• Curso de Oratória de Francisco Lavor em Mossoró 15 a 28-01-18 veiculação - TOPO
domingo - 31/12/2017 - 05:06h
Coluna do Herzog

Fatos e falácias de uma guerra perdida


Por Carlos Santos

Por esses dias, o Governo do Ceará fez estardalhaço para apresentar dezenas de novas e possantes viaturas do seu acervo de Segurança Pública. Também contabilizou mais e mais convocações de concursados à Polícia.

Mesmo assim, não consegue esconder que mais de 5 mil pessoas foram assassinadas por lá este ano, média superior a 14 pessoas por dia, recorde no estado.

Seu sistema prisional é outro esgoto, entupido de gente ou de subprodutos humanos, com casos de rebeliões sanguinárias.

De verdade, o Ceará não é paradigma em resultados quanto à Segurança Pública, mesmo com tantos investimentos.

Esse “case” talvez sirva para os potiguares que vivem exaltando os feitos dos vizinhos, caírem na realidade quanto à própria ineficácia da política de Segurança Pública adotada no Ceará e no país, baseada no trio  belicista composto por armas/viaturas/homens.

O poder público brasileiro perde feio a guerra contra a violência, da mesma forma que particularmente RN e o Ceará.

Cada um com suas características, está fadado à derrota.

PRIMEIRA PÁGINA

É preciso muita atenção com os números das recentes pesquisas ao Governo do RN. Mais do que predileção por nomes, há repulsa a tudo e a todos (veja AQUI): Mais de 85% dos eleitores não têm candidato a governador. O grande desafio dos candidatos, marqueteiros e militantes de candidaturas em 2018, será quebrar essa atmosfera de desalento, reprovação e negação da política, dos políticos e dos partidos.

Há mais de 9 anos que teatro está fechado e 'obra' começou no ano eleitoral de 2012, mas não passou de ficção (Foto: Blog CS)

Em discurso na terça-feira (26 de dezembro) no evento “Mérito Empresarial 2017″, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) voltou a aprumar a vista pro “retrovisor”, ao afirmar que tem tocado muitas obras paralisadas na gestão passada (Francisco José Júnior). Segundo ela, “obra parada é prejuízo” (…), “porque fica mais cara“. Verdade. Veja o exemplo do Teatro Lauro Monte Filho em Mossoró: Rosalba, governadora, assinou ordem de serviço no dia 10 de setembro de 2012 (reta final da campanha municipal) no valor de R$ 2.621.102,13. A obra foi suspensa logo após as eleições. Nova licitação, agora na gestão Robinson Faria (PSD), será iniciada em janeiro, com valor orçado em R$ 5.133,199, 53. Ou seja, R$ 2.512,097,40 mais cara, cinco anos e cinco meses depois. São quase 100% de aumento. Leia também: Obra de Rosalba vira poleiro de pombo e trapézio de morcegos.

Um eventual futuro político de Julianne Faria (ex-PSD), mulher do governador Robinson Faria (PSD) e em processo de separação matrimonial dele, depende do próprio governante. Ela só poderá ser candidata a algum cargo eletivo em 2018, se ele se desincompatibilizar do cargo. Separados judicialmente ou não. E ponto final.

O terceiro pior governador da história do RN

Se nada for feito de consistente, sério e profundo, com alcance sistêmico na gestão pública estadual e envolvimento de seus poderes e órgãos diversos, o sucessor de Robinson Faria (PSD) será o terceiro pior governador da história do RN. Comporá a tríade com o próprio atual governador e a ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP). Em 2003, o então secretário de Administração e Recursos Humanos do RN, professor Honório de Medeiros, propôs uma “Reforma de Estado” à então recém-empossada governadora Wilma de Faria (PSB). Premonitório, previu há 14 anos o que testemunhamos hoje. ”Uma reforma desse porte implica em colocar os poderes de Estado juntos, na costura de um acordo para catapultar o RN ao futuro”, afirmava ele. Não lhe deram ouvidos.  Leia também: Governo anunciará medidas para conter crise no RN.

Eleito em 2014 com 20.140 votos (1.21%) pelo PTdoB, o deputado estadual Carlos Augusto Maia ensaia pouso na terceira sigla antes do término do seu primeiro mandato eletivo. Abrigado no PSD do governador Robinson Faria, poderá marchar para o PCdoB dos ainda “comunistas” vice-governador Fábio Dantas e sua mulher e deputada estadual Cristiane Dantas.

Sem sombras de dúvidas, o pronunciamento mais absurdo do ano, no mundo político nacional, coube ao ex-presidente Lula da Silva, do PT, no dia 11 de dezembro último, em movimentação política no Rio de Janeiro. O vídeo abaixo fala por si, mas transcrevemos: “O Rio de Janeiro não merece, não merece que governadores que governaram este estado, que foram eleitos democraticamente pelo povo, estejam presos por que roubaram do povo brasileiro, e roubaram dinheiro público… Eu nem sei se é verdade, por que não acredito em tudo que a imprensa fala…”

Os empresários Tião Couto (PSDB) e Jorge do Rosário (PR), que foram candidatos a prefeito e vice de Mossoró em chapa comum nas eleições 2016, deverão fazer dobradinha no próximo ano: o primeiro, como nome à Câmara Federal; o segundo, à Assembleia Legislativa. Devem catalizar eleitorado mossoroense, como ponto de partida para eleições absolutamente viáveis.

Depois de cogitar um salto para o andar de cima, como possível candidato à Câmara Federal, principalmente no vácuo do deputado Rafael Motta (PSB), o deputado estadual Galeno Torquato (PSD) retrocedeu: investe mesmo para renovar seu mandato à Assembleia Legislativa, com capilaridade a partir do Alto Oeste, mas também noutros espaços geopolíticos.

TÚLIO RATTO – JANELA INDISCRETA

EM PAUTA

Atacarejo – Projeto em andamento deverá desaguar num grande atacarejo em Pau dos Ferros em 2018, com a marca “Rio Bonito”. Investidores bem capitalizados da região apostam num mercado com mais de 36 municípios (RN, Ceará e Paraíba).

