quinta-feira - 23/09/2021 - 06:18h
Câmara Federal

Possível disputa entre Larissa e Beto angustia ainda mais o rosalbismo

Em 2018, "unidos", grupos negociaram meios para que se evitasse choque; em 2022, é diferente

A possibilidade crescente e iminente de que a ex-deputada estadual e atual vereadora, Larissa Rosado (PSDB), concorra a uma vaga à Câmara Federal (veja AQUI), amplifica mais ainda a dificuldade à reeleição do primo e hoje adversário Beto Rosado (PP). Vão concorrer no mesmo campo político e colégio eleitoral primário de ambos: Mossoró.

Adversários históricos por cerca de 30 anos, os grupos político-familiares de Larissa e de Beto fizeram um arranjo de “união” em 2016, em torno da campanha à Prefeitura de Mossoró da então ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP). O entendimento durou a curta existência da corrida eleitoral daquele ano até o fim do mandato da eleita, em dezembro do ano passado.

Em 2018, Beto contou com apoio satisfatório de Larissa e seu grupo; em 2022, não ((Foto: arquivo)

Em 2018, Beto contou com apoio satisfatório de Larissa e seu grupo; em 2022, não o terá ((Foto: arquivo)

Em 2018, na luta pela reeleição por seu segundo mandato de federal, Beto contou com o recuo da ex-deputada federal e mãe de Larissa, Sandra Rosado (PSDB), na pretensão propagada de candidatura à Câmara Federal (veja AQUI, AQUI, AQUI, AQUIAQUI e AQUI). O temor da época do seu sistema político era o mesmo que paira agora: embate por votos no mesmo espaço e campo geopolítico.

Àquele ano, vereadora, Sandra forçava o rosalbismo a casar a dobradinha Beto-Larissa (federal-estadual). Contudo, de verdade mesmo, a sua desistência (de uma pré-candidatura natimorta, que se diga) só beneficiou Beto Rosado, que se reelegeu, apesar de sub judice até hoje, graças a recurso de operação judicial.

Polarização fratricida

Larissa teve apoio meia-boca de Rosalba e seu esquema. Na apuração dos votos, não passou da segunda suplência em sua coligação. Não foi prioridade, ao contrário do primo, para conseguir vitória nas urnas.

Confirmando-se a candidatura de Larissa, ela e Beto Rosado podem ter uma polarização fratricida em reduzido contingente votante. Possível candidato governista do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade), o presidente da Câmara Municipal, Lawrence Amorim (Solidariedade), caminha para ocupar faixa própria e mais ampla no eleitorado, sem maiores obstruções, contando – se assim continuar – com a alta aprovação do governante (veja AQUI).

Allyson e Lawrence marcham em faixa própria e ampla (Foto: Arquivo/26-11-2018))

Allyson e Lawrence marcham em faixa própria e ampla (Foto: Arquivo/26-11-2018))

É pouco provável que Beto e Larissa repitam duelos que o clã Rosado fermentou no passado com candidatos à Câmara Federal de um lado e de outro, criando uma ‘rivalidade’ que fazia bem aos dois lados. Exemplo de 2010, só para ilustrar: o pai de Beto, Betinho Rosado (DEM, á época), teve vitória nas urnas com 109.627 votos no estado, enquanto Sandra Rosado (no PSB) conseguiu o mesmo êxito com 92.746 votos.

Em Mossoró, Betinho empalmou 32.245 votos (28,17%) e teve atrás de si a prima Sandra com 25.072 votos (21,9%). Ou seja, os dois somaram quase 50% dos votos válidos à Câmara Federal, no município.

A ‘Caldeira’

Nas eleições anteriores, em 2006, Betinho tinha totalizado 28.709 votos (25,43%) e Sandra chegou a 19.859 votos (17,59%)  em Mossoró.

Para 2022, sem o rosalbismo ser alimentado pela ‘caldeira’ da Prefeitura Municipal de Mossoró, o comum durante várias eleições, será bastante difícil Beto Rosado ultrapassar a barreira dos 16.241 votos (14,79%) recebidos em 2018 em sua terra natal. O rebaixamento pode se acentuar.

Larissa Rosado, que contabilizou com 17.753 votos (15,08%) a deputado estadual nesse mesmo pleito, é franca atiradora, não tendo muito a perder ao assumir uma missão partidária (PSDB).

O primo Beto e seu grupo, com certeza gostariam de rebobinar a história para contar com ela e Sandra Rosado de lado, mais uma vez. Foram úteis em 2016 e 2018.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
terça-feira - 24/08/2021 - 16:30h
Submundo

Rosalbista e comparsa envolvidos em furto de trator fazem acordo

Investigação da Defur resultou em inquérito denso e levou envolvidos a entendimento com MP

Para não se submeterem a processo judicial, que iria tramitar e caminharia provavelmente à condenação de ambos, Nivaldo Ferreira da Silva e Josenildo Leão firmaram “Acordo de não persecução penal” com a 8ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró, ocupada pelo promotor Paulo Carvalho Ribeiro.

Nivaldo fez acordo com Ministério Público, o que é admissão de envolvimento no furto qualificado (Foto: reprodução BCS)

Nivaldo fez acordo com Ministério Público, o que é admissão de envolvimento no furto qualificado (Foto: reprodução BCS)

Eles admitiram participação direta no furto qualificado do trator marca/modelo Budny, BDY-7540B, ano 2020, cor laranja.

O veículo da Prefeitura Municipal de Mossoró desapareceu do pátio da Secretaria Municipal da Agricultura (bairro Costa e Silva), no dia 9 de janeiro de 2021 (um sábado), segunda semana da gestão Allyson Bezerra (Solidariedade). Houve constatação do desaparecimento na segunda-feira (11).

No dia 14, uma quinta-feira, por volta de 19h15, equipe de investigação comandada pelo titular da Delegacia de Furtos e Roubos (DEFUR), bacharel Rafael Arraes, localizou o trator a 155 km de Mossoró, no município de Guamaré (veja AQUI).

Com o acordo, Nivaldo e Josenildo vão pagar, cada um, 5 (cinco salários mínimos), com parcelamento que podem chegar respectivamente a 15 e 12 meses. Assim, livram-se do pior.

Equipamento do município estava em Guamaré, em perfeito estado de conservação (Foto: cedida)

Equipamento do município estava em Guamaré, em perfeito estado de conservação (Foto: cedida)

História

Nivaldo é um velho conhecido na política mossoroense, como seguidor fiel e de confiança da cúpula do rosalbismo. Na gestão da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) que foi até o dia 31 de dezembro, do ano passado, era comissionado na justamente na Secretaria Municipal de Agricultura, desde a nomeação em 13 de novembro de 2017 para Chefe de Divisão, Símbolo CD.

Nivaldo era cargo comissionado justamente onde houve furto do trator (Reprodução BCS)

Nivaldo era cargo comissionado justamente onde houve furto do trator (Reprodução BCS)

Inclusive, Nivaldo Ferreira postou várias fotos há poucos meses, ao lado dos líderes Carlos Augusto Rosado-Rosalba (veja AQUI), que lhe visitaram em sua casa no dia 15 de maio.

Ele, posteriormente, acabou recebido por ambos.

O irônico desse enredo, é que logo que foi divulgado o furto, o deputado federal Beto Rosado (PP) utilizou suas redes sociais para cobrar o elucidamento do crime e criticar o prefeito por ser omisso em termos de segurança patrimonial.

“A notícia que o prefeito retirou os guardas municipais da proteção do patrimônio público, alertou os criminosos para uma ação como essa que foi feita”, disse (veja AQUI).

Aliado fiel, Nivaldo recebeu visita do casal e depois retribuiu o agrado (Fotomontagem BCS)

Aliado fiel, Nivaldo recebeu visita do casal e depois retribuiu o agrado (Fotomontagem BCS)

Apesar da rápida e eficiente ação policial, Beto não tocou mais no assunto. Hoje, tudo faz sentido. Seria atirar no próprio pé parabenizar a Polícia Civil por pegar seu colaborador político, Nivaldo, e o comparsa, mesmo não tendo – possivelmente – qualquer envolvimento com o caso,

Como foi o furto

O delegado Rafael Arraes colheu depoimento de que Nivaldo teria oferecido o trator à venda. Mas, ele acabou fechando negócio parcelado por R$ 80 mil, conforme o outro envolvido – Josenildo Leão – contou.

