“Inteligência não é não cometer erros, mas saber resolvê-los rapidamente.”
Bertolt Brecht
Jornalismo com Opinião
“Inteligência não é não cometer erros, mas saber resolvê-los rapidamente.”
Bertolt Brecht
Mossoró vive mais um dia violento, com mais homicídios.
Vamos céleres à marca dos 200 homicídios em 2016.
Hoje foram mais dois (e outro ferido em estado grave), chegando a 183 assassinatos no ano.
“Nosso recorde” está em 2014, com 194.
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Em entrevista à FM 94 (Natal) hoje, o governador Robinson Faria (PSD) declarou: “Não fui eleito para demitir pais de família concursados no serviço público.” Falou ao jornalista Alex Viana e ao consultor Sêmio Timeni.
Deixou claro, que na batalha para administração das contas públicas, ele não planeja um bota-fora de servidores.
Também deixou claro, que há entre os ativos estudados para negociação pelo Estado, não se encontra a Companhia de Águas e Esgotos do RN (CAERN).
– Podemos até pensar em alguns ativos, mas a Caern não – disse.
Prometeu também que “até o final do ano lançaremos os editais dos concursos das Polícias Militar e Civil, Itep e Bombeiros para termos condições de melhorar o policiamento nas ruas”.
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Estudantes universitários ocuparam hoje a sede da Prefeitura de Governador Dix-sept Rosado, o Palácio 4 de abril. Cobram do prefeito Anax Vale (DEM) a garantia de transporte escolar.
Há decisão judicial datada da semana passada, assinada pelo juiz Evaldo Dantas Segundo, da Comarca de Governador Dix-Sept Rosado, determinando que a municipalidade assegure o transporte de todos os alunos para as instituições de ensino em Mossoró até o final do mês de dezembro de 2016, durante os três turnos.

Ocupação é pacífica e ordeira, mas com exigência firme de transporte (Foto: Erasmo Firmino/Tio Colorau)
A prefeitura deve manter três rotas pela manhã, uma rota à tarde e três rotas à noite.
Problema vem se arrastando há meses. Em março, em novo impasse, a Prefeitura cortou pagamento e impôs aos estudantes uma contrapartida para pagamento de 40% do custo do transporte, alegando que o erário municipal não tinha como custear todo o pagamento.
Em entrevista a Erasmo Firmino, editor do Blog do Tio Colorau, o prefeito disse que “em relação à Prefeitura nada mudou, continuamos cumprindo nossa obrigação”.
Boa parcela dos estudantes não tem como custear essa contrapartida. Daí o novo impasse no transporte, com a decisão deles de ocuparem a sede da Prefeitura, cobrando que Prefeitura assegure o transporte.
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O Sindicato da Indústria da Construção Civil de Mossoró (SINDUSCON) realizará o V Feirão Imobiliário Sinduscon – Casa Mix 2016, no período de 14 a 17 de dezembro.
O feirão é realizado na Praça de Eventos, próximo à Estação das Artes, e reúne diversas empresas de sucesso de Mossoró, com stands arrojados e atrativos ao público.
O Diretor Executivo do Casa Mix, João Manoel, já garantiu a presença de representantes importantes do setor imobiliário e da construção civil mossoroense.
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O tititi em torno da formação da futura mesa diretora da Câmara Municipal de Mossoró caminha muito no campo da especulação e “achismo”. Até aqui, é assim.
Mas na prática, o que pode ser dito já antecipamos há algumas semanas (veja AQUI): três nomes estão no páreo, mesmo que hoje pareçam distantes da contenda. Cada um a seu modo age nos intramuros.
Anote aí: Izabel Montenegro (PMDB), Sandra Rosado (PSB), Alex Moacir (PMDB). Também não deve ser esquecido o vereador reeleito Francisco Carlos (PP).
Poderemos ter surpresas?
Sim, claro.
Mas o que favorece o governismo no próximo ano a fazer um presidente, à sua escolha, é que a oposição está sem comando e liderança com capacidade de articulação. A maioria dos eleitos é imberbe na atividade política.
