domingo - 05/07/2020 - 11:20h

O silêncio, oportuno, do capitão


Por Odemirton Filho

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mudou o tom do seu discurso. Há dias que vem mantendo um clima político ameno, sem a corriqueira beligerância que caracteriza o seu mandato.

O ex-capitão do Exército, Jair Bolsonaro, resolve administrar a própria língua (Foto: G1)

Não sabemos o motivo do silêncio e da mudança de comportamento do presidente. Será que é o receio de uma possível delação do Fabrício Queiroz? Das ações eleitorais que tramitam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que podem cassar o seu mandato? Dos inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF)?

Apenas um recuo político estratégico? Ou, finalmente, entendeu que em uma democracia não se governa sem diálogo?

Enfim, algo aconteceu que fez Bolsonaro mudar de postura, pelo menos, até o momento em que escrevo este artigo.

Ademais, não podemos esquecer que o presidente precisou buscar apoio junto aos partidos políticos do “Centrão”. Sem uma base política no Congresso Nacional seria difícil se manter no Poder e fazer as reformas que pretende. Bolsonaro, com a experiência parlamentar que possui, sabe muito bem disso. Sem esquecer, é claro, que há sempre um eventual processo de impeachment à espreita.

Seja qual for o motivo, o presidente arrefeceu os ânimos e, diga-se, no momento oportuno. Sabe que terá que enfrentar uma grave crise social e econômica, agudizada pela pandemia do coronavírus. Será preciso mais do que a retórica neoliberal do ministro da Economia, Paulo Guedes, para colocar o Brasil nos eixos.

O Estado brasileiro, dizem alguns economistas, precisa ser o indutor da retomada do crescimento econômico. O problema é que a capacidade de investimento do país já era ruim, pós-pandemia, será pior. Como manter as empresas funcionando e preservar milhões de empregos?

A PANDEMIA do coronavírus atingiu, de forma pesada, a economia. O setor público apresentou déficit primário de R$ 131,438 bilhões em maio, conforme divulgou o Banco Central. Além disso, estima-se que o rombo nas contas públicas poderá chegar a R$ 828 bilhões em 2020 e a dívida pública até 100% do Produto Interno Bruto (PIB) no pós-crise.

Para se ter uma ideia, conversando com o gerente de um restaurante da cidade, esse me disse que o serviço de “delivery” não chega a 30% do faturamento que tinha antes da pandemia. Ou seja, é insuficiente para pagar as despesas do estabelecimento e manutenção de todos os empregos. Realidade, aliás, que deve ser a de milhares de bares e restaurantes Brasil afora.

Assim, não é com o dedo em riste e em uma eterna disputa político-eleitoral, que o presidente conseguirá colocar a casa em ordem. De igual modo, a oposição precisa fazer a sua “mea-culpa”. Se é certo que é preciso cobrar ações e fiscalizar o governo, é imprescindível que se apresente de forma propositiva e se disponha a ajudar o Brasil a enfrentar a crise. Mesmo porque, nessa luta entre situação e oposição, sabemos quem sempre perde.

Acrescente-se, por relevante, que mais de sessenta mil brasileiros já perderam a vida e não se sabe quantos ainda morrerão. Desse modo, é preciso uma ação coordenada entre todas as esferas governamentais e a sociedade. Compatibilizar a retomada da atividade econômica e preservar a vida e a saúde das pessoas é o principal desafio de governadores e prefeitos.

Portanto, o diálogo institucional e republicano deve ser a tônica em uma democracia. Esperemos que o presidente possa continuar mantendo essa postura, falando menos e governando mais, buscando harmonia (sem fisiologismo) entre os Poderes da República, a fim de tentar resolver os nossos inúmeros problemas.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Categoria(s): Artigo
sexta-feira - 03/07/2020 - 11:00h
Ufersa

Certa de nomeação, 3ª colocada manda insatisfeitos à rua


Do Blog Saulo Vale

Terceira colocada na consulta da Lista Tríplice à Reitoria da Universidade Federal Rural do Seminário (UFERSA), a professora Ludimilla Oliveira voltou a polemizar nas redes sociais ao falar sobre sua eventual nomeação ao cargo de reitor da instituição.

“Eu vou ser a primeira mulher reitora da universidade. E quem não aceitar, saia. Quem não aceitar, deixe de estudar lá. Peça transferência. Nós vamos fazer o nosso melhor”, disse.

A declaração da professora ocorreu em live realizada nesta quinta-feira (2), no perfil do Instagram da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica, quando ela interagia com a presidente da entidade no RN, Sâmia Martins.

Ludimilla Oliveira afirmou mais uma vez, durante a transmissão online, que aceita o cargo de reitor caso seja nomeada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Eleições Ufersa

Ludimilla Oliveira computou 18,33% dos votos da comunidade acadêmica no último dia 15, ficando em terceiro lugar, atrás de Rodrigo Codes (37,55%) e Jean Berg Alves (24,84%) – veja AQUI.

Jean Berg já afirmou que não aceita o cargo, nem se o presidente da República o nomeá-lo. Ele defende a nomeação do primeiro colocado na Lista Tríplice, professor Rodrigo Codes.

A disputa, então, é entre Codes e Ludimilla.

