domingo - 03/05/2026 - 11:50h

“A elegância do ouriço”, Muriel Barbery

Por Honório de Medeiros

Muriel barbery e seu livro (Reprodução do blog de Honório de Medeiros )

Muriel barbery e seu livro (Reprodução do blog de Honório de Medeiros )

É divertido o romance de Muriel Barbery, A Elegância do Ouriço.

Recomendo.

Vou, aqui, editar um trecho do livro que fala acerca da fenomenologia de Edmund Husserl.

“O quê?”. “Fenomenologia?” “Em um romance?”

É. Em um romance. E esse trecho prova, para mim, por a + b, que somente a literatura salva a filosofia da chatice dos filósofos.

Leiam:

“Então, a segunda pergunta: que conhecemos do mundo? A essa pergunta os idealistas como Kant respondem. Que respondem? Respondem: pouca coisa.

(…)

Conhecemos do mundo o que nossa consciência pode dizer dele porque isso aparece assim – e não mais.

Vejamos um exemplo, ao acaso, um simpático gato chamado Leon. (…) E pergunto a vocês: como podem ter certeza de que se trata de verdade de um gato, e até mesmo saber que é um gato? (…) Mas a resposta idealista consiste em demonstrar a impossibilidade de saber se o que percebemos e concebemos do gato, se o que aparece como gato na nossa consciência é de fato conforme ao que é o gato em sua intimidade profunda.

(…)
Eis o idealismo kantiano. Só conhecemos do mundo a IDEIA que dele forma a nossa consciência”.

Agora vem a parte hilariante:

“Mas existe uma teoria mais deprimente que essa (…) Existe o idealismo de Edmund Husserl (…)

Nessa última teoria só existe a apreensão do gato. E o gato? Pois é, o dispensamos. Nenhuma necessidade do gato. Para fazer o quê, com ele? Que gato? (…) O mundo é uma realidade inacessível que seria inútil tentar conhecer.

Que conhecemos do mundo? Nada. Como todo conhecimento é apenas a autoexploração da consciência reflexiva por si mesma, pode-se, portanto, mandar o mundo para os quintos dos infernos.

É isso a fenomenologia: a CIÊNCIA DO QUE APARECE À CONSCIÊNCIA. Como se passa o dia de um fenomenologista? Ele se levanta, tem consciência de ensaboar no chuveiro um corpo cuja existência é sem fundamento, de engolir o pão com manteiga inexistente, de enfiar roupas que são como parênteses vazios, ir para o escritório e pegar um gato.

Pouco se lhe dá que esse gato exista ou não exista, e o que ele seja na própria essência. O que é indecidível não lhe interessa. Em compensação, é inegável que na sua consciência aparece um gato, e é esse aparecer que preocupa o nosso homem”.

Aí está.

Por isso digo que o idealismo radical é a loucura da razão.

Fica mais fácil para eles entenderem o grande mistificador que foi Platão.

Entender que não existe algo Justo-Em-Si-Mesmo. Entender o uso manipulativo, retórico, das teorias filosóficas.

E entender por qual razão os professores de Direito, com algumas exceções, são como os gatos existencialistas…

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Artigo
domingo - 03/05/2026 - 10:46h

As minhas janelas

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS

Estou lendo algumas crônicas de autoria de Paulo Mendes Campos. Segundo Flávio Pinheiro, em prefácio de um livro que reúne alguns textos do cronista, Mendes Campos “iluminou becos sem saída da vida, mas não cuidou apenas deles. Suas meditações eram temperadas por um ceticismo produtivo, para além do que há de enfadonho no niilismo ou de cômodo no pessimismo. Sempre teve, porém, um olhar perspicaz para descobrir o sabor oculto nas miudezas e circunstâncias da vida, com humor e ironia refinados e uma destreza para lidar com as palavras decantadas em invenção poética”.

Entre as crônicas, uma salta aos olhos. Trata-se de Minhas janelas, na qual o cronista discorre sobre a visão que tinha através das janelas das casas onde morou. Por ali, ele via o mundo em derredor, o vai e vem das pessoas, o caótico trânsito das regiões metropolitanas. “Morei em Belo Horizonte, no Leme, Copacabana, Leblon, Botafogo, Silvestre, andei aí pelo Brasil e por outros países”. Com efeito, o cronista perscrutava era a sua alma à procura de respostas.

Cá de minha parte, não posso afirmar que sou um andarilho. Quando eu era adolescente, morei por um ano na capital Alencarina. No entanto, a saudade bateu, e logo retornei à minha terra natal. Nunca tive – e não tenho – vontade alguma de sair do meu torrão, de residir em outras plagas. Viajar é bom, mas voltar pra casa é “felomenal”, diria Geovanni Improtta, personagem interpretado pelo ator José Wilker.

Assim, recuando no tempo, da janela da casa localizada na rua Tiradentes, n. 53, eu via a torre da igreja que foi trincheira para combater o bando do cangaceiro Lampião. Via seu Pedro Borges e dona Zélia, ao entardecer, sentados na calçada, saindo, vez ou outra, no Corcel I, verde. Eu via os meninos que moravam na rua jogando bola ou pedalando as suas bicicletas; via o pequeno muro da frente da casa de seu Sebastião Vieira e dona Ritinha, onde se cultivava um pequeno jardim.

