segunda-feira - 16/04/2018 - 21:53h
Evento

Uern coleciona prêmios e fortalece sua marca no Campus Party


A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) destacou-se na Campus Party Natal, concluída no final de semana em Natal. Com 30 alunos acampados durante os quatro dias de programação, além de outros 300 estudantes da instituição que visitaram o evento, a Uern teve participação ativa na feira de tecnologia.

A instituição conquistou importantes premiações, além de ser a principal universidade parceira do evento, que aconteceu da última quarta-feira (11) até sábado (14) no Centro de Eventos de Natal.

Alunos tiveram participação ativa em evento ocorrido na capital do estado (Foto: divulgação)

A Uern obteve o segundo lugar no hackathon “Justiça na Ponta dos Dedos”, no qual os alunos do curso de Ciência da Computação do Campus de Natal desenvolveram um projeto que facilitava a compreensão de processos e termos jurídicos por parte de pessoas que não têm conhecimento na área de Direito.

A universidade também teve uma aluna participando da equipe que conquistou o terceiro lugar em outro Hackathon, organizado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Parceira

Outra importante premiação recebida por alunos da Uern foi o terceiro lugar na competição “Leve seu Robô”, na qual os participantes apresentaram robôs construídos durante a feira.

Para o reitor da Uern, Pedro Fernandes Neto, a participação da universidade como parceira da Campus Party mostra a sua relevância em pesquisa, ensino e extensão nos temas relacionados ao evento.

Durante todos os dias do Campus Party, a participação da universidade foi mostrada através de uma ampla cobertura jornalística realizada pela Agência de Comunicação (AGECOM) e por estudantes do curso de Comunicação Social que integram a UernTV.

Todo o material produzido por ser conferido no site da UernTV, no youtube (youtube.com/uerntv).

Com informações da Uern.

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Categoria(s): Educação
segunda-feira - 19/03/2018 - 11:10h
Uern

Aulas retornam quarta; técnicos se definem sobre greve


Vão ser retomadas na quarta-feira (21), as aulas na Universidade do Estado do RN (UERN).

A decisão foi tomada agora pela manhã em reunião Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE), órgão interno da instituição.

A greve dos professores foi encerrada na última sexta-feira (16) – veja AQUI, quando chegou aos 127 dias. Teve início em 10 de novembro de 2017.

Greve dos técnicos

Os técnicos administrativos da Uern estão reunidos agora em assembleia geral em Mossoró, para também se posicionarem quanto à paralisação que deram início no dia 10 de janeiro (veja AQUI).

Hoje (segunda-feira, 19), eles totalizam 69 dias parados.

P.S – 11h44 - Os técnicos administrativos da Uern decidiram também encerrar greve, em assembleia no auditório da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FAFIC). Resultado: 95 pelo fim do movimento e 57 por sua manutenção. Ainda foram contabilizadas 6 abstenções e um voto nulo.

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Categoria(s): Gerais
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sábado - 17/03/2018 - 05:04h
Segunda-feira, 19

Uern prepara Calendário Universitário pós-greve de 127 dias


Reitor reuniu-se com equipe (Foto: Portal Uern)

A administração da Universidade do Estado do RN (UERN) discute a proposta de Calendário Universitário que será submetida ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE). A reunião extraordinária desse colegiado será na próxima segunda-feira (19), às 9h, na sala dos Conselhos, Reitoria da instituição.

A data oficial de retorno às aulas será anunciada após a aprovação do novo calendário, porém, será apresentada a data de 21 de março como proposta para início das aulas do semestre 2017.2.

O reitor Pedro Fernandes Neto esclarece que as aulas não serão retomadas de forma imediata, porque é necessário definir esse calendário, uma vez que a greve que durou  127 dias foi deflagrada no período do recesso acadêmico, após o encerramento do semestre 2017.1.

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Categoria(s): Gerais
domingo - 11/03/2018 - 09:16h

Até quando farão isso com a Uern?


Por Valdeci dos Santos Júnior

Carlos Santos, permita-me chamá-lo de amigo, não pela convivência do cotidiano, que certamente não temos, pois nos vemos somente eventualmente, mas sim pela admiração que enho com relação à sua postura jornalística.

Quero expressar expressar publicamente um grito, mas não um grito histérico com “bonitas” retóricas  que não levam a canto nenhum, mas sim um grito de angústia e de esperança ao mesmo tempo. Esse grito é em nome da Universidade do Estdo do RN (UERN), que conheço bem, haja vista que sou professor concursado há 20 anos dessa instituição de ensino, que tantos serviços prestou e presta à sociedade potiguar.

