quarta-feira - 19/02/2020 - 10:14h
Brasil

Que governo?


Por François Silvestre

Primeiro foi o Moro. Disputando prestígio com o chefe, gerou ciúmes no chefe, teve quase pra sair. Aí um dos generais pijamados do governo alertou o chefe: “se o Moro sair o governo acaba”.

Agora foi o Guedes (veja AQUI). Disputando com o chefe quem diz mais asneiras, besteiras e achincalhe, e sem saber o que fazer com a economia, quase se desfenestrou. Aí alguém lhe disse: “se vocês sair o governo acaba”.

Tá ou num tá um moinho de moer piadas?

Como danado pode alguma coisa que não existe acabar. Só acaba o que existe. Não há governo. Há um bando destrambelhado de analfabetos em educação, economia, meio ambiente, relações públicas, diplomacia e o escambau usufruindo do poder na condição de inquilinos de uma massa falida.

A coisa tá tão avacalhada que até um juiz federal, encarregado de julgar políticos corruptos, aparece pinotando num camarote momesco com o “presidente” da república. E os chefes dos outros poderes ficam de bico calado ou com o rabo entre as pernas, feito cão guenzo em casa caiada.

A irmã da rapariga do cabo tem mais compostura do que o “presidente” da república. E os acólitos formam a troupe mambembe de uma burlesca encenação de horrores.

A comparação remete a um fato ocorrido em Patu, meados do século passado, quando um pequeno circo acampou na cidade. Os meninos que acompanhavam o palhaço na divulgação da função recebiam uma marca de tinta no braço, era o ingresso gratuito.

À noite, o porteiro, que era o palhaço, identificava cada um para permitir a entrada. Nisso, chega uma jovem e tenta entrar sem o ingresso. O porteiro avisa que a entrada é paga. “Eu num priciso pagar”.

Indagada por que, ela responde: “Sou irmã da rapariga do cabo”.

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Categoria(s): Artigo
quarta-feira - 19/02/2020 - 07:36h
Ele mesmo

A coerência de Jair Bolsonaro


“Ela queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim”. O comentário de duplo sentido feito dia passado pelo presidente Jair Bolsonaro, com caráter misógino e objetificação sexual contra a jornalista Patrícia Campos Mello (Folha de São Paulo), é a mais nova polêmica provocada pela verborragia presidencial.

Fiel a ele mesmo, Bolsonaro não abre mão de ser como presidente, o que sempre foi na política (Foto: Sérgio Lima/Poder 360)

O presidente passou a ter a jornalista como inimiga por reportagens que não o agradam, produzidas por ela. Até aí, compreensível. Essa modalidade de paranoia faz parte do perfil de praticamente todo politico brasileiro. Quase todos se acham perseguidos.

Mas ninguém se surpreenda com o presidente Bolsonaro que faz gestos dando ‘banana’ para jornalistas ou achincalha outro até com o recurso da agressão à sagrada maternidade alheia: “Oh rapaz, pergunta para tua mãe o comprovante que ela ‘deu’ para o teu pai. Tá certo?”

Sejamos sinceros: Bolsonaro presidente já se apresentara assim antes, em campanha presidencial. É fiel à época em que era deputado federal no baixo clero da Câmara dos Deputados. Pelo menos o seu eleitor não deve estar surpreso.

Ah, e por favor não diga que Bolsonaro mudou e é incoerente. Nunca vi ninguém mais fiel a si mesmo, no exercício político. Gostem ou não dele.

Seu seguidor-raiz deve estar vibrando e quer mais. Não consegue enxergar as ofensas contra a repórter Patrícia Campos Mello como tal, mas as justifica como reação à altura e “natural” a alguém que é do contra e de esquerda, numa visão reducionista quanto ao papel da mídia e a própria envergadura do cargo presidencial que seu ídolo deveria zelar.

Noutra frente de análise, seria interessante também que essa indignação quanto à baixeza presidencial – que em verdade deveria ser em relação ao enxovalhamento e depreciação da mulher e não apenas contra uma repórter, chegasse à nossa realidade local. Ao cotidiano de cada um de nós, em relação à imprensa como um todo e ao ser humano de modo geral – de qualquer gênero.

Pena que boa parte da revolta seja calculada em quilômetros ou muitas milhas e apenas por redes sociais, enquanto situações análogas acontecem ao nosso lado, cotidianamente. Lamentável que a repercussão de tantas hostilidades que acontecem tão perto da gente não desperte a mesma indignação.

Dona Maura, minha Santa Mãezinha, viva fosse, exclamaria: “Que homem da boca podre!”

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
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sábado - 15/02/2020 - 08:38h
Movimento

Aliança pelo Brasil coleta apoio para participar de pleito


Mobilização nacional para formalização da criação do partido Aliança pelo Brasil, comandado pelo presidente Jair Bolsonaro, também chega a Mossoró.

Tenda em plena praça central de Mossoró é ponto para coleta de apoio (Foto: cedida)

Essa semana, equipe de simpatizantes do presidente se reveza na Praça Rodolfo Fernandes (Praça do Pax), no centro da cidade, prospectando endosso à criação partidária – de modo a obter registro da legenda junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O Aliança pelo Brasil pega atalho para obtenção de assinaturas de apoiadores com o apoio de igrejas evangélicas e entidades empresariais, pulverização de postos físicos em centenas de cidades pelo país e outras estratégias que visam alcançar 492.015 – conforme legislação em vigor.

