segunda-feira - 01/02/2010 - 23:30h

Wilmismo não convence Milton Marques a ser candidato

A cúpula do wilmismo não conseguiu mesmo convencer o reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Milton Marques (PSB), a ser candidato a deputado estadual.

Ele continua onde está: na Uern. Como reitor.

Mas o cerco não foi de todo infrutífero. Segundo fontes credenciadas do governo, Milton Marques advoga que o governismo lance outros nomes nesse vácuo.

Um colégio eleitoral que parte para ter mais de 156 mil eleitores e que, até agora, possui apenas os nomes dos deputados Leonardo Nogueira (DEM), da oposição, e Larissa Rosado (PSB), do governismo, enseja espaço para outras opções.

Com eleitorado bem menor, Mossoró já chegou a eleger quatro nomes à Assembleia Legislativa. Pode repetir ou ampliar esse quantitativo. Contudo para isso precisa pelo menos apresentar postulantes.

O wilmismo concorda. É provável que surjam novidades além dos nomes já postos à reeleição.

É  botar o ouvido ao chão. 

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segunda-feira - 01/02/2010 - 22:58h

Francisco José decide que aceita ser candidato outra vez

Ex-vereador e ex-deputado estadual, o enfermeiro Francisco José (PMN) não dependurou as "chuteiras". Seu nome deve voltar à cena em 2010.

– O deputado Robinson Faria (PMN) conversou comigo há menos de duas semanas e disse das decisões tomadas, pediu minha opinião e afirmou que deseja minha candidatura outra vez a deputado estadual – conta Francisco ao Blog.

– Eu aceito ser novamente candidato, até porque vejo que há espaço sobrando para apresentar meu nome – avisa.

Entretanto, Francisco José comenta que deixou claro a Robinson, de sua indisponibilidade de recursos e outras dificuldades, para empinar a postulação. "Robinson dando apoio devido, eu garanto meu espaço em Mossoró e outros municípios, em condições de outra vez ser eleito", alerta.

Francisco José afirma que ficou satisfeito com a posição de Robinson em compor a chapa ao governo da senadora Rosalba Ciarlini (DEM). "Foi uma postura madura e certa; é uma chapa para vencer", diz. Relata que disse ao próprio Robinson que faria campanha para ele se fosse mantida postulação ao governo, mas "com dificuldade para arranjar votos, pois eu sinto que o povo quer Rosalba".

O cenário de disputa à Assembleia Legislativa, a partir de Mossoró, é bastante favorável à sua candidatura e outras, estima Francisco José. "Tem apenas os deputados Leonardo Nogueira (DEM) e Larissa Rosado (DEM). Eu ando diariamente nas ruas e sobretudo na periferia de Mossoró, ouvindo que há espaço". calcula.

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segunda-feira - 01/02/2010 - 12:26h

O salto político da Sabrina

O deputado potiguar Fábio Faria (PMN) tem um cabo eleitoral de peso.

Desde o fim do ano passado, sua namorada, a apresentadora Sabrina Satto, participa das viagens e comícios que ele faz no interior do Rio Grande do Norte.

Filha e neta de vereadores da paulista Penápolis, Sabrina é desenvolta. Desce do palanque, conversa com a população e realça a imagem de galã de Faria, o mais votado em seu estado, em 2006.

Os correligionários do moço acham que o apoio de Sabrina lhe renderá milhares de votos. O deputado só não contava com que ela passasse a pensar em se lançar também na política.

* Extraído do Blog Território Livre (via Veja Online, coluna Radar).

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segunda-feira - 01/02/2010 - 12:24h

Costa Branca perde oportunidade política ímpar

Municípios da chamada Costa Branca deixam passar oportunidade ímpar. Tinham tudo para eleição de um deputado estadual de origem da área. O cenário de 2010 mostra isso.

A criação da Associação dos Municípios da Costa Branca em 2004, num trabalho pioneiro e embrionário do então prefeito eleito de Areia Branca, Manoel Cunha Neto – o "Souza" (PP), foi célula para esse salto. Hoje a entidade continua viva, mas cambaleante.

