segunda-feira - 30/09/2019 - 23:56h

Pensando bem…


“Não ensine seus filhos apenas a ler. Ensine-os a questionar o que leem. Ensine-os a questionar tudo”.

Warren Berger
Categoria(s): Pensando bem...
segunda-feira - 30/09/2019 - 23:50h
Governo

Hospital Regional recebe governadora pela primeira vez


O último compromisso administrativo da governadora Fátima Bezerra (PT) em Mossoró, desde que instalou o governo na cidade na quinta-feira (26), foi sua primeira visita como governante ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), nesse domingo (29).

Fátima e Herbênia circularam por corredores e outros compartimentos do hospital (Foto: Sandro Menezes)

Desembarcou no hospital sem maior alarde. A diretora geral Herbênia Ferreira e outros integrantes da gestão hospitalar a recepcionaram, apresentando-lhe um resumo dos problemas enfrentados.

Mas foram exaltados os primeiros 30 dias ininterruptos sem pacientes “internados” nos corredores. Mas mesmo assim, não faltam problemas, como 20 leitos de UTI que continuam sem entrar em funcionamento devido problemas de engenharia. Fátima prometeu agir.

Protesto

Vazara informação de que ela faria essa visita na sexta-feira (27), mas não ocorreu àquele dia. Sindicalistas da Saúde fizeram protestos à porta do HRTM e a governadora não apareceu.

Surgiu no domingo ao lado de alguns assessores, a deputada estadual Isolda Dantas (PT) e os vereadores oposicionistas mossoroenses Alex do Frango (PMB) e Genilson Alves (PMN).

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Categoria(s): Política / Saúde
  • Assembleia Legislativa - Queijeiras - Art&C - 23-10-19
segunda-feira - 30/09/2019 - 22:10h
Fátima Bezerra

Reuniões em Brasília antecipam fim de governo em Mossoró


A governadora Fátima Bezerra (PT) levou falta no desfile do 30 de Setembro em Mossoró, que fechou ciclo de eventos em torno da data magna do município.

Governadores, como Fátima, conversaram hoje com Alcolumbre (Foto: Vinícius Borba)

Justificável.

A instalação do governo estadual desde a última quinta-feira (26), acabou tendo desfecho antecipado no dia passado (domingo, 29) porque Fátima Bezerra (PT) precisou viajar a Brasília nesta segunda-feira (30).

Tinha agendas reuniões importantes na Capital Federal. Ela e mais sete governadores do Nordeste e dois do Norte, além de alguns senadores das duas regiões, estiveram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Em discussão, temas como Pacto Federal, cessão onerosa do pré-sal, Plano de Equilíbrio Financeiro (PEF – o “Plano Mansueto”) e outros pontos.

Em em seguida, havia compromisso com o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 30/09/2019 - 21:24h
Senado

PEC da Reforma da Previdência deve ser votada amanhã


Jereissati: relatoria (Foto: Web)

Da Agência Senado

O Plenário do Senado deve votar nessa terça-feira (1°) a PEC da Reforma da Previdência (PEC 6/2019). A votação, que estava marcada para a última terça-feira (24), foi adiada em razão de uma sessão do Congresso Nacional.

Antes da análise em Plenário, a proposta terá que passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde será votado o relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), com a análise das 77 emendas apresentadas.

No relatório, Tasso acatou apenas uma emenda supressiva, para não prejudicar o acesso à aposentadoria integral de quem recebe vantagens variáveis vinculadas a desempenho no serviço público, e corrigiu a redação do trecho que inclui os informais entre os trabalhadores de baixa renda que terão acesso ao sistema especial de inclusão previdenciária, com alíquotas favoráveis.

Foram rejeitadas as emendas de senadores com temas ligados a servidores públicos, mudanças em pensões, idade mínima, regras de transição, aposentadorias especiais, cálculo da aposentadoria, abono salarial e regras especiais para grupos específicos. Segundo o relator, nas emendas “não se identificaram novos temas em relação ao deliberado anteriormente na CCJ, e em relação às conclusões de seu parecer anterior”.

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Categoria(s): Política
  • Mossoró Oil & Gas Expo
segunda-feira - 30/09/2019 - 20:50h
Igreja Católica

Dia do Nascituro marcará Semana Nacional da Vida


Ao meio-dia em ponto do próximo dia 08 de outubro, o mossoroense vai ouvir o badalar dos sinos da Catedral de Santa Luzia e de todas as igrejas-matrizes e capelas da cidade. O ato vai marcar o Dia do Nascituro.

Será também evento incluído na Semana Nacional da Vida promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A data celebra o direito à proteção da vida e da saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio.

À tarde do dia 08, o bispo diocesano de Mossoró, dom Mariano Manzana, vai presidir missa na Catedral concelebrada por todos os padres da cidade. Logo após a celebração, acontecerá uma caminhada em defesa da vida até à Praça Rodolfo Fernandes (Praça do Pax), no centro.

A Semana Nacional da Vida vai ter início nesta terça-feira, dia 1º de outubro, em todas as paróquias da Diocese de Mossoró.

A Semana Nacional da Vida foi instituída pela CNBB em 2005 durante a 43ª Assembléia Geral realizada em Indaiatuba (SP).

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Categoria(s): Gerais
segunda-feira - 30/09/2019 - 20:22h
Cultura

A historiografia e uma boa coincidência no 30 de setembro


A professora mossoroense Hélia Morais, graduada em História pela Universidade do Estado do RN (UERN), experimenta hoje uma feliz coincidência. Em pleno doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ela se reencontra com suas origens simbologias de Mossoró.