Assinaturas exigidas precisam ser coletadas até fim de março. O dia 4 de abril é o limite para essa ou qualquer outra legenda tenha registro homologado e participe do pleito municipal no Brasil.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 14/02/2020 - 07:36h
Pesquisa

Álvaro Dias, Fátima e Bolsonaro são reprovados por Natal

Situação mais desgastante é da governadora do RN que começa a sentir efeitos negativos do poder

A pesquisa eleitoral do Instituto Seta divulgada nessa sexta-feira (13) – veja AQUI - pelo Blog O Potiguar, além de identificar o pensamento popular à disputa municipal natalense, também fez levantamento sobre as administrações municipal, estadual e federal.

Bolsonaro reduziu desgaste, mas Fátima e Álvaro começam a sentir efeitos negativos do poder (Fotomontagem AgoraRN)

Veja abaixo:

Prefeito Álvaro Dias

Conforme sondagem, 33% dos ouvidos aprovam a gestão do prefeito Álvaro Dias (MDB), 44% desaprovam e 23% não souberam ou não quiseram responder.

Governadora Fátima Bezerra

O Instituto Seta também aferiu o julgamento sobre a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT). Conforme sondagem, 34% aprovam sua gestão, 50% desaprovam e 16% não souberam ou não quiseram responder.

Presidente Jair Bolsonaro

Quanto ao presidente Jair Bolsonaro, 34% aprovam sua gestão, 59% desaprovam e 7% não souberam ou não quiseram responder.

Na pesquisa anterior (veja AQUI) realizada pelo mesmo Instituto Seta, com trabalho de campo realizado entre os dias 21 e 22 de dezembro de 2019, portanto há quase dois meses, o resultado apontou os governos Álvaro Dias e Fátima Bezerra com aprovação, enquanto Jair Bolsonaro amargava reprovação (66,5%).

Comparando as duas pesquisa, observa-se que Jair Bolsonaro dá sinais de recuperação reduzindo seu desgaste, enquanto prefeito e governadora entram em fase de baixa, com reprovação crescente e aprovação paralelamente atrofiando.

Situação de Fátima é mais delicada ainda. Sua aprovação desabou 13,7 pontos percentuais (era 47,7% e desceu para 34%) e a reprovação esticou 8,2 pontos percentuais (era 41,8% e foi para 50%).

Veja como foram os números em dezembro:

Prefeito Álvaro Dias

Conforme o levantamento, 43,7% dos entrevistados aprovam a administração da Prefeitura do Natal, comandada por Álvaro Dias, 36,7% reprovam e 19,7% não souberam ou não quiseram opinar.

Governadora Fátima Bezerra

Quanto à gestão estadual da governadora Fátima Bezerra, 47,7% dos entrevistados aprovam a administração do Governo Estadual, 41,8% reprovam e 10,5% não souberam ou não quiseram opinar.

Presidente Jair Bolsonaro

Em relação à administração Jair Bolsonaro, 27% dos entrevistados aprovam a administração, 66,5% reprovam e 6,5% não souberam ou não quiseram opinar.

O Instituto Seta fez o levantamento de campo nos dias 5 e 6 de fevereiro. Ouviu 700 eleitores em Natal.

A pesquisa tem intervalo de confiança (nível de significância) de 95% com margem de erro de 3,5% para mais ou para menos. Está registrada na Justiça Eleitoral sob o número RN-02069/2020.

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Categoria(s): Política
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terça-feira - 11/02/2020 - 19:20h
Posse

Rogério Marinho manda recado direto para Fátima Bezerra


Rogério: relação republicana (Foto: reprodução BCS)

O novo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (PSDB), destacou que a missão que pretende desempenhar à frente da pasta será construir pontes para cumprir a missão que está sendo dada a ele presidente Jair Bolsonaro.

“Fique tranquilo, vou dar o melhor de mim, sobretudo, para buscar construir pontes”, disse ele durante o discurso de posse nesta terça-feira (11/02).

Abriu parênteses para cumprimentos e agradecimentos, nominando pelo menos dois políticos do seu estado, o Rio Grande do Norte: o presidente do PSDB e da Assembleia Legislativa no estado, Ezequiel Ferreira, e a governadora Fátima Bezerra (PT).

Para ela, presente na primeira fila do auditório do Palácio do Planalto, onde ocorreu a solenidade, dirigiu mensagem curta e direta sobre sua presença – mesmo adversária política, à sua posse:

- A nossa é e será uma política de estado. Uma política republicana.

Veja mais detalhes clicando AQUI e AQUI.

Leia também: Fátima Bezerra e Rogério Marinho se afinam pelo RN.

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Categoria(s): Política
domingo - 09/02/2020 - 11:48h

A democracia na sarjeta


Por Paulo Linhares

A aparência de fragilidade é certamente a característica mais interessante da democracia. Parecer frágil, contudo, faz da democracia uma possibilidade vigorosa de realização dos desígnios da humanidade na perspectiva aristotélica do ser humano como “animal político” cuja existência se dá unicamente em ambiência social.

Em suma, viver na pólis é existir em sociedade e participar dos processos de gestão, construção e controle do mecanismo maior de organização social que é o Estado. Todavia, esta é apenas uma das concepções dos sistemas políticos estatais. Alguns destes excluem a participação, em níveis diversos dos segmentos da sociedade, deferindo a uma pessoa ou um restrito  grupo social as decisões sobre a condução do Estado.Neste caso, tem-se sistemas políticos autocráticos de gestão e controle do Estado, sobretudo, a tirania e a oligarquia. A perversão da democracia  é o populismo que, na classificação de Aristóteles, foi chamada de demagogia.

