segunda-feira - 06/07/2026 - 19:10h
Esclarecimentos urgentes

STF perde paciência com tribunais que superam o teto constitucional

STF teve três ministros assinando (Reprodução do STF)

STF teve quatro ministros assinando (Reprodução do STF)

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deram um prazo de 48h para que presidentes de tribunais de vários estados expliquem pagamentos a magistrados que superam o teto constitucional. Quem descumprir, corre o risco de ser afastado do cargo.

A medida foi tomada nesta segunda-feira (6) e foi solicitado o detalhamento a respeito dos valores e verbas pagas a cada magistrado da ativa e aposentado nos meses de abril, maio, junho e julho deste ano, com indicação de valores remuneratórios e indenizatórios individualizados.

A intimação é destinada aos presidentes dos tribunais de Justiça do Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia. Os pedidos de esclarecimentos partiram dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

Pela regra do STF, as verbas indenizatórias autorizadas não deveriam passar de 35% do teto de R$ 46,4 mil — o que dá uma remuneração máxima de R$ 78,5 mil.

Mas dados mostram uma realidade paralela. Em maio, um desembargador do Pará, por exemplo, recebeu mais de R$ 1 milhão líquido, com indenizações de férias e adicionais.

Em junho, os salários continuaram passando dos R$ 100 mil em quase todas as cortes.

Com informações da CNN e outras fontes.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público

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