terça-feira - 11/02/2020 - 18:18h
Brasília

Rosalba acompanha de longe desabastecimento de insulinas


A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) acompanha de longe, muito longe, a crise do desabastecimento ‘repentino’ de insulinas na Prefeitura de Mossoró (veja AQUI, AQUI).

Vereadora Sandra Rosado, Rosalba e deputado federal Beto Rosado em Brasília (Foto: Facebook)

Priorizou desembarque em Brasília, onde participou hoje (terça-feira, 11) da posse do novo ministro do Desenvolvimento Regional, ex-deputado federal Rogério Marinho (PSDB).

Dia passado, com o fim do estoque da insulina NovoRapid, a municipalidade ainda tentou se justificar (veja AQUI).

Nenhum esclarecimento

Já hoje, quando acabou também o restante da Tresiba, nem isso. Ficou por isso mesmo.

A imprensa não tem qualquer esclarecimento ou estimativa de retomada de estoque para atender ao restante dos pacientes que ficaram sem o remédio.

A Prefeitura informou que tinha recebido remessa mais do que suficiente para atender os diabéticos cadastrados: 2.039 unidades de Tresiba e 600 de Novorapid. Em menos de 48 elas sumiram.

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 29/01/2020 - 09:26h
Mossoró real

Até rádio aliada de Rosalba reforça denúncias à sua gestão


A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) segue com dificuldades para escamotear, camuflar e ignorar a avalanche de críticas, denúncias e problemas de sua administração. Sua versão de que tudo não passa de calúnia da imprensa “vil” (reles, ordinária, sem valor), como ela resolveu classificar, está difícil de convencer.

Hoje (quarta-feira, 29) pela manhã, por exemplo, na FM 93, empresa do grupo da vereadora-aliada e prima Sandra Rosado (PSDB), relatos de ouvintes mostravam falta de medicamentos básicos em unidades de saúde do município.

Houve até quem informasse que chegou a obter remédio no sistema público em Apodi, mas não em Mossoró.

O apresentador Carlos Cavalcante reforçou o drama dessas pessoas com comentários incisivos, que reproduzem realidade mostrada por vários outros endereços da mídia, tratados como imprensa vil’ (reles, ordinário, sem valor) por Rosalba.

‘Culpados’

A metástase da administração municipal está mesmo difícil de disfarçar e desmentir. As manifestações saem de todas as direções, o que levou a prefeita no dia passado a finalmente se manifestar.

Ela entrou em erupção no próprio Instagram do portal Mossoró Hoje e julgou que o ex-prefeito e antecessor Francisco José Júnior (veja AQUI) seria culpado por todas suas dificuldades, além do jornalista-editor da página, jornalista Cézar Alves.

No dia seguinte, hoje, seu destempero bate de frente com relatos de outras pessoas e numa rádio que não tem motivo algum para lhe ser hostil. Ou vil.

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segunda-feira - 20/01/2020 - 21:20h
Eleições 2020

PSDB de Mossoró tenta reforçar nominata com ‘aval’ de Fátima


Gomes: boa votação local (Foto: TSE)

Candidato à Câmara Federal em 2018 pelo PSC com 7.450 votos (0,46%), o tenente-coronel da Polícia Militar do RN, Alessandro de Oliveira Gomes, o “Coronel Gomes”, pode ser puxado para novamente trabalhar em Mossoró e emplacar agora uma postulação à Câmara Municipal.

O PSDB da vereadora Sandra Rosado, que precisa formar nominata que viabilize a reeleição dela, tem o máximo de interesse no nome de Gomes, que atualmente exerce a função de chefe da 3ª Secção do Estado Maior Geral da PMRN, em Natal.

Figura influente no Governo Fátima Bezerra (PT), o presidente do PSDB do RN e da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, é o emissário do pleito para atender sua aliada em Mossoró.

Um detalhe: na AL, o  PSDB é aliado da governadora. Em Mossoró, não.

Nas eleições de 2018, Alessandro Gomes obteve 4.833 votos (4,40%) em Mossoró.

Foi o sétimo mais bem votado.

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segunda-feira - 20/01/2020 - 05:16h
Política

Sandra Rosado reúne governismo em torno de Ezequiel Ferreira


O presidente do PSDB no RN e da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, registrou em suas redes sociais a estada em Tibau (42 quilômetros de Mossoró), para almoço promovido pela vereadora mossoroense e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB). O evento social e político aconteceu nesse domingo (19)

Sandra, Laíre, Rosalba, Ezequiel e Larissa posam para fotos em evento nesse domingo em Tibau (Foto: redes sociais)

“Encontro de veraneio com amigos e lideranças do Oeste Potiguar. Agradecer a amiga e ex-deputada Larissa Rosado, a vereadora Sandra Rosado, Laíre Rosado (ex-deputado federal) e Lahyrinho Rosado (secretário de Desenvolvimento Econômico de Mossoró) pela recepção”, postou o parlamentar.

“Hoje conversamos e abraçamos os amigos deputado estadual Gustavo Carvalho (PSDB), deputado federal Beto Rosado (PP), ex-deputado federal Betinho Rosado (PP), a prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP), os vereadores João Gentil (Rede), Maria das Malhas (PSD), Emílio Ferreira (PSD), Zé Peixeiro (PTC), Francisco Carlos (PP), o ex-prefeito de Baraúna Aldivon Nascimento e o vice-prefeito Robertão”, acrescentou.

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sexta-feira - 17/01/2020 - 16:10h
Política

Ezequiel Ferreira é convidado especial em Tibau


Ezequiel Ferreira (PSDB) estará domingo (19) em Tibau.

É convidado especial da vereadora mossoroense Sandra Rosado (PSDB).

Ela vai reunir segmentos políticos diversos, como sempre faz em anos eleitorais.

Ezequiel é presidente do PSDB no RN e da Assembleia Legislativa.

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sexta-feira - 03/01/2020 - 11:48h
Sucessão municipal

Eleição vai confrontar grupo profissional e nova oposição

Pleito de 2020 terá pela segunda vez consecutiva protagonistas que quebram ciclo de Rosado x Rosado

Para os que se apressam em análises sobre o papel da oposição em Mossoró na pré-campanha 2020, sua força ou falta de vigor, união ou fracionamento, é preciso uma pausa para conhecer minimamente a história.

Além disso, entender o elementar em política e da politica paroquial. De saída, uma observação visível: os Rosados são políticos profissionais e vivem da política, pontificando no município de forma contínua desde o fim dos anos 40, perdendo apenas dois pleitos à municipalidade em quase 72 anos.

A oposição não-Rosado que segue espalhada e tenta formar chapa (ou chapas) competitiva vai para sua segunda eleição consecutiva como protagonista e polarizadora num pleito, inclusive reforçada por novos personagens como os deputados Isolda Dantas (PT) e Allyson Bezerra (Solidariedade). Até então, ela (a oposição) era apenas figurante com voz ativa (franco-atiradora), mas sem votos ou mínima chance de êxito.

Literalmente amadora e às vezes até caricata.

Está aprendendo a andar, andando.

A primeira campanha em que oposicionistas fora desse círculo familiar conseguiram se sobressair nas últimas décadas foi mesmo a passada, em 2016. Praticamente não existiam.

