“As famílias confundem escolarização com educação. É preciso lembrar que a escolarização é apenas uma parte da educação. Educar é tarefa da família”.
Mario Sergio Cortella
Jornalismo com Opinião
“As famílias confundem escolarização com educação. É preciso lembrar que a escolarização é apenas uma parte da educação. Educar é tarefa da família”.
Mario Sergio Cortella
Em sessão nesta terça-feira (4), o plenário da Câmara Municipal de Mossoró aprovou ajuste à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2022. De autoria do Executivo, o projeto de lei 20/2022, aprovado, fixa 1,2% da receita corrente líquida do Município para emendas impositivas.

Projeto fixa 1,2% da receita corrente líquida do Município para emendas impositivas (Foto: Edilberto Barros)
Trata-se de mais um passo no cumprimento de recente decisão do Tribunal de Justiça (TJRN), que determinou previsão de 1,2% para emendas de execução obrigatória na Lei Orçamentária Anual (LOA). Antes da LOA, porém, o índice precisaria constar na LDO.
Celeridade
As próximas etapas serão fixar o percentual no Plano Plurianual (PPA) e na LOA, pela ordem. Em relação à LDO, os vereadores e vereadoras aprovaram o ajuste em regime de urgência especial, por consenso entre as bancadas de situação, oposição e independência.
A aprovação é parte do compromisso de acelerar a reanálise orçamentária. Para tal, leva-se em conta excepcionalidade: Mossoró inicia o ano sem orçamento 2022 aprovado. Eventual demora em sanar a situação pode gerar prejuízos financeiros e administrativos ao Município.
Na votação de hoje, o plenário também aprovou emenda à LDO, destinando para a Saúde 50% do total de R$ 9 milhões previstos às emendas impositivas em 2022. Nesta quarta-feira (5), Câmara dará sequência à análise orçamentária. A sessão começa às 9h.
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A Prefeitura de Natal inicia nesta terça-feira (04) o pagamento do salário dos servidores da administração direta, indireta e fundacional entre ativos, inativos e pensionistas, referente ao mês de dezembro.
Até o quinto dia útil deste mês toda a folha deverá ser paga, ou seja, sexta-feira (7), comunica oficialmente a gestão do prefeito Álvaro Dias (PSDB).
Servidores passaram o réveillon sem dinheiro em conta (veja AQUI).
Para amanhã (quarta-feira, 5), haverá assembleia geral do Sindicato dos Trabalhadores na Saúde do Estado do RN (SINDISAÚDE), às 17h, em sua sede (veja AQUI).
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O ex-senador Garibaldi Filho (MDB) tinha pressa em romper com o primo e parceiro de mais de 50 anos de política partidário-eleitoral, ex-deputado federal Henrique Alves (MDB). Porém, nada foi de afogadilho e movido por vesuviano ressentimento.
O anúncio público do distanciamento aconteceu dia passado (veja AQUI e AQUI). Caviloso, Garibaldi fabricou oportunidade para a proclamação do fim desse dueto com Henrique. A razão? Veremos adiante:

Garibaldi, Carlos e Henrique já formaram sistema monolítico no passado remoto (Foto: jornal Agora/arquivo)
Diferenças entre ambos, mas principalmente entre seu filho – o deputado federal Walter Alves (MDB) – e Henrique, existem e se acumulavam há anos, sobretudo desde as eleições de 2018. O apoio – velado – de Henrique à postulação de Benes Leocádio (PTC, hoje no Republicanos) à Câmara Federal, foi a gota d’água do rancor. O racha foi se acentuando até o desfecho do dia passado.
Porém, existe um detalhe que passa despercebido a praticamente todos os observadores e cronistas políticos do RN: é o fato de existir uma afinidade e aproximação entre a governadora Fátima Bezerra (PT) e o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), que afeta indiretamente os planos de Garibaldi.
A decisão de Garibaldi de tornar público o esgotamento da coabitação até familiar, com Henrique, tenta abortar a gestação de um acordo Fátima-Carlos. Com sua banda do MDB, o ex-senador quer ser o ‘Alves da governadora’, ao lado do filho. Um entendimento entre o primo Carlos Eduardo Alves e ela praticamente os alijaria dessa composição.