Vislumbrava, outrossim, o vetusto prédio do Cine Teatro Caiçara. Aliás, permita-me fazer um parêntese. Certa vez eu assisti a uma peça de teatro no Caiçara, e nunca esqueci as palavras da atriz Aracy Balabanian, no palco, ante um prédio deteriorado e sem estrutura: “se os artistas de Mossoró fazem teatro nessas condições, eu também estou aqui para fazer”.

Pois bem. Através de uma janela lateral, eu via o quintal da minha casa, com um frondoso pé de seriguela que, não sei quantas vezes, deu sabor aos dias da minha infância. Pelas janelas da minha alma, eu via sonhos enquanto menino/adolescente que buscava desbravar o mundo.

Contudo, em nossas vidas nem sempre conseguimos cumprir o roteiro traçado, pois vamos, paulatinamente, construindo a nossa história, às vezes, por caminhos outros. Entretanto, nada tenho a reclamar, somente agradecer.

O narrado acima são recortes de tempos idos; as minhas janelas. Hoje, porém, vejo que é na sutileza dos detalhes que encontramos a grandeza da vida.

Por derradeiro, transcrevo as palavras do cronista Paulo Mendes Campos, extraídas da crônica anteriormente citada:

“Ando cansado de andanças, isto é, a idade vai chegando. Não quero mais ir, quero ficar; não quero mais procurar, quero conhecer o que já encontrei; para quem sou, as alegrias e as tristezas que tenho já estão de bom tamanho”.

Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 03/05/2026 - 09:48h

Quando a sabatina vira palanque

Por Marcos Araújo

Jorge Messias retratado com IA em estilo impressionista para o BCS

Jorge Messias retratado com IA em estilo impressionista para o BCS

“Julgar os seus semelhantes ou pronunciar-se entre os seus pares. Condenar ou absolver, exercer a severidade e praticar a indulgência, dispor da fazenda, da vida ou da honra dos outros — não há responsabilidade mais grave. Ela exige a clareza da inteligência e a firmeza do espírito, a competência e o caráter, o respeito que a si próprio se deve e o que aos outros impõe.”

Louis Barthou, Ministro da Justiça da França (1862–1934)

Na noite de 29 de abril de 2026, o Senado Federal escreveu uma página inédita — e preocupante — na história constitucional brasileira. Por 42 votos a 34, os senadores rejeitaram a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Foi a primeira recusa de uma indicação ao STF em 132 anos. O fato, em si, não seria necessariamente ruim. O problema é o porquê — e o que o porquê revela sobre o estado das nossas instituições.

Para ser Ministro do STF, a Constituição exige dois requisitos, além da idade de 35 anos: notável saber jurídico e reputação ilibada. Em mais de um século de constitucionalismo republicano, o Brasil construiu um padrão: o Senado existe para verificar se o indicado preenche esses requisitos, não para corrigi-los à luz dos humores políticos do momento.

Pela recusa de Messias, O Senado Federal criou o quarto requisito: aceitabilidade e afinação política perante o parlamento. Pelos critérios constitucionais de habilitação para o cargo, Jorge Messias passou no teste. A Constituição diria sim. O Plenário do Senado disse não.

Os defensores da rejeição invocaram equivocadamente um precedente histórico de 1894. Não se aplica ao caso. No governo do Marechal Floriano Peixoto, cinco indicados ao STF foram recusados pelo Senado. O país vivia seus primeiros anos de República, sacudido pela Revolta da Armada e pela Revolução Federalista. O caso mais emblemático foi o de Cândido Barata Ribeiro, médico, abolicionista, ex-prefeito do Rio de Janeiro — indicado a um cargo que a Constituição de 1891 destinava a pessoas de “notável saber e reputação”.

O Senado, ao recusar Barata Ribeiro e outros nomes sem trajetória jurídica — como o general Ewerton Quadros e o coronel Demosthenes da Silveira Lobo —, afirmou uma interpretação histórica fundamental: o Supremo Tribunal Federal deveria ser composto por juristas. Era uma rejeição de mérito constitucional. Bem diferente do que ocorreu agora.

O precedente de 1894, portanto, não autoriza qualquer rejeição. Ele autoriza, e exige, rejeições fundadas em insuficiência constitucional objetiva. É precisamente o inverso do que ocorreu em 2026.

As cinco rejeições de 1894 afirmaram que o Supremo deveria ser composto por juristas. O precedente que se abre em 2026 afirma algo qualitativamente diferente e muito mais grave: que o Supremo deveria ser composto apenas pelos juristas que a maioria parlamentar do momento considerar politicamente convenientes.

Louis Barthou afirmou que “a civilização de um país se mede pela opinião que tem de sua Magistratura”. João Mangabeira, ministro e jurista brasileiro, escreveu que “o órgão que, desde 92 até 1937, mais falhou à República, não foi o Congresso. Foi o Supremo Tribunal Federal”. Dois retratos, dois alertas. Um sobre o que uma Corte deve ser. Outro sobre o que ela pode se tornar quando as instituições falham.

Quando o Senado rejeita um indicado ao STF por cálculos eleitoreiros, e não por critérios constitucionais, ele não fortalece a República. Ele a fragiliza. E o faz justamente no momento em que o Brasil mais precisa de instituições robustas e confiáveis.

