilton; Auremir, Zé Antônio, Marcinho, Fumagalli e Pipico; Eliandro.Técnico: Marcelo Chamusca.

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domingo - 16/10/2016 - 22:46h
Mossoró

Rosalba tem interesse em “mexer” em Lei Orçamentária

Será na próxima terça-feria (18 de Outubro), a leitura na íntegra do Projeto de Lei do Executivo de Mossoró,  nº 1188/2016, que corresponde  à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2017. Acontecerá em sessão ordinária da Câmara Municipal de Mossoró.

Com montante que chega a R$ 674.662,663,00 -, o projeto orçamentário é o que incidirá sobre o primeiro ano do governo da prefeita eleita Rosalba Ciarlini (PP).

Com interesse direto na matéria, a prefeita eleita tem motivos de sobra para não apenas acompanhar a leitura, mas principalmente a apresentação de emendas e votação da LOA.

A fragilização da influência do prefeito Francisco José Júnior (PSD) na Câmara, após as eleições de 2 de outubro, concorre para que o projeto seja “mexido” de modo a se adequar mais ao futuro governo.

Veja detalhes sobre calendário de apreciação da LOA clicando AQUI.

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domingo - 16/10/2016 - 21:20h
Vagner Araújo

Ex-secretário do Planejamento assessora prefeitos eleitos no RN

Conversei demoradamente hoje em Mossoró com Vagner Araújo, ex-secretário do Planejamento e do Gabinete da gestão Wilma de Faria (PSB, hoje no PTdoB).

Ele trabalha assessoria a novos governantes eleitos em alguns municípios do Rio Grande do Norte, como Caraúbas, Assu e Areia Branca, por exemplo.

Araújo nasceu em Mossoró, mas fez sua carreira política a partir de Lucrécia na região Oeste, ocupando secretarias em governos estaduais de Vivaldo Costa (PL à época), Garibaldi Filho e (PMDB)  Wilma de Faria.

Há alguns anos atuava em trabalhos de marketing no Brasil e exterior.

Voltaremos a botar prosa em dia.

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domingo - 16/10/2016 - 14:30h
Economia

Ficro não deverá acontecer no próximo ano

Em face do delicado cenário econômico de Mossoró, Rio Grande do Norte e o próprio país, a Feira Industrial e Comercial da Região Oeste (FICRO) que acontece há quase 30 anos, provavelmente não se realizará em 2017.

Promovida há alguns anos no Centro de Exposições e Eventos Enéas Negreiros (EXPOCENTER) em Mossoró, a Ficro é um evento organizado pela Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM).

Apesar dessa frustração da iniciativa para o próximo ano, a classe empresarial pensa em promover uma iniciativa alternativa com envolvimento também da Câmara de Dirigentes Lojistas de Mossoró (CDL), Sindicato do Comércio Varejistas (SINDIVAREJO) e Sindicato da Indústria da Construção Civil (SINDUSCON) de Mossoró.

Este ano, a Ficro aconteceria entre 5 e 8 de agosto no Expocenter, em sua 28ª edição, mas foi adiada para novembro. Contudo já houve cancelamento.

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domingo - 16/10/2016 - 13:40h
Mês de setembro

Estado não tem previsão para pagar servidor amanhã

O Governo do Estado veicula Nota de Esclarecimento à população e principalmente ao servidor público estadual, sobre o “calendário” de pagamento do mês passado.

Esclarece, que não tem nada definido para amanhã (segunda-feira, 17).

Leia:

A Secretaria de Estado do Planejamento e Finanças (Seplan) esclarece que, diante das constantes frustrações de transferências do Governo Federal, aguarda a confirmação do valor do ICMS que será recolhido ao tesouro estadual na próxima terça-feira (18) para anunciar nova etapa do calendário de pagamento para os servidores ativos, inativos e pensionistas dos quadros da administração estadual que ainda não receberam seus salários.