Hélia apresenta historiador em Minas Gerais (Foto: cedida)

Ministrando disciplina na graduação em História sob o título “Os outros da historiografia brasileira”, ela dá aula nesta segunda-feira (30 de Setembro, data magna de Mossoró) sobre o escritor Raimundo Nonato da Silva (já falecido) e sua contribuição para a historiografia potiguar

Em sua dissertação, ela mergulhou na vida desse personagem que deixou importante contribuição à memória mossoroense.

Identidade de Mossoró

“Raimundo Nonato escreveu o que talvez seja o livro mais emblemático sobre o 30 de setembro: A História Social da Abolição em Mossoró, de 1983. O livro é publicado pela Coleção Mossoroense no contexto do centenário da abolição e acaba por consagrá-lo como um dos principais nomes, senão o maior, ligado à escrita sobre a abolição mossoroense. Esta escrita auxilia na constituição da identidade de Mossoró enquanto ‘terra da liberdade’, ao elaborar uma narrativa que aponta os primórdios da abolição em Mossoró e as mudanças urbanísticas que marcaram a cidade. Numa abordagem que expressa uma espécie de ‘destino manifesto’ da cidade em direção ao ‘progresso’” que este acontecimento representava”, escreveu Hélia Morais.

Raimundo nasceu em Martins, em 18 de agosto de 1907. Faleceu dia 22 de agosto de 1993, aos 86 anos.

Nota do Blog – Conheci o professor, escritor, jornalista e juiz de direito aposentado Raimundo Nonato da Silva. Era uma presença obrigatória nos festejos do 30 de Setembro.

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Categoria(s): Cultura
  • Mossoró Oil & Gas Expo
segunda-feira - 30/09/2019 - 19:48h
Augusto Aras

Cibele Benevides é nomeada para chefia de Procuradoria no RN


A procuradora da República Cibele Benevides Guedes da Fonseca foi nomeada pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, para a chefia da Procuradoria da República no Rio Grande do Norte (PR/RN) no biênio 2019-2021. A nomeação, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (30), ratifica a eleição por unanimidade pelo colegiado de procuradores no RN.

Cibele Benevides é procuradora da República desde 2002, ao ser aprovada em primeiro lugar (Foto: divulgação)

Ela terá como substituto o procurador da República Victor Manoel Mariz.

A procuradora assume o cargo de procuradora-chefe após dois anos à frente da Procuradoria Regional Eleitoral. Posto que agora ficará com a procuradora da República Caroline Maciel – que esteve na chefia da PR/RN pelos últimos dois biênios –, que terá como substituto o procurador da República Ronaldo Sérgio Chaves Fernandes.

Cibele Benevides foi nomeada procuradora da República em 2002, aprovada em primeiro lugar nacional.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
segunda-feira - 30/09/2019 - 19:20h
Mossoró

Roda de conversa foca papel estudantil em lutas institucionais


A base do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE-Mossoró) e representes dos estudantes do Instituto Federal do RN (IFRN) decidiram realizar no dia 2 de outubro (quarta-feira), uma roda de conversa abordando a importância da participação estudantil nos pleitos institucionais.

O evento será realizado no Auditório do IFRN – Campus Mossoró. Terá início às 10h30.

Contará com a participação de Rosália Gabriela, presidente da Rede de Grêmios do IFRN (REGIF) e Ulisses Reis, professor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA).

A iniciativa acontecerá na mesma data em que estará ocorrendo greves por todo o Brasil em defesa da educação.

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Categoria(s): Gerais
  • Assembleia Legislativa - Queijeiras - Art&C - 23-10-19
domingo - 29/09/2019 - 23:56h

Pensando bem…


“Não existe segurança nesse mundo; existe apenas oportunidade.”

Douglas MacArthur

Categoria(s): Pensando bem...
domingo - 29/09/2019 - 17:20h
AL

Frente da Segurança Pública será instalada segunda-feira


Com objetivo de debater e sugerir proposições referentes à segurança pública do Rio Grande do Norte, será instalada na segunda-feira, 30, às 10h, a Frente Parlamentar de Segurança Pública, que tem na presidência o deputado estadual Coronel Azevedo (PSC).

Também compõem a Frente, os deputados estaduais Allyson Bezerra (vice-presidente), Cristiane Dantas, Getúlio Rêgo, Doutor Bernardo, e Kleber Rodrigues.

De acordo com o processo nº 1044/2019, a Frente Parlamentar objetiva “recuperar este importante setor da administração pública do Rio Grande do Norte”. Ainda dentro deste documento, “é salutar a criação e instalação da presente Frente Parlamentar como forma de ser um espaço no Legislativo para tratar a problemática e servir como instrumento para convergência de ideias e soluções que venham a ser definidas posteriormente”.

Com informações da Assessoria do Deputado Coronel Azevedo.

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Categoria(s): Política / Segurança Pública/Polícia
  • Mossoró Oil & Gas Expo
domingo - 29/09/2019 - 10:14h

Diabruras do presidente Ricochete


Por Paulo Linhares

Por décadas a fio, a criançada tupiniquim se encantava com um desenho animado da Hanna-Barbera (1964), “Ricochet Rabbit & Droop-a-Long” que, na língua de Graciliano, chamou-se “Coelho Ricochete & Blau Blau”. O Coelho Ricochete é um habilidoso xerife que faz coisas inimagináveis com armas de fogo e sempre derrota “os vagabundo” (sic, com esse erro de concordância, próprio da fala do presidente Bolsonaro…) do velho Oeste (nosso? Não, o norte-americano) e os confina em remotas “jails”, aquelas toscas prisões quase sempre vulneráveis a fugas puxadas a bananas de dinamite.