Criou-se um precedente perigoso. E ainda assisti, com tristeza, os Senadores comemorando, tornando o vexame constitucional ainda mais ridículo. Pela mensagem, o Supremo, doravante, somente deve ser ocupado somente pelos “queridinhos” do Senado.  Aquele(s) jurista(s) que a maioria parlamentar do momento considerar politicamente convenientes. Com certeza, essa não é a República que a Constituição de 1988 prometeu. Não é a República que Ruy Barbosa ajudou a construir. E não é a República que o Brasil precisa ser.

Marcos Araújo é professor e advogado

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Categoria(s): Artigo
domingo - 03/05/2026 - 08:50h

Tirna

Por Bruno Ernesto

Chaleira no fogão à lenha Foto: Bruno Ernesto)

Chaleira no fogão à lenha (Foto: Bruno Ernesto)

É curioso observar como um simples hábito pode se transformar em um retorno à simplicidade.

Esse modernismo exacerbado, essa esterilização cultural, a restaurantização, parecem comprovar a teoria de Charles Darwin.

Aliás, de todas as grandes teorias, parece que ela é a única que vem se fortalecendo a cada dia e, claro, não podemos contabilizar neste raciocínio as teorias conspiratórias isoladamente, pois elas estão inseridas na própria teoria evolucionista darwiniana.

Claro que a modernidade – os novos tempos – e a praticidade que ela proporciona, mudaram definitivamente nosso modo de viver e sobreviver.

Ninguém em sã consciência quer lavar roupas à mão, passar roupa com ferro à brasa, viajar mil quilômetros no lombo de um cavalo ou buscar água na lata para abastecer sua casa; embora às vezes seja necessário fazer o complicado, porém não desútil.

Acordar às quatro horas da manhã e acender o fogão à lenha não é minimamente praticável para quem vai pegar um voo às sete horas, ou deixar o filho no colégio em idêntico horário.

Mas, guardadas as proporções, se você tivesse tempo e disposição, vez ou outra, certamente faria isso.

Se você pudesse, certamente gostaria de acordar sentindo o cheiro de café, queijo e ovos caipiras sendo preparados num fogão à lenha, fumaçando deliciosamente na cozinha e perfumando a sua roupa.

Não tenho dúvida que o seu lado piromaníaco lhe faria observar por vários minutos a labareda lambendo o fundo da panela e a carimbando de tirna.

Talvez, até mesmo se disporia a cortar a lenha, cheiraria o pedaço de queijo de coalho amarelo – deliciosamente gorduroso -, separaria os ovos caipiras e moeria o café manualmente na noite anterior, já sentindo o gosto e cheiro deles sendo preparados.

Até demoraria para dormir de ansiedade.

Carl Jung ficaria orgulhoso dessa sua sincronicidade.

Não duvido que também olhasse para aquela galinha pedrês solta no terreiro, e a imaginasse coberta de coentro, cebola roxa, perfumada com cominho e lateada por batata doce, feijão de corda com nata, arroz de leite, farofa e uma maxixada.

Se pudesse, vez ou outra, chegaria ao compromisso cheirando à fumaça, com as mãos sujas de tirna, mas de corpo e mente limpos e perceberia que nem sempre o que facilita a nossa vida é o melhor para ela.

Bruno Ernesto é escritor, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró – IHGM e curador do portal cultural marsertao.com @ihgmossoro @marsertaoblog

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 03/05/2026 - 07:22h

Do contexto da injustiça

Por Marcelo Alves

Universidade de Salamanca (Foto do Portal de Turismo de Castilla y León)

Universidade de Salamanca (Foto do Portal de Turismo de Castilla y León)

No nosso papo da semana passada, conversamos sobre a chamada “guerra justa”, assunto em que a história da Igreja (veja AQUI), de seus grandes teólogos, e a história do direito, de seus grandes filósofos, se amalgamam deveras. E aqui expliquei que foi a partir da Escola de Salamanca (berço do direito natural moderno), com o precursor Francisco de Vitória (1483?-1546), passando pelo também salamantino Francisco Suárez (1548–1617), por Alberico Gentili (1552-1608) e chegando a Hugo Grócio (1583-1645), que as bases do direito internacional, do direito de guerra e do conceito de “guerra justa” foram razoavelmente assentadas.

Mas por que à época o tema do direito de guerra e, mais especificamente, da “guerra justa” aflorou tão fortemente? Qual o contexto de então?

Tudo se dá numa mistura de colonialismo/imperialismo (pelas grandes potências navais de então, Espanha, Portugal e Holanda, sobretudo), religião/fé e desrespeito/incompreensão por outras culturas/povos. Alguma coincidência com os dias atuais?

Francisco de Vitória, por exemplo, em “De Indis” e “De Jure Belli (Hispanorum in Barbaros)”, ambas escritas em 1539, tratou exatamente dos aspectos jurídicos e teológicos da então recente conquista do continente americano. Em “De Indis”, Vitória condena as violências ali cometidas contra os indígenas. Ele afirma que os índios são homens como quaisquer outros e possuem os mesmos direitos, incluindo o direito de propriedade sobre suas terras, que é, inclusive, um direito natural. Defende que a conversão dos índios americanos ao cristianismo não devia ser forçada, mas livre. Os indígenas, numa situação-limite, poderiam até ser tratados na qualidade de “menores sob tutela”, mas nunca como escravos.

