domingo - 30/11/2025 - 12:12h

Digo

Por Bruno Ernesto

Máquina datilografia Smith-corona (Foto: Bruno Ernesto, 11/2025)

Máquina datilografia Smith-corona (Foto: Bruno Ernesto, 11/2025)

Quem tem mais de quarenta anos de idade – me arrisco a dizer -, pelo menos uma vez na vida passou as ponta dos dedos num teclado de uma máquina de datilografar. Se não passou, dificilmente não pôs os olhos numa delas.

Claro, antes dos computadores eletrônicos e, agora, os esmartefones – sim, desse jeito -, as máquinas de datilografia reinaram por mais de um século.

Qualquer local onde a burocracia reinava plenamente, ela estava lá posta. Às vezes às dezenas. Um batalhão de sincopado de dedos rijos, praticamente em riste, que avançava e recuava tecla por tecla, pinçando letra por letra, num frenesi e no limiar do erro.

Uma vez chancelada a letra no papel, não se podia retroceder. Não se podia perder a concentração, nem o raciocínio.

Quem tinha o pensamento ordenado e os dedos firmes tinha vantagem e, evidentemente, até os mais habilidosos datilógrafos também estavam fadados ao erro.

Quando acontecia, lançava-se mão da simples colocação “digo”, e se retificava o erro.

E assim, incontáveis textos nasceram de cabeças extraordinárias, mãos e dedos firmes e disposição para enfrentar essa batalha com o erro que espreitava o datilógrafo do início ao final.

Há vantagens e desvantagens no uso dessas máquinas, pois não precisam de energia elétrica nem sinal de telecomunicação para funcionar.

Aliás, acredito que essa antiga tecnologia foi fundamental para o firme raciocínio dos escritores daquele tempo, pois forçava-os a manter o foco, ainda que estivessem apenas transcrevendo um texto manuscrito.

Sempre fui um entusiasta de máquinas de datilografar, mas, confesso, são impraticáveis para o que nos propomos a fazer diariamente.

Nem que lançasse mão de centenas de digo, ainda assim, essas máquinas me são reservadas para outro tipo de produção textual. Se bem que há erros que são necessários, pois o processo de criação textual é assim mesmo.

Ao contrário do que se pena, simplesmente não nos vem à cabeça e, por vezes, é muito trabalhoso e angustiante organizar as ideias e manter a coesão e coerência.

Na verdade, é mais um modo de me desafiar mentalmente. Qualquer dia vou contar quantos digo precisarei utilizar numa crônica.

Todavia, uma coisa tenho certeza: o que tá dito, tá dito. Com erro ou sem erro.

Aliás, se você lê o mesmo que todo mundo lê, fatalmente você vai escrever e pensar como todo mundo pensa.

É uma questão de destino, digo, escolha.

Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor

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Categoria(s): Crônica
domingo - 30/11/2025 - 11:36h

Amanhã é dezembro

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa com uso de recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com uso de recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Mais um mês de dezembro pra conta. De muitos.

Em minha memória, inúmeras lembranças. Eu ficava ansioso pelo início das férias, na praia de Tibau. No entanto, como quase sempre ficava em recuperação na escola, era preciso esperar alguns dias. Enquanto isso, começavam-se pequenos reparos na casa de veraneio, faziam-se reboco e pintura por causa da maresia, consertavam-se alguns móveis; eu ficava mais animado do que “pinto em beira de cerca” com esses preparativos.

Para mim, o mês de dezembro sempre foi envolto em boa aura. Havia algo de mágico. Lá de casa, no centro da cidade, ouvia o badalar dos sinos da Catedral de Santa Luzia, anunciando os festejos da padroeira; era hora de ir comprar uma roupa e sapatos novos, acompanhado por minha mamãe.

Sobre a Festa de Santa Luzia, vale transcrever um fragmento de um texto escrito pelo historiador Geraldo Maia:

“Essa tradição de celebrar a Virgem de Siracusa só deixou de acontecer três vezes ao longo dos anos. Em 1860 e 1865, a igreja passou por uma grande reforma, e o padre da época achou melhor não realizar a festa. E a última vez que a festa não aconteceu foi 1935, quando Padre Mota achou melhor não fazer a festa por causa dos conflitos gerados pelo movimento conhecido como Intentona Comunista”.

No meu tempo de menino/rapaz, à noite, vez ou outra, ia assistir as novenas celebradas por Monsenhor Américo. Depois, gostava de andar pra lá e pra cá na rua da Catedral, onde havia uma ruma de gente, lotada de barracas. Logo após as novenas, o burburinho profano varava noite adentro. Cadê A Mais Bela Voz?

Eu, então, parava na barraca de minha tia, Socorro de “Puca”, pra degustar uma generosa fatia de bolo de leite. Com o passar dos anos, já na qualidade de pai, levava os meus filhos pra passear; comprava aquelas bolas grandes que, no primeiro chute, furavam. Eles jogavam argolas para ganhar uma prenda ou brincavam de pescaria, e sorriam, alegres, pois para as crianças o singelo é sinônimo de felicidade.

No dia 13, o ponto culminante. Uma enorme procissão, com milhares de fiéis, num misto de fé e devoção. Ali, tradição e fé se entrelaçam, com pessoas das mais variadas classes sociais; alguns caminham com pedras na cabeça, outros, vestem-se com as cores da roupa da Santa, e há aqueles que acompanham a procissão com os pés descalços. Sem falar nos milhares de pessoas que ficam nas esquinas, à espera da passagem do andor. Tudo isso, é claro, acompanhado por orações, cânticos e muita, muita emoção.

Sim, amanhã é dezembro, aproveito para garimpar lembranças. Recordo-me da ceia de Natal, na casa dos meus avós, na rua Seis de Janeiro. Um bocado de primos e primas, amigo secreto, mesa farta. Era tão bom. À tarde, ia à casa dos meus primos, jogar bola, na rua ainda de areia. Outras vezes, ia brincar e saborear seriguelas na casa de tia Adna e tio Chico Espínola.

Pois bem. Há quem não goste do mês de Dezembro por ser carregado de lembranças e saudades, com ares de melancolia. Eu, porém, sempre gostei. E ainda gosto.

Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos

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Categoria(s): Crônica
  • Art&C - PMM - PAE - Outubro de 2025
domingo - 30/11/2025 - 10:18h

Textualidades digitais (I)

Por Marcelo Alves

Arte ilustrativa com uso de recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com uso de recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Uma das maiores invenções da humanidade, a escrita é, em quase todas as civilizações, a grande memória da cultura, do passado e para o futuro, cultura essa que, sem ela, não conheceríamos nem conheceremos.

Até a consolidação da imprensa em 1455 (e, mesmo depois, até o desenvolvimento das textualidades digitais), a escrita era, como lembra Fabio Mestriner em “4 pequenas histórias que juntas mudaram o mundo” (M.Books, 2014), “tarefa árdua e dispendiosa que não podia ser empreendida em coisas de menor importância e que não fizessem jus ou não merecessem realmente ser registradas”. O falado poderia ser corrigido imediatamente, mas algo inscrito/gravado não era possível/fácil desdizer ou retificar. A mera seleção para registro acabava cristalizando nossa visão do passado, percepção do presente e expectativa do futuro; o conteúdo desse escrito, sua mensagem, ainda mais.

Num certo sentido, como anota George Steiner em “Lições dos mestres” (Record, 2005), a escrita petrifica o discurso, “torna estático o jogo livre do pensamento. (…) A palavra escrita não escuta o que diz seu leitor. Não toma conhecimento de suas perguntas e objeções”. De fato, as verdades livrescas às vezes transformam a sabedoria, o pensamento, em frio mármore: “tendo sido ditada [e não dialogada], a instrução não é tão ‘didática’ quanto ‘ditatorial’ (juntamente com ‘édito’ e ‘edito’, essas palavras formam uma constelação assustadora)”.

Por outro lado, a sabedoria/ensino oral, como aduz o mesmo George Steiner, “propicia uma grande variedade de erros criativos, com as possibilidades de serem corrigidos e contraditados”. Alguém que fala pode corrigir-se a cada momento. Ele é capaz de instantaneamente retificar a sua mensagem. Talvez por isso, o grande Platão, genial estilista da escrita, tenha manifestado sua desconfiança em relação à palavra escrita, advogando ser somente a palavra dita face a face capaz de conjurar a verdade e assegurar um ensino honesto.

Mas como, então, conciliar essas duas realidades – memória e flexibilidade – aparentemente incompatíveis?

Talvez o bom caminho esteja nas textualidades digitais, hoje superpotencializadas com a revolucionária Internet e que não sabemos onde vai parar com a imprevisível Inteligência Artificial.

É verdade que a textualidade digital, com sua quase infinita capacidade de armazenamento e recuperação da informação, com seus onipresentes arquivos de dados, milita contra a nossa capacidade individual de memorização. Todavia, como anota o citado George Steiner, “de maneira fascinante, a mídia interativa, corretiva e passível de interrupção dos processadores de texto, das textualidades eletrônicas na internet pode vir a ser um retorno à oralidade, ao que Vico chamaria de ricorso. Os textos que aparecem na tela são, em certo sentido, provisórios e em aberto. Essas condições podem restaurar os fatores do ensino autêntico como o praticado por Sócrates e dramatizado por Platão”. Isso é mais do que muito!

Refiro-me aqui às “textualidades digitais” como as formas de “escrita” e comunicação – já mais que presentes na nossa vida, que diuturnamente ressurgem repaginadas e que cada vez mais fazem do nosso cotidiano um ambiente/mundo virtual – proporcionadas pelos já “antigões” processadores de texto (o Word, por exemplo), os muitos sistemas/aplicativos de mensagens (e-mail, WhatsApp, Telegram, entre outros) e as mais diversas redes sociais (como o Facebook, o Twitter/X ou o Instagram), além de blogs, vlogs, plataformas de vídeo/streaming, comunicação via emojis, GIFs ou memes, histórias fanfics e por aí vai.

Caracterizadas pela multimodalidade, hibridez, intertextualidade, objetividade, instantaneidade e interatividade, as “textualidades digitais”, essas novas formas de expressão e interação, são indispensáveis para a comunicação contemporânea. E, da mesma forma que a “escrita tradicional” foi uma das mais revolucionárias criações do homem, pelo impacto que teve nas transformações sociais, boa parte delas ocorridas tendo por causa direta ou indireta aquilo que chamamos de “livros”, as “textualidades digitais” são fundamentais para a nossa participação na sociedade atual. Sua compreensão é fundamental para a inclusão digital/social e para podermos interagir plenamente em um mundo cada vez mais online.

E sobre essa nova “textualidade”, sobretudo suas características, conversaremos um pouco mais na semana que vem.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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Categoria(s): Crônica
domingo - 30/11/2025 - 09:30h

Por que a prisão de Bolsonaro e militares marca a história?

Por Adailson Pinho de Araújo

Por Paulo César Rebouças Torquato Filho

Arte ilustrativa com uso de recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com uso de recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Tentativas ilegais e abertas pelos militares ou outras elites dentro do aparato estatal para depor o Poder Executivo em exercício”. Essa é a definição clássica dos cientistas políticos Jonathan Powell e Clayton Thyne para golpe de Estado. É um conceito minimalista, criado justamente para diferenciar o golpe de outros eventos políticos extremos, como guerras civis, revoltas populares ou assassinatos políticos.

Nos últimos anos, o interesse por esse tema ganhou densidade, sobretudo diante do declínio de diversos índices democráticos em escala global. A polarização política intensificada na última década contribuiu para a politização das instituições e para o aumento da violência política, fatores que podem desencadear golpes de Estado ou tentativas.

Do mesmo modo, a ascensão de lideranças populistas e carismáticas ao longo da última década insere-se no debate global sobre o declínio democrático e a erosão da institucionalidade em diversos países, como El Salvador, Venezuela, Hungria e Guiné-Bissau. No caso brasileiro, o histórico de golpes de Estado confere especial relevância a essa discussão, que ganhou novo fôlego diante da prisão inédita de um ex-presidente da República e de militares de alta patente pela tentativa de golpe de Estado articulada no contexto das eleições de 2022.

Quantos golpes ocorreram nos últimos anos no mundo? 

Ao tentar sistematizar esses eventos, pesquisadores do Centro Cline da Universidade de Illinois criaram o Coup d’État Project, dedicado a registrar globalmente golpes de Estado, sejam eles bem-sucedidos ou fracassados. O banco de dados do projeto cobre eventos golpistas de 1945 a 2024.