“Gari”, o ex-senador, sabe muito bem que um palanque do PT do RN não suportaria tanto Alves no lastro: ele, Henrique, Walter e Carlos Eduardo. Pelo menos dois deles precisam e devem sobrar. Ele e Waltinho ficam, calcula.
Henrique e Carlos sobram
Garibaldi iça o filho Waltinho à sobrevivência política. Essa é sua prioridade absoluta. Ele teria chances mínimas de reeleição num MDB pacificado e unido, com Henrique voltando a concorrer à Câmara Federal.
Com Fátima e o PT, de quem já foi ministro da Previdência (gestão Dilma Rousseff), Garibaldi Filho aspira viabilizar o filho como vice, com ele próprio concorrendo ao Senado ou outra posição estratégica, que sele a aliança. Claro que Carlos Eduardo e Henrique Alves não entram no pacote – só lembrando.
No último dia 28 de dezembro postamos a matéria “Ele mesmo, Carlos Eduardo Alves”. Resumia a sinergia possível entre governadora e o ex-prefeito natalense. Já no domingo (2), em entrevista ao jornal Tribuna do Norte, a própria Fátima Bezerra deu a senha, confirmando o que tínhamos publicado:
– “Se o PDT sinalizar que quer aliança, estamos abertos a conversar”.
O ex-senador Garibaldi Filho precisou correr.
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Levantamento da Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural (SEADRU) aponta que houve pluviometria nos três primeiros dias de janeiro em Mossoró. O acumulado no período já está acima do esperado para todo o mês, segundo o professor de Ciências Exatas e Naturais da SEADRU, Alciomar Lopes.

Chuva dessa segunda-feira foi isoladamente a maior e surpreendeu todas as previsões (Foto: Wilson Moreno)
“Em três dias já conseguimos ultrapassar o valor médio dos últimos 30 anos relativo a janeiro”, disse o professor. O acumulado esperado para todo o mês de janeiro era de 58,9mm.
Nestes primeiros dias de 2022 choveu no município 63,3 milímetros. De acordo com Alciomar Lopes, o pluviômetro da Secretaria de Agricultura registrou nesta segunda-feira (3) o total de 56,5mm, maior chuva registrada até o momento na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.
“No ano de 2022 nós já tivemos três leituras seguidas. No primeiro dia de janeiro a chuva foi de 6,5 milímetros. No dia 2, a precipitação foi de apenas 0,3mm e na tarde desta segunda-feira choveu 56,5mm. Foi uma chuva que a gente não esperava. As previsões mostravam 15 milímetros”, destacou.
Média de 30 anos
O professor Alciomar Lopes ressalta ainda que as chuvas registradas em dezembro ajudaram Mossoró a ficar acima da média anual. Segundo ele, o acumulado no mês passado foi de 72,5mm, o que subiu de 572mm para 644,5mm.
“Nós obtivemos no período chuvoso, que vai de janeiro a junho, 572 milímetros para 59 dias de leitura. Esse número estava configurando que Mossoró ficaria abaixo da média geral anual que é de 626mm. Quando chegamos a dezembro aconteceram cinco dias de pluviometria acumulada no mês, que simplesmente subiu o volume anual de 572 para 644,5 milímetros. Nessa condição, 2021 fechou com valor acima da média anual”, explicou.
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Do Canal Meio
A imunização de crianças entre cinco e 11 anos vai começar na segunda quinzena de janeiro, um mês depois de autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse ontem que esse é o prazo para a chegada das vacinas da Pfizer para esse público, embora a faixa etária ainda não tenha sido incluída no Plano Nacional de Imunização (PNI).

Segundo os governadores, 90% dos municípios têm condições de começar logo a imunização (Foto ilustrativa)
Segundo os governadores, 90% dos municípios têm condições de botar agulha no braço das crianças até 48 horas após a chegada das vacinas. Aliás, pelo menos 19 estados e o Distrito Federal já avisaram que vão ignorar a ideia de Queiroga (e Bolsonaro) de exigir prescrição médica para a imunização infantil. (g1)
A estimativa é que uma primeira leva de um milhão de doses da vacina pediátrica da Pfizer chegue no dia 10, com mais quatro milhões até o fim do mês.