Em “De Jure Belli”, como sabemos, Vitória trata, após Tomás de Aquino, da “guerra justa”: apenas seria justa a guerra desencadeada para responder de forma proporcional a uma agressão ou aquela iniciada preventivamente para evitar um mal maior. E, aqui, avaliando as causas que poderiam justificar as guerras, ele sopesa os supostos direitos dos espanhóis nas Índias e os direitos dos indígenas em suas terras. Lembremos que, em sua época, Vitória foi, junto ao também dominicano Bartolomeu de las Casas (1474-1566), embora em menor intensidade do que este, um dos grandes defensores dos indígenas.

Hugo Grócio, o “fundador” do direito internacional, também tem uma história de vida marcada pelo contexto de então: colonialismo, guerras entre as grandes potências pelas terras além-mar, lutas religiosas e incompreensão/violência contra outros povos/culturas considerados “bárbaros”. Grócio começou sua carreira como advogado em Haia em 1599. Tornou-se historiador para o Estado holandês. Em 1604, foi apontado para defender o Estado holandês, que havia “sequestrado” o navio português Santa Catarina, no estreito de Singapura, em meio às guerras entre Espanha e Holanda.

No mesmo ano, foi nomeado conselheiro do príncipe Maurício de Orange-Nassau (1567-1625). Foi procurador-geral do Fisco holandês e prefeito de Roterdã. Mas, em 1618, envolvido em questões teológicas, em oposição a Maurício de Orange-Nassau, acabou preso. Em 1619, foi sentenciado à prisão perpétua. Em 1620, foi declarado culpado de “laesa majestas” e fugiu para Paris. Voltou à Holanda em 1631. Fugiu novamente, em 1632, para a Alemanha. Por anos, trabalhou como diplomata para a Suécia. Homem público e jurista, poeta e dramaturgo, filósofo e teólogo, acabou falecendo, em 1644, na Alemanha.

A obra do desterrado Grócio – como “De Indis” (de 1604 ou 1605 e relacionada ao já referido incidente com o navio português Santa Catarina), “Mare Liberum” (de 1609 e na qual ele defende a internacionalidade dos mares) e a magnum opusDe Jure Belli ac Pacis” (de 1625, na qual ele “funda” o direito internacional e pela qual é reverenciado até hoje) – é marcada por esse contexto histórico e de vida.

Sobre o direito de guerra, que penosamente se desenvolvia no mundo cristão, ele afirma que guerras eram travadas “com uma falta de freios vergonhosa até mesmo para povos bárbaros” e como se autorizada fosse a prática de todo tipo de crime. E Grócio se confessava mesmo chocado com as atrocidades das guerras entre Espanha e Holanda e entre católicos e protestantes, os supostamente não “bárbaros”, os “civilizados”, da época.

Esses supostamente civilizados…

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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Categoria(s): Crônica
domingo - 03/05/2026 - 04:30h

Outras recordações

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS

Penso agora no tempo dos primeiros passos, os avanços que demos. É isso. Poderia ter se livrado de mim naqueles anos do Facebook. Teria pulado uma fogueira, como se costuma dizer. Mas não, ela não me ignorou na rede social do Mark Zuckerberg nem quis pular a tal fogueira. Algo em mim, de modo recíproco, agiu de um jeito que fomos passo a passo nos aproximando. Continuou me dando fôlego, a encorajar os meus sutis e dissimulados galanteios, certas atitudes, fagulhas de ousadia. Coisa discreta, com disfarce, subjacente tipo assim uma brasa ainda viva que arde por baixo das cinzas.

O clima foi melhorando, ganhando afeições, encantamento, elogios moderados. Até que um amigo comum nos apresentou em certa ocasião. Um seu colega de trabalho que enfeitou ainda mais este pavão desimpedido àquela época.

Com pouco já havíamos adquirido certo entrosamento, trocamos afinidades. Vieram alguns elogios (todos recíprocos) e, quando me dei conta, nossos números telefônicos estavam compartilhados. Devagar transcendemos a rede social do americano cheio da grana. O celular, que naquele tempo era bastante caro, tornou-se o elo, o meio pelo qual um dia estreitamos laços. Não revelarei aqui o dia, porém informo tão só que foi em um feriado nacional quando em uma noite de setembro nos colocamos cara a cara. Isso já tem dez anos. Aí todo o cerca-lourenço findou.

O jogo foi aberto, tudo posto às claras, e a pequenina brasa do desejo já estava exposta. Então nunca mais nos desgrudamos. Até parece que foi ontem. Alguns meses depois, infelizmente, surgiram tribulações, passei por grandes terremotos e maremotos existenciais, contudo ela não me largou, continuou ao meu lado, não pulou a fogueira do meu desgoverno. É isso aí, eu me encontrava desgovernado. Enfermo sem tratamento, sem diagnóstico.

Fui parar em um famoso e extinto manicômio deste município; minha situação se complicara, exigia uma medida extrema. Ainda assim não me virou as costas. Nossos amigos entraram na raia, deram apoio, todavia foi ela quem segurou a barra, continuou firme junto a mim. Não demorou e recobrei a razão, tomei remédios fortes e readquiri o prumo. Sigo em tratamento até hoje.