Eleições caseiras e familiares

Até então, desde 1988 (há 31 anos), todas as eleições municipais foram caseiras e familiares, entre Rosados e Rosados, primos e primas. Era o grupo da ex-deputada federal e atual vereadora Sandra Rosado (PSDB) contra o grupo do primo Carlos Augusto Rosado.

Uma exceção é a eleição suplementar de 2014, quando o prefeito interino Francisco José Júnior (PSD) venceu a então deputada estadual Larissa Rosado (PSB, hoje no PSDB). Ele era governo e teve o apoio subliminar de boa parcela dos eleitores do rosalbismo, estimulados pela hoje prefeita Rosalba Ciarlini Rosado (PP), que precisava derrotar a filha da prima Sandra Rosado.

O último confronto municipal em que uma chapa de oposição não-Rosado tinha tentado se confrontar à altura com esse sistema familiar e oligárquico tinha sido em 1982 (há quase 38 anos).

Naquela disputa, o ex-senador Dix-huit Rosado (PDS) e o empresário Sílvio Mendes de Souza (PDS) foram eleitos prefeito e vice-prefeito, derrotando adversários do sistema Maia e do aluizismo.

Entretanto é preciso se contextualizar essa disputa, para se entender como essa campanha foi atípica e não representou, de verdade, um embate entre Rosados e não-Rosados.

Dix-huit: eleição em 1982 (Arquivo BCS)

Eleições 1982

- Dix-huit Rosado (PDS) – 21.510 (41,68%);
- João Batista Xavier (PMDB) – 15.466 (29,97%);
- Canindé Queiroz (PDS) – 4.388 (8,50%);
- Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%);
- Paulo R. Oliveira (PTB) – 48 (0,09%);
- Brancos – 8.145 (15,79%);
- Nulos – 1.621 (3,14%);
- Abstenção - 15.435 (23,02%);
- Maioria Pró-Dix-huit – 6.044 (11,71%).

* O eleitorado habilitado ao voto era de 67.041, em 275 secções. Compareceram 51.606 (76,98%) eleitores. A abstenção atingiu um recorde com 15.435 (23,02%) votantes.

Em 1982 também ocorreram eleições para Governo do Estado, deputado estadual, deputado federal, além de uma vaga ao Senado e Câmara Municipal. Foram as primeiras eleições com a retomada do pluripartidarismo, na reta final do regime militar de 1964.

Com a existência do casuístico instituto da sublegenda, cada partido poderia lançar mais de um candidato a prefeito. Foi o que ocorreu em Mossoró. O grupo Rosado, ainda aparentemente unido, lançou Dix-huit Rosado pelo PDS.

“Voto Camarão” e “Voto Cinturão”

Já o sistema Maia apresentou o jornalista Canindé Queiroz, pelo mesmo partido, para dar suporte à candidatura a governador do engenheiro e ex-prefeito indireto de Natal José Agripino Maia (PDS). Agripino venceu seu principal adversário, o ex-governador Aluízio Alves (PMDB), com mais de 107 mil votos de maioria no estado.

A chapa de oposição municipal mais forte contra os Rosados, com o professor João Batista Xavier (MDB) e Rogério Dias (MDB), foi cristianizada pelo próprio líder peemedebista e candidato a governador Aluízio Alves. Ele trabalhou para derrotá-la.

Vamos ao porquê: Aluízio recebia em troca o apoio do grupo Rosado e do líder Vingt Rosado (PSD), na tentativa de derrotar os Maias no estado. Vingt Rosado defendeu o denominado “Voto Camarão” (seu eleitor deixaria o voto a governador em branco, na cabeça da chapa).

Assim, o líder Rosado contribuiu indiretamente com a vitória do ex-adversário histórico Aluízio Alves, em Mossoró. Em troca, Alves deu apoio velado à eleição de Dix-huit – sucessão do prefeito Alcides Belo.

Os votos que João Batista-Rogério Dias tiveram foram reação dos aluizistas mais puros contra o “acordão” dos dois líderes (Aluízio e Vingt).

Importante ser assinalado, que a legislação eleitoral tinha dispositivo que tornava nula a chapa impressa de votação, caso o eleitor votasse em candidatos de outros partidos. Todos os votos teriam que ser para nomes de uma mesma legenda. Era o voto vinculante. Por isso, que a alternativa de Vingt e Aluízio para burlarem a norma foi essa manobra com Voto Camarão e o “Voto Cinturão” (eleitor de Aluízio deixaria em branco o voto a prefeito, que aparecia no meio da chapa).

Mossoró Melhor

Em meados de 2015, 33 anos depois, o movimento “Mossoró Melhor”, nascido pelas mãos dos empresários Michelson Frota, Tião Couto e Jorge do Rosário, foi um alento à mudança no ambiente político-familiar de Mossoró. Nenhum dos articuladores nunca estivera no front político.

A partir de discussões e articulações preliminares, além de pesquisas quantitativas e qualitativas, surgiu a chapa Tião (PSDB, hoje no PL) e Jorge (PL) em 2016, a prefeito e vice, que protagonizou prélio de verdade entre Rosados e não-Rosados, depois de décadas.

Mesmo imberbes em política e estreando numa campanha, tiveram desempenho que chegou a assustar o favoritismo de Rosalba e sua vice Nayara Gadelha (PP). Nas mesmas eleições ainda houve a boa performance do empresário Gutemberg Dias (PCdoB) e de sua vice Rayane Andrade (PT).

Eleições 2016

- Rosalba Ciarlini (PP) – 67.476 (51,12%)
- Tião Couto (PSDB) – 51.990 (39,39%)
- Gutemberg Dias (PCdoB) – 11.152 (8,45%)
- Josué Moreira (PSDC) –  1.370 (1,04%)
- Francisco José Júnior (PSD) – 602 (Votos inválidos)
- Branco – 2.974 (2,06%)
- Nulo – 9.416 (6,54%)
- Válidos – 131.988 (91,40%)
- Eleitores Aptos – 167.120
- Abstenção – 22.683 (13,59%)
- Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 15.486 (11,73%).

Os números finais das eleições de 2016 revelam que o campo político da oposição deu uma resposta positiva aos principais nomes e chapas que se apresentaram como opção fora do eixo Rosado-Rosado. A maioria de Rosalba sobre Tião, segundo colocado à prefeitura, foi de 15.486 (11,73%).

Entre seus seguidores, a aposta no início da campanha é de que teria vitória acachapante acima dos 40 mil votos de maioria. Erraram feio.

Tião e Jorge em 2016 assustaram Rosados (Foto: arquivo)

Diferença deu mostras de que a família que brigou por mais de 30 anos não podia mais estar em palanques contendores, trocando farpas. Estão quase esgotados; trabalham por sobrevida.

O apogeu já passou.

Quando o clã Rosado resolveu se reagrupar, com todas suas diferenças e antipatias mútuas, o fez por uma questão de preservação da espécie e consciência de visível perda de força.

O que há de mais verdadeiro entre eles é uma sincera hipocrisia – repetimos há tempos.

Porém um racha nesse momento se repetiria como farsa. O jeito é se aguentarem.

Multidão silenciosa e maioria modesta

Mas descuida-se quem pensa que as eleições de 2016 passaram. Precisam ser melhor estudadas.