A conversão da democracia em populismo tem sido um fenômeno recorrente nestes tempos modernos, caracterizado na manipulação dos diversos segmentos sociais. O fascismo e seu irmão siamês, o nazismo, são exemplos do populismo de direita. No campo oposto, à esquerda, ele também se manifesta: o stalinismo e suas derivações assentidas em muitos países são igualmente expressões da condução autocrática de Estados e sociedades.

Em ambos os casos, contudo, os resultados, nos mais diversos níveis, foram drásticos em desfavor da humanidade, embora seja bem certo que uma democracia nem sempre garante que a vida do cidadão seja um paraíso terrestre:  numa visão bem singela, ela é sempre, segundo a banalíssima  Wilkipédia, “um regime político em que todos os cidadãos elegíveis participam igualmente — diretamente ou através de representantes eleitos — na proposta, no desenvolvimento e na criação de leis, exercendo o poder da governação através do sufrágio universal”. Melhor definição não pode haver para a proposta desta reflexão.

Assim, não parece ingênuo, nos dias atuais, indagar se é possível viver num Estado em que não haja democracia. Claro que sim, até porque a História mostra que a experiência humana da democracia é ínfima.

Melhor entendendo: a regra é que a humanidade tem vivido mais em autocracias do que em democracias, merecendo sempre considerar que os sistemas políticos, autocráticos ou democráticos, em cada momento histórico e latitudes diversas, têm peculiaridades que os tornam únicos e irrepetíveis: nos anos sessenta  do século XX, a ditadura argentina era diferente da boliviana, que diferia da brasileira que não foi tão abertamente sanguinária quanto à chilena e nenhuma delas foi tão aberrante quanto algumas ditaduras de países africanos, do mesmo período, como a do caricato Idi Amin Dada ou a do ‘imperador’ Bokassa.

Além de extermínio em massa de etnias rivais, foi constatado que Jean-Bédel Bokassa, posteriormente autointitulado Imperador Bokassa I  (adotou o nome de Salah Eddine Ahmed Bokassa), foi o segundo presidente da República Centro-Africana (01/01/1966 a 04/12/1976, quando se fez coroar imperador Centro-Africano, permanecendo até 20 de setembro de 1979.

Após sua deposição, fato estarrecedor chegou ao conhecimento da comunidade internacional: para seu consumo pessoal, Bokassa mantinha câmaras frigoríficas apinhadas de ‘cortes’ de carne humana, picanhas, maminhas e outras “coisitas” mais. Enfim, um escroto canibal que resgatou uma ‘cultura’ de seus ancestrais.

Hoje, cada Estado independente considerado democrático – a partir de indicadores cientificamente identificados – pode ser classificado e passar a compor um ranking determinado. Cada modelo de aferição obtém resultados que não se coadunam, necessariamente, com outros, por questões metodológicas.

Um das mais sérias instituições que medem e classificam a democracia em  muitos países do mundo é a V-dem, de origem sueca, sendo um dos mais importantes “observatórios”  da democracia no mundo. Em relatório recentemente publicado, que teve divulgação no prestigioso jornal espanhol El País, constatou que o Brasil vive “uma guinada à autocracia das mais rápidas e intensas do mundo nos últimos anos”, após a chegada de Jair Bolsonaro à presidência da República.

Noutras palavras, as novas diretrizes políticas que constam da agenda do presidente Bolsonaro, com “os esforços do presidente e seu Governo para calar os críticos, a exemplo do que “fez (Recep Tayyip) Erdogan quando levou a Turquia da democracia à ditadura, o que faz (Viktor) Orban na Hungria, que está prestes a deixar de ser uma democracia, e exatamente o que (Narendra) Modi faz na Índia”, conforme assertiva do diretor do V-dem, o professor Staffan I. Lindberg. Inequívoco que Bolsonaro se enquadra no modelo dos democraticidas que, atualmente, têm ascendido ao poder pelas urnas.

A propósito, lembre-se que o Partido Nacional Socialista alemão, participou de sete eleições, a partir dos anos 1920, até entronizar seu líder máximo Adolf Hitler como chanceler, em 1933, que, depois de uma série de manobras escusas e vários assassinatos, fechou o Parlamento, tornou proscritos todos os partidos políticos e empalmou o poder supremo na condição de “Fürher” da Alemanha.

Os horrores que se seguiram, são por demais conhecidos.

A potente ‘metralhadora giratória” do capitão-presidente Bolsonaro, manejada por ele mesmo ou por seus filhos e acólitos políticos, atingem a imprensa, personalidades, artistas e instituições republicanas como o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e a Ordem dos Advogados do Brasil, além de Estados estrangeiros amigos do Brasil.

Em todas as intervenções de Bolsonaro e seus seguidores afigura-se perceptível um profundo desapreço às instituições democráticas com as quais a sociedade brasileira tem vivido. Claro, têm imperfeições e insuficiências o modelo de democracia erigido na Constituição de 1988, mas, inequívoco que vêm garantido enorme e profícua estabilidade ao Estado brasileiro.

