segunda-feira - 05/10/2026 - 15:38h
História

Samanda é o quarto nome de Mossoró que chega ao Senado

Vereadora em Natal, ela ainda aparece como a quarta mulher do RN, nesse poder, em 136 anos
Partido tem sérias dificuldades para fechar sua chapa e Samanda aponta novo prazo (Foto: José Aldenir/Agora RN)

Samanda Alves foi antecedida por Rosalba, Fátima e à própria Zenaide, a quem derrotou dia passado (Foto: José Aldenir/Agora RN)

Samanda Alves de Freitas (PT), 46, que apresentou-se na campanha ao Senado no Rio Grande do Norte este ano como “Samanda de Lula”, é mossoroense. Na sua terra natal era quase uma desconhecida politicamente. Porém passa a ser a segunda mulher e o quarto nome mossoroense com presença no Senado da República em 136 anos desse poder.

Foi eleita domingo (4), ao lado da reeleição do senador Styvenson Valentim (Podemos).

Passará a ser ainda a quarta mulher do RN a ser eleita à Alta Câmara da República. Antes dela, o Senado teve Rosalba Ciarlini (PFL), Fátima Bezerra (PT) e a própria Zenaide Maia (PSD). Elas foram eleitas respectivamente em 2006, 2014 e 2018.

Quatro mossoroenses

De Mossoró, além de Rosalba e no próximo ano Samanda de Lula, o político local com pioneirismo nesse poder foi o médico e ex-deputado estadual constituinte Dix-huit Rosado (UDN/PR), vitorioso em 1958. Tasso Rosado (MDB), seu primo, segundo suplente de Fernando Bezerra (PTB), assumiu mandato em 2001 e 2002, com licenças do titular.

Nascida em Mossoró em 1980, formada em engenharia da computação, trabalhou como assessora parlamentar e foi secretária-adjunta do gabinete civil e subsecretária de Trabalho do Rio Grande do Norte.

Em 2022, candidatou-se a um mandato de deputada federal, sem sucesso. Em 2024, foi eleita vereadora de Natal. Sua atuação principal é nas áreas de combate à fome, geração de emprego e renda e direitos sociais.

Sua primeira suplente é Plúvia Oliveira (PT), e o segundo suplente é Oswaldo Negrão (PCdoB).

Rosalba Ciarlini x Fernando Bezerra

A vitória de Samanda de Lula no dia passado, superando a senadora Zenaide Maia (PSD), foi emblemática e remete à situação muito parecida com o que ocorreu em 2006 com outra mossoroense: a então ex-prefeita Rosalba Ciarlini superou o senador Fernando Bezerra (PTB) com apenas 11.131 votos de maioria. Com Samanda agora, o triunfo contra a favorita Zenaide foi ainda mais dramático, com vantagem de apenas 5.765 votos.

Rosalba Ciarlini obteve 645.869 votos (44,18%) e Fernando Bezerra 634.738 votos (43,42%).

Veja abaixo o resultado ao Senado nesse domingo:

Senado 2026 – Votação final

Styvenson Valentim (Podemos) – 1.055.000 votos (29,25%) – Eleito

Samanda de Lula (PT) – 635.924 votos (17,63%) – Eleita

Zenaide Maia (PSD) – 630.159 votos (17,47%)

Coronel Hélio (PL) – 620.354 votos (17,20%)

Rafael Motta (PDT) – 510.674 votos (14,16%)

Tércio Tinoco (UB) – 102.834 votos (2,85%)

Sandro Pimentel (Psol) – 22.237 votos (0,62%)

Sônia Godeiro (Psol) – 14.338 votos (0,40%)

Professor Guilherme (UP) – 5.511 votos (0,15%)

Rosália Fernandes (PSTU) – 3.795 votos (0,11%)

Luciana Mandu (PSTU) – 2.486 votos (0,07%)

Clóvis Costa (Agir) – 1.796 votos (0,05%)

Gari Wendell Batista (Agir) – 1.698 votos • 0,05%

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segunda-feira - 05/10/2026 - 14:50h
Primeiro turno

Deu no que deu a enxurrada de pesquisas eleitorais no RN

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

A enxurrada de pesquisas eleitorais dos últimos meses, no RN, deu no que deu.

Chegamos a ter 3, 4, 5 pesquisas por dia divulgadas nos mesmos endereços, assim sem qualquer constrangimento. Como se fosse natural confundir para aparentemente tentar esclarecer algo.

Fenômenos sociológicos não estão sendo captados ou a base de prospecção de dados está confusa, errada ou movediça demais?

Estamos diante de adulterações intencionais e sob encomenda?

Boa pauta para discussão séria, sem achismos.

Mas é nítido que algumas mídias e empresas de pesquisas precisam repensar o que fizeram e têm feito a cada campanha eleitoral. Nessa, no primeiro turno, tudo muito pior e num volume caudaloso, com algumas aberrações que constrangeram até pessoas que tinham seu candidato favorecido.

As urnas deixaram claro que a maioria do eleitor não foi nessa onda. Sinais que já existiam bem antes, nas redes sociais, quando cada pesquisa esdrúxula era despejada.

Pesquisa, material com que trabalho desde 1988, há 42 anos, deixou de ser conteúdo de informação e norteamento para a opinião pública e candidatos. Tem servido para indução e imposição de vontade e interesses. Com exceções honrosas, sejamos claros. Se colar, colou.

A legislação e a Justiça Eleitoral não conseguem frear os abusos. E o leque de sanções contra os responsáveis, não chega a ser incômodo. O que nos espera adiante, pois, logo agora no segundo turno, é que tudo siga como dantes.

Contudo, é bom que fiquemos atentos outra vez às urnas. Não existe “pesquisa das urnas.” Mas elas falam.

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segunda-feira - 05/10/2026 - 14:25h
Eleições 2026

Onda de direita deixa Flávio à frente de Lula no 1º turno

Flávio tem um vantagem que surpreendeu até mesmo o presidente Lula (Fotos: Douglas Schneider/AFP e Julia Ju/Anadolu via AFP)

Flávio tem um vantagem que surpreendeu até mesmo o presidente Lula (Fotos: Douglas Schneider/AFP e Julia Ju/Anadolu via AFP)

Do Canal Meio e outras fontes para o BCS

O voto útil, o chamado “antipetismo de chegada” e uma onda à direita falaram alto no primeiro turno das eleições gerais, realizado neste domingo. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terminou a primeira rodada de votação quase dois pontos à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com quem vai disputar o segundo turno no próximo dia 25. Segundo números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio obteve 56.104.503 votos (47,03%), contra 53.879.538 (45,16%) de Lula.