Com greves e mais greves vai essa instituição vai se arrastando, sempre com o “pires na mão”, pedindo auxílio aos governantes estaduais para continuar com suas funções de disseminação do ensino, da pesquisa e da extensão. Nos palanques eleitorais pregam sempre sua defesa, mas quando assumem o poder, pregam um tampão nos ouvidos.

Há décadas que os reitores tentam manter uma boa convivência com os governadores (as) eleitos (as) com o objetivo de manterem a instituição funcionando, amparado também pelas lutas sindicais. Mas ao final das contas, vive-se na pindaíba, mendigando recursos.

Isso é vergonhoso para uma instituição que tem quase 1.000 professores e atende mais de 12.000 alunos.

Até quando isso vai continuar? Até quando vão continuar os acordos feitos por governadores oportunistas que jogam a responsabilidades para os outros pagarem? Até quando vão saquear os recursos dos aposentados para “maquiar” o pagamento dos efetivos? Até quando a justiça vai continuar sempre decretando as greves ilegais (mesmo com acordos não cumpridos pelo Estado) e esquecem de olhar o lado da instituição?

Será que um dia encontraremos um candidato ou uma candidata que pregue um discurso em cima de um palanque e cumpra isso quando sentar na cadeira do executivo sem ficar arrumando desculpa esfarrapadas no retrovisor?

Dentro da experiência que tenho na Uern, só vejo uma saída para evitar a eterna e cansativa romaria do “pires na mão”: a autonomia financeira através de decreto estadual e aprovação pela assembléia legislativa.

Mas qual candidato tem coragem de assumir essa proposta publicamente?

E o mais importante: quem irá prometer e cumprir?

Esse grito, tenho certeza não é somente meu, mas de centenas de professores, técnicos e alunos da instituição que já não aguentam mais a irresponsabilidade social que os governantes do executivo adotam com relação à Uern.

Não queremos apontar culpados ou inocentes, mas sim mostrar uma alternativa condizente de resolução desse problema.

Com a palavra, os pré-candidatos ao governo estadual.

Valdeci dos Santos Júnior é professor da Uern

Categoria(s): Artigo
  • Repet
sexta-feira - 09/03/2018 - 13:48h
Basta

Dissidentes da Aduern se movimentam por fim de greve


Há um movimento de professores sendo articulado nos bastidores, para pedir uma assembleia extraordinária da Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN).

A categoria está rachada e fragilizada com  uma greve que hoje atinge os 120 dias na Uern.

Paralisação natimorta, que se diga, como esta página antecipadamente “cantou”.

Na última assembleia geral, quarta-feira (7), a paralisação foi mantida por apenas 16 votos (116 a 100 e cinco abstenções).

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Categoria(s): Gerais
quinta-feira - 08/03/2018 - 07:22h
Uern

Professores vão oferecer curso sobre o “Golpe de 2016″


Tão logo encerre-se a greve dos docentes e técnicos-administrativos da Universidade do Estado do RN (UERN), um grupo de professores dos cursos de Direito, Comunicação Social e História vai ofertar o curso “Golpe de 2016: aspectos jurídicos, históricos e midiáticos”.

Terá foco na linha das disciplinas que passaram a ser criadas em algumas universidades após ação do Ministério da Educação contra projeto apresentado por docente da Universidade de Brasília (UnB).

O curso será ofertado na modalidade extensão, pelos professores Humberto Fernandes, Olavo Hamilton, Lindercy Lins, Leonardo Rolim e Esdras Marchezan.

O curso também contará com a participação do jornalista e doutorando na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), William Robson Cordeiro, na condição de convidado.

O curso será aberto à comunidade geral e contará com uma carga horária de 24h.

Retomadas as atividades acadêmicas, os professores darão mais informações sobre o processo de inscrição para os interessados.

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Categoria(s): Gerais / Política
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quarta-feira - 07/03/2018 - 06:14h
Pente-fino

Uern está sob intensa fiscalização em meio à calmaria de greve


A Universidade do Estado do RN (UERN) está paralisada por greve desde o dia 10 de novembro do ano passado.

Hoje, o movimento chega aos 118 dias.

Mas nem por isso ela está sob calmaria.

Órgãos técnicos de fiscalização, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE), estão imersos em papéis, checagens de informações, prospecção de dados, confronto de números.

Tem-se intensificado esse pente-fino nos últimos dias.

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Categoria(s): Administração Pública
terça-feira - 27/02/2018 - 21:02h
Que situação!

Inativos da Uern não recebem pagamento de janeiro


Docentes aposentados e pensionistas da Universidade do Estado do RN (UERN) não receberam seus vencimentos referentes ao mês de janeiro, diferentemente do restante da categoria, que teve numerário depositado nesta terça-feira (27).