Ela foi (ainda é) o maior e melhor presente que ganhei na vida. Ora retomo este assunto, quem sabe esteja me repetindo, porque existem alguns momentos em que a rotina, a monotonia, concorre para que esqueçamos do quanto bonita e vencedora é nossa história. Uma história que merece ser escrita, louvada e enaltecida sempre que este coração disser que sou privilegiado por tudo. Outras recordações, a exemplo destas, poderão surgir novamente. Não cansarei de me repetir.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 02/05/2026 - 23:42h

Pensando bem…

A mão que afaga é a mesma que apedreja.”

Augusto dos Anjos

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sábado - 02/05/2026 - 21:38h
Tecnologia

Chat GPT prepara salto com marca própria de celular

Arte com logomarca da Open AI

Arte com logomarca da Open AI

Nesta semana, os rumores de que a OpenAI (Chat GPT) trabalha no lançamento de um celular em parceria com outras três empresas ganharam força.

Após o vazamento, as ações da Qualcomm, uma das empresas parceiras e responsável pelo desenvolvimento de chips para o aparelho, chegaram a saltar 8%.

Mas qual é a vantagem da OpenAI em criar um celular? Com um aparelho próprio, a empresa teria acesso a todos os recursos e sistemas dele — o que não acontece hoje em dia quando o aplicativo da empresa é instalado.

Ainda não está muito claro como ele funcionaria, mas, ao que tudo indica, uma das principais diferenças seria agentes de AI substituírem aplicativos.

Na prática, isso significa que o próprio aparelho conseguiria realizar tarefas sozinho e antecipar demandas, como marcar compromissos na agenda.

Com o ChatGPT se aproximando de um bilhão de usuários semanais, o lançamento de um produto físico poderia impulsionar o faturamento anual de US$ 20 bilhões da empresa e expandir a base de clientes.

As especificações do smartphone e seus fornecedores devem ser finalizadas até o final do ano ou começo de 2027 — com a produção em massa do dispositivo prevista para começar em 2028.

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
sábado - 02/05/2026 - 16:42h
Fuga de Alcaçuz

Cinco presos fogem de penitenciária e são caçados por policiais

Cinco presos fugiram da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta (RN), na madrugada deste sábado (2 de maio de 2026) durante fortes chuvas. Os detentos, da Triagem do Pavilhão 1, quebraram a estrutura de ventilação, pularam o muro interno e usaram uma corda “teresa” para escapar.

Fugitivos

Carlos Soares Alves da Silva, Jefferson Cleyton Lima da Silva, Maycon Dias Mora, Pedro Gabriel da Silva e Rodrigo da Silva Nascimento são os fugitivos.

A Penitenciária Estadual de Alcaçuz é o maior núcleo prisional do Rio Grande do Norte. Foi palco de uma das maiores rebeliões do país em 2017, com 26 mortes (conhecido como Massacre de Alcaçuz).

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sábado - 02/05/2026 - 11:22h
Ordenação

Conheça os futuros padres da Diocese de Santa Luzia de Mossoró

Banner de divulgação da Diocese de Mossoró (Reprodução do BCS)

Banner de divulgação da Diocese de Mossoró (Reprodução do BCS)

Neste sábado (02), a Diocese de Mossoró começa série de ordenações de padres para sua vasta circunscrição. Ao longo deste mês, outros cinco diáconos também dirão o seu “sim” definitivo a Deus no sacerdócio.

“Cada vocação nasce de um chamado silencioso no coração, amadurece nos encontros, na oração, nos estudos, no serviço como leitor e acólito, floresce no diaconato… e agora se consagra no altar, como entrega total ao povo de Deus”, salienta a Diocese conduzida pelo bispo Dom Francisco de Sales.

Conheça agora os diáconos que serão ordenados padres:

Marcos Bruno Fernandes – Hoje, às 18h, na Capela de São João Batista, Vila Mata, Tenente Ananias.

Lucas Henrique Beserra Sousa – Dia 09, às 18 horas, Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus, Umarizal.

Miqueias Ícaro de Oliveira – Dia 12, às 19h30, Igreja Matriz de São João Batista, Mossoró.

Marcos Maciel de Souza Araújo – Dia 15, às 19 horas, Igreja Matriz de São Paulo, Mossoró.

Pedro Vitor Fernandes Damião – Dia 16, às 18 horas, Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Pau dos Ferros.

Geovani José da Silva – Dia 22, às 18 horas, Igreja Nossa Senhora da Salete, Serrinha dos Pintos.

Veja perfil de cada diácono AQUI.

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sábado - 02/05/2026 - 10:34h
Inverno

Que Encanto!

Sangria do açude público de Encanto no Alto Oeste do RN.

Sabadão de alegria ainda maior por essas bandas, com o inverno 2026.

O reservatório tem capacidade total de mais de 5 milhões de metros cúbicos (5.192.538m3).

Historicamente atinge alta porcentagem de volume ou sangra após fortes chuvas, como registrado em anos anteriores.

Suas águas vão para o sistema do rio Apodi-Mossoró, barragem Santa Cruz em Apodi.

🎥 Não recebemos informações sobre autoria do vídeo.

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sábado - 02/05/2026 - 04:40h
“Transa”

Caetano Veloso inspira Feira de Vinil e Afins de Mossoró

Kauê Tavares fará apresentação musical (Foto: divulgação)

Kauê Tavares fará apresentação musical (Foto: divulgação)

A força, a liberdade e a fusão sonora de um dos discos mais marcantes da música brasileira ganham nova interpretação em Mossoró.