Um dado que passa despercebido à maioria, é que no cumulativo dos candidatos oposicionistas, em comparação com os 67.476 (51,12%) votos de Rosalba, o triunfo dela foi por apenas 2.362 votos. Em termos percentuais, 51,12% sobre 49,38%.

A soma de votos branco, nulo e abstenções chegou a 35.073 eleitores.

Uma multidão que ignorou nomes, partidos e a própria eleição. Não levou a sério Rosalba e deu as costas para os candidatos oposicionistas.

Uma massa silenciosa que não se sabe, hoje, que rumo poderá tomar em 4 de outubro de 2020 – data das próximas eleições municipais.

Leia também: Rosalba não pode perder; oposição não precisa ganhar;

Leia também: A mãe de todas as eleições para os Rosados;

Leia também: Rosalbismo pode ‘bancar’ falsa oposição para facilitar vitória.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
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sábado - 21/12/2019 - 22:10h
Perigo

Oposicionista está na mira de Conselho de Ética


Raério: crítico do governo (Foto: Edilberto Barros)

Do Blog Saulo Vale

O líder da oposição na Câmara Municipal de Mossoró, vereador Raério Araújo (Republicano), poderá sofrer revés inédito no legislativo mossoroense. A reclamação que corre contra ele no Conselho de Ética da Câmara tramita rápido e pode desaguar em uma punição.

É que o Conselho analisa uma reclamação da vereadora Sandra Rosado (PSDB), que afirma ter sido agredida verbalmente pelo edil. Acontece que o grupo é formado por uma maioria governista, que pode garantir a punição de Raério, como afastamento temporário das atividades legislativas, advertência e até perda do mandato.

O grupo é formado por três vereadores da situação: Alex Moacir (MDB), Manoel Bezerra (PRTB) e Emílio Ferreira (PSD).

Da oposição, dois: Alex do Frango (PMB) e Ozaniel Mesquita (PL). A decisão precisa ser referendada pelo plenário.

No plenário, caso o Conselho decida por adverti-lo, a dificuldade seria ainda maior para o parlamentar oposicionista. Lá, a maioria é governista. Os situacionistas podem ver aí oportunidade de dar uma resposta a Raério, crítico incisivo do Palácio da Resistência e da bancada palaciana.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 20/12/2019 - 09:07h
Corrupção

Juiz absolve Laíre, Sandra e Larissa, mas condena seis

Denúncia foi ajuizada em novembro de 2015 pelo Ministério Público Federal e alcançava 15 pessoas

Saiu a sentença em primeiro grau quanto à denúncia sob o número 0000862-84.2015.4.05.8401 (veja AQUI), ajuizada junto à 10ª Vara da justiça Federal em Mossoró, pelo Ministério Público Federal (MPF), em novembro de 2015.

Laíre, Larissa e Sandra tiveram sentença favorável em caso bastante polêmico (Foto: De Fato)

O juiz titular dessa vara, Lauro Henrique Lobo Bandeira, inocentou as ex-deputadas federal e estadual Sandra Rosado (PSDB) e Larissa Rosado (PSDB), além do ex-deputado federal Laíre Rosado – por ter 70 anos e os crimes atribuídos a ele terem prescritos.

Ao todo, 15 pessoas tinham sido denunciadas pelo MPF. Porém o juiz condenou seis delas, que têm direito a recurso judicial. A decisão do magistrado foi prolatada na quarta-feira (18) e publicada nessa quinta-feira (19).

Condenados

- Francisco Andrade da Silva Filho (ex-marido de Larissa) – Sete anos de reclusão e a multa em 180 (cento e oitenta) dias-multa;

- Maria Goreti Melo Freitas Martins: Cinco anos e seis meses de reclusão e ao pagamento de multa correspondente a 140 (cento e quarenta) dias-multa;

Andrade: reclusão (Foto: reprodução)

- Manuel Alves do Nascimento Filho – Sete anos de reclusão e a multa em 180 (cento e oitenta) dias-multa;

- Maria Alves de Sousa Cavalcante – Cinco anos e seis meses de reclusão e ao pagamento de multa correspondente a 140 (cento e quarenta) dias-multa;

- Damião Cavalcante Maia – Cinco anos e seis meses de reclusão e pagamento de multa relativa a 140 (cento e quarenta) dias-multa;

- Maria Melo Forte Cavalcante- Quatro anos e seis meses de reclusão e ao pagamento de multa correspondente a 100 (cem) dias-multa.

O caso

De acordo com o MPF, o total dos desvios, em valores atualizados à época da denúncia, passariam de 2,7 milhões. As investigações do Ministério Público Federal se inciaram a partir de um relatório do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS).

O trabalho realizado pelo Denasus apontou diversas irregularidades nas licitações deflagradas para utilização dos recursos repassados por meio de convênios, entre o Ministério da Saúde e a Fundação Vingt Rosado e Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância em Mossoró (APAMIM), instituições vinculada à família de Laíre Rosado, Sandra e Larissa.

Veja AQUI síntese da denúncia e qual seria o papel de cada um no esquema, segundo apontou o MPF.

Veja AQUI a sentença na íntegra.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política / Saúde
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segunda-feira - 16/12/2019 - 06:36h
Sucessão municipal

Rosalba não pode perder; oposição não precisa ganhar

Os dois lados de uma mesma história em que vencer tem peso diferente para os dois lados contendores

O principal propósito de oposição e governismo com vistas às eleições municipais de Mossoró, em 2020, em tese é absolutamente igual: vencer o pleito.

Mas há uma profunda diferença entre ambos numa hipótese inversa: a derrota.

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) não pode perder em hipótese alguma. Por isso, há tempos partiu pro “vale-tudo”, ao antecipar a pré-campanha municipal de 2020 ainda no final das eleições estaduais de 2018.

A oposição necessariamente não precisa ganhar. Suas obrigações são bem menores e, aparentemente, não eleger o prefeito (a) não será o fim.A explicação de cada caso é simples, bastando uma interpretação lógica – sem qualquer rodeio.

Rosalba Ciarlini Rosado tem sobre seus ombros a responsabilidade de dar sobrevida a um ciclo de poder de mais de 70 anos, desgastado pelo próprio tempo, e que depende dela diretamente para continuar vivo e proeminente no município. Hoje, o grupo só possui três mandatos: o da prefeita, outro na Câmara Municipal de Mossoró (Sandra Rosado-PSDB) e um terceiro na Câmara Federal (Beto Rosado).

À Assembleia Legislativa a última vitória de um nome Rosado foi em 2010 (há quase dez anos).

Na oposição, todos os nomes em evidência não têm muito ou nada a perder. Um revés não representará o esfacelamento de alguma mega estrutura atrás ou em torno de qualquer um deles. Ocupam espaço numa faixa eleitoral que era quase que completamente dos próprios Rosados. Abrem caminho; são desbravadores e aprendizes numa experiência ainda nova à maioria.

É preciso compreender que o rosalbismo sustenta a tarefa de manter respirando um sistema de rara capacidade de sobrevivência no país: a oligarquia Rosado. Ela baseia-se na concentração de comando e privilégios nas mãos de poucos indivíduos de um mesmo tronco familiar.

Para os contendores, é novidade ser protagonista; quase tudo parte do zero. Até 2012, Rosados e Rosados cumpriam os dois papeis na polarização política. Os escassos atores que avançavam e tentavam ameaçá-los na política municipal, logo eram seduzidos (cooptados) ou alijados de outras formas.

