quinta-feira - 28/05/2020 - 18:16h
Sucessão mossoroense

Ex-deputada se desincompatibiliza para tentar ser vice


Larissa quer ser lembrada pelo rosalbismo (Foto: AL/arquivo)

Do Blog Saulo Vale

A ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) pediu exoneração do cargo de chefe de gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa.

Segundo ela, a saída foi para obedecer aos prazos eleitorais.

Em conversa com o Blog Saulo Vale, Larissa afirmou que vai discutir com o grupo da prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) a composição da chapa majoritária.

- “Mas a senhora vai ser a vice de Rosalba?”, questionei.

- “Sou a mais votada para deputado estadual em Mossoró há várias eleições. Nós queremos discutir a composição à majoritária”, respondeu.

Larissa afirmou ainda que se sente constrangida em discutir eleições neste momento de pandemia, mas que tomou a decisão em virtude do calendário eleitoral.

Em 2018, Larissa computou 25.909 votos dos quais 17.753 foram registrados em Mossoró.

Nota do Blog Carlos Santos – Há tempos o esquema político de Larissa arrefeceu o ímpeto e esvaziou o balão de ensaio que a apresentava como nome à prefeitura, em oposição ao próprio rosalbismo. Agora, a aposta ou cartada final é para ser vice, o que o rosalbismo descarta por considerar uma chapa pesada demais com duas primas e o mesmo sobrenome.

Os tempos são outros.

No palácio, não se trabalha o nome de Larissa como opção. A crença é de que pode-se vencer a eleição praticamente sem ter adversários. Segue a estratégia de fracionar mais ainda a oposição – cooptando nomes, principalmente, além de montagem e uso de uma superestrutura, facilitada pela pandemia da Covid-19 que ensejou decreto de calamidade pública e fartos recursos.

Mesmo com profundo desgaste, a prefeita é favorita e, a princípio, ter a ex-deputada na chapa só faria bem à própria e a seu grupo, comandada pela vereadora Sandra Rosado (PSDB).

Os votos que poderiam acrescentar já chegaram quatro anos atrás, em 2016, quando aderiram ao projeto eleitoral de Rosalba, sem que ganhassem lugar de vice. A propósito, houve veto nesse sentido do líder Carlos Augusto Rosado, comandante-em-chefe plenipotenciário do rosalbismo.

Em política não existe o impossível. Existe o improvável; é o caso.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 15/05/2020 - 11:38h
Rosalbismo

O show das “poderosas”


Afeito à adesivagem de apelidos em amigos e àqueles que não estão assim, tão próximos, o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado colou na vereadora Aline Couto (PSDB) o que lhe parece convir:

- “Poderosa“.

É assim que a aborda, aqui e ali, provocando uma gargalhada já bem característica da parlamentar, toda cheia de si.

Bem antes, Carlos Augusto já colara a mesma identificação na também vereadora Sandra Rosado (PSDB), numa época bem distante, em que ambos estavam em grupos distintos.

Eram adversários.

Para Sandra, o poderosa tinha duplo sentido. O ser e o não ser.

Às vezes, alternado por outro apelido que não era dúbio pelos laços familiares, mas que também guardava um ar irônico:

- Minha prima!

Enfim, agora são duas poderosas aos olhos do líder do rosalbismo, com ele, do mesmo lado, no mesmo palanque.

O show vai começar. A campanha 2020 está aí.

Toc, toc, toc…batendo à porta.

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Categoria(s): Política
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sexta-feira - 01/05/2020 - 18:34h
Covid-19

Corpo de Emery Costa será sepultado ainda hoje em Mossoró


Falecido por volta de 13h30 desta sexta-feira (1º) em Natal (veja AQUI), na Casa de Saúde São Lucas, o jornalista Emery Costa será sepultado em Mossoró. A família mobiliza-se e segue protocolo sanitário para evitar velório ou qualquer outro tipo de aglomeração.

Seu corpo deverá chegar a Mossoró por volta de 21 horas ou 22 horas de hoje, sendo imediatamente sepultado no Cemitério São Sebastião – centro.

O jornlaista Emery Costa militou na imprensa com uma carreira de quase 55 anos (Foto: arquivo)

- A gente não pode fazer muito coisa agora, apenas cumprir essas orientações – transmite (chorando) ao Blog Carlos Santos, um dos filhos do jornalista mossoroense, Emery Júnior.

Emery estava internado na Casa de Saúde São Lucas há cerca de 14 dias. Tinha comorbidades – deficiência renal, diabetes e hipertensão que potencializaram a doença até o desfecho fatal.

História

Um importante ciclo da radiofonia e do jornalismo mossoroense morre com Emery Jussier da Costa, 74 anos (13 de fevereiro de 1946). Oficialmente, ele encerrou carreira como profissional na comunicação no dia 28 de fevereiro de 2018, no último programa que apresentou, às 11h, na Rádio Rural de Mossoró, o “Ponto por Ponto”.

Começou sua longa trajetória profissional com 17 anos de idade, em setembro de 1963. Poucos meses antes, dia 02 de abril, tinha sido inaugurada pelo então Presidente da República, João Belchior Goulart.

A solenidade na própria emissora foi presidida pelo Bispo Diocesano Dom Gentil Diniz Barreto.

Foram quase 55 anos de atividades na imprensa, no rádio, jornalismo impresso e televisão.

Emery também enveredou pela política em 1972, quando foi candidato a vice-prefeito de Mossoró em chapa encabeçada pelo advogado Lauro da Escóssia Filho.

Eleições de 1972

- Dix-huit Rosado/Canindé Queiroz (Arena) – 16.194;
- Lauro Filho/Emery Costa (MDB) – 11.995;
- Brancos – 205;
- Nulos – 296;
- Maioria Pró-Dix-huit Rosado –  4.199 votos.

Foi a primeira e única experiência de Emery na política partidária, como candidato. “Eu não levava jeito. Era o tempo todo que tendo que sorrir em cima de carro.Eu ficava com a boca doendo”, contou certa vez ele ao editor desta página, dando boas gargalhadas.

Maysa e Emery (Foto: web)

Ironicamente, muitos anos depois Emery chegou a ser titular da Comunicação Social do Governo Dix-huit Rosado, eleito em 1992 para o terceiro mandato à frente da municipalidade.

Saiu do cargo rifado em crise política entre o prefeito e a vice-prefeita Sandra Rosado.

Emery era casado com bancária aposentada Maysa Almeida e pai de Emery Filho e Mayria.

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Categoria(s): Comunicação / Gerais
segunda-feira - 13/04/2020 - 17:46h
"Chapão"

“Engorda” de partido pressiona vereadores à desistência


O “chapão” montado pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e o líder de seu grupo, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, praticamente antecipou a derrota de boa parcela dos atuais vereadores governistas que tenta a reeleição.

Sob a esperança de montagem de uma nominata com vários nomes fazendo “esteira” à vitória deles, sete vereadores que já eram governistas resolveram desembarcar na legenda – o Partido Progressista (PP). Por lá já estava um companheiro de bancada: Francisco Carlos.

Rosalba e o deputado federal Beto Rosado comemoraram mais sete vereadores no partido (Foto: cedida)

Como o Blog Carlos Santos chegou a antecipar bem antes do fim do prazo de filiações dos vereadores, em 3 de abril, as desistências do projeto de reeleição deverão ocorrer naturalmente. Matemática simples mostra isso.

Uma, duas, três desistências? Pode ser até mais. Porém é quase certo, que entre os 21 atuais vereadores em atuação na Câmara Municipal de Mossoró, haverá desistência de projeto à reeleição - apontava a postagem sob o título desistência e desistência à Câmara Municipal, no dia 14 de março último (veja AQUI).