O fiel escudeiro de Ricochete é um coiote idiota, do tipo “devagar quase parando”, chamado Blau Blau, porém, representa a voz da razão que é antípoda da emoção do chefe e repete, para o público infanto-juvenil, a saga cervanteana do cavaleiro Don Quijote de la Mancha e seu fiel escudeiro Sancho Panza.Estas lambanças juvenis se encaixam numa reflexão, posto que perfunctória, da realidade brasileira nos nove meses iniciais do governo Bolsonaro, levando-se em consideração, sobretudo, as falas performáticas do próprio presidente através de redes sociais ou por meio de entrevistas não programadas que concede a ‘focas’ acampados na saída do Palácio do Alvorada. Esse improvisos presidenciais, verdadeiros tiroteios para todos os lados, têm causado estragos políticos enormes, interna e externamente.

Usando uma linguagem bem senso comum e raciocínios tacanhos, Bolsonaro discorre sobre assuntos que, pela liturgia do cargo importante que ocupa, nem deveria fazê-lo.

No mundo civilizado, os tais “negócios de Estado” são tratados segundo modelos (talvez “protocolos” até seja o termo mais adequado) estabelecidos ao longo de muitos séculos de vivência em cortes palacianas, sedes de governo e se repetem, com mudanças inevitáveis e adaptações às peculiaridades de cada contexto histórico, em todos os países que têm estruturas de poder organizadas. Em suma, os Estados e seu líderes devem pautar-se por regras gerais de convívio social e da boa educação, que demarcam o que podem ou não fazer, como devem proceder diante de certas circunstâncias etc.

Alguém que exerça relevante cargo em um país (rei, presidente ou primeiro-ministro) não deve se imiscuir em questões da política interna de outro país ou destratar pessoalmente liderança política de país estrangeiro com o qual mantém relações diplomáticas.

Jânio

Já tivemos alguns presidentes estabanados, a exemplo de Jânio Quadros, que governou o Brasil após brilhante eleição ocorrida em 1960. Certa vez, quando interpelado por uma jornalista a respeito de sua opinião sobre os homossexuais e foi chamado de “você”, Jânio respondeu na bucha: “Intimidade gera aborrecimentos ou filhos. Como não quero aborrecimentos com a senhora, e muito menos filhos, trate-me por Senhor!”

Sobre a sua renúncia à presidência da República, Jânio Quadros fez várias declarações desconcertantes, em 25 de agosto de 1961: “A conspiração está em marcha, mas vergar, eu não vergo!” (durante o café da manhã); “Comunico aos senhores que renuncio, hoje, à Presidência da República” (em reunião com os chefes da Casa Civil e da Casa Militar); “Ajustem o novo Brasil às exigências do Brasil novo. Com esse Congresso, eu não posso governar” (com os três ministros militares); “[Brasília] Cidade amaldiçoada, espero nunca mais vê-la” (quando ia embarcar para São Paulo, após a renúncia).

No ciclo de governos militares (1964-1985), contabilize-se apenas a figura desajeitada do general João Batista Figueiredo na presidência da República 1979-1985), que, todavia, disse apenas poucas frase desastradas que ganharam repercussão na imprensa brasileira.

Registrou o jornal Folha de São Paulo (edição de 17/02/1995): “Em 9 de outubro de 1979, o então presidente João Baptista Figueiredo foi surpreendido por 90 alunos de escolas das cidades-satélites de Brasília, que tinham ido conhecer o Planalto.

Quando a professora se afastou um pouco do grupo que cercava Figueiredo, um menino de 10 anos perguntou: ‘Presidente, como o sr. se sentiria se fosse criança e seu pai ganhasse salário mínimo?’ Figueiredo respondeu: “Eu dava um tiro no coco.”

Na época, o mínimo em São Paulo era de Cr$ 2.268,00 (US$ 76). Em seguida, Figueiredo tentou consertar: “Eu trabalharia para ajudar meu pai.” Então foi a vez de uma menina de 9 anos: “Presidente, por que a panela do pobre está sempre cheia de ilusão?” E Figueiredo: “Eu pretendo melhorar isso baixando o custo de vida”.

Noutro momento, segundo registro em livro de Eduardo Bueno (Ed. Ática, ISBN 8508082134, 9788508082131) disse o então presidente João Figueiredo num infeliz desabafo: “Prefiro cheiro de cavalo do que cheiro de povo. Não posso obrigar o povo a gostar de mim. Sou o que sou, não vou mudar para que o povo goste.” Último presidente da ditadura miliar, Figueiredo disse que “quem for contra a abertura, eu prendo e arrebento” e, quando deixou o poder, declarou melancólico: “Peço ao povo que me esqueça.”

O presidente Bolsonaro, em pouco mais de oito meses de presidência da República, bateu todos os recordes de múltiplas quebras de muitos dos protocolos que conformam a liturgia do poder, seja no âmbito interno seja no plano internacional. Ele produz em um dia mais estultices que Jânio Quadros e o general Figueiredo produziram em todo o tempo que foram inquilinos do Palácio da Alvorada.

Em resumo, Bolsonaro, filhos e agregados, já destrataram muitas instituições e pessoas do seu país, inclusive, importantes aliados políticos e colaboradores do governo. E mais: achando pouco, agem como irrefreável bulldozer a pisotear instituições e autoridades estrangeiras, tarefa, aliás, a que se tem dedicado pessoalmente Jair Bolsonaro ao dizer coisas grosseiras, desrespeitosas à dignidade das pessoas, quase sempre gratuitamente agressivas e não menos inimagináveis; certamente acredita que o fato de ter ‘capturado’ a presidência da República lhe dá a condição de dizer o que vem às ventas. E diz, doa a quem doer, lasque a quem possa lascar, em “França, Europa ou Bahia”, como se dizia antigamente.