O Centro Cline adota uma definição mais abrangente para o fenômeno em comparação a Powell e Thyne: golpe de Estado é um “esforço organizado para efetuar a remoção repentina e irregular (ou seja, ilegal ou extralegal) da autoridade executiva vigente de um governo nacional, ou para destituir as autoridades dos escalões mais altos de um ou mais ramos do governo”.

Para um evento ser classificado como golpe de Estado, alguns critérios precisam ser cumpridos, segundo o Centro Cline:

Deve haver pessoas identificáveis iniciando o golpe.

O alvo precisa ter controle significativo sobre a política nacional.

Deve existir uma ameaça concreta à permanência desses líderes no poder.

O uso de meios ilegais ou irregulares para tentar remover, neutralizar ou depor o alvo.

A ação deve ser organizada.

Assim, os eventos golpistas são classificados em três categorias principais: conspirações (planejamentos frustrados antes da execução), tentativas (ações que falham em depor a autoridade) e golpes consumados (quando a autoridade é efetivamente removida).

No caso brasileiro, os eventos mais recentes foram classificados pelo Centro Cline como conspirações (duas, em dezembro de 2022) e como tentativa de golpe (8 de janeiro de 2023, quando apoiadores bolsonaristas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília). Outros episódios do passado, como os de 1945, 1954, 1955, 1961, 1964 e 1969, são considerados golpes consumados, enquanto 1959 e 1963 entraram na lista de tentativas de golpe.

De fato, a história republicana brasileira convive com rupturas da ordem constitucional desde sua origem, em 1889. A primeira tentativa de golpe identificada pela literatura jurídico-historiográfica é atribuída ao Marechal Deodoro da Fonseca. Em 3 de novembro de 1891, o presidente editou um decreto executivo que dissolveu o Congresso Nacional, reagindo à intensa oposição política que ameaçava a sustentação de seu governo. A medida perdurou por 20 dias e somente foi encerrada com a sua renúncia, em 23 de novembro daquele ano.

A análise desses episódios ao longo da história evidencia distintos graus de resistência, ou de fragilidade, das instituições republicanas. O golpismo no Brasil, recorrentemente, esteve associado a pactos políticos majoritários que, por meio da anistia, reconfiguraram relações de poder e neutralizaram a responsabilização dos envolvidos. Essa lógica, observada em diferentes momentos da República, produziu ciclos de impunidade que contribuíram para preservar, no interior da institucionalidade brasileira, um permanente germe golpista.

Como o fenômeno se transformou no tempo?

Gráfico 1 (Reprodução)

Reprodução  (Gráfico 2)

Para compreender como esses eventos se distribuíram historicamente, é útil observar o padrão anual global de conspirações, tentativas e golpes consumados. O gráfico abaixo apresenta essa distribuição entre 1945 e 2024, a partir dos dados do Cline Center.

Há um aumento expressivo de eventos entre as décadas de 1960 e 1980, auge das intervenções estatais irregulares, em um contexto de Guerra Fria, descolonização e instabilidade institucional em vários continentes. Depois desse período, há uma redução gradual e posterior estabilização em níveis mais baixos a partir dos anos 2000. Nos últimos anos aparece alguma oscilação, mas não em intensidade comparável ao auge observado no passado. A partir de 2020, percebe-se um leve aumento de todos os tipos de eventos, o que também repercute no Brasil.

O papel dos militares

Após observar a evolução histórica dos eventos golpistas ao longo do tempo, é possível examinar um aspecto específico que ajuda a compreender quem participa dessas ações. O gráfico seguinte compara a presença ou ausência de participação militar em conspirações, golpes consumados e tentativas no mesmo período do gráfico anterior.

Reprodução (Gráfico 2)

Reprodução (Gráfico 2)

Os dados evidenciam que as conspirações envolvem militares em cerca de metade dos casos (48,5%), mas a presença deles aumenta nas tentativas (63,6%) e golpes consumados (cerca de 60%). Isso indica que, quanto mais próxima da execução prática, maior a probabilidade de envolvimento das Forças Armadas.

No Brasil, o padrão identificado nos dados globais reaparece de maneira consistente. Todas as rupturas classificadas como golpes de Estado no período analisado pelo Centro Cline envolveram militares, assim como as tentativas registradas antes de 2023. Isso evidencia que a atuação das Forças Armadas não foi episódica, mas parte de uma prática que se repetiu em momentos decisivos da vida institucional do país ao longo da história.

O que mudou com os eventos recentes no Brasil? 

A novidade dos últimos anos está justamente na reação institucional: a prisão de um ex-presidente e de militares de alta patente por envolvimento em tentativa de golpe marca um divisor de águas. Historicamente, o Brasil conviveu com a impunidade das autoridades envolvidas em rupturas institucionais, muitas vezes amparadas por leis de anistia.

Agora, ao reconhecer e punir essas ações como crimes contra o regime democrático – com condenações e prisões após processos legais regulares –, o Estado brasileiro sinaliza uma mudança na resposta: a ruptura da ordem constitucional não é mais tratada como algo inevitável ou perdoável, mas como violação grave ao próprio regime democrático.

Assim, a responsabilização de agentes políticos e militares indica a crescente resiliência das instituições brasileiras. Soma-se a isso a revogação da antiga Lei de Segurança Nacional e a consequente incorporação, ao Código Penal, dos crimes contra o Estado Democrático de Direito, movimento que posiciona o Brasil entre os países com os mecanismos mais sofisticados de proteção à ordem democrática. Nesse contexto, o país passa a ocupar um novo lugar na história, marcado pelo fortalecimento institucional e pela afirmação de valores democráticos.

Adailson Pinho de Araújo é professor de Direito da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA)

Paulo César Rebouças Torquato Filho é mestrando em Direito pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA)

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Categoria(s): Artigo
  • Repet
domingo - 30/11/2025 - 08:50h

A crescente litigância e judicialização no Brasil

Por Marcello Benevolo

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

O sistema de justiça brasileiro vive um momento de inflexão marcado pelo paradoxo da litigiosidade.

De um lado, dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam um recorde histórico: 39,4 milhões de novos processos ajuizados em 2024, configurando uma verdadeira epidemia de judicialização. De outro, a Justiça alcançou um patamar inédito de produtividade, com 44,8 milhões de ações baixadas, o que resultou na maior redução já registrada do estoque de casos pendentes.

