"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."
Charles Chaplin
Jornalismo com Opinião
"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."
Charles Chaplin
Um sinalizador da inconsistência do wilmismo, nesse momento da política potiguar, é o fato de não possuir qualquer nome na plataforma de lançamento à Câmara Federal. E é provável que não apareça ninguém.
Os esforços estão concentrados na eleição da governadora Wilma de Faria (PSB) ao Senado. Coadjuvando-a, os filhos Lauro Maia (PSB) e Márcia Maia (PSB).
Lauro à cata do primeiro mandato de deputado estadual e a mana à reeleição à Assembleia Legislativa.
Em outros tempos, você duvida que Lauro Maia seria candidato a deputado federal?
Mas os dados continuam na mesa. O jogo estão em andamento.
Acompanhemos os próximos movimentos.
O senador Garibaldi Filho (PMDB) tem bons motivos para fechar o dia sorrindo. Um projeto de lei de sua autoria terminou sancionado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A lei, agora, anistia policiais militares punidos pela participação em movimentos reivindicatórios por melhorias salariais e melhores condições de trabalho.
A princípio, a proposição iria beneficiar apenas policiais do Rio Grande do Norte, cerca de 1.300, que participaram da greve de 2007 e foram excluídos da corporação (outros enfrentam processo de expulsão).
Com a proposição de Garibaldi, cerca de cinco mil policiais de 12 Estados brasileiros terminam sendo beneficiados. "Para minha alegria, meu projeto vai beneficiar não só os potiguares, mas milhares de policiais de vários Estados", diz.
Acompanho com pesar a tragédia do Haiti. Há cobertura planetária do terremoto e seus efeitos nesse país paupérrimo da América Latina.
Testemunhamos ainda uma mobilização mundial para socorrer esse povo e suas milhares de vítima. Podem passar de 100 mil mortes.
Em meio a tantas mortes e feridos, além da destruição material, particularmente sinto a perda de dona Zilda Arns. Ela é um ícone da Pastoral da Criança. Iluminada.
Essa mulher é responsável pela salvação de milhões de vidas no Brasil, além do mundo afora. Seu trabalho social tem apelo humanitário de enorme profundidade.
Morreu longe de seu país, mas perto de gente comum que atendeu durante toda uma vida.
É uma brasileira para encher de orgulho cada um de nós brasileiros.
Veja mais AQUI.
Conheço há vários anos o Chico da Prefeitura (DEM), vereador por seis mandatos consecutivos em Mossoró. No mínimo posso dizer que nos queremos bem, nos respeitamos.
Acompanho-o desde tempos em que era modestíssimo servidor municipal. Tenho-o em boa conta, não obstante oscilações de humor e certos disparates. É um sujeito humilde e de família numerosa, além de honrada.
Mas não o via até então com postura tão atrabiliária. É péssimo para si, mas também reflete negativamente na própria Câmara Municipal.
Quanto aos agentes de trânsito, observo que passaram a ser perseguidos pelo governo em face da postura independente e politizada que adotam. O poder não está acostumado a ser contestado e não admite contraponto.
Em meio à sociedade, eles também enfrentam focos de resistência ao seu trabalho.
Há relutância em aceitar que dezenas de jovens sejam – como de fato o são – autoridades disciplinadoras de um trânsito culturalmente caótico e insano. Há décadas funcionava sob relação permissiva e por que não dizer, promíscua.
Reitero o que já escrevi antes: sem uma gota de bom senso nesse oceano de intolerância, testemunharemos a estupidez vencer a lei e a impunidade sacramentar o "jeitinho brasileiro" como regra social.
A barbárie não combina com uma sociedade que se diz libertária e civilizada. Não somos uma coisa nem outra, sem normas que tornem a lei igual para todos e não apenas para os "inimigos" dos donos da cidade.
O vereador Francisco Dantas da Rocha (Chico da Prefeitura-DEM) protagonizou incidente ruidoso e censurável à tarde de hoje. Supostamente embriagado, insultou e fez ameaças a agentes de trânsito, além de gerar direção perigosa.
O caso aconteceu por volta de 14h à Rua Jerônimo Rosado (Centro, Mossoró), diante da sede da Gerência de Trânsito (GETRAN).
O Blog ouviu duas testemunhas do caso e cruzou versões.