O bom desempenho do filho mais velho de Jair Bolsonaro se refletiu na desidratação dos demais candidatos de direita, que tiveram desempenho abaixo das projeções. Augusto Cury (Avante) chegou em terceiro, com 2,89%, seguido de Renan Santos (Missão), com 2,24%; Ronaldo Caiado (PSD), com 2,18%; e Romeu Zema (Novo), com 0,27%. Os demais postulantes não passaram de 0,1%. (UOL)

Por região, Lula manteve sua predominância e ganhou nos nove estados do Nordeste. Flávio virou Minas Gerais, que o presidente havia levado em 2022. Nos três maiores colégios eleitorais do Brasil (São Paulo, Minas e Rio), Flávio liderou em 1.089 cidade, incluindo Belo Horizonte e Rio. Lula ficou na frente em 500, sendo a capital paulista uma delas. Confira as votações por estado. (g1)

Durante a apuração, Flávio Bolsonaro chegou a ter dobro da vantagem aberta pelo pai contra Lula em 2022. Lula permaneceu, ao longo da maior parte da apuração, cerca de seis pontos percentuais aquém do próprio desempenho no primeiro turno de quatro anos atrás. Contra Jair Bolsonaro, o presidente virou a apuração quando havia cerca de 70% das urnas contabilizadas. Veja a evolução dos votos durante a contagem. (Globo)

Com o resultado, Lula perdeu 3,4 milhões de votos entre 2022 e 2026 e teve pior votação, em porcentagem de votos válidos, desde 1998, quando perdeu já no primeiro turno para Fernando Henrique Cardoso. (CNN Brasil)

Flávio Bolsonaro não escondia a alegria com o resultado, mesmo ainda tendo um segundo turno pela frente. O senador disse estar confiante de que será eleito presidente, o que, segundo ele, marcará “o fim da era do PT”. “Estou muito feliz com o resultado, são quase 56 milhões de brasileiros que me deram esse voto de confiança, para mudança. A palavra é mudança”, declarou. (CNN Brasil)

Já o presidente Lula admitiu que o segundo lugar foi “inesperado”, já que imaginava vencer ainda no primeiro turno — o que não aconteceu em qualquer uma das eleições que venceu. Ao discursar para correligionários em São Paulo, porém, Lula se disse confiante na vitória sobre Flávio Bolsonaro, classificando o segundo turno como a “prova dos nove”. “Eu sou muito bom no mata-mata. No tête-à-tête. Aí, nós vamos ver quais são os projetos que o país tem”, disse o presidente. (g1)

Uma das frentes do segundo turno será levar para as urnas quem preferiu não participar. Pela primeira vez desde 1998, a abstenção em uma eleição presidencial ficou acima de 21%. De acordo com o TSE, 21,09% dos eleitores não apareceram para votar. (Globo)

Leia também: Flávio vence Lula, mas segundo turno definirá eleição

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segunda-feira - 05/10/2026 - 02:46h
Eleições 2026

Conheça os 54 senadores da República eleitos nesse domingo

Em 2026, eleitores renovam dois terços do Senado (Foto: Tom Molin/Agência Senado)

Em 2026, eleitores renovaram dois terços do Senado (Foto: Tom Molin/Agência Senado/Arquivo BCS)

Nesse domingo (4), o país elegeu 54 senadores da República. Eles terão mandato de oito anos, entre 1º de fevereiro de 2027 e 31 de janeiro de 2035.

Para saber mais sobre os eleitos, clique nos links de cada estado na tabela abaixo:

Senadores eleitos por estado

Acre Marcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos)
Alagoas Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB)
Amapá Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD)
Amazonas Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB)
Bahia Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT)
Ceará Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede)
Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)
Espírito Santo Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos)
Goiás Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União)
Maranhão André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo)
Mato Grosso Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL)
Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL)
Minas Gerais Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT)
Pará Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União)
Paraíba João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB)
Paraná Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo)
Pernambuco Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT)
Piauí Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD)
Rio de Janeiro  Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL)
Rio Grande do Norte Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula (PT)
Rio Grande do Sul Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo)
Rondônia Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL)
Roraima Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB)
Santa Catarina Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL)
São Paulo Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL)
Sergipe  Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB)
Tocantins Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB)

Fonte: Agência Senado

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domingo - 04/10/2026 - 23:58h

Pensando bem…

“Ser grande é amar os pequenos. Ser pequeno é odiar os grandes.”

Teresa de Ávila

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domingo - 04/10/2026 - 23:52h
Eleições 2026

Veja a futura composição da Assembleia Legislativa do RN

Partidos e bancadas na próxima legislatura (Arte reproduzida do G1)

Partidos e bancadas na próxima legislatura (Arte reproduzida do G1)

Veja como ficou a formação da Assembleia Legislativa do RN (ALRN) para a legislatura que começará em 2027, com base na votação deste domingo (04). Foram reeleitos 16 dos 24 atuais parlamentares. Quatro deles não obtiveram vitória no pleito de hoje e quatro não concorreram:

Coronel Azevedo (PL) – 105.403 votos (5,43%) – Reeleito

Ezequiel Ferreira (PSDB) – 73.217 votos (3,77%) – Reeleito

Robson Carvalho (UB) – 69.542 votos – (3,58%) – Eleito

Júlio Cesar (PP) – 66.750 votos (3,44%) – Eleito

Kleber Rodrigues (PP) – 66.172 votos (3,41%) – Reeleito

Francisco do PT – 62.660 votos (3,23%) – Reeleito

Kaline de Dr. Bernardo (PV) – 61.905 votos – (3,19%) – Eleita

Cínthia de Allyson (UB) – 61.586 votos (3,17%) – Eleita

Isolda Dantas (PT) – 60.239 votos ( 3,10%) – Reeleita

Divaneide Basílio (PT) – 59.680 votos (3,07%) – Reeleita

Neilton Diógenes (PP) – 57.715 votos (2,97%) – Reeleito

Dr. Kerginaldo (PL) – 54.165 votos (2,97%) – Reeleito

Dr Gustavo Soares (PSDB) – 53.701 votos (2,76%) – Eleito

Nelter Queiroz (PP) – 52.387 votos (2,70%) – Reeleito

Daniel Valença (PT) – 52.099 votos (2,68%) – Eleito

Tomba Farias (PL) – 50.350 votos (2,59%) – Reeleito

Cristiane Dantas (PSDB) – 49.589 votos (2,55%) – Reeleita

Gustavo Carvalho (PL) – 49.531 votos (2,55%) – Reeleito

Bibiano de Azevedo (MDB) – 49.038 votos (2,52%) – Eleito

Eudiane Macedo (PV) – 48.489 votos (2,50%) – Reeleita 

Ivanilson Oliveira – 47.831 votos (2,46%) – Reeleito 

Luíz Eduardo Bento (PL) – 39.918 votos (2,06%) – Reeleito

Adjuto Dias (PL) – 37.874 votos (1,95%) – Reeleito 

Camila Araújo (PL) – 31.438 votos (1,62%) – Eleito

Brancos – 105.390 (4,86%)
Nulos – 94.624 (4,37%)
Válidos – 1.967.700
Abstenções – 488.493 (18,39%)
Quociente eleitoral – 80.763

Não se reelegeram os deputados Taveira Júnior (PSDB), Terezinha Maia (PL), Galeno Torquato (UB), Ubaldo Fernandes (PV).

Hermano Morais (MDB) virou vice de Allyson Bezerra (UB), Vivaldo Costa (PV) e José Dias (PL) não concorreram. Já Dr. Bernardo (PV) foi eleito à Câmara dos Deputados.