Josenildo pegou o veículo na Feira do Bode, área da Secretaria Municipal da Agricultura, mas Nivaldo não acompanhou a retirada dele do local. Apenas orientou como fazer para levá-lo.

De lá, por volta de 15h do sábado (9 de janeiro), o trator foi levado até Guamaré. Josenildo Leão dirigiu uma picape de pequeno porte como ‘batedor’, indo à frente, enquanto um amigo pilotava o veículo, sem saber se tratar de um furto.

No inquérito policial, ainda há depoimento de um amigo de Nivaldo Ferreira que é bastante delicado. Ao delegado, esse depoente assegurou que ouviu dele a afirmação de que “caso fosse preso iria acusar mais gente; e disse inclusive que havia político envolvido…”.

Para o delegado, é pouco provável que tenha acontecido comercialização ilegal do trator. Os dois – Nivaldo e Josenildo – foram sócios no furto qualificado.

Veja abaixo, vídeo em que o delegado Rafael Arraes explicou no dia 18 de janeiro como foi a rápida investigação e solução do furto do trator da municipalidade. Ele dá detalhes do trabalho policial e a sustentação comprobatória do que posteriormente apresentou no inquérito sob o número 0802956-97.2021.8.20.5106, na 2ª Vara Criminal da Comarca de Mossoró:

O que é o Acordo de Não Persecução Penal? – Trata-se de um instituto de caráter pré-processual, que  representante do Ministério Público e o investigado formalizam, quando a prática de infração penal é admitida e se identifica que aconteceu sem violência ou grave ameaça e com pena mínima inferior a 4 (quatro) anos.

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Categoria(s): Administração Pública / Política / Reportagem Especial / Segurança Pública/Polícia
quarta-feira - 18/08/2021 - 11:32h
Band Natal/Instituto Seta

Carlos Eduardo e Fábio Faria têm empate técnico ao Senado

Do Saiba Mais

A pesquisa divulgada pela Band Natal e realizada pelo Instituto Seta mostra empate técnico para o Senado, com Carlos Eduardo Alves (PDT) e Fábio Faria (PSD). O ex-prefeito de Natal teria 14,6%, enquanto o ministro das Comunicações de Bolsonaro aparece com 14,1%.

Fábio Faria e Carlos Eduardo tiveram recente encontro político (Foto: divulgação)

Fábio Faria e Carlos Eduardo tiveram recente encontro político (Foto: divulgação)

Um pouco atrás aparecem, também empatados, Rogério Marinho (sem partido) e a ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP), ambos com 8,8%.

O atual senador Jean Paul Prates (PT) teria 7,3%, tecnicamente empatado com Marinho e Ciarlini.

O empresário Haroldo Azevedo (sem partido) foi citado por 3% dos entrevistados. Ao todo 17% das pessoas consultados ainda não decidiram o voto enquanto 29,1% votariam em branco ou nulo.

A pergunta foi na modalidade Estimulada, quando as opções de nomes são apresentadas pelo entrevistador.

O Instituto SETA ouviu 1.500 pessoas entre os dias 8 e 10 de agosto no Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 2,9% para mais ou para menos.

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 28/07/2021 - 22:54h
Salários atrasados

Falta uma CPI, gente; só mais uma

No gestual com a mão direita, Robinson Faria - ainda no governo - parecia antecipar o que deixaria de herança de atraso salarial (Foto: arquivo)

No gestual com a mão direita, Robinson Faria – ainda no governo – parecia antecipar o que deixaria de herança de atraso salarial (Foto: arquivo)

Do Blog Tio Colorau

Duas CPIs tramitam na Assembleia Legislativa, uma da Arena das Dunas, que atinge o governo de Rosalba Ciarlini (PP); e a outra a da Covid-19, que atinge Fátima Bezerra (PT).

Estranhamente, nunca foi instalada uma CPI das 04 folhas não pagas. Merecia.

Nota do Blog Carlos Santos – Ô, se merecia, como merecia, meu caro.

Essa terceira alcançaria em cheio o ex-governador Robinson Faria (PSD), que entregou o Estado à Fátima com quase R$ 1 bilhão em dívidas apenas com salários.

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Categoria(s): Política
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sábado - 24/07/2021 - 09:48h
Eleições 2022

Rosalba fará campanha empinando ‘atestado de honestidade’

Ex-prefeita disputará vaga a deputada estadual sem ser fustigada sobre milhões contra Covid-19

Entre outros capitais à campanha à Assembleia Legislativa em 2022, mesmo longe da Prefeitura de Mossoró, onde esperava estar agora, a ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) tem um trunfo em especial: ostentará suposto ‘atestado de honestidade’.

Rosalba movimentou somas extraordinárias e milionárias no seu último ano de gestão (Foto: PMM/arquivo)

Rosalba movimentou somas extraordinárias e milionárias contra a Covid-19 no seu último ano de gestão (Foto: PMM/arquivo)

Com franco favoritismo para ser campeã de votos em seu berço político, Mossoró, além de provável eleição para uma das 24 vagas disponíveis à AL, Rosalba coleciona demandas judiciais e investigações à sua conduta como gestora. Porém, com relação à condução de milionários recursos para enfrentamento à Covid-19, em 2020, está se safando.

Esse discurso ela prepara para empinar em 2022. Com razão, que se diga. Faz sentido como retórica, mesmo que talvez não espelhe a verdade.

Até aqui, não há qualquer sinalizador de pedido de Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara Municipal, para prospectar informações e identificar supostas irregularidades na gestão de mais de 51 milhões destinados ao enfrentamento da pandemia. Apenas o vereador governista Tony Fernandes (Solidariedade) chegou a falar sobre o assunto, mas foi ignorado efusivamente (veja AQUI).

Em face da excepcionalidade do período, houve enxurrada de contratos de serviços, à contratação de pessoal e aquisição de produtos sem licitação alguma. Não faltaram questionamentos na imprensa e seguem muitas interrogações quanto à destinação dessa montanha de dinheiro. E daí? Se nada é oficialmente questionado, ‘bola para frente‘.

Só sei que nunca tivemos CEI

Enquanto isso, em Brasília a temperatura esquenta com a CPI da Covid-19 que coloca o Governo Jair Bolsonaro (sem partido) no paredão. No RN, a administração Fátima Bezerra (PT) é pressionada por instrumento investigativo semelhante.

Até o blindado prefeito Álvaro Dias (PSDB), do Natal, é acossado por tentativa de uma CEI, num legislativo majoritariamente favorável à sua administração.

Em Mossoró, há quadro inverso: a ex-prefeita não reeleita tem apenas três vereadores – Francisco Carlos (PP), Didi de Arnor (Republicanos) e Lucas das Malhas (MDB) -, dos 23 componentes da Câmara Municipal. Mesmo assim, só tem razões para sorrir.

Um antecedente histórico é bastante favorável à “Rosa”: nunca a Câmara Municipal de Mossoró instalou e fez andar uma CEI. Nunca mesmo. A própria Rosalba esteve ameaçada em pelo menos duas ocasiões e salvou-se.

Nos anos 90, vereadores tentaram emplacar a CEI do Relatório Marpe. Trataria de supostas irregularidades em seu primeiro governo municipal (1989-1992), que o sucessor Dix-huit Rosado levantou em auditoria, mas não conseguiu puni-la.

O último ensaio foi há pouco mais de 3 anos, a “CEI do Lixo”, quando seriam investigados contratos que passavam de R$ 52 milhões na limpeza urbana de Mosoró. Foi sepultada no dia 5 de junho de 2018 (veja AQUI). Com maioria em plenário, a então prefeita evitou a pretensão de minoria parlamentar, em sessão presidida pela então vereadora Izabel Montenegro (MDB) – veja vídeo abaixo.

Em Mossoró, vale um trocadilho com célebre frase do filósofo Sócrates: “Só sei que nunca tivemos CEI!”

Conheça um pouco sobre a “quase” CEI do Lixo

Leia também: Bancada de Rosalba acaba com a “CEI do Lixo”;

Leia tambémCâmara Municipal começa ‘funeral’ da CEI do Lixo;

Leia tambémEm reunião fechada, vereadores apressam fim da CEI do Lixo;

Leia tambémCarlos Augusto ordena o fim da CEI do Lixo;

Leia tambémGoverno Rosalba tenta desesperadamente ‘enterrar’ CEI do Lixo;

Leia tambémRosalba acerta mais alguns milhões em contratos suspeitos.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
quarta-feira - 30/06/2021 - 13:42h
Política

As armas da guerra rosalbista

redes sociais, fake news, anonimatoDo Blog da Chris

Novas páginas virtuais, personagens fakes, instituto de pesquisa e o recrutamento de antigos militantes e ex-comissionados para o combate nas redes sociais fazem parte do arsenal de ataque do rosalbismo nesses primeiros meses na oposição.