Essa performance desafia a percepção popular de ineficiência e lentidão da Justiça. A Taxa de Congestionamento atingiu o menor nível em 16 anos (64,3%). Ainda assim, esse avanço revela uma sobrecarga preocupante do sistema judicial, sustentada por um ritmo de trabalho até cinco vezes superior à média europeia.

O crescimento acelerado da judicialização decorre de uma combinação complexa de fatores sociais e estruturais. A fragilidade de serviços públicos essenciais, especialmente em saúde, previdência e consumo. gera conflitos massificados. Soma-se a isso a instabilidade legislativa, a ausência de políticas públicas eficazes de resolução administrativa e a cultura consolidada de recorrer ao Judiciário como via preferencial para solucionar disputas.

A baixa confiança do brasileiro nos órgãos administrativos e o desconhecimento sobre mecanismos de solução extrajudicial, por meio da mediação, da conciliação e da arbitragem, também impulsionam a judicialização de conflitos triviais.

Os impactos desse fenômeno são profundos. Na esfera econômica, as decisões judiciais pressionam as contas públicas municipais, estaduais e federal, impondo bloqueios e determinações compulsórias que dificultam o controle fiscal por parte do Poder Executivo. A explosão de ações na área da saúde no pós-pandemia é exemplo emblemático: recursos de alto custo, destinados a políticas estruturantes, acabam redirecionados por decisões individuais.

No campo político, observa-se o avanço da judicialização da política, em que tribunais passam a interferir (ativismo judicial) em temas que influenciam diretamente a formulação e a execução de políticas públicas, exigindo cuidado redobrado na preservação do equilíbrio entre os Poderes.

A verdade é que grande parte do esforço do Judiciário é absorvida pelo tratamento de demandas repetitivas e pelo enfrentamento da litigância abusiva (predatória), que é uso distorcido do direito de ação. O custo dessa prática é estrutural, não residual, e gera impactos econômicos significativos no sistema de justiça.

Combater a litigância abusiva não limita o constitucional acesso à Justiça. Pelo contrário, é condição essencial para preservar o sistema, liberando a máquina judiciária para se dedicar ao que realmente importa.

A solução duradoura passa pela desjudicialização e pela contenção ativa da litigância desenfreada. Isso exige políticas públicas consistentes e coordenação institucional. Também é fundamental ampliar a efetividade e o conhecimento popular sobre meios alternativos de resolução de conflitos, estimulando a solução extrajudicial.

Somente um esforço conjunto, envolvendo a iniciativa privada, os Poderes Executivo e Legislativo e o sistema de Justiça (servidores, magistrados, Ministério Público, Defensoria e advocacia) será capaz de enfrentar as causas estruturais e coibir o uso indevido do processo ao assegurar um acesso qualificado e um Judiciário sustentável, eficiente e verdadeiramente eficaz na busca pela pacificação social.

Marcello Benevolo é jornalista e advogado

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domingo - 30/11/2025 - 07:44h

O Efeito Casulo – Dia 27 – FIM

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Tenho uma notícia simplesmente fantástica para comunicar. Uma reviravolta que jamais imaginei que pudesse me acontecer. Mas acalmei o êxtase que me domina. Então relatemos as ocorrências desta quinta-feira especial sem atropelar as coisas. Vamos pelo começo. Nada de colocar, conforme o velho ditado, o carro na frente dos bois. Em breve chegarei ao ponto que impactará a todos.

Olho neste momento o reloginho no canto inferior direito do computador e constato que são precisamente dezenove horas e cinquenta e sete minutos. Pois é, estou exultante. Confio que esta noite dormirei muito bem. Aliás, nem sei se vou conseguir de fato, tamanha é a minha euforia neste momento da noite. Antes, contudo, repito que preciso fazer esses registros iniciais. Depois disso vou explicar o motivo de meu imensurável contentamento. Não há como ser de outra maneira. Ainda que se trate da desgraça de outra criatura, um estranho para mim que, na prática, me deu outra vida. Bem, vamos adiante. Tentarei descrever, de um modo sucinto, como transcorreu este dia maravilhoso. Destaco que não vou me prender a delongas. Como eu frisei, entrementes, exibirei o que julgo digno nestas primeiras linhas.

“Foi Deus!”, penso aqui sozinho com os meus botões. Hoje, como de costume, dei mais uma olhada nas minhas obras confinadas neste velho computador. Aliás, retoquei um dos meus livros, ajustei, arrumei certos detalhes que me pareceram um tanto incoerentes; cortei pontas soltas. Pois é, foi um dos meus quatro romances. Não informarei o título para não perder o efeito do ineditismo. Amanhã continuarei com essa atividade. Pretendo fazer isso com todos os títulos que enviarei para Carlos Santos, Marcos Araújo e Clauder Arcanjo, esses gentis mecenas.

É quinta-feira, 27 de novembro deste turbulento 2025, ao menos no que me diz respeito. Levantei-me cedo e, após as minhas abluções, tomei o meu rotineiro café, comi um pão com manteiga e uma fatia de queijo de coalho. Em seguida me sentei à escrivaninha para dar início à revisão e retoques do original. Esse serviço arrastado me tomou a maior parte do dia. Por volta das dezessete horas, contudo, já satisfeito com o trabalho de copidesque, que enfim dei por concluído, eis que o telefone tocou. Fiquei espantado. Era o doutor Epitácio Coelho. Atendi e ele, por demais empolgado, declarou-me que tinha algo extraordinário para compartilhar, uma novidade que me deixaria feliz por absoluto. Fiquei extremamente curioso, perguntei sobre o que se tratava, entretanto ele afirmou que precisava que a conversa fosse cara a cara:

— Pode ser ainda hoje? — inquiri.

— Sim! Terei que sair mais tarde.

Tomei um banho rápido, peguei a bicicleta e disparei para a clínica. Algo no meu âmago, lá no fundo do meu peito, dizia que a minha vida sofreria uma reviravolta. De outro modo, porém, busquei não me animar tanto para não me frustrar depois. Esta rua se encontrava repleta de vizinhos com suas cadeiras nas calçadas. Segui pela Pedro Velho até sair dos limites do bairro Santo Antônio. Na sequência peguei a Juvenal Lamartine na altura da Casa de Saúde Tancredo Rosado. Cortei todos os sinais vermelhos que surgiram no meu caminho. Passei diante do Cemitério São Sebastião e entrei à direita na Frei Miguelinho. Meu coração estava aos pulos.

