segunda-feira - 20/06/2022 - 23:48h
Luto

Morre em Mossoró o professor Jorge Silvano, aposentado da Uern

Internado no Hospital Wilson Rosado (HWR) desde quinta-feira (16) da semana passada, com hemorragia gástrica, o professor aposentado da Universidade do Estado do RN (UERN), Jorge Silvano Pinheiro, 65, faleceu agora à noite.

Jorge Silvano será sepultado às 16 horas dessa terça-feira (Foto: cedida)

Jorge Silvano será sepultado às 16 horas dessa terça-feira (Foto: cedida)

Muito desidratado, houve identificação de quadro de ascite (problema conhecido popularmente como barriga d’água).

Ele vinha em processo animador de recuperação, quando houve reversão no quadro até o óbito nesta segunda-feira (20).

O velório será no Centro de Velório Sempre, em frente ao Tiro de Guerra 07/010, Centro.

O sepultamento deverá acontecer às 16 horas dessa terça-feira (21), no Cemitério São Sebastião, Centro.

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Que descanse em paz.

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segunda-feira - 20/06/2022 - 23:28h
Série C

ABC fica no empate jogando no Rio Grande do Sul

Ficou no zero a zero, partida entre o Ypiranga e ABC à noite dessa segunda-feira (20), no Estádio Colosso da Lagoa, em Erechim-RS. Os dois times fizeram uma partida equilibrada pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro Série C.

Jogando no seu campo, o time local chegou a perder um gol “feito” aos 6 minutos e 38 segundos do primeiro tempo, o que manteve o placar imóvel.

As duas equipes jogaram para vencer, com um futebol aberto, em que houve oscilação em termos de domínio de campo. Porém, o placar de 0 x 0 persistiu.

Com o empate sem gols o ABC manteve a terceira posição, com 21 pontos.

O próximo adversário do time natalense será o Confiança, no próximo sábado (25), às 17h, no Frasqueirão, em Natal.

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segunda-feira - 20/06/2022 - 23:00h
Pesquisa Blog do BG/Brâmane

Fátima segue na frente, mas Fábio Dantas tem ‘engorda’

Segue imperturbável a situação da governadora Fátima Bezerra (PT) quanto à sucessão estadual. Ela mantém-se em primeiro lugar, conforme a pesquisa do Blog do BG/Instituto Brâmane.

EstimuladaPesquisa Blog do BG-Brâmane, 20-06-2022 - Governo do RN - Estimulada

Fátima Bezerra (PT) é líder com 35,8%.

Atrás de si, em segundo lugar, está o ex-vice-governador Fábio Dantas (Solidariedade), com  16,2%.

Na pesquisa da mesma empresa, no mês passado, Fátima tinha 31,4%.

Alento bom para Fábio Dantas é que em maio ele havia empalmado 8,3% – praticamente dobrando agora.

O senador Styvenson Valentim (Podemos) teve decréscimo numérico, mas dentro da margem de erro do instituto. Ele somou agora 13,4%, contra 15% em maio.

RejeiçãoPesquisa Blog do BG-Brâmane, 20-06-2022 - Governo do RN - Rejeição

Em se tratando de rejeição, também não muda o que tem sido comum em toda pesquisa, independentemente do instituto. Fátima Bezerra lidera.

Ela tinha 16% em maio e agora em junho viu esse número saltar para 22,3%.

Quem também não tem motivos para comemorações é o senador Valentim. Foi de 10% para 17,6% agora em rejeição.

Fábio Dantas teve performance negativa, como os outros dois concorrentes, em termos de repulsa popular. Antes, somava 3,3% e chegou nesse momento a 10,1%.

O registro da pesquisa foi feito na Justiça Eleitoral sob o protocolo RN-03991/2022 e BR-02343/2022.

Foi realizada entre os dias 14 e 17 de junho e ouviu 2 mil eleitores em todas as regiões do estado. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais com intervalo de confiança de 95%.

Leia também: Carlos Eduardo é primeiro colocado e Rogério Marinho o segundo.

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segunda-feira - 20/06/2022 - 22:16h
Pesquisa Blog do BG/Brâmane

Carlos Eduardo é primeiro colocado e Rogério o segundo

O Blog do BG divulgou nesta segunda-feira (20) mais uma uma pesquisa eleitoral. Veja abaixo o resultado ao Senado da República, segundo números do Instituto Brâmane:

EstimuladaPesquisa Blog do BG-Brâmane, 20-06-2022 - Senado - Estimulada

 

Carlos Eduardo Alves (PDT) é o primeiro colocado com 25,5%. Na anterior estava com 17,3%. O ex-ministro Rogério Marinho (PL) está com 21,6% nesse momento, o que representa também crescimento no tocante à sondagem passada desse instituto, quando alcançou 18,1%.

Rafael Motta (PSB) é o terceiro colocado com 11,1%.  Na primeira pesquisa ele não foi incluído.

RejeiçãoPesquisa Blog do BG-Brâmane, 20-06-2022 - Senado - Rejeição

No tocante à rejeição, Carlos Eduardo é o primeiro colocado com 17,9%, o que significa um aumento. Na outra pesquisa estava com 10,9%.

Rogério tinha 11,6% e chega a 14,5%.

Ricardo Motta bate em 12,7%.

O registro da pesquisa foi feito na Justiça Eleitoral sob o protocolo RN-03991/2022 e BR-02343/2022.

Foi realizada entre os dias 14 e 17 de junho e ouviu 2 mil eleitores em todas as regiões do estado. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais com intervalo de confiança de 95%.

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segunda-feira - 20/06/2022 - 21:44h
Política

Governadoria aponta direção certa para apoio ao Senado

Integrante da federação partidária PT-PCdoB-PV, o Partido Verde do RN deu um pinote para trás no apoio que preliminarmente tinha sinalizado ao Senado, em favor do deputado federal Rafael Motta (PSB).Bússola, direção certa

Agora, os verdes vão de Carlos Eduardo Alves (PDT).

Decisão apertadinha, mas está valendo.

O placar interno foi de 12 a 10 pró-Carlos Eduardo.

Na base da governadora Fátima Bezerra na Assembleia Legislativa, o PV entendeu em tempo para que lado deveria ser a sua inclinação.

Recado veio da Governadoria.

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segunda-feira - 20/06/2022 - 21:06h
Eleições 2022

PCdoB adia decisão que não terá surpresa alguma

Filiados reuniram-se no domingo (Foto: redes sociais)

Filiados reuniram-se no domingo (Foto: redes sociais)

Do Blog Carol Ribeiro

Os comunistas de Apodi realizaram neste domingo (19) uma nova reunião para fechar apoios para as eleições deste ano.