Assembleia Legislativa eleita em 2022

*Wendell Lagartixa (PL) – 88.265 (4,69%) – eleito

Ezequiel Ferreira (PSDB) – 70.800 (3,76) – Reeleito

Coronel Azevedo (PL) – 62.607 (3,33%) – Reeleito

Kleber Rodrigues (PSDB) – 61.074 (3,24%) – Reeleito

Adjuto Dias (MDB) – 57.657 (3,06%) – Eleito

Isolda Dantas (PT) – 57.046 (3,03%) – Reeleita

Dr. Bernardo Amorim (PSDB) – 52.505 (2,79%) – Reeleito

Divaneide Basílio (PT) – 52,177 (2,77%) – Eleita

Francisco do PT (PT) – 50.499 (2,68%) – Reeleito

George Soares (PV) – 50.037 (2,66%) – Reeleito

José Dias (PSDB) – 49.027 (2,60%) – Reeleito

Dr. Kerginaldo Jácome (PSDB) – 47.809 (2,54%) – Eleito

Gustavo Carvalho (PSDB) – 46.318 (2,46%) – Reeleito

Tomba Farias (PSDB) – 42.612 (2,26%) – Reeleito

Cristiane Dantas (Solidariedade) – 42.035 (2,23%) – Reeleito

Nelter Queiroz (PSDB) – 38.602 (2,05%) – Reeleito

Galeno Torquato (PSDB) – 37.274 (1,98%) – Reeleito

Eudiane Macedo (PV) – 36.027 (1,91%) – Reeleita

Luiz Eduardo Bento (Solidariedade) – 31.871 (1,69%) – Eleita

Terezinha Maia (PL) – 29.440 (1,56%) – Eleita

Hermano Morais (PV) – 28.948 (1,54%) – Reeleito

Ivanilson Oliveira (União Brasil) – 27.426 (1,46%) – Eleito

Taveira Júnior (União Brasil) – 26.714 (1,42%) – Eleito

Neilton Carlos (PL) – 25.143 (1,34%) – Eleito

Brancos – 101.210 (4,85%)
Nulos – 103.315 (4,95%)
Válidos – 1.865.045
Abstenções – 463.569 (18,18%)
Quociente eleitoral – 77.710

*Wendell Lagartixa teve registro cassado. Na recontagem de votos, acabou sendo reeleito o deputado Ubaldo Fernandes (PSDB), com 34.426 votos.

**Votos do candidato Dr.Anax (União Brasil), 17.152, não foram contabilizados pois ficaram sub judice.

Quem não conseguiu reeleição foram os deputados Albert Dickson (PSDB), 21.354 votos; Getúlio Rêgo (PSDB), com 28.017 votos; Vivaldo Costa (PV), com 27.534 votos; Subtenente Eliabe Marques (Solidariedade), 17.993 votos, bem como Raimundo Fernandes (PSDB) com 33.085 votos.

Jacó Jácome (PSD) e Kelps Lima (Solidariedade) que tentaram a Câmara dos Deputados, sem êxito; Souza Neto (PSB), que desistiu de ser candidato;

Assembleia Legislativa eleita em 2018

Ezequiel Ferreira (PSDB) – 58.221

Gustavo Carvalho (PSDB) – 47.544

Dr. Bernardo (Avante) – 42.049

Tomba Farias (PSDB) – 41.249

Nelter Queiroz (MDB) – 40.717

Hermano Morais (MDB) – 38.053

Galeno Torquato (PSD) – 34.532

George Soares (PR) – 34.263

Raimundo Fernandes (PSDB) – 33.965

Cristiane Dantas (PPL) – 33.860

Kelps (Solidariedade) – 33.819

Getulio Rêgo (DEM) – 33.477

Isolda Dantas (PT) – 32.963

Kleber Rodrigues (Avante) – 32.755

Vivaldo Costa (PSD) – 32.638

Albert Dickson (PROS) – 31.698

Souza (PHS) – 31.097

Coronel Azevedo (PSL) – 27.606

José Dias (PSDB) – 27.275

Francisco do PT (PT) – 23.448

Eudiane Macedo (PTC) – 22.333

Allyson Bezerra (Solidariedade) – 20.228

Ubaldo Fernandes (PTC) – 20.148

Sandro Pimentel (PSOL) – 19.158

Brancos – 88.645 (4,51%)
Nulos – 191.213 (9,72%)
Válidos – 1.686.592 (85,77%)
Abstenções – (17,12%)
Quociente eleitoral – 69.476

Na eleição de 2018, 15 deputados foram reeleitos: Ezequiel (PSDB), Gustavo Carvalho (PSDB), Tomba Farias (PSDB), Vivaldo Costa (PSD), Galeno Torquato (PSD), Albert Dickson (PROS), Raimundo Fernandes (PSDB), George Soares (PR), José Dias (PSDB), Nelter Queiroz (MDB), Hermano Morais (MDB), Getulio Rêgo (DEM), Souza (PHS), Kelps (Solidariedade) e Cristiane Dantas (PPL).

Nove deputados deixaram a Assembleia: Ricardo Motta (PSB), Márcia Maia (PSDB), Carlos Augusto Maia (PCdoB),  Jacó Jácome (PSD) e Gustavo Fernandes (PSDB) não foram reeleitos, enquanto Mineiro (PT) disputou uma vaga de deputado federal. Já Dison Lisboa (PSD) teve o registro de candidatura impugnado e José Adécio (DEM) não disputou as eleições. No caso de Larissa Rosado (PSDB), ela não tinha sido eleita em 2014, mas assumiu depois a vaga em 2016 com eleição de Álvaro Dias a vice-prefeito de Natal.

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  • Art&C - PMM - Iluminação - Outubro de 2026
domingo - 04/10/2026 - 23:40h
Eleições 2026

Bancada federal eleita terá três novos parlamentares

Thabatta, Bernardo e Nina: novidades na bancada (Fotomontagem do BCS)

Thabatta, Bernardo e Nina: novidades na bancada (Fotomontagem do BCS)

Concluída a apuração dos votos no RN, veja abaixo a relação dos eleitos à Câmara dos Deputados. Cinco nomes foram reeleitos. Outros três vão estrear na chamada Baixa Câmara em Brasília.

Mas antes, especial atenção para a reeleição de João Maia (PP), da Federação União Progressista, que deixou para trás o também deputado federal Robinson Faria (PP). Maioria de Maia sobre Faria foi de apenas 32 votos.

Outro detalhe, é o trio de estreantes: Dr.Bernardo Amorim (PV), deputado estadual atualmente; Nina Souza (PL), vereadora natalense e primeira-dama da capital, bem como a também vereadora em Natal Thabatta Pimenta (PV).

Câmara dos Deputados – Votação final

Natália Bonavides (PT) – 215.509 votos – Reeleita

Nina Souza (PL) – 185.248 votos – Eleita

Benes Leocádio (UB) – 171.396 votos – Reeleito

Sargento Gonçalves (PL) – 154.073 votos – Reeleito

General Girão (PL) – 133.258 votos – Reeleito

Dr. Bernardo (PV) – 130.835 votos – Eleito

João Maia (PP) – 123.040 votos – Reeleito

Thabbata Pimenta (PV) – 92.743 votos – Eleita

Brancos – 105.390 (4,86%)
Nulos – 94.624 (4,37%)
Válidos – 1.967.700 (90,77%)
Abstenções – 488.493 (18,39%)
Quociente eleitoral – 245.962

*Robinson Faria somou 123.008 votos. Portanto, 32 a menos do que João Maia.

Além dele, não se reelegeram Fernando Mineiro (PT) e Carla Dickson (PL). Ela era suplente da legislatura eleita em 2022, mas empossada com eleição de Paulinho Freire (UB) à Prefeitura de Natal em 2024. Tentou se manter na Câmara dos Deputados, mas sem êxito.

Eleitos em 2022

Natália Bonavides (PT) – Reeleita

João Maia (PL) – Reeleito

Benes Leocádio (União Brasil) – Reeleito

Robinson Faria (PL) – Eleito

*Fernando Mineiro (PT) – Eleito

Paulinho Freire (União Brasil) – Eleito

General Girão (PL) – Reeleito

Sargento Gonçalves (PL) – Eleito

*Fernando Mineiro chegou a ser eleito. Mas quem terminou assumindo foi o deputado Beto Rosado (PP). O TRE-RN e o TSE concederam liminares e recursos ao longo do mandato que mantiveram Beto Rosado no cargo por toda a legislatura (veja AQUI).