Na última sexta (14) foi concluído o pagamento dos servidores que recebem até R$ 5 mil. Não há previsão de pagamento de servidores para a próxima segunda-feira, dia 17.

Secretaria de Estado do Planejamento e Finanças

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domingo - 16/10/2016 - 13:10h
Cidadania

Voluntário faz uma cidade economizar milhões por ano

ONG Observatório Social é comandada por homem que trabalha para setor público ser mais eficiente

Por Lúcio Lambranho (BBC Brasil)

“É muito fácil fiscalizar o governo municipal”, diz Jaime Klein, 40 anos, que dedica quatro horas de seu dia a fazer com que a Câmara e a Prefeitura de São José (SC) gastem melhor o dinheiro público.

Em três anos, a equipe montada por Klein contribuiu, por exemplo, para elevar a economia do Legislativo da cidade – verba não gasta devolvida aos cofres públicos – de R$ 300 mil para R$ 8,5 milhões anuais. Ajudou ainda a suspender licitações suspeitas e colocou uma lupa sobre gastos da prefeitura.

Jaime Klein entre pilhas de pastas sobre fiscalização de órgãos públicos mostra resultados (Foto: Caio Cézar)

Com uma pequena sala, receita mensal de R$ 6 mil e 35 voluntários, o Observatório Social de São José integra uma rede homônima de ONGs que se espalhou por cidades médias e pequenas do Brasil nos últimos dez anos – e hoje soma mais de 100 entidades em 19 Estados, com atuação forte no Sul do país. Só em Santa Catarina, 19 cidades contam com esse tipo de iniciativa, segundo o site do OSB, o Observatório Social Brasileiro.

Muitas delas, tocadas por voluntários como Jaime Klein, dedicados a monitorar os gastos de municipalidades, evitando excessos, desperdícios e desvios, e ajudando a economizar dinheiro público.

A inspiração é o Observatório Social de Maringá (PR), que surgiu em 2005 após um escândalo de corrupção na cidade.

Logo no primeiro trabalho, a entidade paranaense descobriu que uma compra de ácido acetilsalicílico (AAS), ao preço de R$ 0,009 por comprimido, tinha sido registrada na ata da licitação por R$ 0,09 – superfaturamento de 900%. Houve denúncia e restituição de R$ 63 mil ao erário.

No caso de São José, cidade de 236 mil habitantes vizinha à Florianópolis, o Tribunal de Contas do Estado obrigou neste mês a prefeitura, após denúncias do Observatório Social, a divulgar uma série de informações que faltavam no site da gestão, como relação de veículos oficiais, gastos com combustível e dívidas municipais.

“É fácil fiscalizar. O que falta é recurso. Hoje tenho uma receita de R$ 6 mil e já estamos fazendo esse barulho todo”, diz Klein, que é formado em Ciências Contábeis e ganha a vida como auditor interno no governo de Santa Catarina.

Rotina de fiscalização

Em geral, o modus operandi de Klein é o seguinte: a equipe faz um pente fino em Diários Oficiais, portais de transparência, projetos de lei e sessões na Câmara. Denúncias de moradores também entram na pauta. Diante de casos suspeitos, solicita mais dados por meio da Lei de Acesso à Informação.

Depois, encaminha questionamentos aos gestores públicos. Quando não há providências, reporta o caso aos vereadores, Ministério Público, Tribunal de Contas e Polícia Civil.

O roteiro inclui ainda a divulgação de editais públicos para aumentar a concorrência e acompanhamento de pregões de olho em lances suspeitos.

“O nosso forte hoje são as licitações. Divulgamos todas. Quando começamos, uma média de três empresas participavam dos processos. Hoje essa média subiu para 12. Com mais empresas, o preço vem para baixo e qualquer tipo de conluio cai por terra”, afirma Klein, tendo ao fundo um mapa com o custo de cada Legislativo municipal em Santa Catarina.

