quinta-feira - 26/11/2020 - 22:24h
Apagar das luzes

Rosalba empurra projeto após 3 anos e 11 meses o escondendo

Prefeita joga 'democracia escolar' para o prefeito eleito, agradando um sindicato que sempre ignorou

No apagar das luzes de sua gestão, a prefeita não reeleita Rosalba Ciarlini (PP) encaminha para a Câmara Municipal de Mossoró o Projeto de Lei nº 1243. Ele regulamenta eleições diretas nas escolas municipais para diretores e supervisores, antiga reivindicação sindical.

Eleita em 2016, Rosalba obstruiu projeto; agora, empurra para aprovação (Foto: arquivo)

O estranho na iniciativa da prefeita, é que ela teve três anos e 11 meses para implementar esse dispositivo constante do Plano Municipal de Educação (PME), ainda do ano de 2015, mas só o faz agora.

Com certeza não se trata de um rompante de espírito democrático, mas tentativa de encolher o número de cargos comissionados de livre nomeação do sucessor, o prefeito eleito Allyson Bezerra (Solidariedade).

Rosalba muda de posição

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM) durante todos esses 47 meses cobrou, sem êxito, a implementação das eleições, instrumento sem qualquer valor pedagógico, mas de natureza político-sindical. Entretanto, a prefeita nunca deu respaldo nem se sentiu obrigada a implementá-lo.

No fim do governo Francisco José Júnior, em 2016, a matéria chegou a ser pautada no Legislativo. Todavia, a força política da então prefeita eleita, Rosalba, impediu sua aprovação. Na legislatura em andamento, a bancada da prefeita impediu sua aprovação.

Agora, o inverso: ela quer usar a força que lhe resta para aprová-lo e jogar a “democracia escolar” no colo do sucessor. A mesma democracia que não adotou e lhe causa repulsa. Ou seja, “pimenta no .. dos outros é refresco”.

Paralelamente, Rosalba tem ligado para vereadores de sua bancada para que aprove o projeto. É um presente que quer dar ao Sindiserpum, com quem se digladiou todo esse tempo e sempre se esquivou até de receber seus representantes.

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 18/11/2020 - 23:34h
Eleições 2020

Para prefeita, sua derrota é culpa de pesquisas


Para a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), a sua derrota à reeleição para o deputado estadual Allyson Bezerra (Solidariedade), é culpa das pesquisas eleitorais.

Em vídeo veiculado em redes sociais, Rosalba faz um balanço de campanha, repete a ladainha de que pegou municipalidade “quebrada” pelo antecessor Francisco José Júnior e deseja sucesso ao vencedor (sem citar seu nome).

Garantiu que fez uma “campanha limpa” e deixará prefeitura organizada.

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Categoria(s): Política
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sábado - 14/11/2020 - 22:24h
Mossoró

Veja resultados e história de 52 anos de eleições municipais

Trabalho do Blog ajuda webleitor a se situar no tempo e entender cada disputa municipal desde 1968

Blog Carlos Santos volta a publicar trabalho ímpar para servir aos seus webleitores, que tem se tornado referência em cada campanha eleitoral nos últimos anos. Trata-se de levantamento atualizado de resultado e cenário político das eleições municipais de Mossoró desde 1968.

Ao todo, damos um resumo de 13 eleições municipais – o que compreende quase 52 anos de história.

É um exaustivo levantamento sobre os pleitos municipais mossoroenses, tarefa que na verdade nunca está completa. Novos dados se incorporam, informações são ajustadas, leitura e releitura de fatos são feitas, bastidores e conjuntura de cada pleito são dissecados.

O esforço é no sentido de continuarmos ofertando produto diferenciado aos nossos webleitores. Ao mesmo tempo, reitero que no uso de dados parcial ou por completo, não esqueça de citar a fonte. É uma questão de ordem legal, mas principalmente respeito ao trabalho árduo que realizamos.

Aproveite!

Eleições de 1968 (Fonte:  Vingt-un Rosado, Coleção Mossoroense):

- Antônio Rodrigues (Arena 2/verde) – 11.132 votos;
- Vingt-un Rosado (Arena 1/vermelha) – 11.034 votos;
- Maioria – 98 votos a favor de Antônio Rodrigues.

O pleito municipal de 1968 foi emblemático. Quem viveu essa disputa testemunhou (participou) da mais renhida campanha municipal mossoroense de todos os tempos.

Antônio Rodrigues : 98 votos

A vitória de “Toinho do Capim” (Antônio Rodrigues) foi comandada nas últimas 72 horas pelo ex-governador Aluízio Alves, que fez mais de 170 comícios-relâmpagos, com resultado tida até então como improvável, sobre Vingt-un Rosado.

O líder enfrentou e contrariou grupo de aliados locais na escolha de Toinho, pois desejavam o médico Cid Duarte, filho do senador Duarte Filho, como candidato a prefeito.

Eleições de 1972 (Colaboração: Bruno Barreto):

- Dix-huit Rosado (Arena) – 16.194;
- Lauro Filho (MDB) – 11.995;
- Brancos – 205;
- Nulos – 296;
- Maioria Pró-Dix-huit Rosado –  4.199 votos.

O eleitorado habilitado ao voto era de 28.690. Dix-huit venceu as eleições tendo o professor Canindé Queiroz como vice, deixando para trás a chapa Lauro Filho-Emery Costa avalizada pelo aluizismo.

Os Rosado, com a vitória, retomavam o poder em Mossoró, após o hiato provocado pela vitória de Antônio Rodrigues de Carvalho em 1968, que suplantou Vingt-un Rosado nas urnas por apenas 98 votos de maioria.

Eleições de 1976 (Colaboração: Bruno Barreto):

- João Newton da Escóssia (Arena 1) – 20.165
- Leodécio Néo (MDB 1) – 10.840
- Assis Amorim (MDB 2) 6.970
- Antônio Rodrigues de Carvalho (Arena 2) – 1.327
- Maioria Pró-João Newton sobre a soma dos emedebistas  – 2.355 votos.

Neste ano, o regime militar em curso produziu o casuísmo da “sublegenda”, permitindo que o mesmo partido pudesse ter mais de um candidato. Vivíamos fase do bipartidarismo (Arena e MDB). A ideia era sufocar a “oposição consentida”, feita pelo MDB, que possuía bem menor representatividade em todo o país, com condições raquíticas de lançar mais de um candidato a prefeito.

Em Mossoró, com melhor representatividade oposicionista, o MDB chegou até a apresentar duas candidaturas, mas o cunhado do líder Vingt Rosado (Arena), João Newton da Escóssia, levou a melhor com folga – tendo o empresário Alcides Fernandes, o “Alcides Belo”, como vice.

Eleições de 1982:

Dix-huit: cartaz de campanha em 82 (Foto: Arquivo)

- Dix-huit Rosado (PDS) – 21.510 (41,68%);
- João Batista Xavier (PMDB) – 15.466 (29,97%);
- Canindé Queiroz (PDS) – 4.388 (8,50%);
- Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%);
- Paulo R. Oliveira (PTB) – 48 (0,09%);
- Brancos – 8.145 (15,79%);
- Nulos – 1.621 (3,14%);
- Abstenção - 15.435 (23,02%);
- Maioria Pró-Dix-huit – 6.044 (11,71%).

O eleitorado habilitado ao voto era de 67.041, em 275 secções. Compareceram 51.606 (76,98%) eleitores. A abstenção atingiu um recorde com 15.435 (23,02%) votantes.

Neste ano também ocorreram eleições para Governo do Estado, deputado estadual, deputado federal, além de uma vaga ao Senado e Câmara Municipal. Foram as primeiras eleições com a retomada do pluripartidarismo, na reta final do regime militar de 1964. O mandato dos prefeitos/vereadores foi de 6 anos em vez de 4, como temos desde o pleito de 1988.

Com a existência do casuístico instituto da sublegenda, cada partido poderia lançar mais de um candidato a prefeito, foi o que ocorreu em Mossoró. O grupo Rosado, unido, lançou Dix-huit Rosado pelo PDS.

Já o sistema Maia apresentou o jornalista Canindé Queiroz, pelo mesmo partido, para dar suporte à candidatura a governador do engenheiro e ex-prefeito indireto de Natal, José Agripino Maia (PDS). Agripino venceu seu principal adversário, o ex-governador Aluízio Alves (PMDB), com mais de 107 mil votos de maioria no estado.