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domingo - 04/10/2026 - 23:14h
Senado

Samanda supera Zenaide e Styvenson passa de 1 milhão de votos

Styvenson passou de um milhão de votos e Samanda teve maioria de 5.765 sobre Zenaide (Fotos: Agência Senado/Reprodução)

Styvenson passou de um milhão de votos e Samanda teve maioria de 5.765 sobre Zenaide (Fotos: Agência Senado/Reprodução)

Uma acirrada disputa pela segunda vaga ao Senado, neste domingo (4) de eleições, acabou com desfecho favorável à Samanda de Lula (PT). Mossoroense, mas vereadora em Natal em seu primeiro mandato, ela foi eleita após superar a favorita senadora Zenaide Maia (PSD) e o Coronel Hélio (PL), seus principais opositores.

A maioria de Samanda de Lula, ou Samanda Alves (seu nome próprio), sobre Zenaide Maia, foi de apenas 5.765 votos.

Styvenson Valentim (Podemos), senador que tentava a reeleição, não teve susto algum. Ganhou com folga. Obteve mais de um milhão de votos. Sua primeira suplente é Kelly Valentim (Podemos), e a segunda suplente, Milena Galvão (PSDB).

Sua primeira suplente é vereadora mossoroense Plúvia Oliveira (PT), e o segundo suplente, Oswaldo Negrão (PCdoB).

Senado – Votação final

Styvenson Valentim (Podemos) – 1.055.000 votos (29,25%)

Samanda de Lula (PT) – 635.924 votos (17,63%)

Zenaide Maia (PSD) – 630.159 votos (17,47%)

Coronel Hélio (PL) – 620.354 votos (17,20%)

Rafael Motta (PDT) – 510.674 votos (14,16%)

Tércio Tinoco (UB) – 102.834 votos (2,85%)

Sandro Pimentel (Psol) – 22.237 votos (0,62%)

Sônia Godeiro (Psol) – 14.338 votos (0,40%)

Professor Guilherme (UP) – 5.511 votos (0,15%)

Rosália Fernandes (PSTU) – 3.795 votos (0,11%)

Luciana Mandu (PSTU) – 2.486 votos (0,07%)

Clóvis Costa (Agir) – 1.796 votos (0,05%)

Gari Wendell Batista (Agir) – 1.698 votos • 0,05%

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 04/10/2026 - 23:02h
Presidência

Flávio vence Lula, mas segundo turno definirá eleição

Números colocaram Flávio à frente do presidente Lula (Fotos: Ricardo Stuckert/Vittor Sales)

Números colocaram Flávio à frente do presidente Lula (Fotos: Ricardo Stuckert/Vittor Sales)

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno da eleição presidencial de 2026. Com 99,78% das urnas apuradas neste domingo (04), Flávio teve 47,08%, enquanto o atual presidente recebeu 45,10% dos votos válidos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Como nenhum candidato alcançou mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, excluídos os votos brancos e nulos, a eleição para presidente será decidida no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Lula disputa a reeleição ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Flávio tem como candidato a vice o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).

A disputa coloca frente a frente o atual presidente e o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula tenta conquistar um quarto mandato à frente do governo federal, enquanto Flávio disputa pela primeira vez a Presidência da República.

Atualização de postagem (06h24 – 05/10/2026)

Votação final

Flávio Bolsonaro (PL) – 56.104.503 votos (47,03%)

Lula (PT) – 53.879.538 votos (45,16%)

Escritor Augusto Cury (Avante) – 3.448.569 votos (2,89%)

Renan Santos (União) – 2.675.887 votos (2,24%)

Ronaldo Caiado (PSD) – 2.605.148 votos (2,18%)

Romeu Zema (Novo) – 326.488 votos (0,27%)

Samara (UP) – 122.911 votos (0,10%)

Hertz Dias (PSTU) – 43.103 votos (0,04%)

Clariana Barão (DC) – 40.043 votos (0,03%)

Edmilson Costa (PCB) – 22.693 votos (0,02%)

Veterinário Wilson Grassi (Democrata) – 16.881 votos (0,01%)

Rui Costa Pimenta (PCD) – 15.024 votos (0,01%)

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Categoria(s): Política
domingo - 04/10/2026 - 22:50h
Governo do RN

Allyson Bezerra e Cadu de Lula vão para o segundo turno

Allyson e Cadu terão embate novo nas urnas dia 25 deste mês (Fotomontagem do BSV)

Allyson e Cadu terão embate novo nas urnas dia 25 deste mês (Fotomontagem do BSV)

A apuração dos votos no Rio Grande do Norte ainda não está concluída, às 22h16 deste domingo (04). Mas com 99,99% dos votos apurados, os números definiram que Allyson Bezerra (UB) e Cadu de Lula (PT) vão disputar o segundo turno. Álvaro Dias (PL) ficou na terceira colocação.

A maioria de Allyson sobre Cadu está em 15.532 votos. Ele tem 733.738 votos (36,94%) e Cadu soma 718.206 votos (36,16%).

Álvaro ficou em terceiro lugar e até o percentual de 99,99% dos votos apurados, ele tinha totalizado 530.484 votos (26,71%).

Depois atualizaremos todos os números.

Segundo turno

O segundo turno das eleições de 2026 está marcado para o dia 25 de outubro de 2026, com votação das 8h às 17h. Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV começa em 9 de outubro e segue até o dia 23.

Atualização de postagem (03h24 – 05/10/2026)

Votação ao Governo do Estado

Allyson Bezerra (UB) – 733.809 votos (36,94%)

Cadu de Lula (PT) – 718.300 votos (36,16%)

Álvaro Dias (PL) – 530.580 votos (26,71%)

Arinalda do MLP (UP) – 1.466 votos (0,07%)

Dário Barbosa (PSTU) – 1.388 votos (0,07%)

Godeiro Linhares (DC) – 464 votos (0,02%)

Rodrigo de Bolsonaro (Agir) – 434 votos (0,02%)

*Henrique Lyra (PCO) – 227 votos (0,01%)

Brancos – 105.390 (4,86%)
Nulos – 94.624 (4,37%)
Válidos – 1.967.700 (90,77%)
Abstenções – 488.493 (18,39%)
Quociente eleitoral – 245.962

*Os votos de Henrique Lyra estão sub judice. Portanto, estão anulados.

**A maioria de Allyson Bezerra sobre Cadu de Lula foi de 15.509 votos.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 04/10/2026 - 17:00h
Votos

Meus candidatos nas eleições deste 4 de outubro de 2026

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Como faço há algumas décadas, sempre listo nomes dos candidatos que escolho para o voto. Agora, neste domingo (4 de outubro), não é diferente.

Vamos lá.

Presidente da República – Lula da Silva (PT)

Governador do RN – Allyson Bezerra (UB)

Senadora – Samanda Alves (PT)

Senadora – Zenaide Maia (PSD)

Deputado federal – John Kenneth (SDD)

Deputada estadual – Cínthia Raquel (UB)

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domingo - 04/10/2026 - 12:34h
Eleições 2026

Acompanhe apuração de votos a presidente e nos estados

Decisão de retotalização foi tomada no âmbito do TSE (Foto ilustrativa)

Votação e apuração têm sequência encadeada (Foto ilustrativa)

Acesse diretamente a página de apuração da disputa presidencial, nos estados e DF, serviço oferecido pelo G1 e UOL, que é replicado pelo BCS:

Veja corrida presidencial AQUI.