Nota do Blog Carlos Santos – Absolutamente legítima a aspiração da professora Ludmilla em ser nomeada, haja vista que concorreu como os demais e consta da lista tríplice. Faz parte do que está normatizado e o presidente não é obrigado a nomear o mais votado. Entretanto, o que pesa contra ela e gera polêmica dentro e fora da Ufersa, é de caráter moral.

Como uma pessoal supostamente democrática, Ludmilla sabe que seu comportamento espelha a supremacia da ambição pessoal, mesmo que legítima (legalmente). Não existe espírito público ou zelo acadêmico.

A própria linguagem usada nessa ‘live’ depõe contra a terceira colocada. Remete-nos à época do regime militar e o lema “ame-o ou deixe-o”, pregação para que os contrários ao governo verde-oliva saíssem do Brasil.

Sabe-se que ela trabalha politicamente por sua nomeação. Não está estática ou presa tão somente às declarações pública. O resultado das urnas é só um detalhe ou nem isso.

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Categoria(s): Educação / Gerais / Política
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terça-feira - 30/06/2020 - 20:14h
Educação

Ministro pede exoneração antes mesmo de assumir


Decotelli e Bolsonaro: afinação sem andamento (Foto: Valor Econômico)

Do G1

Cinco dias depois de ter sido nomeado, o ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, entregou na tarde desta terça-feira (30) a carta de Exoneração ao presidente Jair Bolsonaro.

Até a última atualização desta reportagem, o Palácio do Planalto não tinha anunciado oficialmente a saída do ministro nem o nome do substituto.

Decotelli foi o terceiro ministro da Educação do governo Bolsonaro — o primeiro, Ricardo Vélez Rodríguez, permaneceu pouco mais de três meses no posto; o segundo, Abraham Weintraub, 14 meses.

Segundo informou a repórter Delis Ortiz, da TV Globo, a edição desta quarta-feira do “Diário Oficial da União” incluirá um ato que tornará sem efeito a nomeação de Carlos Alberto Decotelli.

O escândalo de currículo ‘furado’, com informações falsas, minou o terreno para o ministro. Após a polêmica sobre títulos que diz possuir, desmentidos pelas instituições de ensino, a própria equipe do presidente aconselhou Decotelli a deixar o cargo.

Veja matéria completa AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
sábado - 20/06/2020 - 08:38h
Brasília

Rogério Marinho sai do PSDB sem alardes, mas segue ministro


Por Renata Agostini e Daniela Lima (CNN Brasil)

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, se desfiliou do PSDB há alguns dias, sem alarde.

Rogério Marinho é ex-deputado federal pelo RN e prepara evento da transposição (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O movimento sela o afastamento do ministro de Jair Bolsonaro do tucanato em meio a um recrudescimento dos ânimos de integrantes com a condução do governo.

Dirigentes do PSDB dizem que a saída do partido foi muito amistosa e tecem elogios à atitude de Marinho, tido como um quadro discreto, técnico e de bom trato.

O ministro assumiu posto no primeiro escalão do governo depois de conduzir a reforma da Previdência. No novo posto já protagonizou embates públicos com o chefe da equipe econômica, Paulo Guedes.

Rogério Marinho organiza, na próxima semana, um evento político com Jair Bolsonaro no Nordeste para comemorar a chegada das águas da transposição do São Francisco no Ceará.

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Categoria(s): Política
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quinta-feira - 18/06/2020 - 16:04h
Na pressão

Ao lado de Bolsonaro, ministro Weintraub anuncia exoneração


Weintraub: saída pela direita (Foto: Marcelo Camargo)

Do G1

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou nesta quinta-feira (18) que deixará o cargo. A confirmação foi dada em um vídeo publicado por Weintraub, em que o ministro aparece ao lado do presidente Jair Bolsonaro. O nome do substituto não foi informado.

Nesta quarta, a comentarista do G1 e da GloboNews Cristiana Lôbo informou que o governo pretende indicar Weintraub para o Banco Mundial, em Washington. Lá, o Brasil lidera um grupo de nove países e, sendo o maior acionista, tem a prerrogativa de indicar o diretor da área.

“É um momento difícil, todos os meus compromissos de campanha continuam de pé. Busco implementá-lo da melhor forma possível. A confiança você não compra, você adquire. Todos que estão nos ouvindo agora são maiores de idade, sabem o que o Brasil está passando. E o momento é de confiança. Jamais deixaremos de lutar por liberdade. Eu faço o que o povo quiser”, afirma Bolsonaro no vídeo.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 17/06/2020 - 10:10h
Ministério

Posse de Fábio Faria acontece nesta quarta-feira


Faria: posse às 11h (Foto: arquivo)

O deputado federal em quarto mandato pelo RN, Fábio Faria (PSD), será empossado oficialmente como ministro das Comunicações nessa quarta-feira (17).

A solenidade acontecerá no Palácio do Planalto às 11 horas.

A pasta passa a agregar a Secretaria Especial de Comunicação Social, antes na Secretaria de Governo da Presidência da República, além das secretarias de Radiodifusão e Telecomunicações.

Telebras, os Correios, a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) e a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) também vão compor esse conjuntos de órgãos ligados ao ministério.

Substituições

Na Câmara dos Deputados, onde é também o atual Terceiro-Secretário da Mesa Diretora da Casa, ele será substituído pela vereadora natalense Carla Dickson (PROS), mulher do deputado estadual Albert Dickson (PROS).

O substituto dela na Câmara Municipal de Natal será Júlio César Silva de Andrade (PL), “César de Adão Eridan” (seu pai, ex-vereador).

