segunda-feira - 19/10/2026 - 09:30h
Eleições presidenciais

“Corpo a corpo” é repetido como estratégia em debate da Band

Flávio marcou posição sempre no foco da  câmera que tinha Lula em primeiro plano; marqueteiro lulista não gostou (Reprodução do BCS em imagem da Band)

Flávio marcou posição sempre no foco da câmera que tinha Lula em primeiro plano; marqueteiro lulista não gostou (Reprodução do BCS em imagem da Band)

O marqueteiro de Lula da Silva (PT), Sidônio Palmeira, abordou Flávio Bolsonaro (PL) durante um dos intervalos do debate presidencial da Band, à noite passada (veja AQUI e AQUI).

Segundo o jornal O Globo e outras fontes, gesticulando e questionando o senador, Sidônio reclamou da estratégia do candidato de se posicionar atrás do presidente enquanto Lula respondia às perguntas. A movimentação de Flávio, no entanto, não contrariava as regras do debate, que permitiam aos candidatos circular pelo palco.

De fato, a todo momento em que Lula avançava no palco para mais próximo da câmera principal, ou outra subsidiária da transmissão ao vivo, Flávio Bolsonaro se postava numa posição atrás dele, para sempre aparecer no vídeo, às vezes com olhar e sorriso irônicos. Muitos memes foram pulverizados nas redes sociais após o programa especial, o colocando como um “papagaio de pirata.”

Em vários momentos, Lula perturbou-se a ponto de ficar de costas para as câmeras, fitando o adversário. Não gostava da marcação corpo a corpo, a mesma que Jair Bolsonaro (PL), o pai do contendor de agora, fez em 2022, sempre com sorriso debochado.

Lula x Jair Bolsonaro

Bolsonaro foi literalmente pro "corpo a corpo" em 2022, para desestabilizar Lula (Foto: UOL, reprodução  e arquivo do BCS)

Bolsonaro foi literalmente pro “corpo a corpo” em 2022, para desestabilizar Lula (Foto: UOL, reprodução e arquivo do BCS)

Dia 16 de outubro de 2022, no debate conjunto do portal Folha de São Paulo, Band e TV Cultura, Bolsonaro chegou a tocar fisicamente em Lula, com os dedos sobre seu ombro esquerdo:

– “Fica aqui, Lula. Fica aqui”, disse Bolsonaro. “Estou à disposição”, respondeu o ex-presidente, visivelmente aborrecido. A ideia do oponente era mesmo desestabilizar o petista. O filho repetiu fórmula.

Debate paroquial em 2016

O episódio remete a um debate paroquial, em Mossoró, no ano de 2016, há dez anos. O então prefeito Francisco José Júnior (PSD) era confrontado pela ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) em debate da Inter TV Cabugi. A foto reproduzida abaixo mostra o olhar irônico do prefeito, atrás da adversária, num confronto em que ele acabou criando vários embaraços para ela.

Mas o resultado final da disputa a levou ao quarto mandato eleitoral. Francisco José Júnior sequer concluiu a campanha, desistindo em seu curso.

O debate aconteceu dia 25 de setembro daquele ano (veja AQUI).

Francisco e a "Rosa": Uern? (Foto: arquivo)

Francisco e Rosalba no debate de 2016 (Foto: arquivo do BCS)

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segunda-feira - 19/10/2026 - 08:38h
Debate da Band

Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações e abusam das provocações

Candidatos apostaram em temas tentos para ambos os lados, no debate da Band (Foto: O Globo)

Candidatos apostaram em temas tentos para ambos os lados, no debate da Band (Foto: O Globo)

Do Canal Meio, The News e outras fontes, além do próprio BCS

Dessa vez eles foram… Na noite de ontem, os candidatos à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) estiveram cara a cara pela primeira vez destas eleições, no debate da Band.

Essa foi também a primeira vez que os dois participaram de um debate neste ano, já que eles não estiveram em nenhum do primeiro turno. E o debate foi daquele jeito esperado por dez em cada dez internautas e telespectadores: de confronto, troca de acusações e provocações de parte à parte.

O primeiro bloco foi aberto com uma pergunta sobre segurança pública. Flávio disse que iria classificar as facções como organizações narcoterroristas. Lula disse que pretende avançar na criação do Ministério da Segurança Pública.

Nesse momento, Flávio adotou uma estratégia que manteve até o fim: nas falas do Lula, ele se posicionava no fundo da cena, fazendo caras, gestos e reações. Além de desconcentrar Lula, a estratégia faz ele aparecer nos cortes de redes sociais do Lula.

Foi então que os candidatos partiram para o primeiro X1 — quando eles tinham uso livre da fala, podendo interromper o outro.

Flávio questionou Lula sobre a lobista Roberta Luchsinger e as investigações envolvendo o Lulinha, filho do presidente.

Já Lula pediu explicações de Flávio sobre os R$ 134M de Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.

A partir daí, esses temas viraram os pontos centrais de cada lado e os candidatos passaram o restante do tempo livre trocando acusações e pedindo explicações — mas sem muitas respostas.

Lula desafiou o senador Flávio Bolsonaro a divulgar seus dados bancários e telefônicos, assim como os de seus familiares. O desafio foi feito no terceiro bloco do confronto, em meio a uma troca de acusações de corrupção entre os candidatos. O presidente propôs que os dois candidatos e suas famílias submetessem as informações à Justiça antes do segundo turno, para permitir que os eleitores avaliassem as suspeitas levantadas durante a campanha. Flávio respondeu que não tem nada a esconder, mas não afirmou expressamente se aceitaria a proposta. Em vez disso, acusou Lula de movimentar recursos financeiros fora de suas contas bancárias.

Ainda no confronto direto, Flávio pergunta o porquê de 73% dos presos terem votado no Lula no primeiro turno. O presidente responde com: “Eu quero que vote os 100%. Até seu pai”. Só faltou a vinheta do The Office nessa hora. Confira.

No segundo bloco, os candidatos falaram sobre suas propostas para a saúde. Flávio disse que seu objetivo era elevar o SUS para o “padrão Einstein”, e Lula questionou se a proposta de Flávio significaria privatizar o SUS.

Em seguida, os candidatos voltaram a discutir sobre segurança pública, com Flávio defendendo a castração química de estupradores e a redução da maioridade penal. Lula também defendeu a redução da maioridade, mas apenas para crimes hediondos.

Verdades e mentiras e principais momentos

Veja o que foi verdade, mentira ou exagero no debate da Band. (Aos Fatos)

Confira os principais momentos do confronto entre os candidatos. (BBC Brasil)

Josias de Souza: “Flávio Bolsonaro encenou Pablo Marçal. Estava ensaiado para lacrar, não para debater ideias. Produziu recortes em série. E estragou os vídeos alheios. Fez caras e bocas atrás de Lula enquanto ele falava. Desviou das perguntas com provocações. O adversário caiu na cilada. Pior: desestabilizou-se no primeiro round”. (UOL)

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segunda-feira - 19/10/2026 - 07:40h
Política

Debate supera líder de audiência do domingão da Globo

Arte ilustrativa (Arquivo do BCS)

Arte ilustrativa (Arquivo do BCS)

O debate da Band à noite deste domingo (18) aconteceu faltando exatamente uma semana para as eleições.