Teremos 11 novos vereadores e dois que retornam à casa parlamentar (Maria das Malhas-PSD e Zé Peixeiro-PTC).
Apesar da oposição ter feito a grande maioria, provavelmente chegará minoritária no início da legislatura.
Aguardemos, pois.
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O governador Robinson Faria (PSD) recebeu do Fórum dos Servidores Públicos do Executivo uma carta que solicita a pactuação financeira entre os Poderes, para que o calendário de pagamento do Executivo seja regularizado. O documento, assinado por seis entidades sindicais, pede, entre ouras ações, que Robinson requeira ao Tribunal de Justiça, à Assembleia Legislativa, ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado a devolução de R$ 398 milhões referentes aos valores recebidos acima da inflação nos anos 2014 e 2015.
A entrega aconteceu na tarde desta segunda-feira, 24, no auditório da Governadoria.
“Gostaria de agradecer esta contribuição dos sindicatos. Vamos analisar este documento, que se mostra como uma saída inteligente. Aguardamos que os poderes, assim como vocês, sejam compreensivos com a situação financeira do Executivo”, afirmou Robinson, que já tem reunião marcada com os poderes para a próxima quarta-feira, 26. “Se eles forem compreensivos como vocês, nós teremos a solução”, completou.
Na elaboração do documento, o Fórum levou em consideração que o Rio Grande do Norte é o quarto estado do país com maior parte da Receita Orçamentária Líquida do Tesouro (ROLT) sendo destinada aos poderes. De acordo com o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, o Tribunal de Justiça Potiguar é o segundo do país em relação ao comprometimento da ROLT, engolindo 13,55% do total. Neste mesmo ranking, a Assembleia Legislativa do RN (5,05%) é a sexta e o Ministério Público (4,55%) o sétimo.
“Observamos em nossos estudos que a transferência aos poderes teve um aumento de 90,3% no período que vai de 2010 até agosto deste ano, enquanto a receita corrente líquida subiu apenas 47,8% e a inflação acumulada foi de 53,2% no mesmo período”, explicou Pedro Lopes, presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais (Sindfern). Foi ele quem apresentou o conteúdo da carta aos secretários presentes e ao chefe do Executivo.
Ana Cláudia Gomes, presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil (Adepol), destacou a importância da união de forças no enfrentamento do problema. “O que nos interessa é encontrar uma solução. É uma crise de estado, então é fundamental que nós possamos dar as mãos para enfrentá-la. O que não pode é apenas os servidores do Executivo serem afetados como se fossem os culpados pelas crise”, destacou ela.
O Fórum reúne ainda os sindicatos dos Policiais Civis (Simpol), dos Servidores da Administração Direta (Sinsp-RN) e dos Servidores da Administração Indireta (Sinai), além da Associações dos Bombeiros Militares (ABM-RN). Do Executivo, estavam no encontro a chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha, os secretários de Planejamento, Gustavo Nogueira, de Administração, Cristiano Feitosa, de Comunicação, Juliska Azevedo, o adjunto de Tributação, Fernando Amorim, o consultor geral do Estado, Alexandre Pinto Varela, e o procurador geral do Estado, Francisco Wilkie.
Com informações do Governo do Estado.
O Pleno do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) elegeu presidente e demais cargos de direção do Judiciário potiguar para o biênio 2017-2018. O desembargador Expedito Ferreira será o próximo presidente da Corte, segundo eleição interna ocorrida à manhã de hoje.
Eleito à unanimidade, Expedito terá ainda como membros da direção judiciária os seguintes desembargadores: vice-presidente, Gilson Barbosa; corregedora-geral de Justiça, Zeneide Bezerra; ouvidor, João Rebouças; diretor da Escola da Magistratura (ESMARN), Cláudio Santos.
O desembargador Cornélio Alves vai dirigir a Revista do Judiciário. Já os desembargadores Virgílio Macêdo Júnior e Glauber Rêgo serão titulares do Conselho da Magistratura. Os suplentes serão Amílcar Maia e Vivaldo Pinheiro.