Não há um cronograma fechado, mas a farmacêutica americana prevê entregar 20 milhões de doses desse imunizante no primeiro trimestre, o que seria suficiente para uma aplicação em quase toda população entre cinco e 11 anos, estimada em 20,4 milhões pelo IBGE. (Folha)
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A governadora Fátima Bezerra (PT) anunciou na noite desta segunda-feira (03), em transmissão nas redes sociais, o calendário de pagamento dos servidores do Estado para o último ano de gestão. Está mantido o sistema de quitação da folha dentro do mês trabalhado, com antecipação integral para os agentes das forças de segurança, dos que ganham até R$ 4 mil e de 30% para os que recebem acima desse valor.
Os servidores dos órgãos que têm arrecadação própria e os da Educação, e os 70% restantes dos que ganham acima de R$ 4 mil recebem no último dia do mês.
O ano de 2022 começa com o pagamento residual do 13º de 2021, nesta terça-feira (04), dos servidores cujos salários estão acima de R$ 4 mil mensais, prosseguirá no dia 15 com a antecipação da folha de janeiro e terminará no dia 31 com a primeira parcela do 13° de 2018, conforme acerto feito com o Fórum dos Servidores.
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“Muitas das falhas que você vê nos outros, são seus próprios defeitos refletidos neles.”
Rumi
Essa semana espero receber a terceira dose de vacina contra a Covid-19.
Logo, à mente, vem a imagem de várias pessoas que foram vítimas dessa doença.
Amigos, conhecidos socialmente, figuras públicas, anônimos com história cativante…
Toda dor é única, eu sei.
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Do Congresso em Foco e Metrópole
Durante uma live destinada a debater o passaporte vacinal e a imunização de crianças contra a covid-19, o deputado Diego Garcia (Podemos-PR) afirmou que não vacinará os filhos e que está disposto a perder o mandato para impedir o que classificou como “experimento”. A fala ocorreu no dia 28 de dezembro.
“Meus filhos não serão vacinados. Eu já falei para o secretário de Saúde aqui da cidade de Londrina (PR): ‘só passando por cima do meu cadáver, vai vacinar os meus filhos’. Vão ter que me matar, vão ter que tirar a minha a vida. Eu estou disposto a perder o meu mandato, mas ninguém vai impor a vacinação desse experimento junto dos meus filhos, em hipótese alguma”, afirmou o deputado.
General Girão
A transmissão também contou com a participação do deputado General Girão (PSL-RN) e da médica Nise Yamaguchi, defensora do chamado “tratamento precoce” e investigada pela CPI da Covid.
O deputado Girão também se posicionou contra a vacinação de crianças, afirmando que foi uma “cobaia” nas duas vezes que tomou o imunizante. O deputado, que teve covid duas vezes, disse ter tido complicações de trombose por conta da vacina da AstraZeneca. “Eu fui cobaia, agora não quero que as minhas netas sejam”, explicou.
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O ex-deputado federal Henrique Alves (MDB) não demorou a reagir às declarações duras (veja AQUI) do primo Garibaldi Filho (MDB), sobre decisão de distanciamento político entre ambos. O racha político é também familiar.
“Só gratidão e respeito a Garibaldi. Sabemos o que vivemos juntos!” – prefere pacientar.
Henrique evita confronto, reforça laços, rebobina o passado, e repete o pai e líder de ambos, Aluízio Alves: segue “sem ódio e sem medo”.
Veja depoimento de Henrique na íntegra, abaixo:
Diz o ditado popular; “quando um não quer, dois não brigam”.
Por isso não esperem de mim uma resposta sequer agressiva em relação ao primo, amigo, companheiro de MDB de 51 anos.
Só gratidão e respeito a Garibaldi. Sabemos o que vivemos juntos!
Surpreso, sim.
Até porque nos falamos no meu aniversário em dezembro, Natal e Ano Novo quando nos desejamos fraternalmente boas festas e felicidades.
A vida e suas circunstâncias…
Realizei a vida política, partidária e pública na escola de meu pai.
Até no se levantar, no resistir às injustiças e vencê-las.
Assim, a bandeira verde, da esperança, sempre a tremular nas minhas mãos sob o julgamento do povo do Rio Grande do Norte, que me deu 11 mandatos de deputado federal.
Hoje não é diferente.
