Cervantes
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Terra da liberdade?
Mossoró vive nas trevas da democracia.
Se a imprensa é independente, eles intimidam, inclusive judicialmente.
Se um representante do povo é independente, eles intimidam, inclusive brutalmente.
Se um servidor público não os bajulam, eles intimidam, inclusive com demissões.
Que terra é essa? Que “poder” é esse?
Cadê a liberdade que tanto se comemora por aqui?
Tiago Silva – Webleitor
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A declaração foi dada ao Blog no início da tarde de hoje, pelo vereador Jório Nogueira (PDT). Ele confirma incidente ocorrido à madrugada de hoje à saída dos camarotes do evento "Mossoró Mix".
– Tudo que foi narrado é verdade, não há nada a ser contestado ou reparado – disse.
– Todos que estavam próximos a mim, gente amiga e outras que não conheço, ficaram abismados com o comportamento dos secretários Chico Carlos (PV) e Gustavo Rosado (PV) – contou.
O primeiro vociferou diante de Jório, cobrando-lhe explicações por pronunciamentos na câmara e em entrevistas, atribuindo a ele e a Gustavo o fracasso da gestão da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM).
O outro, teve um espasmo de ira e partiu na direção do vereador, com punhos cerrados e braços em arco, retesados. Conteve-se a tempo de virar nome em Boletim de Ocorrência policial.
Ambos saíram da aglomeração, final do show da banda J.Quest, acompanhados pelo olhar atônito de dezenas de pessoas.
– Precisamos dar um basta nessa postura. É preciso que eles respeitem Mossoró, a sociedade e a própria prefeita, uma mulher decente como Fafá Rosado (DEM) – cobrou Jório.
Saiba mais sobre este tema em postagens mais abaixo.
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Pronto! Finalmente o Blog revela a identidade dos secretários da Prefeitura de Mossoró, que se envolveram à madrugada de hoje (veja postagens abaixo) em incidente com o vereador Jório Nogueira (PDT).
Estão aí acima, em foto-flagrante: "Zé Colmeia" e "Catatau". Em fuga!
São personagens de um clássico dos desenhos animados, mais uma criação da dupla Hanna & Barbera.
Quem foi criança nos últimos 40 anos conhece bem esses dois ursos.
O maior, galalau e líder, é Zé Colmeia. O menorzinho, nanico e bobalhão, é o Catatau.
Na história original que corre o mundo,
Zé Colméia é um urso esfomeado do Parque Jellystone, imitação do famoso "Parque Nacional de Yellowstone", nos Estados Unidos.Seu esporte favorito é arquitetar estratégias para furtar cestas de piquenique dos turistas que visitam o parque. A partir daí acontecem situações as mais esquisitas e engraçadas possíveis.
Seu amigo inseparável e faz-tudo, o pichototinho Catatau, é meio bronco e apesar das espertezas, até que tenta ajudar o companheiro. Porém ao final sempre termina participando das enrascadas.
Os dois são e vão continuar sendo motivos de riso. Fazem um humor pastelão, com a certeza de que são figuras excepcionais e de inteligência acima da média. Acreditam, piamente, que são donos do Parque Jellystone.
Mesmo assim, por via das dúvidas, esconda suas cestas de piquenique. O galalau Zé Colmeia e o menorzinho Catatau estão soltos por aí.
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Companheiro de bancada oposicionista na Câmara de Mossoró, do vereador Jório Nogueira (PDT), Lahyrinho Rosado (PSB) está solidário com ele.
Em seu Blog, ainda hoje pela manhã, Lahyrinho reproduz postagem desta página, sob o título "Secretários e vereador se envolvem em delicado incidente", e aproveita também para relatar problemas que enfrentou com os atuais donos do poder na cidade.
Veja o que ele escreveu:
Daqui envio toda minha solidariedade ao colega vereador Jório Nogueira. Já fui vítima da sanha dessa turma, mas, graças a Deus, a Polícia Federal mostrou que eles fraudaram gravações e mostrou quem é quem na administração de Mossoró, além de comprovar a existência de uma "eminência parda" no corredores e quartos do poder.
Lahyre Rosado Neto – Vereador
Veja AQUI o Blog de Lahyrinho Rosado;
Veja mais abaixo ou clicando AQUI, a postagem sobre o incidente envolvendo Jório e os dois secretários, um galalau e um menorzinho, "Zé Colméia" e "Catatau".