A transmissão chegou a registrar 15 pontos de audiência, acima de streamings e do Fantástico, programa líder de audiência no  domingão da Globo.

No YouTube, a Band pegou +5 milhões de internautas no pico.

O próximo confronto entre os dois candidatos – Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) está previsto para esta sexta-feira, dia 23, à noite, na TV Globo.

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domingo - 18/10/2026 - 23:52h

Pensando bem…

“As crianças têm mais necessidade de modelos do que de críticas.”

Joseph Joubert

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 18/10/2026 - 19:22h
Luto

Morre em Mossoró dona Francisca de Oliveira Rosário

Dona Francisca de Oliveira Rosário teve morte por causas naturais (Foto: cedida pela família)

Dona Francisca de Oliveira Rosário teve morte por causas naturais (Foto: cedida pela família)

Faleceu à tarde deste domingo (18), em Mossoró, dona Francisca de Oliveira Rosário, 101 anos.  Era mãe de uma prole de dez filhos, entre eles o radialista e diretor-fundador da Rádio Web Sal da Terra, Diassis Linhares.

Ele estava internada no Hospital Wilson Rosado há alguns dias e morreu de causas naturais.

O velório ocorrerá até às 22 horas de hoje, no Centro de Velório Geraldo Xavier, R. José Negreiros, 340 – Centro, localizado por trás do Museu Municipal Jornalista Lauro da Escóssia.

Será retomado às sete horas dessa segunda-feira (19) e às 9 horas ocorrerá o cortejo para sepultamento no Cemitério São Sebastião, Centro da cidade.

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domingo - 18/10/2026 - 18:22h
GOVERNO DO ESTADO

Ezequiel Ferreira finalmente se define e apoia Cadu de Lula

Taveira Júnior, Cristiane Dantas, Ezequiel, Cadu e Gustavo Soares: anúncio a sete dias das eleições (Foto: Redes sociais/Assessoria)

Taveira Júnior, Cristiane Dantas, Ezequiel, Cadu e Gustavo Soares: anúncio a sete dias das eleições (Foto: Redes sociais/Assessoria)

Neste domingo (18), a sete dias das eleições no segundo turno, o presidente da Assembleia Legislativa do RN (ALRN), Ezequiel Ferreira (PSDB), posou ao lado de Cadu de Lula (PT) para anunciar: agora o apoia ao Governo do Estado.

Ao lado da deputada reeleita Cristiane Dantas (PSDB), do deputado eleito Gustavo Soares (PSDB) e do deputado não reeleito Taveira Júnior (PSDB), Ezequiel deixou clara sua preferência. “Estamos juntos nessa disputa pelo melhor para o Rio Grande do Norte”, disse.

No primeiro turno, Ferreira anunciou apoio para Álvaro Dias (PL), mas flertou com Allyson Bezerra (UB), fazendo-lhe elogios em um evento político público. Mesmo assim, não deixou de sinalizar para o PT.

Presidente da ALRN desde fevereiro de 2015, ou seja, por seis legislaturas consecutivas, Ferreira passou a apoiar o PT no segundo turno de 2018. Foi na primeira eleição ao governo de Fátima Bezerra (PT), contra Carlos Eduardo (PDT, hoje no UB).

Agora, ele repete a aposta com Cadu de Lula, como fez em 2022, na reeleição de Fátima Bezerra contra Fábio Dantas (Solidariedade).

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domingo - 18/10/2026 - 12:10h

Quando um homem se retira

Por Honório de Medeiros

Foto de autoria Honório de Medeiros, na Serra de São Bento (Reprodução do BCS)

Foto de autoria Honório de Medeiros, na Serra de São Bento (Reprodução do BCS)

Seu Antônio de Maria decidiu se retirar aos setenta.

Enfastiou-se, disse-me ele. “Fiz o que podia fazer”. “Agora vou cuidar de mim”.

Recusou-se a sair de casa, a não ser muito raramente, se lhe dava na telha, como quando foi assistir um sermão do pároco recém-chegado, de quem diziam maravilhas como pregador.

Perguntei sua opinião. “É, fala bem; mas não diz nada”.

Dava longas caminhadas por veredas ignoradas e desertas, serra abaixo e acima, nas madrugadas, sempre desestimulando aproximações em busca de conversa.

Contratou uma senhora já passada nos anos para cuidar da casa e da comida, a quem exigiu limpeza, silêncio, honestidade e distância.

Em troca pagava-lhe tudo que a lei mandava.

Botava a cadeira na calçada às cinco da tarde, à sombra da cajaraneira, para ouvir os sabiás, e a tirava às oito, nas horas mortas.

Era a deixa. As visitas debandavam, depois de visitarem o bule de café, comerem bolacha preta e assuntarem acerca das coisas do mundo, isso, aquilo e aquiloutro.

João, o único filho, batia ponto todo dia. Um dia perguntei por que não o levava para morar com ele. “O senhor não calcula o carão que eu levei, no dia, mas José, meu filho, vai com ele para cima e para baixo, até mesmo de madrugada.

“Conversam o quê?” “Um dia perguntei a José. Ele me disse que era sobre as coisas do mundo. E mais não disse, mesmo quando lhe ofereci uma garrafa de cajuína para o lanche”.

Seu Antônio tomara o hábito de escrever uns “garranchos” no caderno preto que trouxera da última viagem que fizera. Não quis me mostrar.

“É uma ruma de besteira. Já tem muito papel escrito mundo afora.”

Contei-lhe do costume dos hindus de saírem pelo mundo quando chegava o outono de suas vidas, cajado à mão, em busca da paz interior, sem nada além de uma tigela na qual comiam o que lhe davam pelo caminho.

“Cada um sabe onde lhe aperta o sapato, mas o mundo é o mesmo em todos os cantos”. “Tudo é igual de forma diferente”.

E estendeu a mão, à guisa de despedida, sem sequer me chamar para o cuscuz com ovo e queijo de qualho assado, seguido da qualhada com rapadura.

E lá fui eu, pelos caminhos do Sítio Volta, matutando acerca da inteligência de Seu Antônio, enquanto a noite agasalhava as casas e os bichos, e as estrelas brilhavam na escuridão do céu mais lindo que os meus olhos já viram.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Estado do RN

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domingo - 18/10/2026 - 11:14h

Ausência e recriação

Por Marcelo Alves

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA, para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA, para o BCS

O ano era 1984. Moleque de 11 anos, com os meus pais e outros familiares queridos, fui a Roma pela primeira vez. Fomos à Urbe para a canonização de Santa Paula Frassinetti (1809-1882), tão cara para nós ex-alunos do Colégio Imaculada Conceição – CIC. Nossa paragem era no Hotel Palatino, sito na Via Cavour, 213, nunca esqueci. E quero mesmo nunca esquecer desse tempo, de amor e aprendizado, há mais de quarenta anos, em que eu ainda perambulava segurando as mãos dos meus pais.