Segundo foi apurado, Chico promoveu manobras bruscas no carro que pilotava. Não se conformando com as evoluções ao volante, numa artéria de mão única, ainda esbravejou contra agentes que estavam à frente da sede do Getran.
Ele mostrava multas que teria recebido nos últimos tempos, vociferando contra esses servidores municipais.
Diante da ameaça de violência física e o perigo que o vereador passou a representar, ao volante, agentes chamaram a polícia. Antes da chegada de uma guarnição, Chico evadiu-se.
O pior ficou nas entranhas do próprio Getran.
Por ser aliado do governo, compondo a bancada da prefeita de fato Fátima Rosado (DEM), Chico deve ganhar uma espécie de "blindagem" oficial. Agentes foram pressionados à evitar formalização de denúncia contra o vereador. Ou seja, o vereador no sexto mandato consecutivo não será questionado na forma da lei.
* Em poucos minutos comento esse episódio e a atmosfera de intolerância em relação aos agentes de trânsito.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RN), Paulo Eduardo Teixeira, mobiliza a entidade contra projeto de lei que aumentou em 100% custas processuais e serviços cartoriais.
Em entrevista hoje à InterTV Cabugi, ele apontou que a decisão da Assembleia Legislativa, tomada em sessão extraordinária no dia 29 passado, fere os interesses do cidadão e será questionada. Admitiu até formalização de denúncia ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A justificativa do Tribunal de Justiça do Estado (TJRN) é que o RN tinha congelamento de valores desses serviços há vários anos. Estava entre os mais baixos do país. Contudo, não utilizou qualquer índice de reajuste conhecido do mercado.
Nota do Blog – Meritória a postura da OAB, já que a Assembleia Legislativa – com exceções – teve comportamento que depõe contra seu papel de defesa dos interesses da sociedade.
O cenário de disputa ao Senado e Governo este ano, no Rio Grande do Norte, de novo alimenta o confronto em ambientes paroquiais nos 167 municípios do estado. Cada prócer político tenta mostrar seu poder de influência.
Para lembrar e nos ajudar no debate, o jeito é pelo menos recorrermos ao que ocorreu em 2006, no primeiro turno.
Vamos lá.
O então senador Fernando Bezerra (PTB), com apoio do governo estadual, governo Lula e seu próprio mandato, venceu em 113 municípios a disputa ao Senado.
A ex-prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (DEM) ganhou em 52, empatando com Fernando em São José do Campestre.
Já Geraldo Melo (PSDB) obteve vitória sobre os oponentes em três municípios.
Em relação ao Governo do Estado, a governadora reeleita Wilma de Faria (PSB) levou a melhor em 91 municípios, contra 76 do senador Garibaldi Filho (PMDB) no primeiro turno.
No segundo turno obteve 824.101 votos (52,38%) contra 749.172 votos (47,62%) de Garibaldi Filho.
O Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDIVAREJO) realizará eleições para composição da nova diretoria da entidade no triênio 2010/2013. O pleito ocorrerá no dia 12 de fevereiro.
Escolherá os novos ocupantes dos cargos da Diretoria, Conselho Fiscal, Delegados Representantes junto à Fecomércio e Delegados Regionais, titulares e suplentes.
O prazo para registro de chapa encerrou na última segunda (11). Apenas uma chapa foi inscrita, encabeçada pelos empresários Jair Urbano Queiroz (Grupo Queiroz) e Michelson Ximenes Formiga Frota (Repet Cópias).
O processo eleitoral vem sendo conduzido por José Anchieta Fernandes, diretor em exercício, uma vez que o presidente da entidade, Valdemar Anunciato da Silveira, assumiu o comando da Federação do Comércio (FECOMÉRCIO/RN) de forma interina.
“Nós iremos discutir com profundidade o processo eleitoral no Estado e no País com o PSB, o PDT, o PC do B, o PR e outros partidos que integram a base alida do presidente Lula”. A declaração é da deputada federal Fátima Bezerra (PT), ao Blog de Oliveira Wanderley (AQUI).
Ressalta que está chegando a hora das definições e é necessária uma ampla discussão sobre as candidaturas não apenas para o governo do Estado e o Senado, mas para os cargos proporcionais – Assembléia Legislativa e Câmara dos Deputados.