Conheça como foi a decisão do presidente à nomeação de Faria e perfil de Carla Dickson clicando AQUI.

Conheça AQUI perfil de César de Adão Eridan.

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Categoria(s): Política
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sexta-feira - 12/06/2020 - 20:22h
Poder

Você sabe quem é?


Por François Silvestre

Foi cadete de Agulhas Negras e de lá saiu oficial. Alguém sabe quem era esse cadete? Não. Depois foi subindo, como sobem os balões, ao sabor das promoções sem qualquer sinal de ser conhecido.

Ninguém sabe quem foi o capitão, depois major, depois tenente-coronel, coronel, general de brigada, general de divisão, general de exército.

Até aí, um ilustre e opaco anônimo.

Bateu continência pra Sarney, pra Collor, pra Itamar, pra Fernando Henrique, pra Lula, pra Dilma, pra Temer.

Até que, juntamente com seu colega de frustrações, desde os idos da derrubada de Silvio Frota, que tentou emparedar Geisel, e eles estavam entre os enquadrados, chegou ao governo do capitão Bolsonaro.

De quem falo? (do verbo falar e não do substantivo) Do general Ramos, ministro da defesa. Tudo no diminutivo. Ele e seu colega Heleno. Helenistas de quintal.

Pois bem. Agora, esse general que passeou de óculos escuros, num helicóptero, custeado com dinheiro público, ao lado do seu capitão, sem senso do ridículo, faz um alerta à oposição. “Não estiquem a corda” (veja AQUI).

Cá de meu insignificante canto, eu replico. General, não engula corda. Quando seus culhões, em tempos remotos, ainda ativos, não se fizeram imponentes para conhecimento deles, imagine agora, deitados feito gatos de armazém nos sacos de tricoline dos seus pijamas.

Ah…General. Lamento não dizer: prazer em conhecê-lo. Continua um ilustre desconhecido.

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Categoria(s): Artigo
sexta-feira - 12/06/2020 - 17:52h
Universidades

Bolsonaro volta atrás e evita intervir em reitorias


Do UOL

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) revogou hoje a Medida Provisória 979, que permitia que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, escolhesse reitores temporários para as universidades e institutos federais.

A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

A revogação aconteceu menos de uma hora depois de o presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), oficializar a devolução da MP, alegando que o texto viola os princípios da Constituição Federal que tratam da autonomia e da gestão democrática das universidades (veja AQUI).

Nota do Blog – Um efeito instantâneo do recuo presidencial é que o processo sucessório na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) seguirá seu curso normal, com consulta eleitoral aos segmentos, no próximo dia 15. O atual reitor é José Arimatéa Matos.

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Categoria(s): Política
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sexta-feira - 12/06/2020 - 10:26h
Comunicações

Jornal mostra que Fábio Faria terá papel pacificador


O jornal Correio Braziliense dá destaque nesta sexta-feira (12) ao deputado federal em quarto mandato, pelo RN, Fábio Faria (PSD). Traça perfil do político anunciado essa semana para ser o futuro ministro das Comunicações, mas também trata sobre sua vida empresarial e familiar.

Fábio, com o sogro ao centro, terá papel delicado numa pasta que está sendo recriada (Foto: reprodução)

“O novo ministro das Comunicações, deputado Fábio Faria (PSD-RN), entra no governo Jair Bolsonaro com um papel de pacificador da relação do Palácio do Planalto com o Congresso e a missão de melhorar o relacionamento do Executivo com imprensa”, abre o CB na cabeça da matéria.

Família e política

Aos 42 anos, o deputado que está em seu quarto mandato na Câmara é de família tradicional na política potiguar e foi escolhido por seu trânsito nos bastidores do Palácio do Planalto. Faria tem a simpatia do clã Bolsonaro, por suas relações com o setor de mídia e laços familiares.

É genro de Silvio Santos, dono do SBT, casado com Patrícia Abravanel, uma das herdeiras e apresentadora do canal. Ela é dona também da TV Alphaville, um canal por assinatura que leva o nome do bairro de luxo onde moram, em Barueri, na Grande São Paulo. Ministro e a mulher também são sócios numa empresa de produção artística ligada à TV aberta, a New Beginnings.

Veja a íntegra AQUI.

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Categoria(s): Comunicação / Política
quarta-feira - 10/06/2020 - 22:58h
Brasília

Fábio Faria é novo ministro; Carla Dickson assume mandato


Fábio: segundo ministro (Foto: Agência Câmara)

Por Lauro Jardim (O Globo) e Blog Carlos Santos

Jair Bolsonaro acaba de promover mais uma mudança em seu ministério. Recriou o Ministério das Comunicações e nomeou para a pasta Fabio Faria, deputado do PSD do Rio Grande do Norte.

Ele é o segundo ministro originário do RN na equipe presidencial. Antes, no dia 6 de fevereiro (veja AQUI), já tinha sido nomeado o ex-deputado federal Rogério Marinho (PSDB) para o Desenvolvimento Regional.

Bolsonaro disse a auxiliares que Faria, genro de Silvio Santos, não é uma indicação de Gilberto Kassab, presidente do PSD. É cota pessoal dele. Faria é hoje um dos deputados mais próximos de Bolsonaro. É um frequentador assíduo do gabinete de Bolsonaro. Almoçam com frequência.