O Progressistas precisará ter, com sua nominata cheia com 32 candidatos, quase 44 mil votos cumulativamente para eleger sete nomes e brigar pela oitava vaga na contagem das sobras (entenda o regramento clicando AQUI).

PSD fez três

Tomando-se por base o que ocorreu nas eleições de 2016, e pelo que se viu ser formado ainda nessa fase de pré-campanha, esse fenômeno é praticamente impossível.

Em 2016, o quociente eleitoral foi de 6.421 votos e ainda existia o instituto da coligação na proporcional. Agora, não. Cada partido tem sua nominata própria.

O partido que obteve mais votos àquele ano, o PSD, elegeu três vereadores – Tony Cabelos, Maria das Malhas e Emílio Ferreira. O PSD alcançou 13,70% dos votos válidos – 18.473.

No PP, o seu chapão acomoda Francisco Carlos, Tony Cabelos, Emílio Ferreira, Ricardo de Dodoca, Zé Peixeiro, Manoel Bezerra, Alex Moacir e Flávio Tácito. Os outros seis governistas estão espalhados em cinco siglas.

Sandra Rosado e Aline Couto no PSDB, Rondinelli Carlos no PL, Maria das Malhas no PSD, Didi de Arnor no Republicano e  Izabel Montenegro no MDB.

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Categoria(s): Política
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sábado - 04/04/2020 - 09:38h
Câmara Municipal

“Janela” altera mosaico de siglas, mas nada sai do lugar

Veja como ficou quadro político-partidário no legislativo de Mossoró, com fim de prazo para mudanças

Fechado o ciclo de mudanças partidárias no dia passado, a Câmara Municipal de Mossoró ganha nova configuração interpartidária, sem que tenha ocorrido, mesmo assim, qualquer alteração na relação de forças governismo x oposição.

O prazo para troca de legenda terminou na sexta-feira (3), cumprindo a legislação. É uma “janela” para que o pré-candidato à reeleição ou a prefeito, não tenha perigo de ficar inelegível pela mudança.

O Portal do Oeste cedeu essa fotomontagem com identificação dos vereadores e respectivos partidos

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) manteve seus 14 vereadores, agora com menor distribuição partidária. Inclusive, aumentou sua bancada de um para oito parlamentares no Partido Progressista, sua legenda. Porém, um detalhe: todos já lhe eram fieis. Não puxou ninguém adversário.

Na oposição também houve alteração no mosaico de siglas, mas os oposicionistas continuam no total de seis vereadores e ainda existe quem se auto-intitula de “independente” – João Gentil (Rede).

Onze partidos

A Câmara Municipal de Mossoró ficou com seus 21 vereadores distribuídos entre 11 partidos:

Partido Progressista (PP) – 08;

Democratas (DEM) – 2;

Partido Social Democrático (PSD) -  2;

Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) – 2;

Movimento Democrático Brasileiro (MDB) – 1;

Partido Liberal (PL) – 1;

Republicanos – 1;

Partido Republicano da Ordem Social (PROS) – 1;

Partido dos Trabalhadores (PT) – 1;

Partido Verde (PV) – 1;

Rede – 1.

Partidos

Ao todo, a atual legislatura (2017-2020) começou suas atividades com os 21 eleitos se abrigando em 16 legendas: PTC, PROS, PSB, PP, PMB, PPL, PV, PRTB, PT, DEM, PR, e PHS com um vereador. PSD, com três; PMDB, PRB e PMN com dois. A legislatura anterior (2013-2016) tivera início com 17 partidos.

Com o abre e fecha da “janela” de ontem, quem inflou de forma exponencial foi o PP que já tinha Francisco Carlos recebeu mais sete parlamentares. Veja:

Emílio Ferreira (ex-PSD);

Manoel Bezerra (ex-PRTB);

Flávio Tácito (ex-PCdoB);

Tony Cabelos (ex-PSD);

Alex Moacir (ex-MDB);

Ricardo de Dodoca (ex-Pros);

Zé Peixeiro (ex-PTC).

O PSDB passou de um para dois, com a chegada de Aline Couto para somar com Sandra Rosado. O interessante é que Aline era dirigente do Avante, tendo tido plena autonomia para montar sua nominata, mas acabou descartando a legenda para desembargar na legenda tucana.

Situações inusitadas

O PL vive uma situação bizarra: perdeu Ozaniel Mesquita para o DEM (que já tinha Petras Vinícius), mas ganhou Rondinelli Carlos (ex-PMN). A legenda deixa de ser oposição para ser governo na Câmara Municipal, apenas com troca de nomes..

Outra situação inusitada ocorre no PSD. O vereador e presidente partidário Raério Araújo manteve-se na sigla e viu Maria das Malhas continuar, mesmo sabendo que ele não lhe dará legenda à reeleição. Vale ser lembrado: o mandato é do partido. Raério é oposicionista, ela é governista. Maria encaixou o “plano b”: seu neto Lucas está no MDB.

No MDB, a presidente partidária e da CMM,  Izabel Montenegro, tinha a companhia de Alex Moacir (que foi pro PP), tratando de montar nominata com outros nomes de bom potencial de votos.

O Republicanos, dirigido por Didi de Arnor, não sofreu alteração. O mesmo aconteceu com o PT com Gilberto Diógenes.

No Pros, já tinha ocorrido a saída do governista Ricardo de Dodoca para o PL. O oposicionista Genilson Alves deixou o PMN para ocupar o controle da legenda e manter assento na CMM.

O PV é outro enredo interessante. Teve um eleito em 2016, que foi o estreante João Gentil, que depois passou para o Patriota (onde ficou cerca de dois meses) e por fim desembarcou no Rede. O partido recupera cadeira na Casa com a filiação do oposicionista Alex do Frango, que estava no Partido da Mulher Brasileira (PMB).

Veja quadro de eleitos em 2016

Para ter uma visão ainda mais ampliada desse trabalho, exclusivo, veja quem foi eleito ou reeleito, partidos, votação e aqueles que já tinham ocupado vaga na Câmara Municipal e voltaram a esse poder, com o pleito de outubro de 2016:

- Zé Peixeiro (PTC) – 2.802 votos – Retorna à Casa

- Izabel Montenegro (PMDB) – 2.475 – Reeleita

- Tony Cabelos (PSD) – 2.375 – Primeiro mandato

- Alex Moacir (PMDB) – 2.291 – Reeleito

- Ricardo de Dodoca (PROS) – 2.171 – Reeleito

- Sandra Rosado (PSB) – 2.129 – Primeiro mandato

- Genilson Alves (PMN) – 2.104 – Reeleito

- Maria das Malhas (PSD) 2.041 – Retorna à Casa

- Francisco Carlos (PP) – 2.041 – Reeleito

- Alex do Frango (PMB) – 2.040 – Reeleito

- Flavinho Tácito (PPL) – 2.032 – Reeleito

- João Gentil (PV) – 1.991 – Primeiro mandato

- Emílio Ferreira (PSD) – 1.947 – Primeiro mandato

- Manoel Bezerra (PRTB) – 1.925 - Reeleito

- Isolda Dantas (PT) – 1.861 – Primeiro mandato

- Petras Vinícius (DEM) – 1.585 – Primeiro mandato

- Ozaniel Mesquita (PR) – 1.574 – Primeiro mandato

- Raério Cabeção (PRB) – 1.431 – Primeiro mandato

- Rondinelli Carlos (PMN) – 1.385 – Primeiro mandato

- Didi do Arnor (PRB) – 1.021 – Primeiro mandato

- Aline Couto (PHS) – 916 – Primeiro mandato.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
sexta-feira - 03/04/2020 - 17:32h
Mossoró

PSDB atrai mais uma vereadora e busca outros reforços


Aline deixou partido que presidia (Foto: Edilberto Barros)

Do Blog Carol Ribeiro

A vereadora Aline Couto, apesar das conversas com o Partido Liberal (PL), decidiu seguir outro rumo. Está com a ficha de filiação ao PSDB assinada.