A parlamentar observa que 2010 começa com uma realidade diferente de 2009 no que se refere ao pleito para o Governo do Estado. Ela lembra que em 2009 existiam quatro pré-candidaturas ao Governo: vice-governador Iberê Ferreira (PSB), ex-prefeito Carlos Eduardo (PDT), deputado federal João Maia (PR) e deputado estadual Robinson Faria (PMN).
“Agora, só existem duas pré-candidaturas, pois Robinson e João Maia desistiram. Estão mantidas apenas as pré-candidaturas de Iberê e de Carlos Eduardo. E é em torno dessas pré-candidaturas que o PT vai centrar suas discussões”, enfatiza.
Fátima Bezerra também afirma que o PT vai abrir um amplo debate sobre a disputa pelo Senado e vê em aberto o espaço para vice-governador.
Com a opção do senador Garibaldi Filho (PMDB) pela pré-candidatura da senadora Rosalba Ciarlini (DEM) ao governo, na base aliada do presidente Lula só existe a pré-candidatura da governadora Wilma de Faria (PSB) ao Senado. A outra vaga está em aberto.
Na opinião da deputada, o PT deve apresentar um nome para fazer dobradinha com Wilma. “O PT trabalha com a possibilidade real de apresentar um nome para concorrer ao Senado ao lado da governadora Wilma. E vamos abrir um intenso debate sobre qual o melhor nome do PT para disputar o Senado”, diz.
É bom aguardarmos a movimentação da governadora Wilma de Faria (PSB), diante da decisão do deputado Robinson Faria (PMN) em mudar de lado.
O "jeito Wilma de ser" não costuma deixar a vida levá-la. É um ser político proativo.
Nos últimos meses, a governadora viu-se acuada em determinadas situações. A começar com a criação da "Unidade Potiguar" que morreu sem nunca ter germinado de verdade.
Agora é algo mais latente: o confronto aberto por Robinson, que vende a imagem de vítima a caminho de aliança com o DEM da senadora Rosalba Ciarlini.
É botar o ouvido ao chão e esperar o barulho que vem de lá.
Há poucos meses a governadora Wilma de Faria (PSB) anunciou que uma empresa aérea estaria operando em Mossoró (AQUI) até setembro/2009.
Foram-se alguns meses, entramos noutro ano e necas.
E ainda tem quem acredite em Papai Noel e Mula-sem-cabeça.
"A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede."
Carlos Drummond de Andrade
Caro Carlos Santos,
Venho através de estas linhas deixar o meu repúdio ao descaso que a Prefeitura de Mossoró esta tendo com o conjunto habitacional abolição 4, em particular com a sua principal via de acesso que é a Presidente Costa e Silva.
Desde o inverno do ano passado que a principal está toda esburacada e não foi feito nada para resolver o problema. A prefeitura em meados de novembro tampou só alguns buracos em frente a Loja Dantas e não sei por qual motivo não terminarou o serviço.
Falta de verba será? Ou incapacidade da administração?
O certo é que já faz mais de um ano que os moradores da principal do 4 estão nessa situação. O mais engraçado é que a principal da Santa Delmira estava 1000 vezes melhor do que a do Abolição 4 e foi totalmente recapeada.
Será que por lá existem pessoas mais abastardas e por isso a preferência em deixar a pista um tapete? O inverno já começou e pelo que estou vendo a avenida vai virar um imenso córrego se não for tomada uma atitude.
Desde já agradeço a atenção e gostaria muito que você colocasse esse apelo no seu blog para ver se a prefeitura se conscientiza e venha a fazer alguma coisa.
Tiago P. Silva – Webleitor
Nota do Blog – Assino embaixo o seu depoimento, Tiago.
A Avenida Costa e Silva ficou fora do plano de asfaltamento da prefeitura, apesar de precisar muito mais do que a Avenida Santa Luzia no Santa Delmira.
Mas se a comunidade se mobilizar, é possível que receba pelo menos uma resposta às queixas e apelos.
O presidente da Caern, Walter Gasi, garante medidas emergenciais para melhoria do abastecimento de água em Mossoró.
O Plano Emergencial foi entregue nessa segunda (11) à governadora Wilma de Faria (PSB).
O projeto prevê a perfuração de outro poço para atender os conjuntos Independência I e II, José Agripino, Freitas Nobre, parte do bairro Santo Antônio, edifícios residenciais do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) e Loteamento João XXIII.