Peitou a Alemanha e sua primeira-ministra; desancou a Noruega; meteu a chibata na França, fez chacota do presidente Macron e destratou a primeira-dama francesa; na defesa (intromissão indevida e errônea) do argentino Maurício Macri, Bolsonaro tem batido com força na dupla Alberto Fernández/Cristina Kirchner, candidatos à presidência e a vice da Argentina na eleição de outubro. E se as urnas confirmarem a grande derrota que Macri teve nas eleições “Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias” (cuja sigla é significativamente PASO, o mesmo que “passo” em português), realizadas em 11 de agosto de 2019, quando recebeu apenas 31,79% do votos contra 47,78% dados a Fernández, numa diferença de quase 16 pontos percentuais?

Pesquisas de opinião recentemente publicadas apontam um crescimento de Fernández para 51,5% contra 34, 9% de Macri.

Um provável vitória de Fernández/Kirchner certamente criará um ambiente péssimo no Mercosul e, particularmente, com o maior parceiro comercial e vizinho do Brasil, que é a Argentina. Rivalidade boba, só no futebol, até pouco tempo. Agora, literalmente Bolsonaro se meteu de modo indevido numa briga do vizinho e isso terá consequências nefastas no campo das relações diplomáticas e econômicas dos dois países.

O mais constrangedor é perceber que Bolsonaro não sabe separar o que se refere à sua pessoa e o que é Estado brasileiro. Veja-se, por exemplo, as agressões gratuitas e despropositadas que dirigiu recentemente contra a Srª Michelle Bachelet, Alta-Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e ex-presidente do Chile, acusada de defender “direitos humanos de vagabundos” porque revelou, em relatório do órgão que dirige, estatísticas sobre o crescimento dos assassinatos praticados pelas polícias do Rio de Janeiro e de São Paulo. Nem o nome da dama Bolsonaro soube pronunciar: chamou-a de Michelle “Baquelê”, como se pronuncia o “ch” em italiano, que tem som de “qu”, todavia, o sobrenome Bachelet é de origem francesa, onde o “ch” equivale ao “ch” em português (de “chinês”, “chinelo”, “cachorro” etc).

Bolsonaro achou pouco esse escorrego e deu uma desastrada declaração sobre o pai da ex-presidente, brigadeiro Alberto Bachelet, assassinado no começo da ditadura chilena implantada pelo general Augusto Pinochet, em 1973, acusando-o e à própria Bachelet de serem “comunistas”, algo absolutamente inverídico, bizarro e desumano, segundo publicação da revista Época (edição de 08/09/2019), Bolsonaro afirmou: “o ‘Chile não virou Cuba’ nos anos 70 porque o general Augusto Ramón Pinochet ‘derrotou a esquerda em 1973, entre esses comunistas seu pai, militar na época’. Pano rápido e não menos vexatório.

Esse esbirro tipicamente bolsonariano, estarreceu a opinião pública mundial e, em particular, agrediu o povo chileno. Mesmo o atual presidente daquele país, Sebastián Piñera, adversário político da Srª Bachelet e próximo de Bolsonaro em razão do credo direitista que ambos professariam, dizendo-se comprometido com a democracia e os direitos humanos de todas as épocas e em todas as circunstâncias, ademais de ser contra as ditaduras do passado e do presente, concluiu que “não compartilha absolutamente da alusão feita pelo presidente Bolsonaro em relação à ex-presidente do Chile e, especialmente, em um tema tão doloroso como a morte de seu pai”.

Depois do presidente Piñera, os partidos políticos e lideranças de todas as extrações político-ideológicas entenderam a fala de Bolsonaro como uma enorme afronta ao povo e ao Estado chileno, indignação traduzida nas palavras do senador José Miguel Insulza, que também foi secretário-geral da OEA, quando declarou que o presidente brasileiro “demonstrou uma capacidade impressionante para insultar pessoas” e que é uma “vergonha para a região”.

E seguirá o presidente Ricochete com seus insultos, a torto e a direito. Sua próximas vítimas poderão ser o papa Francisco, o Dalai Lama, o imperador do Japão, o primeiro-ministro do Canadá, o rei da Espanha, o senador Pepe Mujica ou o presidente da Itália. É só sair da convalescença de mais uma cirurgia, Bolsonaro e sua metralhadora giratória entrarão em modo operação. E haja estrago.

Lastimavelmente, Bolsonaro é Ricochete sem as ponderações de Blau Blau. Bem que, num dado momento, o vice-presidente Mourão quis fazer esse papel, mas, levou grosso chumbo verbal dos filhos do capitão, Carluxo à frente, bem como do próprio Bolsonaro: sabiamente, Mourão “puxou o carro” e ficou no modo de espera, estilo Marco Maciel quando vice de FHC (1995-2003).

O presidente Ricochete continuará solto na buraqueira do Planalto Central. Bing, bing, bing!

Paulo Linhares é advogado e professor

Categoria(s): Artigo
domingo - 29/09/2019 - 08:26h
Em guerra

A saga de jovens franco-atiradoras treinadas para matar

Livro narra história chocante e ao mesmo tempo comovedora de mulheres recrutadas para o combate

Por Jacinto Anton de Vez Ayala Duarte (El País)

Eram majoritariamente muito jovens, algumas eram crianças. Vinham de toda a União Soviética. O Exército Vermelho as recrutou aos milhares na Segunda Guerra Mundial para usá-las como franco-atiradoras: deviam apontar suas armas à distância e estourar os miolos dos soldados inimigos, literalmente.