Ela deixou o Avante.

Além dela, a formação de nominata do partido incluiu o ex-vereador Jório Nogueira, que deixou o PSD.

De acordo com a vereadora PSDBista Sandra Rosado, a partir de agora, o ex-aliado de Robinson Faria deverá apoiar Rosalba Ciarlini.

Mais reforços

Segundo a parlamentar, a sigla tem mais de 100 novas filiações, incluindo ainda o tenente-coronel da Polícia Militar do RN, Alessandro de Oliveira Gomes, o “Coronel Gomes”, e o empresário Renato Fernandes, que já foi vereador em Mossoró e Caraúbas.

Sandra diz, entretanto, que a nominata segue em formação. Seu partido ficará agora com dois assentos na Câmara Municipal.

Leia também: Partido na mão é vendaval, é vendaval…

Leia também: Sem encontrarem ‘esteiras’, vereadores sofrem para reeleição.

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Categoria(s): Política
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sábado - 29/02/2020 - 10:30h
Governismo

Sem encontrarem “esteiras”, vereadores sofrem para reeleição


Pelo menos quatro dos 14 vereadores governistas em Mossoró possui, em mãos, controle de partido no município. Mesmo assim, a tarefa de se reeleger não é fácil, em função de enormes dificuldades à montagem de nominata que os impulsione. Podem tentar outros caminhos.

Izabel, Aline e Sandra têm partidos em mãos, mas mesmo assim enfrentam desafios enormes (Fotomontagem BCS)

Izabel Montenegro (MDB), Aline Couto (Avante) e Sandra Rosado (PSDB) trabalham incessantemente à reeleição com autonomia em seus respectivos partidos. O mesmo acontece com Didi de Arnor (PRB).

Manoel Bezerra (PRTB) segue dando as cartas – por enquanto – em sua legenda, mas deve terminar se alojando noutra, num chapão “salve-se quem puder” bem mais viável.

Quanto a Rondinelli Carlos (PMN), o seu destino deverá ser o PTB – na busca de meios para montar sua própria nominata. Ou não.

Ricardo de Dodoca não continuará à frente da sigla em que está hoje, o PROS. O oposicionista Genilson Alves (PMN) tende a ser novo ocupante e comandante-em-chefe (veja AQUI).

Refugo

Como todos os demais parlamentares – incluindo nomes da oposição -, eles enfrentam o fantasma do fracasso porque há um refugo de pré-candidatos que não querem ser apenas “esteiras” à facilitação da vitória de quem já tem mandato.

Vão ter que usar muitos e muitos argumentos (ô!) à alteração desse quadro, até o fim do prazo de filiações e oficialização de chapas (já nas convenções municipais).

Importante lembrar que em 2016, último pleito municipal, a legislação permitia ainda a formação de coligação entre vários partidos.

Agora, não. Cada um monta sua própria nominata que pode chegar ao máximo de 32 nomes. A disputa é sobretudo interna.

Vale assinalar também: o quociente eleitoral (veja como é feito o cálculo AQUI) em 2016 foi de 6.421 votos. Vai aumentar, tornando ainda mais difícil essa caça ao voto.

AGUARDE

Leia ainda hoje: Escolha partidária errada pode jogar fora plano de vitória;

Leia ainda hoje: “Sobras” são esperança para êxito nas urnas;

Leia segunda-feira: Chapões são o “salve-se quem puder” no governismo;

Leia segunda-feira: Alguns vereadores pensam até em desistência.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 27/02/2020 - 15:36h
Legislativo

Comissão poderá encaminhar ‘punição branda’ a vereador


Sandra x Raério: pedido foi feito em outubro do ano passado (Reprodução BCS)

Do Blog Saulo Vale

A Comissão de Ética da Câmara Municipal de Mossoró poderá encaminhar uma ‘punição branda’ ao líder da bancada de Oposição, vereador Raério Araújo (sem partido).

O prazo para o grupo de cinco vereadores decidir sobre a ação que o oposicionista responde junto à Comissão de Ética acaba na próxima terça-feira (3).

Segundo informações coletadas pelo blog, a punição de Raério poderá ser uma advertência oral, feita, de acordo com o Regimento Interno, pela presidente da Casa, Izabel Montenegro (MDB).

Raério vs Sandra

O vereador responde a ação que foi protocolada pela vereadora Sandra Rosado (PSDB) – veja AQUI.

Numa sessão, realizada no final do ano passado, Raério citou “mortes de bebês e desvios de dinheiro” no Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), durante o período em que essa unidade hospitalar era gerenciada pelo grupo familiar da tucana.

O parlamentar reclamou ainda, durante a mesma sessão, que “a ex-deputada não tinha atenção ao que [ele] falava”, por estar com fones de ouvidos durante o pronunciamento do oposicionista.

Ela não gostou e o denunciou à Comissão de Ética por agressão à ela e à família dela.

Punições

Algumas punições podem recair sobre Raério Araújo nesse caso: vai de advertência, censura verbal ou escrita, suspensão temporária do execício do mandato ou até perda de mandato.

A primeira é mesmo a mais provável.

A Comissão de Ética da Câmara é formada pelos vereadores governistas Alex Moacir (MDB), Manoel Bezerra (PRTB) e Emílio Ferreira (PSD). Da oposição, dois: Alex do Frango (PMB) e Ozaniel Mesquita (PL).

O relator do caso é Ozaniel e o presidente da Comissão é Alex Moacir.

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Categoria(s): Política
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terça-feira - 11/02/2020 - 18:18h
Brasília

Rosalba acompanha de longe desabastecimento de insulinas


A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) acompanha de longe, muito longe, a crise do desabastecimento ‘repentino’ de insulinas na Prefeitura de Mossoró (veja AQUI, AQUI).

Vereadora Sandra Rosado, Rosalba e deputado federal Beto Rosado em Brasília (Foto: Facebook)

Priorizou desembarque em Brasília, onde participou hoje (terça-feira, 11) da posse do novo ministro do Desenvolvimento Regional, ex-deputado federal Rogério Marinho (PSDB).

Dia passado, com o fim do estoque da insulina NovoRapid, a municipalidade ainda tentou se justificar (veja AQUI).

Nenhum esclarecimento

Já hoje, quando acabou também o restante da Tresiba, nem isso. Ficou por isso mesmo.

A imprensa não tem qualquer esclarecimento ou estimativa de retomada de estoque para atender ao restante dos pacientes que ficaram sem o remédio.

A Prefeitura informou que tinha recebido remessa mais do que suficiente para atender os diabéticos cadastrados: 2.039 unidades de Tresiba e 600 de Novorapid. Em menos de 48 elas sumiram.

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quarta-feira - 29/01/2020 - 09:26h
Mossoró real

Até rádio aliada de Rosalba reforça denúncias à sua gestão


A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) segue com dificuldades para escamotear, camuflar e ignorar a avalanche de críticas, denúncias e problemas de sua administração. Sua versão de que tudo não passa de calúnia da imprensa “vil” (reles, ordinária, sem valor), como ela resolveu classificar, está difícil de convencer.

Hoje (quarta-feira, 29) pela manhã, por exemplo, na FM 93, empresa do grupo da vereadora-aliada e prima Sandra Rosado (PSDB), relatos de ouvintes mostravam falta de medicamentos básicos em unidades de saúde do município.

Houve até quem informasse que chegou a obter remédio no sistema público em Apodi, mas não em Mossoró.

O apresentador Carlos Cavalcante reforçou o drama dessas pessoas com comentários incisivos, que reproduzem realidade mostrada por vários outros endereços da mídia, tratados como imprensa vil’ (reles, ordinário, sem valor) por Rosalba.

‘Culpados’

A metástase da administração municipal está mesmo difícil de disfarçar e desmentir. As manifestações saem de todas as direções, o que levou a prefeita no dia passado a finalmente se manifestar.