Adiante veja foto reveladora de Zé Colmeia e Catatau.
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Há um pânico generalizado entre pessoas contratadas pelo Estado, com atuação através de empresas terceirizadas. A notícia corrente é de que não vão receber salários.
Existe atraso já computado.
O governador Iberê Ferreira (PSB) garantiu à semana passada, em entrevista à imprensa, que o servidor estadual receberá todos os seus vencimentos em dia.
O temor entre os terceirizados é que sobre para eles parte das dificuldades financeiras do fim de governo.
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À saída do show da banda mineira "J.Quest", no evento denominado de "Mossoró Mix", setor de camarotes, por volta de 3h35, o vereador de oposição e ex-governista Jório Nogueira (PDT) foi encurralado.
Dedo em riste, voz trópega, respiração ofegante e olhos de pinguço, um secretário menorzinho desafiou-o:
– Diga o que você fala de mim na imprensa, diga.
Apesar de surpreso com o rompante, Jório não se intimidou. Nem pestanejou:
– Vocês dois são uns bostas, são dois bostas.
Ainda mais descontrolado, o secretário passou a falar frases ininteligíveis. Entretanto o pior aconteceu logo em seguida.
Num rompante, com punhos cerrados, o outro secretário galalau e espadaúdo partiu na direção de Jório. Defendia a própria honra e o companheiro de farra, como se fossem reproduções caricatas de dois célebres personagens do desenho animado: "Zé Colmeia" e "Catatau".
– Dê, dê na minha cara! Vamos! Dê na minha cara – enfrentou o vereador, apontando a própria face com uma das mãos empalmada.
Diante de diversas pessoas, entre perplexas e assustadas, o galalau segurou-se. Mais contido, encontrou forças para o autocontrole e puxar o menorzinho por trás, o arrastando do epicentro do bate-boca.
Mesmo assim, voltou os olhos seguidas vezes para Jório, como se o marcasse.
Depois trago mais detalhes sobre esse lamentável episódio, que ilustra bem a "Era das Trevas" vivida por Mossoró e seu decadente e despudorado poder.
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Tenho pedacinho de terra prometida em Santana, pertinho do rio, caminho de Upanema. Fica a cerca de 14km de Mossoró.
Em se plantando, tudo dá.
A casinha não existe. Mas já é sonho. Pros dias que virão bem adiante, é meu lugar pra um tempo outonal.
Endereço da mulher amada.
Radinho sobre a geladeira, pode. Deve. Vai competir logo cedo com o galo em seu bom-dia madrugador. TV? Quase sempre desligada, mas a postos para o Fluminense jogar.
Em minha casinha, a vida não tem pressa. O sol pode demorar a sair. A chuva será bem vinda e a noite é sempre uma criança.
Cachoros? "Plutão" e "Àtila" perdi-os há vários anos. Reluto em conviver com outros, em face da morte ainda não superada. Eram guardiões e amigos. Que seja um pastor alemão: "Argos", o cão fiel de Ulisses na "Odisseia" de Homero.
– Acorda, homem! Vamos botar a prosa em dia – provoca a primeira visita de hoje, já "invadindo" a sala, como os raios do sol matinal, que cruzaram a janela um pouquinho antes.
Com licença. Agora vou assuntar as novidades.
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Faleceu na manhã deste domingo, 14 de novembro, o irmão do deputado estadual Raimundo Fernandes (PMN), Miguel Fernandes, de 70 anos
Apesar de ser natural de São Miguel, o irmão do parlamentar residia havia muito tempo na cidade de Fortaleza/CE.
Miguel foi vítima de infarto cardíaco. Raimundo Fernandes viajou à capital cearense, onde o corpo do irmão será sepultado no final da tarde de hoje.
Do Blog de Robson Pires.
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O PMDB apresentou um único candidato a Presidência da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Agora cobra do PT o fim das brigas entre os vários candidatos petistas.
Sem definição, não há acordo.
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Deputado estadual em fim de mandato, médico por profissão, o cardiologista Paulo Davim (PV) não integra a equipe de transição da governadora eleita Rosalba Ciarlini (DEM) por acaso.