Eleições de 1988:

- Rosalba Ciarlini (PDT) – 37.307 (49,7%);
- Laíre Rosado (PMDB) – 30.226 (40,2%);
- Chagas Silva (PT) – 2.507 (3,3%);
- Brancos – 3.594 (4.8%);
- Nulos – 1.503 (2%);
- Abstenção - 5.180 (…%);
- Maioria Pró-Rosalba – 7.081 (9,5%).

Rosalba foi eleita três vezes, a começar de 1988 (Foto: reprodução do Blog Carlos Santos)

O eleitorado habilitado ao voto era de 80.397, em 275 secções. Compareceram 75.217 eleitores. As abstenções foram de 5.180 votantes. Pela primeira vez na história, dois integrantes da família Rosado disputam o voto diretamente, na luta pela Prefeitura de Mossoró.

Rosalba, mulher do então deputado estadual Carlos Augusto Rosado (PFL), leva a melhor em chapa ao lado do empresário Luiz Pinto (genro do vice-prefeito à ocasião, empresário Sílvio Mendes).

O prefeito Dix-huit Rosado, só no mês final de campanha anuncia seu apoio à Rosalba, num momento em que ela já tinha dianteira em relação a Laíre Rosado (PMDB) e de sua vice Rose Cantídio (PMDB).

Eleições de 1992:

- Dix-huit Rosado (PDT) – 37.188 (47,79%);
- Luiz Pinto (PFL) – 32.795 (42,15%);
- Luiz Carlos Martins (PT)– 6.557 (8,43%);
- Paulo Linhares (PSB) – 1.273 (1,64%);
- Brancos – 5.669 (6,49%);
- Nulos – 3.913 (4,48%);
- Abstenção - 11.381 (…%);
- Maioria pró-Dix-huit Rosado – 4.393 (5,64%)

O eleitorado cadastrado à época era de 99.623. Compareceram 87.395, as abstenções chegaram a 11.381 e os votos nominais atingiram 77.813.

Tendo Sandra Rosado (PMDB) como vice, sua sobrinha e filha do irmão Vingt Rosado (deputado federal), Dix-huit retoma hegemonia política. Em 1988 os dois irmãos tinham rompido politicamente, devido o apoio de Dix-huit à Rosalba.

Eleições de 1996:

Sandra e Francisco José (pai): humilhação (Foto: reprodução)

- Rosalba Ciarlini (PFL) – 57.407 (52,64%);
- Sandra Rosado (PMDB) – 26.118 (28,50%);
- Jorge de Castro (PT) – 4.878 (5,32%);
- Valtércio Silveira (PMN) – 3.237 (3,53%);
- Brancos – 1.549 (1,69%);
- Nulos – 3.802 (…);
- Abstenção - 17.227 (15.08%)
- Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 31.289 (24,14%).

Existiam 114.218 eleitores aptos, mas compareceram 96.991. As abstenções atingiram 17.227 (15.08%), com 91.640 sendo a votação nominal.

Rosalba tem vitória acachapante, graças principalmente ao desgaste do prefeito Dix-huit Rosado, que lançou o engenheiro e seu ex-secretário de Obras Valtércio Silveira como candidato governista. Sandra Rosado, dissidente do prefeito e tio, enveredou por candidatura próprio com a companhia do deputado estadual Francisco José (pai), mas experimentou resultado humilhante também.

Eleições de 2000:

- Rosalba Ciarlini (PFL)– 57.369 (54,86%);
- Fafá Rosado (PMDB) – 42.530 (40,67%);
- Socorro Batista (PT) – 4.447 (4,25%);
- Mário Rosado (PMN) – 228 (0,22%);
- Brancos – 1.757 (1,59%);
- Nulos – 4.395 (3,97%);
- Abstenção - 17.168 (13.42%)
- Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 14.839 (14,19%).

Existiam 127.894 eleitores aptos, mas compareceram 110.726. As abstenções atingiram 17.168 (13.42%), com 104.574 (94.44%) sendo a votação nominal em 358 urnas.

Rosalba foi candidata utilizando o novo instituto da reeleição. Enfrentou o grupo da adversária e prima Sandra Rosado, que temendo novo fracasso direto apostou no nome da enfermeira (e prima) Fafá Rosado, que nunca disputara uma campanha eleitoral.

Num comparativo com as eleições de 1996, esses números guardam uma preciosidade. Rosalba obteve menos votos do que na eleição anterior.

Enquanto em 96 tinham sido 57.407 em eleitorado de 114.218 aptos, em 2000 – contra Fafá, conseguiu 57.369 num contingente de 127.894 aptos. Ou seja, 38 votos a menos, apesar de aumento de 13.676 votantes.

Eleições de 2004:

- Fafá Rosado (PFL) – 57.743 (49,06%);
- Larissa Rosado (PMDB) – 34.688 (29,45%);
- Francisco José (PSB) – 21.210 (18,02%);
- Crispiniano Neto (PT) – 4.083 (3,47%);
- Brancos – 2.063 (…);
- Nulos – 5.708 (…);
- Abstenção - 17.376 (12%);
- Maioria pró-Fafá Rosado de 23.075 (19,61%).

Existiam 143.235 eleitores aptos, mas compareceram 125.475. As abstenções atingiram 17.376 (12%).

Nesta eleição, Fafá foi cooptada pelo primo Carlos Augusto para ser candidato do seu grupo, na sucessão de Rosalba. Venceu com relativa facilidade à deputada Larissa Rosado, filha de Sandra.

Eleições de 2008:

- Fafá Rosado (PFL) – 65.329 (53,01%);
- Larissa Rosado (PSB) – 46.149 (37,44%);
- Renato Fernandes (PR) – 11.306 (9,17%);
- Heronildes Bezerra, “Heró”  (PRTB) – 464 (0,38%);
- Brancos – 3.678 (2%);
- Nulos – 7.400 (5%);
- Abstenção – 18.701 (12%)
- Maioria pró-Fafá Rosado de 19.018 (16%).

Existiam 153.027 eleitores aptos, mas compareceram 134.326. Desse volume, 123.248 foram considerados válidos. As abstenções atingiram 18.701 (12%). Existiam 416 seções eleitorais.

Outra vez a força do rosalbismo e estrutura da Prefeitura deixaram a filha de Sandra Rosado, a deputada estadual Larissa Rosado, em segundo lugar.

Eleições de 2012:

Larissa e Cláudia: disputa acirrada (Foto: arquivo)

- Cláudia Regina (DEM) – 68.604 (50,90%);
- Larissa Rosado (PSB) – 63.309 (46,97%);
- Josué Moreira – 1.932 (1,43%);
- Raimundo Nonato Sobrinho, “Cinquentinha” (Psol) – 948 (0,70%);
- Edinaldo Calixto (PRTB) – 0 (0%);
- Brancos – 2.323 (1,61%);
- Nulos – 6.737 (4,68%);
- Abstenção - 21.122 (12,80%);
- Maioria pró-Cláudia Regina de 5.295 (3,93%).

Existiam 164.975 eleitores aptos. Desse volume, 134.793 (93,70%) foram considerados válidos a prefeito, 137.463 votos válidos à Câmara Municipal, entre votos diretos aos candidatos (283 ao todo) e os votos de legenda. O comparecimento ocupou 460 secções organizadas pela Justiça Eleitoral.

As abstenções atingiram 21.122 (12,80%).

A chapa Cláudia Regina-vice Wellington Filho (PMDB), apesar de eleita por pouca margem de votos em relação à Larissa Rosado (PSB)-vice Josivan Barbosa (PT), terminou sendo cassada em 4 de dezembro de 2013, quando faltava poucas semanas para completar o primeiro ano de gestão. Vereadora, recebera maciço apoio das estruturas da Prefeitura e do Governo do Estado, ocupados respectivamente pelas aliadas Fafá Rosado (DEM) e Rosalba Ciarlini (DEM).

Eleições de 2014 (Pleito Suplementar):

- Francisco José Júnior (PSD) – 68.915 (53,31%);
- Larissa Rosado (PSB) – 37.053 (27,55%);
- Raimundo Nonato Sobrinho, “Cinquentinha” (Psol) – 3.825 (4,90%);
- Josué Moreira (PSDC) – 3.025 (3,88%);
- Gutemberg Dias (PCdoB) – 2.265 (2,90%);
- Brancos – 4.428 (3,29%);
- Nulos – 15.000 (11,15%)
- Abstenção - 30.429 (18,45%);
- Maioria pró-Francisco José Júnior de 31.862 (25,76%).