O carinho, o abraço e emoção no reencontro são alegrias que me fortalecem e estimulam na luta que sempre continua.
Sem ódio e sem medo. Como Aluízio, meu pai, nos ensinou desde 1970.
Em tempo, a única campanha que não pude ajudar a Garibaldi foi a última de 2018, quando ainda sofria absurdas limitações de brutal injustiça. O RN também sabe disso.
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A imprensa de Natal – Blog do BG, primeiramente – noticia nessa segunda-feira (3) declaração do ex-senador Garibaldi Filho (MDB) anunciando rompimento com o primo e parceiro por cerca de 50 anos, na política. O que era camuflado e dissipado desde as eleições de 2018 eclodiu hoje.
“Não existe nenhuma possibilidade de conciliação com Henrique este ano”, afirmou o ex-senador ao portal Saiba Mais.
Questionado se Walter seria o nome colocado para vice-governador, Garibaldi respondeu que existe a intenção, mas que “não dá para adiantar que isso vai ser feito porque também depende do PT”. O MDB também conversa com o PDT e o PSDB para costurar alianças.
Aspiração de pai e filho é que o primeiro seja candidato à Câmara Feral e Walter Alves o vice de Fátima Bezerra (PT), chapa ao governo estadual.
Walter x Henrique
Garibaldi toma as dores do filho Walter Alves. Compreensível. Em 2018, pouco tempo depois de sair da prisão devido operações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF), Henrique recolheu-se ao isolamento em família, mas não deixou de fazer política.
O ex-deputado federal sem mandato à época, sinalizou para apoios que lhe eram fieis em favor de Benes Leocádio (PTC, hoje no Republicanos), ex-prefeito de Lajes e um antigo colaborador. Garibaldi esperava que Walter fosse o beneficiado.
De lá para cá não faltaram escaramuças, diversas situações em que “Waltinho” nítida e claramente se esquivava de Henrique ou mesmo o hostilizava. Garibaldi, diferentemente, botava panos quentes. Dessa feita, não. Ano eleitoral, começo de 2022, abre uma fenda em história da mais duradoura e vitoriosa parceria política do RN, desde 1970, em pleno regime militar.
Henrique foi deputado federal por 11 mandatos, enquanto Garibaldi Filho somou quatro como deputado estadual, um como prefeito de Natal, duas vezes governador do RN e três como senador.
Veja adiante: Henrique Alves se manifesta sobre rompimento.
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Tem início nesta segunda-feira (3), e segue até a próxima sexta-feira (7), mais uma etapa do calendário de matrículas da rede municipal de ensino de Mossoró. Por meio do programa “Educação Digital”, ao longo desta semana será realizado, pelas próprias unidades de ensino, o processo de renovação das matrículas dos alunos que já fazem parte da rede.

Matrícula por inclusão digital elimina filas e sofrimentos de pais e responsáveis até em madrugadas à porta de escolas (Foto: Wilson Moreno)
Com um sistema 100% digital, não há necessidade de pais ou responsáveis se dirigirem à escola ou Unidade de Educação Infantil (UEI) em que o estudante esteja matriculado.
“Os pais não precisam se dirigir à escola. Essa é uma etapa executada pela própria escola ou UEI. Se o aluno vai permanecer na unidade, a própria escola renova a matrícula”, enfatiza a secretária municipal de Educação, Hubeônia Alencar.
Etapas
Confira todas as etapas do calendário de matrículas da rede municipal de ensino:
– Alunos novatos com deficiência, TEA ou Altas Habilidades/Superdotação (de 22 a 26 de dezembro);
– Alunos novatos com deficiência, TEA ou Altas Habilidades/Superdotação – UEI Nova Mossoró (de 27 a 31 de dezembro);
– Renovação (realizada pela própria unidade de ensino, por meio do SIGEduc, de 3 a 7 de janeiro de 2022);
– Transferência (de 10 a 14 de janeiro de 2022);
– Matrícula de novos alunos (de 17 a 23 de janeiro de 2022).
Todos os detalhes sobre o calendário de matrículas da rede municipal de ensino estão disponíveis AQUI.
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Do Blog Heitor Gregório
A ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB) foi diagnosticada com câncer de mama. Vai passar por uma cirurgia essa semana, na Policlínica, em Natal, aos cuidados de Dr. Murilo e equipe.