A associação chegou a ter mais de 14 municípios-membros e foi muito ativa. Tinha os meios para sustentar projeto dessa envergadura.

Os interesses provincianos ficaram em primeiro plano e pouco se avançou noutras questões, como os salutares consórcios intermunicipais. Quem pegou a ideia e mostra liderança é o jovem Ivan Júnior (PP) de Assu, que reconduz seu município à posição de referência regional.

Por essa e por outras, a região da Costa Branca se mantém dependente de políticos de outras áreas, apesar do seu enorme potencial econômico. Fica a ver navios.

Infelizmente.

Nota do Blog – Vale ressaltar que nos últimos anos, parte dos municípios da Costa Branca viveu interminável arenga politiqueira paroquial, com demandas judiciais que botaram e tiraram prefeitos do cargo.

Isso comprometeu aspiração maior de fortalecimento regional. Ajudou no atraso e na dependência externa. 

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segunda-feira - 01/02/2010 - 12:08h

Henrique Alves revela “incômodo” de ter PMDB dividido

O deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) admitiu que a decisão do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB) de aliar-se à oposição no Rio Grande do Norte o enfraquece enquanto líder do PMDB.

“Não há como negar. Na hora em que eu não consigo levar Garibaldi ao palanque da base do governo no RN, isso me enfraquece como líder do PMDB”, declarou, em entrevista ao "Jornal da 96", da FM 96 (Natal) desta segunda (1º). 

Henrique, entretanto, acredita que esse enfraquecimento não o deixa “mal” na legenda nem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem mantém interlocução privilegiada. “É a conveniência local. Eu expliquei isso ao partido, ao presidente Lula, à ministra Dilma Rousseff(PT). Mas Garibaldi vai acompanhar a postura nacional do PMDB e vai votar em Dilma para presidente, que terá um vice do PMDB”, emendou.

O deputado afirmou que a divisão interna no PMDB é “incômoda”, pois gostaria que “o partido estivesse unido”. Enquanto Henrique defende a candidatura do vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), Garibaldi declara voto à senadora Rosalba Ciarlini (DEM).

Acordo

“Eu sou líder do PMDB, maior partido da base do presidente Lula. Não teria como chegar ao RN e subir no palanque da oposição. Não teria como explicar esse mau exemplo em Brasília. Como posso subir no palanque em que vão falar mal do presidente Lula, como o senador José Agripino (DEM) faz diariamente?”, justificou.

Disse que fez acordo com Garibaldi para o PMDB não fazer coligação majoritária, deixando os peemedebistas livres para escolher o candidato que quiser.

Henrique comentou o anúncio do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Robinson Faria (PMN), de que será o vice na chapa encabeçada pela senadora Rosalba Ciarlini (DEM). O peemedebista contou que não conversou com Robinson antes do anúncio e limitou-se a dizer que respeita a decisão do líder do PMN.

“Tenho amizade antiga com Robinson, desejo êxito a ele, mas cada um dentro da sua ótica”. 

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segunda-feira - 01/02/2010 - 11:39h

Ex-presidente da OAB enaltece valor da Casa do Estudante

Carlos Santos,

Bom-Dia. Ai de mim se não fosse a Casa do Estudante de Mossoró.

Por lá morei 6 (seis) anos e tive a oportunidade de presidi-la. Aprendi a ser gente e compreender o que é cidadania. Ali também passaram várias pessoas importantes, com atuação em todos os campos de atividade humana.

Bendita Casa.

Parabéns à sociedade de Mossoró e os patrocinadores da brilhante iniciativa de recuperação da casa, notadamente, Zé Maria, Antonio Alexandrino (CDL), os advogados Marcos Araújo e Naerton Soares.

Eu particularmente agradeço a todos.

Vicente Venâncio – Advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseccional de Mossoró.

Nota do Blog – O testemunho de Venâncio é mais uma prova do valor da Casa do Estudante e sua postagem é repercussão do que publiquei no sábado (30) – AQUI – sobre reconstrução do imóvel que sedia essa entidade, uma grande prova de cidadania.