Ela entrou em erupção no próprio Instagram do portal Mossoró Hoje e julgou que o ex-prefeito e antecessor Francisco José Júnior (veja AQUI) seria culpado por todas suas dificuldades, além do jornalista-editor da página, jornalista Cézar Alves.

No dia seguinte, hoje, seu destempero bate de frente com relatos de outras pessoas e numa rádio que não tem motivo algum para lhe ser hostil. Ou vil.

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segunda-feira - 20/01/2020 - 21:20h
Eleições 2020

PSDB de Mossoró tenta reforçar nominata com ‘aval’ de Fátima


Gomes: boa votação local (Foto: TSE)

Candidato à Câmara Federal em 2018 pelo PSC com 7.450 votos (0,46%), o tenente-coronel da Polícia Militar do RN, Alessandro de Oliveira Gomes, o “Coronel Gomes”, pode ser puxado para novamente trabalhar em Mossoró e emplacar agora uma postulação à Câmara Municipal.

O PSDB da vereadora Sandra Rosado, que precisa formar nominata que viabilize a reeleição dela, tem o máximo de interesse no nome de Gomes, que atualmente exerce a função de chefe da 3ª Secção do Estado Maior Geral da PMRN, em Natal.

Figura influente no Governo Fátima Bezerra (PT), o presidente do PSDB do RN e da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, é o emissário do pleito para atender sua aliada em Mossoró.

Um detalhe: na AL, o  PSDB é aliado da governadora. Em Mossoró, não.

Nas eleições de 2018, Alessandro Gomes obteve 4.833 votos (4,40%) em Mossoró.

Foi o sétimo mais bem votado.

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segunda-feira - 20/01/2020 - 05:16h
Política

Sandra Rosado reúne governismo em torno de Ezequiel Ferreira


O presidente do PSDB no RN e da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, registrou em suas redes sociais a estada em Tibau (42 quilômetros de Mossoró), para almoço promovido pela vereadora mossoroense e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB). O evento social e político aconteceu nesse domingo (19)

Sandra, Laíre, Rosalba, Ezequiel e Larissa posam para fotos em evento nesse domingo em Tibau (Foto: redes sociais)

“Encontro de veraneio com amigos e lideranças do Oeste Potiguar. Agradecer a amiga e ex-deputada Larissa Rosado, a vereadora Sandra Rosado, Laíre Rosado (ex-deputado federal) e Lahyrinho Rosado (secretário de Desenvolvimento Econômico de Mossoró) pela recepção”, postou o parlamentar.

“Hoje conversamos e abraçamos os amigos deputado estadual Gustavo Carvalho (PSDB), deputado federal Beto Rosado (PP), ex-deputado federal Betinho Rosado (PP), a prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP), os vereadores João Gentil (Rede), Maria das Malhas (PSD), Emílio Ferreira (PSD), Zé Peixeiro (PTC), Francisco Carlos (PP), o ex-prefeito de Baraúna Aldivon Nascimento e o vice-prefeito Robertão”, acrescentou.

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sexta-feira - 17/01/2020 - 16:10h
Política

Ezequiel Ferreira é convidado especial em Tibau


Ezequiel Ferreira (PSDB) estará domingo (19) em Tibau.

É convidado especial da vereadora mossoroense Sandra Rosado (PSDB).

Ela vai reunir segmentos políticos diversos, como sempre faz em anos eleitorais.

Ezequiel é presidente do PSDB no RN e da Assembleia Legislativa.

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sexta-feira - 03/01/2020 - 11:48h
Sucessão municipal

Eleição vai confrontar grupo profissional e nova oposição

Pleito de 2020 terá pela segunda vez consecutiva protagonistas que quebram ciclo de Rosado x Rosado

Para os que se apressam em análises sobre o papel da oposição em Mossoró na pré-campanha 2020, sua força ou falta de vigor, união ou fracionamento, é preciso uma pausa para conhecer minimamente a história.

Além disso, entender o elementar em política e da politica paroquial. De saída, uma observação visível: os Rosados são políticos profissionais e vivem da política, pontificando no município de forma contínua desde o fim dos anos 40, perdendo apenas dois pleitos à municipalidade em quase 72 anos.

A oposição não-Rosado que segue espalhada e tenta formar chapa (ou chapas) competitiva vai para sua segunda eleição consecutiva como protagonista e polarizadora num pleito, inclusive reforçada por novos personagens como os deputados Isolda Dantas (PT) e Allyson Bezerra (Solidariedade). Até então, ela (a oposição) era apenas figurante com voz ativa (franco-atiradora), mas sem votos ou mínima chance de êxito.

Literalmente amadora e às vezes até caricata.

Está aprendendo a andar, andando.

A primeira campanha em que oposicionistas fora desse círculo familiar conseguiram se sobressair nas últimas décadas foi mesmo a passada, em 2016. Praticamente não existiam.

Eleições caseiras e familiares

Até então, desde 1988 (há 31 anos), todas as eleições municipais foram caseiras e familiares, entre Rosados e Rosados, primos e primas. Era o grupo da ex-deputada federal e atual vereadora Sandra Rosado (PSDB) contra o grupo do primo Carlos Augusto Rosado.

Uma exceção é a eleição suplementar de 2014, quando o prefeito interino Francisco José Júnior (PSD) venceu a então deputada estadual Larissa Rosado (PSB, hoje no PSDB). Ele era governo e teve o apoio subliminar de boa parcela dos eleitores do rosalbismo, estimulados pela hoje prefeita Rosalba Ciarlini Rosado (PP), que precisava derrotar a filha da prima Sandra Rosado.

O último confronto municipal em que uma chapa de oposição não-Rosado tinha tentado se confrontar à altura com esse sistema familiar e oligárquico tinha sido em 1982 (há quase 38 anos).

Naquela disputa, o ex-senador Dix-huit Rosado (PDS) e o empresário Sílvio Mendes de Souza (PDS) foram eleitos prefeito e vice-prefeito, derrotando adversários do sistema Maia e do aluizismo.

Entretanto é preciso se contextualizar essa disputa, para se entender como essa campanha foi atípica e não representou, de verdade, um embate entre Rosados e não-Rosados.

Dix-huit: eleição em 1982 (Arquivo BCS)

Eleições 1982

- Dix-huit Rosado (PDS) – 21.510 (41,68%);
- João Batista Xavier (PMDB) – 15.466 (29,97%);
- Canindé Queiroz (PDS) – 4.388 (8,50%);
- Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%);
- Paulo R. Oliveira (PTB) – 48 (0,09%);
- Brancos – 8.145 (15,79%);
- Nulos – 1.621 (3,14%);
- Abstenção - 15.435 (23,02%);
- Maioria Pró-Dix-huit – 6.044 (11,71%).

* O eleitorado habilitado ao voto era de 67.041, em 275 secções. Compareceram 51.606 (76,98%) eleitores. A abstenção atingiu um recorde com 15.435 (23,02%) votantes.

Em 1982 também ocorreram eleições para Governo do Estado, deputado estadual, deputado federal, além de uma vaga ao Senado e Câmara Municipal. Foram as primeiras eleições com a retomada do pluripartidarismo, na reta final do regime militar de 1964.

Com a existência do casuístico instituto da sublegenda, cada partido poderia lançar mais de um candidato a prefeito. Foi o que ocorreu em Mossoró. O grupo Rosado, ainda aparentemente unido, lançou Dix-huit Rosado pelo PDS.

“Voto Camarão” e “Voto Cinturão”

Já o sistema Maia apresentou o jornalista Canindé Queiroz, pelo mesmo partido, para dar suporte à candidatura a governador do engenheiro e ex-prefeito indireto de Natal José Agripino Maia (PDS). Agripino venceu seu principal adversário, o ex-governador Aluízio Alves (PMDB), com mais de 107 mil votos de maioria no estado.

