Vejo, ouço e leio um amontoado de murmúrios contra o Ministério Público do Rio Grande do Norte. A ladainha é por força de interdição de estádios de futebol.
O Estádio Nogueirão (Mossoró) é um deles.
A ação do MP é acertadíssima, preventiva, com objetivos claríssimos e translúcidos: preservação de vidas humanas.
Em meio à paixão e aos negócios que envolvem a bola (sem trocadilho, claro), muitos esquecem do elementar: a vida.
Idosos, crianças, homens e mulheres que às vezes abarrotam estádios precisam do mínimo de segurança. Se essa garantia não aparece, alguém precisa intervir.
O papel do Ministério Público é salutar, profilático e não se trata de ranço intervencionista. Cumpre seu trabalho com zelo, em nome da integridade de milhares de pessoas.
Em meio à paixão, muitos esquecem do elementar e ignoram riscos.
Sem estádios com o mínimo de segurança, a bola não deve rolar. Nem deve rolar bola, aqui no sentido figurado, com estádios seguros.
O Ministério Público está corretíssimo, assim como a Justiça em acatar suas ponderações.
