— Vim falar com o doutor Epitácio — disse à atendente, que desconhecia o porquê de minha presença ali, tendo em vista que eu não havia agendado consulta alguma. Ela pediu que me sentasse e aguardasse, pois restavam duas pessoas para serem atendidas. Essa espera representou um tempo interminável. Não tinha jeito. O remédio era ter um tanto de paciência e esperar a minha vez.

O relógio parecia não sair do canto. Minha ansiedade aumentava a cada minuto. Cerca de uma hora e meia depois, quando enfim o último indivíduo saiu, a moça da recepção interfonou para o médico informando que alguém de nome João Fernando Soares Barros o aguardava. Ela me olhou de um modo simpático e, sem demora, falou que eu podia entrar, pois Epitácio já me aguardava. Minhas pernas me pareceram ligeiramente bambas. O coração continuava acelerado. Atravessei o longo corredor com rutilante piso de porcelanato até alcançar o consultório do doutor, cuja sala era a penúltima. Dei três batidinhas na porta com os nós dos dedos e entrei. Ao me ver, o oncologista depressa se levantou da cadeira giratória e veio me dar um inesperado abraço. Isso nunca acontecera. O doutor Epitácio Coelho é, além de bem-conceituado, uma figura contida e um tanto quanto fria perante os seus pacientes.

Sem rodeios, depois de haver retornado à sua cadeira e eu me acomodar no pequeno sofá diante do birô, o oncologista me deu a notícia mais importante e redentora de toda a minha vida. O exame de imagem, que atestara o meu suposto câncer de pâncreas metastático, não me pertencia. Minha análise clínica fora trocada pela de outro elemento cujo nome parecia demais com o meu.

Admito que não olhei direito para a folha translúcida com a identificação, onde se encontrava o laudo de (reparem bem na semelhança) João Fernando Silvério Barros em vez de João Fernando Soares Barros, este o meu nome inteiro. Só depois de vários dias foi que o outro Fernando se deu conta de que aquele laudo não era o dele, que pertencia a um quase homônimo. O exame que recebera acusou tão só uma hepatite aguda. Tive um ímpeto de dar um beijo na careca do doutor Epitácio Coelho quando ele acabou de me explicar a monstruosa confusão dos exames. Ou seja, eu não estava com um pé na cova, como o bendito laudo me fez crer.

— Você ainda tem muita vida pela frente, meu prezado Fernando — acrescentou o médico com um sorriso continental. — Tudo não passou de um terrível engano. A outra pessoa, porém, que possui um nome praticamente igual ao seu, é que está em situação muito difícil. Como sócio desta clínica, só posso lhe pedir mil desculpas pelo equívoco. Sua enfermidade é algo tratável e curável.

— Imagine você, doutor, que durante esses dias, desde o momento em que recebi a sentença de câncer metastático, eu já imaginei diversas formas de me suicidar. Bom, isso tudo são águas passadas. Vou me tratar, ficar curado e seguir com a minha vida. Por bem pouco não cometi um ato tresloucado.

O médico balançou a cabeça afirmativamente, inclinou-se na cadeira e deu dois tapinhas no meu ombro esquerdo. Deixei a clínica me sentindo renascido. O tempo agora corre a meu favor. Muita coisa se passou ao longo desse período. Por exemplo, o fim que dei àqueles dois canalhas que me espancaram aqui em casa. Amanhã vou aguar novamente os pequenos ramos que brotaram das sementinhas de jacarandá que plantei no fundo do terreno, justamente no local onde estão enterrados em uma cova apenas. Torço que a polícia nunca descubra o duplo homicídio que pratiquei. Sem querer me gabar, penso que sou autor de um crime perfeito.

Marcos Ferreira é escritor

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sábado - 29/11/2025 - 23:50h

Pensando bem…

“Quem dá expansão ao seu ódio, destrói a sua própria casa.”

Frase Judaica

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sábado - 29/11/2025 - 17:12h
Política 2026

Ao lado de Walter Alves, Ezequiel Ferreira manda recado claro

Walter e Ezequiel entrelaçam mãos em pose com mensagem de fácil entendimento (Foto: redes sociais)

Walter e Ezequiel entrelaçam mãos em pose com mensagem de fácil entendimento (Foto: redes sociais)

Observe a foto acima e leia o recado abaixo:

“Continuamos unidos, juntos e com o pensamento na defesa do Rio Grande do Norte. Reafirmamos nossos compromissos para 2026, defendendo o fortalecimento do municipalismo e da população potiguar.” ✅

Texto do presidente da Assembleia Legislativa do RN e do PSDB potiguar, deputado Ezequiel Ferreira, em foto ao lado do atual vice-governador do RN, Walter Alves (MDB).

Conteúdo com foto dele ao lado de Waltinho foi postado há poucos horas, em suas redes sociais, neste sábado (29).

Captou?

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sábado - 29/11/2025 - 16:28h
Pesquisa Agora RN/Exatus

Styvenson tem 1º lugar fácil; Fátima e Zenaide se enroscam no 2º lugar

Styvenson Valentim, Fátima Bezerra e Zenaide Maia: luta pelo voto (Fotomontagem do Agora RN)

Styvenson Valentim, Fátima Bezerra e Zenaide Maia: luta pelo voto (Fotomontagem do Agora RN)

Veja o quadro de disputa ao Senado no RN, com primeiro e segundo votos, conforme pesquisa do Instituto Exatus para o jornal impresso e portal Agora RN. O cenário é de vantagem expressiva para o senador e pré-candidato à reeleição Styvenson Valentim (PSDB).

A segunda posição tem empate técnico entre a governadora Fátima Bezerra (PT) e a atual senadora Zenaide Maia (PSD) no primeiro voto.

Contudo, no segundo voto a senadora Zenaide Maia dá um salto para a primeira posição, colocando a governadora em situação difícil.

Primeiro Voto

No primeiro voto, Styvenson dispara com 39,72%, deixando em empate técnico Fátima Bezerra com 12,12% e Zenaide Maia somando 11,19%. O ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) totaliza 7,69%. Os demais tem menos de 2 pontos percentuais (veja no boxe abaixo).