A chapa de oposição municipal mais forte contra os Rosados, com o professor João Batista Xavier (MDB) e Rogério Dias (MDB), foi cristianizada pelo próprio líder peemedebista e candidato a governador Aluízio Alves. Ele trabalhou para derrotá-la.

Vamos ao porquê: Aluízio recebia em troca o apoio do grupo Rosado e do líder Vingt Rosado (PSD), na tentativa de derrotar os Maias no estado. Vingt Rosado defendeu o denominado “Voto Camarão” (seu eleitor deixaria o voto a governador em branco, na cabeça da chapa).

Assim, o líder Rosado contribuiu indiretamente com a vitória do ex-adversário histórico Aluízio Alves, em Mossoró. Em troca, Alves deu apoio velado à eleição de Dix-huit – sucessão do prefeito Alcides Belo.

Os votos que João Batista-Rogério Dias tiveram foram reação dos aluizistas mais puros contra o “acordão” dos dois líderes (Aluízio e Vingt).

Importante ser assinalado, que a legislação eleitoral tinha dispositivo que tornava nula a chapa impressa de votação, caso o eleitor votasse em candidatos de outros partidos. Todos os votos teriam que ser para nomes de uma mesma legenda. Era o voto vinculante. Por isso, que a alternativa de Vingt e Aluízio para burlarem a norma foi essa manobra com Voto Camarão e o “Voto Cinturão” (eleitor de Aluízio deixaria em branco o voto a prefeito, que aparecia no meio da chapa).

Mossoró Melhor

Em meados de 2015, 33 anos depois, o movimento “Mossoró Melhor”, nascido pelas mãos dos empresários Michelson Frota, Tião Couto e Jorge do Rosário, foi um alento à mudança no ambiente político-familiar de Mossoró. Nenhum dos articuladores nunca estivera no front político.

A partir de discussões e articulações preliminares, além de pesquisas quantitativas e qualitativas, surgiu a chapa Tião (PSDB, hoje no PL) e Jorge (PL) em 2016, a prefeito e vice, que protagonizou prélio de verdade entre Rosados e não-Rosados, depois de décadas.

Mesmo imberbes em política e estreando numa campanha, tiveram desempenho que chegou a assustar o favoritismo de Rosalba e sua vice Nayara Gadelha (PP). Nas mesmas eleições ainda houve a boa performance do empresário Gutemberg Dias (PCdoB) e de sua vice Rayane Andrade (PT).

Eleições 2016

- Rosalba Ciarlini (PP) – 67.476 (51,12%)
- Tião Couto (PSDB) – 51.990 (39,39%)
- Gutemberg Dias (PCdoB) – 11.152 (8,45%)
- Josué Moreira (PSDC) –  1.370 (1,04%)
- Francisco José Júnior (PSD) – 602 (Votos inválidos)
- Branco – 2.974 (2,06%)
- Nulo – 9.416 (6,54%)
- Válidos – 131.988 (91,40%)
- Eleitores Aptos – 167.120
- Abstenção – 22.683 (13,59%)
- Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 15.486 (11,73%).

Os números finais das eleições de 2016 revelam que o campo político da oposição deu uma resposta positiva aos principais nomes e chapas que se apresentaram como opção fora do eixo Rosado-Rosado. A maioria de Rosalba sobre Tião, segundo colocado à prefeitura, foi de 15.486 (11,73%).

Entre seus seguidores, a aposta no início da campanha é de que teria vitória acachapante acima dos 40 mil votos de maioria. Erraram feio.

Tião e Jorge em 2016 assustaram Rosados (Foto: arquivo)

Diferença deu mostras de que a família que brigou por mais de 30 anos não podia mais estar em palanques contendores, trocando farpas. Estão quase esgotados; trabalham por sobrevida.

O apogeu já passou.

Quando o clã Rosado resolveu se reagrupar, com todas suas diferenças e antipatias mútuas, o fez por uma questão de preservação da espécie e consciência de visível perda de força.

O que há de mais verdadeiro entre eles é uma sincera hipocrisia – repetimos há tempos.

Porém um racha nesse momento se repetiria como farsa. O jeito é se aguentarem.

Multidão silenciosa e maioria modesta

Mas descuida-se quem pensa que as eleições de 2016 passaram. Precisam ser melhor estudadas.

Um dado que passa despercebido à maioria, é que no cumulativo dos candidatos oposicionistas, em comparação com os 67.476 (51,12%) votos de Rosalba, o triunfo dela foi por apenas 2.362 votos. Em termos percentuais, 51,12% sobre 49,38%.

A soma de votos branco, nulo e abstenções chegou a 35.073 eleitores.

Uma multidão que ignorou nomes, partidos e a própria eleição. Não levou a sério Rosalba e deu as costas para os candidatos oposicionistas.

Uma massa silenciosa que não se sabe, hoje, que rumo poderá tomar em 4 de outubro de 2020 – data das próximas eleições municipais.

Leia também: Rosalba não pode perder; oposição não precisa ganhar;

Leia também: A mãe de todas as eleições para os Rosados;

Leia também: Rosalbismo pode ‘bancar’ falsa oposição para facilitar vitória.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
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sábado - 21/12/2019 - 22:10h
Perigo

Oposicionista está na mira de Conselho de Ética


Raério: crítico do governo (Foto: Edilberto Barros)

Do Blog Saulo Vale

O líder da oposição na Câmara Municipal de Mossoró, vereador Raério Araújo (Republicano), poderá sofrer revés inédito no legislativo mossoroense. A reclamação que corre contra ele no Conselho de Ética da Câmara tramita rápido e pode desaguar em uma punição.

É que o Conselho analisa uma reclamação da vereadora Sandra Rosado (PSDB), que afirma ter sido agredida verbalmente pelo edil. Acontece que o grupo é formado por uma maioria governista, que pode garantir a punição de Raério, como afastamento temporário das atividades legislativas, advertência e até perda do mandato.

O grupo é formado por três vereadores da situação: Alex Moacir (MDB), Manoel Bezerra (PRTB) e Emílio Ferreira (PSD).

Da oposição, dois: Alex do Frango (PMB) e Ozaniel Mesquita (PL). A decisão precisa ser referendada pelo plenário.

No plenário, caso o Conselho decida por adverti-lo, a dificuldade seria ainda maior para o parlamentar oposicionista. Lá, a maioria é governista. Os situacionistas podem ver aí oportunidade de dar uma resposta a Raério, crítico incisivo do Palácio da Resistência e da bancada palaciana.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 20/12/2019 - 09:07h
Corrupção

Juiz absolve Laíre, Sandra e Larissa, mas condena seis

Denúncia foi ajuizada em novembro de 2015 pelo Ministério Público Federal e alcançava 15 pessoas

Saiu a sentença em primeiro grau quanto à denúncia sob o número 0000862-84.2015.4.05.8401 (veja AQUI), ajuizada junto à 10ª Vara da justiça Federal em Mossoró, pelo Ministério Público Federal (MPF), em novembro de 2015.

Laíre, Larissa e Sandra tiveram sentença favorável em caso bastante polêmico (Foto: De Fato)

O juiz titular dessa vara, Lauro Henrique Lobo Bandeira, inocentou as ex-deputadas federal e estadual Sandra Rosado (PSDB) e Larissa Rosado (PSDB), além do ex-deputado federal Laíre Rosado – por ter 70 anos e os crimes atribuídos a ele terem prescritos.

Ao todo, 15 pessoas tinham sido denunciadas pelo MPF. Porém o juiz condenou seis delas, que têm direito a recurso judicial. A decisão do magistrado foi prolatada na quarta-feira (18) e publicada nessa quinta-feira (19).