Voltei a Roma outras vezes. Com os meus pais. Com familiares. Acompanhado. Sozinho. Estudei por lá. Desfrutei, cada qual a seu tempo, as lições, as belezas e os prazeres da Cidade Eterna. Viva!

Desta feita, volto a Roma com João, meu filho, que está com um pouco mais de 7 anos. Ele agora é coroinha. E decidimos nos presentear, a família, com esta viagem de peregrinação e cultura. A viagem, entretanto, para mim, inicialmente, foi quase tomada por uma sensação que só posso definir como de “saudade de um tempo que já não volta mais”. Um quase “déjà vu”, de 1984, mas marcadamente angustiante.

Faltavam meus pais. Meu pai porque simplesmente não quis vir (nunca foi um Marco Polo). Minha mãe porque infelizmente não está mais entre nós (se estivesse e pudesse, seria a primeira a fazer a penosa travessia do Atlântico). Desta feita, criatura virando criador, eu que seguro a mão do pequeno João.

No entanto, passado um tempo, a “poesia das ruínas” me tirou da melancolia de querer, sem poder, simplesmente repetir um tempo que já passou. Aquela poesia do Coliseu disforme, do templo em ruínas, da muralha arrasada, do palácio irreconhecível e da estátua mutilada que ainda “vive”, e lado a lado, com um mundo recriado por Papas e novos Césares.

A “poesia das ruínas” que, como poetava Afonso Arinos de Melo Franco em “Amor a Roma” (Nova Fronteira, 1982), é menos “contemplação das coisas que do tempo, no seu processo incessante de evasão e permanência. Não é só a visão decepada dessas presenças que faz a emoção romana, mas também as ausências, reconstruídas não pela memória impossível, mas pela sensibilidade. O tempo romano não é reencontrado, mas recriado na sua onicontemporânea variedade. O conjunto cenográfico de Roma, com ruínas, igrejas, palácios, fontes e estátuas, exibe tudo o que existe e tudo o que falta – sem deixar de existir – no roteiro da continuidade do homem histórico. Para os latinos e cristãos, Roma é a fonte primeira do nosso ser mental e espiritual, desta nossa caminhada que, há dois mil anos, conflui da baixada do Fórum para a colina do Vaticano. Ninguém, no mundo não-latino e não-cristão, pode ter a sua outra Roma. A nossa se situa além e acima de Meca ou de Moscou, de Paris, de Londres ou de Nova Iorque. Além e acima das formas setoriais da vida religiosa, política, econômica e cultural. Acima dos Impérios antigos e recentes, das revoluções alcançadas ou malogradas, das conquistas da força, da arte e da ciência. Sobre esse universo descontínuo e fragmentário, feito de êxitos e fracassos, de rumores e silêncios, de tumulto e imobilidade, de raro esplendor e frequente decepção, Roma reina na mudez das vozes que agitaram o mundo, sob o manto dourado da sua grandeza extinta”.

Mais uma lição recebida da Urbe de meus pais e da de hoje. Uma lição de fé. No eterno Criador. Mas também na humanidade em geral. Nos seus homens, mulheres e crianças. Nos nossos pais e mães. E, o mais importante talvez, num reencontro na recriação.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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domingo - 18/10/2026 - 10:30h

A virtude da leveza

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA, para o BCS

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Nesse corre-corre no qual vivemos tudo parece que é pra ontem. São muitos os compromissos. A instantaneidade tomou conta de nossas vidas. Sentar à mesa e tomar um simples café com amigos se tornou uma luta medonha. A pressa se tornou a regra, e os dias passam a galope.

No cotidiano, somos sobejamente atarefados. O trabalho consome, praticamente, a inteireza dos dias. O tempo livre, no mais das vezes, é diminuto. Vivemos para trabalhar e tentar pagar as contas. Por consequência, entabular uma conversa com quem quer que seja, sempre fica para depois.

Trazemos sobre os ombros o peso das responsabilidades. Raras são as pessoas que conseguem conduzir a vida com a virtude da leveza. Ser leve, ressalte-se, não é se furtar as responsabilidades cotidianas. Na verdade, é encarar com serenidade os problemas do dia a dia, apesar dos pesares, na tentativa de suavizar a carga que transportamos.

Não é fácil, é claro, pois os problemas são muitos. Avolumam-se. E, num mundo polarizado e intolerante, o ambiente se torna cada vez mais “pesado”. A maioria se fecha na sua bolha e não consegue se libertar, vislumbrando o horizonte.

Despojar-se de nossas convicções parece que se tornou motivo de fraqueza. O diálogo não encontra terreno fértil para vicejar. Talvez, a dura realidade da vida tenha colocado sobrepeso no fardo que costumamos carregar.

Navegando mares pelo mundo afora, a velejadora Tamara Klink, no livro, Bom dia, Inverno, escreveu:

“A gente se acostumou a viver nos intervalos do trabalho. Dos amigos, bastam as festas. Dos anos, bastam as férias. Das semanas, bastam os fins. Das pessoas, os bens. Da música, os plays. Das comidas, proteínas. Do mar, as praias. Das notícias, os títulos. Da floresta, os frutos. Do clima, o conforto. Das famílias, os nomes. Dos países, os números. Das mães, o passado. Dos pais, os presentes. Dos filhos, a presença. Do futuro, basta a promessa”.

Odemirton Filho é oficial de justiça

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Categoria(s): Crônica
domingo - 18/10/2026 - 09:52h

O rio que passou…

Por Júlio Rosado

Arte ilustrativa exclusiva em estilo de aquarela, com recursos de IA, para o BCS

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Pereira sempre fora dado a festas e bebedeiras. Já estragara vários relacionamentos por conta dos arroubos de violência e a prioridade que dava à farra. Desdenhava da ideia de que precisaria morar junto para ter um encontro conjugal. Para ele, enquanto houvesse condições de botar preço no carinho que receberia, não haveria mais a necessidade de ter uma companheira fixa.

– É mais barato pagar pelo atendimento avulso e eventual, – dizia ele. – Pela minha experiência, o sexo dito gratuito finda por sair mais caro.

De natureza bruta, Pereira, que era açougueiro profissional, também era um faz tudo de mão cheia. Não era o melhor, mas conseguia dar conta de qualquer pequeno desafio em uma obra, da carpintaria à elétrica, da hidráulica à alvenaria. Era o famoso ‘quebra galho’ competente. Carnavalesco de primeira linha, sua habilidade o fazia útil na montagem dos carros alegóricos da Agremiação Recreativa Unidos do Carnaubal. O que aconteceu por anos.