A apuração apontou ao final o total de 134.511 (81,55%) votos válidos, no dia 4 de maio de 2014. Mossoró tinha 164.940 eleitores aptos ao voto.

Houve alto percentual de abstenção, com 30.429 (18,45%) votos. Foi a primeira eleição suplementar da história de Mossoró, em face da cassação e afastamento da prefeita eleita em 2012, Cláudia Regina (DEM), no dia 4 de dezembro de 2013. Ela ainda tentou concorrer no pleito suplementar, mas não obteve registro e seu partido não promoveu substituição.

A Justiça Eleitoral tinha colocou em funcionamento 514 urnas eletrônicas distribuídas pelos 72 locais de votação durante o pleito. Pela primeira vez, também, foi utilizado o sistema biométrico de identificação do eleitor. Foram juízes no pleito os magistrados Ana Clarisse Arruda (34ª Zona) e José Herval Sampaio Júnior (33ª Zona).

Eleições de 2016:

- Rosalba Ciarlini (PP) – 67.476 (51,12%)
- Tião Couto (PSDB) – 51.990 (39,39%)
- Gutemberg Dias (PCdoB) – 11.152 (8,45%)
- Josué Moreira (PSDC) –  1.370 (1,04%)
- Francisco José Júnior (PSD) – 602 (Votos inválidos)
- Branco – 2.974 (2,06%)
- Nulo – 9.416 (6,54%)
- Válidos – 131.988 (91,40%)
- Eleitores Aptos – 167.120
- Abstenção – 22.683 (13,59%)
- Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 15.486 (11,73%).

Tião e Jorge: estreia em 2016 (Foto: arquivo)

O pleito municipal de 2016 foi marcado por um acontecimento incomum, em se comparando com diversas eleições anteriores desde o fim dos anos 80 do século passado: o clã Rosado juntou suas principais forças, que se digladiavam há quase 30 anos.

O grupo da ex-prefeita (três vezes), ex-senadora e ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP) atraiu o sistema da prima e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB), numa aliança que parecia não ter adversários.

Mas, o movimento “Mossoró Melhor” que começou a se desenhar em meados de 2015, em costura dos empresários Michelson Frota, Tião Couto e Jorge do Rosário, acabou apresentando chapa que cresceu dentro da própria disputa, ameaçando uma “vitória certa” de Rosalba e sua vice Nayara Gadelha (PP).

A campanha teve ainda pela desistência (AQUI) de candidatura do prefeito Francisco José Júnior (PSD), que tinha sido eleito em maio de 2014 à municipalidade, em eleição suplementar. Com altos índices de reprovação, custou a tomar essa decisão, quando tudo indicava bem antes da campanha, que não teria a menor condição de competir.

Veja clicando AQUI, uma série de matérias especiais que resumem como foi essa disputa vencida por Rosalba e Nayara.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política / Reportagem Especial
quarta-feira - 28/10/2020 - 11:42h
Redes sociais

Rosalba ameaça processar o adversário Allyson Bezerra


Candidata à reeleição, a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) fez uma ‘live’ às pressas ao fim da noite dessa segunda-feira (27), divulgando em suas redes sociais que vai processar judicialmente o adversário e mais sério concorrente, deputado Allyson Bezerra (Solidariedade).

Ela não gostou que Allyson tenha questionado a sua declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral, em que aparecem apenas dois carros 2013, que estariam avaliados em pouco mais de 238 mil reais.

- Ele vai ter que provar, ele vai ter que provar. Não fica por aí não. Tem que provar sim e onde for necessário ele vai ter que provar – reagiu a prefeita com dedo em riste.

Em sua ‘live’ na mesma noite, pouco antes, Allyson Bezerra deu resposta a série de fake news que estariam sendo disparadas em redes sociais e imprensa nos últimos meses, com maior incidência na reta final da campanha.

- Quem de Mossoró acredita nisso? Uma mulher com mais de 30 anos de vida pública, médica, profissional liberal, senadora, governadora, prefeita quatro vezes, quem acredita que uma pessoa dessa tenha apenas dois carros velhos no patrimônio? – destacou Allyson.

Prefeita diz que não apoiou Francisco José Júnior

Rosalba também garantiu que nunca deu apoio ao então prefeito interino Francisco José Júnior, em 2014, na eleição suplementar de Mossoró. Negou que tenha incentivado seu grupo e eleitores a tomar essa posição eleitoral, com intuito de derrotar a adversária à época (hoje aliada), deputada estadual Larissa Rosado (PSB, hoje no PSDB).

Segundo Rosalba, o povo é quem escolheu de boa fé Francisco José Júnior, que teve a maior votação à prefeitura da história do município. Em tese, o rosalbista não teria sido incentivado a votar no prefeito interino, o “Silveirinha”, como ela depreciativamente prefere tratar.

Ele alcançou 68.915 (53,31%) votos, numa maioria de 31.862 (25,76%) sobre Larissa. Foi, também, a maior vantagem nas urnas que um candidato já somou no município, superando a própria Rosalba em 1996, que emplacou 31.289 (24,14%) de maioria sobre Sandra Rosado (PMDB, hoje no PSDB), mãe de Larissa.

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Categoria(s): Eleições 2020 / Política
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quarta-feira - 14/10/2020 - 05:10h
Previ-Mossoró

Prefeita evita reforma e adia novo rombo previdenciário

Rosalba Ciarlini segue em Mossoró, receita da implosão da previdência do RN, iniciada por ela em 2014

A campanha eleitoral deste ano refreou uma obrigação que terá de ser cumprida pelo próximo gestor municipal lá na frente, após o resultado das urnas. É a reforma previdenciária.

Em Mossoró, a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) não apresentou projeto reformista à Câmara Municipal, mas sabe que a partir de 1º de janeiro de 2021, se for reeleita, terá de tratar do assunto. Se houver um sucessor oposicionista, a bomba lhe cairá no colo, como herança maldita da prefeita que garante ter a “casa arrumada”, ludibriando os fatos e eleitores menos atentos.

O município que não fez a reforma e que não cumpra as outras obrigações, previdenciárias, perderá o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), ficando impossibilitado de receber transferências voluntárias federais, inclusive empréstimos feitos em instituições financeiras federais.

Rosalba não quis se desgastar com reforma, mas sabe que a bomba está sendo apenas adiada (Foto: arquivo)

O prazo inicial para se adequar era 30 de julho, mas foi prorrogado até 30 de setembro. O governo estadual e muitos outros entes federados fizeram sua reforma, caso da Prefeitura do Natal – com sanção no dia 17 de setembro. A Prefeitura de Mossoró nem tocou no assunto.

Mossoró tem Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), através do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (Previ-Mossoró), que abrange funcionalismo da prefeitura e da Câmara Municipal. Como não fez suas adaptações, é obrigado a se adequar às normas do regime geral.

Agravante

Há um agravante que está escondido debaixo do ‘tapete’ nesse caso: a prefeita não repassa as obrigações patronais ao Previ-Mossoró por quase todo esse ano, causando enorme prejuízo a essa autarquia. Os recursos poderiam estar aplicados, com remuneração, no mercado financeiro, fortalecendo o caixa e dando maior segurança aos segurados.

Dia 16 de junho – veja AQUI, Rosalba e sua bancada conseguiram aprovação do projeto de lei 1.275 de 8 de junho, que suspende o pagamento da contribuição previdenciária do município até o fim do seu mandato (31 de dezembro próximo). Isso mesmo que você leu.

Segundo a lei, o Previ-Mossoró fará a apuração dos valores devidos, que serão pagos em até 60 meses, a partir de janeiro de 2021, sem a incidência de encargos (juros etc.). Significa dizer que um novo prefeito (a) ou a própria Rosalba, sendo reeleita, é que arcará com a obrigação e mesmo assim não terá como cobri-la dentro do próximo mandato.

Pelo texto da matéria, essa dívida (se não for negociada mais uma vez, novamente, de novo), só será concluída em dezembro de 2025, já noutra gestão.

Rosalba deixará um déficit no Previ-Mossoró que deverá chegar aos R$ 158 milhões, calculou o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM). Por enquanto. É o maior rombo da história do Previ-Mossoró.

Outro detalhe disfarçado até hoje: sua gestão sempre rolou dívidas, sem se preocupar com o amanhã. E os encargos são pagos por todos os servidores e contribuintes.