Condenados

- Francisco Andrade da Silva Filho (ex-marido de Larissa) – Sete anos de reclusão e a multa em 180 (cento e oitenta) dias-multa;

- Maria Goreti Melo Freitas Martins: Cinco anos e seis meses de reclusão e ao pagamento de multa correspondente a 140 (cento e quarenta) dias-multa;

Andrade: reclusão (Foto: reprodução)

- Manuel Alves do Nascimento Filho – Sete anos de reclusão e a multa em 180 (cento e oitenta) dias-multa;

- Maria Alves de Sousa Cavalcante – Cinco anos e seis meses de reclusão e ao pagamento de multa correspondente a 140 (cento e quarenta) dias-multa;

- Damião Cavalcante Maia – Cinco anos e seis meses de reclusão e pagamento de multa relativa a 140 (cento e quarenta) dias-multa;

- Maria Melo Forte Cavalcante- Quatro anos e seis meses de reclusão e ao pagamento de multa correspondente a 100 (cem) dias-multa.

O caso

De acordo com o MPF, o total dos desvios, em valores atualizados à época da denúncia, passariam de 2,7 milhões. As investigações do Ministério Público Federal se inciaram a partir de um relatório do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS).

O trabalho realizado pelo Denasus apontou diversas irregularidades nas licitações deflagradas para utilização dos recursos repassados por meio de convênios, entre o Ministério da Saúde e a Fundação Vingt Rosado e Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância em Mossoró (APAMIM), instituições vinculada à família de Laíre Rosado, Sandra e Larissa.

Veja AQUI síntese da denúncia e qual seria o papel de cada um no esquema, segundo apontou o MPF.

Veja AQUI a sentença na íntegra.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política / Saúde
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segunda-feira - 16/12/2019 - 06:36h
Sucessão municipal

Rosalba não pode perder; oposição não precisa ganhar

Os dois lados de uma mesma história em que vencer tem peso diferente para os dois lados contendores

O principal propósito de oposição e governismo com vistas às eleições municipais de Mossoró, em 2020, em tese é absolutamente igual: vencer o pleito.

Mas há uma profunda diferença entre ambos numa hipótese inversa: a derrota.

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) não pode perder em hipótese alguma. Por isso, há tempos partiu pro “vale-tudo”, ao antecipar a pré-campanha municipal de 2020 ainda no final das eleições estaduais de 2018.

A oposição necessariamente não precisa ganhar. Suas obrigações são bem menores e, aparentemente, não eleger o prefeito (a) não será o fim.A explicação de cada caso é simples, bastando uma interpretação lógica – sem qualquer rodeio.

Rosalba Ciarlini Rosado tem sobre seus ombros a responsabilidade de dar sobrevida a um ciclo de poder de mais de 70 anos, desgastado pelo próprio tempo, e que depende dela diretamente para continuar vivo e proeminente no município. Hoje, o grupo só possui três mandatos: o da prefeita, outro na Câmara Municipal de Mossoró (Sandra Rosado-PSDB) e um terceiro na Câmara Federal (Beto Rosado).

À Assembleia Legislativa a última vitória de um nome Rosado foi em 2010 (há quase dez anos).

Na oposição, todos os nomes em evidência não têm muito ou nada a perder. Um revés não representará o esfacelamento de alguma mega estrutura atrás ou em torno de qualquer um deles. Ocupam espaço numa faixa eleitoral que era quase que completamente dos próprios Rosados. Abrem caminho; são desbravadores e aprendizes numa experiência ainda nova à maioria.

É preciso compreender que o rosalbismo sustenta a tarefa de manter respirando um sistema de rara capacidade de sobrevivência no país: a oligarquia Rosado. Ela baseia-se na concentração de comando e privilégios nas mãos de poucos indivíduos de um mesmo tronco familiar.

Para os contendores, é novidade ser protagonista; quase tudo parte do zero. Até 2012, Rosados e Rosados cumpriam os dois papeis na polarização política. Os escassos atores que avançavam e tentavam ameaçá-los na política municipal, logo eram seduzidos (cooptados) ou alijados de outras formas.

No máximo recebiam cargos mixurucas ou espaço secundário em chapas majoritárias.

Por uma confluência de fatores e, não necessariamente por estratégia maquiavélica, o dividant et adde (dividir para somar) dos Rosados começou em meados dos anos 80 do século passado. Porém só em 2016, na mais recente eleição municipal, com a chapa Tião Couto (PSDB, hoje no PL)-Jorge do Rosário (PL), é que o clã experimentou o susto de ser ameaçado nas urnas por estranhos à família.

Que fique claro: Rosados e Rosados que por décadas arengaram de público e se afinaram às escondidas, aqui e ali, resolveram se ‘unir’ pela incapacidade de continuarem dando as cartas nos dois lados desse campo político. Valeu o aguçado instinto à preservação da espécie.

Com  esse vácuo, o universo de eleitores que historicamente se inclinava à oposição ficou órfão de referências e chegará à sua segunda eleição municipal consecutiva podendo testemunhar outro fracionamento de forças e pulverização de candidaturas.

Os governistas fazem uso de toda sua expertise para que agora prevaleça a máxima divide et impera (dividir para reinar) na outra extremidade. Trabalham e torcem para que seus principais opositores não se componham.

Eles, os Rosados, bem sabem, que sua ‘união’ não lhes deu mais robustez. Foi e é sinal de anemia.

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 13/11/2019 - 13:38h
Mossoró

Câmara Municipal aprova projeto na CCJR de lei existente


Do Blog do Barreto

Avançou na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Câmara Municipal de Mossoró o Projeto de Lei da Ficha Limpa Municipal (veja AQUI), de autoria da vereadora Aline Couto (AVANTE).

Print mostra divulgação do jornal O Mossoroense à época da sanção da lei (Reprodução Blog do Barreto)

No entanto, a lei já existe em Mossoró há sete anos. Em abril de 2012 a então prefeita Fafá Rosado (na época no DEM) sancionou a Lei Municipal 2.880 de 2012. O projeto na época foi de autoria do ainda vereador Lairinho Rosado (que era filiado ao PSB).

A proposição seguiu as normas da Lei da Ficha Limpa sancionada em 2010 pelo à época presidente Lula (PT).

O curioso é que a lei que avançou ontem na Câmara Municipal pegou todo mundo. Uma das integrantes da CCJR é a vereadora Sandra Rosado (PSDB), mãe do autor do projeto que virou lei em 2012.

Nota do Blog – Estranho é não existir um controle informatizado na própria CMM para depurar supostas duplicidades de projetos etc. Esperar pela memória de todos nós é muito primitivismo.

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segunda-feira - 11/11/2019 - 08:46h
Eleições 2020

Larissa tenta colar em Rosalba; prefeita a exclui até de foto

Rosalbismo não quer outro Rosado perto para difícil campanha e constrange grupo de Sandra Rosado

Em meio à programação no sábado (9) no Sítio Hipólito (zona rural) do projeto “Família em Foco”, da Prefeitura Municipal de Mossoró, a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) tentou colar sua imagem à prefeita Rosalba Ciarlini (PP), de quem é aliada desde a campanha municipal passada (2016).

Em suas redes sociais, Larissa pulverizou fotos ao lado da governante e líder popular do rosalbismo.

Rosalba, no centro, posa com Larissa bem à sua esquerda em postagem da ex-deputada no Instagram (Reprodução BCS)

Já a prefeita fez o inverso no seu Instagram próprio. Só para exemplificar: em nenhuma postagem aparece ao seu lado a ex-deputada e ex-adversária em quatro pleitos municipais. Deu-lhe sumiço.

Duas fotos são emblemáticas (colocadas nesta matéria).

Numa divulgada por Larissa Rosado, ela aparece em pose com a prefeita compondo elenco de fotografados.