A Associação dos Docentes da Uern (ADUERN) buscou informações junto ao setor responsável pela Folha de pagamento da universidade, que confirmou o atraso nos vencimentos.

De acordo com o setor, os aposentados devem receber amanhã (28).

O estranho, é que durante reunião no dia passado (segunda-feira, 26) na Governadoria, para tentativa de colocar fim à greve na instituição, foi garantido que aposentados-pensionistas não teriam problemas de pagamento, devido mudança da folha da Uern para o Instituto de Previdência do RN (IPERN).

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Categoria(s): Administração Pública
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sexta-feira - 23/02/2018 - 12:54h
Uern

Greve é mantida; professores vão “exigir” proposta de governo


Em assembleia realizada na manhã de hoje (sexta-feira, 23) na sede da Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN), com participação de mais de 200 associados, foi deliberada a continuidade do movimento grevista da categoria.

Assembleia resolveu não recuar e decisão é de aumentar pressão contra o governo (Foto: Aduern)

O movimento foi iniciado no dia 10 de novembro do ano passado. Hoje, chega aos 106 dias.

Majoritariamente, os professores avaliaram que não há como encerrar a greve sem uma proposta para os atrasos salariais e a falta de um calendário de pagamento.

A Aduern participa, na próxima segunda-feira (26) às 11h, de nova audiência com o Governo do Estado.

Segundo comunicado oficial da entidade, ela “irá exigir uma proposta para os servidores da Uern”.

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Categoria(s): Gerais
quarta-feira - 21/02/2018 - 16:50h
Saída digna

Uern finalmente se une e pede ao governo uma proposta


Repousa sobre a mesa do governador Robinson Faria (PSD) o ofício sob o número 042/21018, assinado por representantes dos segmentos estudantil, do professorado e pessoal técnico da Universidade do Estado do RN (UERN), além do reitor Pedro Fernandes Neto.

Datado do dia 20 (ontem, segunda-feira), o documento pede conjuntamente que o governo apresente uma proposta “que contemple o pagamento dos salários atrasados e previsão do restante do pagamento de 2018″.

A iniciativa é reflexo do desgaste de uma greve do professorado que passa dos 100 dias, sem qualquer sinalizador mínimo de avanço.

Assinam o ofício a presidente da Associação dos Docentes da Uern (ADUERN), Rivânia Moura; presidente do Sindicato dos Trabalhadores Administrativos da Uern (SINTAUERN), Francisco Elineudo Freitas; presidente do Diretório Central dos Estudantes da Uern (DCE/UERN), Glisiany de Oliveira, bem como o reitor.

Nota do Blog Carlos Santos – É preciso que os segmentos da Uern compreendam que as picuinhas internas, as arengas institucionais e outros interesses menores não podem se sobrepor à existência íntegra e forte da instituição.

Se não, todos morrerão abraçados. O ofício à mesa de Robinson é um bom sinal. É uma saída digna.

Ele sabe disso.

Leia também: ‘Greve por dignidade’ procura uma saída digna.

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Categoria(s): Gerais
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segunda-feira - 05/02/2018 - 15:58h
Allyson Bezerra

Escolhido para formação política pode ser candidato em 2018


Engenheiro, evangélico, estudante de direito da Universidade do Estado do RN (UERN) e servidor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), Alysson Bezerra, 25, foi entrevistado hoje (segunda-feira, 5) pelo programa “Meio-dia Mossoró”, da FM 95.7.

Alysson: Raps (Foto: Web)

Ele é um dos selecionados pela Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS), uma organização não-governamental e suprapartidária com sede em São Paulo, para participar de um trabalho de formação de novas lideranças.

“A Raps faz um trabalho de formação política fora desse modelo tradicional”, explicou. “O objetivo dela é eleger pelo menos 50 nomes de todo o país para o Congresso Nacional este ano. Eu fui um dos dois selecionados no estado e 100 no país para esse trabalho em 2018″, relatou.

Candidatura

Em entrevista à jornalista Carol Ribeiro, no Meio-dia Mossoró, o mossoroense Alysson Bezerra defendeu o ingresso de novas pessoas na política, para “construção de novos hábitos”.

Sobre candidatura, afirmou que poderá disputar uma vaga à Assembleia Legislativa este ano. Convite já recebeu de pelo menos “sete partidos”. Mas não há definição quanto à legenda ainda.

“Quero ter independência para votar, apoiar, ter minhas escolhas”, antecipou.