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segunda-feira - 01/02/2010 - 11:25h

Robinson reforça perfil movediço e quer aura de vítima

A entrevista que o deputado estadual Robinson Faria (PMN) concedeu à Tribuna do Norte (domingo, 31), postada sinteticamente por este Blog, não trouxe nada de novo. Nadica de nada.

Suas palavras o diminuíram perante o formador de opinião, aquele cidadão mais esclarecido e desapaixonado. A massa é a massa, como a própria classe política mexe e remexe a bel-prazer.

De novo, Robinson realçou um perfil de político teoricamente indispensável, todo-poderoso, mas com comportamento movediço.

Não vota em WIlma de Faria (PSB) ao Senado, claramente passa à oposição, tende a ser o vice de Rosalba Ciarlini (DEM), tentou reduzir moralmente o deputado João Maia (PR) e deixou claro que não tira seu pessoal do governo. Ou seja, quer ser enxotado e ganhar aura de vítima.

Sinceramente não creio que o deputado consiga sair desse processo como tal. Vítima, não.

Falta-lhe muito para ser diferenciado, num tempo em que a regra é ser dúbio e o mimetismo de camaleão joga quase todos numa vala comum.

Chega a alimentar saudades, tempo em que as pessoas eram do verde ou encarnado, bacurau ou bicudo e não político-melancia, verde por fora e vermelho por dentro – ou vice-versa.

Bons tempos.

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segunda-feira - 01/02/2010 - 11:13h

Qualidade para o sexo

Um empresário de largo costado, de Mossoró, prepara projeto para construção de um motel de excelência para a cidade.

Atualmente, Mossoró possui mais de 35 equipamentos dessa natureza mercantil, com alta rotatividade. Mas quantos pelo menos limpos?

É no vácuo da falta de qualidade que o investimento será feito.

Depois trago mais detalhes. 

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segunda-feira - 01/02/2010 - 10:47h

Só Pra Contrariar

"Mensalão" do Movimento Comunitário

Quanto custa ao erário o pagamento de "mensalão" a membros do Movimento Comunitário de Mossoró, em "cash", com valores variados, sem qualquer registro fiscal ou burocrático?

Decifra-me ou te devoro.

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segunda-feira - 01/02/2010 - 01:12h

Letra e Música – 85

Deve ser estranho para muita gente o conflito do agora com o ontem, em termos musicais. Não se trata de simples nostalgia.

A indústria do disco ficou volátil, violenta, fugaz e despudorada. Partiu para um vale-tudo, a qualquer preço.   

Por isso que é incomum ouvirmos Taiguara, em tempos de "barabará-bereberê", recitando Hoje ao piano. É um hino ao afeto. 

Para a semana começar feliz, eis a poesia desse artista atemporal, poeta de fino talento, falecido em 1996.

(…)
Hoje… Homens de aço esperam da ciência;
Eu desespero e abraço a tua ausência;
Que é o que me resta, vivo em minha sorte
.

Veja a letra AQUI;
Veja o vídeo dos anos 70 AQUI.  

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segunda-feira - 01/02/2010 - 00:47h

Postulação de “Chico da Prefeitura” é sabotada por fafaísmo

Vereador em sexto mandato consecutivo em Mossoró, Francisco Dantas da Rocha (DEM), o "Chico da Prefeitura", realimenta um sonho neste 2010: quer ser candidato a deputado estadual.

Mas sofre sabotagem interna, o que pode ser chamado de "fogo-irmão". Não é uma conspiração partidária e, sim, dentro de sua própria família.

Sua vontade pessoal é abalada por pressões fabricadas por quem teme seu crescimento, capaz de transformá-lo num fenômeno de votos.

O Palácio da Resistência avalia que ele pode atropelar o projeto de reeleição do médico Leonardo Nogueira (DEM), marido da prefeita Fátima Rosado (DEM). Daí começou a torpedeá-lo.

A estratégia é cativar alguns irmãos e outros familiares influentes do vereador, com agrados, para assim amolecer o pretensa candidatura. Inicialmente, a tática tem causado mal-estar e deixado o parlamentar em dúvida sobre a postulação. 

A apreensão do líder político do "fafaísmo", agitador cultural e chefe de Gabinete Gustavo Rosado (PV), tem razão de ser. Não é por acaso.