Crítico ferrenho do modelo de saúde pública há anos praticado no Rio Grande do Norte, ele tem o papel de mergulhar nos números e informações do setor, para apresentar à governadora eleita o quadro a ser recebido.
Tem mais: a sua presença na equipe de transição não é apenas para "prestigiar" o PV da prefeita Micarla de Sousa (PV) ou mesmo o senador Garibaldi Filho (PMDB), do qual é suplente.
Davim pode ir muito mais além. Seria, hoje, a bola da vez para assumir a pasta da Saúde.
É aguardar para ver.
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Dick Corrigan
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Lamento sertanejo de Gilberto Gil e Dominguinhos é uma louvação. Imprime o apego do homem do campo ao seu lugar e seus hábitos.
(…) Por ser de lá
Do sertão, lá do cerrado
Lá do interior do mato
Da caatinga do roçado.
Eu quase não saio
Eu quase não tenho amigos
Eu quase que não consigo
Ficar na cidade sem viver contrariado.
Por ser daqui, apegado ao meu chão, sem desejo de ir embora, capiau acostumado com a paisagem seca, sol abrasador e povo solidário, continuo cá.
Pra sua semana começar de bem com o sertão, eis um modesto presente do Blog.
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Assim como atacante simula um pênalti, o casal cava brigas.
Grande parte das discussões de relacionamento não acontece por uma justificativa clara e evidente, é pressa, desejo de resultados imediatos.
O divórcio tem motivo, a briga não. É aleatória, e invade inclusive os momentos felizes. O atacante poderia fazer gol e comemorar com a torcida, mas preferiu se jogar na área e contar com a cumplicidade do juiz.
A esposa poderia beijá-lo, mas decidiu teimar com a aproximação de uma colega de trabalho e tecer perguntas constrangedoras.
Não existe briga legítima. Todas são forçadas, artificiais e teatrais. É um ranço à toa, uma provocação passageira, uma vontade de incomodar que escapou do controle.
Há o equívoco de se pensar em criticar algo e logo mudar de assunto, ferir e esconder a arma, como se a palavra não fosse bumerangue e não viesse de volta, com muito mais força, cortar nossa cabeça. Planejamos a briga, o que não prevemos são as consequências. Entrar numa discussão é fácil, o orgulho não nos deixa sair.
A mulher tem algumas cartadas implacáveis para puxar seu parceiro ao ringue. Mesmo quando ele não quer e programou assistir seu futebol tranquilamente.
Eu já sofri com o blefe. Fui um zagueiro que não atingiu a centroavante e ela simulou agressão.
Estava quieto, pensativo, aguardando a rodada do Brasileiro, e minha namorada começa a antecipar a lista de tarefas da semana. Eu respondo educadamente, não entro em detalhes. Nada nos magoou durante o dia.
Ela repete um ponto, replica de novo. Não que eu não tenha respondido, é que a resposta não a agradou. Tento reagir diferente, com outras palavras. Tudo sob controle, vocábulos neutros, os times entraram em campo.
Na hora do apito, como não encontrou qualquer argumento para discutir, ela vem com a tese de que a minha voz está diferente. Que voz de homem não fica diferente assistindo sua equipe?
Eu me ferrei, ninguém se salva dessa abordagem. Em vão, busco dissuadi-la da ideia, não reparo que é uma ideia fixa, indicando uma obsessão incontornável.
— Não, minha voz está a mesma.
— Não me engana, sei que aconteceu alguma coisa, o que foi?
— Nada, estou ótimo, te amo.
Apliquei o “te amo” para espantar as desavenças, um “te amo” preventivo. Faltou experiência no ramo, sempre que mencionamos um “te amo” solto do assunto é que virá guerra, é visto como um ato falho ou um sentimento de culpa.
— Eu conheço, sua voz está diferente.
— Não está, não está…
— Está sim! Está sim!
Ela aparecia com o velho papo de que me conhecia melhor do que eu, o que é irritante. Meu timbre permanecia igual, até que não aguento mais a insistência e passo a gritar.
— Que merda…
— Viu?
— Viu o quê?
— Está brabo, acertei, sua voz estava diferente. Vai agora me dizer a verdade?
Não me pergunte qual foi o placar do jogo.
Fabrício Carpinejar é jornalista, professor universitário e escritor
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É para rir ou para chorar?