No próximo dia 9 de maio, a Feira de Vinil e Afins promove o espetáculo “Transa”, inspirado no icônico álbum de Caetano Veloso, lançado em 1972.

A Feira terá início às 18h e o show será realizado a partir das 19h, no Cafezal Café & Bistrô, localizado no Memorial da Resistência, no Centro da cidade, com entrada gratuita.

A apresentação musical ficará por conta do cantor Kauê Tavares, que revisita, ao lado de banda formada especialmente para o evento, o repertório do disco em uma performance que propõe uma imersão na intensidade e na mistura de influências que consagraram Transa como uma obra singular.

Gravado durante o exílio de Caetano Veloso em Londres, o álbum é reconhecido por sua sonoridade híbrida, que combina elementos do rock, reggae e da música brasileira, além de letras que transitam entre o português e o inglês. Clássicos como “You Don’t Know Me”, “Nine Out of Ten” e “Triste Bahia” fazem parte do repertório que atravessa gerações e permanece atual.

Mais do que um show, o espetáculo propõe uma experiência musical que dialoga com o contexto histórico e artístico do disco, reafirmando sua relevância e potência estética. A apresentação deve reunir apreciadores da música brasileira, colecionadores e o público em geral em uma noite dedicada à celebração da cultura e da memória musical.

A Feira de Vinil e Afins é uma iniciativa que vem se consolidando como espaço de valorização da cultura analógica e da música em Mossoró, reunindo expositores, colecionadores e atrações musicais em torno do universo do vinil e de outras mídias físicas. O evento conta com apoio cultural do Banco do Nordeste Cultural e do Colégio Simples.

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sexta-feira - 01/05/2026 - 23:52h

Pensando bem…

“O silêncio é o santuário da prudência.”

Baltasar Gracián

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sexta-feira - 01/05/2026 - 16:46h
Comércio

Varejo alimentar tem desempenho recorde e vira motor de empregos

Ano de 2025 foi robusto para o setor, aponta a Associação Brasileira de Supermercados (Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS)

Ano de 2025 foi robusto para o setor, aponta a Associação Brasileira de Supermercados (Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS)

Em meio ao consumo pressionado, o varejo alimentar faturou mais de R$ 1,1 trilhão no ano passado, chegando a representar 9% do PIB.

O setor segue como motor de emprego no país, reunindo 9 milhões de trabalhadores.

São mais de 439 mil lojas espalhadas pelo Brasil, atendendo cerca de 30 milhões de consumidores por dia.

O Ranking da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) 2026 mostra esse movimento com números mais robustos.

15 maiores supermercados do Brasil em 2025

Carrefour (SP): faturamento de 123,5 bilhões de reais

Assaí Atacadista (SP): faturamento de 84,7 bilhões de reais

Mateus Supermercados (MA): faturamento de 43,5 bilhões de reais

Supermercados BH (MG): faturamento de 25,7 bilhões de reais

GPA (SP): faturamento de 20,6 bilhões de reais

Irmãos Muffato (PR): faturamento de 20,3 bilhões de reais

Grupo Pereira (SP/SC): faturamento de 17,5 bilhões de reais

Koch Hipermercado (SC): faturamento de 12,9 bilhões de reais

Novo Mateus (PE): faturamento de 12,5 bilhões de reais

Mart Minas (MG): faturamento de 12,5 bilhões de reais

Martins Atacado (MG): faturamento de 11,8 bilhões de reais

Cencosud Brasil (SP): faturamento de 10 bilhões de reais

Plurix (SP): faturamento de 9,6 bilhões de reais

DMA Distribuidora (Epa Supermercados, Mineirão Atacarejo e Brasil Atacarejo / MG): faturamento de 8,9 bilhões de reais

Companhia Zaffari (RS): faturamento de 8,8 bilhões de reais

Em 2025, o faturamento das redes supermercadistas ultrapassou 1.145,1 trilhão de reais, considerando formatos como atacarejos, supermercados tradicionais, minimercados, e-commerce e lojas de conveniência.

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Categoria(s): Economia
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sexta-feira - 01/05/2026 - 16:02h
Mossoró

“4ª Corrida e Caminhada de Nossa Senhora de Fátima” serão domingo

Banner de divulgação

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A Paróquia de Nossa Senhora de Fátima de Mossoró realiza nesse domingo (3), a Corrida e Caminhada de Nossa Senhora de Fátima. Esta é a 4ª edição do evento que faz parte dos festejos da padroeira.

A concentração será às 4h, em frente à igreja matriz de Nossa Senhora de Fátima, no bairro Abolição II, em Mossoró.

O percurso a ser cumprido pelos atletas da corrida é de 7 km, e o da caminhada, 3 km, na Avenida Abel Coelho.

A TV Cabo Mossoró (TCM Telecom), Canal 10, fará a transmissão ao vivo da Corrida e Caminhada, anuncia a empresa.

O evento será acompanhado a partir das 5h da manhã, pelos Canais 10 e 14.1, pelo site www.tcmplay.tv.br e também pelo Canal TCM 10 TV no YouTube.