No entanto, o voto em Fátima Bezerra (PT), da base aliada do PCdoB, continua sendo deixado para depois.

A militância e membros do Comitê Municipal debateram o processo eleitoral de 2022 e projetaram as eleições de 2024. Segundo comunicado do presidente da sigla, William José, ficou definido:

Voto em Lula, pré-candidato à presidência da República;

Voto em Carlos Eduardo (PDT) para o Senado, único que, de acordo com as deliberações, “pode derrotar o pré-candidato Rogério, pai da Reforma da Previdência e Trabalhista, que retirou direitos e fez aumentar a precariedade do trabalho”;

Voto em Júlia Arruda (PCdoB) a deputada estadual;

Decisão sobre voto a deputado federal para ser tomada após os registros de candidaturas.

Já a decisão acerca do voto para governador será depois de audiência direta e com apresentação de pauta mínima apresentada em favor do Município.

O partido não divulgou quando e com quem deverá ser essa audiência.

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Filme noir de suspense, em que todos já sabem o final. Mas, como se diz cá no sertão, para ser mais claro: pura moganga.

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segunda-feira - 20/06/2022 - 20:28h
Nome ao governo

Partido recua e deixa Styvenson à vontade para ser ou não ser

Depois de dar ultimato para que seu filiado mais ilustre no RN tomasse decisão sobre ser ou não ser candidato ao governo estadual, no caso o senador Styvenson Valentim, o Podemos estadual recua. Em Comunicado à Imprensa, o partido mede as palavras e flexibiliza prazos para tomada de posição do congressista.

A dúvida ainda vai permanecer até a hora que Styvenson quiser (Foto: reprodução Hamlet de Shakespeare)

A dúvida ainda vai permanecer até a hora que Styvenson quiser (Foto: reprodução Hamlet de Shakespeare)

“Quanto às eleições majoritárias, o Podemos fica honrado em ter entre os seus quadros um dos principais nomes do atual cenário eleitoral do RN, o senador Styvenson Valentim. Diferente do que foi veiculado na mídia, nunca foi dado um ‘ultimato’, mas sim estabelecida uma data, por decisão de ampla maioria presente, em assembleia registrada em ata, com objetivo de dar mais transparência e visibilidade à posição política do partido nessas eleições, além de agregar tempo hábil de organização e planejamento das questões eleitorais que competem aos partidos políticos brasileiros”, justificou.

Pelo partido, a data-limite seria dia 19 passado, ou seja, domingo. Mas, em manifestação em suas redes sociais, Valentim avisou que não estaria disposto a ser garroteado.

“Diante do exposto, a executiva estadual do partido e os pré-candidatos, de maneira respeitosa, dialogaram e, considerando a posição pessoal pública manifestada pelo senador, o colegiado reavaliou ser adequado aguardar a decisão da candidatura ao Governo até a convenção partidária, limite estabelecido em lei”, recuou.

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segunda-feira - 20/06/2022 - 19:54h
Reflexão

O declínio da positividade

Por François Silvestre

Sou do tempo em que positivo era sinal do benfazejo. “Como vai”? E a resposta boa era: “Tudo positivo”. E tome o dedo polegar pra cima, dizendo Cézar ao gladiador para não matar. Até no jargão policial era assim: “Operante e positivo”. sinal-de-positivo

Acabou esse tempo. Desde o advento da Aids, a positividade entrou no beco penumbroso do medo. Positivou? Perigo sério. Ou, pelo menos, a vida não será a mesma.

Agora chega a Covid. Tanto faz o gênero do artigo. Hermafrodita, assexuadamente assustadora. Pois bem, meu organismo virou uma pensão de quinta categoria pra hospedar esse hóspede imundo e intrometido.

Conto. Embicou na pensão logo no início, quando apareceu na rua onde se aboletava a hospedaria do meu corpo. Contraí o bicho quando nada se sabia o que fazer pra expulsá-lo. Era ele no interior da pensão e o mundo vindo abaixo fora da rua, com toda carga masoquista de terror na mídia. Terror justificável. E aí a negatividade ganhou contornos de salvação.

Depois, apareceram os primeiros cadeados pra proteger a entrada da pensão. Fui atrás. Eram as vacinas. Tomei a primeira, Coronavac. A pensão recebia novamente sinais do hóspede, pra sentir sua aproximação e não deixá-lo entrar. Dias depois, a segunda dose, novo alerta na recepção da pensão. Parei aí? Não.

Fui buscar um cadeado novo, a terceira dose Pfizer. Meses depois, uma nova tranca, Astrazêneca. Tudo devidamente trancado, saí pra passear. Quando voltei, descobri ser hospedeiro novamente desse bicho imundo. Por conta das trancas, ele entrou com dificuldade e sem muita capacidade de estrago. Estava sendo reconhecido pelos corredores da pensão, que não lhe deu alimento nem trégua. Vai embora como entrou, sem levar qualquer brinde de lembrança.

Mas o certo é que já convivi com essa praga seis vezes. Duas dele próprio e quatro de pedaços dele, fatiados como trancas contra ele mesmo. Mas, como gostaria de ouvir daqui pra frente: “Diga aí o resultado”!? E a reposta: “Negativo”. Pois, pois, polegar pra cima agora é “negativo”.

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segunda-feira - 20/06/2022 - 11:00h
Mossoró

Moradores interditam Rodovia Milton Marques de Medeiros

A manhã desta segunda-feira (20) foi de protesto na RN-117 (Rodovia Milton Marques de Medeiros), saída de Mossoró para Governador Dix-sept Rosado. Alguns moradores do bairro Itapetinga (antigo sítio Estreito) amontoaram pneus velhos e monturos, ateando fogo, o que obstruiu o trânsito e provocou engarrafamento.

Policiais do 2º Distrito de Polícia Rodoviária Estadual (DPRE) e Corpo de Bombeiros foram acionados, para garantia da retomada do tráfego.

Numa faixa segura por moradores, a justificativa para a interdição irregular da pista de rolamento: “Sem calçamento, sem voto”.

O Itapetinga segue com rotina de ambiente rural, mas com status de bairro. Circulando por lá é fácil perceber que não há obediência alguma a esquadrinhamento viário. Posteação da energia elétrica está fixada em pleno leito de ruas e diversas casas sequer têm calçada. Criação de animais e outras atividades lembram tudo, menos de que o local seja realmente um bairro.