O parlamentar está em seu quarto mandato consecutivo na Câmara Federal, onde desembarcou em 2007. Obteve 70.350 votos, em 2018.

Substituição

Marcos Pontes, o astronauta, continua como Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações, mas agora sem cuidar das Comunicações. As pastas de Ciência e Tecnologia e Comunicações haviam sido fundidas justamente por Bolsonaro.

Entra no lugar de Faria a vereadora natalense Carla Dickson (Pros). Ela é mulher do deputado estadual Albert Dickson (Pros).

Carla: vereadora (Foto: Web)

Empalmou 60.590 (3,76% dos válidos) nas eleições de 2108.

Formada em Odontologia e Medicina pela UFRN com Pós-Graduação em Oftalmologia, Ciências Morfológicas, Docência do Ensino Superior e Mestrado em Bioquímica. Foi eleita em 2016 com 7.924 votos.

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Saiba mais informações sobre novo ministro e decisão política clicando AQUI.

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Categoria(s): Política
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quarta-feira - 10/06/2020 - 15:24h
Reitores temporários

MP de Bolsonaro intervém em universidades federais


Weintraub: ele escolhe tudo (Foto: Marcelo Camargo)

Do G1, Blog Carlos Santos e outras fontes

O presidente Jair Bolsonaro editou Medida Provisória (MP) que permite ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, escolher reitores temporários das universidades federais durante o período de pandemia.

A MP foi publicada na edição desta quarta-feira (10) do “Diário Oficial da União” (DOU) e já está em vigor. O texto precisa ser aprovado pelo Congresso em até 120 dias para não perder a validade.

O texto exclui a necessidade de consulta a professores e estudantes ou a formação de uma lista para escolha dos reitores.

Em 2019, o governo interveio na nomeação de ao menos 6 reitores, entre as 12 nomeações que haviam sido feitas até agosto daquele ano.

Reitores, bancadas parlamentares no Congresso Nacional e outras forças se mobilizam contra a medida, que fere de morte a autonomia das instituições.

Em Mossoró, no Rio Grande do Norte, o processo sucessório na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERRSA) está em pleno andamento. O mandato do atual reitor, Arimatéa Matos, vai até 6 de setembro.

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quarta-feira - 03/06/2020 - 15:12h
Brasil

General é oficializado como ministro ‘interino’ da Saúde


O Diário Oficial da União desta quarta-feira (3) traz a nomeação do general Eduardo Pazuello como ministro interino da Saúde.

A oficialização, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, ocorre 19 dias após a saída de Nelson Teich do comando da pasta, cargo que ocupou por menos de um mês.

Apesar do decreto desta quarta, Pazuello já vinha comandando o Ministério da Saúde de forma interina.

Bolsonaro, inclusive, chegou a afirmar que o militar — até então secretário-executivo da pasta — ficará “por muito tempo” na função.

Ele não tem qualquer formação na área de saúde e é considerado um especialista em logística.

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O general Pazuello é carioca e se formou na Academia Militar das Agulhas Negras. Concluiu o curso em 1984, como oficial de intendência e é um especialista em logística.

A rede de televisão CNN fez um infográfico mostrando o comportamento da Covid-19 e o período que cada ministro estava em atividade. Primeiro, Luiz Henrique Mandetta; em seguida, Nelson Teich e agora Pazuello.  País passa de 31 mil mortos por esse novo vírus.

Veja mais acima.

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quarta-feira - 03/06/2020 - 12:44h
Política

General Girão, do PSL, vai se reunir com Rosalba


Do Blog Saulo Vale

O deputado federal General Girão (PSL), maior nome do bolsonarismo no RN, se reúne na próxima sexta-feira (5) com a prefeita mossororense Rosalba Ciarlini (PP).

Girão e Rosalba em muitas afinidades e interesses em jogo para 2020 e adiante (Foto: Governo do RN/Arquivo)

Encontro marcado para às 16h30, em Mossoró, com local ainda a ser definido.

Em pauta, emendas parlamentares para o município.

Mas há quem aposte também numa conversa rápida sobre eleições.

Rosalba sonha com o apoio do PSL para sua reeleição.

O partido de Girão possui capital eleitoral, tempo de rádio e TV e um bom fundo eleitoral disponível.

Nota do Blog Carlos Santos - Girão foi secretário de Estado da Segurança e Defesa Social (SESEF) na época da gestão de Rosalba no Governo do RN, e teve cargo similar no início da sua atual gestão municipal.

Seu partido em Mossoró em momento algum abriu diálogo com o governismo, sempre estando alinhado e participando de diálogos e eventos de legendas da oposição, com restrições até estatutárias àquelas legendas de esquerda, como PT e PCdoB, por exemplo.

Afinidade não faltam entre Girão/PSL e a prefeita, que inclusive apoiou a postulação do atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no segundo turno das eleições de 2018.

Já o secretário estadual do PSL, o Capitão Gondim disse em entrevista à rádio 97 FM, na manhã de terça-feira (2), que as oligarquias políticas do Rio Grande do Norte “usam a máquina pública para enriquecer, aumentando absurdamente o tamanho do estado”. Segundo ele, as consequências dessa situação podem ser observadas no dia a dia dos potiguares.

Em Mossoró, o PSL tem o médico Daniel Sampaio como pré-candidato a prefeito.