O ouvidor substituto será o desembargador Vivaldo Pinheiro.
O atual presidente, desembargador Cláudio Santos, destacou que comissão de transição começará a atuar 60 dias antes da posse do desembargador Expedito Ferreira, que ocorrerá em janeiro de 2017.
Qualidade
Em discurso para os demais membros da Corte, logo após ser eleito, Expedito Ferreira destacou “a qualidade profissional dos servidores e dos magistrados do TJRN.”
Salientou a importância de se valorizar a Justiça Estadual, onde tramitam 80% dos processos no Brasil. Salientou que “valores como compreensão e sabedoria” devem fazer o Judiciário do RN avançar.
“Muito obrigado a todos, pela votação por unanimidade. Eu não os decepcionarei” – agradeceu o presidente eleito.
O desembargador Expedito Ferreira, natural de Alexandria, presidiu o TRE/RN (2008-2010), dirigiu a Esmarn e ingressou na Magistratura em 1980.
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Os empresários Tião Couto (PSDB) e Jorge do Rosário (PR) fizeram uma visita à manhã de hoje em Natal à sede do Tribunal de Justiça do RN (TJRN). Visita “protocolar”, é o que justificaria o fato.
Ambos, ao lado do também empresário Guto Rodrigues, foram recebidos em audiência pelo desembargador-presidente da Corte, Cláudio Santos.
A pauta não foi revelada pelas respectivas assessorias dos empresários e do TJ.
Tião e Jorge foram candidatos a prefeito e vice de Mossoró este ano, debutando na política eleitoral. Fizeram parte da Coligação Unidos por uma Mossoró Melhor.
Política
Eles obtiveram 51.990 (39,39%) votos, perdendo pleito para a ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP) que empalmou 67.476 (51,12%) votos.
Nos intramuros da política mossoroense, Tião e Jorge alimentam ideia de seguirem na política, principalmente pelo denso ativo eleitoral obtido no último dia 2.
Quanto ao desembargador, é recorrente a citação do seu nome como candidato a cargo eletivo no futuro próximo, até por suas origens políticas assentadas na região Seridó do estado.
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O Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, e o Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Amaro Sales de Araújo, vão participar da inauguração do Instituto SENAI de Tecnologias em Petróleo e Gás em Mossoró.
A inauguração vai acontecer na próxima sexta-feira (28), às 17h30, no endereço da instituição, localizada à Rua Jeremias da Rocha, S/N, Abolição I.
O instituto está pronto para desenvolver soluções para exploração e produção sustentável de petróleo, com equipe atual de 43 pesquisadores. O portfólio de serviços prevê:
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“A sorte combate sempre do lado do prudente.”
Eurípedes
Duas mortes anotadas neste domingo, de pessoas originárias de Mossoró, mexem com largo círculo de amizades:
Édson Negreiros e Raimundo da Rocha Gurgel (Bibiu Gurgel), 93 anos.
Os dois faleceram em Natal.
Édson foi sepultado hoje à noite no Morada da Paz em Emaús (Parnamirim).
Bibi Gurgel será à manhã dessa segunda-feira (24), também no Morada da Paz.
Que descansem em paz.
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Por Heilysmar Lima (Do portalnoar)
Se no primeiro jogo da semifinal da Série C do Campeonato Brasileiro, o ABC foi dominante. O mesmo não aconteceu na noite deste domingo (23). O Alvinegro sofreu uma goleada por 6 a 0, no estádio Brinco de Ouro, em Campinas, e perdeu a vaga na decisão da competição.
Os gols do time paulista foram marcados por Fumagalli – três vezes – Leandro Amaro, Alex Santana e Pipico. Agora, o Bugre vai disputar o troféu contra o Boa Esporte-MG.
De acordo com a tabela básica divulgada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), as partidas decisivas devem acontecer nos dias 30 de outubro, em Campinas, e 6 de novembro, em Varginha.
Com a vaga garantida na Série B, o ABC encerra a temporada 2016.