A ordem é fragilizar, ridicularizar, minar e fazer fracassar o governo Allyson Bezerra (SDD) a todo e qualquer custo.

Até o momento, o repertório empregado tem se transformado no mico do mico, um vexame atrás do outro.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 29/06/2021 - 09:18h
Limpeza

Ainda não acabou a mamata

Cargos comissionados, mamata, empreguismoDo Blog da Chris

Ex-vereadores, empresários e ex-secretários da era rosalbista ainda têm negócios bem rentáveis na Prefeitura Municipal de Mossoró, amarrados na reta final da gestão de Rosalba Ciarlini (PP), graças a aditivos, “licitações” às pressas e outras providências.

Claro que nenhum deles aparece.

Mas, aos poucos estão sendo identificados, catalogados e é provável que na medida do possível sejam expurgados.

Eu, hein?!

Fico besta com tanta astúcia dessa gente.

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Categoria(s): Administração Pública / Política / Só Pra Contrariar
domingo - 13/06/2021 - 18:50h
Crise

Clima carregado em família antes e depois de eleições

Leste, oesteDo Blog da Chris

O grupo familiar herdeiro do governador Dix-sept Rosado (in memoriam) está convivendo com uma crise nunca antes vista. O espólio dos quatro irmãos – Carlos Augusto, Isaura Amélia, Carlos Alberto (Betinho) e Dix-sept Filho – é o xis da questão.

O posto de combustíveis Leste-Oeste, por exemplo, está fechado.

O desentendimento se agravou muito após as eleições municipais do ano passado, quando Rosalba Ciarlini Rosado (PP), mulher do líder familiar Carlos Augusto, perdeu a disputa à reeleição à prefeitura.

Esse estresse tem também relação com campanha que se avizinha e Dix-sept sempre foi guardião do patrimônio da família e não quer se desfazer para eleger Rosalba e Beto Rosado (PP), deputados estadual e federal.

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Categoria(s): Política
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quinta-feira - 10/06/2021 - 18:00h
Republicando

Mossoró precisa se ver além do ‘marketing eleitoral cosmético’

Abrimos debate sobre necessidade de discussão quanto ao presente e futuro de Mossoró

Nota do Editor: Veja abaixo conteúdo de postagem especial nossa veiculada no dia 23 de outubro do ano passado, às 7h38 (veja AQUI). Faltavam 23 dias para as eleições de 15 de novembro. Resolvemos resgatar esse texto hoje quinta-feira, 10 de junho de 2021. Não devemos esquecer o quanto Mossoró tem de potencial e que é possível, sim, ‘alterar o curso do rio’.

Leia (ou releia), por favor:

Por que é tão difícil se discutir programa de governo numa campanha municipal de Mossoró? Essa pergunta faz parte de nossas pautas à cada corrida eleitoral e, sempre ao fim da disputa, fica a sensação de que nunca o vencedor esteve preocupado em fazer algo, mas apenas em vencer.

O ‘marketing eleitoral cosmético’, que é feito para enganar, é sempre mais relevante no processo eletivo, a partir da foto oficial do disputante. Com ele, a mentalidade de se triunfar a qualquer custo (aqui, no sentido financeiro e da ausência de caráter).

Infelizmente, Mossoró não é pensada para ser um lugar melhor para se viver e se produzir. A Prefeitura não funciona para tratar os desiguais na medida de suas desigualdades, zelar pela ‘res publica’ (coisa do povo, em latim) e ser eficiente.

Município, com sua área urbana, ocupa aproximadamente 2 100 km², sendo o maior do RN (Foto: arquivo BCS)

Existe uma pressa frenética em se conquistar e se manter o poder, em vez de se considerar que esse ganho talvez seja até mais fácil de se obter, com uma gestão competente.

A retórica da enganação, a promessa da empulhação e as realizações de fachada e eleitoreiras, acabam determinando o que é prioridade e o que não deve passar de propaganda da tapeação.

A cada campanha, outra vez surgem o messianismo, a falácia, a mentira e a garantia de reconstrução disso ou daquilo. Ufanismo, promessas vãs e demagogia compõem um enredo imutável.

Mossoró não oferece o básico para seus munícipes. Não trata com  generosidade mínima quem aporta aqui todos os dias, aos milhares, em busca de serviços de saúde, educação e outras necessidades, também em seu comércio e indústria, lazer etc.

Promessas vãs

Toda campanha avisam que o rio Mossoró será limpo, que irão duplicar a Avenida Francisco Mota etc. É certeza que não vão faltar médicos, remédios e atendimento cordial no sistema de saúde pública. Criam intimidade com a palavra honestidade e dissertam sobre transparência.

O município transformou-se num polo acadêmico com mais de 22 mil estudantes em universidades e faculdades, virou um núcleo de saúde – inclusive com três faculdades de Medicina. É a principal referência urbana e de negócios numa região de mais de 1 milhão de habitantes, com influência no Vale do Jaguaribe (Ceará), Vale do Açu, Costa Branca, Sertão Central, Médio e Alto Oeste, além de conexão com sertão paraibano.

Zona rural é um espaço de descaso continuado (Foto: arquivo)

Temos potencial econômico ainda com o petróleo, calcário, fruticultura, indústria da castanha, criação de bovinos, caprinos e ovinos; carcinicultura, sal, riquezas inexploradas das águas-mães e formatação de polo cloroquímico. Poderíamos ser um polo calçadista, cerâmico, têxtil. Temos meios para atração de público com o turismo cultural, de eventos e religioso.

A inteligência das academias pode gerar ambiente para multiplicação de milhares de pequenas empresas voltadas à alta tecnologia. As energias limpas têm espaço e poderiam ter mais incentivo e meios à expansão em seu território.

O potencial é enorme e incomensurável. Parte dele, por exemplo, foi apresentado num amplo e denso estudo no início desse século, trabalho realizado pela empresa de consultoria Natrontec, que levantou viabilidades econômicas de Mossoró e região. Quase ninguém deu atenção a essa bússola para o desenvolvimento, inclusive a prefeita da época, Rosalba Ciarlini (PFL, hoje no PP).

E daí?

Comprometo-me mais uma vez a reconstruir e transformar a nossa Cidade de Mossoró, para possibilitar a sua volta aos patamares de desenvolvimento já alcançados em nossas administrações e ir além, por meio de uma gestão que primará, sobretudo, pelo bem-estar do cidadão mossoroense”. Sabe quem deu essa garantia? A atual prefeita Rosalba Ciarlini, em 2016.

Agora, em 2018, é candidata à reeleição com a promessa de “fazer a melhor  administração” de sua vida.

O único trecho verdadeiro de suas declarações, que apresentaram seu programa de governo àquele ano, é esse preâmbulo em negrito, marcado no parágrafo acima. Foi mais uma promessa, outra vez falando em reconstrução, inflando o próprio ego e exercitando a mitomania.

DEPOIS DE PASSAR PELO GOVERNO DO RN como a pior governante do país, Rosalba retornou à prefeitura com o discurso de sempre. Quem leu seu programa de governo? Quem se deu a esse trabalho? Quase ninguém, claro. Mas se alguém resolver fazê-lo hoje, com um pingo de visão crítica, logo terá um choque.

Nepotismo, empreguismo, aumento expressivo do endividamento público, falta de transparência, comprometimento previdenciário, relação conflituosa com servidores, atrasos contínuos em pagamentos a prestadores de serviços e fornecedores, infraestrutura precária, ausência de fomento à atividade produtiva, deficiência em transporte público, sistema de saúde onde falta desde insulina a gazes, além de não ter praticamente nada que enxergue Mossoró para o futuro, é o conjunto da obra real que a propaganda oficial esconde.

Quando deixou a prefeitura para o sucessor Dix-huit Rosado, após seu primeiro governo (1989-1992), Rosalba tinha uma Mossoró com pouco mais de 192 mil habitantes. Passados 28 anos, é um município com mais de 300 mil pessoas (além de população flutuante expressiva).

O maior território do RN, com 137 comunidades rurais, é vítima da favelização, possui um aterro sanitário saturado, lida com grande violência urbana e no campo, saneamento e drenagens aquém de suas necessidades, está afetado por perdas econômicas expressivas – como o desinvestimento da Petrobras -, fechamento de indústrias e comércios, e sem um planejamento capaz de reconfigurar e potencializar sua economia, enxugar a máquina pública e melhorar a qualidade de vida do seu povo.