A estimativa é que a vazão de água da região tenha acréscimo em 200 mil litros por hora.
O governo esclarece, que o Plano Emergencial é medida necessária, enquanto não é operacionalizado o projeto de mudança de todo o sistema de abastecimento da cidade, aprovado ontem pela Assembleia Legislativa.
Em entrevista à rádio 95 FM, o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB) disse que não é candidato ao cargo do Executivo e que seria dever da senadora Democrata (Rosalba Ciarlini) “fazer uma análise do atual governo, já que ela pretende fazer melhor, e eu acredito que conseguirá”.
“Agora, eu sou crítico da governadora porque sempre é ela que me provoca”, disse em tom irônico o parlamentar.
Sobre o encontro na casa de Robinson Faria (PMN), Garibaldi revelou que o presidente da Assembleia Legislativa mostrou-se “bastante afastado do governo e impaciente com o cenário político estadual que, segundo ele, não contempla sua candidatura”.
O senador disse que, por enquanto, só lhe resta “a expectativa de esperar o anúncio, com o nome de Robinson sendo ideal para vice (de Rosalba)”.
Afirmou que o mês de janeiro não é o ideal para o lançamento da chapa por se constituir em um período de férias, onde os “líderes estão dispersos”.
COMENTÁRIO DO TL: Já perceberam como os candidatos ao Senado não querem indisposição frontal com seus colegas de disputa?
A questão é matemática. Se existem duas tampas para duas panelas, não se pode prescindir das sobras, ou seja, cada voto casado conquistado – seja com que for – é fundamental. Se Gari atacar fortemente a governador, muito provalevelmente estará perdendo votos wilmistas. E isso, evidente, ele não vai querer.
* Extraído do Blog Território Livre (Laurita Arruda) AQUI.
Quem tem a tarefa de reportar o meio político do Rio Grande do Norte, nos dias atuais, precisa possuir capacidade premonitória e faro de um Sherlock Holmes, personagem de Sir Conan Doyle.
Nem tudo que está escrito, vale.
As entrelinhas e alguns fatos falam por si, por mais que se negue. Exemplo quentinho está aqui.
Ontem, o deputado estadual Robinson Faria (PMN) negava qualquer decisão de alinhamento com o DEM da senadora Rosalba Ciarlini (DEM) e ruptura com o wilmismo. Escreveu de próprio punho em seu Twitter.
Leia abaixo:
(…) – Acompanhando a repercussão do almoço ontem na minha casa de praia. Quero dizer que foi um momento de confraternização e não de decisão!
(…) – Nunca escondi de ninguém a aproximação com a senadora Rosalba. Admito que estamos conversando…
Já hoje, na imprensa da capital (veja abaixo), o mesmo Robinson dispara: "Eu já estou fora do governo."
Agora é esperar aquele bordão: "Vou ouvir as bases!"
Nota do Blog – Diante desse encolhe-estica, disse-não-disse, quem ganha má-fama é a imprensa, acusada de distorcer fatos, fazer ilações fantasiosas e gerar versões obtusas.
O jeito é fazer como o falecido deputado federal Mário Juruna: gravar tudo. Além de ter sempre uma postura questionadora, fundamental no jornalismo político.
Muitos estão aí para repetir o comunicador Abelardo Barbosa, o Chacrinha: "Eu vim para confundir e não para explicar!"
Vejo entrevista do deputado Robinson Faria (PMN) hoje na Tribuna do Norte, que merece ter alguns trechos pinçados, para que eu e você (webleitor) analisemos.
Observe.
Ele afirma que em 2006, ao recusar ser vice de Garibaldi Filho (PMN), passou a apoiar a postulação de Wilma de Faria (PSB), sob a promessa de que seria candidato agora em 2010, com seu apoio.
– Foi na casa dela e eu sonhei e acreditei nisso – choraminga.
Ele queixa-se do favorecimento governista ao vice-governador Iberê Ferreira (PSB), pois imagina ser muito mais viável. "Ninguém acreditou em meu projeto para ser governador", aponta.
Nota do Blog – "Pare o mundo que eu quero descer!" Uso essa frase de uma letra de música do compositor Sílvio Brito, dos anos 70, para me recuperar da entrevista.
Como um homem de tamanha experiência política como Robinson, diante de uma eleição (2006) que ainda se realizaria, já se sentiu "candidato" apoiado por Wilma em 2010?
