quinta-feira - 26/05/2022 - 19:40h
Intervenção

Corregedor federal conhece realidade do Almeida Castro

Durante o trabalho de correição na Subseção da Justiça Federal em Mossoró, o corregedor do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), desembargador Federal Élio Siqueira, visitou as instalações do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), nesta quinta-feira (26). A unidade passou por uma grande transformação após a intervenção feita pela Justiça Federal em 2014.

Juiz e corregedor estiveram em hospital nesta quinta-feira (Foto: Justiça Federal)

Juiz e corregedor estiveram em hospital nesta quinta-feira (Foto: Justiça Federal)

O desembargador e o juiz federal responsável pela intervenção, Orlan Donato Rocha, da 8ª Vara da Justiça Federal, inspecionaram e  escutaram relatos sobre a mudança expressiva em serviços e estrutura da instituição, que antes era controlada por um grupo político local, o sistema Rosado.

O processo que culminou com a sentença judicial com desconstituição da entidade mantenedora, foi iniciado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (CREMERN). Foi a partir dessa medida que a unidade hospitalar começou a viver uma nova realidade. Foi realizada uma ampla reforma física e a melhoria dos serviços de assistência materno-infantil é enaltecida pela sociedade.

Realidade

Na sentença do juiz Orlan Donato, ele lembrou que “o cenário fruto da ação foi arquitetado por uma administração desastrosa ao longo de anos, sendo que a situação caótica chegou ao ápice em abril de 2014, quando foi fechada uma das duas salas cirúrgicas pela clínica de anestesiologistas, por absoluta falta de condições de funcionamento, ante a ausência dos instrumentos necessários e imprescindíveis para a prática segura de tal especialidade, juntamente com isto a falta de medicamentos e materiais se tornou rotina, o que culminava suspendendo os procedimentos médicos à época. O atendimento ao público, quando chegava a ser realizado, era de forma extremamente precária e com a constante falta de medicamentos” .

Ele observou que a entidade apresentava dívidas de R$ 1,5 milhão em trabalhistas, R$ 2,2 milhões para fornecedores e outros R$ 9,2 milhões de tributárias e encargos.

Nota do Canal BCS – Blog Carlos Santos – Indiscutível os avanços, mas é discutível que uma intervenção dure tanto tempo. São quase oito anos. A mudança de chave passa da hora.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público / Saúde

Comentários

  1. Raniele Alves diz:

    Carlos !
    São 8 anos de intervenção na Maternidade Almeida Castro realmente valeu apena, agora como vai ser eleita uma nova administração ? Vão voltar a velha administração que fez um estrago sem tamanho no hospital ?
    Ou será entregue a administração pública ?

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