O vereador conseguiu votação surpreendente em 2006, sem qualquer tipo de apoio ou recurso financeiro, mesmo concorrendo na mesma faixa de titãs como o próprio Leonardo, além dos deputados Ruth Ciarlini (DEM), Francisco José (PMN) e Larissa Rosado (PSB). Foi levado na piada e terminou amealhando 9. 411 só em Mossoró.

Novidade

Para 2010, sem a concorrência de Francisco José e Ruth Ciarlini, que não se reelegeram, diante apenas do próprio Leonardo e Larissa, Chico da Prefeitura pode surpreender mais ainda. Serão mais de 155 mil votos à disposição dos candidatos no colégio eleitoral de Mossoró e praticamente nenhuma novidade fora do círculo Rosado-Rosado.

Homem de perfil popular, com longa trajetória parlamentar na câmara, vida voltada ao trabalho de base em seu bairro (Barrocas) e adjacências, Chico da Prefeitura pode encarnar o perfil "alternativo". No mínimo, tem a possibilidade de amealhar votos que naturalmente obteve em 2006, somados à insatisfação das bases rosalbistas com a facção de Fátima.

Ruth Ciarlini (DEM), irmã da senadora e pré-candidata a governador Rosalba Ciarlini (DEM), é vice-prefeita. Não deverá tentar outra vez assento na Assembleia Legislativa. É pouco provável que seus votos (10.737) migrem mecanicamente para Leonardo. São votos orfãos. Sem dono. 

É nesse vácuo que Chico pode se capitalizar, "bombando" nas urnas.

O rosalbismo tende a descarregar seu apoio silencioso na dobradinha Chico-Betinho Rosado (DEM). Cunhado da senadora Rosalba, Betinho não faz estardalhaço, mas incentiva cavilosamente a postulação do vereador. Só tem a ganhar com isso.

Betinho enxerga que Chico pode puxar uma enxurrada de votos de insatisfeitos com o fafaísmo, que passariam a ver nele o substituto de Ruth, identificado fielmente com o rosalbismo há mais de 20 anos. O raciocínio é no mínimo procedente, visto que a ruptura pública entre fafaísmo e rosalbismo só não é declarada por conveniências de lado a lado.

Resta saber se Chico e sua família vão deixar o "cavalo" passar selado ou cair na tentação das vantagens de ocasião, que após a disputa eleitoral devem perder valor.

É aguardar para ver. Os subterrâneos fervem.

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domingo - 31/01/2010 - 14:11h

À altura do medo (em Martins)

Da infância ainda trago o medo de altura. Do mar, também. Situações traumáticas com um e outro, assim imagino, devem ter-me aprisionado a eles. Porém sinceramente, não lembro. Ou seletivamente não quero recordar.

Em relação ao primeiro, não passo de pequenos desafios. O olhar semi-paralisado, espiando o mundo da janela do apartamento em Natal, denuncia meu pavor. Vem-me leve vertigem e uma imagem em queda livre passa à cabeça.

É sempre assim.

Do mar, a admiração respeitosa, como se lá o senhor absoluto fosse Netuno. Nem encontrar Atlântida me encoraja além dessa reverência. Fica o prazer contemplativo. Platônico.

O rugir das águas, naquela coreografia de fluxo e refluxo, impõe-me o respeito. Não ouso desafiá-lo.

Se é possível remédio longe das terapêuticas científicas, creio ter encontrado para a acrofobia, esse medo de lugares elevados. Do mar, não. Ainda sou seu refém em terra firme. Muito firme, que se diga.

Vem de Martins um sopro de vida. A cura. Ela e suas curvas desafiadoras; os mirantes que nos fazem seres celestiais; a Matriz imponente; a noite que chega mansa, só alterada pelo coaxar dos sapos, ziziar das cigarras e o tititi da gente às calçadas num sossego sem fim.

Mas tudo quase inaudível. Talvez só minha curiosidade seja capaz de captar tantos sons. Ou imaginá-los.