No máximo recebiam cargos mixurucas ou espaço secundário em chapas majoritárias.

Por uma confluência de fatores e, não necessariamente por estratégia maquiavélica, o dividant et adde (dividir para somar) dos Rosados começou em meados dos anos 80 do século passado. Porém só em 2016, na mais recente eleição municipal, com a chapa Tião Couto (PSDB, hoje no PL)-Jorge do Rosário (PL), é que o clã experimentou o susto de ser ameaçado nas urnas por estranhos à família.

Que fique claro: Rosados e Rosados que por décadas arengaram de público e se afinaram às escondidas, aqui e ali, resolveram se ‘unir’ pela incapacidade de continuarem dando as cartas nos dois lados desse campo político. Valeu o aguçado instinto à preservação da espécie.

Com  esse vácuo, o universo de eleitores que historicamente se inclinava à oposição ficou órfão de referências e chegará à sua segunda eleição municipal consecutiva podendo testemunhar outro fracionamento de forças e pulverização de candidaturas.

Os governistas fazem uso de toda sua expertise para que agora prevaleça a máxima divide et impera (dividir para reinar) na outra extremidade. Trabalham e torcem para que seus principais opositores não se componham.

Eles, os Rosados, bem sabem, que sua ‘união’ não lhes deu mais robustez. Foi e é sinal de anemia.

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quarta-feira - 13/11/2019 - 13:38h
Mossoró

Câmara Municipal aprova projeto na CCJR de lei existente


Do Blog do Barreto

Avançou na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Câmara Municipal de Mossoró o Projeto de Lei da Ficha Limpa Municipal (veja AQUI), de autoria da vereadora Aline Couto (AVANTE).

Print mostra divulgação do jornal O Mossoroense à época da sanção da lei (Reprodução Blog do Barreto)

No entanto, a lei já existe em Mossoró há sete anos. Em abril de 2012 a então prefeita Fafá Rosado (na época no DEM) sancionou a Lei Municipal 2.880 de 2012. O projeto na época foi de autoria do ainda vereador Lairinho Rosado (que era filiado ao PSB).

A proposição seguiu as normas da Lei da Ficha Limpa sancionada em 2010 pelo à época presidente Lula (PT).

O curioso é que a lei que avançou ontem na Câmara Municipal pegou todo mundo. Uma das integrantes da CCJR é a vereadora Sandra Rosado (PSDB), mãe do autor do projeto que virou lei em 2012.

Nota do Blog – Estranho é não existir um controle informatizado na própria CMM para depurar supostas duplicidades de projetos etc. Esperar pela memória de todos nós é muito primitivismo.

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segunda-feira - 11/11/2019 - 08:46h
Eleições 2020

Larissa tenta colar em Rosalba; prefeita a exclui até de foto

Rosalbismo não quer outro Rosado perto para difícil campanha e constrange grupo de Sandra Rosado

Em meio à programação no sábado (9) no Sítio Hipólito (zona rural) do projeto “Família em Foco”, da Prefeitura Municipal de Mossoró, a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) tentou colar sua imagem à prefeita Rosalba Ciarlini (PP), de quem é aliada desde a campanha municipal passada (2016).

Em suas redes sociais, Larissa pulverizou fotos ao lado da governante e líder popular do rosalbismo.

Rosalba, no centro, posa com Larissa bem à sua esquerda em postagem da ex-deputada no Instagram (Reprodução BCS)

Já a prefeita fez o inverso no seu Instagram próprio. Só para exemplificar: em nenhuma postagem aparece ao seu lado a ex-deputada e ex-adversária em quatro pleitos municipais. Deu-lhe sumiço.

Duas fotos são emblemáticas (colocadas nesta matéria).

Numa divulgada por Larissa Rosado, ela aparece em pose com a prefeita compondo elenco de fotografados.

Em outra, sobre mesmo evento e local físico, Rosalba está imponente ao lado de servidores da municipalidade que prestam “serviço gratuito” (como ela mesma escreveu) para a comunidade. Cadê Larissa?

Ambas posturas são compreensíveis. São facilmente explicáveis.

O grupo de Larissa tenta viabilizá-la como vice de Rosalba no próximo ano. É algo que Rosalba e o guru do seu agrupamento, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, não querem nem ouvir falar.

Anexaram o rosadismo ao seu sistema em 2016, transformando-o em subgrupo. Isso é fato.

Estratégia

Quanto à Larissa, a estratégia de se associar à prefeita é no sentido de tentar produzir um conceito de empatia que torne essa composição palatável ao eleitor e ao casal Rosalba-Carlos.

Parte desse estratagema é pressionar o rosalbismo, divulgando a possibilidade de que Larissa Rosado seja candidata a prefeito, como nome do PSDB e do presidente da sigla e da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ezequiel Ferreira de Souza.

As duas hipóteses não são impossíveis, mas são bastante improváveis. Rosalba deverá ter outro nome a vice; o esquema de Larissa e de sua mãe, vereadora Sandra Rosado, continuará onde está por falta de fôlego para uma aventura em faixa própria.

A prefeita Rosalba, em seu Instagram, fala sobre mesmo assunto, mas bota foto excluindo Larissa (Reprodução BCS)

O rosadismo e o rosalbismo duelaram por mais de 30 anos no mesmo campo político em Mossoró, fechando brechas para surgimento de qualquer novidade que os importunasse. Em 2016, sentiram que era necessária a “união”, engolindo sapos, ressentimentos e diferenças diversas. Tudo por uma questão de sobrevivência.

Cláudia X Larissa

Em 2012, houve sinalizador de que pudesse acontecer essa afinação, quando Larissa foi candidata a prefeito pela terceira vez, contra a então vereadora Cláudia Regina (DEM), nome do rosalbismo.

- Eu não vou entregar a prefeitura à Sandra – bateu na mesa na Residência Oficial do Governo do Estado, em Natal, a então governadora Rosalba Ciarlini. A partir daí, usou todos os esforços e estrutura oficial para impor derrota ao grupo da prima Sandra Rosado, então deputada federal.

Em 2014, na campanha às eleições suplementares à prefeitura, após cassação de Cláudia e do vice Wellington Filho (MDB), outra vez foi ventilado apoio do rosalbismo à Larissa contra o então prefeito interino Francisco José Júnior (PSD).

- É para votar nele. Vamos derrotar Sandra – ordenou a prefeita a seus seguidores/eleitores. Com os votos do rosalbismo, Francisco José Júnior atropelou Larissa Rosado, que colecionou sua quarta derrota à prefeitura.

Rosalba derrotou mãe e ajudou a derrotar filha

Rosalba x Sandra (1996)

- Rosalba Ciarlini (PFL) – 57.407 (52,64%);
- Sandra Rosado (PMDB) – 26.118 (28,50%);
- Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 31.289

Francisco José Jr. x Larissa (2014)

- Francisco José Júnior (PSD) – 68.915 (53,31%);
- Larissa Rosado (PSB) – 37.053 (27,55%);
- Maioria pró-Francisco José Júnior de  31.862

* Francisco José Júnior teve 573 votos de maioria em sua vitória, num comparativo com Rosalba em 1996 contra Sandra Rosado (PSB, na época PMDB).