Farsa do ‘salário em dia’

Sem o uso desse artifício, o discurso do “salário em dia” estaria comprometido. Da mesma forma, deve ser lembrado que recursos federais destinados ao combate à Covid-19 acabaram reforçando o caixa para que servidores tenham pagamento equilibrado. Compromissos com fornecedores e prestadores de serviço formam calote em série e, cumulativo, para que seja passada a sensação de que tudo está em ordem na folha de pessoal.

Reeleita, Rosalba fará reforma e assumirá o ônus que ela mesmo produziu. Como será um ano pós-eleição, poderá enfrentar sem problemas eventuais críticas e até atrasos no pagamento das remunerações e outros compromissos da municipalidade. Difícil será continuar culpando o ex-prefeito Francisco José Júnior por todos os males, como o faz desde a campanha municipal de 2016 e insiste na atual.

Se o gestor eleito não for ela, logo começará a administração pressionado por esse e outros passivos que estão sendo acumulados durante o governo rosalbista. A casa arrumada tem tempo e hora para se revelar com sua verdadeira face. Ou farsa.

Rombo no estado se assemelha ao Previ-Mossoró

Quando foi governadora (2011 a 2014), ela começou a implosão da previdência estadual, justamente no último mês de governo, dezembro de 2014.

Rosalba vinha mantendo salários atrasados por 15 meses consecutivos. Desde então, o buraco previdenciário nunca foi tamponado e implodiu de vez na gestão de Robinson Faria (PSD), seu ex-vice, a quem apoiou em Mossoró na campanha à sua sucessão em 2014.

Rosalba e Robinson fizeram acordo político que envolveu mudança na previdência (Foto: arquivo/Márlio Fortes)

Em troca, o próprio Robinson articulou na Assembleia Legislativa a aprovação de mudança legal do sistema previdenciário, unificando os Fundos Previdenciário e Financeiro (Lei Complementar nº 526) – veja AQUI, o que ensejou as retiradas vultosas.

- “Com essa manobra, a governadora Rosalba Ciarlini vai posar de ter deixado o pagamento dos servidores em dia e se livrar de processos de inelegibilidade, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal”, observou o então deputado estadual Fernando Mineiro (PT), em entrevista no dia 18 de dezembro de 2014, data da aprovação do projeto. Previu que o rombo em sequência devastaria as contas públicas. Acertou.

A então governadora fez quatro saques para coberturas de folhas de pessoal numa sequência de poucos dias, que totalizaram R$ 234,157,572,32. À época, o Fundo Previdenciário que assegurava pagamento de aposentados e pensionistas tinha um aporte de cerca de R$ 973.091,050,64 só em aplicações de longo prazo no mercado financeiro (procedimento comum às RPPS’s).

A história se repete como farsa e como tragédia anunciada.

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Categoria(s): Eleições 2020 / Política
domingo - 20/09/2020 - 18:38h
Política de Mossoró

Grupo de ‘Silveira’ apoia Rosalba e oposição leva a culpa

Com fake news soltas em redes sociais, tática é desqualificar adversários e camuflar as suas opções

Por Carlos Santos

Oficialmente, a campanha municipal de Mossoró não começou. Mas, isso é apenas um detalhe. Na prática, ela está em marcha e com temores que só crescem no governismo. O grupo da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) saiu de sua aparente serenidade e zona de conforto, resolvendo atacar a oposição em redes sociais e com mídias sob seu controle e edição.

Entre uma fake news e outra, Rosalba ficou com partido de ex-auxiliares e familiares de 'Silveira' (Foto: Reprodução BCS)

Os papeis foram invertidos e não por acaso. Sua usina de ‘fake news’ passou a trabalhar em regime de tempo integral.

O desprezo, a pilhéria e a autossuficiência em relação a adversários deram lugar à pressa de produzir uma versão que fosse capaz de desqualificar os contendores e gerar uma imagem de coerência política imaculada da “Rosa”. Devagar com o andor. Os fatos que narramos a seguir descarrilam essa comédia pastelão.

Nos últimos dias, houve tentativa de vincular parte da oposição à imagem do ex-prefeito Francisco José, principalmente o deputado estadual e candidato à prefeitura, Allyson Bezerra (Solidariedade). Contudo, a trapaça voltou-se contra a própria prefeita, seu governo e candidatura, numa peça que seria cômica apenas, não fosse também ridícula e cínica.

Na quarta-feira (16), último dia de convenções partidárias, o Rede Sustentabilidade foi apresentado como mais um partido de apoio à candidatura à reeleição de Rosalba (veja AQUI). O reforço traz uma carga desmoralizante para o discurso da prefeita que quer ser reeleita para “fazer a melhor administração de sua vida”, promete.

Caixa de Pandora

O Rede abriga dois ex-auxiliares de Francisco José Júnior: o atual vereador ‘independente’ João Gentil e o advogado Abraão Dutra Dantas. A propósito, Abraão é citado pela própria administração de Rosalba como um dos responsáveis por operação no último dia bancário útil de 2016, no governo de Francisco José Júnior, que despejou cerca de R$ 7 milhões do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (Previ-Mossoró) num fundo de investimento obscuro (veja AQUI).

Por lá ainda estão pai e irmã do ex-prefeito, ex-deputado Francisco José e Munique Bessa (que foi assessora de Rosalba no Senado).

Será que a prefeita vai esconder todos eles ou os levará ao seu palanque? Não duvide que alguma montagem de sua fake news S/A realize o teletransporte de todos para o acampamento oposicionista.

Tratar o ex-prefeito como responsável por todos os males de Mossoró, como se ele tivesse escapado da Caixa de Pandora, é um estratagema que deu certo em 2016, quando sua reprovação passava dos 70% e Rosalba usou essa insatisfação para dizer que “fez, faz e sabe fazer”. Agora, vale lembrar: o prefeito não é mais ‘Silveira’ (sobrenome com o qual é tratado desde a infância). É Rosalba.

A prefeita tenta a reeleição, mas trata o eleitorado como se fosse uma manada de estúpidos. A governante não tem como continuar fugindo de uma campanha plebiscitária que a espera mais na frente.

O eleitor vai dizer se aprova ou não aprova seu governo. Silveira é passado e, certamente, não é culpado pelo governo chinfrim de Rosalba.  Na verdade, os dois parecem irmãos gêmeos (Veja: Rosalba copia Francisco José Júnior com gestão ‘xing-ling’.

Apoio a Robinson, Fátima e Silveira

No passado, alguns dos hipotéticos pecados políticos da “Rosa” foram bem mais significativos do que acomodar o grupo do ex-prefeito em sua coligação, para tentar se reeleger de qualquer jeito. É preciso que ela os assuma.

Rosalba apoiou Robinson ao governo e Francisco José a prefeito em 2014, mas 'esqueceu' (Foto: arquivo)

Governadora, Rosalba apoiou o vice-governador dissidente Robinson Faria (PSD) ao governo em Mossoró, em 2014. Ele enfrentava o deputado federal Henrique Alves (MDB), a quem o rosalbismo via – ao lado do senador José Agripino (PFL, hoje DEM) -, como responsável pelo veto à sua candidatura à reeleição àquele ano.

Pediu a seus eleitores que votassem no nome da deputada federal Fátima Bezerra (PT), ao Senado, para derrotar a ex-governadora Wilma de Faria (PSB), que concorria ao mandato e era sua adversária, também em 2014. “Eu voto em Fátima”, proclamou (veja AQUI).

Para impedir vitória da então deputada estadual Larissa Rosado (PSB, hoje no PSDB), filha da deputada federal Sandra Rosado (PSB, hoje no PSDB), ambas adversárias suas, Rosalba somou-se à eleição de Francisco José Júnior, que obteve a maior vitória eleitoral de todos os tempos em Mossoró. Foi um resultado que não alcançaria sem esse reforço – 68.915 (53,31%) votos, contra 37.053 (27,55%) de Larissa Rosado. Maioria de 31.862.

Campanha suja

Quem faz campanha suja, não pode fazer um governo limpo. As escolhas de Rosalba Ciarlini hoje e no passado merecem respeito e ela deve responder por essas preferências, em eventuais embates políticos. Faz parte do debate. É quase impossível se conservar uma pureza ideológica e moral nesse sistema político-partidário nacional.

Suas convicções e preferências foram baseadas em aspirações político-eleitorais, ranço e espírito vingativo. É da natureza de seu modelo de ser, o ser político.