Veja especificamente o RN AQUI., com voto a voto de todos os candidatos majoritários e proporcionais.

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  • Art&C - PMM - Iluminação - Outubro de 2026
domingo - 04/10/2026 - 10:26h
Eleições 2026

Saiba como consultar seu local de votação

Arte produzida pelo TRE-RN

Arte produzida pelo TRE-RN

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) disponibiliza endereço para consulta, na Internet, quanto aos locais de votação, neste domingo (dia 2 de outubro).

disponibilizou, em seu site, um acesso rápido para consulta, por município, aos dados das seções eleitorais que tiveram seus locais de votação alterados para as Eleições de 2026. Os eleitores podem conferir todas as informações de seu local de votação na aba “Serviços” do site do TRE-RN. Os dados também podem ser consultados pelo aplicativo e-título. 

Os locais de votação podem ter sido alterados em função de solicitações feitas por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, voto em trânsito ou transferência temporária de seção, à qual servidores como agentes de segurança pública, mesários, agentes penitenciários, juízes e promotores têm direito por estarem em serviço no dia da eleição. 

Para acessar o novo local de votação pelo aplicativo, é necessário que o aplicativo esteja habilitado.  Após a habilitação, basta acessar a tela inicial e atualizar os dados cadastrais. O sistema mostra automaticamente o endereço da seção e a zona eleitoral correspondente. O e-título é gratuito e está disponível para Android e IOS. 

Pelo site, o eleitor deve seguir os seguintes passos: acessar a aba “serviços”, na opção “alteração no local de votação”, e informar o município e clicar em “pesquisar”. O site informa, então, quais locais de votação foram alterados em cada zona eleitoral, com endereço e número de seções de cada local.  

O TRE recomenda a verificação do local de votação com antecedência, especialmente para aqueles eleitores que solicitaram a mudança do local de votação ou voto em trânsito. Os eleitores que vão utilizar o e-título para verificação dos locais de votação precisam habilitar o aplicativo até a véspera do 1º turno, o sábado, 3 de outubro.

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domingo - 04/10/2026 - 08:00h

Abaixo as pesquisas

Por Marcelo Alves

Arte ilustrativa exclusiva, com recursos de IA, para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva, com recursos de IA, para o BCS

Pesquisas sobre a popularidade do nosso Supremo Tribunal Federal pululam nos últimos dias. A revista Veja, na sua página web, ressalta “A dura avaliação dos eleitores sobre o Supremo Tribunal Federal, segundo pesquisa. Quase metade dos brasileiros avalia como negativo o trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo uma pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado, 26. O índice é o mais alto da série histórica, iniciada em 2019. Para fazer o levantamento, foram ouvidos 2.002 eleitores, gerando um documento com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%”. Já o site G1 anota: “Datafolha: 76% dizem que ministros do STF têm poder demais. Pesquisa divulgada neste sábado (12) mediu também o impacto da crise que afeta o STF: 77% dizem concordar com a afirmação de que ‘as pessoas acreditam menos no STF agora do que no passado’”.

Correlacionado a isso, direta ou indiretamente, nunca as decisões judiciais no Brasil foram tão criticadas, por profissionais do direito ou por leigos em geral (nas ruas, nas tais redes sociais e por aí vai), como estão sendo hoje. E isso é muito mais do que péssimo!

Confesso a vocês que tenho uma opinião peculiar sobre essa tal “popularidade” do Poder Judiciário. Não me agradam essas pesquisas, independentemente dos resultados. Juízes ou ministros não devem necessariamente ser populares. Não devem procurar ser populares. Não devem decidir buscando ser populares. Definitivamente, não. Até porque o Poder Judiciário, muitas vezes, e esse é um dos seus papéis, deverá ser contramajoritário. A sua popularidade ou aceitação popular das suas decisões, que depende de vários fatores, é apenas uma (boa) consequência.

Na verdade, não desconheço que a legitimidade das decisões judiciais está em alto grau relacionada à aceitação delas pela opinião pública (mas acho equivocado simplesmente identificar uma coisa com a outra). Acredito também que a sociedade como um todo – além das partes, dos seus advogados e dos demais atores envolvidos na lide específica – é uma das destinatárias das motivações das decisões judiciais, podendo ela assim verificar se as decisões do Poder Judiciário são pautadas pelo direito ou se são fruto de arbítrio dos julgadores. E também reconheço que as decisões judiciais que ofendem o senso comum acabam, a longo prazo, não sobrevivendo ao tempo e à crítica geral.

Todavia, se “a autoridade da Justiça é moral, sustenta-se pela moralidade das suas decisões”, como queria o nosso Rui Barbosa (1849-1923), se a “majestade dos tribunais assenta na estima pública”, como disse o mesmo Rui, penso que essa moralidade e essa estima têm de vir naturalmente, com o tempo e com o exemplo, e não como um fim em si mesmo.

Essas observações nos trazem sempre de volta à necessária complementaridade entre o Estado de Direito e a democracia. Se a democracia é o governo da maioria, o Estado de Direito consagra a supremacia da Constituição e das leis do país e o respeito aos direitos fundamentais. A regra da maioria ou da democracia só se legitima se respeitados, na forma da lei e da Constituição, mesmo em desfavor da turba, os direitos de todos, inclusive os das minorias.

Em resumo, em tempos tão difíceis, reafirmo o que disse outrora: não se deve simplesmente decidir em conformidade com a opinião pública. Nem muito menos manipulá-la! Pelo contrário, a maior legitimidade das decisões judiciais virá naturalmente se houver a obediência a determinados valores (estabilidade, previsibilidade, igualdade, transparência, celeridade etc.), o respeito a uma teoria de precedentes vinculantes e com a expressa fundamentação dessas decisões na Constituição e nas leis do país, fornecendo-nos, assim, uma Justiça verdadeiramente legítima e consensual.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e mestre em Direito pela PUC/SP

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 04/10/2026 - 07:00h

Cine Cid

Por Bruno Ernesto

Padre Cícero e Benjamin no sertão brasileiro e na tela de cinema (Foto: do autor da crônica)

Padre Cícero e Benjamin no sertão brasileiro e na tela de cinema (Foto: do autor da crônica)

A programação do Cine Cid, conduzido pelo BNB Cultural em Mossoró, tem se mostrado cada vez mais inclusiva; tanto para o público quanto para quem produz os filmes.

Ninguém – exceto os pré-adolescentes e os adolescentes – suporta mais cinema comercial, praticamente dominado pelos péssimos filmes americanos, uma cultura que em nada agrega.

Nesta última sessão, “Lampião, Governador do Sertão”, me trouxe à memória um personagem que sempre me instigou, mesmo sem ser cangaceiro.

Quase ninguém se atenta aos personagens históricos coadjuvantes que circundavam o Sertão nordestino do primeiro quartel do século XX.

Falar sobre o cangaço e religiosidade naquela época, inevitavelmente direciona para os dois mais conhecidos e populares protagonistas : Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e Cícero Romão Batista, Padre Cícero.

Um desses personagens foi Benjamin Abrahão, o imigrante libanês que eternizou em papel e filme e, para a história, o elo entre esses dois personagens.
Os únicos registros de imagens do bando de Lampião em seu habitat foi feito por ele, com as bençãos de Padre Cícero, que serviu como fiador dessa aproximação e interação com o grupo.