Circo da Folia – O Arena Circo da Folia em Pirangi (Parnamirim) vai abrir sua temporada 2018 no dia 12 de janeiro, com Wesley Safadão, Pedrinho Pegação e Vintage Culture. Ingressos no www.bilhetecerto.com.br

Relo – A Cachoeira do Relo em Luís Gomes (a 195 quilômetros de Mossoró), limite-divisa com Uiraúna-PB, onde nasce o rio Mossoró, simplesmente desapareceu há cerca de 6 anos, devido a seca. Na região, o inverno é esperado com ansiedade, num lugar ótimo para trilhas, rapel, com cavernas e o restaurante/balneário de José Givaldo do Nascimento, o “Galego do Relo”. Eu também estou na torcida por essa benção.

"Relo" espera inverno para renascer (Foto: Blog C.Santos)

Arena – A Arena Show de Tibau não vai funcionar neste veraneio na cidade-praia tão próxima de Mossoró. A empresa Gondim & Garcia desistiu de repetir programação que anualmente fazia. Justificou que não acertara com artistas preferenciais, como desejava, para levá-los ao palco.

Célula – Será no próximo dia 4 de janeiro (quinta-feira), às 19h30, no 3º andar do edifício do Hospital de Olhos de Mossoró, Rua Roderick Grandall, 70, Centro, o coquetel de inauguração do Laboratório Célula. As médicas patologistas Camila Gomes Fernandes de Souza e Maria Eduarda Baía são responsáveis por essa nova marca em saúde na região. Sucesso.

Vovô – O fisioterapeuta Éder Filho ampliou o já considerável acervo familiar. Chegou o seu segundo neto – Gabriel – nesse final de semana, filho do primogênito José Éder. Vale um bom ‘uisquito gringo’, como diria Canindé Queiroz. A Confraria do Café e Artesanato aguarda convocação.

Carnapau – O carnaval fora de época de Pau dos Ferros está definido para o período de 6 a 8 de julho de 2018. Além do percurso para trios-elétricos, também oferecerá uma arena para outros shows com toda estrutura.

Assu – A operadora de Internet Brisanet está com rápida expansão na cidade do Assu. Outro mercado muito promissor para uma empresa com veloz avanço também em estados como Ceará e Paraíba.

SÓ PRA CONTRARIAR

Se ano passado muita gente responsabilizou o então prefeito Francisco José Júnior pelo recorde de 217 homicídios em Mossoró, o mesmo pode ser feito em relação à Rosalba Ciarlini (PP), por 250 homicídios (ou mais, a essa hora) este ano?

Gerais… Gerais… Gerais

A partir de 01° de janeiro de 2018, o salário-mínimo passará de R$ 937,00 para R$ 954,00. O índice de ‘aumento’ é de 1,8%, o menor em 20 anos.

Obrigado à leitura de Nosso Blog a Eloísa Helena (Mossoró), Romina Jácome (Brasília) e Tiago Moreira (Assu).

Por enquanto é só, caríssimo webleitor (a). Um grande ano de 2018, principalmente com Saúde e Paz. Amém!

Veja a Coluna do Herzog do domingo passado (24 de Dezembro) clicando AQUI.

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Categoria(s): Charge de Túlio Ratto / Coluna do Herzog
quarta-feira - 25/10/2017 - 15:08h
Robinson Faria

O não governo


Por François Silvestre

Há governos bons, governos ruins, governos péssimos. Abaixo dessa linha há o pior dos péssimos, o não governo.

É o que temos.

Wilma de Faria fez um bom governo, no primeiro mandato. Tanto é verdade que, ao fim desse governo, foi desgastada pela chuva ácida do Foliaduto.

Coisa escrota produzida no porão da Casa Civil, sob o comando do seu irmão, com a cumplicidade de servidores comissionados da Fundação José Augusto. Mesmo assim, conseguiu reeleger-se contra o imbatível Garibaldi Alves.

Julgada positivamente pelo governo que fizera.

Foi ao segundo mandato.

Depois, sem Foliaduto e com a edificação da Ponte Newton Navarro, perdeu duas eleições majoritárias seguidas.

Foi julgada negativamente pelo segundo governo que fizera.

De seus auxiliares, nos dois governos, vários se acomodaram no governo Rosalba, que ganhou por causa do segundo governo Wilma. E muitos deles se aboletaram no governo Robinson, após a falência do governo Rosalba.

Estão aí.

São os pecados velhos prometendo catarse nova. Purgação de quê? Deles, nada.

O purgatório é do povo.

O governo Robinson não é ruim ou péssimo.

É um não governo.

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Categoria(s): Opinião
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terça-feira - 24/10/2017 - 18:08h
Gestão estadual

Rogério Marinho critica fraqueza e lembra culpa de Robinson


O recuo do governador Robinson Faria (PSD), que decidiu retirar as propostas de ajuste fiscal enviadas a Assembleia Legislativa, foi criticado pelo deputado federal Rogério Marinho (PSDB). Para o parlamentar, o conjunto de projetos entregue pelo vice-governador Fábio Dantas (PCdoB) para análise dos deputados estaduais era uma “tentativa de ajustar e dar equilíbrio ao Estado”.

Marinho lembra de Robinson na AL (Foto: arquivo)

“Acho que este é um equívoco do governador, que tem dificuldade de entender seu papel de governante. Precisa fazer opções, escolhas, e novamente a escolha do governador foi a favor das corporações, sindicatos, de privilégios em detrimento do conjunto da população”, disse.

Incapacidade

“É uma pena que governador tenha tomado essa atitude. Dá sensação de desânimo com esse governo, sensação que governo acabou, não tem capacidade de ter resolutividade”, disse Rogério.

Segundo o parlamentar, a culpa de “boa parte dos problemas que temos hoje é justamente de Robinson quando presidente da AL, que pressionou o governo da época a aumentar o repasse para os poderes e os aumentos que foram dados de forma irresponsável ao conjunto dos funcionários públicos, que hoje cobram o preço”.

Leia também: Pressionado, Robinson Faria pede projetos de volta AQUI.

Nota do Blog - Bem lembrado, deputado. Um rol de projetos aprovados no apagar das luzes do governo Wilma de Faria, com Robinson na Assembleia Legislativa “jogando para a plateia”, hoje explode bem no colo dele.