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Categoria(s): Política
domingo - 24/05/2020 - 07:38h

Reunião de idiotas


Por François Silvestre

Essa é a constatação. Um bando de “autoridades” jogando no lixo a dignidade litúrgica que deve presidir uma reunião ministerial. Todos, sem exceção. E o chefe da idiotice não só endossando, mas superando os acólitos. Uma patifaria “institucional”.

O Guedes, viram o Guedes? “A Caixa Econômica e o BNDES são nossos, mas essa porra do Banco do Brasil está pronto pra ser vendido”.

Ministro da economia. Precisa dizer mais?O da Educação é um escatológico bucal. Isso mesmo, caga pela boca diariamente. Não surpreendeu.

A “do Jesus na goiabeira” é uma maluquete que sai pinotando nos cascos, nenhuma surpresa.

O da Caixa Econômica comprou uma briga com a TV Bandeirantes, fazendo uma grave acusação. Vai dar em merda. Aguardem.

Os ministros militares num papel de fazer inveja aos criados de Tartufo, da peça de Molière, acumulando a hipocrisia e dissimulação do personagem principal.

A exceção? Teve. Rogério Marinho. Foi o único que comportou-se com dignidade e não jogou esterco na biografia.

E o chefe? Machado de Assis, vivo fosse, mandaria Simão Bacamarte com camisa de força e tudo esperá-lo na cerquinha do Palácio, nas defecadas matinais.

Nem nas madrugadas profanas da Ribeira antiga, da Travessa Venezuela, da Paris, do Arpeje. Nem no Tia Ciça de Mossoró, nem nas Rua das Pedras de Martins, nos aconchegos de Pirrita, Chica do Beco, Ozelita. Nem no Pinga Pus de Caicó, muito menos na Casa de Ana Raposa. Não.

Em nenhum desses lugares, nas suas madrugadas, se falava tanta putaria. Sob o comando do cortesão. Do gigolô da democracia, que confessa querer armar a população para intimidar e emparedar as instituições.

Sobres os textos não divulgados, acertadamente pelo Ministro Celso de Melo, não surtirão efeito. Os países agredidos já sabem tudo do que foi dito.

Le Brésil n’est pas un pays sérieux, frase de um secretário de embaixada, atribuída ao general De Gaulle, que nunca disse isso, ficou no chinelo.

O Brasil é um país sério, sim senhor.

Contudo, hoje, é um país sério desgovernado por moleques. No sentido escatológico de molecagem. Sob o silêncio e anuência de “generais”, com caras de patetas.

Dizer o quê? Basta ver.

François Silvestre é escritor

Categoria(s): Artigo / Política
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quarta-feira - 20/05/2020 - 10:20h
Mudança

Presidente anuncia saída de Regina Duarte da Cultura


Bolsonaro e Regina: juntos (Foto: Adriano Machado/Reuters)

Do G1

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (20) a saída da atriz Regina Duarte do cargo de secretária especial de Cultura. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que ela assumirá a Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

A Cinemateca Brasileira é a instituição responsável pela preservação da produção audiovisual brasileira e é vinculada à Secretaria da Cultura.

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Ao lado de Regina, o presidente gravou um vídeo dando versão que a atriz estaria sentindo-se distante da família (que reside em São Paulo).

Não mostrou qualquer motivação política para a decisão, que teria partido dela.

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Categoria(s): Cultura / Política
quarta-feira - 20/05/2020 - 08:46h
Brasil

O país de Bolsonaro e de Lula


Lula e Bolsonaro têm o poder de 'controlar' multidões de fanáticos que os veem como infalíveis em meio ao caos (Foto: Web)

De um lado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) debocha de mortes falando que “quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma Tubaína” (veja AQUI).

Do outro, o ex-presidente Lula afirma:

“Ainda bem que a natureza criou esse monstro chamado coronavírus” (veja AQUI).

Lastimável.

Triste.

As declarações infelizes acontecem quando o país chega a 1.179 novos óbitos nas últimas 24 horas, de acordo com o Ministério da Saúde. Ao todo, são 17.971 óbitos por coronavírus e 271.628 casos confirmados.

Leia também: País chega a quase 18 mil óbitos por Covid-19.

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Categoria(s): Política
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domingo - 17/05/2020 - 10:50h

STF sob ataque


Por Paulo Linhares

O Supremo Tribunal Federal, ou simplesmente STF, além de ser órgão de cúpula do Poder Judiciário brasileiro, atua igualmente como corte constitucional, atribuição esta que se traduz na guarda dos valores enfeixados na Constituição a partir da interpretação e aplicação de seus preceitos fundamentais. No chão republicano, a autonomia e independência dos tribunais judiciários são essenciais para afirmação da cidadania e garantia da paz social no contexto do Estado democrático de direito.

Desde quando tornou-se vencedora a ideia de que o Estado é formado por três poderes caracterizados pelo exercício das funções administrativa (Poder Executivo), legislativa (Poder Legislativo) e judiciária (Poder Judiciário). Embora independentes e autônomos, o funcionamento desses poderes deve harmônico de modo que sejam respeitadas, de modo recíproco, as atribuições de cada um, para reproduzir aquele modelo formulado, há mais de dois séculos, pelos fundadores dos Estados Unidos da América (os chamados “Founding Fathers”), pelo qual o mecanismo político-institucional da tripartição do poder do Estado – pensado por teóricos como John Locke e, sobretudo, pelo Barão de Montesquieu, deu a forma definitiva do que se conhece como “princípio da separação dos poderes”  -  deve funcionar segundo o sistema  dos “Freios e Contrapesos” (em inglês, “Checks and Balances”).