Após ser questionada pelo blog, Sandra disse que o diagnóstico foi feito pelas médicas Dra. Carol Diógenes (Mastologista) e Dra. Ana Carolina (Radiologista).
“Sempre me cuidei e anualmente faço os exames de rotina. Esse ano teve essa descoberta em fase inicial. Fica até o alerta para as mulheres fazerem o acompanhamento. É importante o diagnóstico precoce. De minha parte, tratarei o assunto de maneira transparente e aberta. Estou de cabeça erguida para enfrentar essa luta e vou alcançar a cura se Deus quiser”, afirmou ao blog.
Nota do Canal BCS – Saúde, deputada. E que sua situação e disposição também sejam um alerta para atenção ainda maior das mulheres. Revelar de forma pública o problema é de enorme valia social.
Vai dar tudo certo! Amém!
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A Câmara Municipal de Mossoró se prepara para reanalisar leis orçamentárias, após cumprir a decisão judicial de devolver à Prefeitura o projeto do Orçamento 2022. Em reunião na manhã de hoje (3), vereadores se dispuseram a acelerar o processo legislativo, no decorrer deste mês, para evitar prejuízos financeiro e administrativo ao Município.
Além da Lei Orçamentária Anual (LOA), precisarão ser ajustados a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o Plano Plurianual (PPA), aprovados em junho e novembro de 2021, respectivamente. A adequação é para reservar 1,2% da receita corrente líquida às emendas impositivas dos vereadores e vereadoras, conforme liminar do Tribunal de Justiça (TJRN).
Não se observa, na Câmara, ambiente para continuar a judicialização do tema. O clima político é para resolução via processo legislativo. “Obtivemos o consenso entre as bancadas para as tramitações em curto prazo”, informa o vereador Genilson Alves (Pros), líder do Governo.
Apesar desse compromisso, o rito dos trabalhos dependerá do teor dos projetos a serem enviados pela Prefeitura, segundo o vereador Professor Francisco Carlos (PP) “Esperamos a colaboração do Executivo para sanar essa situação o mais rápido possível”, diz o líder da oposição.
Sessões mantidas
Segundo o presidente da Câmara, Lawrence Amorim (Solidariedade), a previsão é que o Executivo envie os ajustes à LDO e ao PPA ainda esta semana. Após adequações nessas leis, que poderão ser aprovadas na próxima semana, em urgência especial, a Câmara passaria à LOA – esta sim, com tramitação mais longa (audiência pública, prazo para emendas etc.).
“Enquanto isso, a Câmara segue com sessões ordinárias normais, a partir desta terça-feira (4), às 9h”, anuncia o presidente. Paralelamente, ele constrói com o Governo Municipal a aplicação pelo Legislativo e Executivo do “orçamento provisório”, correspondente a 1/12 avos do Orçamento, até aprovação da lei orçamentária definitiva para 2022.
Por fim, na reunião de hoje na Câmara, com a presença de 18 vereadores e técnicos do Legislativo, encaminhou-se a reserva para a Saúde de 50% dos mais de R$ 9 milhões previstos às emendas impositivas. Trata-se do mesmo percentual adotado pela União e Governo do Estado.
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O domingo (2) foi exaustivo na RN 013. Foi difícil o retorno para casa dos mossoroenses que foram passar réveillon na cidade-praia do Tibau (a 42km).
Apesar de ser duplicada, a estrada estadual ficou com engarrafamento quilométrico nas duas faixas no sentido Tibau-Mossoró.
Final de tarde e início de noite complicados.
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Do Poder 360
O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, suspendeu uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) que autorizou o reajuste salarial de vereadores de Natal a partir de janeiro de 2022. A remuneração dos políticos iria de R$ 17.000 a R$ 19.533,24 por mês.

Humberto Martins identificou “ofensa à Lei de Responsabilidade Fiscal” em aumento (Foto: Gustavo Lima/STJ)
Martins alegou que o reajuste “tem real possibilidade de causar grave lesão à ordem pública”, além de representar “ofensa à Lei de Responsabilidade Fiscal”.