O pesquisador e escritor Frederico Pernambucano de Mello, resgatou a história de Benjamin Abrahão em sua obra “Benjamin Abrahão: entre Padre Cícero e Lampião”, já em segunda edição pela editora Companhia Editora de Pernambuco, um registro monumental desse convívio e proximidade com os cangaçeiros, meticulosamente registrado em sua caderneta de campo, fotos e raríssimos vídeos, único a filmar o bando.

Benjamin Abrahão teve, tanto uma vida, quanto uma morte intensa. Vale a pena a leitura.

Aliás, também muito interessante é o filme “Baile perfumado”, dirigido por Paulo Caldas e Lírio Ferreira, uma interessante história da vida do mascate libanês.

Os estudiosos do cangaço, certamente ganharam muito com os registros históricos de Benjamin Abraão, o que merece mais pesquisas e divulgação, pois o simples fato de ter filmado o bando, produziu um imenso conteúdo para os eles próprios aprofundarem os conhecimentos sobre este fenômeno.

Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor e presidente do Instituto Histórico e Geográfico de -Mossoró – IHGM @ihgmossoro

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Categoria(s): Crônica
domingo - 04/10/2026 - 04:02h
Eleições 2026

Saiba a ordem dos votos na urna eletrônica

Ilustração de Caio Gomez/CB/D.A Press)

Ilustração de Caio Gomez/CB/D.A Press)

Nas eleições gerais neste 4 de outubro, os eleitores registrarão seis escolhas na urna eletrônica: pela ordem, deputado federal, deputado estadual (distrital, apenas no caso do Distrito Federal), dois senadores, governador e presidente da República. A votação ocorrerá das 8h às 17h (horário de Brasília), sendo garantido o direito de votar a quem estiver na fila no momento do encerramento.

A jornada na cabine individual tem início logo após a identificação oficial do eleitor, realizada pela mesa receptora mediante apresentação do título eleitoral ou do aplicativo e-Título, ou um documento oficial com foto. Serão aceitos carteira de identidade (RG), identidade social, passaporte ou outro documento de valor legal equivalente, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho e carteira nacional de habilitação.

A sequência de votação é determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e apresentada automaticamente pela urna eletrônica. A ordem inicia-se com o voto para deputado federal (quatro dígitos) e prossegue para deputado estadual ou distrital (cinco dígitos). Em seguida, o eleitor deve digitar os números para as duas vagas em disputa para o Senado Federal (três dígitos cada). O processo é finalizado com as escolhas para governador (dois dígitos) e presidente da República (dois dígitos).

Após a digitação de cada número, a tela exibe a foto, o nome completo, o cargo e o partido do candidato. Desde o pleito de 2022, o equipamento conta com uma pausa de segurança: a tecla “Confirma” permanece inativa por um segundo enquanto é exibida a mensagem “Confira seu voto”. O mecanismo foi desenvolvido para evitar confirmações precipitadas e permitir a verificação atenta dos dados do candidato.

Tecla verde

Se a tecla verde for pressionada durante esse intervalo de segurança, o comando será ignorado pelo sistema, bastando ao eleitor acioná-la novamente após o destravamento. O TSE esclarece que não é necessário aguardar por nenhuma mensagem adicional de confirmação, devendo o cidadão aproveitar a breve pausa apenas para conferir a imagem e os dados exibidos na tela.

Para facilitar o processo e reduzir o tempo de permanência na cabine, a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor leve uma anotação em papel — a tradicional “cola eleitoral” — com os números dos candidatos organizados na ordem exata da votação. O TSE destaca que dados históricos de eleições anteriores servem apenas como referência, uma vez que a duração do procedimento varia de acordo com cada cidadão.

A votação é encerrada assim que a última confirmação é registrada para o cargo de presidente da República. Ao final do horário regulamentar, a urna eletrônica emite o Boletim de Urna (BU), documento público impresso que detalha o total de votos registrados na seção e assegura a transparência e a auditabilidade do processo eleitoral.

Fonte: Agência Senado

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Categoria(s): Política
  • Art&C - PMM - Iluminação - Outubro de 2026
domingo - 04/10/2026 - 03:40h
Eleições 2026

Saiba o que pode e o que não pode neste dia de votação

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Chegou a hora! Neste domingo, 4 de outubro, mais de 158 milhões de brasileiros e brasileiras vão às urnas em todo o país para escolher presidente da República e governadores, senadores (duas vagas) e deputados federais, além de deputados estaduais e distritais. Mas você sabe o que pode e o que não pode no dia das eleições? O Ministério Público (MP) Eleitoral acompanha de perto o dia de votação para assegurar o cumprimento das normas eleitorais, evitar abusos e garantir a liberdade de voto do eleitor.

Fique ligado nas regras e nas principais orientações:

🕐 Atenção para o horário da votação

Neste ano, o horário de votação foi unificado por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As seções eleitorais de todo o país vão funcionar das 8h às 17h no horário de Brasília.

Os eleitores precisam chegar nas seções dentro do horário estabelecido, antes do encerramento da votação. Se o período terminar e ainda houver pessoas na fila, serão distribuídas senhas para que ninguém fique sem votar.

🪪 Documento de identificação em mãos

Antes de sair de casa, confira se você está levando um documento oficial com foto. As seções eleitorais aceitam carteira de identidade, carteira de motorista, passaporte, carteira profissional reconhecida por lei, carteira de trabalho e certificado de reservista como documento de identificação, mesmo que a data de validade tenha expirado. Certidão de nascimento ou de casamento e carteira de trabalho digital não podem ser usadas.

O eleitor também pode apresentar o e-Título, desde que apareça sua foto na tela. O e-Título é o aplicativo do TSE que, além do título de eleitor digital, oferece informações sobre o local de votação e permite a justificativa online em caso de falta. Disponível para IOS e Android, o sistema é gratuito e acessível a pessoas com deficiência visual, baixa visão ou daltônicas.

👕Camisetas, broches e adesivos estão autorizados

Eleitores e eleitoras podem manifestar sua preferência no dia da votação, de forma individual e silenciosa, com o uso de camisetas, bandeiras, broches e adesivos do candidato, partido ou coligação. Já a aglomeração de pessoas com roupas padronizadas está proibida, assim como o uso de instrumentos de propaganda que caracterizem manifestação coletiva, com ou sem carro de som.

Vale lembrar que os servidores e servidoras da Justiça Eleitoral, mesárias e mesários e outras pessoas que estejam trabalhando nas eleições não podem usar peças de roupa ou adereços que indiquem preferência ou contenham propaganda eleitoral de partido, coligação, federação, candidata ou candidato.

🚫 Cuidado com a boca de urna e com a propaganda ilegal

Alto-falantes e amplificadores de som, comícios, passeatas e carreatas estão proibidos no dia da eleição. Fazer boca de urna, distribuir camisetas, abordar pessoas a caminho das seções para pedir voto são condutas consideradas crimes eleitorais, que podem levar à prisão, assim como derramar santinhos na porta das seções eleitorais (conhecido como voo da madrugada) ou distribuir qualquer tipo de propaganda.

Alto-falantes e amplificadores de som só podem ser usados até a véspera da eleição. O mesmo vale para a distribuição de material gráfico, caminhadas, carreatas ou passeatas, acompanhadas ou não por carro de som ou minitrio, autorizadas até as 22h do sábado.