Entretanto, é censurável que queira transformar opções políticas que são suas, certas ou erradas, em pecados alheios. Essa naturalidade com que lida e repete inverdades, desvio aparentemente psicopatológico (veja AQUI), não fica bem para uma senhora de quase 70 anos, avó e que tem uma rosa vermelha como ícone.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
  • Repet
domingo - 13/09/2020 - 23:46h
Mossoró

Corrida eleitoral tem, por enquanto, 5 chapas à prefeitura


Por enquanto, Mossoró tem cinco chapas certas à prefeitura, às eleições de 15 de novembro.

Vamos a elas:

Rosalba Ciarlini (PP)/Jorge do Rosário (PL);

Allyson Bezerra (Solidariedade)/Fernandinho (PSD);

Cláudia Regina (DEM)/Daniel Sampaio (PSL);

Isolda Dantas (PT)/Gutemberg Dias (PCdoB);

Ronaldo Garcia (Psol)/Yasmim Dias (Psol).

Dois nomes em aberto

Pelo menos mais duas pré-candidatas ainda aparecem com hipótese, mesmo remota, de oficializarem candidatura:

Ângela Schneider (PRTB);

Irmã Ceição (PTB).

Chapas em 2016

Em 2016, o quadro de candidaturas foi muito parecido com esse, após costumeiro período de especulações e balões de ensaio. Ao final, cinco chapas foram à disputa, com uma desistência – prefeito Francisco José Júnior (veja AQUI) – antes mesmo do término da campanha.

Veja abaixo o resultado final das urnas no pleito do dia 2 de outubro:

- Rosalba Ciarlini (PP)/Nayara Gadelha (PP) – 67.476 (51,12%)
- Tião Couto (PSDB)/Jorge do Rosário (PL) – 51.990 (39,39%)
- Gutemberg Dias (PCdoB)/Rayane Andrade (PT) – 11.152 (8,45%)
- Josué Moreira (PSDC)/Karliana Fernandes (PSDC) –  1.370 (1,04%)
- Francisco José Júnior (PSD)/Micael Melo (PTN) – 602 (Desistente, com votos inválidos)
- Branco – 2.974 (2,06%)
- Nulo – 9.416 (6,54%)
- Válidos – 131.988 (91,40%)
- Eleitores Aptos – 167.120
- Abstenção – 22.683 (13,59%)
- Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 15.486 (11,73%).

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 21/02/2020 - 22:46h
Política e vindita

Uma frase rancorosa murmurada ao celular


Mossoró, 19 de fevereiro de 2019 (última quarta-feira).

Câmara Municipal de Mossoró:

- Ele vai pagar tudo que fez a…!

Frase murmurada ao celular por uma pessoa integrante da bancada governista, logo após aprovação de parecer (veja AQUI) pela reprovação de contas do exercício 2016, último da gestão do ex-prefeito Francisco José Júnior.

Leia tambémFrancisco José Jr. e um julgamento político sob encomenda;

Leia também: Ex-prefeito se diz vítima de manobra de grupo de Rosalba.

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Categoria(s): Política
  • Repet
quinta-feira - 20/02/2020 - 06:48h
Reprovação de contas

Ex-prefeito pode contestar judicialmente decisão de vereadores


O ex-prefeito Francisco José Júnior (sem partido) estuda que posição adotar em face da decisão tomada pela Câmara Municipal de Mossoró nessa quarta-feira (19), de reprovação (veja AQUI) de suas contas relativas ao exercício administrativo de 2016. Poderá judicializá-la.

No plenário, dia passado, 9 dos 21 vereadores votaram pela reprovação de contas (Foto: Edilberto Barros)

Em conversa com sua assessoria jurídica, Francisco José Júnior, o “Silveira”, foi instruído quanto a aspectos do julgamento pelo legislativo, que quebrariam pelo menos dois princípios constitucionais: o Devido processo Legal e o Amplo Direito à Defesa.

Teriam ocorrido vícios procedimentais na Casa, até à votação no dia passado em plenário.

Contestação

“Como julgar algo sem defesa?”, questionou em plenário na sessão de ontem, o vereador e ex-auxiliar de Silveira, João Gentil (Rede). Ele assinalou que o parecer pela reprovação das contas, na relatoria da vereadora governista Aline Couto (Avante), não atentou para essa exigência legal.

O argumento do parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), seguido pela Câmara, foi que o Executivo não enviou documentação de 2016 no prazo. O ex-prefeito contesta essa corte e à própria CMM, que teve 9 dos 21 vereadores votando por sua condenação.

Leia tambémFrancisco José Jr. e um julgamento político sob encomenda.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
segunda-feira - 17/02/2020 - 14:30h
Parecer

Câmara de Vereadores julgará contas de ex-prefeito


As contas do exercício 2016, último ano da gestão do prefeito Francisco José Júnior, vão ser julgadas nessa terça-feira (18) pela Câmara Municipal de Mossoró, no horário regimental de 9 horas.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) já emitiu seu parecer, com reprovação do conteúdo.

O processo em tramitação na CMM tem na relatoria a vereadora Aline Couto (Avante) e um julgamento desfavorável por torná-lo inelegível.

Francisco José Júnior governou Mossoró de forma interina a partir do fim de 2013, com cassação e afastamento da prefeita Cláudia Regina (DEM) e o vice Wellington Filho (MDB).

Em maio de 2014 foi eleito prefeito efetivo (veja AQUI), em pleito provisório, ficando no cargo até 31 de dezembro de 2016. Tentou a reeleição, mas abandonou campanha faltando poucos dias.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
  • Repet
quinta-feira - 06/02/2020 - 06:44h
Mossoró

MP move ação por improbidade contra ex-prefeito


Francisco José Jr.:imóvel (Foto: arquivo))

Francisco Silveira Júnior não deu utilização a um imóvel locado pela Prefeitura de Mossoró por um período de ano, o que gerou despesa e débito do ente público desnecessariamente

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) moveu uma Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa, com pedido cautelar de indisponibilidade de bens e ativos, contra o ex-prefeito de Mossoró Francisco José Lima Silveira Júnior.

Na ação, a 19ª Promotoria de Justiça de Mossoró pede a condenação do demandado por ato de improbidade administrativa em face da conduta omissiva dolosa de não dar uma utilização ao imóvel locado pela municipalidade, gerando despesa e débito do ente público, desnecessariamente, visto que o imóvel permaneceu por, pelo menos, um ano e meio locado, sem fruição.

Mais de R$ 100 mil

O imóvel localizado na rua Camilo Paula, no bairro Aeroporto, foi locado pela Prefeitura de Mossoró em 5 de maio de 2014 para funcionamento da Casa de Passagem. No entanto, o imóvel só passou a ser utilizado a partir de 24 de junho de 2016, quando entrou em funcionamento no local outra unidade de acolhimento, o Núcleo de Apoio Integral à Criança (NIAC). Esse atraso gerou um prejuízo de R$ 100.181,56 aos cofres públicos.

O MPRN requereu, além do reconhecimento de ato de improbidade praticado pelo demandado, a decretação da indisponibilidade dos bens do requerido, no importe de R$ R$ 100.181,56 e a devolução desse valor aos cofres públicos.

A ação ajuizada nesta segunda-feira (4) e foi distribuída para 1ª vara da Fazenda Pública de Mossoró.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público / Política
terça-feira - 04/02/2020 - 07:36h
Eleições 2020

Comunidade Evangélica tenta ser de novo influente na política


A comunidade evangélica de Mossoró outra vez vai à luta eleitoral. Na verdade, já está no embate há tempos, querendo retomar espaços e projeção. Uma luta para ser de novo representativa, influente e vitoriosa.

Micael e Francisco em 2016 formaram chapa que tinha fracasso anunciado (Foto: arquivo)

O segmento religioso há muito tempo tem participado ativamente da política local, mas também precisa repensar seu papel e dimensionar sua real força, até pelo seu peso numérico. Segundo o último censo nacional em 2010, o segmento tinha 47.964 mil pessoas, contra 183.672 de católicos e apenas 1.618 espíritas no município.

Até aqui, é um universo bem menor do que alguns dos seus líderes dizem ser e comandam. Se comandam.

Às disputas deste ano, houve aceno de espaço na chapa da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), mas ela mesma já deu sinais de que tudo não passou de força de expressão ou generosidade sua, num primeiro momento. Seu grupo discute outras alternativas a vice.