Conheça a Raps clicando AQUI;

Veja AQUI a lista dos aprovados na seleção 2018 da Raps.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
sexta-feira - 02/02/2018 - 13:20h
Uern

Professores mantêm greve em Universidade


Movimento não tem data para acabar (Foto: Aduern)

A greve dos professores da Universidade do Estado do RN (UERN) continua.

Decisão de assembleia geral da Associação dos Docentes da Uern (ADUERN), tomada hoje.

Na segunda-feira (5), às 11h, a categoria terá mais uma audiência com o governo.

Terça-feira (6), às 8h, estará integrada a outros servidores em frente de luta na Assembleia Legislativa.

A paralisação começou dia 10 de novembro último. Professorado cobra salários em dia e outros direitos.

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Categoria(s): Gerais
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quinta-feira - 01/02/2018 - 18:32h
Anne Katherinne

Secretária pede exoneração para assumir cargo em Uern


Do Jornal de Fato

A engenheira agrônoma Anne Katherinne de Holanda Bezerra não é mais secretária de Agricultura e Recursos Hídricos de Mossoró. Ela pediu exoneração para assumir o cargo de professora titular na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

Anne Katherinne: posse na segunda-feira (Foto: Jornal de Fato)

Aprovada no último concurso público, Anne Katherinne, que tem Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia na Universidade Federal Rural de Semi-Árido (UFERSA) e Doutorado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) assumirá a disciplina de Manejo e Gestão Ambiental, na Faculdade de Ciências Econômicas (FACEM).

A posse está marcada para a próxima segunda-feira (5).

Ela é mulher do deputado federal Beto Rosado (PP).

A princípio, a adjunta Fátima Vale deve assumir a titularidade do cargo vago na equipe da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Nota do Blog Carlos Santos – Há poucos dias, no âmbito da própria Uern, formou-se um bizarro movimento para tentar impedir a assunção de Katherinne ao cargo, legitimamente obtido pela via do concurso.

Vá entender!

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Categoria(s): Administração Pública
quarta-feira - 31/01/2018 - 15:30h
Mais de 80 dias

Professores da Uern definirão sobre greve na sexta-feira


Foi adiada para sexta-feira (2), às 9 horas, a assembleia geral da Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN).

Ocorrerá na própria sede da entidade, para tratar sobre o movimento greve da categoria, que já passa dos 80 dias. Começou dia 10 de novembro do ano passado.

A princípio, ocorreria nessa quinta-feira (1º), mas houve mudança devido mobilização de categorias de servidores públicos em Natal, pressionando deputados contra o pacote do ajuste fiscal do estado.

Leia também: Greve defina e caminha para fim melancólico.

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Categoria(s): Gerais
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quarta-feira - 06/12/2017 - 12:32h
Uern

Manifestantes desocupam Reitoria revoltados com reitor


Reitor foi alvo principal dos manifestantes (Foto: cedida)

Estudantes e professores, contratados e efetivos, que ocupavam o pátio da Reitoria da Universidade do Estado do RN (UERN) desde a noite da última quint-feira (30/11), realizaram na manhã de hoje (06/12) um ato público reunindo representantes de entidades e setores da sociedade e definiram pela  desocupação do prédio.

Durante o evento foram assacadas críticas à postura da administração da universidade, que suspendeu e não renovará o contrato de mais de 100 professores e professoras provisórios, demitidos em meio à greve da categoria. O reitor Pedro Fernandes Neto foi execrado em cartazes e montagens fotográficas que se espalham também pelas redes sociais.

Também houve cobrança ao governo estadual para atualização salarial dos servidores.

O vigário geral da Diocese de Mossoró, Padre Flávio Augusto Melo, esteve presente no ato público e registrou o apoio da Igreja Católica á luta dos trabalhadores e trabalhadoras da Uern.

Leia também: MP mantém posição e temporários devem ser exonerados AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Gerais
terça-feira - 05/12/2017 - 15:27h
Governo Robinson Faria

Bispos do RN dão apoio à Uern e pedem audiência


Os três bispos da Igreja Católica do Rio Grande do Norte, Dom Jaime Vieira Rocha – Arcebispo de Natal; Dom Mariano Manzana – Bispo da Diocese de Mossoró; Dom Antônio Carlos Cruz Santos – Bispo da Diocese de Caicó, subscrevem produzida hoje, dirigida ao governador Robinson Faria (PSD).

Bispos assinaram nota no dia de Hoje em Mossoró, mostrando importância da Uern para o RN (Foto: cedida)

É uma nota em defesa da Universidade do Estado do RN e pedindo uma audiência para tratar de impasses relacionados à instituição, além de servidores de outras áreas, aposentados/pensionistas. Veja abaixo, o seu teor na íntegra:

Não é de hoje que a Igreja Católica, como parte da sociedade potiguar, vem acompanhando as manifestações da sociedade em defesa da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, as quais vêm ganhando cada vez mais notoriedade, em função dos últimos acontecimentos, envolvendo servidores dessa tradicional Instituição de Ensino Superior e o Governo do Estado.

