Observando-se a média das pesquisas mais recentes que foram divulgadas no Rio Grande do Norte, é fácil constatarmos algumas “verdades”. Elas indicam tendência, mas não consagram ou antecipam resultados.
Pesquisas dos institutos Consult, Perfil, Certus, Ibope, Seta etc. que inundaram o noticiário nos últimos dias, apontam que a corrida ao Governo do Estado fixa o candidato Henrique Alves (PMDB), da Coligação União pela Mudança, numa média de 9,5 pontos percentuais de vantagem sobre Robinson Faria (PSD) – da Coligação Liderados pelo Povo, seu principal contendor.
Sua vantagem já foi bem maior, acima dos 15 pontos percentuais.
Em relação ao Senado, Fátima Bezerra (PT) da Liderados pelo Povo estaria demonstrando maior fôlego com média de dianteira da ordem de 3 pontos percentuais. Começou a contenda em desvantagem no confronto com Wilma de Faria (PSB) da Coligação União pela Mudança, da ordem de 10 pontos percentuais.
É algo comum nos Estados Unidos, não se trabalhar apenas com números de um instituto na avaliação de comportamento do eleitor em campanha. As principais redes de comunicação norte-americanas usam a “média”, para afinação de dados. Cruzam números de vários institutos e daí extraem essa média.
No Brasil isso não é comum. A maioria dos grupos/empresas de comunicação utilizam dados isolados desse ou daquele instituto.
Por aqui, existe algo mais comprometedor da boa informação cientifica no campo da pesquisa: É o hábito de se “alugar” espaços na mídia para veiculação de pesquisas pagas nos intramuros por candidatos ou partidos.
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Assim, muitas vezes a pesquisa deixa de ser um elemento de informação para ser mero dispositivo de indução ao voto.
O trabalho de estudo de comportamento da massa de eleitores, a partir de pesquisas, é algo que deriva dos Estados Unidos, ainda da primeira metade do século passado. Começou com o Instituto Gallup.
No Brasil, é algo mais recente, a partir do advento da chamada “Nova República”, pós regime militar – anos 80. Sua popularização tem sido crescente desde então.
Em toda campanha a polêmica dos números não para de crescer. O que não agrada a um lado, é tratado como “pesquisa manipulada” ou simplesmente “mentirosa”.
O maior remédio contra a pesquisa tida como manipulada ou mentirosa, continua sendo o mesmo: a verdadeira.
Publique-a.
Eis a questão.
* Leia “Campanha eleitoral sem má-fé e às claras na política” que publicamos em 2012, com enfoque em pesquisas. Clique AQUI. Continua atual.
