Voto, pagamento de impostos e fiscalização dos eleitos

O auditor também defende transparências nas diferentes denominações religiosas. “Todas as igrejas têm problemas. Onde tem pessoas tem coisas erradas. Todas as igrejas precisam de mais transparência. Algumas igrejas transformaram a fé em comércio, e isso é totalmente contrário à Bíblia.”

Sobre a descrença de muitos brasileiros com a política, afirma que o Brasil ainda precisa consolidar o que chama de “tripé da cidadania”: voto, pagamento de impostos e fiscalização dos eleitos. Para ele, o país exerce apenas os dois primeiros elementos.

O auditor nasceu em família típica de agricultores do interior do Estado. Trabalhou na roça em Peritiba (a 440 km da capital) até os 15 anos, quando foi completar o ensino médio em Florianópolis.

Por não ter conseguido cursar universidade pública, interrompeu os estudos por vários anos. Depois se formou contador porque à época não tinha dinheiro para pagar a faculdade de Direito – curso que hoje frequenta à noite.

“Trabalhava em dois empregos antes da formatura, em 2003. Pegava seis ônibus por dia. Em outubro de 2003 prestei concurso para contador da Secretaria da Fazenda e fiquei em quarto lugar. Depois, em 2007, fiz concurso para auditor interno, e passei em primeiro lugar”, conta, orgulhoso.

Marcação cerrada

Quando recebeu a reportagem, Klein conversava com uma TV local sobre transparência nos atos públicos. Na mesma tarde, usou a internet para rebater afirmações do presidente da Câmara Municipal, que divulgava pelo Facebook supostas economias de recursos pela Casa.

Na postagem, o integrante da ONG dizia que o vereador “esquecera” de contar à população que apoiara projetos para aumentar as cadeiras e os gastos da Câmara, além de uma concorrência para construção de uma nova sede de R$ 10 milhões.

Quase invisível atrás da pilha de pastas verdes com processos na pequena sala da ONG, ele lembra como a entidade atuou para suspender, por duas vezes, a licitação milionária do estacionamento rotativo da cidade.

A concorrência acabou barrada pelo Tribunal de Contas em novembro do ano passado por incluir exigências que poderiam implicar em direcionamento da disputa, como apresentação e teste de equipamentos pelas empresas selecionadas em apenas 72 horas.

Veja matéria completa na página original da BBC, clicando AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública
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domingo - 16/10/2016 - 12:46h

De algo sórdido

Por Honório de Medeiros

Ao longo dos séculos o avanço do processo civilizatório se caracteriza, dentre outras conquistas, por rechaçarmos a sordidez. Falo em reagirmos, por exemplo, ao preconceito, algo sórdido em si mesmo.

Claro que não todos.

Mas o processo é assim mesmo, um vir-a-ser pleno de obstáculos. Para não deixar dúvida: os dicionários dizem que sordidez é grande sujeira, imundície. E, por metáfora, ambiente de degeneração moral.

Não tenho muita esperança em sermos, individualmente, lúcidos quanto a perceber e denunciar a sordidez, em todos seus matizes, tão logo a identifiquemos.

Às vezes estamos de tal formas submersos na lama que somos incapazes de nos dar conta daquilo que acontece ao nosso lado. Somos ou estamos alienados, por assim dizer.

Ou, por outra, sabemos que algo está acontecendo, pensamos que é sórdido, mas nos dizemos que não é conosco, é algo muito distante, passageiro, há outras questões mais importantes com as quais se preocupar, e assim por diante…

Então, é tarde demais.

Por exemplo: que tipo de “música” nossos adolescentes estão escutando, dançando, cantando? Prepare-se, você terá uma surpresa. Um grande sucesso entre eles é de autoria da Mc Carol.

Esse “Mc” que antecede o nome da funkeira carioca, sim, nós estamos falando de funk, significa “mestre de cerimônia”, e é como se fosse um título nobiliárquico.