Em outra, sobre mesmo evento e local físico, Rosalba está imponente ao lado de servidores da municipalidade que prestam “serviço gratuito” (como ela mesma escreveu) para a comunidade. Cadê Larissa?

Ambas posturas são compreensíveis. São facilmente explicáveis.

O grupo de Larissa tenta viabilizá-la como vice de Rosalba no próximo ano. É algo que Rosalba e o guru do seu agrupamento, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, não querem nem ouvir falar.

Anexaram o rosadismo ao seu sistema em 2016, transformando-o em subgrupo. Isso é fato.

Estratégia

Quanto à Larissa, a estratégia de se associar à prefeita é no sentido de tentar produzir um conceito de empatia que torne essa composição palatável ao eleitor e ao casal Rosalba-Carlos.

Parte desse estratagema é pressionar o rosalbismo, divulgando a possibilidade de que Larissa Rosado seja candidata a prefeito, como nome do PSDB e do presidente da sigla e da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ezequiel Ferreira de Souza.

As duas hipóteses não são impossíveis, mas são bastante improváveis. Rosalba deverá ter outro nome a vice; o esquema de Larissa e de sua mãe, vereadora Sandra Rosado, continuará onde está por falta de fôlego para uma aventura em faixa própria.

A prefeita Rosalba, em seu Instagram, fala sobre mesmo assunto, mas bota foto excluindo Larissa (Reprodução BCS)

O rosadismo e o rosalbismo duelaram por mais de 30 anos no mesmo campo político em Mossoró, fechando brechas para surgimento de qualquer novidade que os importunasse. Em 2016, sentiram que era necessária a “união”, engolindo sapos, ressentimentos e diferenças diversas. Tudo por uma questão de sobrevivência.

Cláudia X Larissa

Em 2012, houve sinalizador de que pudesse acontecer essa afinação, quando Larissa foi candidata a prefeito pela terceira vez, contra a então vereadora Cláudia Regina (DEM), nome do rosalbismo.

- Eu não vou entregar a prefeitura à Sandra – bateu na mesa na Residência Oficial do Governo do Estado, em Natal, a então governadora Rosalba Ciarlini. A partir daí, usou todos os esforços e estrutura oficial para impor derrota ao grupo da prima Sandra Rosado, então deputada federal.

Em 2014, na campanha às eleições suplementares à prefeitura, após cassação de Cláudia e do vice Wellington Filho (MDB), outra vez foi ventilado apoio do rosalbismo à Larissa contra o então prefeito interino Francisco José Júnior (PSD).

- É para votar nele. Vamos derrotar Sandra – ordenou a prefeita a seus seguidores/eleitores. Com os votos do rosalbismo, Francisco José Júnior atropelou Larissa Rosado, que colecionou sua quarta derrota à prefeitura.

Rosalba derrotou mãe e ajudou a derrotar filha

Rosalba x Sandra (1996)

- Rosalba Ciarlini (PFL) – 57.407 (52,64%);
- Sandra Rosado (PMDB) – 26.118 (28,50%);
- Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 31.289

Francisco José Jr. x Larissa (2014)

- Francisco José Júnior (PSD) – 68.915 (53,31%);
- Larissa Rosado (PSB) – 37.053 (27,55%);
- Maioria pró-Francisco José Júnior de  31.862

* Francisco José Júnior teve 573 votos de maioria em sua vitória, num comparativo com Rosalba em 1996 contra Sandra Rosado (PSB, na época PMDB).

A opção do rosalbismo por Francisco José Júnior tinha duas razões de lógica política bem própria do pragmatismo e frieza do casal Rosalba-Carlos: estavam se distanciando de Cláudia e do líder do DEM, senador José Agripino; precisavam impedir que a municipalidade caísse nas mãos dos principais adversários.

Havia a premonição de cassandras, de que Francisco José sangraria no curso do mandato, tornando possível a retomada do Palácio da Resistência – o que ocorreu em 2016.

Sem mandatos

Sandra e Larissa ficaram sem mandatos (federal e estadual em 2014) e acabaram capitulando, como presas fáceis à cooptação ao pleito de 2016. No acordo feito, não lhes coube, por exemplo, indicar o vice de Rosalba. A compensação seria viabilizar a volta de Larissa à Assembleia Legislativa, numa costura política que envolveu a montagem da chapa Carlos Eduardo Alves (PDT)-deputado estadual Álvaro Dias (MDB) à Prefeitura do Natal- veja AQUI.

Assim, com eleição de Álvaro, a suplente Larissa foi içada de volta à AL, mas não se reelegeu em 2018.

Para 2020, uma chapa Rosalba-Larissa é tudo que o rosalbismo outra vez não quer. Por uma questão de sobrevivência, é tudo que o grupo de Sandra e a ex-deputada estadual precisam.

O cenário que se avizinha não recomenda brincar com a própria sorte. Rosalba e Carlos sabem disso e tratam do assunto com cortes e ajustes que começam numa simples foto. Pragmatismo político. Poder em jogo.

Uma imagem diz mais do que muitas palavras. Pura semiótica. Duas fotos, então…

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
quarta-feira - 30/10/2019 - 11:38h
Ética

Sandra Rosado pede abertura de processo contra Raério Araújo


Sandra x Raério: outro capítulo (Reprodução BCS)

A Sandra Rosado (PSDB) pediu oficialmente à Comissão de Ética da Câmara Municipal de Mossoró, a “abertura de processo ético-disciplinar” contra o vereador Raério Araújo (sem partido).

Ela, do governismo; ele, da bancada da oposição.

No enunciado da solicitação, a parlamentar justifica que o parlamentar da oposição tem afrontado artigos do Regimento Interno da Casa, quanto ao decoro.

Não são poucos os incidentes e bate-bocas entre eles, numa altercação que já rendeu várias intervenções da mesa diretora em pleno curso de sessões.

A última ocorreu na quarta-feira (23), durante o projeto Câmara Cidadã, no Liberdade I, Alto do Sumaré.

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Categoria(s): Política
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segunda-feira - 28/10/2019 - 07:52h
Com a palavra...

Cacoete da mitomania marca Rosalba à porta de eleição

Pesquisa chegou a apontar que 60% dos mossoroenses não acreditam na palavra de sua prefeita

Prefeita de Mossoró pela quarta vez, Rosalba Ciarlini (PP) repete um cacoete que virou marca de sua gestão e está adesivada à sua vida pública como nódoa: ela é incansável e sistemática em se desviar da verdade, sintoma clássico da “mitomania”. Com o tempo, a psicopatologia só se agravou. Contamina inclusive seu grupo e auxiliares próximos. Quem não mente, esquiva-se da imprensa para não ter que mentir.

Já em pré-campanha para tentar seu quinto mandato como prefeita, Rosalba enfrenta descrédito atestado até mesmo em pesquisa de opinião pública. “Para 60% dos ouvidos ela não fala a verdade”, apontou Pesquisa Seta/Blog do Barreto (veja AQUI), veiculada dia 17 de abril deste ano.

Sua palavra virou risco nágua. Na dúvida, melhor não acreditar. Os antecedentes a condenam.

No atual governo, prometeu enxugar número de cargos comissionados “em até 50%”, mas amplificou o quadro de contratados para números que hoje quase ninguém é capaz de numerar (veja AQUI). Algum vereador governista saberia afirmar quantos cargos em comissão existem na municipalidade? Alguém da imprensa arriscaria? Do Tribunal de Contas do Estado (TCE) ou Ministério Público? Seriam 600, 700, 800, 900, mil? Quem sabe?

Família em primeiro lugar

Garantiu que faria uma reforma administrativa, mas acabou criando nova secretaria (com mais 41 cargos), além de empregar dois filhos e outros familiares no município. Virou notícia nacional: Rosalba segue luta contra desemprego (em sua família). Tentou, por exemplo, aboletar uma irmã em cargo na Cultura, sem sequer publicar portaria correspondente. Mas foi flagrada e teve que recuar: Irmã de Rosalba assume cargo sem portaria; prefeitura nega.