No cerne de todo esse processo, está a luta por melhores condições de trabalho e estudos, além da permanência da UERN como instituição de ensino pública, gratuita e de qualidade, cujo legado revela seu importante papel no desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Norte e na transformação social da população, deste estado, especialmente a mais carente.

Mais recentemente, não deixando de considerar a relevância dos demais temas, a pauta reivindicativa dos que fazem a UERN, pelo que nos tem sido anunciado, gira em torno do pagamento, por parte do Governo do Estado, dos salários dos servidores, garantindo-lhes o direito de proverem a si e a seus familiares, por meio do seu trabalho, o que torna a causa legítima, justa e digna.

Diante desse contexto e do entendimento de que a Igreja tem grande responsabilidade social, ao assumir uma postura ativa no desenvolvimento, entre os cristãos, do espírito de participação na construção de uma sociedade sempre melhor, mais justa e capaz de promover a paz e o bem-estar social, os Bispos do Rio Grande do Norte, reunidos, hoje, em Mossoró, vêm respeitosamente, solicitar a Vossa Excelência uma audiência para tratar da atual situação da UERN, assim como dos demais servidores e pensionistas do Estado.

Nessa audiência, estaremos acompanhados de representantes  dos Padres do Estado. Mais do que buscar compreender a temática em tela, a Igreja Católica objetiva contribuir na construção de caminhos para a solução do problema que ora se apresenta.

Antecipadamente, manifestamos nossos agradecimentos pela atenção em atender a esta demanda, colocando-nos à disposição.

Mossoró-RN, 5 de dezembro de 2017

Dom Jaime Vieira Rocha – Arcebispo de Natal; Dom Mariano Manzana – Bispo da Diocese de Mossoró; Dom Antônio Carlos Cruz Santos – Bispo da Diocese de Caicó.

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Categoria(s): Gerais / Política
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segunda-feira - 04/12/2017 - 20:32h
Reunião

MP mantém posição e temporários devem ser exonerados


O promotor de justiça José Alves Neto, substituindo Fábio Weimar Thé, titular da 7ª Promotoria do Patrimônio Público da comarca de Mossoró, descartou a possibilidade de rever a recomendação do Ministério Público do RN (MPRN), para suspensão dos contratos temporários de docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

A posição foi reiterada hoje à tarde, em audiência concedida a representantes da instituição e da Associação dos Docentes da Uern (ADUERN).

O assessor jurídico da Aduern, Lindocastro Nogueira, tentou convencê-lo a fazer um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para permitir que os contratos temporários atuais sejam mantidos.

A sugestão foi prontamente rejeitada pelo promotor José Alves Neto. Alegou que o artigo 8 da Lei Estadual 9.339/15 não abre margem para uma segunda renovação dos contratos temporários.

Busca pelo entendimento

“Não vejo como emitir uma manifestação contrária a essa recomendação. Não tenho elementos para agir diferente”, explicou.

O assessor jurídico da UERN, Humberto Fernandes, alegou que tentou de todas as formas chegar a um entendimento com os ocupantes. “É uma regra que não tem como não ser cumprida. Sugerimos que ADUERN entrasse na Justiça e vindo uma decisão favorável não teríamos a menor dificuldade em cumprir”, declarou.

Lindocastro Nogueira, ao final da reunião, reconheceu que a posição da assessoria jurídica da Uern estaria correta. “A universidade passou a interpretar corretamente a lei. A nossa sugestão para corrigir esse problema é a universidade renovar desde que não ultrapasse dois anos de que essa renovação não impeça a convocação dos efetivos aprovados em concurso”, reforçou.

Ao todo 147 professores temporários não poderão ter os contratos renovados.

Leia também: Ocupação de Reitoria recrudesce e Uern teme grandes prejuízos AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
domingo - 03/12/2017 - 09:26h
Padre Sátiro

Profeta da esperança em defesa do nosso ‘Elmo de Mambrino’


Por Marcos Araújo

Em meio a essa débâgle social, econômica, politica, moral e educacional que o Estado do RN atravessa, uma voz ecoou nas redes sociais com a força de uma bomba Tsar (a superbomba atômica) em defesa da UERN. Com 87 anos de idade e a autoridade de quem faz da educação o seu sacerdócio diário há mais de 60 anos, Padre Sátiro “gritou” com toda virulência que pode significar letras em CAIXA ALTA e NEGRITO na internet: “- RESPEITEM A UERN, AUTORIDADES INSTITUÍDAS!”. Seu “grito” deve ter doído nos ouvidos de muita gente…

Em outro momento, acompanhando o desdém da administração estadual para com os servidores, Pe. Sátiro lastimou “a falta de força física”, por não está “AO LADO DOS COLEGAS PROFESSORES SOFRENDO ESSA HUMILHAÇÃO”, apelando aos ex-alunos do Diocesano para exigirem “JUSTIÇA PARA CAUSA DOS SERVIDORES PÚBLICOS”.