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segunda-feira - 20/06/2022 - 10:02h
Saúde

Fátima testa positivo para Covid-19, diz Nota Oficial

A governadora Fátima Bezerra (PT) testou positivo para Covid-19. A informação é veiculada nesta segunda-feira (20) em forma de Nota Oficial, pelo Governo do RN:

Fátima Bezerra está com sintomas leves da doença, dia nota oficial (Foto: redes sociais)

Fátima Bezerra está com sintomas leves da doença, dia nota oficial (Foto: redes sociais)

O Governo do Estado comunica que a Governadora Professora Fátima Bezerra (PT) testou positivo para a Covid-19.

Com o ciclo vacinal completo, tendo tomado a quarta dose da vacina contra a Covid-19 no último dia 23 de maio, a governadora apresenta sintomas gripais leves.

A agenda oficial com a presença da Governadora Fátima Bezerra estará suspensa durante toda a semana.

Nota do  Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Saúde, governadora.

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segunda-feira - 20/06/2022 - 09:30h
Documentário

“Vozes do Semiárido” fala por 27 milhões de brasileiros

Série da Uern, via seu Laboratório de Narrativa, mostra desenvolvimento sustentável na região

Cerca de 27 milhões de brasileiros vivem numa região cada vez mais importante para o Brasil, e principalmente para o Nordeste: o Semiárido. Ocupando cerca de 12% do território nacional, abrangendo mais de 1 mil municípios, o semiárido brasileiro é o que possui o maior número de habitantes do mundo.

Fabiano, Danilo, Daniel, Zenóbio e Esdras, parte da produção da série (Foto: divulgação)

Fabiano, Daniel, Danilo, Zenóbio e Esdras, parte da produção da série (Foto: divulgação)

Para falar sobre realidades desta região e contar as histórias de quem nela vive, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), por meio do Laboratório de Narrativa Hipermídia (HiperLAB/UERN), criou o “Vozes do Semiárido”. O projeto de extensão do curso de Jornalismo é uma série audiovisual com seis episódios, também chamada “Vozes do Semiárido”.

Estreou no final de semana passado, durante a Feira Nordestina de Agricultura Familiar e Economia Solidária (FENAFES), ocorrida no Centro de Convenções, em Natal.

Com produção do HiperLAB e da Uern TV, e apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar, e da Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio Grande do Norte (FUNCITERN), a série mostra histórias de agricultores potiguares que têm apostado na agricultura familiar e na economia solidária e tem sido atores importantes ao desenvolvimento sustentável do semiárido potiguar.

Episódios

Todos os episódios estão disponíveis gratuitamente no canal do youtube da Uern TV e serão transmitidos também em emissoras de TVs públicas. Veja todas abaixo:

Agricultura familiar

Feiras agroecológicas

Economia solidária

Algodão agroecológico

Sementes crioulas

Juventude rural

“Essa é a primeira temporada de um projeto de 12 episódios. Lançamos os 6 primeiros e, ao final do ano, entregaremos os seis restantes. Em todos eles, voz e vez para as mulheres e homens que fazem a diferença no semiárido potiguar”, comentou o professor Fabiano Morais, diretor geral do documentário.

A série Vozes do Semiárido tem direção geral de Fabiano Morais, coordenação institucional de Esdras Marchezan, imagens de Zenóbio Oliveira, edição, montagem e finalização de Danilo Queiroz, som direto de Daniel Frota, e identidade visual de Lucas Galvão.

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segunda-feira - 20/06/2022 - 08:42h
Mossoró

Acjus terá palestra com temas que tratam de proteção ao idoso

Ciclos de Palestras ACJUS - Doutor Clóvis VieiraA Academia de Ciências Jurídicas e Sociais de Mossoró (ACJUS) dá sequência ao seu ciclo de palestras. Para esse mês de junho a programação trata de temas bem delicados e atuais na sociedade.

“Combate à violência contra o idoso, Direito Previdenciário e Rede de Proteção e Cidadania” estão na pauta.

O palestrante é o acadêmico Clóvis Vieira.

A programação vai acontecer a partir das 14 horas, nessa terça-feira (21), destaca o presidente da entidade, advogado Welliington Barreto.

Ocorrerá no Palácio Cultural Acadêmico Milton Marques de Medeiros, sala da biblioteca Acadêmico Sátiro Cavalcanti Dantas.

Está localizado à Rua Cleodon Almeida, 100, Bairro Abolição II.

Telefones para contatos: (84)  98868.4824 99943.8676 e 99954.5990.

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segunda-feira - 20/06/2022 - 07:46h
Eleições

Moderados buscam consenso entre nomes que se conflitam na Fiern

Vozes da moderação têm trabalhado a busca de consenso nas próximas eleições da Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN).

Serquiz e Bezerra compõem a atual diretoria comandada por Amaro Sales (Fotomontagem do Canal BCS)

Serquiz e Bezerra compõem a atual diretoria comandada por Amaro Sales (Fotomontagem do Canal BCS)

Por enquanto, sem sucesso.

Duas correntes de forças já se postam mas, paradoxalmente, nenhuma como de oposição.

Roberto Pinto Serquiz Elias, diretor e 1º tesoureiro é o ungido pelo atual presidente Amaro Sales.

Sílvio Bezerra, um dos vice-presidentes, corre por fora e parece irremovível na aspiração de ser candidato à presidência.

O processo eleitoral oficialmente não foi deflagrado, para cumprir suas várias etapas até pleito e homologação de resultado, podendo acontecer no próximo ano.

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domingo - 19/06/2022 - 23:58h

Pensando bem…

“Neutro é quem já se decidiu pelo mais forte.”

Max Weber

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domingo - 19/06/2022 - 11:36h

Do que você deve desconfiar quanto ao Direito

Por Honório de Medeiros

1) O Direito não é uma ciência.

Somente crê que o Direito é uma ciência quem não conhece filosofia da ciência ou defende sua cientificidade com propósitos indignos.Gato preto de olhos azuis

O corolário desse postulado é que cai por terra, assim, o uso do “argumento da autoridade” na defesa de interpretações cabotinas.

2) O Direito não tem qualquer relação com o Justo.

Como não se sabe o que é o Justo, ou a Justiça, não se pode afirmar, em qualquer circunstância, que o ordenamento jurídico seja um instrumento para a obtenção da justiça.

3) O ordenamento jurídico é um instrumento do Estado, não da Sociedade.