O equilíbrio entre os poderes é instrumentalizado pela interferência recíproca de um Poder no outro,  prevista na Constituição, por exemplo, quando o Poder Legislativo edita uma lei, pode o Poder Judiciário declarar essa  lei como inconstitucional, conforme previsto no artigo 102, inciso I, alínea “a”, da Carta Política. Quando um dos poderes interfere noutro além do que lhe autorizam os preceitos constitucionais, tem-se uma anomalia que, em diversos graus de gravidade, implica quebra do equilíbrio e pode redundar em crise institucional até capaz de romper a ordem estabelecida.

Ato do domingo (3 de maio), em Brasília voltou defender fechamento de STF (Foto: Jorge William/Agência O Globo)

Estes prolegômenos são necessários para uma reflexão, mesmo que rápida, sobre fatos que afetam gravemente à normalidade institucional na esfera política da União Federal e na relação desta, em especial, da Presidência da República, com as unidades federativas Estados e Municípios.

Com efeito, por uma questão de formação política de feição autocrática, o atual chefe de Estado e de governo do Brasil, Jair Bolsonaro, tem mostrado-se cada vez mais intolerante com  o desempenho regular das competências do Congresso Nacional, por suas duas casas, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados, e do Supremo Tribunal Federal.

Ao invés de buscar o diálogo como (único) meio de superar dificuldades inevitáveis nessas relações entre Poderes, Bolsonaro tem  utilizado ferramentas instititucionais que só tem agravado a instabilidade política atual, alimentada por ele diariamente, o que torna mais difícil o enfrentamento das gravíssimas crises da saúde pública com a pandemia da Covid-19 e da economia, com seus males crônicos agregados pelas consequências do (imprescindível) isolamento social que paralisou a maioria das atividades econômicas, algo nuca visto na História, não apenas no Brasil, mas, no mundo inteiro.

A maior dificuldade de Jair Bolsonaro é intervir mínima e eficazmente que seja na política real. Por isso abre um saco roto, sujo e malcheiroso para sacar grotescos instrumentos de ação: uma metralhadora de insultos e grosserias que atingem adversários, aliados, gradas autoridades nacionais e estrangeiras, instituições e valores político-filosóficos assentes no mundo civilizado, tudo lastreado em raciocínios rasos, contrários ao conhecimento e à ciência. Sem dúvida, um travesso macaco numa loja de finas louças…

Presidente do "E daí?" (Foto: Evaristo Sá/AFP-Get Images)

Como todo demagogo que se preza, Bolsonaro vive o sonho de mobilizar, em manifestações  de rua, as massas populares por ele denominadas  como “apoiadores”. Assim, vez por outra pessoas vão às ruas nas principais cidades do país para “dar apoio” a Bolsonaro, além de defenderem bandeiras políticas esdrúxulas como o retorno da ditadura militar, a adoção do AI-5 (sic), os fechamentos do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.

A despeito da indicação de isolamento social como principal forma de enfrentar a pandemia da Covid-19, o próprio Bolsonaro não apenas tem feito pouco caso disto,  como tem incitado seus apoiadores a participar dessas aglomerações. Mais grave é o propósito dessas manifestações, a exemplo das duas últimas ocorridas.

Na manifestação de 20 de abril de 2020, Bolsonaro fez agressivo discurso contra o Congresso Nacional e o STF, onde seus apoiadores portando faixas pediam o fechamento desses poderes e o retorno da ditadura militar, com a edição de um novo AI-5, claro, todas essas sandices tendo como pano de fundo o QG do Exército Brasileiro, o chamado “Forte Apache” para induzir uma ideia de apoio dessa importante e permanente instituição do Estado (e não apenas do Governo Federal).

Na outra, defronte o Palácio do Planalto, realizada em 3 de maio de 2020 com a presença de Bolsonaro que, sem proteção de máscara, distribuiu apertos de mãos e abraços, porém, piores foram as agressões que dirigiu contra os outros Poderes da República (Congresso Nacional e STF) e governadores estaduais, inclusive, criticou estes duramente:

- “Essa destruição de empregos irresponsável por parte de alguns governadores é inadmissível. O preço vai ser muito alto na frente, fome, desemprego, miséria, isso não é bom. Sabemos do efeito do vírus, mas, infelizmente, muitos serão infectados, muitos perderão suas vidas também, mas é uma realidade que temos que enfrentar”, afirmou Bolsonaro.

Faltou complementar com o seu tristemente famoso  “e daí?”  ou o “Não sou coveiro, tá”, quando, outro momento, foi indagado por jornalistas acerca dos mortos por coronavírus, num escárnio sem precedente às vítimas e familiares dessa terrível pandemia. E muita gente até hoje achava que o “S’ils n’ont pas de pain, qu’ils mangent de la brioche” (“se não têm pão, que comam brioche”), dita pela infeliz rainha de França em 1789, Marie-Antoinette, ao ser informada que o povo de Paris passava fome, que não tinha pão.

Na época, brioche -  um “pãozinho muito fofo, feito de farinha de trigo, fermento, manteiga, sal e ovos”, na definição do bom Aurélio – era uma iguaria consumida apenas pelos nobres e ricos. Pela frase, que numa escala de cinismo político estaria bem abaixo das tantas e supostas “boutades” tontas que produz Bolsonaro aos borbotões, diariamente, a velha Maria Antonieta perdeu a cabeça, literalmente, na guilhotina.