Não é para reclamar do que enfrenta hoje. À época, cerca de 14 categorias funcionais tiveram garantias de benefícios mas desde então nem tudo foi efetivado na prática.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 03/10/2017 - 08:16h
Fábio Holanda

Advogado assume presidência do “Avante” no estado


O advogado Fábio Holanda é o novo presidente do Avante.

É a nova denominação do ex-PTdoB, partido que era comandado no estado pela vereadora e ex-governadora Wilma de Faria, falecida há poucos meses.

Na sua alça de mira, Holanda tem como foco o desembarque na Assembleia Legislativa.

Há tempos que ele tange esse projeto pessoal.

Holanda é ex-secretário de Justiça e Cidadania (SEJUC) do Rio Grande do Norte, na gestão de Rosalba Ciarlini (PP).

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Categoria(s): Política
  • Repet
quinta-feira - 29/06/2017 - 18:37h
Natal

Mesa diretora tem alteração devido falecimento de Wilma


Do Blog do FM e Blog Carlos Santos

Os vereadores de Natal elegeram por unanimidade o vereador Sueldo Medeiros (PHS), 2º Vice-presidente da Mesa Diretora da Casa.

Ele assume a vaga deixada pela ex-vereadora e ex-governadora Wilma de Faria (PTdoB), que faleceu no dia 15 de junho.

Sueldo passa a integrar a Mesa Diretora da Câmara até dezembro de 2018.

O suplente de vereador Dickson Nasser Júnior (PSDB) assumiu a titularidade do mandato, em face do falecimento de Wilma.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 20/06/2017 - 15:05h
Rio Branco

Sandra propõe nome de Wilma para avenida de Mossoró


Wilma: avenida que ajudou a mudar (Foto: arquivo)

Na sessão da Câmara Municipal de Mossoró de hoje (20), a vereadora Sandra Rosado (PSB) homenageou, em discurso na tribuna, a ex-governadora Wilma de Faria, falecida quinta-feira (15).

A parlamentar disse que Wilma merece homenagem à altura em Mossoró, sua terra natal, e anunciou Projeto de Lei, denominando Avenida Rio Branco de Governadora Wilma de Faria.

Nota do Blog – Justa homenagem. Foi o maior nome do governo estadual em favor de Mossoró nas últimas décadas. Seu acervo de realizações é exponencial, em favor de sua terra natal – Mossoró.

A própria Avenida Rio Branco, com Corredor Cultural cheio de equipamentos públicos que mudaram a cara da região central da cidade, não teria se tornado realidade sem ela.

Aplausos.

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Categoria(s): Política
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sábado - 17/06/2017 - 07:54h
Wilma

Que siga em paz!


Por Raíssa Tâmisa

Wilma de Faria foi e representa pra mim a primeira grande experiência com a decepção.

Tinha uma relação de distância e admiração com ela que, junto com alguns afetos da época também contribuíram com esse arranhão, que por dez anos feriu e custou o sossego do meu universo mais precioso: minha casa. E o resultado, a interrupção do maior projeto de cultura feito no Rio Grande do Norte.

Wilma foi uma grande decepção porque eu cheguei a acreditar muito nela. Eu acreditei e não me arrependo.

Talvez por isso a notícia da sua morte não passou indiferente pelos meus sentimentos.

O inconsciente trouxe alguns segundos de reflexão e silêncio enquanto lembrei dela lá no sítio da gente, pedindo silêncio e que eu cantasse “Valsinha de Chico” junto com ela. Logo depois, veio a imagem da última vez que a vi, num show de Isaque Galvão no Praia shopping, ela sentada na mesa ao lado da que eu estava com amigos e eu fiz questão de não cumprimentá-la.

Também não me arrependo.

Chorei de raiva nesse dia.

As duas cenas alternaram na lembrança, e me deixo ser solidária às duas mins, eu criança vendo a construção de um sonho e depois, mais velha, derrubando o castelo de areia. É disso também que é feito o crescimento, né?

Como disse, repito, a notícia não passou indiferente. O fim é triste e o dela foi sofrido.

Lamentei sinceramente, mas não consigo perdoar.

Que siga em paz!

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Categoria(s): Crônica
sexta-feira - 16/06/2017 - 08:20h
Hoje

Velório e sepultamento de Wilma de Faria têm mudanças


O corpo da ex-governadora Wilma de Faria (PTdoB), que faleceu às 23h40 desta quinta-feira (15), será velado a partir das 9h da manhã desta sexta-feira (16), na Catedral Metropolitana, em Natal.

Houve mudanças de horário e local anteriormente divulgados pela família (veja AQUI).

Às 18h, será realizada missa de corpo presente e às 19h o cortejo segue para o cemitério e crematório Morada da Paz, em Emaús (Parnamirim), onde será sepultado às 20h.

O Grupo Vila disponibilizou em seu site – www.grupovila.com.br/obituario – as informações sobre o funeral, além de um mural para envio de mensagens virtuais e a opção de envio de coroas de flores para a família com o serviço de Floricultura Online.

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Categoria(s): Política
  • Repet
sexta-feira - 16/06/2017 - 07:28h
Por François Silvestre

Wilma de Faria – uma crônica vitoriosa


Por François Silvestre

Disse um poeta, na sua lira, que “a morte não separa ninguém, quem separa é a vida”. Soube ainda de madrugada, pela Coluna do Herzog, de Carlos Santos, do falecimento da ex-Governadora Wilma de Faria.

Veio-me à memória um episódio da campanha para o Governo do Estado em 2002, em que ela foi candidata e vitoriosa.

Wilma: no palanque, governadora, em 23-07-06 (Foto: arquivo)

Dormimos em Martins, e após o café da manhã em Cajuais da Serra, descemos para uma movimentação em Umarizal. Fomos no meu carro, em cujo trajeto eu alertei para possíveis reações negativas contra ela. Wilma disse: “Não se preocupe. Estou acostumada”.

Faríamos uma caminhada pela feira e, se possível, um comício. A feira de Umarizal espalha-se por vários lugares da cidade. A primeira parada foi na feira da Rua Nova, onde há um pequeno mercado de carnes e vendedores ambulantes de cereais e legumes. Além de bancas com bebidas e comidas. Tem de tudo.

Ao descermos, caminhamos para o meio do burburinho. Aí, minha surpresa. Até pessoas que diziam não votarem nela trataram-na com gentileza. Ela foi cumprimentando as pessoas e o aglomerado aumentando.