Tanto o é que pode se voltar contra a Sociedade. Quando a Sociedade dobra o Estado, como nas revoluções, cai o ordenamento jurídico.

4) O ordenamento jurídico é um instrumento de opressão.

Em todos os tempos e lugares o ordenamento jurídico é um instrumento de opressão do Estado sobre a Sociedade, entretanto vale o dito: ruim com ele, pior sem ele, havendo democracia.

5) O ordenamento jurídico reflete a estrutura de poder das elites dominantes, a correlação de forças políticas existentes em um determinado momento histórico.

Muito embora decisões esporádicas que contrariem o sistema político dominante possam surgir, elas dizem respeito a espasmos isolados que não comprometem sua lógica interna e externa de manifestação dos interesses das elites políticas dominantes.

6) A norma jurídica constitucional, ou os princípios constitucionais, por ser abstrata e difusa, quando da sua interpretação, refletirá ainda mais claramente a correlação de forças políticas existente em sua circunstância específica.

7) Não há qualquer parâmetro científico que possa nortear uma interpretação de normas ou princípios jurídicos. Os parâmetros existentes são puramente retóricos.

8) Os juízes, promotores, advogados, policias, enfim, os serventuários da Justiça são servidores do Estado, não da Sociedade e consolidam, ao agirem, enquanto correia de transmissão, sistemicamente, a repressão estatal.

9) Muito embora o Estado emerja da Sociedade, pode se voltar contra o ambiente social – e o faz – no qual foi concebido.

10) O ensino do direito positivo, com raras e honrosas exceções, ensina o manejo da norma jurídica, sem permitir o desenvolvimento das condições críticas necessárias para domina-lo, quanto aos seus fundamentos e finalidades, assegurando assim, a manutenção e reprodução do status quo.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

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domingo - 19/06/2022 - 10:26h

Empresa Nolem, da ‘costela’ da Maisa à falência

Por Josivan Barbosa

No início dos anos 2000 surgia no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE a empresa agrícola NOLEM (melon em inglês – escrito do final para o início). O nascedouro dessa empresa coincide com o fechamento das atividades da maior empresa de agricultura irrigada do Semiárido na época, a MAISA.

Carroção de melão amarelo produzido na Fazenda Nova Califórnia, sede da Nolem (Foto: arquivo)

Carroção de melão amarelo produzido na Fazenda Nova Califórnia, sede da Nolem (Foto: arquivo)

A NOLEM surgiu de dentro da MAISA e aproveitou o que a MAISA tinha de mais nobre que era o mercado da Europa para a exportação de melão e melancia. Logo a NOLEM se tornou a maior empresa do setor e passou a atuar na região com fazendas no Ceará (Limoeiro do Norte, Quixeré, Russas e Aracati) e no Rio Grande do Norte, região da Grande MAISA.

A empresa desenvolvia as suas atividades com uma sede na Fazenda Nova Califórnia (cerca de 2500 ha) localizada ao lado da BR 304 em frente à MAISA.

Em Aracati a empresa explorava as terras da Fazenda Flamengo (cerca de 700 ha), localizada ao lado da BR 304, nas proximidades da divisa CE – RN (Comunidade de Cacimba Funda).

Em Quixeré – CE a empresa possuía uma excelente área para o cultivo de frutos tropicais, Fazenda Terra Nova, localizada em cima da Chapada do Apodi ao lado da sede da Del Mont Fresh Produce.

A empresa ainda explorava áreas no Distrito Irrigado Jaguaribe – Apodi (DIJA) e no Distrito Irrigado Tabuleiro de Russas (DISTAR).

A Nolem ainda chegou a explorar áreas em Upanema e em Grossos. A área em Grossos fica ao lado da RN Gangorra – Grossos, próximo à comunidade do Córrego. Era usada para plantio de melão em época de chuva em função dos solos arenosos.

A empresa ainda tinha negócios voltados para venda de insumos para a agricultura irrigada explorando uma empresa denominada Semear.

Proprietários da Nolem

A Nolem Comercial Importadora e Exportadora S/A foi fundada em 1997, mas só começou a plantar melão no início dos anos 2000. Era uma empresa de capital fechado por ações tendo uma grande multinacional como sócia e vários ex-diretores da antiga MAISA, inclusive, ex-proprietários da MAISA.

O processo de falência da empresa

O processo de pedido de recuperação judicial da Nolem Comercial Importadora e Exportadora S/A foi feito em agosto de 2009 e a negativa ocorreu em novembro de 2012 pela Justiça do Estado do Ceará, pois a sede estatutária da empresa era em Fortaleza, estabelecendo-se a Empresa Falida (Massa Falida Nolem).

A determinação pela Justiça do Estado do Ceará do leilão dos bens imóveis da Massa Falida da Nolem Comercial Importadora e Exportadora S/A ocorreu em agosto de 2021.

O Edital do leilão dos bens imóveis da empresa falida foi publicado em agosto de 2021, contendo os seguintes ativos:

– Dois imóveis rurais no município de Baraúna – RN;

– Complexo Nova Califórnia (Fazenda e equipamentos);

– Complexo Terra Nova (Fazenda e equipamentos);

– Fazenda Nova Semear

No total os bens acima foram avaliados em cerca de R$ 33 milhões, sendo que o leilão foi feito com o estabelecimento de venda pelo valor mínimo de 50%.

Durante o processo de alienação a primeira empresa a oferecer uma proposta de compra foi a Agrícola Famosa que já arrendava o complexo da Fazenda Nova Califórnia desde a desativação do uso pela Nolem.

A proposta da Agrícola Famosa foi adquirir o complexo da Fazenda Nova Califórnia pelo valor de R$ 11.279.423,4 em 25 parcelas mensais. A proposta foi apresentada oficialmente em julho de 2021.

Em novembro do mesmo ano a Agrícola Famosa desistiu oficialmente de adquirir a referida fazenda e ao mesmo oficializou o término do contrato de arrendamento.

Venda definitiva

A proposta que culminou na venda definitiva do complexo da Fazenda Nova Califórnia foi apresentada em dezembro de 2021 pela Oeste Fruit Ltda, a mais nova empresa de produção de frutos tropicais do Polo de Agricultura Irrigada que pertence a empresários locais e que têm demonstrado muita competência na condução do negócio rural. Os valores foram praticamente os mesmos apresentados na proposta da Agrícola Famosa com a correção da inflação do período.

O pagamento será feito praticamente à vista, pois o valor foi divido em apenas 07 pagamentos, sendo que o inicial é de 50%.