A despeito de trabalhar com o que gosta, seu corpo começara a sentir os impactos da relação destrutiva com o álcool. O fígado, de vez em vez, dava sinais de fadiga. O coração, enrijecido de mágoas, dava sinais de exaustão.

– “Aqui se faz, aqui se paga”, repetia sempre que alguém indagava sobre as ex-companheiras que desapareceram de sua vida.

Para qualquer situação, Pereira tinha o hábito de elaborar respostas com base em ditados populares conhecidos. Sobre o comprometimento de seus órgãos vitais, dizia que “desgraça pouca é bobagem” ou “barco perdido bem carregado” e logo se punha a exagerar na bebida.

O tempo, contado pelos vários carnavais que ajudara a organizar, passava devagar para Pereira. Sofrendo com os sucessivos abandonos compulsórios, com o peso da idade começou a pensar em mudar de vida. Era difícil continuar sem se preocupar com o futuro. Já não se sentia tão produtivo. Algumas tarefas, antes banais, se tornavam um desafio a suas qualificações.

– “Devagar com o andor que o santo é de barro”, reclamava.

Não demorou, Pereira foi obrigado a se aposentar do açougue.

– “Quem espera sempre alcança”, celebrava sem muita empolgação.

A rotina menos agitada que passou a ter lhe apresentou dois sentimentos que, até então, não percebia: o remorso e a solidão. Para ocupar os dias, Pereira começou a ler as escrituras sagradas. Como resultado, aproximou-se da igreja e converteu-se na fé. Ao mudar suas rotinas, acalmou seu ânimo. Empenhado em construir uma nova história, evitava palavrões e diminuiu o uso dos irritantes axiomas, criando novos hábitos e costumes.

O destino agiu para que se aproximasse de Evangelina, que fora passista de sua, antes, agremiação carnavalesca. Ela começara a frequentar a mesma congregação. De imediato, o velho açougueiro se interessou por aquela mulher de beleza exuberante. Estimulado por receber suas atenções, ocupou um terreno próximo ao Rio Mandubim, onde começou a fazer, com as próprias mãos, a casa na qual pretendia viver com sua amada. Era um homem renovado.

Todo o dinheiro que poupara, Pereira gastou naqueles dois anos que se passaram enquanto levantava sua morada. Os móveis e eletrodomésticos compraria em 36 prestações nas ‘Lojas Paraguaias’. Tudo conspirava para que pudessem se casar na primeira quinta-feira após o carnaval.

Já havia três anos que Pereira não bebia e nem participava das atividades do Grêmio Carnavalesco. Aquele tipo de ambiente se presentava pecaminoso como fosse uma sucursal do inferno na terra. Ele afirmava não sentir falta. Seu maior desejo era chegar o dia de seu casamento. Seria a união de dois vasos quebrados entregues nas mãos do oleiro. Ele, que fora por anos um carnavalesco engajado com a agremiação, e ela, que fora uma sambista destacada. O casal tinha tudo para ser a expressão simbólica da conversão, e do arrependimento, na felicidade.

No sábado de carnaval, Pereira, após insistir, convencera Evangelina a conhecer a casa onde viveriam. Iria convencê-la a dormir lá naquela noite. Seria um pecadinho antes da união iminente. A casa estava pronta, mobiliada com o que há de melhor. Tudo era aconchegante. Quem resistiria?

Mal anoitecera e Genildo, o Diretor da Agremiação Carnavalesca, apareceu bastante agitado à porta de Pereira, implorando-lhe para que fosse até o galpão de ensaios, posto que a iluminação do barracão estava desligada e, daquele jeito, não conseguiriam concluir, a tempo, os arranjos do desfile de domingo. Piorando a situação, começou a chover forte.

A princípio, Pereira se negou a ir. Relutou ao máximo que pode. Porém, ante a oferta de uma soma vultosa para resolver o problema, findou cedendo ao apelo e se comprometeu a fazer o reparo. Antes de ir, no entanto, pediu que, enquanto estivesse fora, o Diretor da Agremiação ficasse em sua casa para receber Evangelina, o que, prontamente, foi aceito. O mestre artífice, então, partiu para a quadra carnavalesca.

Enquanto fazia a revisão da fiação do barracão, vendo que talvez não fosse possível resolver todo o problema devido à chuva que se tornara torrencial, o ex-sambista lembrou que sua casa ficava em área próxima às margens ribeirinhas e resolveu fazer um arremedo de gambiarra apenas nos espaços do ensaio para apressar a conclusão do serviço e poder retornar ao seu lar.

Como já foi dito, Pereira poderia não ser o melhor, mas era muito bom no que fazia. O terreno de sua casa fora prudentemente aterrado para fazer o piso ficar elevado a ponto de dificultar ser atingido por inundações. Talvez o estratagema não fosse o suficiente para aquela chuvarada que crescia.

Nas ruas, Pereira percebeu que começara a se formar grande volume de águas pluviais escorrendo pelas valas. Tudo o que ele queria era chegar o mais rápido possível para salvar seus móveis ainda novos. Para ganhar tempo, usou um atalho pulando pelo muro que dava para a rua de trás. As águas estavam a pouca distância de atingir sua quadra.

Com certa facilidade chegou ao destino. Ofegante, procurou por Genildo. A princípio, percebeu um sussurro cortado pelo som do chuveiro e de um gemido gutural. Assustado, e para sua proteção, Pereira pegou uma de suas facas de açougueiro. De supetão, abriu a porta do banheiro, puxando a cortina do box. A visão infernal o enlouqueceria: sua amada Evangelina sorria sedutoramente, enquanto se contorcia em êxtase ao ser possuída pelo traiçoeiro Genildo.

Em pouco tempo, a rua estava tomada por viaturas com os giroflex acesos e as luzes piscando. Aquela claridade se confundiria com a das chamas que consumiam a casa recém construída, ora tomada pelo fogo ateado pelo ex-açougueiro.

Sob a mira dos policiais, atônitos com a cena, molhado pela chuva que aumentava o nível do Rio Mandubim, Pereira, em seu surto delirante, com os punhos ensanguentados e o rosto chamuscado pelas brasas, toca, solitariamente, sua antiga cuíca, ritmando o choro lamurioso do instrumento musical com o apito estridente e o pulsar arquejante daqueles dois corações desalmados, há pouco arrancados dos corpos daquela dupla traiçoeira.