A coordenação da campanha entendeu que a ocasião se prestava a um comício relâmpago. Os candidatos, inclusive a senador, Ismael Wanderley, decidiram que só falaríamos Wilma e eu. Não havia palanque.

Um feirante ofereceu sua camioneta, com sacos de feijão, para substituir o palanque. E assim foi. Não poderia haver um palanque mais sertanejo. Em cima do feijão, na feira de Umarizal, falamos Wilma e eu.

Tempos depois, ela me disse: “Foi um dos momentos mais bonitos da campanha”.

Que lhe seja leve a terra da sua terra!

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Categoria(s): Crônica / Política
quinta-feira - 15/06/2017 - 19:10h
Wilma de Faria

Amigos e família em fé


Coleto informação de fonte segura que aponta ser praticamente irreversível quadro de saúde de Wilma de Faria (PTdoB), atual vereadora e ex-governadora do Rio Grande do Norte.

Família e amigos têm fé.

Ela está internada na Casa de Saúde São Lucas em Natal.

Leia também: Wilma de Faria e a pressa desmedida por um “furo” de nada (AQUI).

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Categoria(s): Política
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quinta-feira - 15/06/2017 - 07:53h
Política e jornalismo

Wilma de Faria e a pressa desmedida por um “furo” de nada


Segue delicado o quadro de saúde da vereadora em Natal e ex-governadora Wilma de Faria (PTdoB) – veja AQUI. Ela está internada na Casa de Saúde São Lucas em Petrópolis, Natal, enfrentando um câncer.

Wilma: saúde bem delicada e excessos alheios na Web (Foto: arquivo)

Mas durante boa parte do dia passado, incontáveis pessoas em redes sociais noticiavam o falecimento de Wilma. Postura absurda, na ânsia de “dar o furo”.

O “furo” jornalístico perdeu aquele peso lendário de outrora. As principais fontes de notícia irradiam de forma autônoma suas “verdades”; a tecnologia cibernética e móvel não para de obrigar a mídia (e o jornalista) convencional a se adaptar – além de termos em formação uma nova relação de empregabilidade e renda.

O gol de placa do jornalismo, o “furo”, hoje não passa de um ‘furinho’. Às vezes não leva mais do que segundos de vida, sem dar notoriedade alguma ao seu autor. É mais fácil que provoque embaraços e “barrigada” (jargão que significa quando o veículo/jornalista oferece uma informação com erros graves).

Paradoxalmente mais difícil

Com o advento da notícia em tempo real, a utilização das teclas Control C/Control V (copia, cola) replicando tudo – muitas vezes sem respeitar o crédito de quem produziu a matéria, ficou paradoxalmente mais difícil ser um bom jornalista. Fácil é ser comum.

A pressa é, sim, inimiga da perfeição.

A notícia bem-elaborada, o outro lado da notícia e o aprofundamento do fato ganham ainda maior importância. “Fechar o jornal” não encerra os acontecimento. Nada fica mais pro dia seguinte. É tudo já, agora, mas mesmo assim com métodos, exigências de sempre para o comunicador.

Muita gente que tem um Twitter/Facebook etc. acredita piamente que faz “jornalismo” ao divulgar informações sem qualquer tipo de checagem, responsabilidade com as fontes, fatos e com a própria sociedade e pessoas envolvidas.

Com isso, torna situações já particularmente dramáticas em algo ainda mais angustiante.

Lamentável.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
quarta-feira - 14/06/2017 - 13:46h
Wilma de Faria

Saúde de vereadora e ex-governadora inspira cuidados


Do Blog do Heitor Gregório

O estado de saúde da ex-governadora Wilma de Faria (PTdoB) é considerado delicado pela equipe médica que lhe acompanha no Hospital São Lucas, em Natal.

A atual vereadora de Natal vem em tratamento contra o Câncer já há mais de um ano.

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Categoria(s): Política
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terça-feira - 16/05/2017 - 11:07h
Campanha 2002

Delatora diz que Henrique Alves pagou campanha “por fora”


Do jornal O Estado de São Paulo

Em depoimento do Ministério Público Federal, a empresária Mônica Moura declarou que, em 2002, acertou caixa 2 para a campanha de Henrique Eduardo Alves (PMDB) ao Governo do Rio Grande do Norte. A combinação, segundo a delatora e mulher do marqueteiro João Santana, se deu com o próprio Henrique Alves, ex-ministro do Turismo (Governo Temer).

Mônica Moura relatou que o peemedebista era o candidato de Garibaldi Alves Filho ao governo naquele ano. Segundo a empresária, Henrique Alves deixou a campanha no início, ‘antes de começar o horário gratuito’, e deu lugar a Fernando Freire.

Henrique terminou não sendo candidato a governador àquele ano e o nome foi Fernando Freire (Foto: Reuters/Ueslei Marcelino)

“Essa campanha foi mais ou menos uns 4 milhões, 4,5, 5 milhões o valor acho que do primeiro turno, que foi pago da mesma forma. Esse meu acerto de campanha foi feito com Henrique Alves, porque ele era o candidato, então acertei diretamente com ele e que receberia, e aí, ele pediu para pagar uma parte por fora e uma parte por dentro. Nós tivemos um contrato menor, nessa época, bem menor do que a parte paga em caixa 2. Ele mandou alguém pagar”, declarou.

A delatora disse que após a saída de Henrique Alves, ‘assumiu o Fernando Freire, que era o vice do Garibaldi’.

“Ele virou o candidato de repente e nós fizemos a campanha com ele”, afirmou. “Logo no início, eu não me lembro como foi, o que foi que a gente recebeu durante o pequeno período em que o Henrique Alves foi candidato. Mas logo depois assumiu Fernando Freire, que era o governador, e aí Fernando Freire assumiu o pagamento dessa parte não oficial. Ele mandava gente dele entregar dinheiro a gente no hotel em que a gente estava”, relatou.

O Ministério Público Federal perguntou Mônica Moura sobre o porquê de Henrique Eduardo Alves ter acertado o pagamento dos custos.

“Porque ele ia ser o candidato, ele era o candidato. Ele que ia resolver, ele tinha condições de resolver os pagamentos, né? Eu nunca falei de dinheiro com Garibaldi, foi sempre com Henrique Eduardo Alves”, narrou.