Sendo hoje um dia de domingo, propício para uma reflexão espiritual, a liturgia bíblica dos cristãos traz uma passagem do Profeta Ezequiel. Em sua profecia, diz Ezequiel que Deus vai tomar conta das suas “ovelhas” e “resgatá-las de todos os lugares em que foram dispersadas, num dia de nuvens e escuridão.” E mais ainda, diz o Senhor Deus: “eu farei justiça entre uma ovelha e outra, entre carneiros e bodes”. (Ez 34, 11-12, 15-17)

Ezequiel era um Profeta da esperança. Na sua época, ele exortou os israelitas para saírem do cativeiro babilônico, mesmo sabendo que parte do povo já estava ambientado com o exilio, admitindo a exploração e o jugo dos tiranos. Ezequiel se contrapõe e constrói naquela comunidade uma mensagem de revolta (revolução).

Apenas para pontuar historicamente, a Babilônia do tempo de Ezequiel era marcada pela grave crise social, reinando a violência e a injustiça. Nada estranho aos dias de hoje.

Se a palavra “profeta” vem do grego “prophetes”, e significa “falar antes”, Padre Sátiro também é um profeta. E tem sido verazmente  um Profeta na história da Uern e na revolução educacional que ela desencadeou ao longo dos tempos. Quando eu estava na graduação em Direito, meados dos anos 80, a então FURRN (Fundação Universidade Regional do RN) estava sombreada pela incerteza, ameaçada de extinção.

Foi o seu agir profético, seu protagonismo corajoso que conduziu a extinta Fundação municipal (idealizada como um redil para uso politico) para a liberdade de uma autarquia estadual (Uern) fomentadora do saber e agente ativa de transformação social.

Seu prestigio intelectual, sua inatacável condição moral, sua insuspeição de intenções, sua voz altíssona em defesa da educação, obrigaram ao Parlamento e ao Poder Executivo do RN em reconhecer a Uern como patrimônio do Estado, isto em 08 de janeiro de 1987. Para demonstrar que estava ali temporariamente apenas cumprindo uma missão, no dia seguinte à assinatura da lei, renunciou ao cargo de Reitor para que o vice, Antonio Capistrano, assumisse.

No ano em que comemoramos os 30 anos de sua estadualização, a história se repete… As sombras negras da ignorância e do desserviço à educação querem destruir a Uern. Escaladamente, a instituição vem sofrendo os mais duros e insensíveis ataques de toda a sua história, oriundos da gestão do Estado, de forma direta pelo descaso e ignoração na falta de assistência financeira, ou indiretamente por áulicos desinformados que pregam a sua privatização ou extinção. Até uma educadora (tsc, tsc, tsc…) natalense pôs-se contra a instituição.

Não têm a menor noção essa caterva de néscios sobre a importância da educação como fator de influência para o crescimento econômico e o desenvolvimento humano. Desconhecem as análises e teorias econômicas de Amartya Kumar Sen e Mahbub ul Haq, criadores do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a unidade de medida desenvolvida para avaliar os países, considerando não apenas os fatores econômicos, mas também os sociais.

Amartya Sen foi professor e Reitor na Universidade de Cambridge, e professor em Oxford e Harvard. Fundador do Instituto Mundial de Pesquisa em Economia do Desenvolvimento, provou ele que a Educação é a maior riqueza de uma nação. Mas, quem é Amartya Sen na frente de um desses “iluminados” defensores da extinção ou privatização da Uern?

“Formados” exclusivamente no conhecimento rasteiro dos “Gulags” das redes sociais, não sabem esses “intelectuais da banalidade” que é papel do Estado conter as desigualdades sociais. E que, os serviços prestados pelo Estado deveriam garantir a construção de uma boa sociedade por meio da educação, saúde e proteção das minorias. Ah, esclarecendo: foi exatamente por essa afirmação que Amartya Sen ganhou o Prêmio Nobel de Economia, em 1998, tendo sido o primeiro – e até o momento, único – acadêmico de um dos países não desenvolvidos a ganhar o Prêmio Nobel de Economia.