Júlio Rosado é escritor

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domingo - 18/10/2026 - 09:28h
FIM DA ESCALA 6 x 1

Brasileiros contam como é viver em países com menor carga de trabalho

Busca-se ponto de equilíbrio na produtividade, descanso e qualidade de vida - work-life balance

Por Layane Serrano (Revista Exame)

André Moreira Forni, publicitário brasileiro, com a família na Finlândia. Ele trocou São Paulo por Helsinque, capital finlandesa, em 2021 (André Forni/Divulgação)

André Moreira Forni, publicitário brasileiro, com a família na Finlândia. Ele trocou São Paulo por Helsinque, capital finlandesa, em 2021 (André Forni/Divulgação)

“Existe um real respeito pelo balanço entre trabalho e vida pessoal aqui na Finlândia”, diz André Moreira Forni, publicitário brasileiro que trocou São Paulo por Helsinque, capital finlandesa, em 2021. Aos 39 anos, ele deixou o Brasil com a esposa e a primeira filha para assumir o cargo de diretor de arte em uma empresa de jogos digitais, em busca de melhores oportunidades profissionais e mais qualidade de vida.

A mudança trouxe uma nova perspectiva da relação com o trabalho. “No trabalho, se cobra produtividade e ação, mas, a partir das 16h30, todos começam a sair. Todos entendem a importância de se ter uma vida pessoal funcional”, afirma.

A experiência do brasileiro ganha relevância em um momento de mudanças no mercado de trabalho nacional. Nesta quarta-feira, 14 de outubro, o Senado Federal aprovou a proposta que prevê o fim da escala 6×1 no Brasil, modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de expediente para ter apenas um de descanso.

O texto prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial. A aprovação, no entanto, não significa que as novas regras já estejam em vigor. A proposta ainda precisa concluir as etapas legislativas necessárias para sua implementação.

Enquanto o Brasil discute como reorganizar a jornada de milhões de trabalhadores, países europeus já adotam há décadas modelos com maior proteção ao descanso, jornadas mais curtas e políticas de conciliação entre vida pessoal e profissional.

Mas como é, na prática, trabalhar em um país onde ter dois dias de descanso por semana é parte da cultura profissional? E o que essas experiências podem ensinar ao Brasil?

Como funciona a jornada de trabalho nos países nórdicos?

Finlândia, Noruega, Suécia e Dinamarca são frequentemente citadas como referências em qualidade de vida e proteção aos trabalhadores. Nesses países, as jornadas convencionais geralmente variam entre 35 e 40 horas semanais, com regras de descanso e acordos coletivos que influenciam a organização do expediente.

A diferença, segundo Luciana Veloso Baruki, advogada, médica e auditora fiscal do trabalho há 17 anos, não está apenas no número de horas trabalhadas, mas na maneira como empresas e governos enxergam a relação entre produtividade e bem-estar.

“Minha experiência como auditora fiscal e médica reforça que o trabalho precisa ser visto como um elemento de realização, e não de adoecimento. Esse equilíbrio deve ser promovido por políticas públicas e pela conscientização das empresas sobre os riscos de insistir em jornadas desumanas”, afirma.

O trabalho faz parte da vida. Ele não é a vida

Na Noruega, por exemplo, a legislação prevê, como regra geral, pelo menos 35 horas consecutivas de descanso semanal. Por lá apenas 1% dos empregados trabalham jornadas muito longas, abaixo da média da OCDE.

Faz parte dos 99%  Camilla Wirtti, de 41 anos, agente administrativa, e a mineira Raquel Fernandes Batista Araújo, de 46 anos, vice-presidente global de Comunicação, Marketing e Engajamento da Scatec.

Em momentos diferentes da vida, elas trocaram o Brasil pela Noruega e descobriram uma cultura de trabalho que coloca o tempo livre, a família e a qualidade de vida no mesmo patamar da produtividade.

“Na Noruega, o trabalho faz parte da vida. Ele não é a vida”, diz Camilla.

Recém-formada, Camilla chegou à cidade de Stavanger em 2007. O plano era permanecer apenas um ano.

Ela queria viver uma experiência internacional que fosse além do turismo. Queria aprender um novo idioma, conhecer outra cultura e entender como funcionava o cotidiano em outro país.

Dezenove anos depois, continua morando na Noruega, casou e teve filhos.

Um dos aspectos que mais mudou sua percepção sobre trabalho foi justamente a rotina dos escritórios.

“Não é incomum que quem trabalha em escritório termine o expediente entre 15h e 16h. Isso faz uma diferença enorme na rotina das famílias.”

Segundo ela, o horário permite buscar os filhos na escola, levá-los às atividades extracurriculares e ainda participar dos chamados dugnads, mutirões voluntários organizados por escolas, clubes esportivos e associações locais.

“Na prática, muitas dessas atividades simplesmente não funcionariam sem a participação dos pais.”

Camilla Wirtti com a família na Noruega: chegou à cidade de Stavanger em 2007. O plano era permanecer apenas um ano (Arquivo pessoal/Divulgação)

Camilla Wirtti com a família na Noruega: chegou à cidade de Stavanger em 2007. O plano era permanecer apenas um ano (Arquivo pessoal/Divulgação)

A diferença entre Brasil e Noruega também aparece na organização do dia.

Enquanto no Brasil Raquel saía do escritório às 18h30 para conseguir buscar as filhas na creche antes do fechamento, na Noruega praticamente todas as famílias encerram o expediente muito mais cedo.

“As creches normalmente fecham às 16h30. Isso faz com que praticamente todo mundo saia do trabalho entre 15h30 e 16h.”

Segundo ela, o próprio sistema foi desenhado para que as pessoas tenham tempo para cuidar da família e da casa.

Finlândia – o país mais feliz do mundo

“Na Finlândia, você aprende que a vida não gira em torno do trabalho, e isso muda tudo.”

Foi com essa percepção que a designer brasileira Jane Vita, de 47 anos, passou a enxergar a própria carreira de outra forma. Após mais de duas décadas de experiência e idas e vindas entre Brasil, Canadá e Europa, ela voltou a Helsinque pela terceira vez, agora com três filhos e uma nova leitura sobre o que significa qualidade de vida.

A escolha não é isolada. Um estudo da ONU divulgado nesta quinta-feira, 19, colocou, pela 8ª vez consecutiva, a Finlândia no topo do ranking dos países mais felizes do mundo, uma liderança que se sustenta por fatores que vão além da renda: confiança nas instituições, segurança, acesso à educação e, principalmente, equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

“Mesmo em um momento de transição, em todos os meus trabalhos aqui, pude vivenciar uma cultura forte de work-life balance. Existe um respeito genuíno pelo tempo pessoal, o que permite maior comprometimento com a vida fora do trabalho, o que impacta diretamente o bem-estar”, afirma Vita.

Isso não significa que trabalhar seis dias em uma semana seja automaticamente ilegal em todos esses países. A legislação europeia estabelece períodos mínimos de descanso, mas permite diferentes formas de distribuição dos dias trabalhados. A principal diferença está nas garantias legais, na negociação coletiva e na predominância de jornadas organizadas em cinco dias.