Primeiro Voto (Reprodução do Agora RN)

Primeiro Voto (Reprodução do Agora RN)

Segundo Voto

Quanto ao segundo voto, Zenaide desponta em primeiro lugar com 14,34%, enquanto o segundo colocado é Styvenson Valentim com 10,84%.

Álvaro Dias chega a 8,03% e Coronel Hélio (PL) 4,83%.

A posição da governadora Fátima Bezerra é mais inferior, com 4,24%. Outros nomes não chegam a 1 por cento (veja no boxe abaixo).

Segundo Voto (Reprodução do Agora RN)

Segundo Voto (Reprodução do Agora RN)

A pesquisa do Instituto Exatus entrevistou 2.029 eleitores em todo o Rio Grande do Norte entre os dias 12 e 15 de novembro. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

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Leia tambémReprovação de Fátima chega a 68,75%; Lula é aprovado por 48,3%

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sábado - 29/11/2025 - 16:02h
Pesquisa Agora RN/Exatus

Reprovação de Fátima chega a 68,75%; Lula é aprovado por 48,3%

Avaliação do Governo Fátima (Reprodução do Agora RN)

Avaliação do Governo Fátima (Reprodução do Agora RN)

A administração da governadora Fátima Bezerra (PT) é desaprovada por 68,75% dos entrevistados; 23,46% aprovam e 7,79% não opinaram.

Os números foram apresentados pelo Instituto Exatus, para o jornal impresso/portal virtual Agora RN, de Natal, nessa sexta-feira (28).

No Governo Lula, o cenário é mais equilibrado: 48,3% desaprovam e 43,12% aprovam.

Avaliação do Governo Lula (Reprodução do Agora RN)

Avaliação do Governo Lula (Reprodução do Agora RN)

A pesquisa do Instituto Exatus entrevistou 2.029 eleitores em todo o Rio Grande do Norte entre os dias 12 e 15 de novembro. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Leia tambémAllyson lidera de 37,1% a 44,1% nos cenários ao Governo do RN

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  • Repet
sábado - 29/11/2025 - 15:46h
Pesquisa Agora RN/Exatus

Allyson lidera de 37,1% a 44,1% nos cenários ao Governo do RN

Cenário 1 (Reprodução do Agora RN)

Primeiro Cenário (Reprodução do Agora RN)

O jornal impresso e portal virtual Agora RN, de Natal, na edição desta sexta-feira (28), apresentou mais uma rodada de pesquisa eleitoral ao Governo do RN, através do Instituto Exatus. O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), segue liderando a corrida para o Governo do Estado nas eleições de 2026.

Ele tem vantagem significativa nos três cenários testados. Os números se referem à pesquisa Estimulada – quando o eleitor recebe uma lista de nomes e precisa escolher uma opção.

Primeiro Cenário

Em um primeiro cenário, Allyson Bezerra aparece com 38,44%. Em segundo lugar, está o senador Rogério Marinho (PL), com 25,63%. O terceiro colocado é o secretário de Fazenda do RN, Cadu Xavier (PT), que tem 6,95%. Um total de 8,58% dos eleitores disseram não saber em quem votar. Já 20,4% responderam que não pretendem votar em ninguém.

Segundo Cenário

Trocando Rogério pelo ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos), a vantagem de Allyson Bezerra aumenta. Neste cenário, ele tem 44,01% das intenções de voto, enquanto Álvaro tem 11,43% e Cadu Xavier soma 7,44%. Não souberam dizer 9,86% dos entrevistados, enquanto 27,25% disseram que não pretendem votar em ninguém.

Em relação à pesquisa anterior, de setembro, todas as oscilações nesses dois cenários se deram dentro da margem de erro.

Segundo Cenário (Reprodução do Agora RN)

Segundo Cenário (Reprodução do Agora RN)

Terceiro Cenário

Por fim, a pesquisa testou um cenário inédito mais amplo, com mais de um candidato de direita. Nele, Allyson Bezerra tem 37,01%, Rogério Marinho aparece com 21,98%, Cadu Xavier registra 6,16% e Álvaro Dias tem 2,37%. Empatado com Álvaro, ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo (PSD) tem os mesmos 2,37%. Neste cenário, 8,28% não souberam responder, enquanto 21,83% responderam que não pretendem votar em nenhum dos nomes.

Na pesquisa anterior, Walter Alves (MDB) havia sido incluído em dois cenários, mas nesse novo levantamento o nome foi retirado a pedido do próprio vice-governador.

Terceiro Cenário (Reprodução do BCS)

Terceiro Cenário (Reprodução do Agora RN)

A pesquisa do Instituto Exatus entrevistou 2.029 eleitores em todo o Rio Grande do Norte entre os dias 12 e 15 de novembro. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

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sábado - 29/11/2025 - 15:18h
Atuação

MP, polícias e outras instituições fiscalizam postos de combustíveis

Fiscalização passa a ser rotineira (Foto: divulgação)

Fiscalização passa a ser rotineira (Foto: divulgação)

Cerca de 50 postos de combustíveis de Natal e Região Metropolitana foram fiscalizados entre os dias 24 e 28 de novembro dentro da Operação Integração. A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes Contra a Ordem Tributária e Econômica (GAESF). O objetivo do trabalho é fiscalizar e prevenir fraudes tributárias, contra o consumidor e financeiras.

O Gaesf é composto pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a Secretaria Estadual de Fazenda (SEFAZ) e a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (SESED/RN), através das Polícias Militar e Civil. A operação acontece de forma nacional com articulação do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) e conta com a participação da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

O promotor de Justiça Augusto Lima explica que o trabalho será contínuo. “Vamos seguir com as fiscalizações nos próximos meses sem anúncio prévio aos estabelecimentos de forma preventiva O objetivo é que a gente tenha uma situação de mais qualidade, de mais eficiência no fornecimento do combustível ao consumidor potiguar”, explica registrando que postos já foram notificados para suprir irregularidades. Os dados coletados vão ser compilados pelo Gaesf para adoção das devidas providências.

Durante as abordagens, a ANP faz a análise da qualidade do material vendido e do funcionamento das bombas de abastecimento. A Sefaz fica responsável por verificar se o estabelecimento faz o devido recolhimento de impostos, fiscalizando e prevenindo fraudes tributárias.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
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sábado - 29/11/2025 - 14:38h
Sanção

“Lei do Passe Livre Estudantil” está em vigor em Mossoró

Carteira de Identificação Estudantil (CIE) é importante para o estudante (Foto: PMM)

Carteira de Identificação Estudantil (CIE) é importante para o estudante (Foto: PMM)

A Prefeitura de Mossoró oficializou, nesta quinta-feira (27), a sanção da Lei nº 4.246/2025, que cria o Programa Passe Livre Estudantil.