Este ano, com a pandemia, prefeitura abriu covas às pressas num terreno anexo  ao cemitério ‘novo’, sem qualquer muro, para sepultar algumas vítimas da doença (Foto: BCS)

Coloque ainda no débito, um aeroporto fechado, transporte público pífio e até cemitérios públicos lotados.

Convive com um Plano Diretor ultrapassado, que chega a ignorar até mesmo corrosivas indústrias de moagem de sal no centro da cidade. Não preparou seu Distrito Industrial para abrigar com o mínimo de estrutura, quem pense em se instalar. É desbravador investir na área que já precisaria de maior espaço.

Qual o programa de governo para os próximos quatro anos? Quem tem o que oferecer de verdade, como objeto de estudo e factível, capaz de sair dessa fanfarrice?  A imprensa, em seu papel de informar e formar, deve explorar o tema e rebobinar o que já foi prometido, confrontando passado e presente, para podermos enxergar o futuro.

Entidades de classe precisam se envolver num debate, sem compadrio ou facciosismo partidário e conveniências particulares. Os colegiados de controle social vão funcionar agora? As universidades e faculdades não podem assistir a tudo passivamente.

O cidadão comum, esse, coitado, não deve entender nada disso que estamos postando e acha tudo uma chatice. Nem quer saber de nada mesmo. Com certeza, só leu o título ou no máximo o primeiro parágrafo desse material. Não por acaso, que esse modelo de política e de político continua se dando bem. A cidade, o município, o povo e a prefeitura que se lasquem.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política / Reportagem Especial
terça-feira - 01/06/2021 - 11:38h
Ô, ei, psiu!

Rosalba, você não é mais prefeita!

Numa postagem recente, a "Rosa" e a publicação foram levados na chacota por publicação dela como "prefeita" (Reprodução)

Em postagem recente, a “Rosa” e a página que publicou matéria com novo disparate da prefeita foram ironizadas (Reprodução)

Alguém precisa avisar à pediatra Rosalba Ciarlini (PP) que ela não é mais prefeita de Mossoró.

Algumas postagens suas em redes sociais e mídias de seu grupo têm sido alvos de chacota. A impressão que tenta passar é de que nada mudou: ela é que administra Mossoró. Tudo que é ou será feito é realização sua.

Já o passivo multimilionário na Previdência Social do município, não;

Maior rombo da história da Prefeitura de Mossoró, que passa de 875 milhões de reais em débitos de curto prazo e dívidas fundadas, ela não toma para si;

Atraso no pagamento de centenas de terceirizados, não recorda;

O “pagamento em dia” que se transformou em atraso salarial e de outros direitos, deixados para o sucessor, não quer assumir;

Milhões em dívidas com hospitais, negociados no fim de mandato para comprometer novo gestor, ignora;

Sucateamento de equipamentos de saúde pública, claro que não é culpada;

A má-fé ao obstruir a transição de governo, levando até a Justiça a determinar cumprimento dessa obrigação, nem fala.

Se tudo que a “Rosa” afirma e relata em suas redes sociais fosse verdade, em termos de gestão municipal, teria sido reeleita. Era imbatível, não é verdade?

O problema é que a ex-prefeita foi finalmente desmascarada. Rainha da maquete, contumaz em promessas mirabolantes e diagnosticada politicamente com um distúrbio psicopatológico de “mitômana”, Rosalba – e seus cabras da peste – ainda não entendeu o que ocorreu dia 15 de novembro do ano passado, data das eleições municipais.

Segue em estado catatônico, vivendo num mundo irreal.

Quer se apropriar de um governo que tem outro executivo. Sim, aquele mesmo que ela se recusou a receber como deputado no Palácio da Resistência (veja AQUI), a quem tratava em chacotas por “deputadozinho”, “abestalhado” e que em pleno debate eleitoral ironizou como “menino pobrezinho”.

Deu no que deu!

Rosalba, você não é mais prefeita!

Ô, ei, psiu! Entendeu?

Vou repetir: você não é mais prefeita!

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Categoria(s): Política
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terça-feira - 01/06/2021 - 10:13h
Sobrevivência

Livre do rosalbismo, Larissa pode se afastar também de Ezequiel

Ezequiel tem Larissa como boa reserva e "esteira" (Foto: arquivo)

Ezequiel tem Larissa como boa reserva e “esteira” (Foto: arquivo)

A vereadora e ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) já sabe que não é competitiva e possui chances esquálidas de eleição à Assembleia Legislativa, em 2022.

Mantendo-se no cós do presidente desse poder, Ezequiel Ferreira (PSDB), outra vez será útil a ele em troca de pouco.

Do rosalbismo – de triste memória – já se distanciaram ela e seu grupo. Saudade alguma de lá e da chefia dos primos Carlos Augusto Rosado e Rosalba Ciarlini (PP).

Resta saber se vai mais uma vez ser “esteira” à eleição-reeleição de outros ou se pinota fora para ser viável noutra legenda.

Sua votação em Mossoró está em queda e deverá sofrer novo rebaixamento no próximo pleito. Se errar nas contas, de novo, ficará novamente longe da AL.

Foram 24.585 votos em 2014 e não se reelegeu. Em 2018, caiu: empalmou 17.753 votos. Em ambos os pleitos foi primeiro lugar em seu berço político, mas não conseguiu êxito à AL.

A sua última vitória à Assembleia Legislativa foi em 2010, há quase 11 anos.

Faz tempo, não?

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 31/05/2021 - 09:00h
Impunidade

Processo de desvio do Hospital da Mulher segue se arrastando

Ré, ex-governadora Rosalba Ciarlini acaba sendo beneficiada com demanda que nunca é julgada

A Justiça do Rio Grande do Norte tem tido dificuldades de intimar réus ligados ao processo que envolve o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, de Mossoró. A ex-governadora (2011-2014) e ex-prefeita de Mossoró (2017-2020) Rosalba Ciarlini (PP) é principal envolvida no caso. Como ré, ela teve até decisões de indisponibilidade de bens decretadas pela justiça. Mas, daí não passa.

Rosalba, governadora, constantemente visitava hospital; depois de intervenção passou a evitá-lo (Foto: arquivo/C. Costa)

Rosalba, governadora, constantemente visitava hospital; depois de intervenção passou a evitá-lo (Foto: arquivo/C. Costa)

Consta no processo nº 0807066-39.2018.8.20.0000, um ato judicial datado de 5 de maio de 2021, no qual informa que seguirão os autos para expedição de mandado a ser cumprido por Oficial de Justiça, em face de intimação anterior de um dos réus haver resultado negativa, conforme descrito pelo Carteiro no Aviso de Recebimento (AR), que foi devolvido pelos Correios.

Essa não é primeira vez que tal fato ocorre em processos envolvendo Rosalba Ciarlini Rosado. No ano de 2015, o Portal Mossoró Hoje publicou matéria com Certidão do Oficial de Justiça, onde informava várias tentativas, sem resultado, de intimação da própria Rosalba. Em um dos processos, ela chegou a ser localizada mais de um ano após expedição do mandado.

Dessa vez, o réu que tem dado trabalho à Justiça não é a ex-prefeita de Mossoró, no entanto, a falta da intimação é fator que atrasa cada vez mais o andamento do processo e, consequentemente, deixa em situação cômoda todos os outros réus acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) na ação.

Indisponibilidade de bens

Nessa demanda, de relatoria do juiz Eduardo Pinheiro, a então prefeita Rosalba Ciarlini teve decretada a indisponibilidade de bens em 2019 (veja AQUI), incluindo imóveis, veículos automotores, aeronaves, embarcações aquáticas e ativos financeiros, até o montante de R$ 11.827.563,84 (onze milhões, oitocentos e vinte e sete mil, quinhentos e sessenta e três reais e oitenta e quatro centavos). Seria a montanha de dinheiro desviado, de acordo com corpo técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN).

Difícil é pegar algum patrimônio em domínio da ex-prefeita e ex-governadora. Formalmente, ela só tem dois carros velhos (um deles há tempos numa oficina em Natal), conforme declaração de bens protocolada na Justiça Eleitoral ano passado. Eles teriam o valor cumulativo de R$ 238 mil. Nem uma conta poupança ela dispõe. Nenhum imóvel. Atualmente, reside em apartamento no Condomínio Varandas do Nascente, Rua Dalton Cunha, 1003, Abolição I, Mossoró, que também não está em seu nome. É provável, inclusive, que a Justiça não saiba da recente mudança de residência, a terceira em menos de quatro anos.