Pois bem, e continuando: um dos grandes sucessos do funk nacional, é da autoria de Mc Carol. Título: “Liga pra SAMU”.

O estribilho da “música” é o seguinte: “Liga pra SAMU / Liga pra SAMU / Ela quis transar com três / Deu hemorragia no c..”

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Artigo
domingo - 16/10/2016 - 12:32h

Emergente submerso

Por François Silvestre

Não faz muito tempo corria mundo uma informação de que o Brasil estava incluído no rol dos emergentes, com amplas chances de virar potência econômica. Com a descoberta do pré-sal, substituiu-se a demagogia do biocombustível pela mentira da autossuficiência energética.

É bem verdade que não se chegou à ingenuidade de incluir o Brasil entre os países de níveis sociais aceitáveis. Seríamos uma potência econômica, com desigualdades sociais ao modelo paraguaio. O emergente, hoje, é o Paraguai.

Dentre outros emergentes, caso da Rússia, África do Sul e Índia, o quadro é semelhante. Exclui-se a China pelos motivos especialíssimos que cercam aquele mundão de riqueza e miséria habitando o mesmo espaço.

A China fica fora dessa comparação exatamente por ser incomparável. Uma ditadura de casta estatal, indevidamente chamada de comunista, praticante do capitalismo de Estado. Usando mão de obra sub-humana, de baixo custo, enquanto empanturra o mundo com produtos baratos e de qualidade duvidosa.

A Rússia, que saltou do feudalismo para o socialismo de 1917, sem esgotar as fronteiras do próprio feudalismo nem iniciar as relações capitalistas, da previsão de Marx sobre o processo revolucionário de superação dos sistemas econômicos, vive a incerteza de uma economia frágil numa democracia de faz de conta. Saltou etapas, patina nas patas. Potência militar, ainda da herança soviética.

O Brasil, semelhante na euforia emergente, difere bastante da China e da Rússia. Não tem um mercado internacional de trocas sequer próximo ao da China, nem a influência política da Rússia.

Levamos algumas vantagens internas. Somos uma democracia consolidada; ingênua e marota, esperta e bocó, mas formalmente livre. Só formalmente. Materialmente, ainda estamos longe da liberdade.

Não se pode chamar de liberdade material uma realidade onde o poder público não tem autoridade sequer para combater criminosos comuns. Um aparato caríssimo dos poderes constituídos e seus agregados, perdidos na escuridão no meio de uma briga de foice e bala.

O poder público vai de foice e a bandidagem de metralhadora. Tráfico de drogas e armas às escâncaras, sem política de prevenção ou repressão.

Pois bem. De emergente para a emergência. O Produto Interno Bruto empacou, encruado na estagnação. Inflação diária. Liberdades públicas só na Lei, sem chegarem às ruas. Ou aos lares.

Potência? Só se o resto do lado rico do mundo empobrecer, chegando a nós.

Demagogia e mentira armam a tenda e se aboletam no poder. Mentem governo e oposição.  A atividade política regrediu no caráter e prosperou no embuste.

Economia, sem rumo. Segurança pública, um terror. Saúde pública, um tumor. Educação pública, uma lástima.

Creio no futuro do Brasil, por ele mesmo, mas não confundo esperança com ingenuidade ou fanatismo.

Té mais.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.

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Categoria(s): Artigo
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 16/10/2016 - 12:02h

PEC 241 poderá ser um curativo fora da ferida

Por Carlos Duarte

Por mais emoção que se queira colocar nas discussões da PEC 241, existem parâmetros que precisam ser considerados e avaliados, técnica e cientificamente, para que se possa obter uma norma jurídica que se traduza em benefícios positivos e sustentáveis para toda sociedade brasileira. Ou que pelo menos que venha minimizar os graves problemas que corroem a frágil economia brasileira.

Discutir a PEC 241 sem levar em conta noções de economia, administração pública, direito e política, é pura leviandade. Mas, o que se observa, na maioria das vezes, são discussões mal fundamentadas e polarizadas em duas correntes passionais (contra e a favor), centradas na educação e saúde.