O outro lado

Henrique Alves e Fernando Freire manifestam-se sobre o assunto em pauta, através de suas assessorias:

Nota à Imprensa

Em relação ao trecho da delação de MÔNICA MOURA em que esta teria afirmado que HENRIQUE EDUARDO ALVES teria acertado pagamento de valores por fora para a campanha ao Governo do Rio Grande do Norte no ano de 2002, vimos esclarecer o que segue:

As afirmações da mencionada publicitária sobre fatos ocorridos há quase 15 anos não são verdadeiras.

HENRIQUE EDUARDO ALVES jamais discutiu contrato de propaganda para campanha ao cargo de Governador do Rio Grande do Norte com MÔNICA MOURA. Aliás, o candidato antecipadamente lançado naquele ano pela coligação sequer pertencia ao PMDB.

No ano de 2002 HENRIQUE já chegou à convenção do PMDB, realizada no mês de junho, como candidato a Deputado Federal e sua campanha foi realizada por publicitários do Rio Grande do Norte.

Por estas razões, a defesa repudia veementemente qualquer insinuação de sua participação nos atos ilícitos que lhe foram atribuídos.

Brasília, 16 de maio de 2017. Marcelo Leal de Lima Oliveira – OAB/DF 21.932

Advogado Flaviano Fernandes – que defende Fernando Freire:

“Adotaremos apenas a descrição de nos manifestarmos nos autos se existirem autos que venham apurar esse fato, visto que já se encontram prescritos – faz 15 anos.”

Veja matéria completa clicando AQUI.

Nota do Blog – A campanha eleitoral de 2002 foi vencida por Wilma de Faria (então no PSB). Ela foi para o segundo turno após vencer as chapas Fernando Bezerra (PTB)-Carlos Augusto Rosado (PFL) e Fernando Freire-Laíre Rosado (PMDB), também. Tinha como vice o deputado Antônio Jácome. Disputou o segundo turno contra Freire.

Henrique era nome “certo” para ser vice na chapa presidencial do senador José Serra (PSDB), mas reportagem da revista IstoÉ (veja AQUIAQUI) implodiu sua postulação.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 11/05/2017 - 23:07h
Fernando Freire

Ex-governador do RN é citado em delação de marqueteiros


A Justiça Federal em cinco Estados, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) são os destinos dos pedidos de providência encaminhados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) à Corte com base nas delações dos marqueteiros João Santana e Monica Moura e de André Santana, funcionário do casal.

Freire: mais problema (Foto: reprodução)

Sem contar os estrangeiros, dezesseis políticos brasileiros são citados em 21 petições – a 22ª ainda não teve o conteúdo divulgado.

Só o Paraná receberá metade das petições, 11, a serem analisadas na primeira instância, pela Procuradoria da República no Estado e pelo juiz Federal Sérgio Moro. As seções da Justiça Federal nos Estados de Rio Grande do Norte, Sergipe, Mato Grosso do Sul e São Paulo receberão um caso cada uma.

Fernando Freire

No Rio Grande do Norte aparece o ex-governador Fernando Freire, ave rara na política do RN, que está preso devido o chamado “Máfia dos gafanhotos”. Recentemente ele teve nova condenação (veja AQUI).

O ex-governador foi citado como  um dos beneficiados com trabalho do casal João Santana-Mônica Moura, marqueteiros que teriam feito sua campanha ao governo estadual em 2002 e recebido pagamento de “caixa 2″.

Fernando Freire à época era governador. Vice de Garibaldi Filho (PMDB), que se desincompatibilizou do cargo de governador para ser candidato ao Senado, Freire foi à disputa e terminou derrotado por Wilma de Faria (à época no PSB).

Veja AQUI detalhes sobre a delação de João Santana e Mônica Moura.

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Categoria(s): Política
  • Repet
sábado - 22/04/2017 - 16:25h
Conversando com... Milton Marques

“Eu acho que sou um homem simples… em paz!”


Abaixo, o Blog Carlos Santos apresenta a íntegra de entrevista feita pela jornalista Ana Paula Cadengue, para o jornal O Mossoroense, em julho de 2007.

Ela conversava com o professor Milton Marques de Medeiros, falecido hoje (veja AQUI). Leia:

Nascido em Upanema no dia 9 de julho de 1940, filho de pai tabelião e mãe doméstica, Milton Marques de Medeiros é casado com Zilene e  tem quatro filhos e três netos.

Médico, advogado, professor, empresário e atual reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), ele veio para Mossoró aos seis anos de idade para estudar e considera o apoio da família, a educação da família fundamental.

Nesta entrevista, Milton Marques nos conta um pouco sobre a sua vida e seus desafios, e se define como “um homem a serviço”.

Por: Ana Paula Cadengue

O Mossoroense – Com quantos anos você veio para Mossoró?

Milton Marques - Vim cedo, aos seis anos de idade, para estudar porque minha cidade era pequena e meu pai e meu irmão mais velho tinham interesse que eu estudasse…  Aqui, fui morar com uma tia, Donana Bezerra. Uma santa, que teve 12 filhos e ainda me acolheu dentro de casa. Era um grupo de muitas crianças e jovens.

OM – Como foi a experiência de sair de casa tão cedo?

MM – Essa é uma experiência que com o tempo é que a pessoa vai percebendo que há diferenças, principalmente na tolerância, na questão de suportar situações novas, sem que isso pareça tão estranho.

Eu vim  de um lar com bastante afeto, amor por parte de meu pai e de minha mãe e fui morar numa residência que tinha muitos irmãos, um prole muito numerosa, e foi uma experiência muito boa e dolorida algumas vezes, porque a gente sai de um contexto  muito individual, já que era o filho mais novo, para um contexto onde você passa a ser semelhante aos demais e tem que aprender a dividir a atenção. Mas, ela e seu Né Bezerra, que foram meus orientadores, meus tutores, eram muito bons, delicados, afáveis, queriam muito bem aos filhos e eu acho que nós nos criamos num ambiente muito bom, sadio.

OM – Ficou em Mossoró até quando?