Em 10 de dezembro de 2019, por exemplo, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão em outro apartamento no Nova Betânia em Mossoró (veja AQUI, AQUI) e em Areia Preta, Natal. Nenhum está em seu nome. O caso já é referente a suposto envolvimento dela em desvio milionário na construção do Arena das Dunas, na chamada “Operação Mão na Bola”.

Já no dia 14 de abril do ano passado, outro bloqueio. Dessa vez, por conta do escândalo “Operação Sinal Fechado” (veja AQUI). Trata de esquema de corrupção no Departamento Estadual do Trânsito (DETRAN/RN).

Crime organizado

Quanto ao caso rumoroso do Hospital da Mulher, o MPRN apontou de forma detalhada, através de documentos obtidos em busca a apreensão, quebras de sigilo telefônico, e-mails, que Rosalba e mais 23 réus “foram responsáveis por desvios de dinheiro público no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte, mediante a realização de termo de parceria com a Associação Marca para administração do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró/RN”.

Segundo o Ministério Público, “no curso das investigações, foi descortinada que uma organização criminosa formada por servidores públicos e particulares (através do uso de pessoas jurídicas) praticaram diversas infrações penais – um verdadeiro esquema de corrupção e superfaturamento de preços dos serviços prestados pela Associação Marca na administração estadual, com graves prejuízos ao Estado e à saúde pública, consoante detalhadamente exposto na inicial.”

O Inquérito Civil Público (ICP) foi instaurado dia 30 de agosto de 2012, portanto há quase 9 anos. Foram prospectados documentos e outras informações extremamente graves contra Rosalba e rol de envolvidos. O MPRN relata que desde meados de 2011 havia planejamento de terceirização do hospital, que foi inaugurado em março de 2012 (ano de eleições municipais em Mossoró).

Alegando “estado de emergência”, o Governo Rosalba Ciarlini contratou a Associação Marca em 29 de fevereiro de 2012. E foi mais além, com suplementação orçamentária de cerca de R$ 16,8 milhões para tocar o empreendimento, montante superior a todo investimento da Saúde estadual em 2011, conforme relatório do Tribunal de Contas do Estado.

Prejuízo multimilionário

Caso de polícia segue sem castigo (Foto: arquivo)

Caso de polícia segue sem castigo (Foto: arquivo)

A “Operação Assepsia” desencadeada pelo MPRN implodiu o esquema. O Hospital da Mulher chegou a passar por intervenção judicial entre 8 de abril e 28 de outubro de 2013 (veja AQUI). A própria governadora solicitou para esticar a primeira intervenção de 90 dias, alegando não ter condições de geri-lo. O equipamento voltou à gestão estadual no dia 29 de outubro de 2013, completamente saneado financeiramente, salários em dia, com ampliação de serviços, reformas e melhoria em estruturas.

Diferente do que ocorria com a terceirização, que proporcionou rapinagem com manutenção mensal que chegava a 4,8 milhões de reais, a intervenção permitiu redução em 33% no custeio.

Em março de 2013, antes da gestão intervencionista, cada parto saiu por cerca de R$ 55 mil. Foram atendidas apenas 50 gestantes. Esse valor e equivalência são completamente fora da realidade até hoje. Houve identificação de dano ao patrimônio público que chegou a R$ 11.960.509,00 (onze milhões, novecentos e sessenta mil e quinhentos e nove reais).

Passado todo esse tempo, ninguém foi punido. E o será? Talvez alguma arraia-miúda, típico zé-ninguém. Ladravazes e ratazanas envolvidos não precisam se preocupar.

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Categoria(s): Política
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sexta-feira - 28/05/2021 - 08:14h
Corrupção

Kelps pede volta da CPI da Arena das Dunas na Assembleia Legislativa

Campanha em redes sociais no ano eleitoral de 2020 mostrou quem queria e quem não queria CPI (arquivo)

Campanha em redes sociais no ano passado mostrou quem queria e quem não queria CPI (arquivo)

Do Blog do Washington e Blog Carlos Santos

O deputado Kelps Lima (Solidariedade) protocolou na Assembleia Legislativa um pedido para ser reativada a CPI do Estádio Arena das Dunas, que apura suspeita de desvio de dinheiro do contribuinte na construção do estádio ainda na época da Copa do Mundo de 2014.

“Ouvi reclamações de deputados da base do governo afirmando que fica ruim para a Assembleia ter uma CPI da Covid-19, enquanto a CPI da Arena das Dunas está inerte. Concordo com eles”, comenta.

“Temos que proteger a Assembleia e o interesse público em torno dos dois assuntos. Como fui um dos deputados que votou pela não paralisação da CPI da Arena, agora acho que está na hora de que ela seja retomada”, explica Kelps.

MPRN, MPF/RN e Polícia Federal

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) abriu investigação sobre o mesmo tema, após instalação da CPI – veja AQUI. Um foco da apuração era a gestão da então governadora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP), que era prefeita e concorria à reeleição à Prefeitura de Mossoró.

Em 2019, a Polícia Federal ocupou endereços residenciais de Rosalba em Natal e Mossoró, coletando documentos e outros materiais, noutra frente de apuração sobre desvios na construção do Arena das Dunas. Foi a sugestiva “Operação Mão na Bola”. Agentes estiveram em seu apartamento mossoroense às 6h20, 10º andar, à Rua Luís Lopes, dia 10 de dezembro.

LeiaRosalba é alvo da Polícia Federal, mas diz ter conduta correta.

As investigações tratam do possível cometimento de crimes de desvio de finalidade de financiamento (previsto no art. 20 da Lei n. 7.492/1986), de lavagem de dinheiro (artigo 1º da Lei n. 9.613/1998) e corrupção ativa e passiva (artigos 317 e 333, ambos do Código Penal). As investigações foram deflagradas pelo Ministério Público Federal (MPF/RN).

Nota do Blog – Uma facho de lucidez nessa Casa. Se assinou a CPI da Covid-19, por que não assinar a da Arena das Dunas? Ano passado, a CPI da Arena das Dunas foi engavetada como parte de conchavos políticos, troca de favores e proteção a nomes de peso envolvidos no caso. Veja links abaixo para entender melhor o caso.

Leia tambémMaioria de deputados engaveta CPI da Arena das Dunas;

Leia tambémFreio na CPI da Arena das Dunas passa pela Prefeitura de Mossoró.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
quarta-feira - 26/05/2021 - 19:30h
Mistério

Prefeitura abre processo para recuperar terreno doado à Porcellanati

Documentação sumiu e apenas parte dele foi localizado, comprometendo o interesse público
Indústria se transformou num símbolo da picaretagem empresarial e política em Mossoró (Foto: reprodução)

Indústria se transformou num símbolo da picaretagem empresarial e política em Mossoró (Foto: reprodução)

Do Diário de Mossoró

A Prefeitura de Mossoró determinou a restauração de autos do processo administrativo de n° 2015/035, que trata da “reversão da doação” de terreno à empresa Porcellanati Revestimentos Cerâmicos (Grupo Itagrês).

O procedimento havia sido aberto em gestão anterior a do prefeito Allyson Bezerra (SD). Trata da situação que ocorre quando a administração pública constata que terrenos doados não são utilizados para o fim que foram pleiteados. Assim, retornam ao patrimônio municipal para novo fim.

Em portaria publicada dia 25 de maio de 2021 pela Secretária Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo, consta a informação de que durante realização de inspeção na passagem do comando político 2017-2020, foi constatada a ausência do processo administrativo que trata da reversão da doação de terreno à empresa Porcellanati. Só foram localizadas cópias de parte do processo original, das páginas 02 a 58.

A portaria informa que apesar das buscas, não foi possível localizá-lo integralmente e que após o exaurimento (esgotamento) de todos os meios de buscas, sem obtenção de sucesso, constatou-se que foi extraviado. Sumiu por desleixo ou de forma intencional.

Eleições e farsa

A empresa Porcellanati Revestimentos Cerâmicos, originária de Tubarão em Santa Catarina, começou suas atividades em Mossoró em dezembro de 2009, foi fechada de vez em 2014, deixando dívidas com centenas de trabalhadores em Mossoró, fornecedores, instituições de crédito e prestadores de serviços.