Para as mulheres (recadinho para a “educadora” natalense), Amartya Sen relata que a “expectativa de vida ao nascer de mulheres” foi mais influenciada pela educação do que a “expectativa de vida ao nascer média”, o que indica que a educação pode ser um importante aliado contra a desigualdade de gêneros. Que gritem as mulheres: Viva a educação!

A esses “sabe-tudo” das redes sociais que pregam a desoneração financeira do Estado pela extinção da Uern; aos profusores da ideia da privatização; aos que entendem a educação como despesa, e não como investimento (até tu, então Governadora Rosalba Ciarlini?); aos “liberais” defensores do Estado mínimo, e a todos os demais gênios do pensamento humano que miram a Uern como uma “praga” devastadora ao orçamento estatal, um conselho: busquem à sua volta os que por ela foram formados e escutem suas histórias de vida e suas ações em prol da sociedade.

Já dizia Rui Barbosa que todos os melhoramentos materiais são incapazes de determinar a riqueza se não partirem da educação, a mais criadora de todas as forças econômicas, a mais fecunda de todas as medidas financeiras.

Quem foi educado pela Uern – e aqueles que ainda estão em formação – sabe do seu inestimável valor. O conhecimento adquirido por intermédio do seu qualificado quadro docente é o “elmo de Mambrino” que os protege na esganiçada luta da vida profissional. Apenas relembrando, D. Quixote, o cavaleiro andante de Cervantes, tinha no “elmo de Mambrino” que cobria a sua cabeça a proteção necessária para as suas batalhas. Sancho Pança, do alto de sua ignorância, confundiu o elmo com uma “bacia toda amolgada, para fazer sua barba”. Diante de uma visão tão distorcida, D. Quixote queda-se surpreso com tal desconcerto, creditando ao fato de que Sancho “vem de andar sempre entre nós outros uma caterva de encantadores, que todas as nossas coisas invertem, e as transformam, segundo o seu gosto e a vontade que têm de nos favorecer ou destruir-nos”.

A Uern tem sido um “Elmo de Mambrino” para as longas caminhadas cientificas, intelectuais e de conhecimento de muitas gerações de “cavaleiros”. Muitos “D. Quixotes” têm vestido a carapuça do seu “Elmo” para os diversos combates sociais. Os de visão distorcidas, os Sanchos Panças da vida, enxergam-na apenas como uma “bacia”.

Nesses tempos de intolerância, inversão de valores e também de ignorância, a esperança é necessária. Como ela é vital! Vejam a vitalidade de Padre Sátiro, aos 87 anos, e o entusiasmo com que ele nos inspira à luta. A forma altiva com que ele conclama a todos nós a termos uma tomada de posição contra a injustiça.

Poderia nem se manifestar. Seu legado histórico admite fugir de polêmicas, para não atrair desafetos.  Como um bom Profeta, porém, ele não descansa, nem foge da luta. Talvez tenha por sentimento a frase do historiador francês Paul Veyne: “Éternité Je Ne m’Ennuierai Pas” (E na eternidade não me entediarei).

Durante a missa, na homilia de hoje (26 de novembro de 2017), Padre Charles Lamartine (também educado pela Uern, a exemplo de Padre Flávio – Vigário-Geral de nossa Diocese), lembrava o educador Paulo Freire e a sua fala sobre a esperança.

Dizia Paulo Freire que é preciso ter esperança, “mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo…”.

Alinho-me às fileiras do Profeta Padre Sátiro. Tal como os revolucionários franceses foram convocados no passado, açulo a todos, em defesa da Uern, “Às armas, cidadãos!”

Viva a Uern! Viva a Educação! Vivas a Padre Sátiro!

Marcos Araújo, eterno aluno da Uern, provisoriamente advogado e professor

Categoria(s): Artigo
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sexta-feira - 01/12/2017 - 07:46h
Hoje

Tatiana Mendes negociará fim de paralisação na Uern


A secretária-chefe do Gabinete Civil do RN, Tatiana Mendes Cunha, realimenta hoje (sexta-feira, 1º) canal para negociação com grevistas do professorado da Universidade do Estado do RN (UERN), em greve desde o dia 13 último.

Ela recebe em Natal o reitor da instituição, professor-doutor Pedro Fernandes Neto, além de representantes dos grevistas, ligados à Associação dos Docentes (ADUERN).

Será às 9h em seu gabinete.

Ontem à noite, professores contratados ocuparam a sede da Reitoria em Mossoró, protestando contra iminente exoneração (veja AQUI).

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Categoria(s): Administração Pública / Política
segunda-feira - 27/11/2017 - 13:40h
Em Natal

Polícia e sindicalistas voltam a ter novo confronto


Novo incidente entre grevistas/lideranças sindicais e forças policiais do estado foi registrado. Dessa feita, à manhã de hoje (segunda-feira, 27), em Natal, à porta da sede do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN/RN).