Esse raciocínio insulta a inteligência de qualquer um ou o faz um atoleimado.
O mesmo entrevistado afirma que seu projeto de ser governador não suscitou confiança no governismo. Nem nele.
Robinson sai por só encontrar espaço, no máximo, para vice de Iberê. Entretanto não se arrisca em faixa própria. Será candidato a governador? Claro que não.
Caminha para ser vice do outro lado ou mesmo outra vez candidato a deputado estadual, apostando em manutenção da presidência da Casa.
Conhecido como um político de compromisso, o parlamentar pode pesar de forma decisiva na aliança com o DEM da senadora Rosalba Ciarlini (DEM). Pesou em 2006 na eleição de Wilma. Isoladamente ele não decide nada. Se fosse diferente, lógico que seria candidato ao governo.
Política é soma. Ele soma.
Em política, nem tudo que está escrito, vale. É diferente do jogo do bicho: vale o que está escrito.
O deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) talvez esteja vivendo seu melhor momento político. Mas nem assim revela fôlego para saltos maiores no universo político do seu estado.
Ele parece ser acometido da "Síndrome de Djalma Marinho". Explico.
O deputado federal Djalma Marinho foi um dos mais brilhantes e preparados políticos que o Rio Grande do Norte teve no século passado. Entretanto em todas as vezes que tentou ascender a um posto público executivo, terminou frustrado.
Foi assim em 1960, derrotado ao governo pelo deputado federal Aluízio Alves, pai de Henrique. Foi assim em 1974, atropelado pelo ex-marinheiro Agenor Maria ao Senado.
Henrique tem dez mandatos consecutivos de deputado federal. Conte aí comigo: 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006. Tudo indica que caminha à reeleição em 2010. Um recorde.
Este ano é crucial para ele. Como o próprio primo-senador Garibaldi Filho (PMDB) comentou neste Blog, recentemente, o deputado tem a cabeça voltada para Brasília. Tenciona chegar à presidência da Câmara Federal.
Hoje é um dos mais influentes personagens da República, interlocutor privilegiado do presidente Lula e líder da mais numerosa bancada da chamada Baixa Câmara.
Entretanto no Rio Grande do Norte, Henrique não repete as proezas brasilienses dessa experiência de 40 anos de vida pública. Foi derrotado à Prefeitura do Natal em 1988 por Wilma de Faria, então "Maia". Em 1992, o golpe foi diante do engenheiro sanitarista Aldo Tinoco, bancado por Wilma.
Escândalo
Em 2002, Henrique teve nome em foco para ser candidato a vice-presidente da República. Faria parte da chapa do presidenciável José Serra (PSDB). Não vingou. Sua ex-mulher Mônica Azambuja – com ares de vindita – surgiu em reportagens o acusando de movimentar mais de 15 milhões de dólares no exterior.
O caso o fez desabar da condição de quase-candidato a vice.
Para 2010, Henrique enfrenta um redemoinho político. É possível que seja reflexo do que se produziu num passado recente: empurrar o PMDB para se compor com o PFL (hoje DEM) em 2006, para depois se acomodar com o PSB e PT na disputa à Prefeitura do Natal. O movimento pendular revela falta de bússola.
O que era visto como improvável acontece: o deputado entrou em choque com o primo e senador Garibaldi Filho (PMDB). Não falam a mesma lingua nem caminho na mesma direção. Coabitam o mesmo espaço partidário para evitar o pior.
O senador vai apoiar a postulação da senadora Rosalba Ciarlini (DEM) ao governo e Henrique fica com Wilma e o candidato dela à sucessão, provavelmente o vice-governador Iberê Ferreira (PSB). Pior do que a divisão, é o o enfraquecimento da liderança de ambos perante às bases peemedebistas.
Põe em xeque a "grife" do PMDB. Compromete sua história e mística, em símbolos como o "V" da vitória, a cor verde e a expressão "bacurau". A semiótica está aí para decifrar tudo. Ou quase tudo.
Sua última tentativa de pontificar e ser protagonista na política, dando as cartas, ocorreu ano passado. Manufaturou o surgimento da "Unidade Potiguar", bloco saído do "útero" da base wilmista. Não vingou. Teve vida efêmera e força nenhuma.