A opção do rosalbismo por Francisco José Júnior tinha duas razões de lógica política bem própria do pragmatismo e frieza do casal Rosalba-Carlos: estavam se distanciando de Cláudia e do líder do DEM, senador José Agripino; precisavam impedir que a municipalidade caísse nas mãos dos principais adversários.

Havia a premonição de cassandras, de que Francisco José sangraria no curso do mandato, tornando possível a retomada do Palácio da Resistência – o que ocorreu em 2016.

Sem mandatos

Sandra e Larissa ficaram sem mandatos (federal e estadual em 2014) e acabaram capitulando, como presas fáceis à cooptação ao pleito de 2016. No acordo feito, não lhes coube, por exemplo, indicar o vice de Rosalba. A compensação seria viabilizar a volta de Larissa à Assembleia Legislativa, numa costura política que envolveu a montagem da chapa Carlos Eduardo Alves (PDT)-deputado estadual Álvaro Dias (MDB) à Prefeitura do Natal- veja AQUI.

Assim, com eleição de Álvaro, a suplente Larissa foi içada de volta à AL, mas não se reelegeu em 2018.

Para 2020, uma chapa Rosalba-Larissa é tudo que o rosalbismo outra vez não quer. Por uma questão de sobrevivência, é tudo que o grupo de Sandra e a ex-deputada estadual precisam.

O cenário que se avizinha não recomenda brincar com a própria sorte. Rosalba e Carlos sabem disso e tratam do assunto com cortes e ajustes que começam numa simples foto. Pragmatismo político. Poder em jogo.

Uma imagem diz mais do que muitas palavras. Pura semiótica. Duas fotos, então…

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
quarta-feira - 30/10/2019 - 11:38h
Ética

Sandra Rosado pede abertura de processo contra Raério Araújo


Sandra x Raério: outro capítulo (Reprodução BCS)

A Sandra Rosado (PSDB) pediu oficialmente à Comissão de Ética da Câmara Municipal de Mossoró, a “abertura de processo ético-disciplinar” contra o vereador Raério Araújo (sem partido).

Ela, do governismo; ele, da bancada da oposição.

No enunciado da solicitação, a parlamentar justifica que o parlamentar da oposição tem afrontado artigos do Regimento Interno da Casa, quanto ao decoro.

Não são poucos os incidentes e bate-bocas entre eles, numa altercação que já rendeu várias intervenções da mesa diretora em pleno curso de sessões.

A última ocorreu na quarta-feira (23), durante o projeto Câmara Cidadã, no Liberdade I, Alto do Sumaré.

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Categoria(s): Política
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segunda-feira - 28/10/2019 - 07:52h
Com a palavra...

Cacoete da mitomania marca Rosalba à porta de eleição

Pesquisa chegou a apontar que 60% dos mossoroenses não acreditam na palavra de sua prefeita

Prefeita de Mossoró pela quarta vez, Rosalba Ciarlini (PP) repete um cacoete que virou marca de sua gestão e está adesivada à sua vida pública como nódoa: ela é incansável e sistemática em se desviar da verdade, sintoma clássico da “mitomania”. Com o tempo, a psicopatologia só se agravou. Contamina inclusive seu grupo e auxiliares próximos. Quem não mente, esquiva-se da imprensa para não ter que mentir.

Já em pré-campanha para tentar seu quinto mandato como prefeita, Rosalba enfrenta descrédito atestado até mesmo em pesquisa de opinião pública. “Para 60% dos ouvidos ela não fala a verdade”, apontou Pesquisa Seta/Blog do Barreto (veja AQUI), veiculada dia 17 de abril deste ano.

Sua palavra virou risco nágua. Na dúvida, melhor não acreditar. Os antecedentes a condenam.

No atual governo, prometeu enxugar número de cargos comissionados “em até 50%”, mas amplificou o quadro de contratados para números que hoje quase ninguém é capaz de numerar (veja AQUI). Algum vereador governista saberia afirmar quantos cargos em comissão existem na municipalidade? Alguém da imprensa arriscaria? Do Tribunal de Contas do Estado (TCE) ou Ministério Público? Seriam 600, 700, 800, 900, mil? Quem sabe?

Família em primeiro lugar

Garantiu que faria uma reforma administrativa, mas acabou criando nova secretaria (com mais 41 cargos), além de empregar dois filhos e outros familiares no município. Virou notícia nacional: Rosalba segue luta contra desemprego (em sua família). Tentou, por exemplo, aboletar uma irmã em cargo na Cultura, sem sequer publicar portaria correspondente. Mas foi flagrada e teve que recuar: Irmã de Rosalba assume cargo sem portaria; prefeitura nega.

Folha de São Paulo tomou Rosalba como um dos péssimos exemplos no início de novas gestões - janeiro/2017 (Reprodução)

É a mesma gestora que tentou se apropriar da retomada dos voos comerciais diários no Aeroporto de Mossoró, numa manobra para usurpar o mérito do então governador Robinson Faria (PSD) e outros atores: Rosalba volta a assumir realização que não lhe pertence.

Alardeou que 400 cirurgias ortopédicas seriam feitas mensalmente, sob a batuta da prefeitura, em parceria com o Governo do Estado. Outra ação meia-boca. Pouco mais de 166 foram realizadas em cerca de dois meses e até hoje esse compromisso nunca deslanchou. Leia: Prefeitura vai dizer por que não começou cirurgias eletivas.

Educação, saúde e cultura de “referência”

É a prefeita que chegou a discursar no dia 26 de dezembro de 2017 em evento do segmento empresarial, atestando que “Mossoró é uma referência em educação, saúde e cultura no país“. Até hoje repete essa invencionice. Leia: Relatório prova sucateamento de sistema de Saúde de Mossoró. Leia: Desabastecimento de remédios é situação generalizada.

Mandou publicar no dia 30 de dezembro de 2017, que com sua influência tropas federais desembarcariam em Mossoró, à melhoria da segurança pública (veja AQUI). Ninguém lhe avisara que essa era uma prerrogativa do governador do estado, que a usou. Valeu a máxima do se colar, colou.

Praça Vigário Antônio Joaquim foi "obra" denunciada sem contestação por esta página há poucos dias (Foto: BCS)

Mal começou 2018 e saiu por aí assinando ordens de serviços e divulgando que estaria entregando mais de 65 obras. Era ano eleitoral, só para refrescar a memória. Algumas delas não se têm notícia de que tenham sequer começado. Há casos de “realizações” que não passam de gambiarras e umas estão paradas ou quase parando.

Há casos emblemáticos. Dois deles o Blog Carlos Santos documentou à semana passada: o lengalenga nebuloso de duas obras na mesma praça Vigário Antônio Joaquim no centro da cidade, inconclusas há mais de um ano e seis meses (veja AQUI AQUI) e a Celso da Costa Rêgo (veja AQUI), no Conjunto Liberdade I (Alto do Sumaré).

500 empregos em milhares de enganados

Ano passado, entre outros ‘feitos’, pulverizou na imprensa e redes sociais que a indústria Revestimentos Cerâmicos Ltda. reabria sua produção e ofereceria 500 empregos diretos e indiretos (veja AQUI), como se suposta recuperação judicial da empresa – que até hoje não se consumou, fosse mérito de seu governo. Tudo não passou de um engodo com foco eleitoral, visto que seu filho Kadu Ciarlini (PP) era candidato a vice-governador.

