Nas eleições municipais em Natal em 2024, em dois turnos, um quarto do eleitorado disse não a tudo e a todos. Ojeriza a candidatos e tendências de todos os matizes.
No primeiro turno, 145.176 (25,02%) eleitores não compareceram à votação.
No segundo turno, 150.064 (26,7%) também se abstiveram.
Numa análise apenas superficial, ainda, pode ser dito que há resistência forte dessa massa-gente a tudo que têm experimentado em Natal nos últimos anos.
Disseram não ao bolsonarismo, rechaçaram o PT, ignoraram o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB, hoje no União Brasil) e viraram as costas para o prefeito eleito Paulinho Freire (UB) e seu principal apoiador, o então prefeito Álvaro Dias (Republicanos, hoje no PL). Tudo em dois turnos que se interligaram em 2024.
Esses eleitores decidem uma eleição em Natal e podem ser determinante no RN, no pleito 2026.
“Natal não é de ninguém!” Segue atual essa frase que o então deputado federal Djalma Marinho – avô do senador Rogério Marinho (PL) – cunhou nos anos 60.
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