Lá em cima, o burburinho deixa o ritmo mais lento. Medo de quê? Seguimos um relógio diferente nessas paragens. "O tempo parece que não passa por aqui", diz Larissa, morena jambo que abre sorriso contagiante, como se fora um personagem travesso de Jorge Amado. Tem razão. Está ótimo assim mesmo.

De um mirante para outro. No Canto, expulsos por uma fina neblina. No Jacu, nem isso nos repeliu. Como recuar diante de um céu negro quase ao alcance da mão? 

Milhares de luzes lá embaixo, em cidades que tentamos identificar pelo aglomerado luminoso, refletem como se fossem estrelas coladas ao chão; sob nossos pés. Nem percebo que a balaustrada é o limite entre minha "doença" e o abismo, ou a divisória entre o ser e o não-ser feliz.

Faltava encontrar François Silvestre. Condescendente com o silêncio cúmplice do lugar, tomou distância da metrópole e do agitado tombadilho da vida, para ser de novo só François, sem o "doutor", nesse chão. Ele fez a viagem de volta para ficar.

François é douto ao natural, sem o título solene que muitos exigem como tratamento pomposo. Para azar nosso, meu e de Honório de Medeiros, parceiro dessa viagem, não o encontramos. Não o acordaríamos de uma merecida sesta.

Raimunda e sua família, contagiada com a aprovação do filho Juninho (curso de Direito), oferta-nos o último sabor de Martins. Huum!!! A vítima é um robusto pato, o "Donald" – a meu critério batizado cinicamente assim, já indefeso à mesa.

Às favas a etiqueta. Passa o pato pra cá. Medo agora, só de uma indigestão, pelo pecado santo da gula.

Foto – Autor: Fábio Pinheiro

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domingo - 31/01/2010 - 11:19h

Pensando bem…

"Se alguém trai você uma vez, a culpa é dele. Se trai duas vezes, a culpa é sua."

Elenor Roosevelt

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domingo - 31/01/2010 - 11:05h

A ousadia que nos falta

A China pós-crise está recebendo investimentos diretos estrangeiros da ordem de 10 bilhões de dólares por mês. A projeção para os próximos doze meses é de 120 bilhões de dólares.

Provavelmente, o triplo do que o Brasil irá receber no mesmo período.

O investimento na China visa, sobretudo, aumentar a margem de lucro de quem vende no mundo inteiro. Vamos tomar o exemplo do iPhone. Quanto será que custa fazê-lo na China? A empresa iSuppli, uma empresa de pesquisa de Mercado, desmantelou um iPhone 3GS de 16GB, e chegou a conclusão de que o aparelho custa US$178,96 para ser feito.

Para padrões chineses, é um produto caro. Tanto é que já existem dezenas de aparelhos similares feitos na China por preço muito mais barato. A qualidade não é grandes coisas. No entanto, se o iPhone fosse feito nos Estados Unidos deveria custar o triplo. O que, de cara, iria inviabilizar a sua popularização no mundo.

Encontrando preço barato na China, a Apple fez um produto tecnologicamente avançando e que está nas mãos de milhões em todo o mundo.

Por que o Brasil não pode fazer o mesmo? Bem, o Brasil tem uma mentalidade burocrática, intervencionista e uma estrutura trabalhista arcaica onde o patrão paga muito e o trabalhador recebe de menos.

O pedágio estatal é alto demais.

Na China, não existe legislação trabalhista, o salário é de fome, as leis ambientais inexistem e um pré-capitalismo, em seu pior e mais perverso aspecto, é praticado com profundidade e frieza nos tempos atuais.

Por exemplo, se uma futura fábrica tem que desalojar uma favela ou uma tribo não há nenhum problema. A policia tira todo mundo em dois minutos. Não existe IBAMA demorando cinco anos para dar uma licença ambiental. Nem TCU nem Ministério Público. A imprensa só publica a versão oficial. E a internet é censurada.

Mesmo assim, 120 bilhões de dólares vão chegar lá nos próximos doze meses.

Evidente que um mercado consumidor de mais de um bilhão e trezentos milhões de pessoas é atraente. Mas, o poder aquisitivo não é dos melhores. A renda per capita chinesa, em 2010, deve chegar a Us$ 2,400.