Milton Marques faleceu hoje em Fortaleza (Ceará) - Foto: arquivo

MM - Eu fiquei até terminar o segundo científico no Colégio Diocesano Santa Luzia. Como eu pretendia fazer vestibular para Medicina e aqui em Mossoró não tinha esse curso, eu me desloquei a João Pessoa, na Paraíba.

OM – Estudar Medicina numa outra cidade e desta vez sem família… O senhor tinha quantos anos?

MM - Eu estava com vinte e poucos anos, vinte e dois, mas também fui morar na residência de outra família. Porque naquele tempo existiam poucas chances, a não ser através das famílias. Era muito comum os jovens que queriam estudar e as famílias acolhiam com facilidade. Era uma família daqui de Mossoró que já estava morando há algum tempo em João Pessoa, a família Leite.

Depois eu fui para São Paulo, onde fiz especialização na USP, Universidade de São Paulo, em psiquiatria.

OM – Por que psiquiatria?

MM – Quando chegou determinada fase da evolução do curso, lá pelo terceiro ano do curso, começam a surgir os pendores e eu comecei a ver… a cirurgia eu achava que era muito repetitivo, muito comum, um parto era sempre o mesmo parto, aí fui para outras especialidades e fui parar na psiquiatria. A psiquiatria era uma especialidade que, na época, exigia bastante.

OM – São Paulo nos anos 60, como foi a experiência?

MM – Muito interessante. A residência não era de ficar residindo mesmo no hospital, então eu morei com uns amigos numa república. A juventude ajuda bastante a gente, São Paulo não era tão grande como é hoje e o caráter científico prendia muito a gente.

OM – Dos anos 60 para cá, houve grandes mudanças no tratamento das pessoas portadoras de distúrbios mentais. Como foi essa passagem?

MM – O que aconteceu é que naquela época o profissional que cuidava da saúde mental era o médico. Basicamente, existiam muito poucos enfermeiros, não existia o assistente social, o psicólogo, o terapeuta ocupacional… O doente era cuidado só pela medicina e hoje é cuidado por uma equipe multidisciplinar. Conseqüentemente, mudaram todos os métodos de tratamento, que foram sendo acrescidos, humanizados.

Mas, eu quero destacar que a saúde mental ainda continua na mão do médico, os outros profissionais auxiliam, mas na verdade ainda continua na mão do médico porque os quadros profundos continuam os mesmos. Há dois mil anos as pessoas se suicidam. O que acontece com a saúde mental é que falta “o” remédio.

Por que é que não acabam os hospitais de psiquiatria? Porque até agora não apareceu a droga heróica que a pessoa ao tomar fique boa imediatamente, como aconteceu com a tuberculose, com a hanseníase. Não existem mais hospitais de tuberculose e de hanseníase porque apareceu a droga que cuida em casa mesmo. No dia em que aparecer uma medicação que cure a psicose maníaco-depressiva, a esquizofrenia, com certeza os hospitais não vão ter mais necessidade de existir.

OM – Da vida médica para a vida acadêmica…

MM - Eu desde cedo que tenho uma vocação para a academia, para se ter uma idéia, eu nunca deixei de ensinar. Na época que eu era estudante, existia o Colégio Universitário,  em João Pessoa, e eu já dava aulas de química. Em São Paulo, eu não ensinei, mas assim que voltei para Mossoró eu comecei a ensinar na Faculdade de Enfermagem, na FURRN. Depois eu terminei o curso de Direito e comecei a ensinar também no curso de Direito e ainda consegui ser professor do curso de Medicina e, por último, cheguei aqui na Reitoria.

OM – É um desafio?

MM - É. Hoje a Universidade está passando por um processo de reestruturação, consolidação do que foi implantado recentemente. A Universidade implantou 18 cursos novos, faculdades inteiras, campus inteiros. Esses pontos passaram a ser desafiadores porque a demanda para que se tenha estrutura física, laboratórios, equipamentos, transporte, acervo bibliográfico, professores é muito grande. A demanda passou a ser maior do que a oferta orçamentária e financeira. Para este ano nós precisamos de 21 milhões de reais para a estrutura física e operacional da Universidade. Nós estamos com seis milhões de reais. O que tem que fazer?convocar todos e dizer: gente, vamos escolher as prioridades. Mas, é claro, que as pessoas nem sempre estão dispostas a fazer parte desse pacto. Mas eu estou dizendo para a comunidade universitária que em três anos – 2007, 2008 e 2009 –  o nosso projeto é que a Universidade fique pronta. Porque se nós aplicarmos seis milhões este ano, sete no próximo e oito no seguinte, nós teremos exatamente vinte e um milhões de reais.

OM – O senhor considera que houve um crescimento sem planejamento?

MM - É verdade, deveria sempre se fazer o seguinte: quando se fosse criar um curso, deveria ter se criado a área física, salas de aula, laboratórios, equipamentos. Mas não houve isso, a Universidade criou o curso sem a parte física que ficou na dependência de outras instituições.

OM – Médico, advogado, professor, atual reitor, empresário. O senhor também tem pretensões políticas?

MM - Não, eu não tenho essa pretensão política. Há sempre uma posição de estar presente na comunidade. Como médico eu passei 35 anos atuando, atendendo, até que chegou o ponto que eu entendi que tinha que deixar essa parte para a nova geração. Como professor eu também continuei atuando normalmente na Universidade até chegar à Reitoria, onde continuo a fazer a prestação desse serviço público. Quero ver se consigo também fazer parte da comunidade dentro da atividade pública, mas não tenho projeto político.

OM – Essa sempre é a conversa pré-eleitoral…

MM - O que eu vejo é que a atividade política deve ser exercida por quem já está no exercício da política. Quem tem e quem deve ter prioridade para qualquer cargo político deve ser as pessoas que já estão identificadas com a política. Por exemplo nesse grupo nosso, com a governadora Wilma de Faria, quem que aqui em Mossoró tem representação política? É a deputada Sandra  Rosado, é a deputada Larissa Rosado, que além de deputada é secretária de governo, é o próprio secretário Marcelo Rosado, Renato Fernandes… Então eu vejo que tem um leque de pessoas que estão identificadas com a política, que já fazem a sua atuação ligada à política, que tem vocação, que fazem grandes e excelentes trabalhos nas suas áreas. Então, eu só vejo que a comunidade deva primeiro ter que olhar essa parte dos políticos. A parte que me cabe é uma parte mais de trabalho junto à sociedade, da prestação de serviços, seja como privado ou como público.