A exploração do pré-sal que chegaria ao Rio Grande do Norte (a Petrobras iria perfurar em nosso litoral) agora será feita somente no Ceará. Serão perfurados em 2 ou 3 locais entre 2011 e mais 2 ou 3 locais em 2012.
Todos na Bacia potiguar, porém no estado do Ceará (a Bacia Potiguar compreende o RN e o CE).
Isto porque a concessão que tem da Agência Nacional do Petróleo (ANP) já venceu. Foi prorrogada por mais 3 anos – vence em 2012 – e existem informações apontando que não haverá mais dilatação.
Por que sera??
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Carinho não se nega a um amigo,
Cid Augusto – Jornalista e poeta mossoroense
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A solidão me faz conhecer as coisas que me completam. A solidão me faz esbarrar em mim. De repetente, eu começo a notar que eu e a música, se tivermos um livro, uma vodka e um pacote de biscoito passatempo, nos bastamos.
E começo a constatar que esta solidão pode acontecer numa noite de sexta-feira ou numa tarde de domingo sem diferenciar que dia é dia de que.
Estou doente. E observo melhor tal constatação quando estou sozinha. É quando estou sozinha que sou desleixo. É quando estou sozinha que me deixo. Que deixo o perfume destampado e a toalha molhada em cima da cama. Que não dou descarga no sanitário, nem dobro os lençóis.
Ando nas livrarias, ando, ando, ando, como se aquelas estantes pudessem conversar comigo e o sentido real é esse mesmo, de que cada livro daquele me conte sua história.
Outro dia, outra tarde de sábado vazia, depois da aula, das enfadonhas aulas de comunicação, não, não, acho que nesse sábado em especial a aula nem foi tão enfadonha assim, teve uma discussão sobre crise em grandes empresas e foi, foi legal.
Mas eu saí depois da aula sem rumo, como sempre sem rumo são os finais das minhas tardes e o inicio das noites. Saí. Sozinha. Não preciso de nada além de música, livro, vodka e um pacote de passatempo.
Tinha o livro na bolsa, a música no Ipod, a vodka e o biscoito no bar da esquina. Caminhei.
A agonia das livrarias nas tardes de sábado me afastam. Sentei no café. Alguém tinha esquecido um livro na cadeira. Gostei do título. Da capa eroticamente sugestiva para uma noite de sábado.
Antes que eu esqueça, o título: Cerimônia da Sedução. O autor? Cassie Ryan. Não sei se Americano ou Europeu, sei que eu, nunca tinha ouvido falar. Não é um romance de grande primor, não é um livro que tenha grandes citações ou que nos deixe com a sensação de que “o cara que escreve coisas assim é genial”, mas tem uma frase. Aliás, tem um diálogo genioso. Que segue assim:
— É um homem teimoso, dominante, insofrível, e chia os dentes enquanto dorme até o ponto de que muitas noites gostaria de matá-lo. — Sorriu e seus olhos brilharam (…) — Mas também é meu melhor amigo, e o quero com todo meu ser. Além disso, perdoa-me meus costumes mais desagradáveis e, apesar deles, quer-me. — encolheu os ombros e continuou a falar.
É abstratamente concreto.
Larissa Gabrielle – É jornalista e gerente de marketing (clique AQUI e conheça seu Blog)
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André Maurois
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Olha só quanto privilégio o meu: recebi há pouco em meu moquiço, nos arrabaldes de Mossoró, os escritores David Leite e Francisco Rodrigues.
Visitas raras, que se diga.
O comum por aqui é a presença dos meus amigos oficiais de justiça, sempre muito polidos, com intimação ou citação de processos movidos pela patota.
Com David e "Chico de Neco Carteiro" a prosa é rápida.
Nem ofereço cadeira; café não há. No máximo disponibilizaria água potável, extraída de minha vetusta geladeira, carinhosamente apelidada de "Chafariz": só tem água.
Assinalo, ainda, que por pouco não saio a recebê-los em traje sumário, quase Adão, nesse meu físico apolíneo de canário belga.
Chico é amigo das antigas; David compõe a infantaria da "República da São Vicente", universo telúrico de nossa infância.
Os dois, cá, presenteiam-me com "Caminhos de recordações", o terceiro livro de Chico.