No Brasil, com todas as injustiças e desvios do sistema, vamos ultrapassar a renda per capita de US$ 8,000. Assim, um brasileiro pode consumir, pelo menos, quase quatro vezes mais do que o chinês. Pela renda e, principalmente, pelo fato de que o consumidor brasileiro está sendo educado para o consumo há muitas décadas.

Assim, o Brasil tem o potencial de atrair o dobro do que atraí em investimentos. O que o Brasil pode fazer para ter o sucesso chinês sem o peso da desigualdade e das injustiças do sistema?

Basicamente temos que atuar nas seguintes frentes: reduzir o custo fiscal das exportações; ampliar o financiamento de nossas exportações; reduzir o custo de contratação da mão de obra; eliminar a burocracia; ter políticas de incentivo a setores em que queremos ser competitivos; fortalecer o BNDES em seu papel de "eximbank"; manter a expansão do crédito; fortalecer nossa representação comercial no exterior; e, sobretudo, manter o ganho de renda dos mais pobres.

O Brasil pode crescer muito mais ancorado em seu mercado interno e nas suas exportações.

Se a China é um mercado fabuloso, o Brasil será sempre um mercado menor com maior potencial de consumo per capita e desenvolvimento social. Porém, ainda nos falta ousadia para aproveitar intensamente as oportunidades que se apresentam.

Murillo de Aragão é cientista político

* Extraído do Blog do Borjão (AQUI).

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domingo - 31/01/2010 - 10:48h

Novo delegado em Areia Branca

Titular da Delegacia de Polícia Civil de Patu, o bacharel Roberto Moura está na iminência de mudar de endereço profissional.

É certo que passe a ocupar a titularidade em Areia Branca.

Nota do Blog – Roberto é um delegado de origem cearense, há muito radicado no Rio Grande do Norte. Tem largo conceito em seu meio de atuação, sobretudo pela serenidade e eficiência.

Em Areia Branca e arrabaldes, é certo que terá a expansão da droga, em escala geométrica, como principal problema.

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domingo - 31/01/2010 - 10:02h

Só Rindo

Sedentarismo à moda Mandela

Incentivado à prática de exercícios físicos, num culto à saúde, o ex-vereador Paulo Lúcio resiste impávido à ideia. Resmunga.

No "senadinho" da Praça Felipe Guerra (Mossoró), em frente à sua casa, ele corta de vez a conversa:

– Nelson Mandela passou quase 30 anos preso, sem se movimentar, e está aí enxuto, magrinho; Jáder Henrique (ex-dirigente do Detran em Mossoró) vivia correndo atrás de Vingt Rosado e agora botou ponte de safena.

Fim de papo.

Sedentarismo mantido, sem nunca mais ser pressionado pelos amigos.

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domingo - 31/01/2010 - 09:50h

Como podemos avaliar um governo?

Em “Desenvolvimento como liberdade” (Companhia das Letras; 2004; 4ª reimpressão; São Paulo, São Paulo), Amartya Sen, Premio Nobel de Economia, ex-membro da Presidência do Banco Mundial, ex-professor da Universidade de Harvard, esposo de Emma Rothschild – autora, por sua vez, de “Sentimentos Econômicos”, um denso ensaio acerca de Adam Smith, Condorcet e o Iluminismo – nos convida a percebermos o contraste entre “um mundo de opulência sem precedentes” e “um mundo de privação, destituição e opressão extraordinárias.”

Na verdade Amartya Sen nos convida a entendermos o desenvolvimento como “um processo de expansão das liberdades reais que as pessoas desfrutam”, e, não, como algo a ser identificado com o crescimento do Produto Nacional Bruto (PNB), aumento de rendas pessoais, industrialização, avanço tecnológico ou modernização social.

Ao se referir à expansão das liberdades reais Amartya Sen se refere, por exemplo, aos serviços de educação e saúde – e aqui eu acrescento segurança pública – e os direitos civis (a possibilidade de participar efetivamente do governo e das discussões e averiguações públicas em relação ao dinheiro do povo).