Na internet, é vedado publicar ou impulsionar novos conteúdos de 48 horas antes a 24 horas depois das eleições, mesmo se a contratação tiver sido realizada antes desse prazo. Nenhum post, story ou publicação de campanha nas redes sociais pode entrar no ar no dia da votação, mas as postagens publicadas anteriormente podem ser mantidas e não precisam ser apagadas.

No caso de conteúdos feitos com inteligência artificial, a publicação, a republicação ou o impulsionamento estão proibidos das 72 horas antes até as 24 horas depois da votação. Todas essas condutas são consideradas crimes, com penas de detenção de seis meses a um ano e multas de até R$ 15,9 mil.

🗳️Na cabine de votação

Celulares, máquinas fotográficas, filmadoras, equipamento de radiocomunicação e outros não podem entrar nas cabines de votação, ainda que estejam desligados. O objetivo é assegurar o direito do eleitor ao sigilo do voto.

O TSE determina que os aparelhos sejam depositados em local próprio, à vista dos mesários e do presidente da mesa. Se o eleitor se recusar a entregar o equipamento, não poderá entrar na cabine. Os mesários podem, inclusive, acionar a polícia para as providências cabíveis, além de registrar o fato em ata e comunicar ao juiz eleitoral.

Os eleitores podem levar para a cabine a chamada “colinha eleitoral”, com o número dos candidatos em que deseja votar, para facilitar na hora de registrar o voto. Na urna eletrônica, a ordem de votação será: deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente da República. Lembrando que o voto é secreto e que o sistema de votação impede que outras pessoas saibam em quem você votou.

🚌 Transporte de eleitores

No dia da eleição é proibido fornecer transporte, seja veículo ou embarcação, a eleitores com finalidade eleitoral. Isso é crime e vale para partidos, federações, coligações ou qualquer pessoa. A regra busca impedir que o deslocamento até os locais de votação seja utilizado para influenciar a escolha do eleitor. Quem descumprir está sujeito a penas que podem variar de 4 a 6 anos de prisão, além de multa.

Para garantir que as pessoas cheguem ao local de votação no dia da eleição, o Poder Público e a Justiça Eleitoral disponibilizam transporte gratuito. O transporte coletivo urbano e intermunicipal deve ser oferecido gratuitamente pelo poder público, com a mesma frequência de um dia útil. Táxis e serviços de aplicativo podem funcionar normalmente, desde que não sejam fretados especificamente para levar eleitores.

♿ Como é o acesso de pessoas com deficiência?

Eleitores e eleitoras com deficiência têm à disposição uma série de recursos para assegurar seu direito ao voto. As urnas eletrônicas contam com ferramentas como sistema de áudio com voz sintetizada, fone de ouvido descartável fornecido pela Justiça Eleitoral, identificação tátil da tecla 5, teclado em braille e intérprete de Libras exibido no canto inferior da tela para auxiliar pessoas surdas durante a votação. O TSE também assegura o uso de outras tecnologias assistivas, desde que não prejudiquem o sigilo do voto.

As pessoas com deficiência têm prioridade para votar e podem entrar na cabine com um acompanhante da sua escolha, mesmo que não tenham feito o pedido de forma antecipada à Justiça Eleitoral. Cães-guia são admitidos nas seções eleitorais. Os eleitores com mobilidade reduzida contam ainda com transporte especial no dia da eleição, desde que tenham feito o pedido dentro do prazo aberto pelo TSE.

👵Quem vota primeiro?

Conforme as regras do TSE, no dia da eleição, votam em primeiro lugar candidatos e candidatas, juízes eleitorais e auxiliares, promotores eleitorais e servidores da Justiça Eleitoral, uma vez que estão de serviço, além de militares e agentes de segurança em trabalho no pleito, idosos com mais de 60 anos, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, gestantes e lactantes, pessoas doentes, entre outras prioridades legais.

A prioridade é concedida por ordem de chegada na fila, com exceção dos idosos com mais de 80 anos, que passam na frente de todos. Depois desses grupos, é a vez dos doadores de sangue, desde que apresentem comprovante da doação com validade de 120 dias. A preferência é extensiva aos acompanhantes dessas pessoas, ainda que eles votem em seção eleitoral diferente.

🧐E se eu presenciar alguma irregularidade?

O Ministério Público Eleitoral fiscaliza todo o processo para evitar situações irregulares como propaganda não autorizada e aliciamento de eleitores, por exemplo. Denúncias podem ser enviadas pelo MPF Serviços.

Além disso, no dia da votação, qualquer pessoa pode comunicar às autoridades fatos que possam comprometer a liberdade do voto, a igualdade entre concorrentes ou o cumprimento das normas eleitorais. A queixa pode ser direcionada a policiais, membros do Ministério Público Eleitoral, Corregedoria-Geral Eleitoral, Corregedoria Regional Eleitoral ou juiz eleitoral.

⚠️ Ausência e justificativa

Se você não conseguir participar das eleições, pode apresentar justificativa para a falta no mesmo dia do pleito, das 8h às 17h, de três formas diferentes: pelo aplicativo e-Título, nos locais de votação e nas mesas especiais de justificativa instaladas nos locais divulgados pelos TREs e pelos Cartórios Eleitorais. Nos dois últimos casos, é preciso imprimir, preencher e entregar o requerimento de justificativa eleitoral disponível na página do TSE, além de apresentar documento de identificação. Já pelo e-Títuto, a justificativa é feita online.

A vantagem de justificar no mesmo dia é que o eleitor não precisa apresentar nenhum documento para comprovar o motivo da ausência. Também é possível justificar a ausência em até 60 dias após cada turno das eleições, tanto via internet quanto presencialmente, mas o eleitor deve apresentar documento que comprove o motivo da falta.

🔎 Por dentro das regras

O Ministério Público Federal (MPF) publicou, ao longo deste ano, matérias para ajudar a população a entender o trabalho da instituição na fiscalização do processo eleitoral. A série Por Dentro das Regras explica quais são as normas previstas nas leis e nas resoluções do TSE que devem ser seguidas pelos candidatos, partidos e eleitores. Já a série Me Explica, MPF! traduz os conceitos mais usados no meio jurídico relacionados à disputa eleitoral.

O MP Eleitoral é composto por integrantes do MPF e dos Ministérios Públicos Estaduais. Eles são responsáveis por fiscalizar o cumprimento das normas relacionadas às eleições, com o objetivo de evitar abusos, assegurar o equilíbrio da disputa e a livre escolha do eleitor. Confira a cartilha Por Dentro das Eleições 2026 para saber mais sobre esse trabalho.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
domingo - 04/10/2026 - 02:28h
TRE-RN)

Saiba como justificar a ausência nas Eleições 2026

Arte ilustrativa da própria Justiça Eleitoral

Arte ilustrativa da própria Justiça Eleitoral

As Eleições Gerais 2026 são hoje. O 1º turno ocorre neste dia 4 de outubro, e o 2º turno, se houver, em 25 de outubro. Quem estiver fora do domicílio eleitoral no dia da votação deverá justificar a ausência em cada turno em que não comparecer, informa o Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE/RN).

A justificativa pode ser apresentada no próprio dia da eleição pelo aplicativo e-Título ou por meio do Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE). O formulário deve ser preenchido e entregue nas mesas receptoras de votos ou de justificativas instaladas para essa finalidade, nos locais divulgados pelos tribunais regionais eleitorais e pelos cartórios eleitorais.

Não é necessário apresentar documentos que comprovem o motivo da ausência quando a justificativa é feita no dia da votação. Quem optar pelo RJE deverá apresentar também um documento oficial de identidade com foto.