Para Baruki, o debate sobre a jornada deve considerar também os impactos sobre a saúde dos profissionais. Ao longo de sua atuação na fiscalização de situações de assédio e riscos psicossociais, a especialista identificou como jornadas extensas e cobranças excessivas podem contribuir para o adoecimento dos trabalhadores.

“Esses riscos estão diretamente ligados a doenças ocupacionais que poderiam ser evitadas com práticas mais humanizadas”, afirma.

O que a Europa determina sobre o descanso semanal?

Na União Europeia, a Diretiva 2003/88/CE estabelece um período mínimo de 24 horas consecutivas de descanso semanal, acrescido, em regra, de 11 horas de descanso diário, totalizando ao menos 35 horas consecutivas de descanso semanal.

“Isso torna a prática da escala 6×1 praticamente impossível em muitos países membros”, diz Baruki.

A diretiva também estabelece um limite médio de 48 horas semanais de trabalho, incluindo horas extras, calculado dentro de períodos de referência definidos.

As regras não proíbem universalmente a escala 6×1. Ainda assim, a combinação entre legislação nacional, convenções coletivas e práticas empresariais faz com que a semana convencional de cinco dias seja predominante em diversos países europeus.

Islândia e Nova Zelândia: trabalhar 4 dias pode funcionar?

Além dos países nórdicos, outras economias têm experimentado formatos de trabalho que vão além da tradicional jornada de cinco dias.

Entre 2015 e 2019, a Islândia realizou experimentos de redução da jornada semanal, sem diminuição salarial, envolvendo trabalhadores de diferentes setores. Os resultados apontaram melhora no bem-estar, redução do estresse e manutenção ou crescimento da produtividade em diversos ambientes de trabalho.

Os testes contribuíram para ampliar negociações coletivas sobre jornadas menores no país, embora não tenham estabelecido uma semana obrigatória de quatro dias para todos os trabalhadores.

Na Nova Zelândia, empresas também passaram a experimentar voluntariamente modelos de 4 dias de trabalho, com foco em produtividade, satisfação e retenção de profissionais.

“Esses países oferecem uma visão de como o futuro do trabalho pode ser transformador, priorizando tanto a saúde mental quanto o desempenho”, afirma Baruki.

As experiências mostram que reduzir a jornada não significa necessariamente reduzir a produção. Os resultados, porém, dependem de fatores como setor econômico, organização das equipes, tecnologia e gestão das atividades.

China, Índia e Japão: o outro lado da jornada de trabalho

jovens chineses chegam para o trabalho - jornada 9-6-9 - ​​Trabalhadores em fábrica da Ford na China Gilles SabriéThe New York Times)

Jovens chineses chegam para o trabalho – jornada 9-9-6 – ​​em fábrica da Ford na China (Foto: Gilles Sabrié/The New York Times)

Enquanto parte da Europa avança em modelos mais flexíveis, países asiáticos enfrentam desafios relacionados ao excesso de horas trabalhadas.

Na China, o chamado modelo 9-9-6, caracterizado pelo expediente das 9h às 21h, seis dias por semana, tornou-se símbolo de jornadas excessivas, especialmente no setor de tecnologia.

Embora esse regime contrarie os limites legais de jornada e horas extras do país, a prática ganhou notoriedade por sua associação à cultura de trabalho intensivo.

“Na Índia, a informalidade e as dificuldades de fiscalização também contribuem para jornadas prolongadas em determinados setores”, diz Baruki.

Já o Japão enfrenta há décadas o problema do karoshi, expressão utilizada para designar mortes associadas ao excesso de trabalho. O país adotou medidas para limitar horas extras e incentivar mudanças na cultura corporativa.

Para Baruki, as diferentes experiências internacionais demonstram que a discussão sobre jornada vai além de uma simples alteração na legislação.

“Os exemplos globais deixam claro que o futuro do trabalho depende de uma mudança cultural e legislativa, que priorize o bem-estar dos trabalhadores sem comprometer, claro, a competitividade econômica”, afirma.

Nota do BCS – Infelizmente a ótima reportagem não explora se existem experiências de trabalho fora do trabalho formal por parte dos brasileiros no exterior. E se o nativo nesses países têm a cultura do “bico”, da labuta e ganhos “por fora.” Nos países nórdicos os direitos sociais são prioridade do Estado e existem investimentos trilionários, como a Noruega, por exemplo, com seu Fundo Garantidor para a política do bem-estar social/previdência etc.

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domingo - 18/10/2026 - 08:28h

Mais do mesmo

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa exclusiva em estilo de aquarela, com recursos de IA, para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva em estilo de aquarela, com recursos de IA, para o BCS

Ontem não teve jeito. Durante um bom tempo espremi a esponja do cérebro e não pingou nada. Desconfio de que hoje eu também não obtenha êxito neste exercício tantas vezes medíocre e solitário. Pois é. Outra vez aqui estou tentando tirar leite de pedra. Tarefa difícil. É sábado à noite, vinte horas e treze minutos, e não sinto que isto ultrapasse um parágrafo. Ainda assim, por incrível que pareça, alimento um tantinho de esperança. Quem sabe aos poucos a página vá sendo ocupada por algo digno de atenção. Vamos ver até onde isso continua brotando a duras penas.

Olho para os temas do momento e não me sinto disposto a abordar nenhum. A atmosfera inteira está repleta de política. Este é um assunto intragável para mim no presente instante. Desejo tão só que esse segundo turno passe logo, e possamos respirar aliviados. Os cargos de governador e presidente estão em jogo. Vejo-me chovendo no molhado. Todos têm pleno conhecimento disso.

Juju está enrodilhada ao pé da escrivaninha, tirando um cochilo. Mostra constante necessidade de ficar perto de mim. Há pouco, entretanto, corria de um lado para o outro mordiscando um dos seus brinquedinhos de plástico. Antes disso havia ido ao portão e latido para não sei o quê. Às vezes, como se quisesse apenas mostrar serviço, ela se comporta dessa maneira. Procura chamar minha atenção. Juju, perdoem a metáfora, é uma ótima pessoa. Possui mais humanidade do que certos indivíduos. Completará três anos no próximo dia 24 de novembro. Dá um certo trabalho, porém compensa na afetividade, no carinho e afeição que me dedica diariamente.

Bom, deixemos Juju tirar seu cochilo em paz. Ao menos agora ela não ocupa uma página. Indago a mim mesmo o que mais terei para transmitir nesta aventura de tirar uma carta salvadora da manga, uma crônica da cartola. Peço-lhes desculpas, então, por mais uma vez me ocupar com o repisado tema de escrever acerca dos apuros da própria escrita. Não quero enganar ninguém. Muitos cronistas de alto coturno, destaco, recorreram e seguem recorrendo a esse tipo de subterfúgio.