Milhares de pessoas fizeram fila para entregar currículo à municipalidade, sem saberem que estavam sendo enganadas.

Em ano eleitoral, como 2018, a promessa de 500 empregos ludibriou milhares de pessoas (Foto: PMM)

Anote nesse rol de faz-de-conta, a propaganda do salário em dia e valorização do servidor. Nenhuma das duas tem amparo na realidade. O pagamento remuneratório continua fatiado de um mês para o outro. Reajuste do piso do professorado ficou abaixo de 4,17%, mas prefeita vende tese de que cumpre a lei. Foi desmentida.

Sistematicamente se recusa a receber sindicatos e comissões de funcionários municipais.

Sem puxar muito a memória, logo aparece a imagem da então governadora Rosalba (2011-2014) posando ao lado de quadro com maquete do Estádio Manoel Leonardo Nogueira (Nogueirão). Ludibriou milhares de eleitores-torcedores de Potiguar e Baraúnas, antes do pleito municipal de 2012. Não botou sequer uma pá de cal por lá. É o maior estelionato eleitoral que Mossoró testemunhou.

Maquete foi apresentada em outubro de 2011, se transformando no maior estelionato eleitoral de Mossoró (Foto: arquivo)

O Teatro Lauro Monte Filho foi outra “melada” da mesma época (veja AQUI). Juntou o mundo cultural no prédio onde funcionara o Cine-teatro Cid, assinou ordem de serviço e espalhou divulgação. Quem fez de verdade o empreendimento foi o governador Robinson Faria.

Com outra campanha próxima, é previsível que a prefeita volte a tirar da cartola uma série de promessas, como a duplicação da Avenida Francisco Mota (que anuncia desde o século passado) e despoluição do rio Mossoró (do mesmo século).

150 milhões e avalanche de ordens de serviço

Difícil, contudo, que encontre algo mais surreal  do que levantou em sua primeira campanha eleitoral em 1988, contra o então deputado estadual Laíre Rosado (marido de sua aliada de hoje, vereadora Sandra Rosado-PSDB): prometeu fim da inflação que cumulativamente atingiu a 1.037,56% àquele ano no Brasil.

Com expectativa de ter R$ 150 milhões em empréstimo, tudo pode acontecer. Tecnicamente é pouco provável que possa concluir algum empreendimento em 2020, mas a enxurrada de ordens de serviços deve ser o forte na construção dessa narrativa. Em 2018, o enredo prometia mais de 65 obras. Agora, faça as contas…

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
terça-feira - 22/10/2019 - 13:46h
Polêmica

Oposição tenta audiência sobre empréstimo; governismo evita


Francisco Carlos ironizou oposição (Foto: Edilberto Barros)

A bancada governista esvaziou plenário da Câmara Municipal no fim da sessão ordinária desta terça-feira (22). Quem espantou os parlamentares foi a proposta de audiência pública apresentada pelo oposicionista Gilberto Diógenes (PT).

Ele deseja discussão sobre o pedido de autorização de empréstimo de até R$ 150 milhões (veja AQUI e AQUI), que a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) enviou à Casa no último dia 16 (quarta-feira), com “urgência”.

“Acho que foi normal, como costuma acontecer no fim das sessões”, justificou a presidente Izabel Montenegro (MDB).

Vários vereadores da oposição e do governo debateram o assunto, com claro conflito de teses e discursos. A retórica de cada um ficou muito perceptível.

Na oposição, a cobrança é por clareza de informações e transparência. “Não existe condição de votar um projeto em véspera de campanha, sem que a gente saiba nada sobre impacto financeiro, plano de aplicação, juros, prazo, o que vai ser feito, carência etc.”, ponderou Genilson Alves.

Na tribuna, o governista Francisco Carlos (PP) ironizou postura da oposição e reiterou que a bancada era contra trabalho e obras para a cidade. “A questão é o medo do reconhecimento do trabalho da prefeita, que já está acontecendo”, disse.

Maquete do Nogueirão

Raério Araújo (sem partido) ironizou. Para ele, “vão prometer obras como a maquete do Estádio Nogueirão (realização que nunca saiu da propaganda, quando Rosalba era governadora e em plena campanha municipal de 2012)”.

Alex Moacir (MDB) e Sandra Rosado (PSDB) engrossaram a tese de que os vereadores da oposição não viam avanços na gestão municipal, que recuperou capacidade de endividamento da prefeitura.

Quase ao final da sessão, Petras Vinícius denunciou que recebera há poucos minutos contato de uma pessoa no Santa Delmira, ligada à área de esporte, revelando que um vereador governista estava prometendo realização de obra de recuperação de praça esportiva no bairro, já prometida pela prefeita na campanha eleitoral do ano passado, mas sem realizá-la até aqui. Nenhum governista o rebateu nem se denunciou.

- Não somos contra. Queremos o direito de discutir e a população saber e definir no que esse dinheiro deve ser investido – apontou Petras.

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Categoria(s): Política
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sexta-feira - 18/10/2019 - 05:22h
Katiana Azevedo

Jornalista de Mossoró dirige Comunicação da Funai em Brasília


A jornalista mossoroense Katiana Azevedo, que há 18 anos deixou Mossoró para assessorar o então deputado federal federal Betinho Rosado (PP), hoje é chefe da Comunicação da presidência da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), em Brasília.

Katiana Azevedo tem origem mossoroense e atuou na imprensa local antes de migrar para Brasília (Foto: arquivo Web)

Katiana fez carreira no Distrito Federal, onde também atuou como assessora da deputada federal Sandra Rosado (PSDB), hoje vereadora em Mossoró.

Até bem poucos dias, ela estava na Coordenação de Comunicação da Liderança do PSL no Senado Federal e aceitou convite do Palácio do Planalto para estar à frente desse cargo estratégico.

Órgão do governo brasileiro que lida com todas as questões referentes às comunidades indígenas e às suas terras, a Funai é presidida pelo delegado da Polícia Federal, Marcelo Augusto Xavier.

Nota do Blog – Bom demais! Fico exultante em ver a projeção de alguém que vi nascer na atividade, com olhos de paixão e zelo pelo o que faz.

Por esses dias esbarro por aí com os meus índios, que vivem com ouvido ao chão, além de levar um abraço de outros tantos que lhe querem bem e torcem por seu êxito. Deus proteja-a mais (ainda).

Ave, Katiana!

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Categoria(s): Comunicação
terça-feira - 17/09/2019 - 12:14h
É o cara

Vereadores disputam Ezequiel Ferreira com paparicos


Vereadores aliados do presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira (PSDB), disputam primazia de paparicá-lo em Mossoró.

João Gentil (Rede) foi mais rápido no afago, ofertando-lhe Título de Cidadania.

Para não ficar para trás, Sandra Rosado (PSDB) sacou um projeto de Decreto Legislativo. Vai mimosear Ezequiel – potencial nome ao Senado em 2022 – com a Medalha do Mérito Legislativo “Jerônimo Vingt Rosado Maia”.

Na sessão solene marcada para o próximo dia 27, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, às 18h, Ezequiel vai sair carregado de comendas.

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quinta-feira - 12/09/2019 - 16:52h
Política

Grupo investe na projeção de imagem de Ezequiel Ferreira


O grupo da ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) segue investindo na propagação e fixação em Mossoró do nome de Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa e potencial pré-candidato ao Senado em 2022.