A justificativa é válida exclusivamente para o turno em que a eleitora ou o eleitor não compareceu por estar fora do domicílio eleitoral. Portanto, é necessário apresentar um requerimento para cada turno de votação não realizado, respeitando os requisitos e prazos correspondentes.

A eleitora ou o eleitor pode justificar a ausência às eleições quantas vezes forem necessárias. No entanto, a ausência a três eleições consecutivas, considerando cada turno como uma eleição, sem o pagamento das multas correspondentes ou a apresentação de justificativas poderá resultar no cancelamento da inscrição eleitoral.

Pós-eleição 

Quem não apresentar a justificativa no dia da votação poderá fazê-la em até 60 dias após cada turno. O procedimento está disponível pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral – Título Net, nos portais da Justiça Eleitoral, ou presencialmente, em qualquer cartório eleitoral.

Para as Eleições 2026, os prazos são:

Até 3 de dezembro de 2026: ausência no 1º turno, realizado em 4 de outubro.

Até 8 de janeiro de 2027: ausência no 2º turno, realizado em 25 de outubro, se houver.

Independentemente do canal escolhido, o requerimento apresentado após a eleição deverá ser acompanhado de documentos que comprovem o motivo da ausência. A documentação será analisada pela autoridade judiciária da zona eleitoral responsável pelo título.

Se a justificativa for aceita, o registro será feito no histórico do título eleitoral. Caso seja recusada, será necessário pagar a multa eleitoral.

Eleitorado no exterior 

Eleitoras e eleitores que vivem no exterior podem justificar a ausência à votação pelo e-Título ou nas mesas receptoras de votos instaladas no exterior que funcionem com urna eletrônica.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 04/10/2026 - 01:30h

Crime organizado e democracia

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa exclusiva, com recursos de IA, para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva, com recursos de IA, para o BCS

Hoje é dia de eleição. Após uma campanha eleitoral na qual os candidatos apresentaram as suas propostas e, sobretudo, digladiaram-se nas redes sociais, o eleitor terá a oportunidade de exercer o direito ao sufrágio. E mais: saberemos quais os institutos de pesquisa merecem credibilidade.

Com efeito, muitos são os desafios a serem enfrentados neste país. A bem da verdade, a carência na saúde, na educação, na segurança pública, a falta de obras estruturantes e o desequilíbrio fiscal são problemas crônicos que, há muito, precisam de resolução.

No entanto, outro grande desafio que necessita de uma atenção especial e, principalmente, de ações firmes por parte dos governantes, é o combate ao crime organizado. Nesse sentido, o doutor Fernandes Neto, advogado militante na seara eleitoral do estado do Ceará, em livro que tem o título deste artigo, debruçou-se sobre o tema, trazendo a lume um denso trabalho de pesquisa.

No tocante a sobredita obra, bem prefaciou o procurador regional da República, Luiz Carlos dos Santos Gonçalves: “o cenário descrito por Fernandes Neto é alarmante: com cerca de 2.800 municípios sob influência faccional e uma percepção social de presença criminosa que alcança mais de 68 milhões de brasileiros, o crime organizado deixou de ser um problema estritamente policial para se tornar um desafio à legitimidade democrática. O autor demonstra com rigor estatístico o descompasso estrutural entre o tempo da justiça criminal e o ciclo eleitoral: enquanto um processo por organização criminosa leva, em média, 880 dias para transitar, um mandato eletivo pode ser integralmente exercido sob a sombra do patrocínio ilícito”.

A violência no Brasil vem amedrontando a sociedade. Não há tranquilidade social na maioria das cidades brasileiras. É um grave problema. O crime organizado se infiltrou, de igual modo, na maioria das instituições, de norte a sul do país, tornando imperiosa a adoção de medidas firmes por parte do Estado brasileiro.

Sobre o tema, escreveu o mencionado advogado:

“A infiltração do crime organizado no processo político-eleitoral constitui um dos desafios mais prementes das democracias contemporâneas, e o Brasil experimenta, nas últimas décadas, uma escalada que supera qualquer paralelo histórico no hemisfério ocidental. As facções criminosas e milícias transitaram da condição de grupos de atuação marginal e circunscrita para a de agentes de influência política e de captura institucional, dotados de estatutos internos formalizados, hierarquias consolidadas e estratégias deliberadas de inserção no processo representativo. Esse fenômeno exige respostas jurídico-eleitorais que o ordenamento brasileiro ainda não desenvolveu de forma sistemática” (…).

Como se vê, a situação reclama uma pronta resposta estatal. Este texto, vale dizer, não tem como explicitar os temas descritos no aludido livro, ante a complexidade das questões abordadas pelo autor da obra.

De toda forma, esperamos que os nossos futuros representantes, eleitos no dia de hoje e em um eventual segundo turno, possam enfrentar o problema com a seriedade e a urgência que a situação requer.

Odemirton Filho é oficial de justiça

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Categoria(s): Artigo
sábado - 03/10/2026 - 23:48h

Pensando bem…

“Uma pergunta prudente é metade da sabedoria.”

Francis Bacon

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 03/10/2026 - 23:36h
Natal

Da Zona Norte às Rocas, Allyson faz a Carreata do Azulão

Da manhã à noite deste sábado, Carreata do Azulão percorreu Natal (Fotomontagem do BCS)

Da manhã à noite deste sábado, Carreata do Azulão percorreu Natal (Fotomontagem do BCS)

Allyson Bezerra (4), candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pela Coligação Esperança e Trabalho, passou o sábado (3) nas ruas de Natal com a Carreata do Azulão (veja Vídeo AQUI). Ao lado do seu vice, Hermano Morais (MDB), pela manhã, a caravana percorreu a Zona Norte a partir da Avenida Pirassununga. À tarde, voltou à região para um percurso ainda maior, que levou o 44 até a Zona Leste da capital.

A concentração da tarde aconteceu na Praça do Conjunto Santa Catarina, de onde o comboio partiu para percorrer as principais avenidas e ruas da região, ao som do jingle da campanha e com moradores nas calçadas acompanhando a passagem do candidato e do vice, Hermano. Durante todo o trajeto, Allyson desceu do carro diversas vezes para abraçar e conversar com quem esperava na porta de casa.

A carreata passou pelo Ginásio Nélio Dias, no Gramoré, e depois atravessou a Ponte Newton Navarro rumo às Rocas, levando a festa azul para o outro lado do rio Potengi.

Da região mais populosa da capital a um dos bairros mais tradicionais da cidade, Allyson foi recebido em clima de festa na reta final da campanha, na véspera da votação deste domingo (4).

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Categoria(s): Política
sábado - 03/10/2026 - 23:02h
Em Natal

Cadu de Lula encerra campanha na Avenida Roberto Freire

Cadu esteve ao lado de Fátima Bezerra no fim da programação (Foto: Assessoria)

Cadu esteve ao lado de Fátima Bezerra no fim da programação (Foto: Assessoria)

A campanha de Cadu de Lula (PT) ao Governo do Estado foi fechada à noite deste sábado (3), em Natal.

Passeata e corpo a corpo marcaram a programação.

A Avenida Engenheiro Roberto Freire, na Zona Sul da cidade, foi o principal foco da programação.

Durante o percurso, Cadu contou com a companhia dos candidatos ao Senado, Rafael Motta (PDT) e Samanda de Lula (PT); de candidatos a deputado federal e estadual, além da governadora Fátima Bezerra (PT).

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