Há poucos dias, um balão de ensaio canhestro que não durou mais do que algumas poucas horas nas redes sociais, simulava uma nova chapa de pré-candidatos com apoio evangélico, à disputa municipal.

Também não passou disso. Simulação.

No Palácio da Resistência e no Palácio Rodolfo Fernandes, respectivamente Prefeitura e Câmara Municipal, a inserção dos evangélicos tem repetido fracassos.

Também há um rastro de micos e pecados estratégicos.

História recente não ajuda

Em 2012, 42 pastores evangélicos anunciaram apoio à candidatura de Larissa Rosado (PSB)-Josivan Barbosa (PT) à Prefeitura, de Mossoró, garantindo engajamento pessoal na campanha e empenho de familiares, amigos, seguidores. A chapa foi derrotada por Cláudia Regina (DEM)-Wellingon Filho (PMDB).

Em 2013, por exemplo, mobilização de parte dessa comunidade promoveu um “abraço à Prefeitura de Mossoró”. Aboletados com vários cargos na municipalidade, realizaram uma espécie de blindagem espiritual para que a prefeita Cláudia Regina não fosse cassada. Não teve jeito. Foi.

Em 2016, mesmo com tudo apontando para desastre catastrófico nas urnas, emplacaram o advogado evangélico Micael Melo (PTN) como vice do prefeito Francisco José Júnior (PSD), que sequer terminou a campanha. Anunciou desistência por desnutrição eleitoral no dia 19 de setembro (veja AQUI), a poucos dias do pleito.

Ele sequer comunicou previamente sua decisão ao vice e às lideranças religiosas que avalizaram a chapa (veja AQUI).

Em 2020, a comunidade evangélica terá nova chance de povoar a Câmara Municipal e participar de jornada ao Executivo, sob louvor de pastores, aceno divino ou escolhas espontâneas do rebanho.

Veremos.

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Categoria(s): Política
  • Repet
quarta-feira - 29/01/2020 - 09:26h
Mossoró real

Até rádio aliada de Rosalba reforça denúncias à sua gestão


A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) segue com dificuldades para escamotear, camuflar e ignorar a avalanche de críticas, denúncias e problemas de sua administração. Sua versão de que tudo não passa de calúnia da imprensa “vil” (reles, ordinária, sem valor), como ela resolveu classificar, está difícil de convencer.

Hoje (quarta-feira, 29) pela manhã, por exemplo, na FM 93, empresa do grupo da vereadora-aliada e prima Sandra Rosado (PSDB), relatos de ouvintes mostravam falta de medicamentos básicos em unidades de saúde do município.

Houve até quem informasse que chegou a obter remédio no sistema público em Apodi, mas não em Mossoró.

O apresentador Carlos Cavalcante reforçou o drama dessas pessoas com comentários incisivos, que reproduzem realidade mostrada por vários outros endereços da mídia, tratados como imprensa vil’ (reles, ordinário, sem valor) por Rosalba.

‘Culpados’

A metástase da administração municipal está mesmo difícil de disfarçar e desmentir. As manifestações saem de todas as direções, o que levou a prefeita no dia passado a finalmente se manifestar.

Ela entrou em erupção no próprio Instagram do portal Mossoró Hoje e julgou que o ex-prefeito e antecessor Francisco José Júnior (veja AQUI) seria culpado por todas suas dificuldades, além do jornalista-editor da página, jornalista Cézar Alves.

No dia seguinte, hoje, seu destempero bate de frente com relatos de outras pessoas e numa rádio que não tem motivo algum para lhe ser hostil. Ou vil.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 24/01/2020 - 07:38h
Palanque eletrônico

Carlos Augusto trabalha para engolir adversários em rádio e TV


Carlos: tempo e fragilização adversária (Foto: arquivo)

Em sua casa em Tibau (a 42km de Mossoró), no apartamento de Mossoró no bairro Nova Betânia ou na sede do Partido Progressista (PP) no centro da cidade, o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado promove verdadeiro rally para apressar decisões à campanha deste ano.

Uma das prioridades é fechar um arco de partidos para coalizão majoritária. Para isso, a propósito, não mede distância com incursões que vão além dos limites do município e divisas do RN.

Trabalha sob raciocínio bifurcado em duas frentes: juntar para somar o máximo de tempo de rádio e TV, bem como impedir paralelamente, que eventuais adversários consigam enfileirar partidos com espaço suficiente para palanque eletrônico que desnude a gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Um terceiro interesse é acomodar candidaturas de vereadores governistas. Entre eles, algumas prioridades. A maioria, não. Vire-se.

Em 2016

Em 2016, a ex-governadora Rosalba Ciarlini, com a Coligação Força do Povo, foi eleita à prefeitura pela quarta vez com o total de sete partidos: PP, PSB, PDT, PMDB, PTB, PTdoB e PHS.

Quem mais somou nessa missão em 2016 foi o então candidato à reeleição Francisco José Júnior (PSD), da Coligação Liderados pelo Povo.

Fizeram fila com ele a ‘ruma’ de 14 siglas: PSD, PEN, PMB, PMN, PPL, PPS, PRB, PROS, PRTB, PSC, PTC, SDD, PTN e PV.

Mesmo assim, acabou desistindo de concorrer em plena campanha.

Tempo precioso

Em termos de tempo de rádio e televisão, a disputa nas eleições municipais de 2016 colocou os cinco candidatos a prefeito com esses espaços, diariamente:

Rosalba Ciarlini (PP) – 3min 39seg
Tião Couto (PSDB) – 2min 17seg
Fco José Júnior (PSD) – 2min 08seg
Gutemberg Dias (PCdoB) – 1min 34seg
Josué Moreira (PSDC) – 19seg

Leia também: Pré-campanha reforça uso de tática do quanto maior, melhor.

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Categoria(s): Política
  • Repet
sexta-feira - 10/01/2020 - 08:24h
Reflexão

“Política é escolher prioridades”


O conceito é do jurista e escritor, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), Joaquim Falcão:

- “Política não é reconhecer necessidades. É escolher prioridades”.

Rosalba e Francisco: cada um no seu quadrado (Foto: arquivo)

Transferindo à realidade da política mossoroense esse entendimento, é fácil perceber o porquê de Mossoró está no fundo do poço, experimentando profundo atraso na gestão pública e desnutrição na qualidade de vida da enorme parcela do seu povo.

Para não irmos muito longe, basta identificarmos que o prefeito anterior – Francisco José Júnior – priorizou na municipalidade arrumar sua vida e de familiares. Atingiu pleno êxito.

A política em si e a gestão do município foram meios, não um fim.

Com Rosalba Ciarlini (PP), o quadrado é outro. Sua prioridade é político-eleitoral. Tudo é planejado e executado com esse foco, para dar continuidade ao poder local. E, por conseguinte, à bonança fechada que é comum à toda oligarquia.

É escasso se encontrar na governança municipal gente com espírito público e afeita a renúncias pessoais.

De chofre, citamos dois que vêm à memória e testemunhamos: Dix-huit Rosado e João Newton da Escóssia. Prefeitos diferenciados.

Não podemos esquecer Raimundo Soares de Souza, outro dessa plêiade.

Em 2020, outra vez o povo-gado (do patamar mais pobre à classe média) de Mossoró terá diante de si uma eleição caseira, com oportunidade para escolher o seu futuro. Mais uma chance para mudar sua direção ou se ajoelhar às tentações de sempre.

Empreguismo desenfreado, clientelismo chapa branca, promessas mirabolantes e populismo (tática baseada em discurso emocional e ações assistencialistas) vão estar de novo em evidência. Tudo como antes.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 30/12/2019 - 15:12h
Mossoró

Ex-prefeito aporta na cidade mas de forma discreta


Discretamente, apenas para cumprir compromissos previamente agendados, o ex-prefeito Francisco José Júnior (sem partido) aportou em Mossoró.

Esgueira-se para não chamar atenção.

Discrição é a palavra de ordem do atual acadêmico de medicina em Natal.

Mas claro que ele também fala sobre política com gente muito próxima.

Nada mais.

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Categoria(s): Política
  • Repet
quarta-feira - 18/12/2019 - 15:50h
Política

Câmara finalmente tem relator para contas de ex-prefeito


Aline Couto: relatora (Foto: Edilberto Barros)

A presidente da Câmara Municipal de Mossoró, vereadora Izabel Montenegro (MDB), designou a vereadora Aline Couto (Avante) para ser relatora das contas da Prefeitura de Mossoró do exercício de 2016, gestão do ex-prefeito Francisco José Júnior (sem partido).