Era a missão delas, era esse o ofício para o qual foram meticulosamente preparadas e, embora matassem nazistas que haviam invadido e devastado seu país e muitas tivessem longas listas de vítimas –e algumas inclusive desfrutaram disso–, quase todas tinham desmoronado e chorado na primeira vez, ao alvejar um ser humano com sua arma.

Liudmila Pavlichenko à espreita na Segunda Guerra Mundial, camuflada para atirar (Reprodução)

Tampouco nenhuma delas, cercada por uma grande massa de camaradas sexualmente famintos, foi poupada de ter de suportar o assédio e o abuso de seus comandantes e colegas masculinos, geralmente bêbados: um verdadeiro combate em duas frentes. Embora várias tenham se tornado muito populares e até recebido o título de Heroínas da URSS, não puderam fazer carreira no Exército e, na volta para casa, foram muitas vezes xingadas de mulheres-machos ou prostitutas.

Quem conta isso é a pesquisadora russa Lyuba Vinogradova (Moscou, 1973) em sua chocante e ao mesmo tempo comovedora história dessas franco-atiradoras, Avenging Angels (publicada na Espanha pela editora Pasado & Presente com o título de Ángeles Vengadores, ou Anjos Vingadores). Reconhecida colaboradora de Antony Beevor e Max Hastings, Vinogradova –que teve publicada pela mesma editora sua obra sobre as não menos surpreendentes aviadoras soviéticas da mesma guerra (Defending the Motherland)– incluiu em seu livro depoimentos de algumas franco-atiradoras que ela mesma conheceu e entrevistou.

Como Ekaterina Terekhova, de 90 anos, que manca levemente, consequência de um ferimento de guerra em Sebastopol, que abateu trinta alemães. Embora pareça uma marca enorme, o número empalidece diante dos resultados de algumas de suas companheiras, como a lendária Liudmila Pavlichenko, considerada a melhor franco-atiradora de todos os tempos, à qual são atribuídas 309 mortes (Vinogradova questiona o dado), a maioria com sua espingarda semiautomática Tokarev SVT-40 com mira telescópica com aumento de 3,5 vezes (a maioria dos franco-atiradores, no entanto, preferia a mais simples espingarda de ferrolho Mosin-Nagant, mais precisa).

Elite das mulheres

As franco-atiradoras eram, junto com as aviadoras, a elite das mulheres soldado soviéticas, das quais o Exército Vermelho, diante da escassez de homens pela sangria da guerra, enviou à frente de batalha mais de meio milhão (muitas mais se incluirmos as partizans e as milicianas civis) para servir em todos os postos, desde a simples infantaria até sapadoras, artilheiras e operadores de tanque. A iniciativa contrasta com a oposição absoluta de Adolf Hitler a que as alemãs pegassem em armas.

As franco-atiradoras, que obrigaram milhares de soldados alemães a rastejar, foram treinadas como seus colegas homens e sofreram como eles os rigores de uma guerra selvagem, aos quais foram acrescentadas penúrias específicas como ter suas tranças cortadas, não dispor de roupas e calçados adequados, de instalações sanitárias específicas ou das medidas de higiene que requerem. A menstruação era um aborrecimento quando se estava caçando nazistas.

Muitas, diz Vinogradova, usavam calcinha e sutiãs que haviam trazido de casa sob a roupa íntima regulamentar de homem. Elas aprenderam a atirar, a se camuflar, a permanecer imóveis por longos períodos de tempo.

Estudos apontaram que elas podiam ter melhor desempenho na caça por serem mais tranquilas e pacientes. Contra si, a dificuldade de aguentar o violento recuo do fuzil.

“Era, naturalmente, muito mais difícil e traumático matar uma pessoa com uma espingarda do que em um avião”, diz. “A 200 ou 300 metros, através da mira telescópica, você vê perfeitamente o rosto da vítima, sabe muito bem quem está matando. Todas elas explicam que a primeira morte foi um grande choque. Algumas se acostumaram, outras não. Ao matar seu primeiro alemão, Lida Larionova pulou da trincheira horrorizada e correu para suas fileiras gritando: “Eu matei uma pessoa!”. Tonia Majliaguina, que era órfã, se lamentou depois de ter abatido sua primeira vítima: “Ele era pai de alguém e eu o matei!”.

A morte foi deixando de impressioná-las de forma gradual.

Rosto desfigurado

“Um cartucho, um fascista!”, incentivava Roza Shánina quando já tinha matado mais de vinte alemães. Ela morreu quase no fim da guerra, com a barriga aberta por estilhaços, tentando conter com as mãos os intestinos que se esparramavam e pedindo a seus companheiros que a matassem rapidamente. Quando recebeu a medalha que havia ganho, Bella Morózova fez o possível para mostrar apenas um lado do rosto. Uma bala havia entrado pela têmpora do outro lado, atravessando sua cavidade nasal e deixando-a sem um olho. Tinha apenas 19 anos. E voltou para a frente. O soldado que tinha se apaixonado por ela não mudou de opinião depois de vê-la desfigurada e depois da guerra formaram uma família e viveram juntos por muitos anos; um raro final feliz.

As franco-atiradoras lutavam em duplas e a morte da companheira, muito comum, costumava ser um trauma terrível. Algumas perderam até quatro.