Folha de São Paulo tomou Rosalba como um dos péssimos exemplos no início de novas gestões - janeiro/2017 (Reprodução)

É a mesma gestora que tentou se apropriar da retomada dos voos comerciais diários no Aeroporto de Mossoró, numa manobra para usurpar o mérito do então governador Robinson Faria (PSD) e outros atores: Rosalba volta a assumir realização que não lhe pertence.

Alardeou que 400 cirurgias ortopédicas seriam feitas mensalmente, sob a batuta da prefeitura, em parceria com o Governo do Estado. Outra ação meia-boca. Pouco mais de 166 foram realizadas em cerca de dois meses e até hoje esse compromisso nunca deslanchou. Leia: Prefeitura vai dizer por que não começou cirurgias eletivas.

Educação, saúde e cultura de “referência”

É a prefeita que chegou a discursar no dia 26 de dezembro de 2017 em evento do segmento empresarial, atestando que “Mossoró é uma referência em educação, saúde e cultura no país“. Até hoje repete essa invencionice. Leia: Relatório prova sucateamento de sistema de Saúde de Mossoró. Leia: Desabastecimento de remédios é situação generalizada.

Mandou publicar no dia 30 de dezembro de 2017, que com sua influência tropas federais desembarcariam em Mossoró, à melhoria da segurança pública (veja AQUI). Ninguém lhe avisara que essa era uma prerrogativa do governador do estado, que a usou. Valeu a máxima do se colar, colou.

Praça Vigário Antônio Joaquim foi "obra" denunciada sem contestação por esta página há poucos dias (Foto: BCS)

Mal começou 2018 e saiu por aí assinando ordens de serviços e divulgando que estaria entregando mais de 65 obras. Era ano eleitoral, só para refrescar a memória. Algumas delas não se têm notícia de que tenham sequer começado. Há casos de “realizações” que não passam de gambiarras e umas estão paradas ou quase parando.

Há casos emblemáticos. Dois deles o Blog Carlos Santos documentou à semana passada: o lengalenga nebuloso de duas obras na mesma praça Vigário Antônio Joaquim no centro da cidade, inconclusas há mais de um ano e seis meses (veja AQUI AQUI) e a Celso da Costa Rêgo (veja AQUI), no Conjunto Liberdade I (Alto do Sumaré).

500 empregos em milhares de enganados

Ano passado, entre outros ‘feitos’, pulverizou na imprensa e redes sociais que a indústria Revestimentos Cerâmicos Ltda. reabria sua produção e ofereceria 500 empregos diretos e indiretos (veja AQUI), como se suposta recuperação judicial da empresa – que até hoje não se consumou, fosse mérito de seu governo. Tudo não passou de um engodo com foco eleitoral, visto que seu filho Kadu Ciarlini (PP) era candidato a vice-governador.

Milhares de pessoas fizeram fila para entregar currículo à municipalidade, sem saberem que estavam sendo enganadas.

Em ano eleitoral, como 2018, a promessa de 500 empregos ludibriou milhares de pessoas (Foto: PMM)

Anote nesse rol de faz-de-conta, a propaganda do salário em dia e valorização do servidor. Nenhuma das duas tem amparo na realidade. O pagamento remuneratório continua fatiado de um mês para o outro. Reajuste do piso do professorado ficou abaixo de 4,17%, mas prefeita vende tese de que cumpre a lei. Foi desmentida.

Sistematicamente se recusa a receber sindicatos e comissões de funcionários municipais.

Sem puxar muito a memória, logo aparece a imagem da então governadora Rosalba (2011-2014) posando ao lado de quadro com maquete do Estádio Manoel Leonardo Nogueira (Nogueirão). Ludibriou milhares de eleitores-torcedores de Potiguar e Baraúnas, antes do pleito municipal de 2012. Não botou sequer uma pá de cal por lá. É o maior estelionato eleitoral que Mossoró testemunhou.

Maquete foi apresentada em outubro de 2011, se transformando no maior estelionato eleitoral de Mossoró (Foto: arquivo)

O Teatro Lauro Monte Filho foi outra “melada” da mesma época (veja AQUI). Juntou o mundo cultural no prédio onde funcionara o Cine-teatro Cid, assinou ordem de serviço e espalhou divulgação. Quem fez de verdade o empreendimento foi o governador Robinson Faria.

Com outra campanha próxima, é previsível que a prefeita volte a tirar da cartola uma série de promessas, como a duplicação da Avenida Francisco Mota (que anuncia desde o século passado) e despoluição do rio Mossoró (do mesmo século).

150 milhões e avalanche de ordens de serviço

Difícil, contudo, que encontre algo mais surreal  do que levantou em sua primeira campanha eleitoral em 1988, contra o então deputado estadual Laíre Rosado (marido de sua aliada de hoje, vereadora Sandra Rosado-PSDB): prometeu fim da inflação que cumulativamente atingiu a 1.037,56% àquele ano no Brasil.

Com expectativa de ter R$ 150 milhões em empréstimo, tudo pode acontecer. Tecnicamente é pouco provável que possa concluir algum empreendimento em 2020, mas a enxurrada de ordens de serviços deve ser o forte na construção dessa narrativa. Em 2018, o enredo prometia mais de 65 obras. Agora, faça as contas…

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
terça-feira - 22/10/2019 - 13:46h
Polêmica

Oposição tenta audiência sobre empréstimo; governismo evita


Francisco Carlos ironizou oposição (Foto: Edilberto Barros)

A bancada governista esvaziou plenário da Câmara Municipal no fim da sessão ordinária desta terça-feira (22). Quem espantou os parlamentares foi a proposta de audiência pública apresentada pelo oposicionista Gilberto Diógenes (PT).

Ele deseja discussão sobre o pedido de autorização de empréstimo de até R$ 150 milhões (veja AQUI e AQUI), que a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) enviou à Casa no último dia 16 (quarta-feira), com “urgência”.

“Acho que foi normal, como costuma acontecer no fim das sessões”, justificou a presidente Izabel Montenegro (MDB).

Vários vereadores da oposição e do governo debateram o assunto, com claro conflito de teses e discursos. A retórica de cada um ficou muito perceptível.

Na oposição, a cobrança é por clareza de informações e transparência. “Não existe condição de votar um projeto em véspera de campanha, sem que a gente saiba nada sobre impacto financeiro, plano de aplicação, juros, prazo, o que vai ser feito, carência etc.”, ponderou Genilson Alves.

Na tribuna, o governista Francisco Carlos (PP) ironizou postura da oposição e reiterou que a bancada era contra trabalho e obras para a cidade. “A questão é o medo do reconhecimento do trabalho da prefeita, que já está acontecendo”, disse.

Maquete do Nogueirão

Raério Araújo (sem partido) ironizou. Para ele, “vão prometer obras como a maquete do Estádio Nogueirão (realização que nunca saiu da propaganda, quando Rosalba era governadora e em plena campanha municipal de 2012)”.

Alex Moacir (MDB) e Sandra Rosado (PSDB) engrossaram a tese de que os vereadores da oposição não viam avanços na gestão municipal, que recuperou capacidade de endividamento da prefeitura.

Quase ao final da sessão, Petras Vinícius denunciou que recebera há poucos minutos contato de uma pessoa no Santa Delmira, ligada à área de esporte, revelando que um vereador governista estava prometendo realização de obra de recuperação de praça esportiva no bairro, já prometida pela prefeita na campanha eleitoral do ano passado, mas sem realizá-la até aqui. Nenhum governista o rebateu nem se denunciou.

- Não somos contra. Queremos o direito de discutir e a população saber e definir no que esse dinheiro deve ser investido – apontou Petras.

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Categoria(s): Política
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