Vários vídeos circulam pelas redes sociais revelando diversos ângulos do conflito. Pelo menos dois sindicalistas ligados ao Sindicato dos Trabalhadores na Saúde do RN (SINDSAÚDE) foram detidos. Um deles saiu com um dos pulsos com algemas.

Os detidos foram Rosália Fernandes e João Assunção.

Os manifestantes obstruíam passagem de empregados terceirizados para o interior do Detran e a polícia foi chamada. De crescente bate-boca o estresse se transformou em luta corporal, com policiais jogando pelo dois membros do movimento ao chão, o que generalizou o tumulto.

Uso da força

O Sindsaúde e grevistas do professorado da Universidade do Estado do RN (UERN) reforçaram paralisação dos funcionários dessa autarquia. Ao contrário do pessoal da Saúde e dos membros da Associação dos Docentes da Uern (ADUERN), os servidores do Detran têm salários em dia.

Na sexta-feira (24), o conflito foi na sede da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Finanças (SEPLAN).

Grevistas da Saúde e da Aduern foram retirados do imóvel que ocupavam desde a quarta-feira (22) com uso do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

Foram desalojados com força física, spray de pimenta e bombas de efeito moral.

Em relação ao incidente de hoje, a Comunicação da PM informa que foi cumprido o dever, com reação proporcional à provocação recebida.

Nota do Blog - Era imprescindível mesmo que chegássemos a essas cenas lamentáveis? Vamos esperar o estampido de um tiro? Uma tragédia irreparável? Francamente.

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Categoria(s): Gerais
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domingo - 26/11/2017 - 13:24h

Vencidos e vencedores na “Batalha da Seplan”


Por Carlos Santos

O incidente de desocupação do prédio-sede da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Finanças (SEPLAN), em Natal, à semana passada (sexta-feira, 22), suscita diversas abordagens.

A “Batalha da Seplan” é mais um ato de enredo em andamento.

Trazemos três ângulos de observações (dos grevistas, da Justiça e do Governo do Estado) que se encadeiam, ao mesmo tempo em que são excludentes pelo episódio em si.

Até então, o movimento grevista do pessoal da Saúde e do professorado da Universidade do Estado do RN (UERN) passava quase despercebido de boa parte da opinião pública.

Do ponto de vista legal, os líderes do movimento erraram na decisão e colocaram em risco a integridade de seus participantes. Sabiam disso; arriscaram.

A Justiça, através do magistrado Bruno Lacerda, assinou o despacho que cabia ao caso. Provavelmente, nenhum outro agiria de forma diferente.

Sob a ótica política, a estratégia foi um sucesso. Os manifestantes ganharam notoriedade como “vítimas’.

Quanto ao Governo Robinson Faria (PSD), mais uma vez errou feio.

Precipitou-se no uso desproporcional da força contra um “Exército de Brancaleone”. Poderia ter produzido uma tragédia.

Assim, deu musculatura e visibilidade aos protestos, até fora do estado. Paralelamente, instigou que outras categorias o façam também, encorpando aquilo que nunca foi – como anunciado – uma “greve geral”.

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Para parecer forte, Robinson Faria de novo deu demonstração de fraqueza. “A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar”, aconselhou o general chinês Sun Tzu no clássico “A Arte da Guerra”, que o governador preferiu só folhear.

É um moribundo homiziado na Governadoria.

O movimento grevista ganha sobrevida, na justificativa abstrata de “luta pela dignidade”, mas ainda de bolsos vazios – o que deverá continuar.

Aguardemos os próximos movimentos das peças desse tabuleiro.

Leia também: Grevistas são retirados da Seplan com uso de força policial AQUI.

Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
sábado - 25/11/2017 - 08:24h
Redes sociais

Padre Sátiro se solidariza e pede apoio a professores


O ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN) padre Sátiro Cavalcanti Dantas voltou a usar as redes sociais para desabafar.

Ao mesmo tempo, pediu apoio ao movimento de luta em defesa da instituição e seus servidores. “Falta-me força física. Estaria ao lado dos colegas professores sofrendo essa humilhação”, exprimiu o octogenário educador.

Suas palavras ecoaram após o episódio de ação policial ríspida para desalojar grevistas da Saúde e do professorado da Uern, do prédio da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Finanças (SEPLAN), à tarde de ontem em Natal (veja AQUI).

Leia também: Padre Sátiro Cavalcanti Dantas pede “respeito” à Uern AQUI.

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Categoria(s): Gerais
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