O aumento foi aprovado pela Câmara Municipal em dezembro de 2020. Em novembro de 2021, o Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte barrou o reajuste. De acordo com a Corte, a aprovação é irregular porque foi votada depois da data limite prevista pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Depois da suspensão, a Câmara recorreu ao TJ-RN, que validou o aumento. O Tribunal de Contas, por sua vez, levou o caso ao STJ afirmando que o reajuste cria precedente para que novos aumentos ocorram em outros lugares do Brasil.
Martins concordou. “A justificar a comprovada lesão à economia pública, ressalto que tal aumento, permitido por decisão liminar apenas, poderá gerar um total descontrole nos gastos da municipalidade, com potencial de incentivar outros municípios a tentarem o mesmo, quando ainda vivenciamos as graves consequências dos danos sociais e econômicos propiciados pela pandemia de covid-19 instalada no ano de 2020“, disse.
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“A inovação quase nunca fracassa por falta de criatividade. Quase sempre isso se deve à falta de disciplina.”
Larry Keeley
Por Marcelo Alves
O querido e bom dicionário “Aurélio”, numa edição de 1986 (tijolão que ainda consulto com todo o respeito), nos dá alguns significados para a palavra “vocação”: pendor, tendência, talento e aptidão, entre outros. E é margeando esses sentidos que, desde cedo, entendemos vocação como aquela inclinação natural que leva alguém (ou, ao menos, deveria levar) a exercer uma profissão (ser professor, por exemplo), a desempenhar um mister na vida (ser um artista) ou mesmo, de maneira mais transcendental, a dedicar-se ao sacerdócio ou à vida religiosa.
É tomando por mote essa ideia de vocação que analiso aqui um aspecto da vida de um dos personagens mais importantes da história do Ministério Público brasileiro – e, quiçá, da trágica história do nosso direito –, o Procurador da República Pedro Jorge de Melo e Silva, assassinado, em razão do exercício de suas funções, em meio ao infame “Escândalo da Mandioca”, aos 35 anos de idade, em 3 de março de 1982, em Olinda/PE. Completaremos, em poucas semanas, 40 anos desse ato brutal e covarde.
Pedro Jorge nasceu em Maceió, no estado de Alagoas, em 21 de setembro de 1946. Era filho de seu José e dona Heloísa. Uma criança como tantas outras nesses nossos nordestes afora.
CUMPRINDO UMA VOCAÇÃO que lhe foi até então “designada”, a de servir a Deus, Pedro Jorge foi estudar, com apenas 8 anos, num dos muitos seminários do Brasil de então. De lá, aos 11, partiu rumo ao mosteiro beneditino em Garanhuns/PE. Em seguida, adolescente, saltou para o famoso Mosteiro de São Bento em Olinda/PE, casa de Deus que, até hoje, testemunha as efemeridades da cidade Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.
Em Olinda, ele fez vida: concluiu vários votos e formou-se em filosofia. E fez amizades: com o então abade Dom Basílio Penido, com o irmão Irineu Marinho e com Dom Antônio Fernando Saburido, este hoje arcebispo de Olinda e Recife. Conheci os dois últimos. São eles apóstolos da trágica história.
Mas, passados cerca de 10 anos com os seus irmãos de fé, Pedro Jorge, com 22 aniversários vividos, deixou o Mosteiro de São Bento, mantendo as amizades e o convívio nessa comunidade cristã, em prol da vocação laica e matrimonial. Fez o vestibular e cursou direito na Universidade Federal de Pernambuco. Em 1975, casou com Graça, com quem viria a ter as filhas Roberta e Marisa. E, no mesmíssimo ano, foi ser Procurador da República.
E é aqui aonde eu quero chegar: em Pedro Jorge, a transição da vida religiosa para a vida pública – para o direito e, especificamente, no Ministério Público Federal – deve ser vista como uma continuação de uma “vocação de servir”. Se não por intermédio do sacerdócio entre os beneditinos, pelo menos, com intensidade e desideratos diferentes, por meio do órgão federal encarregado da “fiscalização da lei” e da “justiça pública”.
Na verdade, as vocações – entendidas como a natural mistura ou somatório de pendor, tendência, talento e aptidão para o exercício de algo na vida – têm caraterísticas e matizes diversos. De logo, há diferentes tipos e campos de vocação. Na religião, na arte, na educação, na saúde e no nosso direito. E as vocações aparecem com características únicas em cada um de nós. Não vêm de forma isolada. Elas vêm misturadas a outras vocações. E também fazem parte de um processo de desenvolvimento. De um olhar específico para o mundo e para si mesmo. São produto de uma história de vida.