Larissa passou a participar com regularidade da programação da FM 93, emissora do seu grupo. Esse é o principal canal à visibilidade na cidade, do deputado que também preside seu partido.

Há poucas semanas, Larissa e sua mãe/vereadora Sandra Rosado (PSDB) mobilizaram imprensa e vereadores à presença dele em Mossoró, na visita articulada à Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC).

Veja AQUI, AQUI, AQUI e AQUI a repercussão.

A ex-deputada estadual é chefe de Gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa desde fevereiro deste ano.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 29/08/2019 - 06:52h
Laíre Rosado

Aniversário-surpresa em pleno local de trabalho


Laíre e Larissa: surpresa (Foto: reprodução BCS)

O ex-deputado estadual e federal Laíre Rosado teve um aniversário-surpresa nessa quarta-feira (28).

Médico atuante numa Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Mossoró, ele foi surpreendido por familiares (mulher – vereadora Sandra Rosado-PSDB, filhos, netos) e companheiros de labuta.

Comemorou seus 74 anos com direito a bolo, salgadinhos, balões de látex e refrigerante no local de trabalho.

A filha e ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) falou em nome da família.

O aniversariante se segurou para não chorar.

Mas se emocionou assim mesmo.

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segunda-feira - 26/08/2019 - 04:34h
Saúde e política

Liga pede apoio contra câncer a Ezequiel Ferreira


O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), esteve nesse domingo (25) em Mossoró. O parlamentar conheceu as instalações da Liga Mossoroense de Estudo e Combate ao Câncer (LMECC), referência no tratamento oncológico na região Oeste potiguar.

Dirigentes da LMECC fizeram relato sobre necessidades da entidade a Ezequiel (Foto: cedida)

A diretoria da Liga enfatizou a importância da unidade obter credenciamento para cirurgia pediátrica e oncológica. A medida possibilitará estender os serviços na região, melhorando a assistência no que diz respeito ao tratamento e também reduzindo o deslocamento de pacientes para outras unidades.

Apenas no primeiro semestre de 2019, a LMECC realizou mais de 4,5 mil atendimentos de quimioterapia. A instituição é formada pela Casa de Saúde Santa Luzia e Hospital da Solidariedade. As unidades atendem usuários de 64 municípios da região.

Acompanharam a visita os vereadores de Mossoró, Sandra Rosado (PSDB), João Gentil (sem partido), Alex do Frango (PMB), Genilson Alves (PMN), Aline Couto (Avante), Zé Peixeiro (MDB) e Maria das Malhas (PSD), além da ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) e ex-vereador Jório Nogueira (PSD).

Categoria(s): Política
terça-feira - 20/08/2019 - 09:52h
2020 e 2022

Prefeitura é o trampolim de Rosalba para volta ao Senado

Grupo de Sandra Rosado também pensa em pegar atalho à prefeitura indicando Larissa como vice

As próximas eleições em Mossoró vão colocar rosalbismo e rosadismo em luta por diferentes interesses, alguns conflitantes, mas outros perfilados e consensuais. O principal foco é a disputa à Prefeitura.

Rosalba Ciarlini (PP), prefeita em seu quarto mandato, marcha célere como favorita para tentar o quinto, mas com outros planos inconfessáveis e inalcançáveis à compreensão do eleitor comum. A sua nova eleição é, na verdade, um projeto-ponte para tentar catapultá-la a outro mandato dois anos depois, em 2022, preferencialmente o Senado.

Ou seja, se reeleita em 2020, não completaria o mandato, passando o cargo ao vice.

Sandra, Rosalba e Larissa em convenção municipal do PP em 5 de agosto de 2016 (Foto: arquivo)

A outra ala governista, o rosadismo, personificado pela vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB) e sua filha e ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB), tem planos teoricamente menos arrojados: quer encaixe na chapa encabeçada por Rosalba, como já tentara em 2016, quando trabalhou o nome do vereador Lahyrinho Rosado Neto (PSB, hoje no PSDB), sem êxito.

Larissa é esse nome. Nome a vice que pode se transformar em prefeita, se todos os planos derem certo, sobretudo nas urnas.

Existe um Plano B do rosadismo. Entretanto é pouco provável que seja operacionalizado, em caso de fracasso na indicação do vice: seria a candidatura de Larissa pela quinta vez à prefeitura, enfrentando a própria Rosalba.

As duas alas da família Rosado ficaram cerca de 30 anos se digladiando, até firmarem composição em 2016. É uma “união” instável, com partilha desigual de bens e sem aparente sucessão.

Aposentadoria no Senado e renascimento do rosadismo

Rosalba já esteve no Senado. Foi eleita em 2006 com maioria microscópica de apenas 11.131. Derrotou o senador Fernando Bezerra (PTB). Venceu pela obstinação e cartesianismo de uma campanha cheia de nuances de bastidores; Bezerra foi engolido pela própria soberba.

Para retornar à denominada Alta Câmara, mais uma vez ela precisa ter a municipalidade em mãos e bem azeitada, para projetá-la e espargi-la por todo o estado, como aconteceu anteriormente. Mas claro que tratamos de dois tempos distintos, com peculiaridades próprias e um governo estadual no meio desse enredo.

Governadora eleita em 2010, Rosalba teve passagem sofrível pelo cargo e sequer viabilizou postulação à reeleição em 2014. Saiu desgastada até em seu habitat, Mossoró. Foi ressuscitada politicamente em 2016, ao ganhar eleição municipal surfando na gestão caótica de Francisco José Júnior (PSD à época), seu principal cabo eleitoral.

A Rosalba de hoje convive com desgaste político-administrativo que precisa reverter. Corre contra o tempo e adversidades, para confirmar favoritismo e tentar o salto seguinte. Sem renovar o mandato, o sonho da aposentadoria no Senado estará praticamente descartado.

Quanto ao rosadismo, ter um vice na chapa vencedora no pleito do próximo ano pode representar seu renascimento. Hoje, se resume ao mandato de Sandra na Câmara de Vereadores. É apêndice do rosalbismo e dele depende sobremodo, para evitar a própria extinção como neologismo e grupo político.

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sexta-feira - 02/08/2019 - 12:02h
Obsessão

Entrincheirados, Rosados veem adversários em todos os lados

Grupo político-familiar tem uma campanha de vida ou morte e revela angústia em seu comportamento

A campanha municipal do próximo ano é decisiva para os Rosados como grupo político-familiar. Seu apogeu já passou, está bem distante, fora mesmo do retrovisor empoeirado. Recorrendo-se a uma analogia, é como o ciclo do petróleo na região mossoroense: já foi, mesmo que continue existindo o ‘ouro negro’ em seu subsolo, por mais e mais tempo – décadas ou séculos.

O pleito 2020 será de subsistência, bem longe do paroxismo de sucessos de alguns tempos atrás. É vencer ou vencer.

Chegaram a ter o governo estadual, dois mandatos (e até três) simultâneos de deputado federal, Prefeitura e controle de Câmara Municipal, tudo ao mesmo tempo. Obtiveram assentos no Senado (direta e indiretamente) e sempre foram próceres do Palácio do Planalto.