O jogo
Desde o início do jogo, o Guarani foi dominante e o gol não demorou a sair. Aos 8 minutos, após cobrança de falta, Leandro Amaro subiu livre e cabeceou sem chances para Edson. 1 a 0.
Melhor em campo, o time paulista marcou mais um pouco depois. Aos 25, Fumagalli cobrou falta com perfeição e ampliou o marcador. Após o tento, o ABC teve sua melhor chance na partida. Erivelton cruzou, Jones desviou e a bola explodiu na trave.
A resposta do Guarani foi na mesma moeda. Aos 30, Fumagalli cobrou falta de longe e a bola carimbou o travessão. Se a situação já não estava favorável ao Alvinegro, Jones foi expulso aos 31 e deixou a equipe com um jogador a menos.
O ABC conseguiu se segurar até o término do primeiro. No entanto, no retorno do intervalo, o Guarani não diminuiu o ritmo e chegou ao terceiro gol. Aos 3, Fumagalli recebeu passe da esquerda e marcou o terceiro. Aos 9 minutos, Auremir avançou pela direita e cruzou para Fumagalli empurrar para o gol.
O passeio bugrino não cessou. Aos 24, Pipico arriscou de fora da área e acertou o travessão. Entretanto, aos 31, o quinto gol saiu. Alex Santana chutou de fora da área para colocar o Bugre em vantagem.
O alívio do Guarani veio aos 35 minutos. Em jogada pela direita, Pipico subiu livre para marcar o sexto gol e liquidar o placar e a classificação para a decisão da Série C.
Ficha Técnica
Local: Estádio Brinco de Ouro, Campinas-SP
Árbitro: Rodrigo Carvalhães de Miranda – RJ
Cartões amarelos: Ferreira, Deivid, Fumagalli (Guarani); Jones, Edson (ABC)
Cartão vermelho: Jones (ABC)
Guarani: Leandro Santos, Lenon, Ferreira, Leandro Amaro e Gilton; Auremir, Evandro (Alex Santana), Pipico, Fumagalli e Deivid; Eliandro. Técnico: Marcelo Chamusca.
ABC: Edson, Filipi Sousa, Léo Fortunato, Cleiton e Alex Ruan; Anderson Pedra, Guedes, Erivelton e Lúcio Flávio (Márcio Passos); Caio Mancha (Echeverria) e Jones. Técnico: Geninho.
Por Carlos Duarte
Na semana passada, o governo Temer anunciou duas medidas, que teriam como objetivos a melhora do nível de confiança do investidor e a geração de uma expectativa positiva na demanda de mercado. Especificamente: as reduções dos preços dos combustíveis e a retração de 0,25% na taxa básica Selic.
Mas, a equipe econômica não contava com a prisão do ex-deputado Eduardo Cunha – que tomou conta do cenário nacional e acabou ofuscando a estratégia do governo.
Apesar da tentativa de impor uma agenda positiva para as estratégias econômicas, as soluções encontradas são, ainda, tímidas, pontuais e desconexas com os principais fundamentos macro e micro econômicos.
A tímida redução do preço dos combustíveis, promovida pela nova política de preços da Petrobras, não teve reverberação na ponta do sistema, ou seja, nas bombas dos postos de abastecimentos. Isso porque a redução do preço da gasolina foi menor do que o aumento do etanol adicionado na mistura. Em algumas cidades, houve aumento do preço da gasolina e do etanol, enquanto o diesel reduziu ínfimos R$ 0,02.
Por outro lado, a redução da taxa Selic (0,25%) foi muito incipiente diante dos juros reais de mercado. Ou seja, é irrelevante para o setor produtivo – que continuará pagando os mesmos juros reais, elevadíssimos, do cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e CDCs. Um dos fatores que impediu o BC a reduzir de forma mais drástica e rápida a taxa Selic foi a resistência da inflação de serviços, que apresenta sinais de repique.