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Categoria(s): Gerais
sexta-feira - 01/05/2026 - 15:28h
Instrução normativa

Universidade reduz jornada de trabalho para seus terceirizados

Ufersa tem cerca de 400 terceirizados (Foto de confraternização com trabalhadores contratados/Arquivo/Eduardo Mendonça)

Ufersa tem mais de 400 terceirizados (Foto de confraternização com trabalhadores contratados/Arquivo/Eduardo Mendonça)

Os profissionais terceirizados contratados pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) passarão a contar com uma jornada de trabalho mais curta, em sintonia com as novas diretrizes estabelecidas pelo Governo Federal, a partir da Instrução Normativa nº 148/2026, assinada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

Atualmente, a carga horária semanal é de 44 horas e será reduzida para 40 horas, sem qualquer alteração nos salários. Algumas categorias específicas já gozavam dessa jornada, sendo agora um benefício estendido a todos os postos de trabalho, exceto aqueles em regime de escala.

A Pró-Reitoria de Administração já iniciou as tratativas para a implementação da nova carga horária, de modo que, até o final de maio, todos os postos estejam com a atualização.

A Ufersa conta com mais de 400 terceirizados contratados para atuação nos campi de Mossoró, Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros.

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
sexta-feira - 01/05/2026 - 14:24h
Decisão judicial

Rede social é obrigada a reativar página e pagar indenização

Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS

A Justiça do Rio Grande do Norte determinou que a empresa responsável pelo pela social Instagram restabeleça a conta profissional de advogado que havia sido desativada sem justificativa detalhada. Além disso, a plataforma foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil.

A decisão foi proferida pela juíza Welma Maria Ferreira de Menezes, do 3º Juizado Especial Cível e Criminal de Mossoró.

O caso

O autor da ação, o advogado Cesar Carlos de Amorim, alegou que utilizava o perfil na rede social para divulgar sua atividade profissional. Segundo ele, a conta foi desativada de forma definitiva, sem aviso prévio, sem explicação clara e sem oportunidade de defesa.

A empresa, por sua vez, sustentou que agiu conforme os termos de uso da plataforma, alegando violação aos chamados “padrões da comunidade”. No entanto, não apresentou provas específicas sobre qual conteúdo teria infringido as regras.

Ao analisar o caso, a magistrada entendeu que houve falha na prestação do serviço. A decisão destacou que, embora plataformas digitais tenham o direito de moderar conteúdos, essa atuação deve respeitar princípios como transparência, proporcionalidade e direito à informação.

A juíza apontou que a exclusão ocorreu com base em justificativas genéricas, sem detalhamento mínimo da suposta infração, o que viola direitos do consumidor.

Impacto profissional e decisão

Outro ponto relevante foi o uso da conta como ferramenta de trabalho. A sentença reconheceu que a exclusão indevida afetou a imagem profissional do advogado e sua atuação no mercado, ultrapassando o mero aborrecimento cotidiano.

Segundo a decisão, a suspensão injustificada comprometeu a credibilidade do profissional e restringiu sua atividade econômica.

A Justiça determinou a reativação definitiva da conta profissional, bem como o  pagamento de R$ 5 mil por danos morais.

Contexto

O caso reforça um entendimento cada vez mais presente no Judiciário brasileiro: empresas de tecnologia não podem aplicar sanções de forma arbitrária. Mais do que a sanção financeira, a decisão mostra um caminho para frear o abuso recorrente dessas empresas planetárias.

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Categoria(s): Gerais / Justiça/Direito/Ministério Público
sexta-feira - 01/05/2026 - 09:26h
Jogo do poder

Impeachment de ministros do STF vira moeda de troca no Senado

STF tenta pavimentar entendimento entre os outros poderes (Foto? STF)

Ministros do STF estão, até aqui, como intocáveis (Foto: STF)

Reportagem da Folha de São Paulo afirma que Davi Alcolumbre (UB) teria sinalizado à oposição, que pode pautar impeachments de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em troca de apoio à sua reeleição.

O político teme a possibilidade de perder a presidência da Casa no ano que vem para o senador Rogério Marinho (PL), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

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Categoria(s): Política
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quinta-feira - 30/04/2026 - 23:54h

Pensando bem…

“Não leve a vida muito a sério – você nunca sairá vivo dela.”

Elbert Hubbard

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quinta-feira - 30/04/2026 - 21:46h
Carta aberta

Brasil Parkinson pede mudança de paradigma no tratamento da doença

O envelhecimento da população brasileira é uma realidade demográfica (Arte ilustrativa)

O envelhecimento da população brasileira é uma realidade demográfica (Arte ilustrativa)

No mês de conscientização da Doença de Parkinson, a Associação Brasil Parkinson (ABP) divulga uma carta aberta à sociedade e aos gestores públicos. O documento denuncia o subdiagnóstico e a visão simplificada da doença — muitas vezes limitada ao tremor — que ignora sintomas silenciosos que surgem até uma década antes das manifestações motoras.

Atualmente, o Brasil possui cerca de 500 mil diagnosticados, mas as projeções indicam um salto para mais de 1 milhão nas próximas décadas. “Não podemos mais aceitar um modelo de tratamento centrado exclusivamente na medicação, que muitas vezes falta nas prateleiras do SUS”, afirma a Dra. Erica Tardelli, presidente da ABP.

O manifesto propõe três pilares urgentes: Capacitação na Atenção Primária, para reduzir o tempo entre os primeiros sinais e o diagnóstico definitivo; Cuidado Multiprofissional no SUS,  que garanta de acesso a fisioterapia especializada, fonoaudiologia e suporte psicológico como parte da terapia padrão; e Atualização do Protocolo de Medicamentos, para a incorporação de novas tecnologias (como o pramipexol para fases iniciais) e fim do desabastecimento crônico de drogas essenciais como a Levodopa.