A medida passa a integrar de forma definitiva as políticas públicas da cidade, garantindo transporte público totalmente gratuito para estudantes do município.

A lei assegura até quatro passagens por dia para alunos de instituições públicas e privadas, nos níveis municipal, estadual e federal, além de estudantes de cursos técnicos e universitários. O acesso ao benefício será feito por meio da Carteira de Identificação Estudantil (CIE), emitida gratuitamente. A carteirinha poderá ser usada também aos fins de semana, feriados e períodos de férias, permitindo que os estudantes se desloquem para atividades culturais, esportivas, de lazer e convivência pela cidade. A CIE também poderá ser disponibilizada em formato digital.

O Passe Livre Estudantil vai além do trajeto casa-escola. Ao retirar o custo do transporte do dia a dia, o programa amplia as condições de permanência nos estudos, facilita o acesso a cursos profissionalizantes e formação superior e ajuda a reduzir desigualdades entre estudantes de diferentes regiões da cidade. Ao priorizar o transporte coletivo, a política também contribui para uma mobilidade urbana mais equilibrada e sustentável.

A legislação define regras de controle e transparência para o uso do benefício, buscando evitar fraudes e garantir o bom funcionamento do sistema de transporte público. A nova lei também preserva direitos que já existiam, como a gratuidade e a meia passagem para os grupos contemplados em normas anteriores, fazendo com que o Passe Livre se some a outros benefícios já consolidados.

Com a Lei nº 4.246/2025, o Passe Livre Estudantil passa a ter caráter permanente no município.

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Categoria(s): Administração Pública
sábado - 29/11/2025 - 13:28h
Fator Walter Alves

Fátima pode continuar no governo e Natália concorrer ao Senado

Fátima talvez precise se sacrificar; Natália mudaria de faixa de disputa, com saída de Walter (Fotomontagem do BTL)

Fátima talvez precise se sacrificar; Natália mudaria de faixa de disputa, com saída de Walter (Fotomontagem do BTL)

Por Laurita Arruda (Blog Território Livre)

O xadrez político do RN iniciou a semana com a movimentação do vice-governador Walter Alves (MDB) de não assumir o Governo, em razão do caos anunciado dos cofres estaduais em 2026.

Cinco dias de bastidores intensos, desmentido palaciano através do secretário Raimundo Alves e, agora, o plano B anunciado: a governadora Fátima Bezerra (PT) fica na cadeira, desiste de disputar o  Senado, caso Walter Alves mantenha a desistência.

Boa e má notícia para o PT

O PT nacional fica tranquilo com a possibilidade da vaga de senador ser bem disputada pela deputada federal Natália Bonavides (PT).

Fazer o maior número de senadores é a prioridade do Partido dos Trabalhadores para 2026.

Por outro lado, a nominata de deputado federal perderia a maior puxadora de votos. Hoje, a expectativa é que Natália Bonavides ajude a eleger mais dois deputados  federais da legenda.

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Nota do BCS – Essa fórmula é uma hipótese, mas muito longe de se concretizar. Contudo, não pode ser descartado o “sacrifício” da governadora, para não deixar o governo em mãos alheias e que comprometa até mesmo uma campanha ao Senado, em 2026. Se acontecer, não será algo isolado na história da própria legenda. O atual ministro do Gabinete Civil da Presidência da República, Rui Costa (PT), cumpriu integralmente o segundo mandato consecutivo (2019-2022) como governador da Bahia, para atender a uma costura política do partido. Seu nome se projetava em 2022 para o Senado. Continuou e ficou sem mandato, mas concorrendo para a eleição de Jerônimo Rodrigues (PT) à sua sucessão.

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  • Repet
sábado - 29/11/2025 - 12:30h
Claro, óbvio

Lula dará palavra final sobre chapa do PT ao Governo do RN

Fátima, Lula, Walter e Gleisi Hoffmann: tudo amarrado (Foto: cedida)

Fátima, Lula, Walter e Gleisi Hoffmann: tudo amarrado dia 26 de abril de 2022 (Foto: cedida)

Como aconteceu em 2022, para 2026 será o presidente Lula da Silva (PT) a pessoa da palavra final à definição da chapa do PT ao Governo do RN.

Àquele ano, a então candidata à reeleição Fátima Bezerra (PT) trabalhava, torcia e dizia no círculo fechado do poder que o procurador do Estado e advogado Antenor Roberto (PCdoB) continuaria como seu vice. Ambos tinham sido eleitos em 2018. Não foi o que aconteceu.

Pré-candidato à presidência da República, numa costura denominada de “Frente Ampla”, Lula bateu o martelo. O deputado federal Walter Alves (MDB), filho do ex-senador Garibaldi Filho (MDB), seria o vice da companheira Fátima. E assim aconteceu.

A articulação foi para reforçar apoio do emedebismo à sua candidatura contra o então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Lula eleito presidente, Fátima e Waltinho vitoriosos no RN.

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sábado - 29/11/2025 - 12:00h
Eis a questão

Fátima Bezerra quer Walter Alves a substituindo e como candidato

Sombreando Fátima, Cadu topa ser o "plano A" para 2026 (Reprodução de imagem de vídeo/BCS)

No pré-Carnaval deste ano, Cadu saiu por aí com Fátima, já se mostrando como o nome à sucessão (Arquivo do BCS)

Há nove meses, a pré-candidatura do auditor fiscal Cadu Xavier foi lançada pela governadora Fátima Bezerra (PT) ao Governo do RN.

Apesar dessa gestação plena, fomentada por diversos meios, ele não decolou até o momento e angustia a governante.

Com a possibilidade do seu vice-governador Walter Alves (MDB) não aceitar sequer assumir o governo, com sua renúncia à disputa ao Senado, Fátima Bezerra teme o pior.

Porém, a solução continua em seu entorno: Walter não apenas assumir o governo, como também ser o candidato governista à sua sucessão. É um ponto em discussão e que pode se concretizar.