No último biênio, 2015/2016, a contração do PIB pode ficar em torno de 7%, com recuo da renda per capita, no mesmo período, superior a 8%. Este cenário está tendo um efeito devastador no mercado de trabalho. Isso tem afetado o comportamento da renda real que, segundo o IBGE, caiu 1,7%, no último trimestre, já descontada a inflação. Ainda é preciso considerar a inércia – fenômeno pelo qual a inflação passada alimenta a futura, numa economia com grau elevado de indexação, como a brasileira.
Os sucessivos erros na condução das politicas econômicas nacional, principalmente nos últimos quinze anos, levou o País a atual recessão e a uma das crises econômicas mais severas da história do Brasil. Os desgovernos propiciaram inúmeras externalidades que, agora, precisão ser resolvidas ou até mesmo internalizadas.
Um estrago como esse não se resolve como um passe de mágica em nenhuma economia do mundo. A saída demanda tempo, planejamentos integrados, projetos sustentáveis e muitos sacrifícios da população. Mas, o que se percebe é exatamente o contrário: implementações de ações pontuais, não integradas, sobretudo, uma ansiedade crônica e ávida por soluções paliativas que certamente poderão, futuramente, potencializar os graves e atuais problemas.
Se não houver uma rápida correção de rumo na atual condução das políticas econômicas do Brasil, poderemos estar assistindo a mais um engodo, promovido por estratégias de manutenção de poder, com a geração de falsas expectativas em detrimento da retomada do crescimento sustentável.
SECOS E MOLHADOS
Rebaixamento – O Rio Grande do Norte, juntamente com os estados do Piauí e Paraíba, teve seu rating rebaixado junto ao Tesouro Nacional e sai do rol de Estados aptos a receberem aval da União. A queda de arrecadação, elevação da dívida e aumento das despesas com a folha de pagamento são os principais motivos para o rebaixamento da classificação de risco, de B+ para C-, evidenciando a piora da situação financeira do governo Robinson Farias.
Incapaz – A propósito, para azar dos norte-rio-grandenses, o governo Robinson Faria (PSD) está se configurando em mais um caos administrativo. Em quase dois anos de governo, ainda não conseguiu equacionar sequer os fundamentos básicos que os princípios da gestão pública recomendam. Pelo perfil demonstrado, até agora, dificilmente conseguirá reverter a crise em que se encontra o RN. Faltam-lhe competência, visão empreendedora e articulação política, entre outras ações indispensáveis à administração pública.
Expectativa – Ninguém espere uma gestão salvadora da prefeita eleita Rosalba Ciarlini (PP), logo de saída ou no curto e médio prazo. A situação financeira da Prefeitura de Mossoró é muito grave (de quase insolvência). Por outro lado, as perspectivas do cenário econômico nacional e regional ainda são muito sombrias e insustentáveis. Acrescente-se, que o passado recente de Rosalba, como governadora, a revelou incapaz como gestora de crises, sendo eleita como a pior governadora do Brasil. Resta aos mossoroenses a esperança de que ela tenha aprendido com os erros do passado e, agora, acerte na gestão futura.
Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa
Por Marcos Pinto
Na escola da vida não dou espaço para nenhum tipo de pretensiosismo. Daí, que faço minhas a sapiente reflexão do nobre amigo Jornalista de escol Carlos Santos, diante ataques e achaques de alguns sacripantas:
– “…Prefiro exercitar a tolerância e a compaixão. Ajudam-me a aplacar os efeitos da má-fé alheia e reconhecer também meus limites”.
É nesse processo de estabelecer limites às minhas pretensões provincianas, que assalta-me a assertiva de que nosso conhecimento e fortalecimento nada mais são do que a soma de toda experiência vivida no decorrer de nossa vida.
Entendo que começamos a nos convencer de que estamos realmente envelhecendo a partir do momento em que, durante o decorrer de uma animada conversa, enfocando fatos há muito tempo decorridos, frisamos a frase: “No meu tempo…”.
Essa evolução cognitiva e intelectiva, no somatório do tempo e na contagem dos dias vividos deve ser precedida por uma espécie de alumbramento cotidiano das virtudes cristãs, evitando, assim, um vir-a-ser pleno de obstáculos e dificuldades. Nesse desiderato da longa estrada percorrida reside a certeza inexpugnável de que a vida é uma escola em que, às vezes, o Professor Senhor Tempo bate com tanta força que ameaça romper os liames da resistência.