Esses recursos serão utilizados para pagar os débitos da Massa Falida, inclusive os trabalhistas, cujo valor total atualizado somente até 2012 ultrapassava R$ 22 milhões.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

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domingo - 19/06/2022 - 09:02h

A formação no foro

Por Marcelo Alves

Common law (a tradição anglo-americana) e civil law (a tradição romano-germânica ou continental) são as duas grandes famílias jurídicas do Ocidente, cada qual com origem e desenvolvimento próprios. Apesar da progressiva interação entre elas, não se pode ainda negar a realidade de tal dicotomia.pilares-del-tribunal-supremo-de-estados-unidos-18072771

Isso implica um modo diferente de enxergar o direito pelos juristas – e, sobretudo, pelos seus “operadores” – de uma e outra família. Como diz José Luis Vasquez Sotelo (em “A jurisprudência vinculante na common law e na civil law”, que consta do livro “Temas atuais de direito processual ibero-americano”, Forense, 1998), “o direito do common law tem tido sempre para os juristas do continente europeu um aspecto misterioso, por sua falta de Códigos e de grandes leis e por estar baseado na experiência”.

Por sua vez, “é conhecida a expressão que alude a que, se um jurista inglês se aventurasse na região da filosofia jurídica do Continente, se acharia como um estrangeiro em um país estranho, com homens que lhe falam um idioma desconhecido (…)”. Há um certo exagero aí, reconheçamos, sobretudo nos dias de hoje, com a globalização e interação digital que vivemos. Mas algumas diferenças eram e ainda o são, em boa medida, curiosas.

Darei dois exemplos quanto ao modo de pensar e à formação dos juristas do common law.

Quanto ao modo de pensar, sobretudo no passado, era bem nítida a distinção entre o operador do direito do common law e o do civil law. Naquele, os operadores do direito (juízes, advogados etc.) consultavam quase que exclusivamente os precedentes judiciais; neste, a legislação. E não há dúvida de que, ainda hoje, o modo de pensar do juiz do common law é diferente do modo de pensar do juiz do civil law. A Inglaterra continua sendo o principal exemplo disso, como expõe Sotelo:

– “Quando um jurista inglês estuda a solução aplicável consultando metódica e conscientemente as coleções de precedentes, após encontrar a solução, ele se pergunta se aquele ponto de vista terá sido modificado por alguma lei, consultando para isto o conjunto da Legislação. Um jurista de civil law busca, no Código ou na lei, a solução para o caso em questão. Um jurista do common law somente vê, na lei, as possíveis exceções à solução dada pelos precedentes vinculativos. Disso, ademais, resulta uma consequência importante: os statutes ou leis em sentido estrito, já que são regulamentações de exceção, devem ser interpretadas restritivamente”.

E quanto aos EUA, registra Eduard D. Re (em “Stare Decisis”, artigo publicado na Revista Jurídica, n. 198, abr. 1994) que Benjamin N. Cardozo (1870-1938), célebre Justice da Suprema Corte, disse: “a verdade é que muitos de nós, criados nas tradições do common law, encaramos a legislação com uma desconfiança que podemos deplorar, mas não negar”. E que Harlan F. Stone (1872-1946), outrora Chief Justice (Presidente) afirmou, sobre essa desconfiança, que “os tribunais do common law têm dado relativamente pouco reconhecimento à legislação, enquanto ponto de partida para formação de suas decisões, se a compararmos à força que emprestam aos precedentes”.

Outrossim, e até mais curiosamente, os grandes juristas do common law, em regra, tiveram sua formação no foro e não nas universidades. A maior prova disso é que, dentre os “antigos”, os maiores tratadistas do direito inglês foram exatamente os grandes juízes. Basta lembrar Bracton (1210-1268), Edward Coke (1552-1634) e William Blackstone (1723-1780), este sempre reverenciado, quando se fala do common law, por sua obra “Commentaries on the law of England” (1765-1770). Quanto ao direito americano é impossível falar dele sem mencionar juízes como John Marshall (1755-1835), Oliver Wendell Holmes Jr. (1841-1935) e Benjamin Cardozo, entre outros.

Aliás, lembra Sotelo que Roscoe Pound (1870-1965) quis expressar “a contraposição entre os dois sistemas afirmando que, enquanto o Direito anglo-americano é um Direito dos Tribunais, cujos oráculos são os Juízes, o do Continente é um Direito de Universidades, cujos oráculos são os Professores. A diferença metodológica pode ser representada claramente contrapondo-se um ‘Direito de Juízes’ a um ‘Direito de Catedráticos’”.

Bom, vocês poderiam me contrapor citando o próprio Roscoe Pound, que foi um professor. E um gigante. Ou mesmo Lon Fuller (1902-1978), Herbert Hart (1907-1992), Jonh Ralws (1921-2002) ou Ronald Dworkin (1931-2013). Mas esses últimos foram sobretudo filósofos e não “operadores” do direito. E são mais modernos. Quase de hoje. E as coisas mudam, sabiam?

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

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Categoria(s): Crônica
domingo - 19/06/2022 - 08:10h

Redes sociais e campanhas políticas

Por Ney Lopes

Na campanha eleitoral deste ano no Brasil, ninguém duvide que os métodos tradicionais serão intensamente substituídos pela campanha “on line”, como forma de atração de eleitores, sobretudo os indecisos. As estatísticas mostram, que somos o segundo país conectado, com uma média de 3 horas e 25 minutos por dia de interação nas mídias.

Nas eleições de 2018, 45% dos brasileiros já afirmaram ter decidido o voto na reta final, levando em consideração informações vistas nas redes sociais.redes sociais, jornalismo conectado, eleições

Na atualidade, até os próprios riscos de contágio na pandemia colaboram para manter as redes sociais ativas, proporcionando aos candidatos a divulgação de ideias e propostas, por meio de mensagens curtas e vídeos criativos. Na TV há necessidade de simplificar a mensagem e dizer apenas uma coisa. Na internet, mesmo sendo debate virtual, se estabelecem discussões acaloradas e ricas. Perdem importância os comícios, as passeatas e a distribuição de impressos com fotografias hollywoodianas dos candidatos.

Percebe-se o avanço vertiginoso da transformação digital, entendida como o uso da tecnologia que gera resultados significativos, superando os tradicionais. Exemplo é a união da inteligência artificial (imitação da inteligência humana para execução de tarefas) e a Internet das Coisas (rede capaz de reunir e transmitir dados), que operam na criação de sistemas eficientes, melhorando a comunicação entre a pessoa humana e a máquina.