É esse o quadro diante de Henrique. Mesmo reeleito e numa hipotética vitória de quem apoiar ao governo, é possível que seja apenas coadjuvante na história. Um "santo" que não faz milagres em casa.
Quando surgiu em 1970 para substituir o pai, Aluízio Alves, cassado pelo regime militar em 1969, Henrique era um jovem imberbe mas com capital eleitoral incomensurável. Era a personificação do líder-mito Aluízio. Agora precisa ser mais do que nunca ele mesmo: Henrique.
Nota do Blog – Essa é a primeira matéria de uma série especial sobre campanha e eleições 2010, que o Blog pretende produzir.
É um material que tratará de fatos e personagens, para tentar oferecer maiores elementos ao entendimento do embate político-eleitoral deste ano.
Conto com seu acompanhamento.
Somente para reforçar a tese da postagem anterior: ninguém quer coligar-se com o PSB nas eleições proporcionais. Nem para a Assembléia e muito menos pra Câmara Federal.
Ouvi isso de deputados estaduais e federais.
A chapa estadual do PSB é muto forte e assusta os demais concorrentes, temendo fazer esteira para os governistas. Na Câmara é por outros motivos.
Perguntem ao PT da deputada Fátima Bezerra se ele deseja fazer essa aliança proporcional.
Isolado, o PSB condena sua única deputada federal, Sandra Rosado.
* Extraído do Blog Fator RRh (Ricardo Rosado).
O que é pouco comum na sucessão estadual, é testemunharmos as forças de oposição um passo à frente, em relação ao governismo, em formação de chapa. É o que ocorre no RN.
A que devemos isso?
Talvez ao próprio gigantismo do governo, que abrigando os mais diversos interesses e forças, não soube plasmar sua liderança. É um poder institucional, mas que talvez não sobreviva ao fim do ciclo que construiu nas urnas em duas eleições.
A própria oposição, em boa parte, deverá ser composta por dissidentes do governo. Veja-se o caso do grupo do deputado estadual Robinson Faria (PMN): aguarda apenas o momento certo para pinotar pro outro lado. Oficialmente.
A senadora Rosalba Ciarlini (DEM) – pré-candidata a governo, já fora aliada da governadora Wilma de Faria (PSB). E outros exemplos podem ser citados.
O que Wilma de Faria (PSB) enfrenta agora, com dificuldade de manter sua base unida, definir chapa majoritária e catapultar sua postulação ao Senado, é reflexo do que construiu em quase oito anos de mandato.
Ela pregou o banimento dos "caciques", a partir de sua campanha vitoriosa em 2002, mas em todo esse tempo de gestão político-administrativa fez sempre o inverso. Quase nada floresceu de novo ou alternativo e o utópico sonho da terceira força não passou de arremedo retórico.
Mais do que uma pré-candidata que se robustece na oposição, Wilma enfrenta a metástase de seu governo. Esse é o principal cabo eleitoral de Rosalba. Numa invocação de fé, a senadora faz sua parte porque o wilmismo a ajudará.
Tem sido assim.
Nem tudo está perdido, mas há muito a ser reparado em curto espaço de tempo.
Caro Carlos Santos,
Há vários dias desejo postar minha singela opinião sobre a questão saúde, assunto tão em destaque nos últimos dias…
Sou Enfermeira há 15 anos e, com muito orgulho, sempre trabalhei no SUS, sistema que conheço e acredito…. O SUS é uma proposta fantástica, inovadora.
É necessário ampliarmos essa discussão, não restringindo somente a uma categoria profissional (médicos). Saúde de qualidade se faz com trabalho coletivo (ou de equipe). Não podemos centralizar essa "qualidade" nas mãos de poucos!!!
Imaginemos um atendimento em sáúde sem enfermeiras (os), sem técnicos de enfermagem, sem odontólogos, sem fisioterapeutas, sem o porteiro, sem a assistente social, sem o pessoal da limpeza.
Creio que só avançaremos quando compreendermos que não é apenas "minha categoria" que precisa de melhores salários, de condições de trabalho adequadas.
Somos "Trabalhadores de Saúde"!Despertemos, pois sem essa percepção só nos resta lamentar e termos uma saúde que não responde aos interesse da população e sermos profissionais insatisfeitos e desmotivados…
Um abraço cordial,
Patrícia Helena de Morais Cruz Martins – Enfermeira