A vocação de Pedro Jorge para o direito, para defender o bem público e a sociedade, estava amalgamada à sua original vocação de servir a Deus, acredito. Mas não era uma vocação do tipo messiânico, tão perniciosa nos nossos dias. Pedro Jorge era o contrário do pregador messiânico. Ele era discreto e humilde. Sua vocação para o direito confundia-se com a vocação religiosa no sentido de buscar, sem tergiversar (se é que vocês me entendem), o bem e a justiça.
E foi talvez essa sua vocação, que alguns hoje podem qualificar como ingênua, que o levou ao “martírio”. Refiro-me novamente ao “Escândalo da Mandioca”, em razão do qual, Pedro Jorge, o Procurador da República responsável pelo caso, acabou assassinado. Mas isso é outra história.
Marcelo Alves Dias de Souza procurador Regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL
Por Inácio Augusto de Almeida
Se acontece uma seca ou uma enchente de quem é a culpa?
Mas tão logo a situação se normalize todos sabem a quem agradecer.
Se crianças morrem de fome, velhos sentem frio por falta de abrigo e mendigos são tratados como animais de quem é a culpa? 
Mas se uma só criança é amparada, um só velho é abrigado ou um só mendigo tratado como gente aí todos sabem quem foi o responsável.
Se operários são explorados, valores são invertidos e a desordem prevalece, de quem é a culpa?
Quem permite o triunfo do mal sobre o bem, do ódio sobre o amor e o acúmulo do poder nas mãos dos patifes?
Tolice perguntar. Ninguém sabe responder.
Talvez isto explique o surgimento de tantas crenças e seitas.
Os jovens inteligentes não aceitam mais este dogmatismo ridículo incapaz de suportar uma análise lógica, por mais superficial que seja.
Povo escolhido, como se fosse possível a um Ser perfeito escolher entre os seus filhos apenas alguns.
Dá até para rir.
Testemunhamos hoje a venda no varejo daquele puro que só queria um mundo melhor, um mundo de amor, sem dores, sem guerras e sem ódio.
E o que fizeram a este Homem?
Não se contentaram em punir apenas com a crucificação quem pregava o amor e, até hoje, continuam a retalhá-lo e assim continuarão a fazer pelos séculos afora.
Investem-no de poderes que não possuía para valorizá-lo ainda mais, como se não fosse suficiente a grandeza da sua filosofia.
O mais bem-intencionado de todos os homens tem a sua memória vilipendiada por fariseus de agora, tipos que usam cintas largas na cintura, gostam dos primeiros lugares e de serem cumprimentados em praça pública, tal qual os de antigamente, esquecendo-se que a igualdade entre todos os filhos do Pai foi a primeira lição ensinada pelo mais perfeito de todos os homens.
Será que frente a tanta injustiça o Criador cansou-se e virou as costas para nós permitindo que caminhemos para a autodestruição?
Pensar qualquer coisa diferente disto é negar a própria existência Dele.
O exemplo de Sodoma e Gomorra, tudo indica, não serviu para nada. Foi tragado pelo esquecimento. Prova disto são os casos de trisal se multiplicando e sendo aceitos como naturais por uma sociedade que se divorciou dos ensinamentos cristãos.
Vivemos dias em que a bondade é confundida com imbecilidade, a fraternidade com hipocrisia e só a busca do prazer interessa. Enlouquecemos todos ou são chegados os dias do Juízo Final?
Se existe alguma esperança?
Sei lá…
Inácio Augusto de Almeida é escritor e jornalista
Por Odemirton Filho
Há mais de quinze anos eu faço a travessia nas balsas entre as cidades de Areia Branca e Grossos, quase semanalmente, a fim de cumprir mandados judiciais. Vejo uma ruma de montanhas de sal. Lindas. Uma paisagem deslumbrante.
E, há tempos, eu escuto o lenga-lenga da construção ponte que ligaria as duas cidades.