Centenas de pessoas foram enganadas com promessa de seleção para emprego em 2018 (Foto: arquivo/reprodução)

Centenas de pessoas foram enganadas com promessa de seleção para emprego em 2018 (Foto: arquivo/reprodução)

Fato marcante e negativo que mistura a empresa com a política de Mossoró envolve a ex-prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP). Oorreu na campanha eleitoral de 2018, quando o filho dela, Kadu Ciarlini (PP), concorreu como vice-governador de Carlos Eduardo Alves (PDT). Na eleição, Rosalba usou vários meios para tentar alavancar a chapa, mas terminou perdendo as eleições nos dois turnos em Mossoró.

Um desses artifícios foi ter prometido criar cerca de 500 empregos na empresa, que iria reabrir, segundo ela, por esforços de sua gestão.

Na época, quando a Porcellanati já estava com as atividades completamente paralisadas em Mossoró. Mas, o governo rosalbista conseguiu botar cerca de 2 mil e 400 pessoas inocentes à fila, em vão, sob sol forte, no centro da cidade para entregar currículos à prefeitura. A promessa era de emprego na Porcellanati.

Leia também: Indústria tem máquinas removidas para pagar credores.

Veja AQUI links de dezenas de matérias sobre a Porcellanati, uma das grandes farsas empresariais e políticas de Mossoró

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Categoria(s): Administração Pública / Economia
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domingo - 23/05/2021 - 09:32h

2022 no Brasil e no RN

Por Ney Lopes

Para 2022, formulam-se os mais variados cenários na turbulenta política brasileira e especialmente o RN. Sempre se repete o velho jargão de que ainda é cedo. Mas, para quem é do ramo, sabe que não é.

As 24 horas dos dias estão sendo usadas nas articulações de bastidores, hipóteses, estratégias, em todos os níveis.

Uma das situações mais urgentes é a do presidente Bolsonaro. Ele está sem partido, até hoje.

Businessman touching the screen in the office

Businessman touching the screen in the office

A hipótese mais viável de filiação do presidente era ao “Republicanos”, partido do bispo Macedo, da Igreja Universal. Entretanto, governo de Bolsonaro vê crescer a ameaça de perder o apoio da Igreja Universal do Reino de Deus.

A causa do desgaste entre evangélicos e o governo foi a alegada inação das autoridades brasileiras à ordem de deportação de 34 brasileiros do país africano.

A medida foi imposta depois que a instituição religiosa disse ter identificado comportamento impróprio de angolanos e afastado essas pessoas do comando da Igreja Universal do Reino de Deus, naquele país africano.

Diante desse imprevisto, o presidente tende a disputar a reeleição no PP, de Ciro Nogueira e Artur Lira.

A dúvida é sobre como ficará o partido no RN, com a chegada de Fábio e Robinson Faria.

Fala-se que Rosalba Ciarlini e Beto Rosado se aproximarão da governadora Fátima Bezerra.

Mas, certamente, dependerá dos “agrados”.

Bom lembrar, que em 2014, Rosalba votou em Fátima Bezerra, para o Senado.

A primeira “dor de cabeça” é como Bolsonaro e o PP resolverão as ambições, tanto de Fábio Faria, quanto do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

Ambos planejam ingressar no PP para disputar a vaga ao Senado do Rio Grande do Norte em 2022.

Se Fábio não for chamado para ser o candidato a vice-presidente da república (como ele próprio propaga) haverá disputa entre os dois.

Entre as múltiplas variáveis, que poderão influir na montagem dos palanques no RN, está a posição a ser assumida pelo MDB.

O deputado Walter Alves apressou-se em lançar o seu pai para o senado. Mas, ao que comenta, é “para inglês ver”.

O que ele quer é ser vice-governador de Fátima Bezerra.

Essa pretensão do MDB estadual encontra lógica nos fatos políticos nacionais.

Com a maior bancada do Senado e uma das maiores da Câmara, o MDB virou o fiel da balança tanto para Bolsonaro, quanto para Lula, na composição de alianças na sucessão presidencial.

Para os analistas, o MDB caminha para apoiar Lula, embora desfrute das benesses do governo, através dos líderes senador Fernando Bezerra, líder no Senado e Eduardo Gomes, líder no Congresso.

Os caciques peemedebistas fizeram as contas. Têm votos na Executiva: Eduardo Braga, quatro votos; Renan Calheiros, quatro; Jader Barbalho três; Roberto Requião dois e Garibaldi Alves um voto.

Esse grupo, embora desminta, estaria já unido no apoio ao ex-presidente Lula.

Caso se confirme o prognóstico de alinhamento com o PT, a pretensão do deputado Walter Alves de ser o vice de Fátima torna-se possível.

Dessa forma, poderá ser indicado vice-governador; o pai deputado estadual (para presidir a Assembleia a partir de 2023) e Henrique deputado federal. Quanto a Henrique, não há nenhum impedimento legal e terá reais chances de eleger-se.

A posição tucana do PSDB-RN é incógnita e se circunscreve aos deputados estaduais e aos seus cativos colégios eleitorais, cuja influência em eleição majoritária é muito duvidosa.

O ex-senador José Agripino pela sua militância no passado terá inegável presença no processo eleitoral. Não pode ser subestimado.

Mas, ele se mantém calado. Dizem que aposta numa candidatura de Ciro Gomes à presidente, apoiada pelos Democratas. Em tal situação disputaria o senado.

Post scriptum – Como analisei várias hipóteses, esclareço que pela militância e experiência que adquiri na vida pública estadual, também tenho pretensões de ser candidato a Senador, em 2022.

Porém, conheço as limitações de não ter ainda o apoio de uma legenda, compatível com o que penso.

Não se pode ser candidato de si próprio.

Mas, se conseguir esse partido, disputarei a vaga do senado, cuja única promessa ao eleitor será o compromisso de “de ser como senador, o mesmo deputado que fui durante seis legislaturas”.

A principal meta será lutar pela volta do crédito educativo que criei em 1976, hoje limitado aos estudantes de Universidades particulares.

A minha ideia original concedia também ajuda mensal ao estudante de Universidade pública, em torno de dois salários, para manutenção, transporte, transporte, livros, pesquisa etc. Isso precisa voltar.

Um sonho? Talvez!

Mas, vou tentar torna-lo realidade.

Ney Lopes é jornalista, ex-deputado federal e advogado

Categoria(s): Artigo
sábado - 22/05/2021 - 19:48h
Agenda delicada

Carlos Augusto volta a cumprir tarefas políticas após desastre de 2020

Aliado fiel Nivaldo é recebido por casal na sede do Progressistas em Mossoró (Fotomontagem BCS)

Aliado fiel Nivaldo é recebido por casal na sede do Progressistas em Mossoró (Fotomontagem BCS)

O ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado começou a cumprir novas missões políticas, após o desastre eleitoral caseiro de 2020, quando seu grupo perdeu a Prefeitura de Mossoró. Após o baque, à luta.

Nos últimos dias, até visita a antigos colaboradores entrou em sua pauta.

Dia 15, por exemplo, dedicou especial atenção ao correligionário Nivaldo Ferreira da Silva. Ao lado da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP), ele foi à casa do aliado no bairro Pintos (Costa e Silva), prestar solidariedade pela morte da esposa do aliado, Irenice Oliveira, fato ocorrido dia 22 de abril.

Mais recentemente, o casal recebeu o próprio aliado para conversas mais reservadas e delicadas, na sede do Progressistas, à Rua Mário Negócio, centro da cidade.

Nivaldo é cabo eleitoral fiel da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e do deputado federal Beto Rosado (PP).

Na gestão da “Rosa”, era homem de confiança na Secretaria Municipal de Agricultura, desde a nomeação em 13 de novembro de 2017, para Chefe de Divisão, Símbolo CD.

Não é todo dia que “Ravengar” sai de casa para visitar alguém. Nem recebe por acaso. As razões vão além das condolências.

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Categoria(s): Política
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quarta-feira - 19/05/2021 - 09:54h
Eleições 2020

Justiça julga Rosalba por abuso eleitoral que pode torná-la inelegível

Oito dias antes das eleições municipais de 15 de novembro do ano passado, dia 7, quando era candidata à reeleição, a então prefeita Rosalba Ciarlini (PP) desembarcou na Maisa, maior polo rural do município. Sem nenhum disfarce ou qualquer temor, oficializou compromisso para viabilização de poço ao abastecimento de água na comunidade.