Vinogradova acompanha a carreira de um bom número de franco-atiradoras durante a guerra. Casos muito notáveis, como os de Natasha Kovshova (capaz de atingir seus alvos no nariz, sua assinatura) e Masha Polivánova, uma das duplas mais notáveis de franco-atiradoras. Em 1942, em Sutoki-Byakovo, elas apoiavam um franco-atirador homem e um ataque deixou os três isolados.

Franco-atiradoras soviéticas jovens na Segunda Guerra Mundial enfrentaram muitos sacrifícios (Reprodução)

Foram feridos e as moças –seu companheiro rastejou e escapou– juraram em seu poço de atiradoras que não cairiam vivas nas mãos do inimigo (o que para uma franco-atiradora invariavelmente significava violação, tortura e execução). Tiraram o pino de segurança de suas granadas, esperaram a chegada dos atacantes e então as fizeram explodir, morrendo e levando alguns alemães.

Há casos como o de Sasha Shliakova, cujo capricho de usar um bonito lenço vermelho durante suas missões levou que fosse morta por um atirador alemão. Tania Baramziná, escolhida como franco-atiradora embora fosse míope e usasse óculos, foi capturada, torturada e morta com um lançador de granadas.

Vinogradova dedica um capítulo a Pavlichenko, que visitou os Estados Unidos e foi aclamada por multidões, à qual Woody Guthrie dedicou uma canção e que foi admirada por Chaplin, que beijou seus dedos fascinado, dizia que havia matado centenas de nazistas. “Acho a história dela muito estranha”, diz a autora. “Na verdade, acho que qualquer estrela com mais de 300 mortos, feminina ou masculina, é falsa. A propaganda precisava de heróis”. E Zaitsev, o grande atirador que aparece no filme Círculo de Fogo? “Muitos franco-atiradores que conheci foram muito céticos em relação ao seu desempenho. Lidiya Bakieva, que matou 76 alemães, me disse: “Você tinha muita sorte se conseguisse lhes dar um por dia. Matar dez, bem, isso exigiria que eles se alinhassem em fila esperando que você disparasse neles!”.

Duelos com ases alemães

Vinogradova menciona muitos casos de duelos de franco-atiradoras com sua contraparte alemã (sempre homens), inclusive com ases do fuzil. Como aquele que é creditado a Pavlichenko, que teria matado, depois de haver espreitado durante 24 horas, um tipo que tinha começado a caçar em Dunquerque e que tinha (de acordo com a caderneta que foi encontrada com o cadáver) 500 vítimas.

Esse seria um dos 33 atiradores alemães liquidados pela ucraniana.

Tosia Tinguinova teve seu duelo quando tinha vinte anos. Dispararam ao mesmo tempo. Ela matou o franco-atirador alemão. Foi salva pelo recuo do fuzil, que a afastou alguns centímetros, e a bala do inimigo perfurou a culatra de sua arma ao invés de atingi-la na cabeça.

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Categoria(s): Gerais / Reportagem Especial
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domingo - 29/09/2019 - 07:38h

A sereia do Cristovão


Por Odemirton Filho

Em alto-mar a solidão era uma constante. Dias e noites com dois ou três companheiros que, como Zé Pequeno, faziam da pesca o ganha pão, ou peixe, como queiram.

Aprendera com o pai a profissão. Desde cedo acompanhava-o na “lida” em uma pequena jangada que içava suas velas brancas e singrava mar adentro.Com o tempo, o trabalho exigira uma embarcação maior, a motor.

Partindo de Tibau, dos morros das areias coloridas, navegavam pela costa entre Grossos e Areia Branca, até chegar próximo ao Porto Ilha que abastece vários navios cargueiros no transporte do sal.

Quando se estar há vários dias em alto-mar, os momentos são entrecortados por uma dose de pinga, muitas conversas e uma imaginação fértil.

Às vezes iam em busca da praia da ponta do mel, navegando pelos mares próximos à praia de baixa grande, morro pintado, redonda e Cristovão, tudo no intuito de fisgar uma maior quantidade de peixes.

Ultimamente, a pesca já não era como nos tempos de seu pai. Não se sabe se por causa das mudanças climáticas ou pelo castigo de Deus, que se irritara com as atitudes humanas.

O fato é que a quantidade que pescavam não dava, muitas vezes, nem mesmo para as despesas da embarcação.

Mas era o ofício que aprendera.

Quando criança, acompanhando seu pai na pescaria, ouvia seu genitor contar estórias de peixes grandes, tubarões e enormes baleias. Barcos que apareciam e desapareciam em um passe de mágica.

Até uma estória que lhe contara Luiz Fausto de Medeiros, lá das areias brancas, sobre um pescador que lutou com um tubarão, bravamente, e conseguiu matá-lo.

Zé Pequeno ouvia fascinado. Contudo, não acreditava nessas conversas. Eram estórias de pescador.

Tinha um pouco de estudo e apenas sorria com esses devaneios. As estórias, sem dúvida, eram para passar o tempo e tornar a viagem menos cansativa e enfadonha.

Certa feita, já adulto, lá pelas bandas da praia do Cristovão, Zé Pequeno estava no barco, acordado à noite, pensando na vida. Os companheiros estavam dormindo, vencidos pelo cansaço.

De repente, viu, próximo a embarcação, algo se mexer na escuridão. Levantou-se e focou com uma lanterna. Aquilo emergia e submergia com enorme rapidez. Será um peixe grande? Pensou.

Visualizou, entretanto, uma mulher. Os cabelos eram compridos, como naquele livro de um escritor das terras alencarinas que, apesar de não ser afeito à leitura, lera na escola: “Tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira”.