Aline terá 10 dias, a partir do início do ano legislativo 2020, para apresentar um parecer.

As contas de 2016 foram reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Pesou na reprovação o fato do ex-prefeito não ter prestado informações à Corte, apesar das convocações.

Convocação

Francisco José Júnior deverá ser convocado pela Comissão de Orçamento, Finanças e Contabilidade da Câmara para prestar esclarecimentos.

Dificuldade de escolhas

Antes da designação de Aline Couto, pelo menos quatro vereadores haviam sido convidados para relatar as contas do ex-prefeito: Francisco Carlos (PP), Manoel Bezerra (PRTB), Genilson Alves (PMN) e Zé Peixeiro (PTC).

Nenhum aceitou.

Nota do Blog Carlos Santos – Alguns paladinos da justiça que integram a Cãmara Municipal de Mossoró, com incrível miopia seletiva, precisam ter cuidado com os rompantes de moralidade que disparam aqui e ali.

Pau que bate em Francisco, também pode bater em Chico.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 12/11/2019 - 23:02h
Mossoró

Ex-prefeito será ouvido por vereadores sobre contas


Ex-prefeito: dificuldades (Foto: arquivo)

Do Blog Saulo Vale

A Comissão de Orçamento, Finanças e Contabilidade da Câmara Municipal de Mossoró vai começar a analisar as contas do ex-prefeito Francisco José Júnior (sem partido), referentes ao ano de 2016. Essa análise deve acontecer em um prazo de até 30 dias.

O grupo deverá convocar o ex-gestor, ainda neste ano, para apresentar a sua defesa, de forma presencial. A decisão vem logo após o Tribunal de Contas do Estado (TCE) enviar ao Legislativo mossoroense o parecer prévio pela reprovação das contas do ex-gestor. A Corte alega que o ex-prefeito não prestou contas ao órgão, nem apresentou sua defesa, mesmo tendo sido convocado várias vezes.

Plenário

Após todo o trâmite na Comissão, o plenário vai votar se aprova ou não as contas de Francisco José Júnior, o que deve acontecer ainda neste ano. Ele precisa de uma maioria qualificada (14 votos) para aprovação.

Se a Câmara ratificar a desaprovação, o ex-gestor terá complicações, como inelegibilidade e pagamento de multas. As contas da gestão Francisco José Júnior de 2014 e 2015 também foram reprovadas pelo TCE, mas a Corte ainda não enviou o parecer à Câmara. Por isso que agora só serão analisadas as de 2016.

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Categoria(s): Política
  • Repet
segunda-feira - 11/11/2019 - 11:32h
Francisco José Júnior

Contas de ex-prefeito são reprovadas; Câmara analisa amanhã


Do Blog do Barreto

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN) reprovou as contas do exercício 2016, o último com Francisco José Junior a frente da Prefeitura de Mossoró.

Francisco José Jr.: problemas (Foto: arquivo))

A decisão da corte de contas está em forma de parecer prévio e será analisada pela Câmara Municipal de Mossoró. A votação está prevista para ser realizada amanhã. Será o único item da pauta.

Consta no acórdão do TCE que o prefeito não apresentou defesa mesmo sendo diversas vezes citado e que o ex-prefeito não apresentou as contas ao órgão.

Para a Câmara Municipal confirmar a desaprovação das contas do ex-prefeito é necessária maioria qualificada de 2/3, ou seja: 14 votos.

O caso já foi remetido ao Ministério Público Estadual.

Outros anos

Consta ainda que as contas dos anos de 2014 e 2015 da gestão de Francisco José Junior também foram reprovadas, mas não tiveram envio ao legislativo até o momento.

Leia o parecer prévio do TCE AQUI.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 11/11/2019 - 08:46h
Eleições 2020

Larissa tenta colar em Rosalba; prefeita a exclui até de foto

Rosalbismo não quer outro Rosado perto para difícil campanha e constrange grupo de Sandra Rosado

Em meio à programação no sábado (9) no Sítio Hipólito (zona rural) do projeto “Família em Foco”, da Prefeitura Municipal de Mossoró, a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) tentou colar sua imagem à prefeita Rosalba Ciarlini (PP), de quem é aliada desde a campanha municipal passada (2016).

Em suas redes sociais, Larissa pulverizou fotos ao lado da governante e líder popular do rosalbismo.

Rosalba, no centro, posa com Larissa bem à sua esquerda em postagem da ex-deputada no Instagram (Reprodução BCS)

Já a prefeita fez o inverso no seu Instagram próprio. Só para exemplificar: em nenhuma postagem aparece ao seu lado a ex-deputada e ex-adversária em quatro pleitos municipais. Deu-lhe sumiço.

Duas fotos são emblemáticas (colocadas nesta matéria).

Numa divulgada por Larissa Rosado, ela aparece em pose com a prefeita compondo elenco de fotografados.

Em outra, sobre mesmo evento e local físico, Rosalba está imponente ao lado de servidores da municipalidade que prestam “serviço gratuito” (como ela mesma escreveu) para a comunidade. Cadê Larissa?

Ambas posturas são compreensíveis. São facilmente explicáveis.

O grupo de Larissa tenta viabilizá-la como vice de Rosalba no próximo ano. É algo que Rosalba e o guru do seu agrupamento, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, não querem nem ouvir falar.

Anexaram o rosadismo ao seu sistema em 2016, transformando-o em subgrupo. Isso é fato.

Estratégia

Quanto à Larissa, a estratégia de se associar à prefeita é no sentido de tentar produzir um conceito de empatia que torne essa composição palatável ao eleitor e ao casal Rosalba-Carlos.

Parte desse estratagema é pressionar o rosalbismo, divulgando a possibilidade de que Larissa Rosado seja candidata a prefeito, como nome do PSDB e do presidente da sigla e da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ezequiel Ferreira de Souza.

As duas hipóteses não são impossíveis, mas são bastante improváveis. Rosalba deverá ter outro nome a vice; o esquema de Larissa e de sua mãe, vereadora Sandra Rosado, continuará onde está por falta de fôlego para uma aventura em faixa própria.

A prefeita Rosalba, em seu Instagram, fala sobre mesmo assunto, mas bota foto excluindo Larissa (Reprodução BCS)

O rosadismo e o rosalbismo duelaram por mais de 30 anos no mesmo campo político em Mossoró, fechando brechas para surgimento de qualquer novidade que os importunasse. Em 2016, sentiram que era necessária a “união”, engolindo sapos, ressentimentos e diferenças diversas. Tudo por uma questão de sobrevivência.

Cláudia X Larissa

Em 2012, houve sinalizador de que pudesse acontecer essa afinação, quando Larissa foi candidata a prefeito pela terceira vez, contra a então vereadora Cláudia Regina (DEM), nome do rosalbismo.

- Eu não vou entregar a prefeitura à Sandra – bateu na mesa na Residência Oficial do Governo do Estado, em Natal, a então governadora Rosalba Ciarlini. A partir daí, usou todos os esforços e estrutura oficial para impor derrota ao grupo da prima Sandra Rosado, então deputada federal.

Em 2014, na campanha às eleições suplementares à prefeitura, após cassação de Cláudia e do vice Wellington Filho (MDB), outra vez foi ventilado apoio do rosalbismo à Larissa contra o então prefeito interino Francisco José Júnior (PSD).

- É para votar nele. Vamos derrotar Sandra – ordenou a prefeita a seus seguidores/eleitores. Com os votos do rosalbismo, Francisco José Júnior atropelou Larissa Rosado, que colecionou sua quarta derrota à prefeitura.

Rosalba derrotou mãe e ajudou a derrotar filha

Rosalba x Sandra (1996)

- Rosalba Ciarlini (PFL) – 57.407 (52,64%);
- Sandra Rosado (PMDB) – 26.118 (28,50%);
- Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 31.289

Francisco José Jr. x Larissa (2014)

- Francisco José Júnior (PSD) – 68.915 (53,31%);
- Larissa Rosado (PSB) – 37.053 (27,55%);
- Maioria pró-Francisco José Júnior de  31.862

* Francisco José Júnior teve 573 votos de maioria em sua vitória, num comparativo com Rosalba em 1996 contra Sandra Rosado (PSB, na época PMDB).