Mesmo ciente da irregularidade, vedada pela legislação eleitoral, ela tentou se capitalizar com o “feito”. Discursou durante o dia entre moradores, militantes, assessores, secretários municipais e candidatos a vereador. À noite, repetiu a pregação em comício, confirmando a irregularidade (veja vídeos nessa postagem).

Entretanto, o Ministério Público Eleitoral (MPE) e a Coligação Muda Mossoró formalizaram denúncia contra a prefeita-candidata. Às 10h dessa quarta-feira (19) tem audiência marcada na 33ª Zona Eleitoral, de forma remota. A ex-prefeita não reeleita responde por abuso de poder político e econômico, o que poderá levá-la à inelegibilidade, entre outras sanções.

O art. 73 da Lei das Eleições proíbe aos agentes públicos a prática de atos capazes de afetar a igualdade dos candidatos na disputa eleitoral. Essas restrições buscam impedir o uso de recursos públicos para a promoção de campanhas eleitorais. São as chamadas condutas vedadas a agentes públicos. Rosalba não tem como alegar desconhecimento da lei.

No Art. 77, da mesma Lei das Eleições, é tudo muito claro: “É proibido a qualquer candidato comparecer, nos 3 (três) meses que precedem o pleito, a inaugurações de obras públicas. Parágrafo único. A inobservância do disposto neste artigo sujeita o infrator à cassação do registro ou do diploma”.

A juíza Anna Isabel de Moura preside a audiência.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
quinta-feira - 13/05/2021 - 17:06h
Impessoalidade (?)

Rosalba é denunciada mais uma vez por improbidade administrativa

Ex-prefeita utilizou endereços virtuais da prefeitura para se promover, mesmo ciente do abuso
Dezenas de postagens, em poucos dias, com a "Rosa" sempre divulgando a própria imagem em espaço público (Fotomontagem BCS)

Dezenas de postagens, em poucos dias, com a “Rosa” divulgando a própria imagem em espaço público (Fotomontagem BCS)

A ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) vai responder a mais uma demanda judicial por improbidade administrativa. O Ministério Público do RN (MPRN) protocolou Ação Civil Pública (ACP) sob o número  0804752-26.2021.8.20.5106, em que pede sua condenação.

A petição inicial deu entrada às 15h55 do dia 13 de março último. O titular da 7ª Promotoria de Mossoró, promotor público Fábio de Weimar Thé, denuncia que Rosalba em “reiteradas postagens na rede social Instagram, ao longo de toda a sua gestão, especialmente em dezembro/2020, após Recomendação do Ministério Público, promoveu em favor de si promoção pessoal na divulgação de propaganda institucional, a custo do erário público (…)”.

Em face da violação de princípios administrativos, em que a máquina pública lhe servira como se fosse um bem particular, o MPRN pede perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, além de pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente. Também pleiteia proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos, com base no art. 12, inciso III, da Lei n.º 8.429/92 , lei de Improbidade administrativa.

Dinheiro público e promoção pessoal

Segundo narra a ACP, “diversos vídeos de divulgações de obras – em execução – e de aumento salarial, produzidos sob o pretenso manto da publicidade institucional, utilizou a pretensa então candidata à reeleição como porta-voz das publicidades. Os mesmos vídeos, produzidos para propaganda institucional e publicados na página oficial do Município e rede social deste – facebook e instagram -, materiais publicitários realizados com verbas públicas, além de não poderem utilizar a imagem da Sra. prefeita, igualmente estão postados na rede social pessoal de Rosalba”.

A então prefeita chegou a ser provocada em “recomendações” do MP para remover as postagens, flagrantemente ilegais, mas mesmo assim as ignorou.

“Em verdade, a postura adotada por Rosalba Ciarlini foi diametralmente oposta, consoante é possível inferir das postagens contidas no Instagram da Prefeitura Municipal de Mossoró (@prefeiturademossoro) e que estão colacionadas no doc. n. 1202215. Registre-se que as postagens listadas se referem apenas ao mês de dezembro/2020 e totalizam 64 (sessenta e quatro) publicações contendo a imagem da então Prefeita Rosalba Ciarlini Rosado. Um número que ultrapassa a razoabilidade e que demonstra, sem qualquer dúvida, o intento de vincular as obras realizadas à sua pessoa, além de ressaltar o interesse espúrio de se autopromover e destacar sua imagem pessoal, a custa do erário público, violando frontalmente os princípios constitucionais da administração pública”, descreve a promotoria.

“Válido ressaltar que a REQUERIDA ROSALBA CIARLINI JÁ É REINCIDENTE EM MATÉRIA DE VIOLAÇÃO A IMPESSOALIDADE, promoção pessoal por meio de publicidades e propagandas institucionais, uma vez que restou CONDENADA PERANTE A VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE MOSSORÓ, NO PROCESSO Nº. 0003307-35.2002.8.20.0106 (…)”, aponta Fábio de Weimar Thé.

Em 2012, avião do Estado desembarcou quase 60 vezes em um mês na gestão de Rosalba (Foto: Web)

Em 2012, avião do Estado desembarcou quase 60 vezes em um mês na gestão de Rosalba (Foto: Web)

Histórico pesado

O histórico da ex-prefeita mistura segurança na impunidade com desfaçatez. Tem motivos de sobra para considerar que sairá mais uma vez sem problemas que possam comprometer sua marcha política.

Como prefeita, em administração passada, ela banhou piso de prédios públicos e de praças com logo de sua  campanha eleitoral (uma rosa). Nem o Palácio da Resistência (veja AQUI), imóvel histórico, escapou de sua mão personalista, hábeis manoplas que misturam o público com o privado com bastante destreza.

Governadora do RN, em 2012, ela utilizou aeronave pública para pousar quase 60 vezes em Mossoró (veja AQUI), num espaço de 30 dias, na campanha municipal local – considerada a mais corrupta de todos os tempos.

Esse mesmo avião Bandeirante de prefixo E 110 P1 (prefixo PP-ERN) esteve 98 vezes no Aeroporto Dix-sept Rosado durante todo o ano de 2011.

Ainda tem, de lambuja, processos relativos ao estádio multiuso Arena das Dunas (veja AQUI) e o escandaloso Hospital da Mulher Parteira Maria Correia (veja AQUI) onde aparece como ré.

No acesso à escadaria do Palácio da Resistência, o circunstante-passante se depara com esse abuso (Foto: cedida)

No acesso à escadaria do Palácio da Resistência, o circunstante-passante se depara com esse abuso (Foto: cedida)

Nota do Blog – Particularmente, acho que a ex-prefeita não tem com o que se preocupar. Prioridade é ser eleita deputada estadual (veja AQUI) o próximo ano, para ganhar outra vez a couraça do “foro privilegiado” e empurrar qualquer processo para posição inercial.

É o que se chama no jargão judicial por “embargos de gaveta”. Não existe no ordenamento jurídico, mas é comum na prática.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
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sábado - 08/05/2021 - 12:00h
Radar do RN

Blog Carlos Santos disseca quadro político para eleições 2022

Hoje (sábado, 8), participei de um bate-papo sobre politica, imprensa, jornalismo político etc.

Foi às 10h, no programa Radar do RN, transmitido em cadeia pela Rádio Difusora de Mossoró e Rádio FM Costa Branca 104.3 de Areia Branca, com apresentação de Jessé Rebouças.

O programa foi ao ar pelas duas emissoras e várias plataformas e endereços virtuais.

Veja a íntegra no vídeo constante dessa postagem. Fui instigado a falar sobre eleições em Mossoró, gestão municipal e oposição, projeções políticas para 2022, disputa ao Senado, nomes à Câmara Federal e Assembleia Legislativa, Governo Fátima Bezerra (PT) e adversários,  e questões correlatas.

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Categoria(s): Comunicação / Política
segunda-feira - 12/04/2021 - 18:00h
Allyson Bezerra

Os 100 dias de conhecimento e controle em Mossoró

Período é de enfrentamento de dificuldades incomuns e sabotagens em transição que não houve

A gestão do prefeito mossoroense Allyson Bezerra (Solidariedade) chega aos primeiros 100 dias. Com esse número emblemático vem aquela exigência que não é formal nem institucional, mas do nosso costume político e jornalístico, de se estabelecer radiografia que revele o espírito do período. Os seus erros e acertos.

O jovem prefeito mossoroense prioriza o conhecimento e o controle da máquina pública. Está claro: não dá nem dará passadas mais largas sem saber onde coloca os pés.