Pela proposição da Lei, todos os gastos terão limites. Entretanto os limites para os gastos com educação e saúde só começarão a valer a partir de 2018.

Na verdade, o objetivo da PEC 241 é limitar os gastos – que não poderão ultrapassar o índice de inflação do ano anterior. Ou seja, o foco é manter os mesmos patamares de gastos atuais, melhorar a eficiência de gestão, no longo prazo, forçando o Estado a gastar melhor.

Na ótica do governo Temer, limitar o crescimento dos gastos públicos, possibilitará baixar a atual taxa básica de juros (Selic), colocando as empresas novamente na rota de produção e investimentos, no curto prazo, gerando emprego renda e arrecadação, com reaquecimento da economia e restabelecimento de um novo ciclo de desenvolvimento. Com isso, pretende acabar com a atual recessão em que vivemos.

Olhando por esse prisma, a PEC 241 é uma medida econômica, e não política. E por ser uma medida econômica, é prudente considerar todos os fundamentos econômicos que a envolve.

Não é correto o diagnóstico de que o aumento dos gastos públicos seja proveniente, por exemplo, das despesas com saúde e educação, sem considerar os impactos dos gastos com os juros da divida pública – que são responsáveis por 80% do déficit nominal.

Adicione-se a esse fato: o agravamento da situação fiscal do País, motivado pelas excessivas renuncias fiscais; combates ineficazes à sonegação; frustração de receita e elevado grau de corrupção, entre outras mazelas.

De acordo com o Conselho Federal de Economia (Confecon), quando o governo paga R$ 502 bilhões em juros da dívida pública, 85% estão concentrados em megainvestidores e apenas 0,3% em detentores de dívidas públicas. Isso não gira a roda da economia.

Por outro lado, é preciso avaliar com mais transparência, qual o impacto do congelamento dos gastos com saúde e educação, quando projetarmos os futuros aumentos de população e expectativa de vida do brasileiro. Qual o tamanho desse impacto com as medidas da PEC 241?

Como limitar gastos e torna-lo viável, sem considerar um projeto paralelo de equilíbrio fiscal?

A propósito, Brasil e a Espanha são os únicos a isentar lucros e dividendos. Sem uma reforma tributária, que possibilite equacionar o equilíbrio fiscal, dificilmente a PEC 241 atingirá o seu objetivo.

A dívida pública do Brasil deverá fechar o ano por volta de R$ 3,3 trilhões, o que representa quase 80% do PIB. O déficit primário, em 2016, será aproximadamente de R$ 170 bilhões. Os gastos com as despesas públicas primárias (2008 a 2015) cresceram 51% acima da inflação, enquanto a receita evolui apenas 14,5%.

A PEC 241 precisa ser mais clara no que se refere ao seu objetivo principal.

Se for apenas voltada à contenção de gastos públicos – se torna desnecessária, uma vez que o Brasil já possui um bom sistema de Programação Orçamentário e de Controle de Responsabilidade na Gestão de Finanças Públicas, estabelecida na CF 88 e na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e suas alterações.

Utilizando esses dispositivos o Executivo poderá inserir suas metas fiscais na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), efetuando ajustes seletivos nas despesas que podem ser preteridas as que mais inflam a dívida pública.

Caso queira adotar o Estado Mínimo, deverá adotá-lo conjuntamente com outras medidas, inclusive privatizações.

É preciso mais maturidade e competência, nessa hora. A discussão deverá ser mais contextualizada e não apenas sob a égide do Ceteris Paribus.

Caso contrário, será um curativo fora da ferida.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

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Categoria(s): Artigo / Economia
sábado - 15/10/2016 - 23:56h

Pensando bem…

“Quem conhece os outros é sábio; quem conhece a si mesmo é iluminado.”

Lao-Tsé

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