OM – Escorregadio?

MM - Não. A política precisa que a pessoa tenha um certo histórico… e eu nem sou filiado a partido político.

OM – O senhor trabalha com a gestão pública…

MM – Eu vejo que eu tenho prestado bastante serviços públicos, já fui secretário de Saúde, diretor do Inamps, presidente do IPE e hoje já estou aqui dando a minha contribuição, dentro das milhas limitações, à Universidade. Olhando para trás, não me vejo identificado com parte política propriamente, isso é uma arte, precisa saber fazer, ter o apoio da comunidade, da sociedade. Eu vejo que hoje tem que se racionar em quem já está nesse processo. Eu fico bem acomodado na minha posição de reitor…

OM – Com direito à reeleição?

MM - (risos) Eu juro que não estou pensando… ainda não me apareceu na cabeça isso não…

OM – Como se define o homem Milton Marques?

MM - Eu acho que sou um homem simples, que vem de família humilde, que esteve presente em vários momentos da sociedade como estudante, como profissional, como operador na parte pública e que por isso ganhou  certa capacidade de suportar situações novas, enfrentar desafios. Considero-me dinâmico, não consigo conviver com a inércia, ligado ao pijama. Eu ainda me considero bastante ativo, pró-ativo social e muito em paz, sem maiores ambições, conformado com o processo de vida.

OM – O que vai pedir de presente de aniversário?

MM - Saúde, paz e até certo ponto forças a Deus para continuar esse trabalho. Eu me considero a serviço, a serviço da comunidade.

OM – A pergunta que não quer calar: por que tirar o bigode depois de tantos anos?

MM – Porque ele foi ficando cada vez mais branco (risos) e a tinta começou a não pegar mais, não é por vaidade, mas começou a ficar incômodo, difícil, uma mão-de-obra… Tinha que pintar ou então deixar branco, um branco diferente do cabelo que já está começando a ficar branco…

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sábado - 22/04/2017 - 10:25h
Documento histórico

Veja “Raio X” com “Tudo sobre a delação da Odebrecht”


O portal G1 colocou no ar um documento expressivo em relação à Operação Lava Jato.

Abriu página especial com “Raio X” do caso. “Tudo sobre a Delação da Odebrecht” é o título do material especial que tem permanente atualização para o internauta acompanhar a apuração judicial.

Os políticos citados, apelidos, os pontos-chave das delações, os inquéritos e as petições, os vídeos e perfil da da Construtora Norberto Odebrecht da empresa estão expostos.

No caso do Rio Grande do Norte, é possível colher todas as minudências dos nomes citados até aqui na lista do ministro-relator dessa demanda no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin:

Robinson Faria (PSD) – AQUI;

José Agripino (DEM) – AQUI;

Garibaldi Filho (PMDB) – AQUI;

Felipe Maia (DEM) – AQUI;

Fábio Faria (PSD) – AQUI;

Rosalba Ciarlini (PP) – AQUI;

Wilma de Faria (PTdoB) – AQUI;

Henrique Alves (PMDB) – AQUI;

Iberê Ferreira (PSB, já falecido) – AQUI.

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quarta-feira - 19/04/2017 - 18:20h
Dickson Nasser Júnior

Suplente assume vaga de titular em Câmara Municipal


O suplente de vereador Dickson Nasser Júnior (PSDB) vai ficar por pelo menos trinta dias na titularidade de vaga na Câmara Municipal do Natal. Assume em lugar de Wilma de Faria (PTdoB) – veja AQUI -, que precisou se afastar.

Ele tomou posse na manhã de hoje (19), em posse protocolar.

O pai de Júnior já foi vereador.

Dickson Nasser (veja AQUI) foi condenado a pena de 4 anos, três meses e dez dias de reclusão após uma decisão condenatória do juiz da 4ª vara Criminal, Raimundo Carlyle de Oliveira Costa, por envolvimento na denominada “Operação Impacto”.

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terça-feira - 18/04/2017 - 17:00h
Natal

Ex-governadora entra com pedido de afastamento


A vereadora Wilma de Faria (PTdoB) formalizou esta semana o pedido de afastamento temporário das funções na Câmara Municipal do Natal. Dará continuidade ao tratamento de saúde ao qual tem sido submetida nos últimos meses.

No último dia 10, a ex-governadora passou por um procedimento cirúrgico simples no Hospital do Coração e, a partir de agora, iniciará uma nova fase do tratamento.

Wilma tem-se recuperado bem e deverá retornar em breve às suas atividades na Câmara Municipal do Natal. Essa é sua expectativa.

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  • Curso de Oratória de Francisco Lavor em Mossoró 15 a 28-01-18 veiculação - RODAPÉ
domingo - 16/04/2017 - 07:12h
O outro lado

Procurador nega envolvimento com propinas da Odebrecht


Carlos Santa Rosa D’Albuquerque Castim, Procurador-Geral do Município De Natal, emitiu nota à imprensa, dando posicionamento pessoal sobre o envolvimento de seu nome (veja AQUI) em delação premiada na Operação Lava Jato. Ele nega qualquer envolvimento em intermediação de propina com a Construtora Norberto Odebrecht. Leia abaixo:

NOTA À IMPRENSA

Na manhã deste sábado (15) fui totalmente pego de surpresa pela notícia de que meu nome havia sido citado em um depoimento de um ex-diretor da construtora Norberto Odebrecht, envolvendo suposto pagamento de colaboração financeira para campanha ao Governo Wilma de Faria.