Primeiros 100 dias levam prefeito diariamente às ruas, a obras e a um desafio que enfrenta também a má-fé de quem não soube perder (Foto: redes sociais)

Primeiros 100 dias levam prefeito diariamente às ruas, a obras e à má-fé de quem não soube perder (Foto: redes sociais)

A prevenção faz sentido. Ele tem a missão de administrar o terceiro maior orçamento do RN – atrás apenas do Estado e Prefeitura do Natal -, está no olho do tufão da segunda onda da pandemia da Covid-19, além de ter escassa e desencontrada informação sobre a máquina pública. Houve nítida má-fé da administração anterior na passagem de governo, preparando inúmeras armadilhas para lhe causar problemas.

Continuidade de projetos remanescentes, implementação de novas políticas e diretrizes governamentais, a captura de dados para compatibilização e confecção de um planejamento de curto e médio prazos, não serão possíveis sem esse conhecimento e controle. O Plano de Metas não é a mesma coisa de “Plano de Governo”, apresentado como exigência ainda no período de candidatura.

Allyson Bezerra assumiu a prefeitura sem direito a saber o que estaria em suas mãos. A transição de governo não se efetivou. O discurso da “casa arrumada” que propagaram na campanha municipal era outro estelionato eleitoral. Deixou-se um rombo multimilionário em passivos urgentes e dívidas fundadas (longo prazo), que revelam como a municipalidade era tratada há décadas.

Nem mesmo decisão judicial (veja AQUI) determinando que a então prefeita Rosalba Ciarlini (PP) facilitasse apresentação de documentos e dados oficiais, chegou a ser cumprida. Ela não permitiu que a mudança de governo acontecesse de forma decente e republicana. Não era seu interesse, após derrota nas urnas.

Sabotagens

Passado esses 100 dias, é evidente a partir dessa fração de pouco mais de três dos 48 meses de governo que tem pela frente, que Allyson abrandou a fúria do touro bravio. Entretanto, não o domou completamente. As tentativas de sabotagem não prosperaram como desejado, mas continuam, da mesma forma que velhos vícios do serviço público precisarão de remédios mais fortes.

A estimativa por tudo que foi deliberadamente aprontado, era de que o prefeito “abestalhado” (um dos apelidos que o rosalbismo adesivou no então candidato) tivesse dificuldade de circular em público, acumulasse atraso na folha de pessoal de sua administração e o município estivesse semiparalisado.

Prefeito recebe médicos para atuação em UBS's (Foto: PMM)

Prefeito recebe médicos para atuação em UBS’s (Foto: PMM)

Erraram no cálculo da maldade e subdimensionaram a capacidade do eleito.

Porém, o prefeito terá de avançar. Após superar esse redemoinho inicial, não faltam exigências que precisam ir ao encontro de promessas de “mudanças”, de alteração não apenas de nome e sobrenome do inquilino do Palácio da Resistência, mas de costumes e modelo de governança.

Reformas

Uma reforma administrativa que modernize a municipalidade, reduza seu custo e proporcione serviço satisfatórios à clientela (os munícipes), não poderá ser levada com a barriga por meses e anos. É urgente um novo Plano Diretor que a ex-prefeita ignorou, da mesma forma que evitou reforma previdenciária.

É imprescindível a eficiência fiscal, o avanço do município no estímulo ao emprego e renda, redução de desigualdades sociais, priorização da saúde preventiva (atenção básica), além de fomento à atividade produtiva, por exemplo. A cultura não pode continuar sendo de festim e de patotas, ignorando expressões populares e eruditas, riquezas históricas e o restante dos bens arquitetônicos da cidade.

Infalível, Allyson Bezerra não o é. Consciente, tem tido a capacidade de ouvir, recuar de fórmulas ou medidas que não funcionam e montou uma equipe de nomes que fugiram ao comum (em décadas). Em sua grande maioria, é gente vitoriosa em suas respectivas áreas de atuação e técnicos por excelência.

Se esses e outros aspectos administrativos avançarem, pagar salário em dia deixará de ser feito e manchete mensal no noticiário.

Os 100 dias por outros jornalistas

Blog do BarretoAQUI;

Blog Carol RibeiroAQUI;

Blog do Magnos AlvesAQUI;

Blog Saulo ValeAQUI;

Blog de William RobsonAQUI, AQUI e AQUI;

* Impressões variadas que colaboram para que o webleitor tenha visão mais ampliada sobre o assunto abordado por nós nessa postagem especial, firmando seu próprio entendimento e compreensão.

Na política, o prefeito tem administrado com altos e baixos a convivência com bancada numerosa de 17 vereadores (eram 18, mas um foi estimulado a voltar pro rosalbismo). Lida com uma oposição que prefere atacar à sombra do anonimato e terceirização de vozes.

Sem isolacionismo 

Do zero ao Palácio da Resistência: desafio reformista (Foto: redes sociais)

Do zero ao Palácio da Resistência: desafio reformista (Foto: redes sociais)

Entretanto, abriu diálogo sem distinção com todas as forças políticas do estado, evitando o extremismo ou posições isolacionistas. Foi de Natal a Brasília, conversar com a governadora Fátima Bezerra (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Dialoga com deputados, secretários de estado e ministros da República, indistintamente.

Pode ser dito, que Allyson Bezerra sobreviveu às intempéries iniciais num tombadilho que continua escorregadio e traiçoeiro. Ele não faz um governo de continuidade oligárquica, nepotista e fechado em si.

Será reformador, para melhor, se mudar muito. Pouco não adianta. Praticamente começa do zero essa marcha, assim como foi sua campanha vitoriosa em 2020.

Se controlar a ansiedade comum à juventude, gerir a vaidade de quem coleciona façanhas na vida e na política e rechaçar qualquer faceta autoritária e personalista, vai ter muito o que comemorar (ainda mais) no primeiro ano de governo e mais adiante.  Vamos aguardar.

Leia também: O que mudou nos primeiros 100 dias com Rosalba (Os 100 primeiros dias de Rosalba)

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
  • Banner - ART&C Institucional - 20 de Setembro a 20 de Outubro de 2021
sábado - 10/04/2021 - 11:38h
Rosalba Ciarlini

Eu amo um foro privilegiado

Foro Privilegiado - I Love Foro PrivilegiadoÉ nítido que a ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) não trabalha apenas para continuar sua carreira política em 2022, quando tentará novo mandato eletivo, após derrota inesperada à reeleição no ano passado. Mais do que apetite à política, há necessidade de superproteção.

Seu principal objetivo é obter um foro por prerrogativa de função, instituto popularmente conhecido como “foro privilegiado”.

Ela tem vários processos e investigações que se arrastam há anos, com a celeridade de um jabuti gordo que palmilha as escadarias do Teatro Municipal Dix-huit Rosado.

Os principais envolvem recursos relativos à construção da Arena das Dunas (veja AQUI e AQUI, por exemplo) e à montagem às pressas e gestão do fraudulento Hospital da Mulher Parteira Maria Correia (veja AQUI e AQUI, por exemplo).

CPI’s

Porém, outros tantos e em questões variadas seguem no mesmo ritmo letárgico, como a contratação de empresa para limpeza pública (veja AQUI). Comissões Parlamentares de Investigação (CPIs) foram freadas na Assembleia Legislativa (veja AQUI) e Câmara Municipal (veja AQUI).

A cada mandato, a “Rosa” alcança feitos extraordinários nos intramuros da Justiça, estacando demandas contra si. Sem um cargo que oferte esse diferencial, também. Já chegou a ficar mais de um ano sem ser localizada para tomar ciência de um protocolar movimento processual. Oficial de Justiça não a encontrou em qualquer endereço nesse tempo.

Eleita deputada estadual, que deve ser seu foco em 2022 (veja AQUI), praticamente ganhará “imunidade”. Não faltam casos dessa couraça (veja AQUI).

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 24/03/2021 - 22:52h
Governismo

Um estranho no ninho (errado)

Diferente, outra direção, grupo político, passarinho, outro caminhoO vereador rosalbista Didi de Arnor (Republicanos) tem tido dificuldades de se adaptar ao governismo mossoroense atual.

Mesmo compondo sistema do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade), para onde foi puxado pelo denominado “G6 (Grupo dos 6 – veja AQUI), ele parece deslocado na bancada e no governo.

Compreensível. Os tempos e o inquilino do Palácio da Resistência são outros.

Não se engane, não se engane… tem tudo para ficar onde sempre esteve. Do outro lado.

E o prefeito mossoroense não deve colocar nenhuma dificuldade nisso.

Anote, por favor!

Leia também: A perigosa ‘onipresença’ na política mossoroense.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
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