É dentro dos princípios da razoabilidade e do bom senso que devemos romper os grilhões que nos amarram à estreita mentalidade do nosso tempo passado. Devemos ficar atentos para não esquecermos, também, de nos vigiarmos, para nos impormos limites aos nossos pretensiosismos e devaneios sentimentais.
Quando alcançamos o patamar de meio século de vida bem vivida, geralmente chegamos à conclusão de que a felicidade total e plena não existe. Há sempre uma lacuna no contexto de que ser feliz é ter tudo que se quer ao mesmo tempo – à tempo e à hora.
Aos nossos passos devemos imprimir as marcas do nosso ego, em que as virtudes superem os nossos defeitos em larga escala. Sintetizemos os caminhos a serem percorridos, através das paralelas das diligentes e imperiosas discrição, modéstia e fé.
Nesse mister, a honradez e a dignidade constituirão o estandarte a ser conduzido bem alto, para ser triunfalmente fixado no umbral do Templo do Senhor Tempo. Nos anais hão de constar a fiel descrição do caráter virtuoso, norteador indispensável para o enfrentamento e resolução dos desafios do cotidiano, onde o antagonista sempre traz na boca o gosto do sangue e o bote certeiro da traição.
Há uma grande virtude, que respalda a modalidade conservadora no pensar e no agir – a conduta retilínea no cumprimento e exigência da verdade como fator indutivo de confiabilidade pessoal e profissional. Os nossos pais e avós há muito já diziam que quem mente rouba é capaz de praticar todo tipo de vilania, perfídia e leviandades, magináveis e imagináveis.
Assombra-me o fato de que o mentiroso sempre acha que ninguém checará a história divorciada da realidade.
Patologia? Desespero? Desfaçatez?
Geralmente, se for confrontado, tentará alguma manobra diversionista do tipo “Me entenderam mal”. Típico de pessoa bipolar, de temperamento instável, colecionadora de atitudes questionáveis e nada recomendáveis.
Longe de mim o querer imputar-me como cultor do puritanismo. Na ruidosa agitação do dia-a-dia, prefiro fazer valer a máxima do grande Machado de Assis:
– De médico, poeta e louco, todos nós temos um pouco.
Inté mais ver.
Marcos Pinto é advogado e escritor
Por Honório de Medeiros
A polícia do pensamento está por aí, solta, desenfreada, equivocada, semeando nulidades e destilando ódio seletivo às vezes com sutileza, às vezes com uma brutalidade sem igual.
Recentemente perguntei a uma adolescente, de quem respeito o senso crítico, qual era a reação dos seus colegas às suas ideias, a seu ceticismo, a sua procura incessante de explicações que ultrapassem o embate ideológico raso dos dias de hoje. Ela respondeu que não se manifestava, ninguém sabia o que, de fato ela pensava. E pontuou: “temo o ostracismo social ao qual seria condenada em meu curso”.
Você encontra esses policiais, e não se dá conta do mal que semeiam. Estão nas escolas, universidades, igrejas, teatros, festas. Em todos os lugares. Como são fundamentalistas, seja de esquerda ou de direita, supõem serem portadores de alguma revelação extraordinária que lhes garante o direito de doutrinar quem quer que seja.
Medíocres, raciocinam por estereótipos, palavras-de-ordem. Gritam, agridem, oprimem silenciosamente.
Fazem bullying.
Não aceitam não serem aceitos.
Não conhecem nada, não sabem nada, não se aprofundam em nada. Seu conhecimento é superficial, de leitura – quando há – de orelhas-de-livros, imediatista, e puramente literal.
Aqueles que não comungam com suas ideias, que não aceitam receber a “revelação”, que não suportam essa patrulha ideológica, são considerados alienados, perdidos, e, se resistem, adversários que não merecem outro tratamento senão o aniquilamento intelectual, social, e, às vezes, até mesmo físico.