Aceitar esse ideário como premissa implica em compreender que somente podemos considerar desenvolvido ou em desenvolvimento um País, Estado ou Município no qual, à título de esclarecimento, e em termos bastante simplificados, o dispêndio com obras públicas, tais como calçamentos, praças, ruas, estradas, asfaltamento, prédios, pontes, açudes, barragens, somente ocorra como conseqüência da implantação de políticas públicas voltadas para o avanço em áreas como educação, saúde e segurança.

Políticas públicas estabelecidas claramente através de programas e projetos que tenham metas, prazos, alocação de recursos humanos e financeiros e possam ser acompanhados e questionados pela sociedade. Óbvio que a lógica é outra. As obras públicas são sempre “vendidas” à sociedade como sendo essenciais para o desenvolvimento.

Essa lógica, consciente ou inconscientemente, busca privilegiar quem há de se beneficiar diretamente com ela, ou seja, aqueles que detêm o capital em suas mãos e querem o retorno imediato do investimento realizado: um exemplo particular dessa lógica é a relação estreitíssima, no Brasil, entre empreiteiros, construtores, empresários da construção civil e os governos, sejam estes federais, estaduais e municipais, os quais depois de realizadas as eleições, pressionam seus candidatos a investirem em obras.

Entretanto a constatação daquilo que se afirma aqui pode ser feita por qualquer um: basta que nos perguntemos se com todo o investimento em obras ocorrido no Brasil, digamos, desde Fernando Henrique Cardoso, houve diminuição sensível da miséria, e a educação, a saúde, a segurança pública, estão significativamente melhores.

É claro que não. Muito ao contrário.

O que nós percebemos, nitidamente, é que o avanço, se é que houve, é um verniz que não resiste a uma visita a postos de saúde, escolas públicas e delegacias de polícia.

Portanto a conclusão é óbvia: desconfiemos de qualquer obra que não esteja atrelada a uma política pública na área de educação, saúde ou segurança. Para começo de assunto.

Honório de Medeiros é advogado, professor e ex-secretário de Estado do RN e da Prefeitura do Natal AQUI.

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domingo - 31/01/2010 - 00:00h

Robinson anuncia saída de governo com críticas

Fim da discussão sobre o destino político do deputado estadual Robinson Faria (PMN).

Em entrevista publicada na edição de domingo (31) da Tribuna do Norte, o parlamentar confirma que aceitou ser candidato a vice na chapa da senadora Rosalba Ciarlini (DEM).

“Não foi medo, não foi receio, não foi insegurança que me impediu de continuar candidato. Só que tenho que ter responsabilidade, tenho um grupo de deputados que precisam renovar o mandato”, comentou.

Ele disse que aceitou ingressar na chapa de oposição não por vingança contra governadora, mas “por convicção”. 

O parlamentar lembrou que recusou o convite para ser candidato a vice-governador de Garibaldi Filho (PMDB) em 2006 para poder continuar no palanque de Wilma de Faria (PSB). Ele também lembrou que “foi o PMN que deu a vitória a Wilma. Iberê (vice-governador) tem que agradecer a mim”.

“Eu me sinto hoje uma pessoa com a consciência 100% tranqüila. Não me sinto devedor deste Governo. Vão querer passar para opinião pública de que eu devo obediência, satisfação ou gratidão ao Governo atual. O meu pensamento, minha sinceridade é que sou credor do atual Governo”, destacou.

Saiba mais AQUI.

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sábado - 30/01/2010 - 23:35h

Pensando bem…

"Pessoas que são boas em arranjar desculpas raramente são boas em qualquer outra coisa."

Benjamim Franklin

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sábado - 30/01/2010 - 23:20h

Indústria de cimento e dificuldade de qualificação

O prefeito de Baraúna, Aldivon Nascimento (PR), anuncia que até setembro a indústria de cimento da Votorantim entra em atividade no município.

Apesar de revelar euforia com a instalação dessa empresa estratégica, divide uma preocupação com a própria direção da Votorantim: dificuldade de mão-de-obra qualificada.

– É muito difícil, mesmo com o esforço nosso para qualificar jovens em algumas parcerias – relata.