A opção do rosalbismo por Francisco José Júnior tinha duas razões de lógica política bem própria do pragmatismo e frieza do casal Rosalba-Carlos: estavam se distanciando de Cláudia e do líder do DEM, senador José Agripino; precisavam impedir que a municipalidade caísse nas mãos dos principais adversários.

Havia a premonição de cassandras, de que Francisco José sangraria no curso do mandato, tornando possível a retomada do Palácio da Resistência – o que ocorreu em 2016.

Sem mandatos

Sandra e Larissa ficaram sem mandatos (federal e estadual em 2014) e acabaram capitulando, como presas fáceis à cooptação ao pleito de 2016. No acordo feito, não lhes coube, por exemplo, indicar o vice de Rosalba. A compensação seria viabilizar a volta de Larissa à Assembleia Legislativa, numa costura política que envolveu a montagem da chapa Carlos Eduardo Alves (PDT)-deputado estadual Álvaro Dias (MDB) à Prefeitura do Natal- veja AQUI.

Assim, com eleição de Álvaro, a suplente Larissa foi içada de volta à AL, mas não se reelegeu em 2018.

Para 2020, uma chapa Rosalba-Larissa é tudo que o rosalbismo outra vez não quer. Por uma questão de sobrevivência, é tudo que o grupo de Sandra e a ex-deputada estadual precisam.

O cenário que se avizinha não recomenda brincar com a própria sorte. Rosalba e Carlos sabem disso e tratam do assunto com cortes e ajustes que começam numa simples foto. Pragmatismo político. Poder em jogo.

Uma imagem diz mais do que muitas palavras. Pura semiótica. Duas fotos, então…

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
  • Repet
sábado - 09/11/2019 - 20:26h
Segurança e Cidadania

BIC de Cláudia Regina será mostrada em evento internacional


A ex-prefeita de Mossoró Cláudia Regina (DEM) participará entre os dias 11 e 13 de novembro do IV Congresso Internacional de Direito Constitucional e Filosofia Política. Será na Universidade de São Paulo (USP). Cláudia fará sustentação oral do artigo “Análise jurídica e sociopolítica de gestões municipais em segurança pública e dignidade dos cidadãos em áreas periféricas”.

Em 29 de agosto de 2013, prefeita Cláudia entrega BIC, com presença da governadora Rosalba (Foto: Carlos Costa)

É um visão científica da experiência da Base Integrada Cidadã (BIC), que ela implantou em Mossoró à época em que foi prefeita (2013), até sofrer processo de cassação e afastamento.

O trabalho fala sobre as competências estabelecidas na Constituição Federal de 1988 para os municípios em paralelo às possíveis atitudes destes na Segurança Pública, citando a BIC do bairro Santo Antônio como exemplo.

Responsabilidade de todos

No texto há um diagnóstico da experiência da Base a partir de fatos ocorridos durante a sua gestão a frente da Prefeitura de Mossoró, referenciado com dados do Governo Federal e materiais jornalísticos mossoroenses. Entre fontes citadas, algumas postagens do Blog Carlos Santos.

Segundo ela, “ainda que a Constituição da República estabeleça que os municípios estão obrigados a defesa do patrimônio público através da Guarda, não os proíbe de preservar e defender a população mas, ao contrário, diz que a Segurança Pública é responsabilidade de todos.”

“Nunca parei de estudar, mas neste ano voltei a UERN (Universidade do Estado do RN como aluna de mestrado, e pretendo utilizar a pesquisa científica em discussões que reverberem na vida das pessoas. A Universidade tem um papel indispensável na construção de novas perspectivas sociais e políticas. Me uno a esses construtores na defesa daquilo que acredito”, diz Cláudia Regina.

Rosalba ‘enterrou’ projeto vitorioso

A primeira BIC foi inaugurada no dia 29 de agosto de 2013 no bairro Santo Antônio, inclusive com presença da então governadora Rosalba Ciarlini (PP). O sucessor, Francisco José Júnior (PSD), ampliou o projeto noutros bairros.

Mas ao assumir a municipalidade em 2017, a atual prefeita Rosalba Ciarlini determinou fechamento de todas. Alegou contenção de despesas, escondendo no argumento um foco político: apagar o que poderia marcar positivamente quem a criou. No mesmo ano, 249 pessoas foram assassinadas em Mossoró, recorde absoluto até hoje. O Santo Antônio foi o campeão de ocorrências.

Interessante é que em seu discurso na entrega da BIC por Cláudia, em 2013, Rosalba criticou o governo estadual anterior (Wilma de Faria/Iberê Ferreira) por ter fechado postos policiais em Mossoró. Para ela, um erro. Decisão que tomou no caso das BIC’s.

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Categoria(s): Política / Segurança Pública/Polícia
sexta-feira - 13/09/2019 - 06:48h
Nada a declarar

Rosalba Ciarlini silencia para proteger seus próprios limites

Prefeita se esquiva da imprensa e opinião pública num jogo de esconde-esconde que tem razão de ser

Se alguém tiver alguma foto, vídeo, gravura, áudio ou pintura rupestre que mostre a última entrevista coletiva que Rosalba Ciarlini (PP) concedeu, por favor divulgue. Essa raridade merece publicação por seu valor histórico e documental.

Será um material para estudo arqueológico e paleontológico. Descoberto, tratar-se-á de um dos maiores achados da política provinciana, haja vista o inusitado do feito.

Se for AC (Antes de Cristo) ou DC (Depois de Cristo), não importa.Fundamental é a sua localização, que nem precisará passar por datação com Carbono 14 para se confirmar (ou não) sua autenticidade e datação temporal.

A prefeita mossoroense só fala com quem quer e sobre temas previamente definidos. Tanto faz em Mossoró como Natal, onde sua imagem também está bastante deteriorada na mídia, justamente por esse escapismo, permanente contorcionismo para fugir de questionamentos.

Sua assessoria costuma desviá-la de sabatinas ou simples contraponto a informações. Às vezes, nem dá respostas a pedido para ouvi-la, sob temor de abordagens embaraçosas.

“Desisti de pedir entrevista. Nem procuro mais. Acho isso o cúmulo do desrespeito até com o cidadão mossoroense”, admitiu uma jornalista da capital em diálogo com o Blog Carlos Santos, há poucos meses.

Na última vez que Rosalba precisou ser submetida à exposição pública e foi questionada incisivamente, passou vexame. Foi num debate eleitoral na campanha municipal de 2016, dia 25 de setembro (veja AQUI):  tremeu, pigarreou, suou e gaguejou diante do cerco verbal do então prefeito Francisco José Júnior.

Ficou de tal modo incomodada com sua presença próxima, questionamentos e contestações consistentes, tudo que não tem costume de enfrentar, que passou a lhe responder desviando olhar e corpo da câmera, fitando-o e tentando sincronizar idéias e gestual. A candidata perdeu-se e não respondeu praticamente a nada do que lhe foi indagado, produzindo evasivas e repetindo clichês.

Mesmo na época de governadora do estado, não era diferente. Já era assim, algo que chegou a deixar a imprensa da capital intrigada, pois era comportamento diametralmente oposto ao adotado por todos os seus antecessores. Todos mesmos.

Entretanto tudo ficou muito pior com seu retorno à municipalidade, onde temas delicados são evitados. Foge de entrevistas como o vampiro da cruz. Há casos, em que até repórter foi proibido de lhe entrevistar, depois de supostamente exagerar em perguntas ‘inconvenientes’.

O canal de diálogo da prefeita com os munícipes está restrito à banda da imprensa que lhe é próxima e suas redes sociais, com script previamente definido. Mas mesmo aí, há apenas uma via de tráfego liberado, que é sua fala, como emissora de informações. Postagens com comentários questionadores e críticos são apressadamente deletados.

Assim, nesse jogo de esconde-esconde, Rosalba marcha para seu último ano de governo e para campanha de reeleição, sem precisar prestar contas do que faz ou deixa de fazer. Passado e presente só têm um lado: o dela; sempre em tom hagiográfico, ou seja, canonizador.

Ela não se sente obrigada a explicar ou justificar nada, como se o seu currículo fosse diáfano e a gestão igualmente transparente. Como se as contas públicas fossem privadas e a prefeitura um bem de família.

Não falar, porém, tem uma razão de ser, comum na defesa forense: a prefeita não corre o perigo de constituir provas contra si, que revelariam mais seus limites do que feitos, além da distância abissal entre propaganda e realidade em torno de si e do seu governo. Calar diz muito.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
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