São todos inocentes úteis, massa de manobra de seus títeres. São a bucha-do-canhão com a qual seus mentores atacam os inadvertidos e os advertidos. E, em sua ousadia, até mesmo os poucos que têm coragem de lhes apontar o dedo e denunciar sua insensatez.
Nada tão semelhante quanto a esquerda e a direita, quando fundamentalista. Põem debaixo das asas seus bandidos, adoram odiar visceralmente seus inimigos, e sacralizam seus líderes.
O que muda é a cor da camisa. Quando muda.
Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Estado do RN
Por François Silvestre
Dizia Samuel Johnson que o patriotismo é o último refúgio dos canalhas. É bem verdade que ele referia-se, inicialmente, ao partido a que se filiara, por conter a palavra “patriota” na sua denominação.
Assim como os partidos do Brasil põem nos seus nomes as palavras “democrata”, “socialdemocrata”, “trabalhadores ou trabalhista”, “humanista”, “municipalista”, “cristão”, “popular”, etc. Tudo prostituição semântica.
Pegam a semântica, abrem-lhe as pernas, na cama, e praticam a cópula, para depois gestar a cúpula. A semântica escapa pela janela e o povo cria o rebento.
Pois bem. O pensador referia-se a seu partido, mas ele próprio aceitou, sem contestação, o emprego da sua máxima para referir-se genericamente à hipocrisia do patriotismo.
No Brasil, e é dele que tenho o dever de cuidar nas minhas reflexões, só há uma categoria profissional que merece a denominação de patriotismo fora da canalhice.
São os professores primários. Das antigas escolas isoladas, dos colégios estaduais e municipais; dos grotões do Sertão aos bairros pobres das cidades. Só.
O resto é mesclado. Dos poderes às profissões diversas, em todas as áreas, das corporações às castas. Divididos em patrioteiros, patrifaceiros, patrimagogos, patrifajutos, patrilofotes, patrivangélicos, patricatólicos, patriforenses, patriparentes e até patriotas de mesmo.
Tudo posto e exposto numa vasta estante de exibição luminosa, tão clara que dá pra ver por trás da maquiagem.
E se o patriotismo é mesmo o refúgio da canalhice, o Brasil não é o país da legalidade. É o país do legalismo, que é a canalhice do sistema político da pátria viciada.
Quer ver um exemplo? Mesmo reconhecendo que a exemplificação empobrece o raciocínio abstrato, pondo a filosofia na reserva, não resisto e exemplifico.
O sistema “legal” brasileiro de licitação. Que serve aos holofotes do legalismo, às espertezas dos concorrentes e ao mecanismo de escamotear a legalidade.
Vá à Praia do Meio. No quase frontal do antigo Hotel dos Reis Magos há uma placa enorme, com a especificação dos custos da obra que tenta conter a força do mar. Veja o custo: Oito milhões, quinhentos e setenta mil, novecentos e dez reais e oitenta e cinco centavos. (R$ 8. 570. 910, 85).
Pergunto: Se você fizer uma reforma no banheiro de sua casa, que dure uma semana, terá condições de dizer com precisão quanto vai gastar? Assim: vou gastar precisamente 1.425,00 reais. Pode garantir isso? Não pode. Mesmo sem os centavos.
Imagine garantir os centavos numa obra de oito milhões. Sem previsão de tempo. E são assim todas as obras públicas licitadas. Pra satisfação do controle de faz de conta, e da cavilação legalista.
É esse o país da ordem vigente. Legalista e fora da Lei. Legalismo não é sinônimo de legalidade. É antônimo.
Té mais.
François Silvestre é escritor.
* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.
“Sem a liberdade de desaprovar, não há elogio lisonjeiro.”
Pierre Beaumarchais
Quando comecei no jornalismo há mais de 30 anos, Governo do Estado pagar em dia era notícia de capa, depois virou algo comum.
Hoje é notícia extraordinária.
Estamos regredindo décadas, pois.
No jornalismo e na gestão pública.