A política sempre absorveu a modernização ocorrida na comunicação social. Veja-se a década de 40, quando Franklin Roosevelt foi o primeiro presidente americano a aparecer na televisão. Em 1960, Kennedy revolucionou as campanhas eleitorais com o debate televisado.

Coube a Obama avançar com a utilização das redes sociais na Internet. Em 2008 a sua eleição significou verdadeira revolução, pela utilização da rede mundial de computadores, que até então inexistia. A inovação mobilizou os recursos da cibernética. Obama criou uma rede de diálogo, conversando com os internautas numa via de duas mãos. Os eleitores obtinham respostas rápidas e atenciosas.

Nas primárias do Partido Democrata foi desprestigiado e humilhado. Não citavam o seu nome na mídia e ocupava o “fim da fila” nas “pesquisas”, depois denunciadas como fraudulentas. Tinha-se como certa a indicação no Partido Democrata de Hillary Clinton, que havia sido primeira-dama por oito anos e já era senadora há sete.

Espalhou-se a mentira de que ele não havia nascido nos EUA, seria muçulmano e fingia ser cristão. O principal acusador à época foi o apresentador de TV Donald Trump. No final, Obama ganhou a eleição.

A propósito da influência atual das redes sociais, um fato chama a atenção, que é a realização neste domingo, 19, do segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia. Ambos candidatos –o esquerdista Gustavo Petro e o conservador Rodolfo Hernández – abandonaram as ruas e concentraram-se em eventos “on line”.

Petro, 62, aspira em sua terceira e última tentativa chegar à Presidência. Militou no M-19, uma guerrilha nacionalista de origem urbana e teve aliança com o chavismo. Ele ainda se vê como um “revolucionário” por ter lutado contra o estado e agora busca, na democracia, “derrotar as elites e instalar pela primeira vez a esquerda no poder” na Colômbia. As suas propostas incluem reformas ambiciosas e complexas.

Hernández encampou a anticorrupção e se auto intitula “terceira via”, com ideias conservadores radicais e discurso de direita. A sua estratégia é apostar nas redes sociais. Aparece em vídeos excêntricos do TikTok. Em um deles, anda de patinete elétrico. Os seus lemas são três: “não roubar, não mentir, não trair”. A sua candidata a vice, Marelen Castillo, entrou na campanha para suavizar a imagem de Hernández, diante das mulheres. O candidato é um magnata da construção civil, com fortuna avaliada em US$ 100 milhões.

As democracias contemporâneas buscam a interatividade permanente com os atores políticos. Nesse contexto, as redes sociais agem como instrumentos de aperfeiçoamento dos processos eleitorais e governabilidade. Bismarck, o chamado chanceler de ferro, já disse, que “a política não é uma ciência exata, mas uma arte”. Através dela, a cidadania se torna coparticipante, na preservação e ampliação das liberdades coletivas.

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

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Categoria(s): Artigo / Eleições 2022 / Política
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domingo - 19/06/2022 - 06:28h

“Os donos das calçadas”

Por Marcos Araújo

Início da década de 70, no século passado, Guilherme de Brito e Nelson Cavaquinho compuseram a música “o dono das calçadas”. A letra, segundo os autores, destinava-se a emoldurar a vida de Nelson Gonçalves, à época o mais célebre intérprete da boemia. O desejo dos autores era retratar a ocupação e a reinação dos boêmios nas calçadas dos bares, um espaço singular dos botequins cariocas.calçada, sombra

Fora da simbologia poética, para que servem as nossas calçadas? No plano urbanístico, qual utilização tem sido dada a este importante espaço em nossas cidades? Qualquer ser vivo responderia de pronto: servem para abrigo de lanchonetes improvisadas, quiosques fixos para venda de materiais importados e falsificações chinesas, lixões de entulhos, estacionamentos privados para automóveis, pontos de camelô, trailer com ótica ambulante, e até oficinas de carros. Em diversos setores da nossa cidade, as calçadas funcionam para tudo, menos para a mobilidade dos pedestres.

A precariedade da infraestrutura urbana conta com a adversidade da apropriação ilegal do espaço público, tomada por esses clandestinos “donos das calçadas”. Sem boemia. Acho extremamente grave a omissão dos gestores públicos com a privatização dos passeios públicos (as calçadas). Em Mossoró, suprimiram do pedestre o direito de andar nas ruas do centro. Mesmo em avenidas mais amplas, como a Rio Branco e João da Escóssia, placas de “estacionamento privativo” são apostas nas vias públicas. E ainda com a ameaça do veículo ser “guinchado”, caso seja estacionado em frente a uma dessas lojas. O uso é “exclusivo para clientes em compra”.

Isto me faz lembrar um episódio pessoal com um juiz do trabalho já falecido, conhecido pela sua intolerância e grosseria. A Justiça do Trabalho em Natal funcionava na Av. Hermes da Fonseca. Em plena via pública, havia uma pintura no asfalto com a inscrição “estacionamento privativo para os Juízes”. Eu, um jovem advogado à procura de confusão, estacionei no local. Fui advertido por um dos servidores para que retirasse o veículo, senão seria rebocado.

Achei um desaforo e estabeleci uma longa discussão, com o servidor e depois com o magistrado, sobre a indevida apropriação do espaço público. Adverti-os de uma possível prática de improbidade, de uma representação ao Ministério Público e da convocação da imprensa, apenas para ser deixado em paz. Meu carro ficou por lá, sob impropérios e protestos da autoridade questionada.

Por aqui e alhures, os pedestres são os maiores excluídos da mobilidade urbana. Imaginem a dificuldade dos cadeirantes e das pessoas com reduzida capacidade de locomoção. O mau estado de preservação das calçadas e obstáculos que impedem o trânsito livre e seguro dos pedestres é considerado crime. O Código de Obras do Município de Mossoró, no art. 131 diz que “Os passeios públicos (calçadas) são bens públicos de uso comum do povo, de acesso livre, não podendo ser impedidos do trânsito de pedestres.”

O artigo 68 do Código Nacional de Trânsito proíbe qualquer utilização de calçada que impeça o trânsito livre dos pedestres. Também é frisado que os equipamentos urbanos nas calçadas não podem bloquear, obstruir ou dificultar a caminhada dos pedestres. Tudo em vão! Letra morta da lei.

O problema é de “ECF”, uma sigla para resumir a falta de Educação, Conscientização e Fiscalização. Este último seria o principal mecanismo modificador da realidade das calçadas de Mossoró. Que a Prefeitura faça o seu trabalho, já que a nossa educação e a nossa consciência assim não permitem. Fiscalizar também é educar.