Suas crônicas, com linguagem coloquial, dão lirismo a cada pedaço de Areia Branca, Mossoró ou terras de além-mar. São doces, acima de tudo.
Obrigado.
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Líder do grupo que levou a senadora Rosalba Ciarlini (DEM) à eleição ao Governo do Estado, o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM) tem obsessão por números, informações, dados que o situem. Não pisa em terreno movediço.
Com a a equipe de transição (veja postagens mais abaixo) posta para levantar o cenário do Estado, ele prepara planificação dos primeiros meses do Governo Rosalba, sua mulher.
Mas ninguém pense que Mossoró passou a ser um problema menor ou esquecido.
A cidade que teve Rosalba como prefeita por três vezes e, ele, seu mentor político-administrativo, é de uma importância estratégica.
Nos últimos dias, Carlos afinou contatos com secretários e outras pessoas de sua confiança, que atuam no governo de sua prima e aliada, prefeita de direito Fátima Rosado (DEM).
Administração que, na verdade, é conduzida pelo agitador cultural Gustavo Rosado (PV), irmão de Fátima.Certas reuniões foram secretas. Não deveriam vir a público. É o caso do encontro dele com o procurador-geral do município, professor José Anselmo, ocorrido há quase duas semanas e que só este Blog noticiou.
Vale lembrar que Anselmo é remanescente da gestão de Rosalba como prefeita. Mais óbvio, impossível.
Carlos "toma pé" do que ocorre na gestão Gustavo-Fátima. Isso é fato. E não colhe impressões de quem estaria governando. Vai direto às suas próprias fontes confiáveis. Faz parte da "arte da prudência".
Agora, com poder de fogo, via Governo do Estado, o ex-deputado já pode descruzar os braços e abrir mão da aparente letargia que manteve nos últimos anos, no convívio com Fátima e Gustavo.
As regras agora são as suas. A seu tempo. Os papeis e a hierarquia política voltam pro seu lugar.
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João Maia apareceu em reportagem veiculada ontem, como suposto mentor de manobra para aumento de tarifas nos ônibus urbanos do Natal. O episódio resultou na demissão do ex-vereador em Mossoró, Renato Fernandes (PR), indicado por Maia para a Secretaria da Mobilidade do Natal.
Através da rede de microblog Twitter, João Maia reage à publicação. O jornal aponta que o aumento que não vingou serviria como escambo. Ao final, o empresariado do setor contribuiria para pagamento de dívidas de campanha dos candidatos Adão Eridan (PR) e Kelps Lima (PR), que não se elegeram à Assembleia Legislativa.
– Ser acusado de tramar aumento de passagem de ônibus, sem conhecimento da prefeita, em troca de pagamento de supostas dívidas de campanha de aliados, é leviandade e má-fé em demasia – vociferou.
– Estou convicto que só a Justiça pode esclarecer e reparar tamanha indignidade. Todos nós nos explicaremos em juízo – acrescentou.
Mais adiante, ele bradou: "Para mim, a liberdade de imprensa é sagrada. A injúria e a difamação, não".
Por fim, disse: "Eu confio na Justiça e tomei a decisão de acionar todos, na própria Justiça, pra provarem o que estão falando".
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Existe um nome que é o secretário dos sonhos da governadora eleita Rosalba Ciarlini (DEM). É o ex-deputado estadual Paulo de Tarso Fernandes.
Seria seu titular do Gabinete Civil.
Paulo é uma preferência geral, que contraria a máxima rodriguinana: "Toda unanimidade é burra". Alto lá! Não é bem assim.
Vem de ótima extração política, com passagem sólida pela Assembleia Legislativa, além de militância no universo jurídico que o tornou imprescindível no projeto de ascensão do "rosalbismo".
Ontem mesmo ele acompanhou Rosalba e o vice-governador eleito Robinson Faria (PMN), na audiência com o governador Iberê Ferreira (PSB), na governadoria.
Mas cá pra nós: não creio que Paulo aceite algum cargo formal e oficialmente. Mas sem dúvida não ficará equidistante.
Foto – Iberê, Rosalba e Paulo de Tarso, que não faz parte da equipe de transição, mas ocupou espaço especial na reunião de ontem.
