Ajustes são – e sempre serão necessários -, mas, desde que não possam desfigurar às conquistas democráticas, sociais e políticas plasmadas na Carta Política de 1988. Aliás, ao lado de certos eventos históricos, ela será sempre o ponto de partida para a consolidação dos interesses fundamentais  da sociedade brasileira.

Batam ou não as miseráveis panelas da classe média ensandecida e ignorante ou o ridículo pato amarelo que grasna no edifício da Fiesp, na Avenida Paulista. A democracia e os valores que ela imantam sempre serão algo por que lutar e manter. Acima de tudo e todas as coisas, pois, certamente aí estarão, verdadeiramente, qualquer ideia que se tenha de Deus e de amor a esta pátria que chamamos pelo singelo de Brasil.

Paulo Linhares é professor e advogado

Categoria(s): Artigo
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quinta-feira - 06/02/2020 - 20:38h
Exame toxicológico

Bolsonaro se irrita com projeto do senador Styvenson


Do UOL e Blog Carlos Santos

O presidente Jair Bolsonaro reagiu com rispidez à aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, do projeto do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) – veja AQUI – que exige exame toxicológico para a obtenção de posse ou porte de arma de fogo (PL 3.113/2019).

Jair Bolsonaro já avisou que espera derrubada do projeto de Styvenson, que considera absurdo (Foto: arquivo)

Com a aprovação da CCJ nessa quarta-feira (5), o Projeto agora segue para a análise do plenário da Câmara dos Deputados.

“Obrigar exame toxicológico ao comprar a arma ou ter porte… Meu Deus do céu. Tem que exigir para todo mundo. Um voto mal dado, às vezes, tem efeito muito maior do que uma bala disparada por irresponsável”, justificou, durante transmissão ao vivo na plataforma Facebook à noite desta quinta-feira (6).

Reação presidencial

“Espero que esse projeto não passe no Senado. Se passar, que fique na Câmara. É um direito meu falar isso, com todo o respeito ao Congresso. Se passar, eu tenho direito de dar o veto. Agora é hora de você procurar o seu deputado, o seu senador. Não joga em cima de mim, não”, completou.

Apesar de alinhado politicamente ao Palácio do Planalto, Styvenson passa a enfrentar essa reação presidencial.

Veja mais detalhes clicando AQUI.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 06/02/2020 - 17:52h
Governo Federal

Rogério Marinho é ministro do Desenvolvimento Regional


Do G1 e Blog Carlos Santos

O presidente Jair Bolsonaro exonerou, nesta quinta-feira (6), o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. Segundo o decreto, a saída ocorre a pedido de Canuto.

O ex-secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, em imagem de arquivo (Foto: Edu Andrade)

O cargo será ocupado por Rogério Marinho (PSDB), que atuava como secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. A troca foi publicada em edição extra do “Diário Oficial da União”.

Marinho foi nomeado secretário de Previdência pelo ministro Paulo Guedes durante a transição de governo, no fim de 2018. Durante a tramitação da reforma da Previdência, o economista ficou responsável pela articulação política e pelos esclarecimentos sobre a proposta do governo.

Rogério Marinho é filiado ao PSDB e, entre 2007 e 2018, foi deputado federal pelo Rio Grande do Norte. Em 2018, foi relator na Câmara dos Deputados da reforma trabalhista enviada pelo governo Michel Temer.

Trajetória política

Nas últimas eleições, em 2018, ele não conseguiu reeleição para o cargo.

Rogério Marinho tem 56 anos. É filho do advogado Valério Marinho e neto do ex-deputado federal Djalma Marinho. Sua ascensão dentro do governo Jair Bolsonaro é uma situação inesperada para muita gente que apostava em seu “fim” na política, depois de levar adiantar a relatoria da reforma trabalhista e não conseguir se reeleger ano passado.

Iniciou sua trajetória política como vereador em Natal pelo PSB. Foi vereador interino entre março de 2001 e março de 2003 e eleito em 2004, chegando à presidência da Câmara Municipal.

Já em 2006, ele conseguiu eleição à Câmara Federal, Não se reelegeu em 2010, mas acabou voltando à Câmara Federal em 2011, com migração do titular Betinho Rosado para a Secretaria de Agricultura do RN (gestão Rosalba Ciarlini-DEM, hoje no PP).

Em 2012 foi candidato a prefeito da capital,  mas sem êxito. Foi empossado na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (Governo Rosalba Ciarlini) no fim dessse mesmo ano e em 2014 obteve novo mandato na Câmara dos Deputados. Em 2018, Marinho não se reelegeu.

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Categoria(s): Política
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sexta-feira - 24/01/2020 - 09:46h
Política

Segurança Pública aumenta fosso entre Bolsonaro e Moro


Bolsonaro e Moro: relações tensas (Foto: O Globo)

Do Canal Meio

O presidente Jair Bolsonaro aproveitou uma reunião com os 27 secretários estaduais de segurança para levantar a possibilidade de desmembrar o Ministério da Justiça e Segurança, tirando do ministro Sérgio Moro a segurança pública.

Ele havia despachado com Moro horas antes, mas não o convidou para o encontro. A provocação do presidente ocorre por conta da disputa pelo comando da Polícia Federal.

Bolsonaro havia tentado indicar um nome para o lugar do delegado Maurício Valeixo em setembro, mas o ministro resistiu publicamente. Falando da proposta, levada pelos secretários, o presidente comentou. “Isso é estudado”, disse, “é lógico que o Moro deve ser contra, mas é estudado com os demais ministros.” (Poder 360)

Quem conversa com Moro diz que o ministro tem ao menos uma coisa clara na cabeça, conta a jornalista Bela Megale.