Uma sereia? A cachaça, certamente, tinha subido à cabeça.

Contudo, o vulto não parava. Deslizava na água igual a um peixe. O espectro o olhava e o encantava. Ouvia-se um canto suave. Por pouco não caiu em tentação e mergulhou em busca do desconhecido.

Após alguns minutos o mar serenou e aquilo, fosse o que fosse, desaparecera.

Pela manhã, contou aos amigos o que tinha visto. Ninguém acreditou, decerto. Riram e afirmaram que era melhor jogar a cachaça no mar, pois devia estar “batizada”, ante o que acabara de relatar.

A vida e a pescaria continuaram.

Por muitos e muitos anos sempre voltava ao mesmo local na vã esperança de reviver aquele momento. Nunca mais viu ou ouviu o canto que o fascinou.

Com o tempo, Zé Pequeno ensinou o ofício ao filho e contou-lhe várias vezes o ocorrido. O menino ficava com os olhos fixos e brilhando, igual ficava em sua infância.

Até o último dos seus dias jurava que a sereia do Cristovão não era estória de pescador.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Categoria(s): Crônica
domingo - 29/09/2019 - 06:30h

Loucura


Por Inácio Augusto de Almeida

Tenho medo da noite
Da cor, da dor
Da pose, da posse

Queria ter
Queria ser
Minha alma
E rir, rir de todos os palhaços

De você e de mim
Principalmente

E neste riso louco
Voar, voar, voar…

E tal qual uma criança
Achar a paz
De mim mesmo

E ser Jesus e Judas
A um só tempo
E, também. Eu e EU!

Inácio Augusto de Almeida é jornalista e escritor

Categoria(s): Poesia
  • Assembleia Legislativa - Queijeiras - Art&C - 23-10-19
sábado - 28/09/2019 - 23:58h

Pensando bem…


“Ninguém mais morto do que o esquecido”.

Gregório Marañón

Categoria(s): Pensando bem...
sábado - 28/09/2019 - 23:42h
Estrelato

Músico potiguar brilha no Rock in Rio com banda americana


Do Blog Thaisa Galvão

O baixista potiguar Júnior Groovador roubou a cena no palco Mundo – o principal do Rock’n Rio – na noite deste sábado (28).

Ele se apresentou com a banda Tenacious D do roqueiro norte-americano Jack Black.

Ao chegar ao palco, Groovador exibiu a bandeira do Rio Grande do Norte e sua performance encerrou até telejornal (Jornal Nacional da Rede Globo).

O potiguar Leo Souza, que acompanhou Groovador durante todo o dia, postou nas redes sociais os bastidores do estúdio da Globo no Rock’n Rio.

O baixista natalense foi convidado para compor a banda no Rock’n Rio depois que postou um vídeo que viralizou na internet.

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Categoria(s): Gerais
  • Assembleia Legislativa - Queijeiras - Art&C - 23-10-19
sábado - 28/09/2019 - 21:30h
Doutora Honoris Causa

Fátima Bezerra chora e emociona em Assembleia Universitária

Governadora faz discurso cheio de simbolismo e promete empenho pela "autonomia financeira da Uern"

A Assembleia Universitária da Universidade do Estado do RN (UERN) ocorrida nesta tarde de sábado (28), em Mossoró, foi uma das mais concorridas dos últimos anos. Ponto marcante foi o discurso da governadora Fátima Bezerra (PT).

Fátima: "autonomia financeira da Uern" (Foto: reprodução BCS)

Ela chegou chegou a chorar ao final, em agradecimento pela titulação recebida. Emocionou-se e emocionou muitos presentes:

- Eu vou guardar como uma das melhores lembranças de minha trajetória política, esse título de Doutora Honoris Causa – disse.

Seu pronunciamento arrancou aplausos e outras manifestações da plateia que lotou o Teatro Municipal Dix-huit Rosado.

Em vários momentos, a governadora se desvencilhou do texto formal escrito à sua fala, para apostar no improviso. E talvez tenha sido o que mais acrescentou em empatia e emoção.

Recapitulou sua relação com a Uern, trajetória como sindicalista, professora e política em defesa da educação.

- Temos prioridade absoluta com o fortalecimento dessa universidade – deixou claro.

Salientou que a escolha da Reitoria da instituição para sediar o Governo do Estado em sua estada provisória, em Mossoró, desde a última quinta-feira (26), não era por acaso. Tinha o “simbolismo” dessa identificação.

Reconhecimento

Voltando-se para a prefeita e ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP), sua adversária política, declarou: “Reconhecemos sua luta junto ao Banco Mundial, para conseguir o empréstimo (referência ao Programa Governo Cidadão que tem várias obras no estado).” Aditou, que seu governo trabalha mais um empréstimo com a mesma instituição internacional.

Não esqueceu de exaltar “Luís Inácio Lula da Silva como o melhor presidente do Brasil, inclusive para a educação”. Pregações de “Lula livre” e vozes em contrários ecoaram no teatro.

Advogou pacificação política em defesa dos mais legítimos interesses do estado e reforçou empenho para mobilizar e estar ao lado da bancada federal, para diligenciar questões em favor do RN.

- Sou a governadora dos que votaram em mim e a governadora dos que não votaram em mim – cientificou.

Uma promessa específica à comunidade universitária, que mexeu positivamente com os ânimos da plateia, foi quando assegurou que estava entre seus sonhos a viabilização “da autonomia financeira da Uern”.

- Viva a Uern, viva Mossoró, viva o RN, viva a democracia – encerrou a governadora.