Xavier é o pré-candidato porque o próprio Alves afirmou incisivamente que não seria candidato. Com o vácuo, aí então Cadu Xavier, secretário de Estado da Fazenda, topou a missão hercúlea, para “defender o legado” do governo Fátima Bezerra.

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  • Art&C - PMM - PAE - Outubro de 2025
sábado - 29/11/2025 - 11:30h
Futuro de Walter Alves

Ex-governador Garibaldi Filho ouve, ouve, ouve…

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

O ex-senador e ex-governador Garibaldi Alves Filho (MDB) esteve em Mossoró há alguns dias.

Discretamente, que se diga.

Quis assuntar interlocutores de sua confiança sobre determinadas questões.

Ponto nuclear: a possibilidade iminente de desistência de posse no governo estadual, do filho e atual vice-governador Walter Alves (MDB).

Retornou a Natal com informações importantes que vão servir à decisão final.

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Categoria(s): Política
sábado - 29/11/2025 - 10:44h
Vice-governador

Retorno à Assembleia Legislativa do RN pode ser “Plano A”

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Se realmente evitar comandar o Governo do RN, o vice-governador Walter Alves (MDB) não ficará apenas guiando seu partido nas campanhas à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa  em 2026.

Existe um “Plano A.”

“Waltinho” voltará seu foco pessoal por uma vaga de deputado estadual, onde estreou na vida pública.

Ele foi eleito à Assembleia Legislativa do RN em 2006, com 55.296 votos (segundo mais votado). Já em 2010, reeleito com 50.587 (terceiro mais votado), além de federal em 2014 e 2018. Em 2022 o seu nome foi encaixado como vice na campanha à reeleição da governadora Fátima Bezerra (PT).

Retornar a esse poder não seria fracasso ou recuo, mas reordenamento de plano para novos saltos.

Coerente e racional, que se diga.

Afinal de contas, Waltinho tem apenas 45 anos (27 de fevereiro de 1980).

Há uma vida pela frente, como herdeiro político do ex-deputado estadual, ex-prefeito de Natal, ex-governador e ex-senador Garibaldi Alves Filho (MDB).

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  • San Valle Rodape GIF
sábado - 29/11/2025 - 09:44h
Política

Walter se assusta com ‘herança’ de Fátima, mas recuo não é definitivo

Viagem internacional da governadora leva Walter novamente substitui-la Foto: Divulgação)

“Waltinho” sabe bem o que lhe espera e tem posição, a princípio, decidida (Foto: Arquivo)

Nos últimos dias, setores da imprensa da capital têm espalhado que o vice-governador Walter Alves (MDB) estaria decidido a não tomar posse na governança, no início de abril do próximo ano, em substituição à governadora Fátima Bezerra (PT), pré-candidata ao Senado.

É verdade, mas não se trata de algo irreversível.

A questão é preocupante e guarda dois pontos muito delicados: a governabilidade e o futuro de “Waltinho” e seu grupo.

Pegar o Estado com o legado deixado por Fátima Bezerra é ouro de tolo, nas atuais circunstâncias e naquilo que é-lhe reservado para pouco mais de oito meses de administração.

O Estado é um trem desgovernado no aspecto fiscal e esse sinistro explodirá em suas mãos.

Outro aspecto, derivado do primeiro, é que o seu grupo praticamente fenecerá com o fim do mandato-tampão de governador, caso resolva assumir o cargo. Fim da linha.

Isso tudo está sendo pensado e pesado.

Anote, por favor.

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sexta-feira - 28/11/2025 - 23:42h

Pensando bem…

“Paz em casa, paz no mundo.”

Mustafa Kemal Atatürk

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  • Art&C - PMM - PAE - Outubro de 2025
sexta-feira - 28/11/2025 - 08:44h
Bom dia

O desuso da fidalguia

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Saudações comuns como “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite” parecem estar em desuso.

A fidalguia do “obrigado”, então…

Em tempos de tantas relações cibernéticas, mas com diálogos frívolos e fugazes, o cumprimento educado e civilizado, na convivência cotidiana, ficou fora de moda para muita gente. Ó tempos, ó costumes!

Eis-me numa pequena e aconchegante cafeteria em Mossoró; algumas mesas ocupadas. Faço hora para reunião de trabalho noutro endereço. Sem pressa, que se diga.

Ao longo de quase meia hora, várias pessoas entram e saem do lugar. O abre e fecha de porta é mecânico e necessário. Passeiam bolsas femininas bonitas, sapatos masculinos com brilho impecável e perfumes agradáveis (outros nem tanto) no ar duelam com o aroma dos grãos cafeeiros. Gente que que vem, gente que vai, celulares à mão.

O “bom dia” parece manifestação proibitiva.

Após abrir lentamente a porta, um flanelinha pronuncia a mesura mágica: “Bom dia.” Mesmo assim, apenas eu respondo à sua abordagem. É ignorado por todos os demais circunstantes.

Redes sociais.

Minha mãezinha, Dona Maura, repetiria ao meu ouvido – com aquele seu comedimento, uma lição que aprendemos cedo: “Uso de casa vai à praça, Carlinhos! Não esqueça.”

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sexta-feira - 28/11/2025 - 08:00h
Chapa ao Senado

Álvaro Dias se reposiciona para 2026 e visa espaço do Coronel Hélio

Álvaro quer espaço que hoje Hélio Oliveira ocupa na disputa ao Senado (Fotomontagem do BCS)

Álvaro quer espaço que hoje Hélio Oliveira ocupa na disputa ao Senado (Fotomontagem do BCS)

Até o momento, não teve qualquer prosperidade o “balão de ensaio” para o governo do RN, em 2026, do ex-prefeito natalense Álvaro Dias (Republicanos).

Daí, compreensível que ele já manifeste publicamente, como o fez em entrevista nessa quarta-feira (26), à 95 FM de Natal, um reposicionamento à disputa eleitoral que se avizinha.

A marcha é para a segunda vaga ao Senado na oposição, ao lado do senador Styvenson Valentim (PSDB).

Para o encaixe, bom lembrar: Dias precisará dar um ‘chega pra lá’ no coronel Hélio Oliveira (PL), que há tempos faz pré-campanha também ao Senado, numa desejada dobradinha com Valentim.

Para Álvaro Dias, a chapa majoritária oposicionista está formada. Será com o senador Rogério Marinho (PL) ao governo, ele e Styvenson ao Senado.

Coronel Hélio Oliveira, não.

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