Estar à frente da Segurança foi uma das condições para se tornar ministro.

Sem a pasta, ele deixa o governo. (Globo)

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 22/01/2020 - 12:10h
Política

Bolsonaro falará ao vivo a militantes do Aliança no RN


Para promover o partido ‘Aliança pelo Brasil’ no Rio Grande do Norte, o presidente Jair Bolsonaro fará uma ‘live’ com os apoiadores do Estado. A videoconferência acontecerá na tarde do próximo sábado (25), a partir de 13h, em evento a ser realizado no Hotel Holiday Inn, próximo à Arena das Dunas.

O evento é denominado de “1º Encontro Potiguar do Aliança pelo Brasil”

No Rio Grande do Norte, a meta dos apoiadores de Bolsonaro é reunir no mínimo três mil assinaturas. Apenas neste encontro do sábado são esperados cerca de 1 mil apoiadores. O evento será aberto ao público com entrada gratuita e os apoiadores poderão assinar a ficha para o pedido de registro do Aliança no próprio local.

Mudança

A decisão de Jair Bolsonaro em sair do PSL se deu após divergências com o presidente nacional da sigla, o deputado Luciano Bivar.

No Rio Grande do Norte, toda a cúpula do diretório estadual acompanhou o presidente da República e anunciou migração para o Aliança pelo Brasil.

O líder estadual do movimento pelo Aliança é o coronel-aviador Hélio Oliveira, que estará presente ao evento juntamente com deputado federal General Girão (RN), e a Vereadora Eleika (Natal).

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Categoria(s): Política
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segunda-feira - 20/01/2020 - 22:16h
Regina Duarte

Atriz aceita fazer um “teste” na Cultura de Bolsonaro


O presidente Jair Bolsonaro, a atriz Regina Duarte e o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos (Foto: Twitter)

Do Congresso em Foco

Convidada para comandar a Secretaria de Cultura, a atriz Regina Duarte aceitou fazer um teste no governo.

Ela informou, após conversar com o presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (20), que estará em Brasília já na próxima quarta-feira (22) para conhecer as atividades e a “família” da secretaria.

A atriz não confirmou em quanto tempo ou em quais condições vai se decidir sobre a sua permanência definitiva no cargo, que está vago desde a última sexta-feira (17), quando o ex-secretário Roberto Alvim foi exonerado após fazer citações nazistas em um vídeo do governo.

“Estamos noivando”, disse a artista.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Cultura
sexta-feira - 17/01/2020 - 20:48h
Roberto Alvim

Nem Bolsonaro conseguiu aguentar secretário da Cultura


Do Congresso em Foco

O presidente Jair Bolsonaro divulgou uma nota confirmando a demissão do secretário da Cultura Roberto Alvim, que está sendo criticado por ter parafraseado o ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels, ao divulgar o novo prêmio do governo para a Cultura.

No documento, Bolsonaro disse que esse “pronunciamento infeliz” tornou “insustentável” a permanência de Alvim no cargo.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Nota do Blog – Esse, nem o próprio Bolsonaro conseguiu manter no cargo. Que coisa!

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Categoria(s): Política
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quarta-feira - 15/01/2020 - 10:08h
OECD

Trump vai cumprir promessa feita a Bolsonaro


Do Canal Meio

A mudança de governo na Argentina terminou por beneficiar o Brasil em seu pleito para se juntar à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD). O presidente americano Donald Trump já havia prometido indicar o país a seu par brasileiro, Jair Bolsonaro, no primeiro semestre de 2019. As ações dos EUA, porém, não davam sinal de cumprimento da promessa para além das palavras — nas recomendações oficiais foram apresentados os nomes de Argentina e Romênia.

Ontem, mudou.

O Departamento de Estado afirmou que gostaria de substituir a Argentina pelo Brasil.

Democracia e economia de mercado

Washington ainda não se comprometeu com um cronograma para o início do processo de admissão. Há um debate entre EUA e União Europeia — os europeus desejam acelerar a expansão da OCDE, permitindo a entrada de um país de fora da UE e outro de dentro por vez. Por isso, agora, Brasil e Romênia.

Os americanos querem que o crescimento seja mais lento. Ainda não há data para início do processo, que ao todo deve durar três anos. (Estadão)

A OCDE, que nasceu para reerguimento da Europa no pós-Segunda Guerra na gestão do Plano Marshall, é composta hoje por 36 países que, em comum, se comprometem com princípios de democracia representativa e economia de mercado.

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Categoria(s): Economia / Política
quinta-feira - 02/01/2020 - 19:26h
Enfoque Político

As dificuldades de Bolsonaro, Fátima e Rosalba em análise

Jornalistas Saulo Vale, Phabiano Santos e editor do Blog Carlos Santos fazem retrospectiva política

Com apresentação do jornalista Saulo Vale, o programa Enfoque Político recebeu segunda-feira (30) o editor do Blog Carlos Santos e o publicitário e advogado Phabiano Santos.

Os três fizeram uma retrospectiva da política nacional, estadual e mossoroense em 2019.

A gestão Jair Bolsonaro e sua relação com o Congresso Nacional, o Governo Fátima Bezerra (PT) e suas dificuldades administrativas e políticas, além do quadro politico de Mossoró, em que aparecem as dificuldades da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), estiveram no bate-papo entre Saulo, Phabiano e o Blog Carlos Santos.