Tenho absoluta consciência de que a maior parte dos leitores sabe quando está sendo enrolada. Por isso é que não busco encobrir esse artifício. Aqui me encontro em papos de aranha e não vou bancar o dono da verdade e da razão. De forma humilde, portanto, entrego o braço à seringa. Por que não admitir que me agarro ao lugar-comum? Não vejo nenhum problema nisso. Penso que é melhor ser sincero do que mentiroso. Torço, entrementes, que perdoem minha falta de novidade. É mais um conteúdo pouco apetecível. Eis a realidade. Não me encontro inspirado, interessado noutro tema. Estou aqui, enfim, oferecendo mais do mesmo.

Juju continua dormitando ao lado da mesa; os olhos um tanto quanto entreabertos. O sábado passou voando. Aliás, reparando bem, esta semana correu feito um rastilho de pólvora. A duras penas, repito, percebo que escapei da esterilidade absoluta. Eis a página deste domingo. É o que temos para hoje.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 18/10/2026 - 07:50h
DISPUTA PRESIDENCIAL

Flávio e Lula fazem o primeiro debate direto neste domingo

Flávio e Lula ainda não tiveram confronto direto em debate (Fotos: Sérgio Lima/Poder 360)

Flávio e Lula ainda não tiveram confronto direto em debate (Fotos: Sérgio Lima/Poder 360)

Os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participam, neste domingo (18.out.2026), do debate da Band.

O encontro será realizado pela Band e está marcado para as 20h, em São Paulo.

Será o 1º embate frente a frente do senador e do presidente nesta campanha, que foi marcada pelo cancelamento de eventos por parte das emissoras depois que os principais nomes da disputa presidencial cancelaram presença.

O próximo debate será da Rede Globo, dia 23 próximo.

Pesquisas

Nas últimas pesquisas, o presidente reagiu na disputa contra Flávio. Pesquisa PoderData/Aya, divulgada na 6ª feira (16.out), mostra Lula e o candidato do PL empatados, com 50% dos votos válidos cada um.

Em duas semanas, a taxa de intenções de voto em Lula avançou, enquanto a de Flávio recuou.

A distância entre os 2 era de 6 pontos percentuais no estudo divulgado em 8 de outubro. Há 3 dias, caiu para 2 pontos percentuais. Agora, é zero.

Série de pesquisas até o empate de agora (Reprodução do Poder 360)

Série de pesquisas até o empate de agora (Reprodução do Poder 360)

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domingo - 18/10/2026 - 06:42h

Bom sinal

Por Bruno Ernesto

Foto do autor da crônica (09/2026)

Foto ilustrativa feita pelo autor da crônica (09/2026)

Se para uns avistar um urubu é um mau sinal, mau agouro, azar, perigo, infortúnio ou mesmo desgraça, talvez eu seja um ponto fora da curva. Se bem que já estou naquela fase da vida em que pouco me importa o que pensam ou falam de mim. Na verdade, não me importa.

É muito interessante como ainda hoje certos animais ainda são estigmatizados por simplesmente existirem. Inclusive algumas pessoas.

Para mim, essa ave é uma das mais belas que existem, especialmente quando flutua lá no alto, deslizando suavemente entre as nuvens, ascendendo quase a perder de vista, dona dos céus, à espera do infortúnio ou ciclo natural da vida de algum animal.

Aqui por baixo, quando nos encaram, mostram toda a sua fragilidade; são medrosos. Talvez – ironicamente – tenham é medo de serem mortas por nós. Até desconfio que ao nos verem, pensem que é mau agouro. E até concordo, pois tenho a mesma sensação quando vejo algumas pessoas.

Quando ouço alguém maldizê-las, lembro de um antigo e curioso ofício que existiu no Reino Unido nos séculos XVII e XVIII: o come-pecados.

Tal ofício consistia em contratar uma pessoa marginalizada ou pobre, que recebia alguns trocados para tirar os pecados do morto antes de ser enterrado.

Para o ritual, os familiares colocavam um pedaço de pão e uma taça de vinho no peito do defunto, quando então o come-pecados recitava um pequeno ritual para que aquele pão e o vinho absorvessem todos os pecados do defunto, que, em seguida, eram consumidos por ele livrando-o dos pecados terrenos. Simples e prático.

Assim, fico a imaginar o quão horrorizados ficariam os urubus se soubessem que poderiam ganhar uns bons trocados se tal prática fosse adotada hoje.

Talvez seja este o motivo pelo qual tenham tanto medo quando nos encaram, e alcem voo o mais rápido e alto possível que consigam.

Bruno Ernesto é escritor, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró – IHGM e curador do portal cultural marsertao.com @ihgmossoro @marsertaoblog

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 17/10/2026 - 23:28h

Pensando bem…

“A modéstia é o primeiro e obrigatório sinal de grandeza.”

Nelson Rodrigues

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sábado - 17/10/2026 - 09:38h
Segundo turno

Candidatos ocupam Mossoró em marcha para decisão do dia 25

Allyson e Cadu vão às urnas para nova disputa no dia 25 próximo (Fotos: Assessorias)

Allyson e Cadu vão às urnas para nova disputa no dia 25 próximo (Fotos: Assessorias)

Os candidatos a governador do RN ocuparam a cidade de Mossoró nessa sexta-feira (16) em carreatas por áreas distintas.

Allyson Bezerra (UB), ex-prefeito mossoroense, puxou aliados, militantes e admiradores em carreata.

Cadu de Lula (PT), ex-secretário estadual da Fazenda, fez o mesmo no segundo maior colégio eleitoral do RN.

As eleições vão ocorrer no domingo (25), daqui a oito dias.

No primeiro turno, a votação apontou 82.286 votos (56,15%) votos para Allyson Bezerra e 44.202 votos (30,16%) para Cadu de Lula.

Acompanhe a campanha do seu candidato diretamente no endereço dele:

Allyson Bezerra – AQUI

Cadu de Lula – AQUI

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 17/10/2026 - 07:50h
Brasília

Congresso Nacional promulga, com Lula, o fim da escala 6×1

Lula participou de sessão nessa sexta-feira (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

Lula participou de sessão nessa sexta-feira (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

O Congresso Nacional promulgou nesta sexta-feira (16), em sessão solene, duas emendas à Constituição que ampliam direitos dos trabalhadores. A Emenda Constitucional 141 acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1) e garante dois dias de repouso semanal remunerado.

Daqui a 60 dias, a jornada máxima será reduzida de 44 para 42 horas. Após um ano, a jornada de trabalho cairá para 40 horas, sem redução de salário.

Já a Emenda Constitucional 140 estabelece regras especiais de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.

A cerimônia foi conduzida pelo presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

Davi prestou homenagem ao senador Paulo Paim (PT-RS), defensor dessa mudança há muito tempo, e destacou que a promulgação das emendas representam o reconhecimento de reivindicações históricas e resultam do entendimento entre deputados e senadores. Ele lembrou que assumiu o compromisso de colocar as duas propostas em votação.