A ponte, sem dúvida, daria mais vigor ao turismo da Costa Branca. O fluxo de pessoas aumentaria de forma considerável, pois muitas têm medo de fazer a travessia. Por vezes, converso com um ou outro cidadão que me confidencia o medo. É o jeito, dizem. A ponte facilitaria a vida das pessoas que precisam se deslocar às cidades da Costa Branca para resolver os seus problemas.
Saindo de Tibau, o turista pode se deliciar com vários encantos. Conhecer a praia de Pernambuquinho, em Grossos; a beleza de Areia Branca; tomar uma lá no Restaurante de Meinha. As praias de Baixa Grande, Morro Pintado, Redonda, Cristóvão, Ponta do Mel (para mim a mais bela da Costa Branca). Passaria pela praia da pedra grande e do Rosado, em Porto do Mangue. Belezas de encher os olhos.
Há inúmeros pontos turísticos e restaurantes para se conhecer: A pedra do chapéu em Tibau; a barraca azul, em Alagamar; as salinas de Areia Branca. O restaurante do meu amigo Luiz Carlos, na prainha, em Grossos. As dunas do Cristóvão, a fenda do biquíni. Curtir a praia do Rosado.
Os balseiros poderiam realizar passeios e festas, como, aliás, já fazem. Milhares de pessoas sairiam ganhando. Seria um incremento à economia local.
Faltam recursos ou vontade da nossa classe política? Ambos, talvez.
Bom. Eu não sei se há um projeto para a construção da ponte. Mas, neste ano de eleição, seria uma oportunidade para se viabilizar recursos junto à União e ao Estado. Os nossos representantes bem que poderiam encampar essa luta. Unirem-se em favor de uma obra tão relevante para a nossa pobre, mas bela região. A sociedade também, claro.
Enfim. Toda vez que eu vou a Grossos ou a Areia Branca, pelas balsas, fico a pensar como seria importante a construção da ponte da Costa Branca.
Continuará a ser um sonho?
Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça
Por Francisco Edilson Leite Júnior
De repente escuto um áudio. Pergunto de quem é?
– Vou enviar para você – respondeu Viviane.
Abro o WhatsApp e começo a ouvi-lo: é o escritor Fabrício Carpinejar falando da importância dos momentos quebrados, afinal, “Nunca saberemos quando será a última vez. A despedida já pode ter acontecido”.
Corro para o site da Amazon: essa é uma das vantagem do mundo globalizado, um clique, e compro o livro “DEPOIS É NUNCA”.
Fantástico! Carpinejar nos adverte: “A verdade é que, por dentro, ninguém mais será igual. Não haverá a normalidade costumeira. Amores e amizades não serão mais iguais. Nossa família não será mais igual. Nosso emprego não será mais igual… Não tem como fingir que nada aconteceu… O pior não é perder o olfato, e sim o tato”.
Pois é… A profa. COVID-19 veio com tudo, aliás, ainda está vindo. Mais de 600.000 mortes e para alguns é como se nada tivesse acontecido: “Aqui ninguém vai usar máscaras… É melhor morrer do que perder a liberdade!”.
Enfim, para alguns não houve perda nem do olfato e nem do tato. Só se perde aquilo que um dia se teve…
E Carpinejar tem razão ao nos advertir: “A morte é como o demônio, mais cresce na descrença”.
É claro que não pode haver tempo para a leitura. Há algo mais importante a ser feito: “Vacina causa morte, invalidez, anomalia”. Viver não é preciso, disseminar Fakenews é mais do que preciso…
E o mais curioso é que mesmo as recentes pesquisas mostrando o derretimento dos apoiadores a esse canto das sereias – que quase levava Ulisses e sua tripulação à morte -, ainda há um percentual (infelizmente na área da saúde) que escuta tudo isso e Retweeta com uma naturalidade que nos choca pela frieza, pela falta de sensibilidade e humanismo que não podem jamais estar ausentes desses profissionais…
E aqui cabe mais uma vez as provocações de Carpinejar: “Onde você estava quando o seu afeto morreu? Certamente fora de si… A despedida de um amor e de um afeto dá início a nossa própria despedida. DEPOIS É NUNCA”.
Que o brasileiro, na sua própria dor, possa aprender que brincar de eleição pode ser fatal…
“Não tem como fingir que nada aconteceu. Todos cairão em si, inevitavelmente”…
Francisco Edilson Leite Pinto Júnior é professor, médico e escritor