O Enfoque Político é exibido de segunda à sexta-feira pela Super TV – canal 14.1 da TV aberta em Mossoró e 173 do sistema cabo Brisanet, às 18h45.

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Categoria(s): Comunicação / Política
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terça-feira - 24/12/2019 - 09:20h
Brasília

Após acidente doméstico e internação, Bolsonaro tem alta


Bolsonaro: nada grave (Foto: arquivo/Antônio Cruz)

Do Congresso em Foco

O presidente Jair Bolsonaro recebeu alta do Hospital das Forças Armadas de Brasília na manhã desta terça-feira (24), após passar a noite em observação por conta de um acidente doméstico sofrido no Palácio da Alvorada.

Ele segue, contudo, de repouso e não terá compromissos oficiais nesta véspera de Natal.

Bolsonaro foi internado por volta das 21h dessa segunda-feira (23) após cair no banheiro do Palácio da Alvorada.

Já na ocasião, o Planalto e os apoiadores de Bolsonaro informaram que o quadro não era grave e que o presidente ficaria em observação apenas porque bateu a cabeça na queda. A previsão era que ele recebesse alta depois de 6 a 12 horas de internação.

Segundo nota emitida pelo Palácio do Planalto, não houve intercorrências no quadro médico do presidente durante a noite. Nesta manhã, ele foi reavaliado pela equipe médica e recebeu alta com orientação de repouso.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 23/12/2019 - 16:06h
O Potiguar/Instituto Seta

Álvaro e Fátima são aprovados, mas Bolsonaro é reprovado


Bolsonaro tem gestão abaixo do que Fátima e Álvaro revelam em números do Seta (Fotomontagem AgoraRN)

O Blog O Potiguar que encomendou pesquisa político-eleitoral sobre a sucessão natalense, também tem números publicados nesta segunda-feira (23) quanto às administrações Álvaro Dias (MDB), Fátima Bezerra (PT) e Jair Bolsonaro.

Veja abaixo:

Governo Municipal

Conforme o levantamento, 43,7% dos entrevistados aprovam a administração da Prefeitura do Natal, comandada por Álvaro Dias, 36,7% reprovam e 19,7% não souberam ou não quiseram opinar.

Governo do RN

Quanto à gestão estadual da governadora Fátima Bezerra, 47,7% dos entrevistados aprovam a administração do Governo Estadual, 41,8% reprovam e 10,5% não souberam ou não quiseram opinar.

Governo Federal

Em relação à administração Jair Bolsonaro, 27% dos entrevistados aprovam a administração, 66,5% reprovam e 6,5% não souberam ou não quiseram opinar.

A pesquisa foi aplicada entre os dias 21 e 22 de dezembro no município de Natal. Foram entrevistados 800 eleitores. A margem de erro é de 3% e o intervalo de confiança é de 95%.

A pesquisa foi aplicada entre os dias 21 e 22 de dezembro na município de Natal.

Foram entrevistados 800 eleitores. A margem de erro é de 3% e o intervalo de confiança é de 95%.

Nota do Blog – Em pesquisa entre os dias 21 e 25 de junho último, divulgada no dia 29 do mesmo mês, realizada pelo Instituto Consult, Álvaro Dias tinha 54,5% de aprovação, Fátima Bezerra com 52,5% e Jair Bolsonaro com 39,13%.

Na primeira pesquisa do ano, em março, feita entre os dias 7 e 11, o resultado foi o seguinte:

Governo Álvaro Dias (MDB) aprovado por 57,13% dos natalenses.

A gestão Fátima Bezerra (PT) alcançou 47,13% de endosso popular.

Quanto à administração do presidente Jair Bolsonaro (PSL), sua aprovação alcançou 41,13%.

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Categoria(s): Política
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segunda-feira - 23/12/2019 - 09:34h
Reflexão

Rio, do verbo rir…


Por François Silvestre

Não posso evitar, e rio. De rir e não de Grande do Norte ou de Janeiro. Mas é engraçado. Notícias do ocorrido são seletivas, dependendo da opinião do noticiante. Jornalismo? Pode ser, pois tudo agora pode ser.

Queiroz aconteceu, Flávio 01 também. Até pescaria em angra, coisa de rico. Num lado, alarde, mais que notícia. No outro, silêncio, ignorando a notícia.

Noticia-se a possível candidatura de Moro. A prefeito? Não. Vereador? Não. A vice-presidente.

Mas a próxima eleição é para presidente? Não. Só daqui a três anos. Pois é. Bolsonaro lança Moro provável candidato a vice, pra daqui a três anos, e vira notícia. Futurismo do fanatojornalismo.

Desvio de atenção do real. Papa na boca dos bestas. Mesmo assim, rio.

Nem do Norte, nem do Mês. do verbo rir de como riem as hienas.

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Categoria(s): Artigo
sexta-feira - 20/12/2019 - 08:14h
"Rachadinha"

Flávio Bolsonaro tenta barrar investigação com Gilmar Mendes


Flávio e o pai: momento delicado (Foto: Adriano Machado)

Do Canal Meio

A defesa do senador Flávio Bolsonaro entrou com pedido de habeas corpus no Supremo para tentar impedir o prosseguimento da investigação sobre desvio de dinheiro público em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio, o caso da “rachadinha”.