Enquanto as providencias não são tomadas (sem muitas esperanças!), melhor voltar a Nelson Cavaquinho, o menestrel da Mangueira. Nelson era um ser desprendido das coisas e dos anseios materiais, vivendo de forma simples e intensa. Dentre as suas mais belas composições, elejo “A flor e o espinho”, em parceria com Guilherme de Brito e Alcides Caminha.

Para o poeta Manoel Bandeira essa música tem a frase mais bonita da música popular brasileira: “tire o seu sorriso do caminho, que eu quero passar com a minha dor”.

Para sobreviver, Nelson compunha e depois vendia a letra da música para jovens cantores, uma prática comum nas primeiras décadas do século passado. Um dia, Cartola, seu parceiro em uma canção, estava em um bar escutando um samba de um novo compositor, quando reconheceu aquela música, e disse:

– “Ô meu amigo, esse samba é meu! Eu fiz esse samba com o Nelson”.

O sambista assustado, respondeu:

– “Eu comprei esse samba dele”.

Dias depois, ao encontrar Nelson em Mangueira, Cartola o interpelou:

– “Nunca mais serei seu parceiro, pois nós fazemos um samba juntos e você vende para os outros”.

Muito calmo e solicito, com aquela voz rouca que lhe era peculiar, Nelson respondeu:

– “Cartola, eu só vendi a minha parte da música. A outra parte é sua.”

Com base nesta historinha, aproveito para perguntar aos ocupantes das calçadas: se as calçadas são “patrimônio” dos pedestres, quem lhes vendeu a parte que me cabia?

Marcos Araújo é professor e advogado

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Categoria(s): Crônica
domingo - 19/06/2022 - 03:40h

A cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 5

Por Marcos Ferreira

Continuemos com o nosso recuo no tempo.

Naquela época, mês de setembro de 2001, quando explodira como estrela absoluta nos noticiários o devastador ataque terrorista contra os Estados Unidos, ocorrido precisamente em uma monótona manhã do dia 11, quase ninguém estava ligado ou interessado em blogues, sites ou portais eletrônicos. Não. Naquele momento, como era de se esperar, as emissoras de televisão deram um show à parte, com transmissões ao vivo especialmente de locais o mais próximo possível dos escombros das Torres Gêmeas do World Trade Center, na ilha de Manhattan, em Nova Iorque. Quase não se televisionava outra matéria ou programa. O terrorismo roubou a cena.redação de um jornal - foto antiga

No dia seguinte, enfim, a carcaça midiática do maior ataque terrorista de todos os tempos foi compartilhada e difundida pelos jornalões e demais órgãos da miuçalha, os veículos impressos, feito sobras, restos mortais de uma presa sobejada por leões ao dispor das hienas. Mesmo assim, salvo uns gatos-pingados, ninguém buscou por essas informações na blogosfera. Não ao menos em Mondrongo.

O público leitor não tinha afinidade, entrosamento ou interesse pelo pouco que se realizava de jornalismo virtual naquele comecinho de década. Talvez apenas no Sudeste um blogue aqui e outro acolá já tivessem adquirido qualquer audiência e repercussão junto aos leitores.

Porque tais coisas praticamente inexistiam em nossa maniqueísta sociedade. Configuravam-se como projetos raros em todo o estado de Santa Luzia, mesmo em Cafundolândia, nossa bela capital. O próprio advento da Internet, a exemplo da telefonia móvel, era um recurso nada acessível para a maior parte da população, disponível, sobretudo, para a classe média alta, a elite financeira.

Na realidade, porém, a mídia impressa de Mondrongo já se achava ferida de morte. Os departamentos de publicidade desses veículos sofriam para conseguir anunciantes, ou segurar os que possuíam. Mês a mês, para o desespero de Alberto Cardoso, diretor administrativo da Tribuna, um anunciante ou outro arrepiava carreira do jornal. Situação agravada pelo elevado número de inadimplentes.

Mondrongo, então com cerca de duzentos e sessenta mil habitantes, hoje ultrapassa um pouquinho os trezentos mil, possuía cinco jornais impressos circulando diariamente, disputando leitores e o terreno das publicidades palmo a palmo. Era de se esperar, portanto, que o minguado pão dos anúncios não chegasse para todos eles, não ao menos a ponto de suprir as suas necessidades prioritárias. Eram eles, por ordem cronológica: a centenária Tribuna Mondronguense, o popular Diário do Oeste, o Clarim Exato, a Folha da Tarde e o caçula Correio Expresso. Sem contarmos as publicações hebdomadárias. Não muito depois os dois últimos fechariam as portas.

A duras penas, tentando conter a debandada de anunciantes, os outros três veículos fizeram mais demissões e continuaram no ramo de forma heroica. Mas era só uma questão de tempo até que ruíssem absolutamente. A situação se tornava insustentável a cada mês. Salários em atraso, divergências rescisórias e ações na Justiça do Trabalho eram uma constante no cotidiano dessas empresas de notícias.

Ainda assim, decerto por brio e vaidade, ser jornalista, membro da imprensa em Mondrongo era qualquer coisa fascinante, honrosa, uma espécie de profissional popstar entre as demais atividades de baixo coturno. Até mesmo os fotógrafos (alguns não passavam de meros apertadores de botões, hoje em dia promovidos a repórteres fotográficos) andavam por aí muito anchos portando as suas máquinas com filmes em preto e branco penduradas no pescoço. Ser jornalista nesta cidade, então, era um must. Certos indivíduos, segundo as más línguas, necessitavam dormir de beliche, pois embaixo só cabia o sujeito, enquanto o ego do cara ficava na parte de cima.

Essa história de beliche — vamos logo dar nomes aos bois — foi uma boutade que se tornou famosa oriunda da verve do poeta e jornalista Moacir Alexandrino Neto, em referência à soberba e empáfia de um seu colega de redação no Diário do Oeste. O nome do “homenageado”, que por sinal já foi estudar a geologia dos campos-santos, conforme consta no Dom Casmurro, é Mauro Mosca.

O triste fim de Mauro Mosca se deu da seguinte forma: uma noite, ao ser abordado por dois sujeitos que lhe queriam tomar o relógio e a carteira no sifilítico Beco das Frutas, onde ele frequentava uma casa de tolerância, Mosca se negou a entregar os pertences e um dos marginais lhe abriu a barriga com uma faca peixeira. O agressor largou a arma no local do crime e fugiu com o comparsa levando o relógio e a carteira. Mauro Mosca era tão vaidoso quanto o amigo Reginaldo Marinho, primo da enfermeira Laura Gondim, esposa de Jaime Peçanha, ela que faz um trisal com o marido e o primo. Isto nos lembra Dona Flor e seus dois maridos, de Jorge Amado.