Números

Segundo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego, dos 44,7 milhões de trabalhadores com jornada identificada, cerca de 14,9 milhões, o equivalente a um terço, cumprem atualmente a escala 6×1 e serão beneficiados pela mudança.

Outros dados apontam que 38,6 milhões trabalham mais de 40 horas semanais, dos quais 37,2 milhões cumprem jornadas de 44 horas. A mudança alcança diferentes setores, especialmente comércio, serviços, indústria e logística.

Fonte: Agência Senado

Fonte: Agência Senado

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sexta-feira - 16/10/2026 - 23:54h

Pensando bem…

⁠”A conquista de si mesmo é um processo permanente. Nunca é hora de parar!”

David Goggins
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  • Art&C - PMM - Iluminação - Outubro de 2026
sexta-feira - 16/10/2026 - 19:34h
Justiça Eleitoral

Quem não votou no 1º turno pode votar normalmente no 2º

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno das Eleições 2026 poderão votar normalmente no segundo turno, marcado para o próximo dia 25 de outubro, desde que estejam com a sua situação eleitoral regular. No Rio Grande do Norte, a votação ocorrerá para os cargos de presidente da República e governador do Estado.

A ausência no primeiro turno não impede a participação nesta segunda etapa do pleito.

Para verificar a regularidade do título, o eleitor pode utilizar o aplicativo e-Título, acessando a opção “Mais opções” e, em seguida, “Consultar situação eleitoral”.

A consulta também está disponível no Autoatendimento Eleitoral, no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio da aba “Consulta”, na opção “Situação do título”.

Veja AQUI.

Saiba mais detalhes sobre voto em trânsito, biometria, regularização do título e outras dúvidas clicando AQUI.

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sexta-feira - 16/10/2026 - 16:36h
Segundo turno

Paulinho abraça a campanha de Allyson Bezerra em Natal

Allyson foi apresentado à militância por Paulinho e Nina (Foto: Lucas Bulcão)

Allyson foi apresentado à militância por Paulinho e Nina (Foto: Lucas Bulcão)

Em evento à noite dessa quinta-feira (15), realizado no bairro Dix-Sept Rosado, Zona Oeste da capital, ​o prefeito Paulinho Freire (UB) e a deputada federal eleita Nina Souza (PL) apresentaram oficialmente Allyson Bezerra (UB) e Hermano Morais (MDB) como seus candidatos a governador e vice. Num encontro com militância, bancada de 23 vereadores e outros políticos, Paulinho deixou claro que seu apoio não será da boca para fora. Abraça com todo empenho a campanha de Allyson e do seu vice em Natal.

Ele enfatizou a importância da aliança entre a capital e o futuro Governo do Estado, criticando o atual cenário administrativo do estado e convocando os eleitores para a reta final da campanha. “Natal tomou uma decisão clara porque sabe que o Rio Grande do Norte precisa mudar de rumo. Após oito anos de uma gestão ineficaz, que virou as costas para as necessidades da nossa população, nós nos unimos a Allyson porque ele representa a capacidade de trabalho e a juventude com responsabilidade que o RN precisa”, disse.

“Juntos, com a nossa bancada de vereadores e a força do povo, vamos fazer uma votação vitoriosa na capital e no estado”, afirmou Paulinho Freire, que anunciou apoio na última terça-feira (13) – veja AQUI.

A exatamente 10 dias da votação para o segundo turno, Allyson comemorou o engajamento popular e ressaltou a grande frente política formada em torno da sua candidatura, que já reúne cerca de 100 prefeitos de diferentes regiões potiguares, além de deputados federais e estaduais mobilizados pelo sentimento de renovação.

No primeiro turno, Paulinho e seu grupo apoiaram o ex-prefeito Álvaro Dias (PL), que somou 165.210 votos (39,69%) na capital. Ficou em primeiro lugar. Atrás dele, Cadu de Lula (PT) teve 147.509 votos (35,43%) e Allyson Bezerra (UB) com 101.941 votos (24,49%).

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sexta-feira - 16/10/2026 - 14:30h
MOSSORÓ

SuperFácil Atacado será reinaugurado no próximo dia 22

SuperFácil Atacado fica localizado na Avenida João da Escóssia, Nova Betânia (Foto: Grupo Nordestão)

SuperFácil Atacado fica localizado na Avenida João da Escóssia, Nova Betânia (Foto: Grupo Nordestão)

O SuperFácil Atacado marca compromisso com consumidor de Mossoró e vasta região. Anuncia a grande reinauguração da unidade Nova Betânia, na Avenida João da Escóssia, dia 22 de outubro – próxima quinta-feira. A loja contará com ambiente renovado, ofertas especiais e preços competitivos.

Uma das grandes novidades é a chegada do Empório N, a padaria do Grupo Nordestão, que amplia a experiência de compra com praticidade e sabor para diferentes momentos do dia, do café da manhã ao almoço e aos lanches.

Além disso, o espaço contará com uma seleção diferenciada de produtos importados e saudáveis, adega e azeites especiais, oferecendo ainda mais variedade para quem busca novas opções e produtos selecionados.

A reinauguração marca uma nova etapa para a unidade, reforçando o compromisso do SuperFácil Atacado em proporcionar mais economia, qualidade e conveniência aos seus clientes.

Empório N e setor de importados são alguns  dos diferenciais que chegam (Foto: Grupo Nordestão)

Empório N e seleção de importados são alguns dos diferenciais que chegam (Foto: Grupo Nordestão)

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Categoria(s): Gerais
sexta-feira - 16/10/2026 - 11:38h
LUTA PELO VOTO

Lula defende agora redução da maioridade penal, pauta da direita

Arte ilustrativa (Arquivo do BCS)

Arte ilustrativa (Arquivo do BCS)

Do Canal Meio e outras fontes para o BCS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mudou uma posição histórica de seu partido e passou a defender a redução da maioridade penal para crimes hediondos, incorporando ao seu discurso uma das principais bandeiras da direita na área de segurança pública. A declaração foi feita nesta quinta-feira, durante entrevista à TV Globo, a dez dias do segundo turno da eleição presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL).

O presidente defendeu que adolescentes a partir dos 16 anos possam responder criminalmente por crimes hediondos.

A mudança de posição ocorre em meio à pressão da oposição, que colocou o endurecimento da legislação penal no centro do debate eleitoral. Apesar de apoiar a redução, Lula se posicionou contra a inclusão da medida na PEC da Segurança Pública, em discussão no Senado. Segundo ele, a prioridade deve ser aprovar o texto original e deixar a alteração da maioridade penal para uma discussão posterior.

“Eu sou favorável a diminuir para 16 anos, mas não a discutir isso nessa PEC. Primeiro, aprova a PEC e depois discute isso”, declarou. (g1)

Confira a íntegra da entrevista de Lula. (Jornal Nacional)

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