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sábado - 30/01/2010 - 22:39h

Prefeitura demite agente flagrado em tentativa de extorsão

A Prefeitura de Mossoró formalizou demissão do agente de trânsito Astério Antônio da Silva. Corte formalizado com posição do próprio servidor em pedir exoneração.

Ele foi flagrado em reportagem recente da TV Mossoró, em tentativa de extorsão contra um motociclista, em troca de suposto perdão de multa.

Veja abaixo o teor da da portaria publicada no Jornal Oficial do Município (JOM) deste dia 30 (sábado):

PORTARIA Nº 0095/2010-SEMAD O SECRETÁRIO MUNICIPAL DA ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO DE PESSOAS, no uso das atribuições legais que lhe confere o Decreto Municipal n.º 1.608/97 – GP, de 19.11.97, que delega poderes ao Secretário da Administração e Gestão de Pessoas a expedir atos referentes à situação dos funcionários públicos municipais, e; CONSIDERANDO, o pedido de exoneração do servidor abaixo qualificado, e com embasamento legal no art. 39, da Lei Complementar nº. 29/2008, de 16/12/2008 (Estatuto do Servidor Público),

R E S O L V E : EXONERAR, a pedido, em caráter irrevogável, o servidor ASTÉRIO ANTONIO DA SILVA, matrícula nº. 13.679-4, lotado na Secretaria Municipal da Defesa Social, do cargo de Agente de Trânsito e Transportes, do quadro de pessoal da Prefeitura Municipal de Mossoró. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. PUBLIQUE-SE E CUMPRA-SE. Secretaria da Administração e Gestão de Pessoas, em Mossoró-RN, 28 de janeiro de 2010.

Manoel Bizerra da Costa – Secretário

Nota do Blog – A prefeitura tinha aberto processo interno para apurar a denúncia.

Por si só, a demissão não deve enterrar o caso. Muito pelo contrário.

Nas gravações feitas pela TV Mossoró, o denunciado chega a insinuar a existência de outra pessoa no episódio.

Verdade ou tentativa de valorizar a pressão?

A interrogação precisa ser respondida. 

 

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Categoria(s): Administração Pública
sábado - 30/01/2010 - 22:13h

Casa do Estudante é resgatada com outro formato

A Casa do Estudante de Mossoró vai ser reinaugurada. Obra que praticamente a refez, sob novo padrão de infra-estrutrura e sanitário, custou cerca de R$ 200 mil.

Uma missa em ação de graças vai acontecer no imóvel-se às 19h do dia  8 de fevereiro.

Um detalhe especial sobre esse empreendimento: todos os recursos levantados saíram da iniciativa privada. A sociedade civil organizada identificou a importância da instituição para dezenas, centenas e milhares de jovens carentes, que migram de outros municípios e até outros estados, com a expectativa de ascender na vida pelos estudos.

Mas a obra física não é tudo. Uma comissão que administrou o empreendimento apresentou e enceta providências para que a Casa ganhe dimensão ainda maior.

"Faremos uma programação de palestras, dadas por ex-moradores de Casas de Estudante, mensalmente, sendo as primeiras agendadas com o advogado Naerton Soares e o médico Inavam Lopes da Silveira", diz o advogado Marcos Araújo que integra a comissão.
 
Também existe uma restruturação estaturária, criando uma interação com a sociedade, incluindo no seu estatuto um Conselho Deliberativo formado por ex-alunos, assim sugeridos: "Advogados Antonio Pedro da Costa, Vicente Venâncio de Oliveira,  Gilmar Fernandes de Queiroz, e os empresários José Maria de Oliveira e Antonio Alexandrino de Lima."

P.S – A Comissão de Reforma ficou constituída com as seguintes pessoas: Antonio Alexandrino, José Maria de Oliveira, Marcos Araújo e Naerton Soares.

Nota do Blog – Visão social, espírito público e capacidade de luta. Esses são elementos evidenciados na jornada em prol da Casa do Estudante.

O exemplo prova, de forma insofismável, como é possível vencer barreiras às vezes intransponíveis, com união de propósitos e não apenas retórica ou esperando a mãozinha de políticos.

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Categoria(s): Nelson Queiroz
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