Sobre tal fato, é preciso, em respeito à verdade, aos meus colegas de profissão e de secretariado, bem como à população natalense a quem sirvo, prestar os seguintes esclarecimentos:

1          -           Ouvindo cuidadosamente o depoimento do Senhor Arial Parente, ex-diretor da Construtora Norberto Odebrecht, destaca-se que: EM MOMENTO ALGUM DE SEU DEPOIMENTO, o depoente diz ter intermediado ou tratado COMIGO, a respeito de qualquer pagamento ao Governo Wilma de Faria;

2          -           A ÚNICA VEZ em que meu nome é mencionado, se refere a um contexto de pessoas que TALVEZ, tivessem sido INFORMADAS sobre as senhas para liberação do suposto pagamento autorizado pela empresa. Adiante, o mesmo depoente afirma não saber quem recebeu o valor;

3          -           Para melhor esclarecimento e para que nenhuma dúvida paire a respeito do que foi falado pelo depoente envolvendo o meu nome, é importante reproduzir fielmente, abaixo, a parte que se refere ao meu nome. Assim, diz o depoente:

“ As senhas e as datas de pagamento eram informadas, POSSIVELMENTE à Carlos Faria ou TALVEZ à Carlos Castim, então secretário adjunto, ou TALVEZ a outras pessoas que não me recordo.”;

04       -           Ainda com relação à data em que esse suposto pagamento ou comunicação sobre a liberação das senhas e respectivo pagamento teria ocorrido, o ex-diretor afirma literalmente o seguinte:

“           Isso foi 2008. Tem 8 (OITO) anos. Nessa época eu estava com várias obras tocando simultaneamente, com muitos problemas; falta de dinheiro, obras paralisadas e… Então o Pacífico (diretor da Odebrecht) autorizou esse pagamento com a finalidade de não faltar recursos para obra…”;

05       -           DOIS PONTOS desse depoimento merecem ser destacados: O primeiro é a palavra TALVEZ (ADVÉRBIO DE DÚVIDA) empregada pelo ex-diretor ao se referir à minha pessoa, assim como quando se dirige “… TALVEZ a várias outras pessoas que não me recordo”. O segundo ponto é que em 2008, eu já não era mais Secretário Adjunto da Casa Civil do Governo do Estado, função que desempenhei até janeiro de 2007;

06       -           Acredito, com toda a tranquilidade de minha consciência, que a citação ao meu nome no depoimento do ex-diretor da Odebrecht, se deve, única e exclusivamente, ao fato de ter, no período de 2003 até janeiro de 2007, ocupado o cargo de Secretário Adjunto do Gabinete Civil, sendo responsável pelo acompanhamento dos problemas administrativos internos do GAC e demais Secretarias e órgãos da Administração Direta e Indireta do Governo do Estado. Assim sendo, afirmo que JAMAIS tratei de qualquer assunto de natureza política e/ou empresarial, porquanto não era da minha alçada.

Natal, em 15 de abril de 2017.

Carlos Santa Rosa D’Albuquerque Castim – Procurador-Geral do Município De Natal.

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Categoria(s): Política
sábado - 15/04/2017 - 15:56h
Odebrecht

Delator detalha ‘apoio’ a Garibaldi Filho, Wilma e Iberê


Por Dinarte Assunção (Blog ID)

Em depoimento a procuradores da República no Rio Grande do Norte, em dezembro passado, o ex-diretor da Odebrecht Ariel Parente, relatou que, das tratativas de que ele participou, os repasses para o senador Garibaldi Filho  foram considerados um investimento da construtora, pois sua influência poderia ser útil no futuro.

“João Pacífico (chefe da Odebrecht para o Nordeste) veio a Natal e tivemos reunião na casa de Garibaldi. Lá, pacífico relatou que iríamos contribuir com R$ 200 mil, que foram pagos em duas parcelas”, explicou Parente.

“O senador agradeceu, indicou um interlocutor para operacionalizar, que eu não recordo o nome. Alguém com nome de Leopoldo ou Lindolfo, alguma coisa assim… Era um nome parecido com esse.”

Segundo o delator, o interlocutor do senador foi informado sobre as datas de pagamento. “Não me recordo se o recebimento foi em casa de câmbio em Recife ou São Paulo”.

Nas planilhas, o senador tinha o codinome de “Lento”.

Wilma de Faria (“Cobra”) e Iberê Ferreira (“Hospital”) também receberam propina, diz delator

O ex-diretor da Odebrecht Ariel Parente afirmou em delação premiada que pagou propina no valor de R$ 1.145.000,00 para a ex-governadora Wilma de Faria e o ex-governador Iberê Ferreira de Souza. O valor foi desviado, contou o delator, das contrapartidas do Governo do Estado para a obra da Estação de Tratamento de Esgoto do Baldo, inaugurada em 2010.

De acordo com Ariel, o pleito teria sido feito pelo irmão da ex-governadora Carlos Faria, secretário-chefe do Gabinete Civil do governo Wilma.

Nas planilhas, Wilma está relacionada ao codinome “Cobra”; Iberê, “Hospital”, referência à sua saúde, já que, em 2010, ele enfrentava um câncer, cujas complicações lhe levariam à morte posteriormente.

Ainda de acordo com o relato de Parente, Iberê, quando assumiu o governo em março de 2010, o procurou solicitando dinheiro para a campanha. Ele afirmou que não poderia contribuir já queo Estado estava devendo à Odebrecht.

“Ele prometeu que nos pagaria e eu destinei parte dos últimos pagamentos que estão no sistema para Iberê”, explicou o delator.

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Categoria(s): Política
  • Repet
sábado - 25/03/2017 - 07:26h
Notícia real

Wilma de Faria vivinha da silva


Vários endereços na Internet noticiaram ao final da noite de ontem (sexta-feira, 24), o falecimento da vereadora em Natal e ex-governadora Wilma de Faria (PTdoB).

Ela está vivinha da silva.

Passou por procedimentos médicos em São Paulo e deverá retornar a Natal à retomada de seus compromissos.

Quanta irresponsabilidade nessa modalidade de notícia!

Checar informação parece algo proibitivo para muita gente, que acredita ser um “feito” dar “furo” na era da Internet.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 16/02/2017 - 09:34h
Pobre Mossoró!

Praça da Convivência segue seu vertiginoso abandono


Praça da Convivência antes era assim (Foto: arquivo)

A “Praça da Convivência” em Mossoró segue seu vertiginoso abandono na atual gestão municipal.

Está em boa parte às escuras, sem segurança, banheiros imundos (e muitas vezes sem água), estrutura física se desmancha a olhos vistos e várias lojas foram fechadas ou simplesmente abandonadas.

Esse equipamento das gestões Wilma de Faria e Fafá Rosado virou referência de Mossoró além de seus limites, dando-lhe ar cosmopolita.

Aos poucos avança para simbolizar o inverso: retrato do abandono e atraso.

Pobre Mossoró!

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Categoria(s): Administração Pública / Economia
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