Por último, no dia 7 de maio de 2020, num gesto circense  e não menos patético, um misto de  farsa política e jogada de reles marketing, Bolsonaro e um grupo de empresários empreenderam uma marcha ao Supremo Tribunal Federal, a partir do Palácio do Planalto, sem qualquer aviso, pataquada que fez lembra aquela de outro político bufão, Benito Mussolini e milhares de fascistas que  empreenderam a famosa “Marcha sobre Roma”, em 22 de outubro de 1922, que marcaria o golpe de Estado de direita que impôs 23 anos de domínio do Partido Nacional Fascista e seu líder máximo, “il Duce”, ditador que enfeixava poderes imperiais e que, aliás, morreu em 28 de abril de 1945, fuzilado e dependurado como um porco num posto de gasolina em Mezzegra,  nos arredores de Milão.

Chamado às pressas, o ministro Dias Toffoli, presidente do STF, foi receber  Bolsonaro, alguns de seus ministros e vários empresários. Encheram uma exígua sala de reuniões. Surpreendido, Dias Toffoli ouviu uma série de invectivas de Bolsonaro, do Paulo Guedes e de alguns empresários, contra as medidas adotadas pelos governadores estaduais e prefeitos municipais em face da pandemia do coronavírus, cuja competência foi reconhecida em recente decisão do STF.

Novamente, enfadonhos, despropositados e intimidatórios discursos em que foram confrontados saúde pública e economia, diante de um contrafeito Dias Toffoli. Em qualquer país civilizado, a “blitzkrieg” de Bolsonaro seria vista como atitude hostil e atentatória ao princípio da separação de poderes com gravíssima quebra da harmonia e independência recíprocas.

Fato é que o ministro Dias Toffoli vacilou diante da marcha sobre o STF empreendida por Bolsonaro. Diante das circunstâncias, bom mesmo era não tê-lo recebido já que não fora avisado previamente nem estava na sede do STF. E o factoide armado por Bolsonaro seria reduzido à sua real insignificância. Lamentavelmente,  a despeito dos ataques ferinos perpetrados contra o STF, o seu presidente, Dias Toffoli,  tem sido leniente ao relevar agressões a princípios fundamentais que norteiam a convivência dos poderes da República na ordem democrática.

E já que foi receber Bolsonaro e suas falanges, ao menos Dias Toffoli poderia imitar a coragem e a altivez de um Miguel de Unamuno, o eterno reitor da Universidade de Salamanca, para dizer: “Este é um templo da Justiça e sou o seu sumo sacerdote. Aqui, a vida e a dignidade humanas são valores fundamentais!” Nada mais, além disto, a ser dito ou debatido. Pano rapidíssimo.

Paulo Linhares é professor e advogado

Categoria(s): Artigo
sexta-feira - 15/05/2020 - 12:30h
Pandemia política

Ministro da Saúde pede exoneração (novo comunista)


Vamos lá, vamos começar a contar:

- Um, dois, três, meia e já!

Ministro não cedeu às pressões e divergências abertas por Bolsonaro em relação à Covid-19 (Foto: G1)

Pronto.

O ministro (ex) da Saúde, Nelson Teich, deixou o cargo nesta sexta-feira (15), antes de completar um mês à frente da pasta. Pediu exoneração.

Já pode ser chamado de ‘comunista infiltrado’.

Ele não aceitou abrir mão de suas convicções científicas, em favor de pregações do presidente Jair Bolsonaro – que contrariam seu conhecimento, assim como ocorreu com o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Nota do Blog – Em meio a uma pandemia, em que todas as forças precisariam estar concentradas no combate á Covid-19, o Brasil vive situação duplamente incomum, haja vista termos também uma pandemia política.

Que situação absurda. É o nono auxiliar de primeiro escalão que sai do cargo original, em cerca de 16 meses de governo.

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Categoria(s): Política / Saúde
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sexta-feira - 08/05/2020 - 21:35h
Brasil

De cultura e sucata


Por François Silvestre

Ou da sucata na cultura. Vamos aos conceitos. Cultura é tudo que o homem criaproduz, transforma ou inventa em convívio ou confronto com a natureza. O inverso é de origem natural, inclusive o próprio homem.

Quando um ancestral nosso usou um rebolo para derrubar uma fruta, nascia ali um objeto cultural. Lá no terreiro da caverna, ainda no som gutural sem organização vocálica.

O tempo, estuário da História, em que ela se realiza sem controle dos protagonistas, altera tudo. Inclusive a forma de compreensão dos conceitos.

Daí que a palavra cultura sofreu e ainda sofre alterações semânticas. Como todas ou quase todas as palavras. Algumas morrem, pelo desuso. E um desses sentidos dados à palavra cultura é de acúmulo de conhecimentosFulano tem cultura, ou fulano é culto.

Pois bem. Nessa confusão de gerência de órgão cultural, vem a pergunta: O indicado tem cultura? Não vejo necessidade desse atributo. Posto que ele poderá ser suprido pelo bom senso ou por assessoria competente.

Assim como não precisa ser culto para exercer a presidência da República. Não. Se você fizer um passeio pelos nomes dos nossos presidentes, poucos merecem a adjetivação de culto. Poucos.