A análise do caso, que tramita sob sigilo, ficará a cargo do ministro Gilmar Mendes.

Flávio pode ter mais chances de obter uma vitória no Supremo e paralisar novamente as investigações se a análise ocorrer durante o período do recesso — sob comando de Dias Toffoli e Luiz Fux. Ambos já deram liminares que o beneficiaram. (Estadão)

Enquanto isso

Bolsonaro, o presidente, tirou o corpo fora e afirmou “não ter nada a ver” com a investigação. Mas em conversa por WhatsApp em 2017, Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, indica que integrantes da família tinham conhecimento e estavam preocupados com o fato de uma das assessoras nomeadas ser casada com o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega.

Flávio sempre negou que soubesse e chegou a responsabilizar Queiroz pela nomeação de Danielle Mendonça da Costa. Ela trabalhou no gabinete até o ano passado e teria repassado R$ 203 mil ao ex-assessor por meio de duas pizzarias controladas por Adriano.

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Categoria(s): Política
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quinta-feira - 19/12/2019 - 07:38h
Milhões

Investigação avança e deixa Flávio Bolsonaro em apuros


Do Canal Meio

Chefe de gabinete do senador Flávio Bolsonaro quando ele era deputado da Assembleia do Rio, Fabrício Queiroz recebeu ao todo R$ 2 milhões em depósitos feitos por 13 assessores. De acordo com o levantamento feito pelo Ministério Público do Rio, entre 2007 e 2018, houve 339 depósitos feitos em dinheiro, 127 transferências bancárias e 17 depósitos em cheques.

Outros R$ 900 mil foram repassados a Queiroz sem procedência identificada. Durante o mesmo período, Queiroz sacou em espécie R$ 2,96 milhões. Em conjunto, Danielle Mendonça da Costa e Raimunda Veras Magalhães, mulher e mãe do ex-policial militar Adriano Magalhães da Nóbrega, são responsáveis pelos repasses de R$ 203 mil.

Queiroz e Flávio: elo de milhões (Foto: Web)

Mais R$ 202 mil foram sacados pelas duas no banco. Exonerado da PM acusado de assassinato, Adriano é suspeito de liderar a milícia em Rio das Pedras, Zona Oeste carioca. No período em que trabalharam para o filho mais velho do presidente, as duas receberam R$ 1 milhão.

O relatório do MP, obtido com exclusividade pela revista Crusoé, também afirma que dez parentes de Cristina Siqueira Valle, a segunda mulher de Jair Bolsonaro, sacaram do banco em dinheiro R$ 4 milhões, ou 83% da remuneração. Viviam, em todo o período, na cidade de Resende. Os saques sempre ocorriam logo após o pagamento. (Crusoé)

Suspeita

A suspeita dos investigadores é de que o filho Zero Um lavava o dinheiro arrecadado na rachadinha comprando e vendendo apartamentos. Dois imóveis localizados no bairro de Copacabana, e comprados por Flávio em novembro de 2012, foram adquiridos por 30% do que o comprador anterior havia pago e vendidos, um ano após, com lucro de 300%.

Também uma loja Kopenhagen, que pertence a Flávio e se localiza no shopping Via Parque, pode ter sido usada para o mesmo fim. A conta de pessoa jurídica da empresa recebeu inúmeros aportes que foram repassados a Zero Um como distribuição de lucros fictícios. (Crusoé)

Busca e apreensão

O MP-RJ realizou ontem pela manhã uma operação de busca e apreensão em inúmeros endereços de ex-assessores de Flávio no Rio e em Resende para levantar provas dos crimes de lavagem de dinheiro e peculato — desvio de dinheiro público. Como base para obter autorização judicial, os procuradores apresentaram ao juiz diálogos retirados do celular de Danielle Mendonça, a ex-mulher do capitão Adriano.

Em uma postagem, Queiroz enviou a ela a imagem do contracheque para que preenchesse o Imposto de Renda, indício de que sequer aparecia no gabinete. Noutra, se queixava com uma amiga do incômodo com a origem do dinheiro. Numa terceira, o então chefe de gabinete adverte a ex-assessora. “Tá havendo problemas”, ele afirmou, quando começaram a sair reportagens sobre o assunto. “Cuidado com que vai falar no celular.” (Globo)

A rachadinha não é a única fonte de recursos fora de padrão do filho Zero Um. O então cabo PM Diego Sodré de Castro quitou um boleto de pouco mais de R$ 16 mil em nome da mulher do senador, além de efetuar transferências bancárias para dois de seus assessores.

Diego, que recebia um salário inferior aos valores, foi investigado pela corregedoria da polícia. Ele é dono da empresa Santa Clara Serviços, de segurança, e foi acusado de ameaçar moradores de Copacabana obrigando-os a contratar seus serviços. (Crusoé)

Reunião com o pai

No final do dia de ontem, Flávio se encontrou com o pai acompanhado do advogado da família, Frederic Wassef.

Eles estiveram reunidos no Palácio da Alvorada das 19h30 até 21h20. Também estava presente o filho Zero Três, Eduardo. (Valor)

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 18/12/2019 - 08:20h
Decisão

Congresso recua e aprova Fundo Eleitoral menor para 2020


Do Canal Meio

O Congresso recuou — ao aprovar sua proposta para o Orçamento de 2020, deputados e senadores optaram por um Fundo de Financiamento Eleitoral de R$ 2 bilhões, quase metade dos R$ 3,8 bi que chegaram a cogitar. A revisão foi aprovada ontem. É uma vitória do presidente Jair Bolsonaro, que vinha pressionando para diminuir o valor.