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Categoria(s): Política
sábado - 28/09/2019 - 20:28h
RN

Setor de petróleo tem apoio para retomada do “onshore”


A Associação Redepetro RN, que congrega empresas do setor, obteve do Governo do Estado compromisso de apoio à luta pela retomada da produção de petróleo em terra (onshore) no RN, em reunião com a governadora Fátima Bezerra (PT). O encontro de trabalho ocorreu nessa sexta-feira (27).

Gutemberg Dias e Fátima Bezerra alinharam estratégias para fortalecimento do setor (Foto: Sandro Menezes)

A reunião ocorreu em meio ao anúncio da primeira alta nos últimos anos na geração de empregos no setor de petróleo e gás no RN, que acumulou déficit de 185 e 41 vagas em 2016/2017 e 2018, respectivamente, mas registrou saldo positivo de 104 postos de trabalho, entre janeiro e julho de 2019, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (TEM).

O repasse de campos maduros à iniciativa privada é o indutor desse processo.

Ações

Entre as ações político-governamentais, a chefe do Executivo se comprometeu em mobilizar as bancadas estadual e federal em prol de alinhamento único, com vistas à atração de investimentos para o setor petrolífero potiguar.

Outras autoridades políticas, técnicos do Governo do Estado, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte (SEBRAE/RN), Potigás, Universidade do Estado do RN (UERN) e empresários, entre outros, participaram da reunião.

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Categoria(s): Economia / Política
  • Assembleia Legislativa - Queijeiras - Art&C - 23-10-19
sábado - 28/09/2019 - 19:02h
Fim da linha

A última gota de lucidez de Fafá Rosado


Rosalba Ciarlini e Fafá Rosado em Tibau este ano: "cavada" não colou (Foto: Blog do Skarlack)

Há poucos meses, simpatizantes da ex-prefeita Fafá Rosado (PSB) plantaram notícia em redes sociais e algumas páginas jornalística de Mossoró e estado, atestando que ela estaria cogitada para ser vice da atual prefeita Rosalba Ciarlini (PP) na campanha 2020.

Agora, reaparece como nomeada para um cargo de terceiro escalão na Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) – veja AQUI -, gestão Fátima Bezerra (PT).

O Blog Carlos Santos não deu uma linha sobre a fantasiosa versão carnavalesca, por motivos óbvios: isso nunca existiu. A “cavada” também não foi levada a sério por muita gente.

O rosalbismo não estudou mesmo que superficialmente essa hipótese.

A ex-prefeita posou ao lado de Rosalba durante período de Carnaval em Tibau, em evento social onde pessoas do mesmo círculo de amizades se reuniam. Nada mais.

A foto serviu para produção dessa invencionice.

A última tentativa eleitoral de Fafá e seu grupo foi em 2014, com votações que não a levaram à Câmara Federal (como pretendia) e não viabilizaram reeleição do seu marido e deputado estadual Leonardo Nogueira.

Em 2018, esteve se saracoteando para ser candidata à Assembleia Legislativa, mas desistiu. Sobrou uma gota de lucidez à época. Agora, lá se foi ela (a gota de lucidez que restava à ex-prefeita).

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Categoria(s): Política
sábado - 28/09/2019 - 18:14h
Nomeada

Ex-prefeita Fafá Rosado passa pro grupo de Fátima Bezerra


Fátima (de vermelho), deputada estadual Isolda Dantas, secretário da Sesap Cipriano Vasconcelos, vereador Alex do Frango (de preto) e Fafá estiveram juntos na Liga (Foto: Web)

A ex-prefeita de Mossoró Fafá Rosado (PSB) foi nomeada pela governadora Fátima Bezerra (PT) para posto estratégico na Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP).

Desembarcou no cargo de diretora geral do Laboratório Central (LATEM) em Mossoró, conforme publicação em boletim informativo interno.

A propósito, nessa sexta-feira (27), Fafá acompanhou parte da agenda da governadora.

Esteve com ela em visita à unidade da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC).

Rafael Motta

A indicação partiu do presidente estadual do PSB, deputado federal Rafael Motta.

Há tempos Motta tentava emplacar ela. Havia interesse no comando da 2ª Unidade Regional de Saúde Pública (2ªURSAP) ou Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), mas o PT local botou freio.

Sobrou posto de menor expressão e inerente a servidores de carreira, caso da ex-prefeita.

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Categoria(s): Política
  • WR Industrial - Agência Ágape - 09-10 a 28-12-19
sábado - 28/09/2019 - 14:20h
País

Brazil Safadão


Impressionante o nível de desmoralização das instituições de Estado e muitos dos seus atores.

E tudo pode ficar ainda pior com essa gente em cena.

Agora entendo o sucesso daquele bordão…”Vai, Safadão!”

Ô, se entendo!

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
sábado - 28/09/2019 - 09:40h
RN

Ex-prefeito tem contas reprovadas; sucessão é comprometida


Iramar: dificuldades (Foto: Web)

A Câmara Municipal de Marcelino Vieira acolheu, por 5 votos a 4, parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) que rejeitou a prestação de contas do último ano de mandato do ex-prefeito Iramar Oliveira (PL).

A votação ocorreu durante sessão ordinária nessa quinta-feira (26).

Com isto, o legislativo vieirense dá validade à manifestação do TCE, com seu livre convencimento, produzindo efeitos políticos com sanções contra o ex-mandatário do município do do Alto Oeste em dois mandatos consecutivos (2001 a 2008).

Iramar Oliveira, pela decisão do Legislativo, tem comprometimento do seu papel político-eleitoral na sucessão municipal 2020.

A polêmica está só começando!

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Categoria(s): Política
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