Mas há um atributo indispensável para exercer a presidência da República ou qualquer órgão diretivo da cultura. Esse atributo é a COMPOSTURA.

Bolsonaro tem cultura? Não. Isso faz falta? NãoBolsonaro tem compostura? Não. Isso faz falta? Faz. Um presidente sem compostura não tem legitimidade moral para exercer o cargo. Regina Duarte tem cultura? Não. Isso faz falta? NãoRegina Duarte tem compostura? Não. isso faz falta? FazUma diretora cultural sem compostura não possui legitimidade moral para dirigir a cultura. Ponto.

Daí é sair de rainha da sucata para peça da mesma, no meio das tranqueiras. De carburador pifado a virabrequim desmontado.

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Categoria(s): Opinião / Política
terça-feira - 05/05/2020 - 18:50h
Ontem e hoje

Cale a boca, jornalista!


Livro que diz muito (Reprodução BCS)

Para que entendamos o destempero de Jair Bolsonaro e de tantos outros poderosos, irascíveis com a imprensa, leiamos “Cale a boca, jornalista” – de Fernando Jorge.

Ele faz apanhado que vem de muito longe sobre essa fúria que não é só de Messias.

Hoje, em Brasília

O presidente Jair Bolsonaro mandou repórteres calarem a boca nesta 3ª feira (5.mai.2020) e disse que não interferiu na mudança da superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, berço político de sua família. O novo diretor-geral da corporação, Rolando Alexandre de Souza, foi nomeado na segunda-feira (4) e logo que assumiu promoveu mudanças no comando da PF no RJ (Poder 360 – veja AQUI).

“O senhor pediu a troca, presidente?”, perguntou uma repórter.

“Isso é uma patifaria!”, gritou Bolsonaro.

“O senhor pediu alguma troca no Rio?”, perguntou novamente a repórter.

“Cala a boca! Não te perguntei nada!”, gritou mais uma vez.

Os apoiadores vibraram.

“O senhor pediu a troca, presidente?”, insistiu outro repórter.

“Cala a boca! Cala a boca!”, continuou.

Bolsonaro seguiu criticando a imprensa – em especial o jornal Folha de São Paulo – e foi embora, sem responder diretamente às perguntas sobre a troca na Polícia Federal do Rio.

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Categoria(s): Política
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terça-feira - 05/05/2020 - 08:20h
Brasil real

A ameaça do bufão


Por François Silvestre

Essa ameaça de Bolsonaro sobre “chegou no limite” e “quase houve uma crise institucional” é tudo bufa. No sentido flatulente do termo. Merda nenhuma. Só bufa.

Tanto é que recuou, do verbo reculare latino, que significa marchar da direção do fiofó, e não repetiu a nomeação do seu amigo “in pectoris”. Também do latim.E aí pôs um amigo do amigo rejeitado, de menor quilate, mas que também late. Com ou sem quilo. Ou como diria Jânio, “fi-lo, qui-lo, mas caí-lo”.

Tem porra nenhuma de crise institucional. Tem crise de caráter. Nenhum país do Mundo ousa brincar de politicagem numa hora dessas. Nenhum. Só o Brasil, porque não tem governo.

Não fez nada, nem na economia nem da segurança nem no combate à corrupção. Nada. As reformas, também de mentira, foram obras do Congresso. Que será cobrado pelas duas grandes farsas. Tanto na da Previdência quanto na Trabalhista. Duas roletas que giram sem saída.

Bolsonaro é um bufão cercado de cagões. Agora mesmo, ele desesperado corre em busca da fatia suja do Congresso. Da qual ele sempre fez parte, e a traiu para ganhar a eleição. Com a colaboração ostensiva do petismo, que não teve a grandeza de entender-se rejeitado. E colaborou com o resultado.

Mas, essa conversa de golpe com apoio das Forças Armadas é uma chantagem cujos chantageados não existem. E se não existe chantageado com rabo preso, não há eficácia na chantagem. Nem medo. Medo de quem, desse bosta? Sostô, como diz o matuto.

Povo na rua? Povo de carros importados e camionetes de luxo? O povo, se é que somos, na sua parcela digna, honesta, patriota, sensata, lúcida, não fanatizada nem imbecilizada, está em casa. E só sairá de casa quando a ciência decidir. E aí sairá, inclusive pra tapar o bueiro da fossa. Onde os idiotas bufam.

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Categoria(s): Opinião / Política
segunda-feira - 04/05/2020 - 08:00h
Opinião

Toda ditadura é abjeta


Temos duas fortes correntes com luta em torno da ideia de outra ditadura militar. Uma quer mesmo, capitaneada por Jair Bolsonaro. Outra torce por intervenção que o ejete do poder.Nenhuma tem espírito público.

Movem-se por ranço e apetite pela hegemonia política no país.

É muito improvável que tenhamos uma ruptura desse simulacro de democracia com o qual lidamos.

Não há amplo apoio popular, lideranças verde-oliva não desejam, não existe estímulo do exterior nem conjuntura favorável ao cesarismo, mesmo que sobrem estupidezes.

Desistam.

A democracia é cheia de distorções, mas tem em si mesmo remédios a ajustes.

O inverso disso é a negação de tudo que mais prezamos, como vida e liberdade.

Toda ditadura é abjeta. Toda.

“O poder tende a corromper e o poder absoluto corrompe absolutamente.” (Lord Acton)

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
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