A consequência é um aumento de despesas e investimentos em áreas como a saúde, infraestrutura e desenvolvimento regional.

Com o corte no fundo eleitoral, o PSL e o PT, os partidos que mais receberiam com o aumento deixariam de levar R$ 356 milhões. Mesmo assim, o fundo do PSL será superior ao de 2018 em mais de 20 vezes, devido ao crescimento do partido nas urnas. Já o PT perderá mais de R$ 12 milhões. (Globo)

O recuo dos parlamentares não se deu apenas por pressão do Planalto. De acordo com pesquisa Datafolha realizada na primeira semana do mês, 45% dos eleitores reprovam seu trabalho. São dez pontos percentuais a mais do que em agosto.

Apenas 14% aprovam o Congresso Nacional. (Folha)

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sexta-feira - 06/12/2019 - 09:14h
Butim do Fundo Eleitoral

Ele mesmo – o bobalhão do contribuinte


PP, MDB, PT, PTB, PSL, PL, PSD, PSB, Republicano, PSDB, PDT, DEM e Solidariedade assinaram documento conjunto com pedido para que o Fundo Eleitoral de 2020 chegue a pelo menos R$ 4 bilhões.

Eles representam 430 dos 513 deputados federais e 62 dos 81 senadores no Congresso Nacional. Apenas o Psol, Podemos, Cidadania e Novo são contra essa elevação.

Na quarta-feira (4), a comissão responsável pela elaboração do orçamento da União no âmbito das duas casas legislativas federais estabeleceu em R$ 3,8 bilhões o montante do dinheiro público a ser pulverizado nas campanhas eleitorais em todo o país, no próximo ano.Um escárnio, convenhamos.

Em 2018, o valor já tinha atingido R$ 1,7 bilhão. Além desse montante, os partidos receberam cumulativamente R$ 889 milhões do Fundo Partidário.

Mas os atuais congressistas, eleitos naquela “onda de moralismo” e de “renovação da política e dos costumes” no ano passado, querem mais e mais, mais ainda.

O agravante, é que para acomodar os números orçamentários da União, precisam especificar de onde sairá essa montanha de dinheiro. Há um garroteamento derivado da Lei do Teto de Gastos que limita o crescimento das despesas públicas. Então, a saída é para baixo: tirar daqui e dali para fechar a conta sem estouro orçamentário.

Segundo informa a chamada Grande Imprensa do país, pelo menos R$ 500 milhões serão retirados da Saúde. Assim, programas como o Farmácia Popular (R$ 70 milhões), que proporciona remédios à população menos favorecida, de forma gratuita, serão afetados.

Na Educação, a poda chega aos R$ 280 milhões. Em relação à Infraestrutura, em que entram investimentos relativos ao saneamento, a lipoaspiração financeiro-orçamentária chega a R$ 380 milhões.

O programa Minha Casa, Minha Vida (R$ 70 milhões a menos) também vai para a “faca”, se essa proposta for aprovada. Precisará passar por votação na Comissão Mista do Orçamento (reúne deputados e senadores) e no dia 17 de dezembro, em plenário, haverá a decisão final das duas casas parlamentares.

O presidente Jair Bolsonaro poderá vetar a matéria de forma parcial ou integralmente. Topa a parada? Difícil. O seu nascente Aliança pelo Brasil também está de olho nesse butim.

Até porque, a conta já tem mesmo quem pague. Exatamente o que você está pensando: o bobalhão do contribuinte.

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Categoria(s): Artigo / Política
quarta-feira - 04/12/2019 - 17:08h
Política

PSL pune deputados; General Girão esclarece o porquê


Girão: lealdade a Bolsonaro (Foto: Reprodução BCS)

Agência Meio, G1, Blog Carlos Santos e Folha de São Paulo

Eduardo Bolsonaro e mais 17 deputados foram punidos pelo PSL nessa terça-feira (3) por tentarem afastar o presidente do partido, Luciano Bivar. O filho do presidente Jair Bolsonaro, junto com mais três deputados, pegaram a maior pena: um ano de suspensão.

O deputado perde a liderança na Câmara, já que fica proibido de participar de comissões, assinar listas e falar em nome da sigla no Congresso.

Eduardo só manterá o comando da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional até o final do ano por ter sido eleito presidente. Outros dez deputados tiveram suspensões definidas entre 3 e 10 meses, e quatro foram advertidos.

O deputado federal General Eliéser Girão, do RN, está no “lote” dos punidos com três meses de suspensão. “Fui suspenso do PSL por ter mantido minha lealdade ao presidente Jair Bolsonaro e por ter pedido ética e transparência na prestação de contas do partido”, disse Girão.

Novo partido

Por 4 a 3, o TSE autorizou o uso de assinaturas eletrônicas para criação de partidos políticos.

É exatamente o que queria o presidente Jair Bolsonaro, para agilizar a formação de sua legenda.

Mas é vitória de Pirro.

O Tribunal argumenta que ainda será preciso regulamentar o uso da tecnologia e preparar a equipe para lidar com a novidade.

Não há prazo.

O Aliança pelo Brasil, partido que Bolsonaro tem pressa em formalizar, é dissidência do PSL que ele transformou numa legenda de grande porte com sua eleição ano passado.

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Categoria(s): Política
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