Após conseguir vender a sua pequena biblioteca a um sebo do Centro, localizado na Praça do Relógio, o jornalista e escritor Jaime Peçanha decidiu bater à porta dos demais órgãos da imprensa escrita em busca de trabalho. Até mesmo a função de revisor de textos, que representaria um retorno às suas origens, era bem-vinda. Todavia ele não conseguiu nada. Não estavam contratando ninguém.

Alguns anos depois, exatamente nesta ordem, o Diário do Oeste e a Tribuna Mondronguense jogaram a toalha, faliram de vez. Hoje em dia, quiçá por milagre, mantém-se em circulação, com cinquenta ou cem exemplares impressos, apenas o Clarim Exato, que sempre viveu pendurado nas tetas do erário municipal ou do estado.

Por sua vez, contudo, pois é preciso também que se registre, a Tribuna Mondronguense não sucumbiu completamente, segue perseverando no universo virtual por meio de uma plataforma eletrônica. Isto é, o pulso jornalístico da centenária folha ainda pulsa através da Internet, com módica audiência e uma equipe de três funcionários.

A Tribuna, que por um século e meio pertenceu a vários donos, funcionando ininterruptamente, hoje em dia (o que significa dizer quarenta anos) está sob o comando de um ramo político da tradicional e poderosa família Albuquerque Azevedo, oligarquia esta que dominou Mondrongo e o estado de Santa Luzia por décadas a fio, alternando-se no poder com admirável e imbatível competência.

Nas últimas eleições do município, porém, exibindo claros sinais de cansaço, a senhora Rosana Albuquerque Azevedo, forte candidata da família oligárquica à Prefeitura, foi constrangedoramente derrotada nas urnas pelo jovem e palavroso prefeito Wallace Batista, que se vendeu ao longo da campanha como opção de renovação e revitalização administrativa para o município de Mondrongo.

Durante a disputa, verdade seja dita, Rosana Albuquerque Azevedo, que já havia sido governadora e eleita para comandar esta cidade em três mandatos, subestimou o adversário Wallace Batista. No fim das contas, após longas décadas de domínio, a oligarquia caiu.

O Diário do Oeste, leia-se o imóvel, acabou sendo vendido. A maior parte do dinheiro, segundo comentários dos seus antigos empregados, foi destinada ao pagamento de dívidas trabalhistas. O novo proprietário demoliu o histórico prédio e no local foi erguido um gigantesco galpão metálico para acolher materiais e maquinários de uma grande loja do segmento elétrico e da construção civil.

O ex-dono do Diário do Oeste, jornalista que escandalizou a sociedade mondronguense com a sua metralhadora giratória, era o neurastênico senhor Orlando Quaresma. Esse homem, tanto para o bem quanto para o mal, por meio do seu tratamento de choque datilografado em sua barulhenta máquina de escrever, chacoalhou o jornalismo republicano e bem-comportado de Mondrongo. Uma coisa ninguém podia lhe negar: o sujeito tinha colhões, tinha coragem para descer o malho, baixar o cacete em gregos e troianos, poderosos e mequetrefes da política e da sociedade mondronguenses. Nem a “santa” Igreja Católica escapou à sua fúria iconoclasta.

Dificilmente um empresário ou comerciante se negava a divulgar seu negócio nas páginas do Diário. Pois Orlando Quaresma não era apenas respeitado. Era, sobretudo, temido. Ninguém, ou quase ninguém, ousava contrariá-lo. Em 2020, quando ele morreu acometido pela peste pandêmica, estava com setenta e oito anos de idade. Toda sorte de encômios e louvações pipocou nas redes sociais.

Orlando Quaresma foi sepultado no Cemitério São Sebastião. Sobre o esquife estava a bandeira da Academia Mondronguense de Letras. Quaresma não só conquistou desafetos como também admiradores. Era a maior estrela do jornalismo local, senão do estado.

Poucas vezes neste país, ainda que no microcosmo de Mondrongo, um homem de imprensa atingiu um patamar de credibilidade e renome tão elevado. Vereadores governistas e da oposição ocuparam a tribuna para render homenagens ao ilustre falecido. Songamonga, o midiático prefeito Wallace Batista, diga-se que numa atitude justa e oportuna, decretou três dias de luto oficial no município.

É oportuno também frisar que Orlando Quaresma não possuía uma escrita bonita, elegante. Não. Seu texto não continha um pingo de poesia. Sua força, talvez a sua graça, estava justamente na secura e dureza com que escrevia. Era, mal comparando, um João Cabral de Melo Neto do jornalismo. Sua coluna no Diário do Oeste parecia “uma faca só lâmina”, como no poema do bardo pernambucano.

Eis, enfim, uma pequena história da imprensa local. Os jornais antigos estão aqui representados pela Tribuna Mondronguense, reduzida à sua versão eletrônica, e pelo Clarim Exato, este ainda na modalidade impressa com os seus cinquenta ou cem exemplares. O resto são portais, sites, blogues e redes sociais.

Até hoje, portanto, o pulso ainda pulsa.

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Prólogo;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Capítulo 2;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo  3;

Leia tambémA cidade que nunca leu um livro – Romance – Capítulo 4.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Conto/Romance
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 18/06/2022 - 23:56h

Pensando bem…

“A solução mora no problema. Por mais complicado que seja a situação, existe ali uma possibilidade de crescimento, desenvolvimento e aprendizagem.”

 Milton Erickson

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sábado - 18/06/2022 - 23:40h
Brasileirão

América vence Globo em jogo pela Série D 2022

Do NE 45

Em duelo na Arena das Dunas, o América-RN pressionou o tempo todo, mas só no fim conseguiu marcar para vencer o Globo por 1 a 0. O gol da partida foi marcado por Téssio.

Com o resultado, o América-RN subiu momentaneamente para o 3º lugar do Grupo A3 da Série D, com 17 pontos. A Águia segue na vice-lanterna, com 5 pontos.

O América-RN volta a campo no próximo sábado (25) fora de casa, contra o Retrô, na Arena de Pernambuco, às 16h. Já o Globo recebe o Afogados da Ingazeira-PE no domingo (26), às 15h, no Barretão.

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Categoria(s): Esporte
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