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Da Agência Reuters (Brasil)
Dois terços dos Estados brasileiros devem aderir ao programa de privatização no setor de saneamento coordenado pelo BNDES, disse nessa sexta-feira a presidente do banco, Maria Silvia Bastos.
Ela não revelou os Estados que devem aderir ao programa, mas frisou que o Rio de Janeiro, que abriu discussões sobre a privatização da Cedae, mas esbarrou em divergências políticas locais, se afastou das conversas.
O BNDES tem ajudado os Estados na orientação e construção das modelagens para a vendas das empresas estaduais de saneamento e disponibiliza recursos para viabilizar o processo.
“Acredito que dois terços dos Estados devem aderir ao programa nessa rodada”, disse ela a jornalistas em evento. Mais cedo, ela disse que havia de 15 a 19 Estados com potencial para aderir ao programa liderado pelo banco.
Nota do Blog – Situação do Estado do RN sinaliza para negociação da Caern.
No final dos anos 90 a venda da precária Cosern, concessionária dos serviços de energia, rendeu uma “bolada” para o erário.
O deputado estadual José Adécio (DEM) sofreu tiro de raspão no braço após assalto no bairro de Areia Preta, zona Leste.
Segundo as primeiras informações, o deputado foi abordado por dois suspeitos que anunciaram o assalto e pediram o relógio do deputado, que teria esboçado reação e sofreu o tiro.
Na fuga, um dos bandidos teria sido baleado.
A informação é do portal Noar e Blog.
Cerca de duas mil pessoas (segundo avaliação dos organizadores) participaram de uma passeata na manhã desta sexta-feira (21) em Natal. O protesto teve início na Praça Cívica, às 09h, com uma assembleia dos servidores federais, estaduais e municipais de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Ceará-Mirim.
Em seguida, por volta das 10h30, teve início uma passeata pela Av. Deodoro da Fonseca e Rua Apodi. Na Av. Rio Branco, os manifestantes fecharam todas as pistas e encerraram o ato na Praça dos Três Poderes, em frente à Assembleia Legislativa.
A Assembleia Legislativa foi a primeira instituição a receber o documento do Fórum Estadual dos Servidores Públicos, nesta sexta-feira (21), pedindo três ações prioritárias para reversão da situação de crise econômica no Rio Grande do Norte: aprovação da mensagem governamental 81 que cria o Fundo Estadual do Equilíbrio Fiscal; criação de um conselho permanente de crise financeira para encontrar caminhos para o desequilíbrio econômico atual; e a devolução de parte dos recursos excedentes dos demais poderes para o Poder Executivo cumprir compromissos com os servidores públicos estaduais (veja mais detalhes AQUI).
Os servidores aprovaram um calendário de atividades. No próximo dia 04, haverá assembleias em Natal e paralisação na saúde municipal. No dia 11, será um dia de paralisação geral do funcionalismo, data que integra a Jornada de Lutas contra a PEC 241 e as reformas Trabalhista e da Previdência. No dia 25, está previsto uma greve geral, convocada pelas centrais sindicais.
O ato convocado pelo Fórum de Lutas do RN reuniu todas as categorias do funcionalismo público – saúde, segurança, educação, Assistência, Administração Direta e Indireta, além de professores da Universidade do Estado do RN (UERN) de Mossoró.
Cerca de 300 estudantes também participaram, representando as ocupações de escolas contra a reforma do ensino médio. Já são cinco escolas ocupadas em Natal, além dos Institutos Federais (IFs). Os estudantes da UFRN também discutem a proposta de uma greve estudantil, ao lado dos técnicos administrativos.
Os servidores aprovaram um calendário de atividades. No próximo dia 04, haverá assembleias em Natal e paralisação na saúde municipal. No dia 11, será um dia de paralisação geral do funcionalismo, data que integra a Jornada de Lutas contra a PEC 241 e as reformas Trabalhista e da Previdência. No dia 25, está previsto uma greve geral, convocada pelas centrais sindicais.
Com informações do Sindsaúde, AL, Blog.
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