Em 2018, Sandra e Rosalba enfurnaram-se na periferia e zona rural, mas não evitaram derrotas humilhantes (Foto: arquivo)

A última vez que elegeram alguém para a Assembleia Legislativa foi há nove anos, em 2010 (Larissa Rosado-PSDB). Ela própria, certamente o melhor quadro político Rosado-raiz em atividade, coleciona quatro derrotas à municipalidade e duas a estadual.

Na Câmara dos Deputados, Beto Rosado (PP) reelegeu-se a duras penas, tendo que duelar nos escaninhos da Justiça Eleitoral.

Em termos de Governo do RN, o clã aboletou Kadu Ciarlini (PP) como vice de Carlos Eduardo Alves (PDT) em 2018, mas perdeu nos dois turnos. Em Mossoró, a derrota foi ainda mais dolorosa, mesmo com a prefeita e mãe de Kadu, Rosalba Ciarlini (PP), enfurnando-se na periferia e zona rural com toda estrutura municipal à mão.

Estão entrincheirados no Palácio da Resistência (nome bem adequado à sede da municipalidade) com o mandato da “Rosa” e um assento no Legislativo (vereadora Sandra Rosado-PSDB). É muito pouco. E para tentar voltar a ter tamanho além dos limites de Mossoró, precisa desesperadamente vencer o embate de 2020.

Para os seus eventuais adversários, a chamada oposição não-rosado, essa não será uma eleição de vida ou morte.

Será diferente.

É a segunda campanha paroquial que vão ter, nessa nova configuração, após décadas de Rosado x Rosado polarizando no mesmo campo político.

O rosadismo/rosalbismo não tem adversário até o momento, mesmo com profundo desgaste em imagem, números e votos recentes, mas vê fantasmas com rostos disformes em todos os lados. O comportamento é obsessivo.

Compreensível essa inquietação. Pela forma como o grupo começa a ‘perseguir’ esses inimigos, da mídia à política, percebe-se que a patologia está se acentuando perigosamente.

Tática espontânea ou planificada, o fato de na oposição ninguém – à exceção do PCdoB de Gutemberg Dias – se apresentar como pré-candidato, deixa o governismo ainda mais indócil, impaciente e sem saber para onde atirar.

Na dúvida, ataca tudo que se mexa ou possa representar uma ameaça.

Com pesquisas regulares em mãos, o governismo sabe que a qualquer momento pode surgir uma chapa competitiva, capaz de catalizar uma multidão “do contra”: contra os Rosados, contra o rosalbismo, contra o establishment, contra Potiguar e contra o Baraúnas. Do contra.

Em 2016, essa insatisfação já tinha aflorado no pleito municipal, quando do nada surgiu uma multifacetada ala oposicionista. Em 2018 houve visíveis decepções nas urnas. Então, compreensível, que 2020 cause tantos calafrios.

Lá, no próximo ano, os Rosados estarão outra vez misturados porque ficaram fracos, desnutridos. A “união” é paradoxalmente um sinal de debilidade, não de força.

Os fatos, números eleitorais recentes e pesquisas (atuais) que possuem mostram isso. Eles sabem que eu sei que eles sabem. O webleitor menos atento agora também sabe.

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segunda-feira - 08/07/2019 - 08:30h
A "Rosa" e a coroa de espinhos

Mário Rosado passa a limpo bastidores da política

Ex-deputado descreve racha político e ingratidão da atual prefeita Rosalba Ciarlini-Carlos Augusto

Filho do ex-prefeito Dix-huit Rosado (falecido em 22 de outubro de 1996), o empresário e ex-deputado federal Mário Rosado tem postado pequenas crônicas em seu endereço na rede social Facebook (veja AQUI). São escritos sobre relação com o pai e política, por exemplo, em tom de memória e linguagem coloquial.

Veja abaixo uma das postagens, em que ele descreve racha político e ingratidão da atual prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e Carlos Augusto Rosado, seu primo, em relação a Dix-huit:

Mário Rosado escreve memórias que podem ser ferinas (ou felinas) numa linguagem coloquial (Foto: reprodução)

Passando a Limpo - Capítulo avulso

A “Rosa” e a coroa de espinhos

Mossoró 1988. Fim do mandato de Dix-huit, Laíre Rosado candidato a Prefeito, “Xuxa” cantando sem parar em disco. Laíre quase eleito disse que não precisava do voto do tio Dix-huit para ganhar a eleição. O “Velho” ficou sentido de partir o coração e enquanto Geraldo Melo (governador) procurava que eu ajudasse, Laíre endurecia.

Dix-huit dizia que quem não precisa do meu voto, não precisa do voto do meu povo e que parta sem mim no seu Palanque festivo e muito bonito.

Carlos Augusto astuto e sabido pegou Lavoisier Maia (senador à época, ex-governador) pelo braço, juntou com José Agripino (senador também e ex-governador) e foi a São Paulo para pedir meu apoio. Carlos dizia que não concordava com o isolamento de meu pai, a quem chamava de “tio querido”.

Foram embora.

Carlos foi a Mossoró pegou Rosalba e foi à minha casa em São Paulo, pedindo – como diziam humildemente – para que salvasse Mossoró de Sandra Rosado (nossa prima), que me odiava e a Dix-huit, no que eu disse não acreditar.

Luiz Pinto, Rosalba Ciarlini, Dix-huit, Mário e o ex-governador Tarcísio Maia: anúncio de apoio em 1988 à “Rosa” (Foto: reprodução do Gazeta do Oeste)

A campanha ia longe. Canindé Queiroz (jornalista fundador do Gazeta do Oeste) dizia que Dix-Huit lia o livro “O nome da Rosa”. O deputado federal Vingt Rosado radicalizou e aconteceu o rompimento.

Dix-huit acreditou em Rosalba, que em frase decorada dizia: “Quero ser médica de corpo e da alma dos mossoroenses” (lindo e falso). Fui a Mossoró 16 vezes para ajudar Rosalba na sua campanha e no seu aniversário foi o divisor de águas que passou Laire.

A “Rosa” mostrava o esplendor e Carlos fazia a coroa de espinhos que Dix-huit pensava não ser para ele. Eleita, festa, comemorações, posse da Prefeita.

Na semana seguinte, Dix-huit foi à Prefeitura e pediram que ele marcasse audiência, pois o regulamento era para ele também.

Dix-huit não voltou logo. Esperou 4 anos, derrotou Rosalba e apresentou ao povo o Relatório Marpe, que sintetiza a administração de Rosalba, devolvendo a coroa de espinhos que guardara por aqueles anos.

O terno da posse de Luiz Pinto (então vice-prefeito de Rosalba, derrotado por Dix-huit em 1992) foi entregue para Silvio Mendes (ex-vice-prefeito de Dix-huit entre 1983 e 1988) dar para os pobres, pois ele perdera a utilidade.

Nota do Blog - “Passando a limpo” foi o título de um programa de rádio que Mário fez durante período conturbado da relação dele com os primos Laíre, Sandra e Carlos Augusto, usando microfones da extinta Rádio Tapuyo de Mossoró (hoje, RPC). Foi um dos maiores sucessos de todos os tempos da radiofonia mossoroense. Relatório Marpe foi uma auditoria contratada pelo prefeito Dix-huit, que perscrutou a primeira gestão de Rosalba (1989-1992), apontando documentalmente uma série de denúncias.

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