“A ABP reforça que o Parkinson é a condição neurológica que mais cresce no mundo e que a inação do Estado hoje resultará em um colapso na qualidade de vida dos idosos e na sustentabilidade do sistema de saúde no futuro breve”, explica a presidente da entidade, Dra Erica Tardelli.

O envelhecimento da população brasileira é uma realidade demográfica. Se em 2010 apenas 10% dos brasileiros eram idosos, em 2026 esse número já atinge 15%, com projeção de 32% até 2060. Sem políticas públicas que incluam o cuidado integral, o custo social e econômico da dependência física será insustentável.

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Categoria(s): Gerais / Saúde
  • Art&C - PMM - Abril de 2026
quinta-feira - 30/04/2026 - 20:30h
Brasília

Congresso derruba veto de Lula à redução de penas do 8 de janeiro

Votação é segunda derrota seguida do governo Lula (Foto: Geraldo Magela)

Votação é segunda derrota seguida do governo Lula (Foto: Geraldo Magela)

O Congresso Nacional derrubou nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Lula (PT) ao projeto de Lei que reduz a pena de pelo menos 190 condenados pelos atos do 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). É a segunda derrota consecutiva do presidente (veja AQUI derrubada de indicação ao STF).

Na Câmara, foram 318 votos a favor e 144 contra enquanto que no Senado foram 49 votos a favor da derrubada do veto e 24 contra.

Bancada do RN

Do Rio Grande do Norte, votaram pela derrubada do veto de Lula os seguintes parlamentares:

Benes Leocádio (União Brasil);

Carla Dickson (PL);

General Girão (PL);

João Maia (PP);

Robinson Faria (PP);

Sargento Gonçalves (PL);

Rogério Marinho (PL);

Styvenson Valentim (Podemos).

A favor:

Fernando Mineiro (PT);

Natália Bonavides (PT);

Zenaide Maia (PSD).

Bolsonaro está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde, mas, em tese, segue em regime fechado, após condenação de 27 anos e três meses por tentativa de golpe.

Segundo a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, ele só poderia passar ao regime semiaberto em 2033.

Especialistas estimam que, quando o projeto começar a valer, o ex-presidente pode migrar de regime em um prazo entre dois e quatro anos.

O texto impede a soma de dois crimes — abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado —, estabelecendo que deve ser aplicada apenas a pena do crime mais grave, com acréscimo de um sexto até a metade.

A proposta também prevê redução de pena de um a dois terços quando os crimes ocorrerem em contexto de multidão, desde que o réu não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança.

Do G1 e outras fontes

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 30/04/2026 - 18:34h
BNB Cultural

Roberta Sá fará show de reabertura do Lauro Monte

Investimento deixa cultura com novo equipamento (Foto: BNB Cultural)

Investimento deixa cultura com novo equipamento (Foto: BNB Cultural)

O Teatro Lauro Monte Filho será reaberto oficialmente na quinta-feira, 14 de maio, como sede do Banco do Nordeste Cultural Mossoró. A inauguração será marcada por uma programação cultural diversificada e pelo show da cantora mossoroense Roberta Sá, gratuito, na Praça Vigário Antônio Joaquim, em frente ao teatro.

Criado originalmente como Cine Teatro Cid, em 1964, o equipamento cultural foi vendido ao Governo do Estado em 1999 e cedido ao Banco do Nordeste em 2024. O espaço passa a integrar a rede de centros culturais do BNB, nos mesmos moldes das unidades de Sousa (PB), Fortaleza (CE) e Juazeiro do Norte (CE).

A data e a programação de inauguração foram anunciadas nesta quarta-feira (30) pelo diretor de Planejamento do Banco do Nordeste, Aldemir Freire, e pelo superintendente estadual da instituição, Jeová Lins, durante visita às obras de reforma do teatro.

A recuperação do prédio conta com investimento da ordem de R$ 4 milhões e inclui revisão completa do teto, modernização do sistema elétrico, troca do piso, substituição das cadeiras e atualização de toda a infraestrutura. O teatro passa a ter capacidade para 426 pessoas, além de equipamentos modernos de som, iluminação e projeção, adequados ao funcionamento como centro cultural contemporâneo.

Programação 

9h – Abertura da exposição “Do Sonho Onírico ao Sonho Material”
18h – Apresentação dos Caboclos de Major Sales
18h30 – Cerimonial oficial de abertura
19h30 – Espetáculo A Invenção do Nordeste – Grupo Carmim de Teatro (para convidados)
20h30 – Show de Roberta Sá (Praça Vigário Antônio Joaquim)

15 de maio (sexta-feira)

9h30 – Lançamento do PAT Cultura
19h30 – Espetáculo A Invenção do Nordeste – Grupo Carmim de Teatro (aberto ao público)

16 de maio (sábado)

18h – Roda de conversa com Kayoni Venâncio
19h – Exibição do filme O Agente Secreto

17 de maio (domingo)

17h – Contação de histórias O Príncipe do Tirol e Outras Histórias – Grupo Trotamundos
19h – Show Estela Seregatti
20h – Show Bia Gurgel

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Categoria(s): Cultura
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